quarta-feira, 29 de junho de 2011

A MÃE DE TODAS AS MÃES DO MUNDO

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: Génesis 3:20
1. Quem inventou a mãe?
2. Quem teve a ideia de chamar à mulher com filhos mãe?
3. Quem foi a primeira mãe da história do mundo?

I. A ORIGEM DA PALAVRA “MÃE” – Génesis 3:20
1. Deus deu nome ao homem, Adão – que significa terra vermelha, mas Deus não deu nome à mulher.
2. Deus deu oportunidade para o homem escolher o nome de sua esposa.
3. Deus fez o homem e a mulher, Deus dá nome ao homem, Adão; e, o homem dá nome à mulher, Eva:
a) “Eva” significa “mãe de todos os viventes”.
b) “Eva” foi escolhido porque Adão acreditou na promessa de Deus (Génesis 3:15).
c) “Eva” foi um nome baseado na fé na vinda do Filho de Deus que nasceria de mulher e resgataria a vida de todos os seres viventes que fora sentenciado à morte por causa do pecado.

II. A ORIGEM DA MÃE – Génesis 3:20
1. A mãe tem a sua origem na criação de Deus no Jardim do Éden; portanto, mãe é uma invenção de Deus.
2. A palavra mãe surge após o pecado, mas gerar filhos era uma das características de toda a mulher no plano de Deus para o mundo perfeito (Génesis 1:28).
3. A mãe tornou-se fruto da misericórdia de Deus, pois mesmo depois do pecado Deus deu a oportunidade à mulher o poder de gerar vida:
a) Eva foi primeira mulher a ser mãe, ela é a mãe de todas as mães.
b) Eva foi a mulher que deu origem a todas as pessoas do mundo.
c) Eva é a mãe de todos os clãs, de todos os povos, de todas as raças.

III. A PRIMEIRA MÃE DO MUNDO – Génesis 3:20
1. A primeira mãe do mundo recebeu o nome de mãe antes mesmo de ter um filho.
2. A primeira mãe do mundo foi Eva, a qual experimentou a primeira dor de parto, mas foi a primeira mulher e ter o privilégio de gerar vida, por isso se diz que “deu à luz” (Génesis 4:1-2).
3. A primeira mãe teve muitos filhos e filhas. A Bíblia fala de Cain, Abel e Sete, mas também fala de “filhos e filhas” de Adão e Eva (Génesis 5:3-4).

CONCLUSÃO:
1. Eva, palavra da língua hebraica Jawwah, sem etimologia exacta, mas que se parece com Jayyah que quer dizer “vivente”.
2. Eva, nome que surge quando Adão escolhe o nome para a sua esposa, depois de ter recebido o seu directamente de Deus.
3. Eva, palavra da transliteração Jawwah do hebraico para a Septuaginta em grego Eua, de onde vem a palavra “Eva”.

APELO:
1. Valorize a mãe, pois foi uma invenção de Deus.
2. Respeite a mãe, pois ela é fruto da misericórdia de Deus.
3. Ame a sua mãe, pois ela deu à luz, gerou vida e você é prova disso.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O SENHOR AINDA ESPERA

Introdução: Isaías 55:6-7
Com a entrada do pecado no mundo, Deus foi ignorado pela humanidade. Deu-se a ruptura no relacionamento humano com o divino. Como resolver isso?
I. Buscai o Senhor – Isaías 55:6Deus tinha dado todos os passos necessários para suster/proteger o Seu povo Israel. Deus tinha convidado (Isaías 51:1), “todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro…”.
• O convite aos sedentos, quer dizer a todos que tem sede para compreender a vontade de Deus e os Seus caminhos e obter graça e paz (Sal. 42:1-2; 63:1; Mat. 5:6; Apoc. 21:6; 22:17). O homem foi criado para ter sede (anelo) interior de Deus, este anelo só encontra satisfação na comunhão com o Senhor.
• É um convite cheio de bondade, toda a satisfação de Deus é que o homem aceite as bênçãos da salvação. Ninguém será excluído: Apoc. 22:17.
• Não há lugar para o pensamento de que uns foram criados para as bênçãos e outros para as maldições. Deus não interfere com o exercício do livre arbítrio (Ezeq. 18:31-32; 33:11; 2ª Ped. 3:9). É realçado o plano de Deus de gentios e israelitas entrarem no eterno plano de Deus de toda alcançarem a pureza e a salvação: Isa. 55:5,8-11.
• “não tem dinheiro”. É uma linguagem figurada que aqui se emprega, o que não tem “dinheiro” é aquele que reconhece a sua necessidade (Mat. 5:3). Aquele que compreende que não tem méritos próprios para oferecer a Deus recompensa pelo dom precioso da salvação. Todos convidados.
• Neste convite é Deus que vem na nossa direção e está bem perto aguardando o nosso abraço de reconciliação.
II. No plano de Deus está o convite – Isaías 55:6 • “Invocai-o enquanto está próximo”. Deus não se cansa de esperar, mas não pode esperar para sempre; invoque-O enquanto Ele está por perto.
• Em sentido muito especial, Deus estava “perto” do seu povo Israel (Deut. 4:7; Sal. 148:14), mas também está “perto” de todos os que O invocam: “DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” Sal. 46:1. E ainda: ” Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” Sal. 145:18.
• No entanto, há um momento, que face a tantos apelos de Deus, na persistente recusa aos rogos do Espírito Santo, a porta da misericórdia divina é cerrada e a ausência divina torna-se clara: Is. 1:15; Oseias 5:6; Mat. 25:10-12; João 7:34; 8:21.
• Porque não aceitar enquanto Ele está perto? Porque não buscar enquanto se pode achar?
III. Não há pecado que Deus não possa purificar – Isaías 55:7• “Deixe o ímpio o seu caminho”. Com que frequência através dos seus mensageiros, Deus exorta o ser humano a abandonar a sua vida de pecado e lhes promete perdão?
• Ler Isaías 1:16. “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.” Segundo David somos levados a pensar que este convite de Deus é antes uma oferta: “Lava-me, e serei mais alvo que a neve” Sal. 51:7.
• David reconheceu que estava contaminado pelo pecado e pediu a Deus um coração limpo (v.10); e o seu rogo foi ouvido. Todo o pecador necessita uma purificação moral; o nosso coração deve ser limpo da corrupção do mal e, Deus quer limpar de toda a iniquidade: Jeremias 4:14.
• Isaías 1:17 “Aprendei a fazer o bem”. Os que servem a Deus só podem aborrecer o mal e amar o bem. A piedade é um principio activo, cultivar a rectidão é a melhor garantia contra a iniquidade.
• Isaías 1:18 “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor… (ler). “Vinde para nos entendermos”. Nesta passagem Deus convida o homem a um encontro, a fim de resolver de forma livre e franca os problemas.
• O Senhor não é um Juiz sem consideração por quem está diante d´Ele. Ele é bondoso, Ele é Pai. Ele é Um Amigo. Ele interessa-se pelas coisas que afectam o ser humano, e preocupa-se com o nosso bem-estar. Isto é o que Deus anela que o homem creia e compreenda.
Deus ama o pecador, por isso está disposto a perdoar e restaurar da desgraça provocada pelo pecado.
Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje, pois amanhã pode ser muito tarde.
Não deixemos que o pecado nos afaste ainda mais de Deus, peçamos a Deus que nos afaste do pecado.
Não deixemos Deus esperar, corramos agora mesmo para os Seus ternos braços de amor.
Conclusão: Isaías 55:8
“Segue-me tu! A voz continua a soar com os mesmos acentos de ontem nas margens do lago de Genezaré”. (John A. Mackay.
Conta-se que, há muitos anos, um grupo de escravos foi vendido em leilão num mercado da Nigéria. Quando a venda estava a terminar, foi apresentado um rapaz aleijado, magro e com um aspecto muito doente. Quando o viram todos os compradores riram-se, recusando qualquer oferta sobre aquele rapaz. Finalmente o leiloeiro, para se ver livre do “estorvo”, fez uma proposta que envolvia o escárnio: “Quem compra por um pacote de tabaco?”. Foi “comprado” e levado para um ancoradouro camuflado no litoral, onde foram embarcados num navio negreiro.
Acontece que, providencialmente, o barco foi perseguido e capturado por um navio da guarda britânica, que desembarcou o pobre rapaz bem como todos os escravos, deixando-os na Serra Leoa, onde foram libertos.
O rapazinho que tinha sido trocado por um maço de tabaco foi encaminhado para um orfanato evangélico, no qual missionários devotados o acolheram carinhosamente, tratando da sua saúde precária, ao mesmo tempo que lhe proporcionavam instrução e educação religiosa.
Anos mais tarde, teria lugar uma imponente cerimónia na Catedral de São Paulo, em Londres, na presença dos mais altos dirigentes da igreja anglicana e de estado, porque na ocasião ia ser ordenado primeiro bispo da Nigéria.
Outro não era senão o jovem rejeitado que fora trocado em leilão, como “refugo”, por um pacote de tabaco. E foi uma decisão prodigiosa, por certo inspirada pelo Espírito Santo, de vez que o bispo Samuel Crouther realizou um notável e inesquecível trabalho para Cristo, na Nigéria e países vizinhos, sendo o seu nome reconhecido como pioneiro e herói na propagação das boas-novas, naquelas terras.
Deus tem um plano de salvar os pecadores, estes são chamados por pecadores lavados pelo sangue de Jesus.
“A lâmpada não é acesa para iluminar-se a si mesma, ou para desfrutar a sua própria luz. A sua finalidade é iluminar a outros. Ninguém é salvo para seu exclusivo benefício, mas, sim, para assinalar o caminho da salvação a outros!” J.S. Hale.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

TEMPO DE URGENTE INTERCESSÃO!

Introdução: Efésios 6:18-20
“Se eu não pude adorar a Deus durante os seis dias da semana, eu não posso adorar neste sábado. A adoração no lugar de culto é sem grande valor, se não for precedida e preparada pela adoração constante na vida prática.” Anónimo.
* Devemos orar pelos doentes e fazer tudo que estiver ao nosso alcance para os aliviar de sofrimentos.
* Devemos trabalhar entre os humildes, os pobres e oprimidos.
* Devemos orar pelos desamparados que não têm força de vontade para dominar os apetites que a paixão tem degradado, e orar por eles e com eles também.
“Um esforço sincero e perseverante tem que ser feito em prol da salvação daqueles em cujo coração se despertou algum interesse. Muitas pessoas só podem ser alcançadas mediante atos de desinteressada bondade. É necessário socorrer primeiramente as suas necessidades materiais. Ao verem evidências do nosso desinteressado amor, é-lhes mais fácil crer no amor de Cristo.” Testimonies, vol. 6, págs. 83 e 84.
a. Assim, orar é a mais urgente necessidade da igreja cristã em todos os lugares.
b. Orar é mais do que pedir, deve ser a respiração da alma do cristão.
c. Orar é um ato simples de relacionamento com Deus, porém poderoso.
I. HÁ TEMPO PARA TUDO, MENOS PARA ORAR - Efésios 6:18-20
1
. As pessoas têm tempo para assistir novelas e futebol e outros programas que não beneficiam em nada, mas não tem tempo de orar. Por quê? Qual será a razão?
2. No entanto, se lermos em 1ª Tes. 5:17, exorta “a orar sem cessar”. A oração não mais uma arma de combate contra as seduções do inimigo. A oração é a postura ou forma como está disponível o nosso espírito para a batalha.
3. Paulo insta os crentes para que a oração se torne um estado mental contínuo, uma atitude de permanente comunhão com Deus (ver Luc. 18:1; Fil. 4:6; Heb. 4:16).
4. A oração e a súplica são complementares: Fil. 4:6; 1 Tim. 2:1; 5:5. Elas têm como resultado um espírito agradecido e este espírito deleita-se na intercessão ou oração eficaz.
II. É TEMPO DE DESPERTAR PARA ORAR MAIS – Rom. 8:26-27.
1. Quando oramos nas melhores das intenções, a oração vai em primeiro lugar revelar-nos a nossa limitada compreensão, os nossos preconceitos ocultos e a nossa mais completa ignorância do que é melhor para nós.
2. O crente em oração séria e consagrada é levado a olhar para trás e imediatamente sente-se impelido a agradecer a Deus. O Espírito Santo traz à memória mil e uma bênção recebida, enche-nos de um sentimento de gratidão e louvor. O Espírito preparou-nos para olhar segundo o olhar de Deus para as necessidades dos outros.
3. Efésios 6:19 “…vigiando com toda a perseverança e súplica por todos os santos”
História: há uma linda história de certa menina, com referência à noite da saída do Egito. Na humilde residência, todos sentados esperavam o solene acontecimento predito por Deus. Com o coração apreensivo quanto ao destino do seu irmão mais velho, a menina aproxima-se do pai e pergunta:
- Já temos o sangue na porta papá?
- Por certo, minha filha; não te preocupes com isso. Depois de alguns instantes de silêncio ela volta a perguntar ao pai:
- Papá, tem a certeza de que há sangue na porta?
- Sem dúvida, filha. Eu encarreguei o nosso criado Eliezer de o espargir, e ele, como sabes, é fiel e não se esquece do que lhe mando fazer.
Novo silêncio. O coração da menina continuava inquieto. Ela pensava no terrível julgamento presetes a desencadear-se naquela noite, sobretudo no vasto território egípcio; pensava na morte que seria certa para o seu irmão mais velho, se aquela mancha vermelha não estivesse nas ombreiras e nas vergas da porta.
Por fim ela rompe num ímpeto de grande amor e afecto infantil!
- Paizinho, será que o sangue foi aspergido na porta? Sabe o que acontecerá ao meu amado irmão, se ali faltar o sangue! Faça o favor, de ir ver se o sangue está lá, por favor!
Então, para tranquilizar aquele coração amoroso, o pai tomou a lâmpada foi à porta, abriu-a, ergueu a luz, eis que o sangue não estava na porta!
A sentença de morte poderia vir a cada momento. Por isso, correndo para dentro de casa, o pai pegou no hissope, mergulhou-o rapidamente no sangue do cordeiro pascal, voltou à porta e espargiu os umbrais e as vergas com o precioso símbolo. Depois sentou-se, com o coração a bater forte, por pensar na tragédia que esteve iminente. Então sim, ficou em paz o coração da boa menina: pois ela sabia que agora o seu querido irmão estava em verdadeira segurança – “protegido pelo sangue”. Protegidos pela oração! Estamos nós a orar? 20
III। É TEMPO DE ORAR MAIS INTENSAMENTE UNS PELOS OUTROS – Efésios 6:19-20

1.“…e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra de confiança, para fazer notório o mistério do evangelho.”
* “Por mim”, ou em meu favor. Esta comovedora referencia do valente guerreiro cristão – apóstolo Paulo – manifesta sem ambiguidades a sua necessidade e humilde confiança de ser sustido por outros. O apóstolo expressa frequentemente a sua profunda necessidade de ser alvo da intercessão dos seus irmãos (Rom. 15:30; 2Cor. 1:11; Fil. 1:19; etc.).
* “para fazer notório o mistério do evangelho”. Já noutras passagens ele refere esta palavra “mistério”, esta é a sexta vez (1:9; 3:3-4,9; 5:23). Não se trata dos mistérios pagãos, refere-se à graça de Deus, que noutros tempos foi desconhecida pelos gentios, mas agora lhes estava sendo revelada (cf. 1Tim. 3:16). Aqui está a preocupação; eles precisam ser ajudados, eles necessitam do “sangue do Cordeiro”.
2. O cristão deve orar com toda oração e súplica no Espírito: A oração deve ser moldada pelo Espírito Santo, não pelo espírito egoísta, interesseira ou impregnada de prazer carnal (Tiago 4:3). É a oração de um justo que é poderosa e eficaz (Tiago 5:16), traz confiança e intrepidez para evangelizar.
3. O cristão deve vigiar com toda a perseverança e súplica uns pelos outros: O cristão que não ora não tem tempo para Deus; enfraquece a fé e enfraquece a força missionária da igreja. Por outro lado, a igreja que ora pelos outros, nem as portas do inferno prevalecem contra ela, por isso o apóstolo Paulo apela: "Vigiem com toda perseverança e súplica por todos os santos. Orai também por mim...".
CONCLUSÃO:
1. A única forma de estar ligado inteiramente a Cristo é através da oração perseverante.
2. A única forma de alcançar reavivamento espiritual na igreja é quando todos os seus membros se dedicarem à plenitude da oração e fazer da oração intercessora uma constante respiração da alma.
3. A única forma de a igreja ser poderosa é mediante a oração constante, a oração é o termómetro da igreja e a alavanca que impulsiona o avanço da pregação do evangelho.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O PRIMEIRO CULTO DE ADORAÇÃO A DEUS NO MUNDO

Por causa do pecado entrou a violência no mundo; por causa da violência, Adão e Eva perderam o seu único filho fiel a Deus pelo fratricídio cometido por Caim. Aparentemente a terra seria povoada por pessoas corruptas, com a descendência de Caim. (Gén. 4:16-19,23)
• Lameque foi o primeiro a perverter o matrimónio estabelecido por Deus. Foi o inicio da poligamia, um mal que se introduziu na terra como semente brava. O nome das mulheres de Lameque sugerem atracção sexual: Ada significa “adorno” e Zilá quer dizer “sombra” ou “acção de tilintar”.
No entanto, o autor bíblico que descrevia o progresso do pecado na família de Caim, interrompe a descrição a fim de apresentar a misericórdia e a graça de Deus a Adão e Eva e a toda raça humana. Assim diz o relato bíblico: “Adão conheceu sua mulher. Ela deu à luz um filho e lhe pôs o nome de Set ‘porque,’ disse ela, ‘Deus me concedeu outra descendência no lugar de Abel, que Caim matou.’ Também a Set nasceu um filho, ele lhe deu o nome de Enós, que foi o primeiro a invocar o nome de Iahweh” (Génesis 4:25-26, Bíblia de Jerusalém). Destacamos algumas informações importantes deste relato:
1. Set (ou Sete, Seth) substituiu o fiel e justo Abel:
O nome “Set” do hebraico שֵׁת significa “compensação” e/ou “substituto”. Abel, o segundo filho fiel de Adão e Eva, morreu sem deixar descendência. Adão e Eva esperavam o descendente que esmagaria a cabeça da serpente (Génesis 3:15), mas via a impossibilidade de surgir da descendência do perverso Caim. Então, Eva teve mais um filho, no qual depositara a sua confiança de que ele seria apontado para substituir o fiel e justo Abel. Assim, Set substituiu Abel como filho e como descendente fiel, pois este tornou-se o ascendente de uma série de patriarcas antediluvianos que cobriram o período entre Adão e Noé (Génesis 5:6-29).
“A Adão foi dado outro filho, para ser o herdeiro da promessa divina, herdeiro da primogenitura espiritual. O nome de Sete, dado a este filho, significava "designado", ou "compensação"; "porque", disse a mãe, "Deus me deu outra semente em lugar de Abel; porquanto Caim o matou". Gên. 4:25. Sete era de estatura mais nobre do que Caim ou Abel, e parecia-se muito mais com Adão do que os demais filhos. Tinha caráter digno, seguindo as pegadas de Abel. Contudo não herdou mais bondade natural do que Caim. Com referência à criação de Adão, acha-se dito: "À semelhança de Deus o fez"; mas o homem, depois da queda, "gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem." Gén. 5:1 e 3. Ao passo que Adão foi criado sem pecado, à semelhança de Deus, Sete, como Caim, herdou a natureza decaída de seus pais. Mas recebeu também conhecimento do Redentor, e instrução em justiça. Pela graça divina serviu e honrou a Deus; e trabalhou, como o teria feito Abel caso ele vivesse, para volver a mente dos homens pecadores à reverência e obediência a seu Criador.” Patriarcas e Profetas, p. 80
• Eva colocou o nome a este filho. No nome que ela lhe colocou manifesta que tinha passado um período de angustia; via o seu filho Caim e os seus descendentes serem maus. Como poderia a promessa de Deus cumprir-se?
• Eu não tinha imaginado o seu sofrimento até que compreendi a razão dela colocar este nome ao seu terceiro filho “substituto”, ou “compensação”. Sim agora as palavras de Deus, acerca da semente, prometida podia cumprir-se, ela expressou fé no Libertador prometido viria da semente de Set. a sua fé foi recompensada pois da descendência de Set veio o Senhor.

2. Set teve o seu primeiro filho e deu-lhe o nome Enós (ou Enos, Enosh):
O nome “Enós” do hebraico אֱנוֹשׁ significa “homem mortal” e/ou “frágil”. Há quem considera que a consciência da fragilidade humana, indicada no nome Enós, despertou nas pessoas a necessidade plena de Deus. Assim, através dele, Deus realizaria as Suas promessas. Enós se destacou na linhagem de Set, desta forma através dele havia esperança para a proclamação divulgação da verdadeira fé em Deus como o Criador e Redentor. Enós viveu 905 anos e teve muitos filhos e filhas (Génesis 5:9-11); o seu nome é mencionado na longa genealogia de I Crónicas (1:1) e no documento genealógico de Jesus em Lucas 3:38, sendo ele um ascendente do Messias.
• O livro de Crónicas começa subitamente com uma lista de nomes que começam com Adão, o primeiro homem. Não é dada uma razão para começar esta lista, mas é evidente o propósito de rastrear a história do povo de Deus desde o principio até chegar a Israel e a Judá e à restauração posterior ao exílio babilónico.
• Em I Crónicas 1:1-4, são apresentadas dez gerações desde Adão a Noé. Os nomes são os mesmos que os de Gén. 5. Contudo, o registo é abreviado, apresenta-se na forma mais curta possível.

3. Set e Enós organizaram o primeiro culto de adoração a Deus no mundo: Gén. 4:26, ler
• Nesta altura começou o culto de forma mais formal. Certamente, os homens tinham invocado o Senhor antes que tivesse nascido Enos, mas à medida que o tempo passava surgia uma diferença mais pronunciada entre os que adoravam o Senhor e os que O desafiavam. A expressão “invocar o nome de Jeová”, é usada frequentemente no Antigo Testamento para indicar um culto publico: Sal. 79:6; 116:17; Jer. 10:25; Sofonias 3:9.

• A Septuaginta e a Vulgata especificam: “este [Enós] foi o primeiro a invocar o nome de Iahweh”. Enquanto os filhos de Caim se gloriam nas obras das próprias mãos um pequeno grupo de pessoas, incentivado por Enós, começaram a glorificar e a invocar o nome de Deus.

• Não há dúvida que os filhos de Caim como Jabal (4:20,21,22), são artistas na música, no trabalho de artesanato, trabalho do bronze. Autores de poemas que serão cantados.

• Deus usa no entanto o homem humilde, mortal e frágil a fim de conclamar as pessoas a adorá-Lo. Isso se tornou possível, e, a partir daí a humanidade começou a invocar o nome de Iahweh, Senhor Deus. Esse foi o primeiro culto congregacional. Esse foi o primeiro culto colectivo de adoração a Deus no mundo. Assim, Enós é considerado por muitos, o iniciador do culto ao Deus verdadeiro, Iahweh.

• Deus é o nosso Criador e Redentor, Ele prometeu enviar o Messias como descendente da mulher para nos libertar do pecado; para isso, uma linhagem foi preparada e conduzida pela graciosa e misericordiosa omnisciência de Deus. Cabe a cada um de nós respondermos positivamente a essa graça e começar, ou, recomeçar a invocar o nome de Iahweh, Senhor Deus.

• O primeiro movimento de reavivamento e reforma da história mundial (Génesis 4:25-26).

Conclusão: O sucesso mais significativa antes do dilúvio, é um simples episódio, um acontecimento que encheu e enche os fiéis de plena esperança e gozo (Génesis 5:24). A trasladação de Enoq é relatado por Moisés em poucas e simples palavras.
Enoque foi trasladado “para não ver a morte” (Heb. 11:5). O único crente antediluviano que não viu a morte. Como um modelo de virtude, Enoque o “sétimo depois de Adão”, surge como uma alta montanha na sétima geração.
Foram testemunhas da partida de Enoque tantos justos como ímpios. Deus tomou a decisão de trasladar Enoque, não só para recompensar a piedade de um homem piedoso, mas para demonstrar a segurança que se pode ter no que Deus prometeu em consequência do pecado.
Não há livro judaico ou apócrifo, ou lenda desses povos antigos que não relatem este feito.
Sim podemos viver no meio de um mundo perverso e marcar a diferença, basta confiar em Deus.

sábado, 28 de maio de 2011

A LÂMPADA QUE ILUMINA PARA CASA DO PAI

Ilustração: No dia 27/05/2011, a TV apresentou no noticiário a história de um cão, levado por um tornado nos Estados Unidos, Mason foi sugado por um tornado que causou inúmeros estragos na cidade de em Birmingham, no Estado norte-americano do Alabama. Estava escondido na garagem quando foi levado pelos ares.
Os donos já tinham perdido a esperança de recuperar Mason, quando, 20 dias depois, o cão voltou. Tinha as duas pernas da frente partidas e teve de rastejar de volta a casa.
Sem poder tomar conta do animal, os donos deixaram-no num abrigo para animais enquanto tentavam reconstruir a casa. William Lamb, um cirurgião veterinário, já se tinha disponibilizado para tratar animais afectados pelo tornado. Quando ouviu falar de Mason, ofereceu-se logo para o tratar, de borla.
Mason passou por três horas e meia de cirurgia para reconstruir as pernas partidas. Está a aprender a caminhar com talas nos membros dianteiros, mas recupera bem. "Está muito bem, come bem, bebe. Está fantástico", disse o cirurgião.
Três semanas depois o cão voltou para casa dos donos, as duas patas dianteiras fracturadas, a distância que terá feito foi feita arrastar-se. Foi corajoso, seguiu o seu instinto no meio da dor, da noite, de adversidades inimagináveis. Quando chegou nem um latido de dor, aproximou-se lentamente dos seus donos abanando a cauda de feliz por ter conseguido voltar para casa.
Deus deixou uma lâmpada para voltarmos para Casa. Qual é a nossa persistência? É pequeno, tem um ar fofinho e frágil, mas sobreviveu aos tornados que destroçaram o Estado do Alabama, nos EUA. Demorou 20 dias a arrastar-se, com as patas dianteiras partidas, de volta a casa.
1. Deus deixou uma lâmpada o nosso caminho de regresso: Salmo 119:105

Este mundo de insegurança, instabilidade e imprevisível pode ser comparado à escuridão tão densa que não conseguimos saber de onde viemos e nem para onde vamos.
Este mundo está impregnado de imoralidade, promiscuidade e iniquidade dominado pelos poderes tenebrosos que são as forças espirituais do mal (Efésios 6:12).
“Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados…contra os príncipes das trevas deste século…”
Se repararmos o texto anterior fala da “armadura de Deus”. (v.11), ou “armadura completa” (gr. panóplia). Esta armadura pode parecer-se com a armadura romana, no entanto, trata-se da armadura de Deus, pois é Ele que a proporciona (Ef. 6:14-17). Somos exortados a vestir e a lutar de forma valorosa esta batalha. Aquele que preparou a armadura garante a sua eficácia.
O texto 6:12 refere que esta luta não é tanto contra a “carne e sangue”. Paulo não está a dizer que os cristãos não teriam de enfrentar a inimigos humanos. A igreja enfrentou-os ao longo dos séculos; às suas mãos sofreram e morreram.
O que o texto quer realçar é que há poderes muito superiores ao dos homens, muito mais inteligentes e de astúcia pervertida: as forças satânicas preparadas para a batalha estão em rebelião aberta contra Deus e aqueles que O querem seguir.
Experiência: Quando era menino gostava de manhã ir para a cama dos meus pais, uma manhã deitado de barriga para baixo olhava o soalho do quarto, vi um pinto sair debaixo da cama e curioso saltei da cama e fui atrás dele, vi que entrou num pequeno buraco de uma tábua na sala de jantar. Contei à minha mãe, impressionada contou à família e foram a um homem que tinha “espírito de adivinhação”. Ouvi por várias vezes a minha mãe contar: “uma voz falou pelo homem e dizia que “o teu filho não me pode escapar”.
Que poder é este? Que poder para saber que uma criança no futuro se vai interessar por assuntos de Verdade e Salvação?!
O conflito entre Cristo e Satanás não é de dimensões locais ou terrenas mas de dimensões cósmicas: engloba todo o Universo.
Neste ambiente de trevas, dominado pelos poderes tenebrosos, o qual as pessoas andam às apalpadelas, cambaleando como bêbados, sem rumo (Job 12:25) precisa-se de luz, uma potente luz! Precisamos d´Aquele que é o Soberano e que tem preferência pelos nossos pequenos assuntos.
II. A Bíblia é a luz no meio das trevas: 2ª Pedro 1:19

A Bíblia ilumina o caminho a todos quantos a procuram para caminhar seguros no meio das trevas espirituais deste mundo.
O que tem esta luz, não tem motivos para tropeçar, mesmo que se sinta acossado pelo mal.
Se os irmãos lerem o verso 18, reparam que o apóstolo Pedro fala claramente do que presenciou no Monte da transfiguração: “ouvimos esta voz dirigida do céu”, Pedro, João e Tiago tinha estado presentes, tinham sido testemunhas oculares (Mateus 17:1). Mas no texto 19, Pedro diz “temos, mui firme, a palavra dos profetas”.
O que sugere que nenhuma experiencia por mais extraordinária substitui a Palavra de Deus, a “lâmpada para os nossos pés”. Sim, Pedro e os seus companheiros ficaram muito impressionados (1ª João 1:1-3)! Era um fundamento inamovível para a sua fé cristã. Isso levou-os a partilhar essa fé com outros, e assim edificaram a primeira igreja.
Os que amam a Palavra tem agora a mesma missão a cumprir. E esta luz ainda brilha.
“A nossa confissão da Sua fidelidade é o meio escolhido pelo Céu para revelar Cristo ao mundo. Cumpre-nos reconhecer a Sua graça segundo foi dada a conhecer por intermédio dos santos homens da antiguidade; mas o que será mais eficaz é o testemunho da nossa própria experiência. Somos testemunhas de Deus ao revelarmos em nós mesmos a operação de um poder divino.” Serviço Cristão, p. 213.
III. A Bíblia é um livro sobrenatural: Tiago 1:17

Deus é a origem de todo e qualquer bem moral e físico. Não só para os cristãos, mas para todo o ser humano, ainda que este não O reconheça.
Deus não dá nada ao ser humano que lhe cause dano (Mateus 7:11).
A natureza de Deus (Tiago 1:5)
O salmista compara a Bíblia a uma lâmpada num lugar de trevas onde existe a possibilidade de tropeçarmos, cairmos e nos machucarmos.
O salmista indica a Bíblia como uma lâmpada aos que andam na escuridão da dúvida, na incerteza da vida, com medo do futuro. Quem é iluminado pela Palavra não tem medo do medo!
Não conheceríamos qual é o caminho certo a tomar para sair das trevas se não fosse a Palavra de Deus.
Não conseguiríamos lidar com as dificuldades da vida de altos e baixos, curvas perigosas, pontes estreitas, descidas escorregadias, subidas íngremes e cansativas sem a iluminação da Palavra de Deus.
Conclusão:
Ilustração: Depois de visitar uma família numa fazenda, o pastor deveria ir até a estação apanhar o comboio de volta para casa, era noite escura e chuvosa. O fazendeiro emprestou-lhe uma lanterna, dizendo: “É para ajudá-lo a ver melhor o caminho e guardá-lo de cair nalguma vala”. E acrescentou: “Vê aquele clarão, lá distante? Lá é a estação. Vá sempre naquela direcção. A lanterna lhe proporcionará luz para cada passo e o clarão, à distância, indicará a direcção a seguir”. O clarão distante auxilia a não perder a direcção certa e a lanterna ilumina o caminho próximo dos pés dando segurança para cada passo até chegares onde não mais haverá noite, onde o Deus da luz brilhará constantemente (Apocalipse 22:5).
Sim, tal como Manson, podemos voltar para casa, ele voltou por instinto. Deus deu-lhe o instinto da casa. A cada ser humano, em qualquer lugar, tem um sentido da casa “um sentido religioso”. A Bíblia é luz suficiente que nos leva para CASA. Jesus é o Clarão, em breve Ele brilhará: Tito 2:13.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A VERDADE PRESENTE

Para cada período da História, Deus tem uma mensagem específica. Essa mensagem é denominada “verdade presente” Exemplo disso é a pregação de Noé, que conclamou o mundo antediluviano ao arrependimento e anunciou a destruição por meio do dilúvio (Gn 6 e 7).
No Novo Testamento, encontramos outro exemplo em que a mensagem presente consistia em aceitar Jesus de Nazaré como o Filho de Deus e Salvador do mundo. Embora essa pregação cristocêntrica permeie a Bíblia em todos os tempos, naquela época, os apóstolos tinham o desafio de levar as pessoas a aceitar o Carpinteiro judeu como o prometido Messias do Antigo Testamento (At 2:22-36; 4:11,12; 5:30,31).
Avançando na História, encontramos no século dezesseis o movimento da Reforma Protestante com a mensagem de que a Bíblia é a única regra de fé (Sola Scriptura) e de que a fé nos méritos de Cristo é o único meio pelo qual alguém pode ser aceito e salvo por Deus (Sola Fide). Tais aspectos da mensagem eram apropriados ao contexto em que os reformadores viviam, pois o papado havia exaltado a tradição em lugar do ‘Assim diz o Senhor” e a salvação pelas obras em lugar da justiça de Cristo.
Tempo do fim.
Qual é a mensagem de Deus para nosso tempo? Para entendermos isso, precisamos identificar o período da História em que vivemos. No capítulo 12 do livro de Daniel, Deus revela ao profeta que o entendimento do seu livro só ocorreria no “tempo do fim” (v. 9). Esse tempo chegaria após o período profetizado “de um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (v. 7), o que equivale a 1260 anos (538 d.C – 1798 d.C), nos quais o Romanismo mudaria o Decálogo, perseguiria os fiéis de Deus e lançaria a verdade por terra (Dn 7:25; 8:12; Ap 12:6,13,14; 13:5,6).
Portanto, em 1798, começou o ”tempo do fim” um período singular em que as principais profecias de Daniel se cumpririam (Dn 8:14; 12:11, 12), haveria um crescente avanço do conhecimento profético e também científico (Dn 12:4) e a História registraria importantes sinais preditos nos evangelhos e no livro do Apocalipse (Mt 24:29; Mc 13:24,25; Lc 21:11,25; Ap 6:12-14).2
Para esse tempo, Deus tem uma advertência de especial importância para os habitantes da Terra. É o último aviso de misericórdia a este mundo mergulhado nas trevas do pecado. Encontramos essa mensagem em Apocalipse 14:6-12 – a tríplice mensagem angélica. Essa tríplice mensagem antecede a cena da segunda vinda de Cristo – o Cavaleiro que vem para ceifar a seara da Terra (versos 14-16). Portanto, é uma advertência que deve ser comunicada no tempo do fim, uma solene mensagem que visa a preparar um povo para o encontro com o Rei que Se aproxima. O verso 13, que está entre a tríplice mensagem e os textos da Segunda Vinda, pronuncia uma bênção sobre aqueles que morrem no período em que essas mensagens são pregadas e crêem nelas: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.”3
A pessoa de Cristo e Sua obra salvadora constituem o tema catalisador dessa tríplice mensagem. Nela, o ”evangelho eterno” as boas novas da justiça e da salvação em Cristo são o tema central e predominante, como demonstrado na introdução da passagem (v. 6).4
O primeiro anjo proclama o juízo de Deus (v. 7), o qual começou sua primeira fase em 22 de outubro de 1844. Nessa data, terminou o grande período profético dos 2300 anos de Daniel 8:14, e começou a purificação do santuário celestial, a qual corresponde ao mesmo julgamento visto pelo profeta no (capítulo 7:9-10) 5.
Nessa nova fase de Seu ministério, Cristo não só intercede pela humanidade, como já vinha fazendo, mas atua no juízo em defesa de Seu povo, que está sendo julgado conforme os registros celestiais (Dn 7:10). Para essa fase do julgamento, usam-se os termos juízo pré-advento ou juízo investigativo, pois ocorre no período que antecede a segunda vinda de Cristo e no qual os filhos de Deus são julgados/examinados pelo padrão da lei divina que deve ser obedecida como fruto da fé em Cristo.6 Diante da iminência do julgamento, o anjo conclama a humanidade a temer a Deus, glorificá-Lo e adorá-Lo.
O segundo anjo anuncia a queda de Babilônia (v. 8), o falso sistema religioso dos últimos dias. A queda é conseqüência de o sistema estar fundamentado no erro, por ter rejeitado a verdade bíblica e defender doutrinas espúrias, como: imortalidade da alma, santidade do domingo, salvação pelas obras, etc. Quem não aceitar as palavras de Cristo e não as praticar, experimentará a ruína (Mt 7:26, 27), e quem “ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece, não tem Deus” (2Jo 9). Assim, a mensagem do segundo anjo é um convite para que saiam de Babilônia todos os que foram enganados por suas falsas doutrinas (Ap 18:1-5) e aceitem a verdade conforme revelada em Cristo.
O terceiro anjo acompanha as outras mensagens com uma advertência contra a adoração à besta e ao recebimento da sua marca (Ap 14:9-11). Essa mensagem demonstra que o conflito final girará em torno da lealdade a Deus por meio da guarda dos Seus mandamentos ou à obediência a preceitos humanos.7 Uma corporação de Igreja/Estado, nos últimos dias (Ap 13:11, 12), obrigará a humanidade a observar como dia de guarda um falso dia de adoração (Ap 13:16,17) em lugar do dia estipulado por Deus em Sua lei (Êx 20:8-11). Os que aceitarem esse falso dia serão atingidos pelas sete últimas pragas que serão derramadas “sem mistura” de misericórdia (Ap 14:9, 10; 15:1; 16). Em contraste, haverá o grupo daqueles que permanecerão fiéis a Deus mesmo diante das mais terríveis ameaças e que foram classificados como santos por guardarem “os mandamentos de Deus” como fruto de sua “fé em Jesus” (Ap 14:12).
Mensagem específica.
Justamente nesse tempo, o tempo do fim, no qual a tríplice mensagem deve ser proclamada, Deus suscita um povo para cumprir essa solene missão. Esse povo é identificado como aqueles “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Essa última característica – “o testemunho de Jesus” – é definida como a manifesta-ção do dom de profecia (Ap 19:10). A Igreja Adventista do Sétimo Dia se enquadra nessa classificação, pois surge no período do tempo do fim (1844) como resultado dos estudos e do cumprimento das profecias de Daniel e Apocalipse, exaltando a obediência à Lei de Deus, especificamente a validade do sábado, e testemunhando, em seu meio, a manifestação do verdadeiro dom de profecia na pessoa de Ellen G. White.
Desse modo, há um povo que prega uma mensagem específica no tempo determinado pela profecia. Esse povo foi levantado para restaurar as verdades que foram lançadas por terra durante o período de supremacia papal, reparar as “brechas” feitas na lei de Deus, edificando, assim, “as antigas ruínas” (Is 58:12). Nossa responsabilidade é levar ao mundo uma mensagem singular, preparando “a seara da Terra” para a vinda do Filho do homem. “Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. [..,] Confiou-se-lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção. As mais solenes verdades já confiadas a mortais nos foram dadas, para as proclamarmos ao mundo. A proclamação dessas verdades deve ser nossa obra. O mundo precisa ser advertido, e o povo de Deus deve ser fiel ao legado que se lhe confiou”9 Tal responsabilidade deve incutir em nós um senso de missão jamais visto em outro povo. Precisamos nos unir e concentrar as nossas forças nessa direção
Mas não podemos nos esquecer de que só cumpriremos essa missão com a ajuda do Espírito Santo. Em Apocalipse 18:1, a Terra é vista sendo iluminada pela glória celestial, e essa glória é a manifestação poderosa do Espírito Santo no tempo do fim, derramando Seu poder sobre a igreja como “chuva serôdia!10 Esse poder capacitará a igreja para dar, “com potente voz” (verso 2), o último convite ao mundo, antes do fechamento da porta da graça (versos 2-5). Os adventistas do sétimo dia precisam ter como prioridade a busca desse poder a fim de continuar pregando “aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (verso 6) o evangelho eterno, no contexto da tríplice mensagem angélica. Cada pessoa que conheceu a verdade para o tempo presente e se une às fileiras do adventismo, é chamada a proclamar “as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (I Pe 2:9). Portanto, cumpramos nossa missão!
Referências
1. MervinC Maxwell, Uma nova era segundo as profecias de Daniel (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), p. 129,130.
2. Ibid.,p.318,319.
3. Alberto R. Timm, 0 Santuário e as três mensagens angélicas: fatores íntegrativos no desenvolvimento das doutrinas adventistas (Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 2002) p. 232.
4. Lição da Escola Sabatina, “O Último Convite: a mensagem dos três anjos”, outubro-dezembro,1994, p 17.
5. Clifford Goldstein, 1844: Uma explicacâo simples das principais profecias de Daniel – Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000), p. 45-48.
6. Ellen G. White, O Grande Conflito
7. Ellen G. White, Eventos Finais, p. 193.
8. Maxwell, 0p.Cit.,p. 422,423.
9. Ellen G. White, Evangelismo, p. 119,120.
10. Ellen G. White, O Grande Conflito pág 611, 612.

terça-feira, 17 de maio de 2011

ESTRATÉGIAS DIVINAS PARA OBTER VITÓRIAS

Introdução: II Reis 13:14-19
“Os anjos operam em harmonia. Todos os seus movimentos são caracterizados por uma ordem perfeita. Quanto mais estritamente imitarmos a harmonia e a ordem das hostes angélicas, tanto mais bem-sucedidos serão os esforços desses agentes celestes em nosso favor. Se não virmos a necessidade de uma ação coesa, e formos desordenados, indisciplinados, desorganizados em nosso procedimento, os anjos, que são perfeitamente organizados e agem em perfeita ordem, não podem trabalhar com êxito por nós. Afastam-se tristes, pois não são autorizados a abençoar a confusão, a discórdia, a desorganização. Todos aqueles que desejam a cooperação dos mensageiros celestes, têm de trabalhar em uníssono com eles. Aqueles que receberam a unção do alto, hão de fazer todo esforço possível para animar a ordem, a disciplina e a unidade de ação, e então os anjos de Deus poderão cooperar com eles. Jamais, porém, hão de esses celestes mensageiros sancionar a irregularidade, a desorganização e a desordem.” Testemunhos Para a Igreja, pág. 73.
1. A Bíblia inteira foi escrita para instruir as pessoas: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.” (Romanos 15:4).
2. A Bíblia é a sagrada e sobrenatural Palavra de Deus: Qual o ensinamento de II Reis 13:14-19?
3. A Bíblia deve ser estudada dando atenção ao seu contexto:
a) II Reis conta sobre a política de Israel e Judá: Reis idólatras, reino de Israel dividido.
b) II Reis oferece detalhes do contexto do texto: Reino desfasado (II Reis 13:1-3, 7, 9).
c) II Reis oferece detalhes específicos para se entender o texto: (II Reis 13:14).
I. Sem Deus não vencemos por falta de entrega – II Reis 13:14

1. O ser humano nem sempre é sincero, e as atitudes que demonstram escondem o que sente de facto: “Jeoás, rei de Israel, desceu a vê-lo, e chorou sobre ele, e disse: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros” (v.14). O rei Jeoás não chora por Eliseu que estava doente, mas por si mesmo, pela sua própria segurança e sentimento de desamparo.
* Isto não significa que Jeoás não reconhecesse que o velho profeta era um valioso conselheiro e não se desse conta que a morte do “homem de Deus” constituía para ele e para Israel uma perda trágica.
* “Meu pai, meu pai”, este é um título respeitoso, o velho profeta era um pai bondoso, sábio e compassivo. Quando o rei se encontrava em dificuldades podia ir ter com ele e busca de consolo e orientação.
* Carros de Israel”, esta afirmação insinua que Joás, nem sempre dado atenção ao profeta de Deus. Agora, reconhece que ele é mais valioso que qualquer quantidade de carros e cavalos. Até porque nesta altura Israel quase tinha ficado sem cavalos e carros (v. 7). Para Israel, a paresnça de Eliseu simbolizava a presença de Senhor Deus. E só com Deus a nação podia ter uma defesa segura.
2. O ser humano naturalmente busca a Deus quando deseja suprir interesses egoístas, não para perdão dos pecados. Jeoás era idólatra, mas vai procurar o homem de Deus com interesses egoístas e políticos.
3. O ser humano busca a Deus quando o sucesso material lhe parece impossível. Com um exército debilitado e cidades invadidas pelos sírios, o rei Jeoás entra em desespero procura o profeta Eliseu por ajuda, pois estar no mais alto nível de poder humano não é garantia de sucesso em tudo.
II. Só buscamos Deus nas horas de desespero – II Reis 13:15

1. Deus revela os seus mistérios com misericórdia mesmo aos que O buscam com motivações erradas. Eliseu, homem de Deus, representou o carácter bondoso de Deus transmitindo a Jeoás as revelações que fora procurar.
* “Toma um arco e flechas” (v. 13), as associações simbólicas gravam a verdade de forma mais vívida que as declarações abstratas. Antigamente as ilustrações visuais tinham grande valor. O rei participou nesta pedagogia do profeta e a predição do profeta ensinava-lhe que o seu êxito futuro estava em harmonia com o grau de confiança que tivesse nas indicações divinas.
2. Deus supre as necessidades dos que d´Ele se aproximam. Ninguém que procura a Deus por socorro sai sem respostas. Jeoás não se converteu, mas Deus lhe respondeu por meio do profeta Eliseu.
* “Põe as mãos sobre o arco, Eliseu pôs as mãos sobre as do rei” (v.16). Eliseu cria impressioná-lo, dar-lhe confiança que o Senhor o acompanharia, o fortaleceria e daria êxito, bastava confiar.
3. Deus orienta a todos os que O buscam na hora do desespero:
a) Saia do comodismo e da ociosidade: Retesa o arco.
b) Siga a direção determinada por Deus: Abra a janela para o oriente e atira a flecha do livramento do Senhor. A oriente estava Gate que tinha sido tomada pelo rei da Síria. Esta era a mensagem do profeta o rei deveria orientar todos os seus esforços para oriente para libertar as cidades do outro lado do Jordão sob o domínio dos sírios.
c) O combate deveria ser intenso, empenho em lutar pelo sonho de libertar Afeque (v.17).
III. Fracassamos por não vivermos sob a orientação de Deus - II Reis 13:18-19

* “Fere a terra. E ele a feriu três vezes, e cessou” (v. 18). Deteve-se cedo demais. Pouco perseverante na tarefa e nos objectivos. Deus estava a dar-lhe uma vitória definitiva sobre os seus inimigos da Síria.
* v.19. a lição que Jeoás devia aprender é para todos: na obra de Deus, quem pede esforços ousados, perseverantes e contínuos, os resultados estão na proporção directa do esforço realizado.
* A obra atrasa-se porque os obreiros da vinha do Senhor cansam-se muito cedo. Se cada obreiro se desse completamente à tarefa de salvar almas, os resultados seria dez vezes maiores do que são hoje. Deus obtém vitórias da graça mediante os Seus servos quando estes se entregam a Ele em total consagração e trabalham com energia e zelo.
1. Almejamos vitória ou sucesso em tudo o que fazemos na vida, mas não alcançamos completamente; não que Deus não o queira, mas porque não seguimos todas as regras (Josué 1:5-9).
2. Almejamos famílias fortes espiritualmente, mas não as temos; não que Deus não queira, mas porque não aplicamos todos os princípios de Deus na vida familiar (Deuteronómio 6:5-9).
3. Almejamos uma igreja poderosa e vitoriosa, mas não somos; não que Deus não queira, mas porque não vivemos intensamente as Suas ordens (Atos 1:4, 8, 14).
4. Almejamos conquistar muitas almas para Jesus, mas não conseguimos; não que Deus não o queira, mas porque não vivemos intensamente as Suas orientações (Mateus 28:19-20).
APELO:

1. Tenha atitude de estabelecer um plano e colocá-lo diante de Deus.
2. Tenha disposição de depender da orientação de Deus e de Sua Palavra quanto a este plano.
3. Tenha determinação de lutar intensamente confiando em Deus até ver o resultado almejado