sexta-feira, 9 de março de 2012

Qual o significado do batismo nas águas?

I. Introdução

Estamos aqui numa ocasião especial, onde receberemos como membros desta igreja, através desta cerimónia de batismo, os irmãos que se prepararam na classe dos novos decididos.

É por causa deste momento, que desejo refletir sobre o significado do batismo para nós crentes.

Jesus ordenou que todos os que cressem n’Ele fossem batizados na água. Em Mateus 28:18,19 o texto diz: “Aí então Jesus veio a eles e lhes disse: Toda a autoridade no céu e na terra foi dada a Mim. "Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Assim, este batismo, que consideramos cerimonial, é uma manifestação externa de uma graça de Deus que internamente recebemos de Cristo. Ele representa o testemunho público da fé que a pessoa tem no Senhor Jesus Cristo. O Batismo nas água também simboliza o lavar regenerador e renovador produzido pelo Espírito Santo no pecador perdido no ato da conversão.

O Batismo é obrigatório porque é uma ordenança deixada por Jesus à Sua Igreja. Jesus diz: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. (Mt 28.19).

II. O batismo cerimonial nos revela tres verdades importantes para nossas vidas:

a. Jesus Morreu… Eu Morri Com Ele

"Pois sabemos que o nosso antigo ego foi crucificado com Ele, afim de que o corpo do pecado pudesse ser aniquilado para que não mais fôssemos escravos do pecado — porque qualquer pessoa que morreu já foi liberta do pecado " (Rm 6:6.7).

A Bíblia não está aqui a falar da nossa morte física, mas da morte do velho homem. O velho homem que representa a nossa natureza dominada pelo pecado, morre e passamos a ser dominados totalmente por Cristo.

b. Ele Foi Sepultado…Eu Fui Sepultado Com Ele

“Ou vocês não sabem que todos nós, os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em Sua morte? Fomos, portanto, sepultados com Ele através do batismo na morte” (Rm 6:3.4).

c. Ele Ressuscitou…Tenho Uma Nova Vida N’Ele

"… a fim de que, assim como Cristo ressuscitou dentre os mortos através da glória do Pai. nós também pudéssemos viver uma nova vida. Se nos unimos com Ele em Sua morte, certamente também nos uniremos com Ele em Sua ressurreição" (Rm 6:4,5).

Romanos 6:4,5 esta nos mostrando que agora somos uma nova criação em Cristo! E assim vivemos uma nova vida!

É assim que a palavra diz: "Ora, se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele. Pois sabemos que uma vez que Cristo ressuscitou dentre os mortos, Ele não pode morrer novamente. A morte não mais tem domínio sobre Ele. "Em Sua morte, Ele morreu para o pecado de uma vez por todas, mas a vida que Ele vive, Ele a vive para Deus. Semelhantemente, considerem-se mortos para o pecado, porém vivos para Deus em Cristo Jesus"(Rm 6:8-11).

No batismo da água declaramos que não seguimos o Reino das Trevas. Somos uma Nova Criação em Cristo e pertencemos ao Reino de Deus!

“Portanto, se qualquer pessoa está em Cristo, ela é uma nova criação. As coisas velhas já passaram e as coisas novas já vieram" (2 Co 5:17). O baptismo lembra-nos que a nossa antiga vida foi aniquilada na morte de Jesus, e agora graças a ressurreição passamos a ter uma nova vida totalmente nova para viver.

3. Conclusão
Precisamos compreender que o Batismo não salva nem complementa nada na salvação de alguém, isto quer dizer que ele não tem poder salvífico. A salvação é uma dádiva de Deus recebida unicamente pela fé em Jesus Cristo. O Batismo também não fará o crente mais santificado, nem mais forte, nem mais abençoado.

Então, perguntaria alguém, para que ser baptizado? Se o batismo não tem virtude salvadora nem santificadora? A resposta a esta pergunta é simples: Batizamos as pessoas porque Jesus mandou que os que cressem nEle fossem batizados (Mt 28.18,20).

Lembro que numa determinada Igreja, o pastor perguntou a uma menina de 12 anos de idade, no momento do batismo: “Por que razão queres ser batizada?” A menina respondeu: “Por que só agora sei que Jesus é quem me salva”.

O batismo deve ser administrado naquelas pessoas que crêem no Senhor Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Em Atos 8:36 após ouvir a palavra o eunuco pergunta a filipe: “… Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus… e Filipe o batizou”. (At 8.36). Assim, a grande condição para que alguém possa ser batizado é que este tenha confessado com honestidade de coração que Jesus Cristo é o seu Senhor e salvador pessoal.

Que Deus abençoe a todos em nome de Jesus.

terça-feira, 6 de março de 2012

O SIGNIFICADO DA INTERCESSÃO

1 Timóteo 2.1
Quero adiantar que a Intercessão é a chave que move ou retém a mão de Deus.

O apóstolo Paulo declarou que interceder é uma prática que deve ocupar o primeiro lugar na importância na vida da igreja. Ele disse: “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens”.

Não há registo de Jesus ter ensinado os seus discípulos a pregar, a adorar... mas ensinou-os a orar.

Há pelo menos três pontos básicos sobre Intercessão, que importa conhecermos bem, a fim de praticarmos com êxito este ministério.

...o primeiro ponto básico sobre o tema “Intercessão”, é este:

1. Interceder significa literalmente “mediar”. Interceder é colocar-se no lugar do outro e pleitear, defender, a causa dele.

O intercessor levanta as mãos para Deus e diz: “Senhor, eu coloco-me diante do Senhor para lutar em favor de Fulano. Eu apresento a minha vida, a minha fé, a minha insistência como um argumento para que o Senhor o abençoe”.

Portanto, o intercessor é alguém que, com humildade, mas com ousadia, “luta com Deus”, por assim dizer, em favor do seu semelhante.

A mão de Deus pesa sobre o pecador, mas ela pode também ser estendida para abençoar o pecador... portanto, o ministério do Intercessor é precisamente fazer isto: que a mão de Deus venha sobre o pecador para o abençoar.

DEUS PROCURA INTERCESSORES

Deus é Amor, mas ao mesmo tempo é Santo e Justo... por isso, tem que punir o pecado, tem que condenar o pecado... mas, ainda assim, Deus espera para ter misericórdia.

Vamos ler Ez 22.23-31

Nesta passagem, Deus fala sobre o pecado que havia dominado todos os níveis da nação... os profetas, os príncipes, os sacerdotes, e por fim, todo o povo se tinha corrompido.

Então, nos v.31, Deus desabafa: “Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nenhum. Por isso derramarei a minha ira sobre eles e os consumirei com o meu grande furor; sofrerão as consequências de tudo o que fizeram. Palavra do Soberano, o SENHOR”.

Que declaração chocante! Deus buscou um (apenas um!) homem que intercedesse por aquela gente... como não encontrou, Ele teve que descarregar Seu juízo sobre o povo.

Hudson Taylor, soube desta busca de Deus e fez o compromisso de interceder. Ele declarou: “Durante mais de quarenta anos, o sol nunca se levantou na China, sem me encontrar de joelhos, em oração”.

Outra passagem muito forte é Is 59.12-16:

Este texto revela que o errado era tratado como sendo o correto naqueles dias (e a coisa não mudou muito...), e termina por descrever a reação de Deus, no v.16: “Ele viu que não havia ninguém, admirou-se porque ninguém intercedeu”.

Estas duas passagens (Ez 22 e Is 59) mostram com clareza, como Deus precisa de intercessores para abençoar vidas, e como é frustrante para Ele, em muitas ocasiões, quando os intercessores não são encontrados.

Jesus foi e continua sendo o maior de todos os intercessores... Ele se apresentou diante do Pai, em nosso lugar, e fez isto não apenas com palavras e orações, mas com o próprio sangue.

Jesus, ao viver na terra, praticou muita oração, especialmente intercessão.

Na Bíblia, nós encontramos Jesus, por exemplo, a chorar sobre Jerusalém. Em Luc. 19:41, lemos isto: “Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela”.

Em João 17, Jesus intercede intensamente pelos discípulos que haveriam de passar por muita tribulação.

Mas o ponto alto da intercessão de Jesus teve lugar na cruz, quando Ele, literalmente, ofereceu a Sua vida em favor da nossa... e até hoje, Jesus continua no ministério de intercessão!

Lemos em Hb 7.24-25: “...visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. 25 Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles”.

Falando profeticamente, Isaías anunciou: “ele derramou sua vida até a morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu” (Is 53.12).

Com Jesus, aprendemos algumas verdades muito importantes sobre o Ministério da Intercessão.

Jesus é o nosso principal modelo em tudo... no que diz respeito ao Ministério da Intercessão, a vida de Jesus ensina vários princípios:

2- A INTERCESSÃO REQUER UM ENVOLVIMENTO DE CORAÇÃO
Jesus não se apresentava friamente diante de Deus para pedir por outros... Ele envolvia o coração nisso.

Em João 11.35,36, Jesus derramando lágrimas pelos que sofrem, está escrito: “Jesus chorou. 36 Então os judeus disseram: “Vejam como ele o amava!”

Em Mc 8.2, Jesus foi movido de íntima compaixão pela multidão; lemos isto: “Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer”.

Em João 17.1-26, Jesus orou de maneira emocionada pelos discípulos!

João Bunyan dizia: "as melhores orações tem muitas vezes mais gemidos que palavras".

John Knox fazia a seguinte oração: "Ó Deus, dá-me a Escócia ou eu morrerei!".

O intercessor não pode ser como aquele menino que, num dia de piquenique na praia, viu a mãe, que tudo preparara com cuidados especiais, entrando na água, e que instantes depois, começou a se afogar. Então, o filhinho que brincava na areia, ouvindo os gritos de socorro da mãe, andou uns passos para perto do pai, que estava distraído com algumas coisas e falou: “Papai, mamãe está lá na praia. Eu acho que ela está se afogando”. O homem largou as coisas que estava fazendo, deu um salto, saiu a toda pressa a fim de resgatar a esposa...

Muitas vezes, clamamos ao Senhor com a calma daquele menino, oramos sem pressa, sem urgência nenhuma, sem coração.

Quem entra neste Ministério de Intercessão precisa envolver o coração neste ministério. Tem que ser como Jesus!

2. A INTERCESSÃO PROFUNDA EXIGE SENSIBILIDADE À VOZ DE DEUS
Muitas vezes, para uma intercessão profunda, precisamos conhecer a intimidade de Deus.

Quando Jesus alertou a Pedro sobre as lutas que ele teria que passar, as Suas palavras foram (Lc 22.31-32): “Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. 32 Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos”.

Jesus recebeu uma revelação do Pai, ficou a saber o que estava para acontecer e já tinha orado por Pedro.

Essa qualidade é muito importante na vida de um intercessor: ele precisa estar em sintonia com o Espírito Santo... muitas vezes o intercessor vai orar antes que os fatos aconteçam, e com a sua oração, evitará tragédias e conquistará bênçãos!

O intercessor precisa ser sensível à voz de Deus.

Devemos preparar-nos para ouvir a voz de Deus... todos os crentes querem ouvir a voz de Deus, mas Deus não vai falar mais alto que a televisão, Deus não vai falar mais alto que as nossas músicas...

Outro dia eu li isto: "Deus fala não com os que têm orelhas, mas com os que têm ouvidos".
Mas tem havido mais orelhas do que ouvidos na igreja... lemos na Bíblia que Samuel disse ao Senhor: "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve". Mas hoje, a igreja parece estar dizendo: "Ouça, Senhor, porque o teu povo fala".

Precisamos ter ouvidos para ouvir o que o Espírito diz à Igreja... seja sensível à voz de Deus!

...da vida de Jesus aprendemos ainda este princípio:

A INTERCESSÃO NÃO LEVA EM CONTA O MÉRITO DO SEU SUJEITO

O objeto da intercessão pode ser desprezível.... você pode interceder por um rebelde, por vilão, por um criminoso, não importa.

Da cruz do Calvário, no seu maior sofrimento e humilhação, Jesus fez uma oração por aqueles que O estavam a matar. A oração de Jesus foi (Lc 23.34): “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”.

Isto revela um coração movido pelo amor... apesar da maldade, da crueldade, o intercessor clama a bênção de Deus... Ali na cruz, banhado em sangue, foi o que Jesus fez!

...e, finalmente, há também o seguinte princípio:

Em Hb 2.17, Jesus é apresentado como nosso Sumo Sacerdote: “...sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus”.

Isto significa que, como Sacerdote, Jesus permanece diante do Pai em intercessão por nós.

Isto é muito significativo porque, nós também somos designados como sacerdotes – em 1Pe 2.9 lemos que somos “sacerdócio real” – ou seja, todo crente tem uma responsabilidade sacerdotal.

Quer significa isso?

O sacerdote vive para isto, é o seu estilo de vida: representar Deus diante do povo e o povo diante de Deus.

Se o sacerdote deixa de fazer isto, ele está a pecar, como declarou o sacerdote e profeta Samuel: “E longe de mim esteja pecar contra o SENHOR, deixando de orar por vós. Também lhes ensinarei o caminho que é bom e direito” (1Sm 12.23).

E tal consciência era tão forte na vida de Jesus, que nós lemos dEle nos Evangelhos, buscando um lugar de oração, apesar de sua vida cheia de compromissos.

Os discípulos, compreenderam a importância disto. Pedro declarou: “...nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra”.
"Em Atos 2, os crentes oraram 10 dias; a seguir, Pedro pregou 10 minutos e 3 mil pessoas foram salvas.

quinta-feira, 1 de março de 2012

AS ARMAS DA NOSSA MILICIA

Leia a Bíblia: 2 Coríntios 10:1-4

Cada um de vocês se deve ter perguntado em algum momento, "O que posso fazer sobre estes problemas que são tão generalizados e sérios nos dias de hoje?" E, "Como posso eu enfrentar de forma realista como pessoa e como cristão?”

As Escrituras têm uma resposta para estas perguntas. Poderíamos esperar que elas nos projectassem para o aperfeiçoar do homem de Deus, que ele pode ser perfeito, completamente mobilizado para toda a boa obra 2 Timóteo 3:17). Assim, devemos esperar que haja orientação ampla nas Escrituras que nos permita lidar com os problemas e questões que nos perseguem por todos os lados.

A passagem que temos no centro dos nossos pensamentos sobre este assunto é Segunda Coríntios 10, os seis primeiros versos. Aqui está outro desses stocks de sabedoria condensada que encontramos com frequência ao longo das páginas das Escrituras, tanto no Antigo e Novo Testamento, e que é muito imprudente apressar a reflexão. Este tipo de passagem devemos parar e sair muito devagar e cuidadosamente, e, por isso, proponho que nós levemos muito tempo. Eu quero fazer esta mensagem tão pratica e útil para o maior número possível de pessoas.

A introdução a esta secção de II Coríntios é encontrada nos versículos 1 a 4. O apóstolo Paulo, escrevendo aos seus amigos em Corinto, provavelmente da cidade de Éfeso, diz.


“1 ALÉM disto, eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde, mas ausente, ousado para convosco;
2 Rogo-vos, pois, que, quando estiver presente, não me veja obrigado a usar com confiança da ousadia que espero ter com alguns, que nos julgam, como se andássemos segundo a carne.
3 Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.
4 Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” II Coríntios 10
Nestes versos temos diante de nós o tema principal desta seção. O pano de fundo é um desafio à autoridade do apóstolo Paulo pelo Coríntios. Havia alguns entre eles que estavam tentando minar o efeito das palavras de Paulo, tanto nas suas cartas e na sua pregação que ele lhes tinha deixado. Isto não era surpreendente para ele, a isso ele já se tinha habituado e continuava a acontecer. Hoje, há muitos que se opõem tenazmente quando se ensina um “assim diz o Senhor”. Em certos círculos é nos dito que o apóstolo Paulo realmente mudou os ensinamentos do Senhor Jesus, e assim mudou o cristianismo a partir de uma mensagem simples e facilmente entendível para um tratado teológico altamente complicada, difícil de entender e completamente diferente da intenção e conteúdo do que foi pregado por Jesus.

Algo que já tinha começado na igreja primitiva. Quando estes coríntios tinham recebido cartas de Paulo, alguns irritaram-se contra ele e resistiram fortemente ao que ele tinha dito. Especificamente, como esta passagem revela, alguns cristãos de Corinto estavam a dizer que Paulo era, essencialmente, não é diferente do que um normal crente. O seu apostolado realmente não lhe dava mais direito de falar com autoridade que qualquer outro, e as suas motivações eram essencialmente as mesmas de qualquer outro, ou seja, ele está fora do esquema, o que ele quer é que a política funciona. Paulo estava dizendo-lhes quando ele escreve, " eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde, mas ausente, ousado para convosco."

Eles estavam a dizer que este era o seu procedimento, a sua manobra, para tentar levá-los a fazer o que ele queria. Por outras palavras, ele é simplesmente uma outra figura religiosa que está a fazer o jogo, o velho jogo da "política de poder", por isso não é preciso dar mais atenção a ele do que faria para qualquer outra pessoa que entrou e tentou tirar vantagem de nós para os seus próprios fins.

Este apóstolo prontamente e poderosamente repudia este argumento. Ele diz, com efeito: 3 Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.
4 Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” II Coríntios 10


Vocês ainda não conseguiram reconhecer a mudança fundamental que ocorre num cristão. Quando um homem se torna uma coisa, aceita a Jesus, algo absolutamente radical, ocorre nele para que ele não pode ver as coisas como ele já fez. Além disso, vocês não entendem a diferença radical com a qual um apóstolo (que é, por inerência do seu cargo, um cristão modelo, um padrão para os outros) deve encarar a vida. Se vocês acham que eu ajo como as outras pessoas, que os meus motivos, objetivos e metas não são diferentes de homens e mulheres comuns, então vocês tem fundamentalmente mal em toda esta questão."

"Pois," ele continua dizendo nos versículos 3 e 4 ", apesar de vivermos no mundo que nos está a levar para uma guerra secular, pois as armas da nossa milícia não são do mundo, mas têm o poder divino para destruir fortalezas."

No grego literal, o apóstolo Paulo não diz exatamente o que é dito aqui. A frase, Pois, embora vivamos no mundo não estamos realizando uma guerra secular, é, na verdade, "Porque, embora andando (ou ao vivo) na carne, não militamos segundo a carne". Os revisores aqui ter substituíram a palavra mundo, para a carne . No entanto, isto não está completamente errado. Eles estão reconhecendo a filiação estreita entre o que a Bíblia chama de "Carne" e "sociedade" ou "o mundo". Estes dois estão intimamente combinados e associados.

O que é a carne? Você, que tem vindo a estudar o Novo Testamento por muitos anos sabe que a carne é essencialmente a herança do egoísmo. É o que está fundamentalmente errado com a natureza humana. É a chave mestra que foi inserido na máquina da humanidade no início e que todos nós herdamos dos nossos antepassados. É responsável pelo fato de que todos nós começamos a vida com uma mácula, uma torção no nosso mecanismo. Não necessitamos muito tempo para nos darmos conta desta evidencia que somos fundamentalmente egoístas. Você não tem que ensinar o bebé a ser egoísta. Você não tem que mandá-lo para uma escola privada para aprender a ser impertinente, para resistir aos seus pais, ou de ser inerentemente egoísta. Este traço surge em qualquer indivíduo, não importa que tipo de fundo, a exposição, ou ambiente que ele seja submetido/a; está na corrente sanguínea da humanidade. Este é o fato desagradável que a sociedade constantemente resiste, que o homem não quer enfrentar, mas que a Palavra de Deus sem rodeios e claramente aponta ao pecador.

Se essa é a carne, que a tendência para o mal em cada indivíduo, então se você colocar todas estas carne centradas, carne governados pessoas juntas em uma sociedade, você tem o que a Bíblia chama de "o mundo". É a sociedade regida pela carne; sociedade, com todas as estruturas de poder com os quais estamos tão familiarizados, neste dia, toda construída sobre auto-interesse. Isso, qualquer observador da vida humana pode ver, permeia o mundo dos nossos dias; auto-interesse é trás de tudo.

É por isso que os revisores têm substituído a palavra "mundo" aqui. Em certo sentido, eles estão certos. Esta é claramente a ideia, o apóstolo tem em mente. Ele diz: "Não estamos agindo como outras pessoas que não operam a partir dos mesmos motivos;. Há algo muito diferente de nós Se você tentar julgar-nos na mesma base você julgar os outros que você vai ser muito longe. - você vai perder completamente o ponto ".

(2 Coríntios 10:03 J. B. Philips)
(2 Coríntios 10:3 NEB)

Talvez o mais útil é a tradução de Cartas Vivas, que diz:
(2 Coríntios 10:3 Cartas Vivas)

Observe o equilíbrio requintado e sanidade do que isso. O apóstolo Paulo está falando não só para si, mas para todos os cristãos. Lembre-se que um apóstolo é um padrão cristão. Ele é o que todos os cristãos deveriam ser. E ele diz, em primeiro lugar, vivemos no mundo. Nós não fugimos dele. A vida monástica apelou para muitos através dos séculos. A história está cheia de homens e mulheres que se retiraram para lugares calmos e tentou fechar fora toda a tagarelice do mundano e cuidado da vida. Conde Tolstoi, da Rússia; Rousseau, da França; Gauguin, o pintor - todos tentaram fugir da vida. Há muitos que procuram fazê-lo ainda hoje. O que me surpreende é o número de cristãos que têm essa atitude. Tem crescido no nosso tempo o que eu chamo de "síndrome Bíblia cidade", que tenta criar uma estufa cristã, uma atmosfera que é completamente cristã desde o ventre até ao túmulo, e não permite a invasão de ideias seculares ou forças. Pretende-se isolar e isolar ao máximo possível o cristão do mundo.

Este é basicamente antibíblico e anti-cristianismo porque é contrário a esta palavra clara do apóstolo, que diz: "Nós os cristãos, devemos viver no meio do mundo." É aí que devemos estar. O próprio Senhor Jesus coloca desta forma: "Eis que vos envio como ovelhas no meio de lobos" (Mateus 10:16 RA). Deve ser um pastor maluco que faria uma coisa dessas! Mas é assim que radical é a diferença entre o cristianismo verdadeiro e o falso versão tão evidente em muitos lugares hoje. Esta "síndrome Bíblia cidade" está produzindo milhares de desistentes cristãos de hoje. Eu entendo que há um grupo nesta área muito que está sugerindo algo desta natureza nas montanhas aqui perto. Eu não sei a história toda e, portanto, eu não estou tentando julgá-lo, mas certamente eu seria contra uma ala de isolamento cristã se é isso que eles têm em vista. É totalmente anti-bíblica. "Não", diz o apóstolo, "vivemos na carne: vivemos no mundo." É aí que estamos destinados a viver.

"No entanto", diz Paulo, "apesar de vivermos no mundo e não fugir da sociedade, ainda não usamos os planos humanos e métodos para ganhar as nossas batalhas." É importante que entendamos isso, porque aqui é onde todos os problemas chegou. Muitos reconheceram que os cristãos devem viver no mundo, mas eles vão assumir que a vida cristã no mundo deve ser como o mundo, que ele deve pensar como o mundo, que ele deve depender dos pensamentos, filosofias, ideias, e escritores do mundo, e tirar todos os seus argumentos e suas soluções para o problema a partir destas fontes. "Não", diz Paulo, "você está completamente errado lá. Se você me julgar como fazer isso, então você não entendeu a posição cristã em tudo. Nós não usamos os planos humanos e métodos para ganhar as nossas batalhas."

Aqui, na minha opinião, é o erro fundamental dos que procuram fazer a preocupação social a tarefa primária da igreja de hoje. Eles estão se opondo o inimigo certo, mas com as armas erradas. Eles estão buscando empregar as armas do mundo, que Paulo renuncia, ele repudia-los totalmente. Ele diz, "nós não temos uma guerra guerra mundana, não usamos os planos humanos e métodos para ganhar as nossas batalhas."

Quais são essas armas do mundo, esses planos humanos e os métodos para vencer as batalhas? Bem, você dificilmente pode escapar deles hoje. Eles estão em todos os lados, em todos os jornais, todas as revistas que você pegar. Estes estão cheios de abordagens para a solução dos problemas humanos. Eles são todos perfeitamente sincera, muitas vezes caracterizada pela tremenda dedicação e zelo e louvável ao extremo, mas eles são mundanos. Eles são de carne e osso, pois eles são limitados. Estas armas são a política de energia, blocos de ação, programas organizados, manifestações, boicotes, piquetes, até mesmo a violência e incêndios criminosos.

Vamos encarar alguns fatos claramente. Estes são claramente armas do mundo, não são? Eles são o que seria sugerido por qualquer não-cristão, que é confrontado por estes problemas e está tentando encontrar uma solução, homens como Saul Alinsky ou Carmichael Stokely. Estes homens abertamente, claramente, de forma inequívoca e propor este tipo de soluções, e você não pode culpá-los. Isso é tudo o que podem ver, isto é tudo o que sabem fazer, que é tudo que eles têm confiança dentro Eles não podem ver além do material, do visível, a situação física.

Quem lê o Novo Testamento vê que este é sempre o caminho do mundo. As suas soluções são fundamentalmente raso e superficial, porque eles são essencialmente unidimensional. Eu estava interessado recentemente ao saber que há um novo livro, escrito por um escritor secular, chamado, O homem unidimensional . É uma tentativa (Reuni) para vir a enfrentar alguns dos problemas sociais hoje. Mas até mesmo os mundanos podem ver que a sua abordagem carece de algo - é unidimensional.

No entanto, este não é o que você tem no Novo Testamento. Isto não é como um cristão deve abordar estes problemas. Como o Apóstolo Paulo colocou isso na carta muito, apenas alguns capítulos atrás, "Nós não olhar para as coisas que se vêem, mas também no invisível, que olhar não só para o temporal, mas também para o eterno," 2 Coríntios 4:18). Há uma nova dimensão que deve vir aqui. A abordagem cristã para qualquer problema básico, quer da sociedade ou de uma vida individual, deve ser diferente do que a de um mundano, se ele espera ganhar qualquer batalha.

A coisa maravilhosa sobre as Escrituras é que a vida está constantemente confirmando-los. A vida é uma espécie de laboratório em que todos esses princípios bíblicos estão sendo testados, trabalhou para nós. Podemos então ver por nós mesmos, se observarmos o suficiente da vida em um período suficientemente longo, o que é certo eo que é errado - a solução mundana, ou a solução bíblica. A história confirma o fato de que as armas do mundo não ganha batalhas.
Era um volume enorme de estudo Will Durant, A História da Civilização . Tomei o volume, "César e Cristo", e, embora eu não passar por isso inteiramente, eu só tive que ler parte dele para estar ciente de que o mundo antigo lutava com exatamente os mesmos problemas que lutamos hoje. Lá estavam as mesmas intrigas, as mesmas manobras políticas, as mesmas parcelas, os mesmos programas, as mesmas soluções para os problemas. Era notável ver que muito antes de Cristo as pessoas estavam lutando com exatamente os mesmos problemas que nos oprimem hoje. Não há soluções seculares que trabalham; na melhor das hipóteses eles apenas temporariamente reorganizar os sintomas do problema. Isso é o máximo que podemos esperar das abordagens do mundo.

"Não", diz Paulo, "as armas da nossa milícia não são carnais, eles não são carnais, eles não são mundanos. Mas eles são poderosos! Eles têm o poder divino, até as fortalezas derribar. Eles trabalham. Eles ganham. Eles destroem fortalezas, que derrubem o mal entrincheirados, eles cortar amarras, que libertou os homens. Isso é o que eles são. Se eles não fazem que eles são inúteis, eles não são melhores do que qualquer outro programa. Mas o trabalho destes. Eles pode não ser evidente, mas eles são eficazes. " Bem, quais são essas armas? Essa é a questão principal que quero enfrentar com você agora. Quais são essas armas? Se eles não são normais planos humanos, quais são eles? Se eles não incluem essas abordagens que são tão comuns hoje em dia, então o que são?

Todos nós enfrentamos problemas, normais, problemas comuns - desânimo, depressão, problemas de saúde, falta de dinheiro, as pressões sociais, problemas familiares, sogros, cobiça, culpa, vergonha. Como uma sociedade, nos deparamos com problemas em conjunto - as tensões raciais, guerra, pobreza, ar e poluição da água, a inflação, a morte, os impostos, todos esses problemas comuns.

Estas são as batalhas da vida, não são? Muito poucos de nós terá que lutar nos campos de batalha, alguma vontade, mas não todos. Aqui estão as batalhas da vida. Estes são o que Paulo chama nessa passagem, fortalezas.

No entanto, ele tem armas adequadas para estes. Essa é a coisa que eu quero transmitir a vocês agora. O cristão não é inadequado para lidar com essas coisas: Ele é o único que é adequada para lidar com eles! Portanto, não vamos perder nosso tempo com coisas que tenham demonstrado a sua inadequação há muito tempo. Nós temos armas adequadas. Eu só posso enumerá-los brevemente nesta mensagem. Vou ter de desenvolvê-las mais à medida que prosseguimos nessa passagem, mas é importante tê-los diante de nós neste momento. Eles não vêm de qualquer uma passagem específica, mas a partir da orientação geral das Escrituras, apoiada por muitos, muitas passagens. Vou listar para você quatro armas do cristão pelo qual podemos enfrentar as batalhas da vida, e que, se ele enfrenta-los com essas armas, vai ganhar. Não só ele ganhar na sua vida individual, mas ele vai ser um fator extremamente poderosa para resolvê-los no nível da sociedade também.

Primeiro, temos de colocar a verdade: A verdade é a principal arma do cristão. Não me refiro a educação. Educação é normalmente aproveitada por aqueles a atacar os problemas da sociedade como o meio mais eficaz para resolvê-los. Esse fato indica que as pessoas vêem que o conhecimento da realidade é uma coisa muito importante na resolução de problemas, é uma arma poderosa. A única dificuldade é que os mundanos em geral (e muitos cristãos também) equivale a educação com o conhecimento da realidade. Mas não devemos fazê-lo. A educação secular é um composto de verdade e falsidade, ambos igualmente ensinado vigorosamente. Erro é muitas vezes transmitido de forma tão poderosa como a verdade, portanto, a educação, muitas vezes, serve apenas para aumentar o problema. Nem sempre separado entre o joio e o trigo, que nem sempre é verdade.

Mas eu estou falando agora sobre a verdade. A glória do Cristianismo é que ele introduz a verdade em qualquer situação. Ele revela a realidade. Jesus Cristo veio, nas palavras de presente geração, para "dizer-lhe como ela é" - e ele assim fez. Invariavelmente, sempre, ele disse que como ela é. Ele deixou as pessoas conhecem os fatos sobre a vida, e sobre o homem. Ele revelou a realidade, ele arrancou as ilusões e delírios em que trabalho os homens. Ele rasgou o véu. Você pode vê-lo expor o pensamento errado dos fariseus, saduceus, e todos os outros grupos com os quais ele entrou em contato, incluindo os seus próprios discípulos. Aqui, na Palavra de Deus, na verdade como ela é em Jesus, temos uma arma poderosa, o maior de todos lá é em muitos aspectos, dizendo coisas como elas são.

Uma das razões pelas quais o grupo de leigos a partir desta área, que estão viajando para campi universitários encontraram um ministério eficaz é que eles não tentam impressionar os estudantes com exposições de erudição e sabedoria mundana. Eles simplesmente falar sobre a vida como as Escrituras revelam-lo. É surpreendente como isso se agarra, movimentos, e captura as mentes e os pensamentos desta geração presente.

A verdade é o estoque no comércio de um cristão, isto é, se ele aceita a Palavra de Deus como a verdade sobre a vida, e se ele proclama, e demonstra isso em sua própria vida, ele mesmo é uma arma poderosa para definir os homens livres e para resolver os males da sociedade. Não só a verdade proclamada, mas a verdade demonstrada: A fraqueza da igreja é que muitas vezes tem sido muito contente em simplesmente proclamar uma parte da verdade e nunca dar-se à demonstração do mesmo. Mas um cristão, acima de todos os outros, deve ser caracterizada pela abertura e honestidade.

Não é uma potência e salubridade em viver a vida de forma transparente ao invés de infinitamente montagem poses e posturas e devoções fraudulentas.

Esse é um termo descritivo para muito do cristianismo, não é? Propaganda fraudulenta!

Este mundo moderno dos nossos é generosamente fornecido com propaganda e vigaristas. Trata-se de entusiasmo e uso persistente de uma grande mentira repetida até soar a verdade. Por isso, é uma experiência impressionante e refrescante falar a uma pessoa ou um grupo que é autêntico e transparente.

Isso é o que todo cristão deve ser, e cada grupo cristão. Eu estava angustiado esta semana para aprender de uma igreja evangélica que está ensinando o seu povo que eles têm o direito à privacidade em suas vidas. Nenhum cristão tem o direito a uma vida privada. Nossas vidas devem ser vividas abertamente perante todos os homens, transparentes, um espetáculo ao mundo inteiro. Não temos vida privada e não podemos esperar ter. Este é basicamente e fundamentalmente errado. Os cristãos devem ser uma demonstração da verdade. Este artigo continua,

A igreja onde Jesus Cristo está aberta e honestamente confessou é um bem potente particularmente necessária em nossa civilização, desiludido cansado. Muitas pessoas cansadas quer encontrar um lugar onde a Palavra de Deus é reverenciado, ensinou, e traduzida em vida diária. Pelo menos esse é o tipo de igreja que eu quero para minha família. Não é uma igreja posando nesta semana, como um circo, na próxima semana como um supermercado sociológica, no próximo mês como uma polarização política pietista dentro da comunidade eclesial, mas uma igreja que se propõe em seu anúncio para ser o que é - o corpo de Cristo - uma bolsa onde o povo de Cristo se reúnem para a renovação, para instruir na Palavra de Deus, e para a partilha da propagação do evangelho.

Jesus disse: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." (João 8:32 NVI)

A segunda arma é o amor. Eu sei que esta é a palavra mais sobrecarregada no nosso vocabulário hoje, mas vamos ser mais específico: Eu não estou falando sobre a lama Hollywood que passa por amor, nem da tolerância coração sangrando de qualquer coisa que vem junto, eu estou falando sobre o amor bíblico, do tipo que requer não retorno a partir da faixa preferida individual. Isso é amor, do tipo que é descrito em I Coríntios 13, do tipo que ama por causa de Cristo. Se você não pode amar dessa maneira, então você não é um cristão, não importa que tipo de credo você assina. Se você puder, então você deve começar a mostrar aceitação, de cortesia, e preocupação sem parcialidade ou mérito, sem levar em conta o fundo ou a cor da pele ou qualquer outra coisa sobre uma pessoa, exceto que ele ou ela é um homem ou uma mulher amada por Deus por quem Cristo morreu. Seu amor deve sair com eles, não o seu interesse momentâneo até que você ganhe sua adesão ao seu credo, mas o seu verdadeiro amor, exigindo nada em troca.

Isso é amor, e que é uma arma poderosa. Esse é o caminho da igreja primitiva conquistou seu caminho contra os conselhos e os governadores, reis e editais, e tudo mais. Eles ganharam pela demonstração de um calor de aceitação que fizeram suas reuniões tais ocasiões gloriosos de comunhão que o mundo inteiro pendurados em volta, babando, querendo começar dentro

A terceira arma é a justiça. Fundamentalmente, o que significa a obediência à verdade e amor. É o que chamamos de integridade. É a recusa ceder a oportunidade. Como Paulo escreve aos Efésios: "Você não vivam mais como os gentios" (Efésios 4:17 b). Você não pode continuar dispensando suas fraquezas. Não há desculpas à esquerda para você, você tem tudo o que é preciso para ser tudo o que for necessário. Você não pode continuar justificando seus fracassos. Você não tem nenhuma razão para o fracasso. Você deve parar suas mentiras, o seu roubo, sua maldição, a sua imoralidade, e sua dureza em direção a um outro, a sua falta de perdão, o seu ciúme e sua petulância. Mas em seu lugar, porque a justiça não é apenas negativo, você deve mostrar ternura aceitação, perdão e pelo amor de Cristo - o calor do amor. É verdade que, se tudo que você pode realizar-se em nome da sua posição justa é que você não fumar, beber, jogar ou ir ao cinema, etc, você é um espetáculo lamentável de um cristão. Se você é um cristão deve haver sobre sua vida uma qualidade que não pode ser explicada em termos de sua personalidade - um brilho positivo, um calor, e um brilho que não pode ser explicado exceto pelo fato de que Deus está agindo em você.

A arma quarto é um composto. Vou colocar desta forma: Fé oração. Eu coloquei os dois juntos porque são quase indistinguíveis. Fé é a confiança na atividade direta de Deus na vida humana. A oração é o pedido para que a atividade, a fé é a expectativa de que Deus vai fazê-lo. Essas duas coisas se ligam. Se você não acho que eles são poderosos, eu sugiro que você leia Hebreus 11. Há uma lista das conquistas da fé na sociedade, em termos de guerra do governo, os males sociais, e as batalhas de todo tipo. A fé é a expectativa de que Deus não rejeitou a sociedade, nem se existem remoto a partir dele, mas ele está envolvido nisso, e é ativa na mesma. Ele está em movimento, ele faz as coisas, ele muda; ele prende, ele frustra, ele derruba, ele acumula-se e exalta, e ele faz tudo isso em resposta e por meio da oração. Eu não sei como colocá-lo mais forte, mas nos próximos mensagens sobre isso, quero delinear de forma mais completa para você o que a oração é, e como ele funciona. O que uma poderosa arma é colocada em nossas mãos nestes dias através deste meio!

Lá estão eles: a verdade, amor, justiça, fé e oração. Estas são as armas da nossa milícia. Eles não são carnais, eles não são da carne, eles não são do mundo, mas eles são poderosos. Eles têm o poder divino para a eliminação das fortalezas, puxando para baixo as coisas altas que se exaltam contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo. Todos trabalham juntos. Pode isolar o dificilmente um do outro, eles são todos necessários. E quando a igreja começa a maior destas armas ela vai voltar a ser um grande poder na sociedade, uma força tremendamente poderosa, um fermento solta que vai rapidamente mudar as circunstâncias exteriores, a face das coisas como elas são. Então a igreja será mais uma vez o que Deus projetou para ser - com essas palavras brilhantes em Cantares de Salomão, um exército "Brilhante como a lua, glorioso como o sol, terrível como um exército com bandeiras," Cantares 6: 10)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Reações Negativas ao Sofrimento

Êxodo - 14 - 8 : 14
A reação ao sofrimento é, talvez, o fator mais determinante e marcante para distinguir o tipo e a característica da personalidade humana. Ou seja, a maneira como reagimos ao sofrimentos e problemas revela as características da snossa personalidade!
Enquanto algumas pessoas se deixam abater e chegam mesmo ao desespero, diante das dificuldades da vida, outras, enfrentam situações dificílimas e superam o problema e a dificuldade.
Por que isto acontece? .... Por que as pessoas reagem de forma diferenciada? Por que alguns fazem do problema um trampolim para a vitória, enquanto outros fazem dele um “escorrega” para a derrota?
Há fatores de ordem emocional, física, disciplinar e espiritual que atuam interagindo no interior do ser humano, levando-o ao equilíbrio ou ao descontrole diante dos fatos negativos que o acometem.
A palavra de Deus nos mostra exemplos de dois casos. Exemplos que podem servir de ensinamento e advertência para nós hoje. Portanto, vamos procurar retirar de reações negativas ao sofrimento, os ensinos que a Bíblia contém para cada um de nós.

Reação Negativa ao sofrimento – SENTA-SE E CHORAR.
Veja o caso do apóstolo PEDRO por exemplo. No Evangelho de Mateus 14:66-72, nós temos a história do discípulo mais dedicado e desprendido, que diante do sofrimento que o atingiu ao constatar que tinha traído o seu Mestre, vai retirar-se, e a sós, chorar copiosamente!
Aliás, no choro, propriamente, não há nenhum mal. Afinal de contas, as situações difíceis atingem o nosso equilíbrio emocional, levando-nos às lágrimas diante de problemas tristes ou trágicos
... isto é natural, e, de acordo com o grau de sensibilidade da pessoa, até benéfico do ponto de vista psicológico, segundo os entendidos, pois de alguma forma descarregamos emoções que, contidas, poderiam trazer consequências prejudiciais ao nosso organismo como um todo.
O NEGATIVO reside no fato de sentar-se apenas! .... que este sentar-se venha acompanhado do choro, ... sem problema algum. O que é extremamente negativo, é quando este “sentar-se e chorar” não conduz a qualquer outra reação a não ser lamentação e lamúria!
Que você chore, que você se constranja com os momentos difíceis que te abate, isto é muito natural...... mas o que não pode acontecer é ficarmos indefinidamente sentados, chorosos, lamentando e atraindo para nós a comiseração de terceiros. E felizmente, para a história do Cristianismo não foi isto que aconteceu com o apóstolo Pedro!!!

Reação Negativa ao sofrimento: fugir do problema.
Você se lembra do aconteceu com o profeta Jonas? - Em seu livro, principalmente nos primeiros versículos, nós temos a história de sua angústia diante do problema desafiante que o Senhor lhe lançou. - Sofrendo com o que lhe poderia acontecer ao pregar a uma cidade estranha a mensagem que Deus tinha para ela, JONAS embarca em um navio em direção contrária.
O restante da história todos nós sabemos. As consequências de sua fuga foram extremamente negativas para ele, até que o Senhor foi ao seu encontro, tirou-o do fundo do mar em que afundara, e lhe deu uma nova oportunidade.
Não podemos fugir do sofrimento, não podemos driblá-lo ou ocultá-lo em nosso viver! Não podemos fazer, como muitos sugerem, uma simulação de vida normal e alegre, quando no fundo o seu coração está em frangalhos por algo que o atormenta e acusa.
Enfrentar o problema de frente: Confessar o erro, se for este o problema. Enfrentar o tratamento médico, se for esta a receita. Fazer contato com nossos credores e programar o acerto de contas. Sentar e pedir perdão à quem ofendemos ou magoamos. Chorar a perda e a tristeza da partida do ente querido, guardá-lo na saudade, e seguir em frente, inclusive para honrar sua memória. Enfim, o que não pode acontecer com você é “embarcar em um navio para Tarsis”, quando o Senhor esta querendo você em Nínive!!!


Reação negativa ao sofrimento: esconder-se.
Às vezes as pessoas não fogem aos problemas como no caso de Jonas, mas procura esconder-se, camuflar-se. É mais ou menos como a figura do avestruz que, para não ver o perigo, enfia a cabeça na areia.
... os discípulos de Jesus fizeram isto! O Evangelho de Mateus 26:47-56 conta a história da prisão de Cristo e termina de forma triste e melancólica, informando que todos os seus discípulos desapareceram, esconderam-se na mata ao redor de Getsémani.
E além deste texto, O evangelista Lucas (23:49) nos informa que diante da crucificação de Cristo, “todos os conhecidos de Jesus, e as mulheres que o haviam seguido desde a Galileia, estavam de longe vendo estas coisas”. ... esconderam-se!
O cristão não pode esconder-se diante do sofrimento. Não pode olvidá-lo (esquece-lo) como se ele não existisse. - Como podemos nos esconder do sofrimento?...
...Se o motivo da tristeza é algum relacionamento rompido, simplesmente desaparecer diante da pessoa atingida ou que o atingiu. Se é algum desenlace negativo com o filho ou filha, pai ou mãe, irmão ou irmã, tornar-se indiferente diante deles. Se é o trauma da morte de algum ente querido, passar e querer a viver como se ele estivesse ainda presente, sem enfrentar as mudanças necessárias.
O estudiosos da psique humana afirmam que este comportamento pode ser gerador de traumas e mesmo reações extremadas no futuro, simplesmente porque procurou-se conviver com o problema sem solucioná-lo, tentando esconder-se ou escondê-lo, enquanto ele pode estar gerando um temporal maior no futuro.

Reação negativa ao sofrimento: falta de fé.
É impressionante o que lemos em Êxodo 14:8-14. O povo de Israel havia acabado de assistir coisas maravilhosas ocorrerem em seu favor, pela instrumentalidade de Moisés e a operação do Senhor.
Um cativeiro de 430 anos havia terminado. Faraó com todo o seu poder, havia sido derrotado. Os despojos retirados do povo egípcio como pagamento pelo trabalho escravo que os judeus prestaram. A prova de amor de Deus dirigindo o povo, já no início da jornada, estava patente na nuvem que guiava durante o dia e no fogo que iluminava a caminhada noturna.
....ainda assim, diante do primeiro sinal de perigo, do primeiro indicador de medo e pânico, este mesmo povo tão abençoado dá uma demonstração imensa de falta de fé e confiança no Senhor que o guardava. - Reclamam de Moisés, indagam o porque os tinha tirado do Egito. E ironicamente criticam Moisés dizendo:
“Seria melhor a gente ter morrido lá no Egito...”
Diante do primeiro sintoma de problema, a falta de fé e confiança nos aniquilaram e os abateram. O povo reage negativamente ao sofrimento pela sua incredulidade!
Na vida cristã não podemos enfrentar o sofrimento desta forma. Diante da dificuldade e da dúvida, nosso primeiro impulso há que ser o de confiar em Deus! Esperar suas promessas. Aguardar a providência DELE. Fazer a nossa parte, fazer o que nos compete, e orar para que ELE conduza todo o processo e a vitória seja alcançada. .... - Quando o povo clamou, o Senhor apenas disse a Moisés: “DIGA AO POVO DE ISRAEL QUE MARCHEM!”.

Reação negativa ao sofrimento: o desejo de morrer.
Um dos momentos mais marcantes da vitória de um profeta de Deus sobre o sofrimento foi o de ELIAS. O que aconteceu no Monte Carmelo (ou seja, a vitória sobre os 450 profetas de Baal), foi sem dúvida, uma das maiores comprovações do poder de Deus na vida de seu servo diante do sofrimento!
Entretanto ELIAS pagou um preço para conquistar sua vitória. Jezabel, a esposa pagã de Acabe, desejou a vingança e começou seu trabalho de perseguição a Elias. Bastou ela iniciar seu trabalho de vingança e Elias, o grande vitorioso de Carmelo saiu em fuga, abatido e vencido, desejando morrer. O livro de 1 Reis 19:1-7 registra a narrativa deste triste momento: “... Elias foi sentar-se debaixo de um zimbro, e pediu para sí a morte, dizendo: Já basta, ó Senhor, toma agora a minha vida”.
O cristão não pode proceder assim. Diz o ditado que “enquanto há vida, há esperança”. Para o cristão o significado deste ditado é muito mais profundo, porque o cristão sabe que mesmo depois da morte, para nós há vida e esperança. A vida não termina com a morte, mas começa exactamente aí.
Sentar e aguardar a morte foi um deslize na vida do profeta que, diante de uma nova prova de sofrimento e angústia, esqueceu-se do poder do Senhor que esta por trás dele. - Tanto é que a Palavra de Deus nos diz que o SENHOR vai levar Elias até Horebe, vai falar com ele, e Elias vai sair dali revigorado e pronto para enfrentar novos desafios na vida.

Conclusão:
O que nos compete como cristãos é reagir com coragem e resistência ao sofrimento. Sabemos que isto não é fácil! Fica inclusive muito difícil e injusto julgar como os outros reagem às difíceis provas em suas vidas.
Cada um de nós, no fundo do seu coração e nos seus exames íntimos com o Senhor, sabe o quanto lhe custa enfrentar tais momentos...
No entanto, o que podemos afirmar pelo que a Bíblia nos ensina é que diante do sofrimento, não cabe apenas sentar e chorar, fugir ou esconder-se, perder a fé ou desejar a morte, mas sim, confiar em Deus e, redobrar o ânimo e seguir em frente.

A REBELIÃO CONTRA DEUS

A verdadeira natureza do espiritismo é a rebelião contra Deus. Isso é claramente visto na queda de Saul. Embora escolhido por Deus para ser rei, começou a rejeitar a orientação que o Senhor lhe tinha dado através do profeta Samuel. Quando ordenado a esperar pelo profeta, por sete dias (1 Samuel 10:8), tornou-se impaciente com o crescente número de filisteus que se reuniram para atacar Israel e com as deserções de suas próprias forças. Então, decidiu ele mesmo oferecer o holocausto, em vez de esperar por instruções (1 Samuel 13:11-14). Essa disposição para seguir sua própria vontade contrária aos mandamentos do Senhor, continuou quando Saul foi convidado a matar os ímpios amalequitas e não trazer prisioneiros ou gado como despojos de guerra (1 Samuel 15:1-3). A sentença sobre os amalequitas tinha sido adiada durante 400 anos para dar-lhes tempo para se arrependerem, mas sua idolatria degradante, seu desafio à Deus e o fato de que eles foram os primeiros a atacar Israel os tinha feito maduros para o julgamento [10] (Deuteronómio 25:19). Ao contrário do comando dado, Saul decidiu manter o melhor do gado, e desculpou-se dizendo que estava indo sacrificá-los ao Senhor. O Senhor estava descontente e o profeta Samuel repreendeu Saul dizendo:

“Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Samuel 15:22-23).

Aqui vemos que a rebelião está ligada à feitiçaria, porque está efectivamente relacionada no se afastar de Deus e fazer a própria vontade. Isto é ilustrado na batalha final de Saul com os filisteus, quando em desespero, ele procurou a bruxa de Endor (1 Samuel 28:7). Este foi seu último ato de rebelião contra o Senhor, pelo qual ele perdeu a sua vida (1 Crónicas 10:13-14). Tivesse Saul verdadeiramente se arrependido, o Senhor o teria perdoado, mas ele foi além do conselho. Ele ficou obcecado em perseguir o homem escolhido por Deus para ser seu sucessor [11]. Ele se tornou paranóico, matando os sacerdotes do Senhor quando suspeitou que estivessem em aliança com Davi (1 Samuel 22:13-19). Em sua perseguição a David ele imprudentemente deixou o reino desprotegido e os filisteus o invadiram em grande número. Em desespero, Saul foi consultar a feiticeira de Endor e isso selou seu próprio destino, ele havia escolhido Satanás ao invés do Senhor.

Outro exemplo de rebelião foi quando os filhos de Israel estavam na fronteira da Terra Prometida (Número 22:01, 25). Eles foram levados para um festival pagão pelos moabitas e medianitas que que ofereciam sacrifícios aos mortos “ (Salmo 106:28), os quais são na verdade seres demoníacos (1 Coríntios 10:20). O povo foi levado à imoralidade e idolatria, quando deveriam estar a prepara-se para entrar na Terra Prometida, orando e recitando as escrituras sagradas. Essa apostasia é um aviso para nós (Israel espiritual) hoje, (1 Coríntios 10:11, Romanos 9:6; 11:25) que também estamos nas fronteiras de nossa Terra Prometida – A Nova Terra (2 Pedro 3:13). Uma apostasia semelhante surgirá na tentativa de impedir o povo de Deus de tomar posse de sua herança. Mais uma vez, em uma repetição da história, que envolverá forças demoníacas e desobediência às leis de Deus.

O espiritismo pode parecer inofensivo, mas é de fato um afastamento do Senhor, por isso que é tão grave. As pessoas podem pensar que a cura pela fé é boa, ou que a consulta aos astros é um pouco de diversão, mas elas estão entrando em território inimigo e estão em perigo de serem ludibriadas. A melhor alternativa é voltar para o Senhor e andar de acordo com seus estatutos, os quais podem nos trazer a verdadeira felicidade:

“Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos” (Salmo 19:8).

A impaciência para se obter riquezas ou saber sobre o futuro, ou tentar encontrar a cura de uma doença através de um curandeiro pode surgir de uma falta de fé em Deus. Consultar forças espíritas é um erro terrível, o final é a separação de Deus. Esperar pacientemente no Senhor traz as bênçãos que realmente precisamos (Salmo 27:14, 37:7, 9, 34). O povo de Deus é aconselhado a esperar pacientemente pela vinda do Senhor (Tiago 5:8).

O rei Acaz é outro exemplo de alguém que se rebelou contra o Senhor quando aconselhado pelo profeta Jeremias a submeter-se ao jugo de Nabucodonosor como um castigo pelos pecados da nação (Jeremias 25:6-7). Os falsos profetas do rei profetizavam a mentira para ele e para o povo (Jeremias 27:9-10), dizendo-lhes o que eles queriam ouvir. Mas o resultado foi que os receios do rei vieram sobre ele, e a nação foi levada para a Babilónia. Se tivessem ouvido a Palavra do Senhor e se afastado dos seus falsos deuses, poderiam ter permanecido em sua própria terra. No final, as promessas dos espíritos não deram em nada. Somente as promessas de Deus são certas e dignas de confiança, ainda que tenhamos que esperar por elas (Isaías 55:11). O homem terreno quer a sua riqueza hoje, mas o homem espiritual aguarda a sua recompensa na vida futura. Muitas vezes, a razão de se voltar ao espiritismo é o desejo de ser rico nesta vida.

A cobiça está no coração da rebelião contra Deus. Simão, o Mago, pensou que poderia comprar o Espírito Santo com dinheiro (Atos 8:18); Balaão queria usar técnicas de adivinhação para ficar rico (Número 22:07) apesar de ter sido um profeta do Senhor! No final do tempo, a igreja é retratada como tendo-se tornado materialista e infiltrada com feitiçaria:

“…porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias” (Apocalipse 18:23).

Qualquer que busca se tornar rico neste mundo está à procura de problemas, e irá perfurar-se com muitas dores (1 Timóteo 6:10). Em última análise, o amor ao dinheiro leva as pessoas a rejeitarem a Deus (Mateus 6:24). Se esperarmos pacientemente, Deus nos dará riquezas além de nossa imaginação, no mundo por vir, a Nova Jerusalém é pavimentada com ouro e é um lugar de perfeita paz e felicidade, sem pecado, sofrimento, tristeza ou morte (Apocalipse 21:3 - 4). Deus quer que nós O amemos e aceitemos o sacrifício feito em nosso favor pelo Seu Filho (João 3:16, 1 João 4:10). O verdadeiro caminho para o céu, o caminho estreito, não oferece riquezas nesta vida, mas nos leva à cidade eterna (Hebreus 11:10). O caminho largo, o caminho para Endor, pode prometer riqueza e felicidade, mas termina em decepção e destruição (Mateus 7:13-14). Jesus está nos chamando, mostrando seu grande amor e sacrifício por nós que pagou o preço pelos nossos pecados (1 Coríntios 6:20, 1 Pedro 2:24). Ele quer que sejamos parte de seu reino, baseado não no egoísmo, mas no amor desinteressado pelos outros. Não acumular riqueza para nós mesmos, mas ministrar aos outros é a base do céu (Lucas 12:13-21).
Conta-se a história de alguém a quem estava sendo mostrada uma imagem do céu e do inferno. Em uma sala as pessoas estavam magras e com fome; todas elas tinham tigelas de sopa mas suas colheres eram demasiadamente longas para se alimentarem. Na outra sala as pessoas estavam bem alimentadas apesar de estarem na mesma situação, a diferença era que elas estavam alimentando umas às outras!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A CRIAÇÃO DO HOMEM

O relato bíblico é simples. Obedecendo à ordem criadora de Deus, “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há” Êxodo 20:11, apareceram instantaneamente. Seis dias, apenas, bastaram para que a Terra, “sem forma e vazia”, se transformasse num viçoso planeta pululante de espécies animais e vegetais perfeitamente desenvolvidas. O nosso planeta foi decorado com cores, formas e fragrâncias bem definidas, puras e agradáveis, combinadas com um gosto e uma exactidão de pormenores e de funcionamento inexcedíveis.

Depois Deus “descansou”, detendo-Se para assinalar o acontecimento, para apreciar aquilo que criara. A beleza e majestade daqueles seis dias seriam para sempre recordadas porque Ele Se deteve. Porque Deus criou um dia para descanso. Um dia que Deus criou e santificou.

A Bíblia diz assim: “No princípio, criou Deus os céus e a Terra.” A Terra estava envolta em água e escuridão. No primeiro dia, Deus separou a luz das trevas, chamando à luz “dia” e às trevas “noite”.

No segundo dia, Deus “fez separação entre as águas”, separando a atmosfera da água que cobria a Terra, para criar condições favoráveis à vida. No terceiro dia, reuniu as águas num lugar, para que houvesse o mar e a terra seca. Depois revestiu as costas, os montes e os vales. “A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie, e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie.” Génesis 1:12.

No quarto dia, Deus estabeleceu o Sol, a Lua e as estrelas “para sinais, para estações, para dias e anos”. O Sol deveria governar o dia; a Lua, a noite” Génesis 1:14-16.

Deus criou as aves e a fauna marinha no quinto dia. Criou-as “conforme a sua espécie” Génesis 1:21, o que indica que os seres que criou se reproduziriam segundo regras determinadas, de acordo com a natureza de cada espécie.

No sexto dia, Deus criou as formas superiores de vida animal. “Produza a terra alma vivente, conforme a sua espécie; gado e répteis, e bestas feras da terra, conforme a sua espécie” Génesis 1:24.

Finalmente, a coroar toda a Criação, Deus fez o homem “à Sua imagem. À imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” Génesis 1:27. Deus viu tudo o que tinha criado e “eis que era muito bom”.

A criação é um acto espontâneo diz o Salmista: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da Sua boca” Salmo 33:6. De que maneira actuou esta palavra criadora? Cada ordem foi portadora de uma energia criadora que transformou um planeta “sem forma e vazio” num paraíso. “Falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu” Salmo 33:9. Verdadeiramente, “os mundos foram criados pela palavra de Deus dirá São Paulo.

Os dias do relato bíblico da Criação significam períodos literais de vinte e quatro horas. Típica do modo como o povo de Deus do Antigo Testamento media o tempo, a expressão “a tarde e a manhã” (Génesis 1:5,8,13,23,31) específica dias individuais, que começavam à tarde, ou ao pôr-do-sol: “Sábado de descanso solene vos será, e afligireis as vossa almas. Aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado” Levíticos 23:32. Não há justificação para se dizer que esta expressão signifique um dia literal em Levítico, por exemplo, e milhares ou milhões de anos em Génesis.

A palavra hebraica traduzida por dia em Génesis 1 é yom. Quando yom aparece acompanhado de um número definido, significa sempre um dia literal de vinte e quatro horas. Os Dez mandamentos dão-nos a maior prova de que o relato da Criação, em Génesis, envolve dias literais. No quarto mandamento, Deus diz: “Lemra-te do dia do Sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor, teu Deus: não farás nenhuma obra, …porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou.” Êxodo 20:8-11.

Deus recapitula, sucintamente, a história da criação. Cada dia (yom) foi preenchido com uma actividade criativa e, finalmente, o Sábado encerrou a semana da criação. O sábado, dia de 24 horas, portanto, comemora uma semana literal de criação. O quarto mandamento não teria sentido se cada dia se estendesse por eons.

Aqueles que citam II Pedro 3:8, “um dia para o Senhor é como mil anos”, procuram provar que os dias da criação não foram dias literais, passam por alto o facto de que o mesmo versículo termina com as palavras “e mil anos como um dia”. Os que lêem nos dias da criação milhares de anos, ou longos e indefinidos períodos de milhões e mesmo biliões de anos, põem em dúvida a veracidade da palavra de Deus – como a serpente tentou a Eva a fazer.

Compreende-se que algumas pessoas possam ficar confusas com os versículos que dizem que Deus criou “os céus e a Terra” (Génesis 1:1) e que fez o Sol, a Lua e as estrelas no quarto dia da semana da criação, há 6000 anos. Foram todos os corpos celestes trazidos à existência nessa altura?

A semana da criação não envolveu o Céu onde Deus habita desde a eternidade. Os “céus” de Génesis 1 e 2 são provavelmente uma referência aos planetas e estrelas mais próximos da Terra.

Com efeito, a Terra, em vez de ser a primeira criação de Cristo, foi, muito provavelmente, a última. A Bíblia descreve os filhos de Deus, possivelmente os Adões de todos os mundos não caídos, reunidos com Deus num local distante do Universo (Job 1:6-12). Até agora, as sondas espaciais não descobriram mais planetas habitados. Segundo parece, estarão situados na vastidão dos espaço, lá nas fronteiras sem limites, bem longe do alcance do nosso sistema solar poluído pelo pecado, protegidos contra o contágio do pecado.

Que espécie de Deus é o nosso Criador? Está uma Pessoa infinita, como Ele, interessada em nós, minúsculas partículas de vida num canto remoto do SEU Universo? Depois de ter criado a Terra, prosseguiu com maiores e melhores empreendimentos?

O relato bíblico da Criação começa com Deus e continua com os seres humanos. Sugere que, ao criar os céus e a Terra, Deus estava a preparar um ambiente perfeito para raça humana. A humanidade, macho e fêmea, foi a Sua obra-prima.

A narrativa revela que Deus fez planos cuidadosos e Se interessou pelo bem-estar dos seres que criou. Plantou um jardim especial para lhes servir de lar e deu-lhes a responsabilidade de o cultivar. Criou seres humanos para que pudessem manter uma relação com Ele. Esta relação não deveria ser forçada, mas natural. Criou-os com liberdade de escolha e com a capacidade de O amar e servir. Porém o ser humano inexplicavelmente não quer esta relação e tem-se colocado na linha de descendência dos animais, de encontrar os seus ascendentes algures longe da intervenção de Deus.

No dia 17 de Julho de 1959, Mary dirigiu-se para o campo arqueológico de Frida Leakey Korongo, em Olduvai Gorge, no Nordeste da Tanzânia, determinada, como sempre, a descobrir vestígios de hominídeos. Louis ficara no acampamento a recuperar de uma gripe, e ela estava acompanhada de Jenny e Sam dois dos 5 dálmatas (ver foto National Geographic. Julho 2001) que a seguiam para todo o lado. A presença dos cães transmitia-lhe uma sensação de segurança perante a proximidade geográfica das feras que povoavam a planície do Serengeti.

O casal iniciara há mais de duas décadas as escavações em Olduvai Gorge, um desfiladeiro que parecia “um gigantesco bolo com camadas entremeadas”, segundo a descrição de Louis Leakey, que não tinha encontrado ainda qualquer vestígio dos antepassados do homem. Era aí, nesse território, onde estavam depositados sedimentos com 2 milhões de anos, que os Leakey tinham concentrado a esperança de descobrir o “nosso homem”, como chamava ao fóssil do hominídeo que ambicionavam encontrar.

No dia 17 de Julho de 1959, Mary Leakey caminhava pelo campo arqueológico quando o seu olhar foi atraído pelo que “parecia ser o crânio de um hominídeo saliente da terra, mas os ossos davam a impressão de ser desmesuradamente grossos, muito grossos de facto”. Observando atentamente, verificou que dois dentes permaneciam intactos no maxilar superior e que todos os ossos estavam no sítio.

Acabava de descobrir um fóssil do “homem da África Oriental”, uma espécie de hominídeo que viveu ali há 1,75 milhões de anos. Os Leakey baptizaram-no com o controverso nome de Zinjanthropus boisei mais tarde rebaptizado com o nome de Australopithecus Boisei, em homenagem a Charles Boise, o seu benfeitor.
(imagens deles sentados com os ossos, mão com um pequeno osso)

Assim foi descoberto o passado do homem num crânio de um velho macaco, lá no fundo da África.

Thomas Huxley foi um evolucionista famoso. E defendia as teorias de Darwin com tanto entusiasmo que Darwin lhe chamava o seu Cão de Guarda. Lemos as suas palavras:

“Olhando o panorama assombroso do passado, não acho nenhum registo do princípio da vida, e assim não tenho meios para formar conclusões sobre as condições sob as quais a primeira forma de vida apareceu.” Thomas Huxley – Discourses, Biological and Geolical, pp. 256,257.
E continua a dizer que crê na evolução, mas diz:
“Não tenho o direito de dizer que a minha opinião está baseada em factos mas sim num acto de fé.”

George Simpson, no seu livro History of Life diz:

“Não podemos refutar a teoria de que o Universo foi criado há um segundo atrás, junto com todas as lembranças do passado, ou que foi criado 4004 anos antes de Cristo com a aparência de biliões de anos. Mas isso não faz sentido, e precisamos pensar que neste Universo somos racionais.”

A Bíblia afirma claramente e mostra que Deus deixou pegadas na Terra que são incontestáveis, por serem tão evidentes. A Bíblia não ensina que o homem foi criado na forma de um embrião, ou como um bebé. Adão foi criado como um ser adulto, com aparência de pelo menos 20 anos de idade. Se um cientista o examinasse um segundo depois da sua criação, diria que ele teria 20 anos. Mas isso não era verdade. O Homem teria somente um segundo, alguns minutos de idade.

As árvores não foram criadas de sementes, mas como árvores completamente desenvolvidas. Se contasse os seus anéis o cientista diria que teriam anos de vida, mesmo no dia em que foram criadas.

As rochas foram criadas com aparência de muita idade. Minutos depois da criação o cientista daria milhões de anos às jovens rochas.

“Mas e os fósseis?” Pergunta alguém! Meu amigo quanto mais profundamente cavamos, mais simples se tornam os organismos. E tu respondes: “É isso que prova a evolução!”

Há uma coisa que os evolucionistas ignoram, é que se o animal cujo fóssil foi encontrado, tivesse tido uma morte natural, não se tornaria fóssil. Seria destruído por outros animais, ou por uma bactéria qualquer. Somente quando enterrado por alguma catástrofe, como um dilúvio, seriam eles preservados. E o que aconteceria num dilúvio tal qual a Bíblia descreve?

Os animais mais fortes e complexos procuraram terra mais alta, e os mais simples seriam destruídos muito antes. Portanto os arqueólogos achariam os mais simples numa profundidade maior, como é lógico.

Dos meus 18 aos 21 anos, tive uma paixão era ler tudo que se relacionasse com a evolução. Uma das coisas que mais me fascinou, foram descobertas na região de Chambérry em França. Paleontologistas fizeram cortes em rochas e encontram que se podia ver no corte da rocha, a olho nu, camadas entremeadas de rocha diferente uma da outra. E encontraram também nas respectivas rochas diferentes tipos de fósseis, os fósseis de animais mais simples estavam nas camadas mais profundas, os mais complexos e desenvolvidos estavam nas camadas sucessivas e superiores. Desta forma eles puderam facilmente datar, as diferentes camadas rochosas, e afirmavam que a mais profunda tinha 150 milhões de amos até à camada superior com 4 a 5 mil anos.

Entretanto, iniciaram o corte de uma outra rocha, muito perto na mesma zona de Chamberry. E fizeram uma descoberta surpreendente encontraram um fóssil na posição vertical, e este era nem mais nem menos que uma árvore. Só que ela atravessava todas as camadas. Os cientistas pararam os trabalhos. Foi uma revista de divulgação que dava esta informação ou seja a revista científica não falava desta descoberta. Soube que esta árvore-fóssil tinha sido removida e levada para o Museu de História Natural em Londres. Muitos anos mais tarde, tive a oportunidade de passar vários fins-de-semana nesta cidade e de visitar muitos dos seus maravilhosos museus. Depois de ter visitado e o Museus de História Natural, não encontrei o fóssil que mais queria ver. Perguntei a um guia, a resposta foi espantosa:
- Está no jardim. Fui procurar no jardim e de facto está lá, cortada ao meio e colocada em dois lugares diferentes. Sem nenhuma referência à sua história, em todo o caso eu não vi nada. Fiquei chocado e desiludido!

É fácil criticar, destruir a fé dos cristãos, mas verifica-se que por detrás da argumentação há um vazio e às vezes a intenções menos correctas! As pessoas que fazem a destruição não trazem algo melhor a não ser o seu desejo de auto-promoção, de fama e uma sede desmesurada de reconhecimento.

Um ateu fazia um inflamado discurso numa praça pública: “Não creio em Deus nem nos anjos, não creio no céu nem no inferno. Não creio na Bíblia. Estudei o suficiente para fazer estas afirmações. Alguém tem coragem para me desafiar?

Uma senhora idosa, lentamente aproximou-se e disse: “Posso fazer uma pergunta, uma só?”

O quê a velhota está a desafiar-me? Riu-se. Está bem, faça a sua pergunta, disse ele em tom de escárnio.

- Há muitos anos atrás o meu marido morreu, deixou uma família numerosa para alimentar. Parecia impossível poder sustentar os meus filhinhos. Pensei em suicidar-me, quando ouvi um programa religioso na rádio. Comecei a estudar a Bíblia e recebi uma nova esperança. Consegui um trabalho e criei os meus queridos filhos. Agora todos eles são crescidos e têm a sua própria família. Eu sou velha, mas sou feliz. Não tenho medo da morte...Bem, o que lhe quis dizer foi o que a minha religião que se baseia exclusivamente na Bíblia fez por mim. O senhor quer explicar a estas pessoas o que o seu ateísmo tem feito por si? Se o senhor destruir a minha fé, o que me dará para a substituir?

O ateu ficou vermelho como um pimento velho e desapareceu entre as pessoas. Não havia resposta. Queridos amigos, alguém destruiu a vossa fé? Precisam de força, de poder, de alegria, de viver a paz! Coloque a sua vida nas mãos de um Salvador que vos ama e Ele vos dará a paz, a segurança, a salvação e a esperança da vida eterna!

Na verdade lemos na Bíblia que o amor motiva tudo o que Deus faz: “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” I João 4:8. As pessoas são tentadas a ignorar a doutrina da Criação. “Que interessa?” dizem, “quem criou a Terra? O que precisamos é saber como chegar ao Céu” No entanto, a doutrina de uma Criação divina constitui o fundamento indispensável da teologia cristã bíblica. De facto, o conhecimento de como Deus criou “os céus e a Terra” pode ajudar-nos, por fim, a encontrar o caminho para os novos céus e a nova Terra de que fala São João, o escritor do Apocalipse. Quais são, então, algumas das implicações da doutrina da criação?

O facto de Deus ser o Criador distingue-O de todos os outros deuses: “Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra, e a tudo o que produz, que dá a respiração ao povo que nela está, e vida aos que andam nela. Eu, o Senhor, te chamei em rectidão; eu te tomarei pela mão. Eu te guardarei, e te darei por aliança do povo e para luz dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas. Eu sou o Senhor; este é o meu nome! A minha glória a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens de escultura. Vede, as primeiras coisas se cumpriram, e novas coisas Eu vos anuncio; antes que venham à luz, vo-las faço ouvir.” Isaías 42:6-9

Devemos adorar o Deus que nos fez e não os deuses que fizemos. Por virtude da Sua qualidade de Criador, Ele merece a nossa total lealdade. Qualquer relação que interfira com esta lealdade é idolatria e está sujeita ao juízo divino. Deste modo, a fidelidade ao Criador é uma questão de vida ou morte. O nosso culto a Deus baseia-se no facto de Ele ser o nosso Criador e de nós sermos as Suas criaturas. A importância de compreender a nossa origem leva-nos a amar e adorar o autor da nossa vida e fé. Adorar Aquele “que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”.

Deus estabeleceu o Sábado do sétimo dia para que pudéssemos recordar-nos semanalmente de que fomos criados por Ele. O Sábado foi um dom da graça, que fala, não daquilo que fizemos, mas daquilo que Deus fez. Ele abençoou e santificou especialmente este dia para que nunca nos esquecêssemos de que, além do trabalho, a vida deve incluir comunhão com o Criador, repouso, e a celebração das obras maravilhosas da Criação de Deus: “Havendo Deus acabado no sétimo dia a obra que fizera, descansou nesse dia de toda a obra que tinha feito. E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou, porque nele descansou de toda a obra de criação que fizera” Génesis 2:2-3

Para salientar a importância do Sábado, o Criador colocou a ordem de observar este memorial sagrado do Seu poder criador, no centro da lei moral, como sinal e símbolo eterno da Criação (conseguir as tábuas da Lei Êxodo 20:8-11): “Santificai os meus Sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o Senhor vosso Deus.” Ezequiel 20:20

A narrativa da Criação revela que nada apareceu por um acaso da evolução, mas tudo foi criado com um propósito. A raça humana foi destinada a ter uma relação eterna com o próprio Criador. Quando compreendemos que fomos criador por uma razão, a vida adquire significado e valor. A penosa sensação de vazio e insatisfação que tantos exprimem desvanece-se, substituída pelo amor de Deus.

O Criador da vida continua a envolver-Se na formação da vida humana, o que torna a vida sagrada. David louva o envolvimento de Deus no seu nascimento: “Tu formaste o meu interior, Tu me teceste no seio de minha mãe; …os meus ossos não Te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os Teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os meus dias” Salmo 139:13-16.

Deus continua a amar-te e a preocupar-se contigo. Quatro mil anos depois da Criação, um centurião disse a Cristo: “Diz somente uma palavra, e o meu criado sarará. Mateus 8:8. Tal como havia feito na Criação, Jesus falou e o servo foi curado. Durante todo o ministério de Jesus, a mesma energia criadora que deu vida ao corpo de Adão ressuscitou os mortos e deu uma nova vida aos aflitos que Lhe pediram ajuda.

Nem este mundo nem o universo funcionam por algum poder que lhes seja inerente. O Deus que os criou é quem os conserva e mantém. É Ele “que cobre o céu de nuvens”, “prepara a chuva para a terra”, e “faz produzir ervas sobre os montes. Somos dependentes de Deus para o funcionamento de cada célula do nosso corpo. Cada respiração, cada pulsação, cada pestanejo fala do cuidado de um Criador carinhoso: “N´Ele vivemos, e nos movemos, e existimos” Actos 17:28.

O poder criador de Deus está envolvido, não apenas na Criação mas, também, na redenção e na restauração. Deus recria os corações: “Somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras” Efésios 2:10, outro texto diz: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é” II Coríntios 5:17. Deus, que lançou as inúmeras galáxias através do cosmos, utiliza o mesmo poder para tornar o pecador mais degradado num ser à Sua própria imagem.

Este poder redentor e restaurador não se limita a mudar vidas humanas. O mesmo poder que originalmente criou os céus e a Terra recri-los-á após o juízo final; fará com eles uma nova e magnífica criação, novos céus e nova Terra.

Em Jesus Cristo, estão reunidas a criação e a salvação. Ele criou um universo majestoso e um mundo perfeito. Tanto as diferenças como as semelhanças entre a criação e a salvação têm significado.

Na criação, Cristo ordenou e a Sua ordem foi obedecida instantaneamente. A criação não se processou à custa de longos períodos de metamorfose, mas pelo poder da Sua palavra. Criou tudo em seis dias. Mas, porque terão sido necessários seis dias? Não poderia ter falado apenas uma vez, fazendo aparecer tudo no mesmo instante?

Talvez Se tenha deleitado no desenvolvimento do nosso planeta durante aqueles seis dias. Ou talvez esse “prolongar” do tempo tenha mais a ver com o valor que Ele atribuiu a cada coisa criada, ou com o Seu desejo de mostrar a semana de sete dias como um modelo para o ciclo de actividade e descanso que destinava para o homem.

Mas, para que a salvação apareça, Cristo não Se limita simplesmente a falar. O processo de salvar as pessoas prolonga-se por milénios. Envolve o velho e o novo concerto, os trinta e três anos e meio de Cristo na Terra e os Seus perto de 2000 anos de subsequente intercessão celeste. Eis um longo intervalo de tempo, segundo a cronologia das Escrituras, cerca de 6000 anos desde a criação e os seres humanos ainda não retornaram ao jardim do Éden.

No éden, Cristo proferiu a Palavra criadora. Em Belém, “o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós” João 1:14. o Criador tornou-Se parte da criação. Condescendência total! Embora ninguém tenha assistido à criação do mundo por Cristo, muito foram testemunhas do poder que deu vista aos cegos, fala aos mudos, cura aos leprosos e vida aos mortos.

Cristo veio como segundo Adão, um novo princípio para a raça humana. Deu ao homem a árvore da vida no Éden; o homem crucifiou-O num tronco de árvore, no Calvário. No paraíso, o homem ergueu-se à imagem de Deus; no Calvário, o Homem pendeu, desfalecido, à imagem de um criminoso. Na sexta-feira da criação, como na sexta-feira da crucifixão, as palavras: “Está consumado” descrevem uma obra criadora completa.

Cristo realizou a primeira como Deus, a segunda como Homem; uma em poder divino, a outra em sofrimento humano; a primeira por um tempo determinado, a segunda para a eternidade; a primeira sujeita à queda, a segunda vitoriosa sobre Satanás. Foram as mãos perfeitas e divinas de Cristo que pela primeira vez deram a vida ao homem; e são as mãos de Cristo, trespassadas e manchadas de sangue, que hão-de dar ao homem a vida eterna. Porque o homem não é apenas criado; pode também ser recriado. Ambas as criações são igualmente obra de Cristo, nenhuma delas vem do interior do homem, por um desenvolvimento natural.

Criados à imagem de Deus, somos chamados a dar-Lhe glória. Porque somos a obra-prima da Sua criação, Deus convida cada um de nós a ter comunhão com Ele, procurando diariamente o poder regenerador de Cristo, a fim de que, para glória de Deus, estejamos aptos a reflectir mais completamente a Sua imagem.

Fechando as Arestas

Neemias - 2 - 11 : 17
Introdução:
Após conseguir a autorização do rei para a reconstrução da cidade Neemias partiu. Que tipo de homem seria preciso para executar tal tarefa? Que tipo de confiança teria que ter um homem para executar tal tarefa? Qual teria que ser a atitude de um homem que seria usado para erguer um povo da sua vergonha?
As vezes ao lermos certos trechos e histórias da Bíblia esquecemos de observar o preço que o personagem principal teve que pagar por sua participação na história, no caso de Neemias, ele trocou luxo e segurança por ruínas e perigo, também trocou honra e tranquilidade por ridículo e trabalho. E lemos que em 52 dias ele concluiu a obra.
Será que ele era um tipo de super-homem? claro que não!, era um homem de carácter, um homem de uma integridade admirável.
O crente é alguém chamado para ser esse tipo de pessoa, somos chamados para sermos novas criaturas, somos chamados para executarmos grandes obras, mas para isso temos que ter o coração de Neemias, certamente que Neemias tinha uma confiança em Deus de forma a compreender que o poder vinha do Senhor, certamente que Neemias tinha um caráter tão bem firmado no Senhor e isso fez com que ele se fortalecesse em meio às dificuldades, em meio às pressões do mundo à sua volta, certamente que Neemias tinha um coração pronto para obedecer ao Senhor e aos seus mandamentos.
Sentença Transitiva: Veremos a obra que esse homem e seus companheiros realizaram pela graça de Deus, e que nós precisamos hoje realizar:

1. A RECONSTRUÇÃO DOS MUROS (Neemias 2:11-17)

a. Pelo pecado os muros de Jerusalém haviam caído, seus moradores haviam sido levados ao cativeiro, de volta a sua terra por aproximadamente 100 anos pouco haviam feito, apenas uma reforma insignificante no Templo, a cidade estava aberta seus muros estavam caídos suas portas estavam queimadas a cidade estava em vergonha pois seus inimigos estavam de posse da cidade, os moabitas, os amonitas, os asdoditas, os árabes, e ainda os mistos samaritanos estes impediam que as obras, as reformas, as mudanças fossem feitas, eles estavam dentro da cidade santa, com sua idolatria seus costumes o nome de Deus não era glorificado através daquele povo.
b. Podemos até imaginar ou questionar, que com tanta coisa para se fazer por que Neemias foi se preocupar justamente com muros?
c. Como vivemos e moramos em cidades modernas não avaliamos a importância dos muros na época de Neemias, (a prioridade dos nossos governos hoje são construir viadutos, pontes, túneis pois nosso problema é o trânsito), mas na época bíblica a coisa mais importante para um governador era fortalecer sua cidade, era reforçar os muros ao redor de toda sua extensão, pois a primeira coisa que os inimigos iriam tentar fazer era derrubar os muros, e Davi ora no Salmo 51:18 “Edifica os muros de Jerusalém”.
d. Uma cidade murada possuía distinção, e era capaz de defender-se dos inimigos, os muros eram sinal de separação e segurança, os muros demarcavam os limites, e Neemias disse: (v.17), “edifiquemos os muros e deixemos de ser o opróbrio (vergonha).”
e. A cidade que deveria ser o testemunho para as nações perdeu esse privilégio por ter seus muros rachados.

2. APLICAÇÃO
a. A igreja de Jesus foi colocada no mundo para servir de testemunho, disse Jesus: “sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (Atos 1:8), Jesus também disse: “vós sois o sal da terra e a luz do mundo” (Mateus 5:13).
b. Assim sendo a igreja precisa estar rodeada de um muro, um forte, alto e largo muro, o muro da separação do mundo, o muro da separação dos costumes do mundo, o muro da separação do espírito do mundo, o muro do não conformismo com o mundo, o muro que demarca os limites.
c. E por não entender o que significa separação a tendência atual é a de derrubar os muros e tornar a separação entre a igreja e o mudo apenas nominal, e quando a igreja no intuito de alcançar o mundo, se torna igual a ele, ela perde seu impacto sobre o mundo, (Jerusalém assolada já não era testemunho para o mundo), e o mais triste de tudo é que nós mesmos estamos cooperando com o inimigo “demolindo nossos próprios muros” , e dessa forma estamos perdendo nossa característica e destruindo nossas defesas.
d. Em (Provérbios 22:28) temos uma exortação e um mandamento “Não removas os marcos que puseram teus pais”.
e. Separação do mundo não quer dizer isolamento em (João 17:15)
i. Jesus diz: “não peço que os tires do mundo, e sim, que os guardes do mal”, separação é contato sem contaminação.
ii. Jesus teve contato com leprosos e não se contaminou com lepra, em (Hebreus 7:26) nós lemos que Jesus foi “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores”.
iii. Contudo em (Lucas 7:34) lemos que Jesus foi “amigo dos publicanos e pecadores”.
f. Quando os muros da separação vão abaixo e os princípios do mundo entram perdemos os marcos de Deus
i. O casamento se torna leviano, uma simples busca de interesses, sexo, prazeres pessoais, entramos em jugo desigual, casamentos são desfeitos da mesma forma como começaram, entra a solução do mundo (o divórcio) e os crentes passam a adotá-lo.
ii. O dia do Senhor passa a ser ignorado, a pregação se torna leve, suave para que o povo não se ofenda, o pecado deixa de ser encarado como uma afronta a Deus, o povo passa a rejeitar os padrões divinos, os jovens passam a fazer de seus corpos atrativos sexuais sem muro, abertos a todo tipo de vulgaridade, o padrão de decência passa a ser substituído pela moda. Certo escritor disse: “jamais derrube uma cerca sem saber por que ela foi construída”.
g. O crente tem que estar protegido pelo muro da santidade Paulo diz (Efésios 6:11) e aqui ele descreve os nossos inimigos principados, potestades, dominadores deste século, forças espirituais, nada mudou os inimigos estão ao nosso redor temos que estar seguros, protegidos dos inimigos.
h. Talvez nas nossas vidas pessoais os nossos muros estejam rachados, e por essas rachaduras já se infiltraram coisas que desagradam a Deus. O que vamos fazer então? Cruzar os braços, conformar-nos, habituarmo-nos, ser a vergonha do evangelho? Ou vamos reerguer e reedificar os muros?
i. Neemias declara ao povo a vontade de Deus, e apela a eles dizendo: (v.17) “reedifiquemos os muros de Jerusalém” os muros não precisavam ser construídos novamente já estavam só era preciso reforçá-los, quando um crente cai em pecado a primeira coisa que Satanás faz é colocar dúvidas sobre sua salvação você não tem um muro, nunca teve nunca foi um salvo e com essa estratégia ele consegue deixar muitos jogados no chão, sem ânimo de recomeçar o povo de Jerusalém estava assim, mas quando Neemias declara a vontade de Deus imediatamente o povo disse: (v.18), “levantemos e edifiquemos”.

3. CONCLUSÃO
a. Com os muros erguidos o inimigo fica do lado de fora (v.20).
b. A sua missão e o meu desafio é que nos disponhamos junto ao Seu coração para ser um Neemias nas vidas que o Senhor colocar em suas mãos.