sábado, 5 de março de 2011

A SANTA CEIA: PASSADO, PRESENTE E FUTURO.

Mateus 26:26-30
1. Origem da Santa Ceia: Jesus instituiu quando celebrava a última Páscoa.
2. O fim da Páscoa: Jesus substituiu a Páscoa pela Santa Ceia, pelas seguintes razões:
a) Na Páscoa um cordeiro morria para substituir o pecador uma vez ao ano, Jesus é o Cordeiro que se sacrificou completamente uma vez por todas.
b) Na Páscoa era um cordeiro por família, Jesus fez um único sacrifício completo por todos.
c) Na Páscoa o cordeiro deveria ser perfeito, Jesus nunca pecou nem falhou.
d) Na Páscoa havia comunhão, Jesus une o ser humano com Deus e com o próximo.
e) Na Páscoa o cordeiro apontava para Jesus, na instituição da ceia Jesus é o Cordeiro.
I. PASSADO – A SANTA CEIA COMEMORA ALGO JÁ REALIZADO (Mateus 26: 26)
* Estas palavras (v.26) soam estranhas, misteriosas em especial quando as ouvimos pela primeira vez; elas são muito difíceis de compreender e de aceitar pela inteligência, em especial quando nelas se medita.
* Os discípulos realizam que aquele pedaço de pão comum, deixou de o ser depois que Jesus orou e o partiu com as Suas próprias mãos. É um alimento diferente de qualquer outro alimento. Todo o homem sempre desejou ainda que de forma confusa poder interagir com o poder de Deus. Receber uma força especial e é este desejo que Jesus está a satisfazer.
* Jesus está por este meio a encher (não o estômago) mas a alma que tem fome de Deus.

1. A Santa Ceia é um memorial da morte do Cordeiro de Deus: (Lucas 22:19).
* Quando se travou a luta do deserto Jesus disse: “nem só de pão, mas de cada palavra (que sai da boca de Deus) da Palavra de Deus. Mat. 4:4.
* A Palavra de Deus foi o alimento para o povo da antiga Aliança; e ela continua a ser o alimento espiritual para o povo da nova Aliança.
* Os nossos pais que foram libertos do Egipto não só receberam o pão, o alimento físico; o maná, a água que jorrou da rocha.
* Eles foram nutridos de alimento espiritual. Paulo vê nesta experiência um prenúncio do novo povo, da nova aliança (1ª Cor. 10:1-4).
* Paulo vê que Jesus dá um alimento especial tal como foi dado outrora no deserto (1ª Cor. 11:23-28).
2. A Santa Ceia é um memorial da entrega total de Cristo: Corpo e sangue – Vida!
3. A Santa Ceia é um memorial da libertação do cativeiro do pecado: Redenção!

II. PRESENTE – A SANTA CEIA PROMOVE A COMUNHÃO (Mateus 26: 28)
1. A Santa Ceia é o momento de renovar nossa aliança com Cristo: “sangue da nova...”
2. A Santa Ceia é um momento de comunhão com Deus e com os cristãos: “Aliança”
• O pão é dado individualmente no colectivo, no propósito que se mantenha neles a força, o poder da Vida.
• É ao receber individual e colectivamente este pão que se gera comunhão profunda com o Senhor e de comunhão uns com os outros.

3. A santa ceia é um momento de dar graças a Deus pelo que Ele fez, faz e fará por nós.
• Num outro momento da Santa Ceia Jesus toma um vaso que era passado de uns para os outros. Desta vez Ele pronunciou uma oração de acção de graça.
• As palavras que Ele diz revelam que é uma bebida de uma natureza particular. É da natureza do sangue, do Seu sangue que é bebido. Jesus chama a este o “sangue da aliança”, poderia traduzir-se: “este é o meu sangue da aliança.” Não havia aliança sem sangue!
• Refere-se aquela aliança de Êxodo 24; trata-se da lei cerimonial escrita por Moisés e ditada por Deus (v. 4 ver agora v. 3), leiam os versículos 6 em diante, ver v. 8.

III. FUTURO – A SANTA CEIA É UM EMBLEMA PROFÉTICO (Mateus 26:29)
1. Jesus declarou que aquela seria sua última ceia na terra: “Não beberei...”
2. Jesus prometeu que só tomaria o sumo da vide quando os cristãos estivessem com Ele no Céu: “àquele dia em que o beba de novo convosco...”
3. Jesus afirmou que levaria os fiéis à Ceia realizada no Céu: “no reino de meu Pai”.
• As palavras “desde agora”, dão claramente a entender que Jesus bebeu juntamente com eles. Assim como os discípulos deveriam beber em memória de Jesus até que Ele venha (1Cor. 11:25,26). Jesus seria abstémio de beber até que de novo o bebesse com o Seu povo no reino do Seu Pai. Seria um momento, um momento de espera de um lado e do outro. Que maravilha! Que glória Ele quer para nós!
• Apocalipse 19:9. Jesus vai para a Cruz com esta certeza a inundar-lhe a alma, com esta devemos subir o caminho da nossa vida até àquele dia.
CONCLUSÃO:
1. A Santa Ceia não é um mero símbolo: É o coração da nossa caminhada cristã.
2. A Santa Ceia é uma instituição de Cristo à Sua igreja: Desde o Calvário até ao encontro nas nuvens.
3. A Santa Ceia é um emblema profético: Volta de Jesus profetizada na cerimónia mais sagrada.

sexta-feira, 4 de março de 2011

IGREJA É SINÓNIMO DE FIDELIDADE

Apocalipse-2:10
Introdução
“Após a ascensão de Cristo, João permaneceu como fiel e ardoroso obreiro do Mestre. Juntamente com os demais discípulos fruiu o derramamento do Espírito no dia do Pentecoste, e com novo zelo e poder continuou a falar ao povo as palavras da vida, procurando levar seus pensamentos para o invisível. Era um pregador de poder, fervente e profundamente sincero. Em bela linguagem e voz musical, falou das palavras e obras de Cristo, expressando-se de maneira a impressionar o coração dos que o ouviam. A simplicidade de suas palavras, o sublime poder das verdades proferidas e o fervor que lhe caracterizava os ensinos, deram-lhe acesso a todas as classes.
A vida do apóstolo estava em harmonia com seus ensinos. O amor de Cristo que ardia em seu coração, induziu-o a empenhar-se em fervoroso e incansável labor por seus semelhantes, especialmente por seus irmãos na igreja cristã.
Cristo ordenara aos primeiros discípulos amarem-se uns aos outros como Ele os amara a eles. Assim deviam dar testemunho ao mundo de que Cristo estava formado neles, a esperança da glória. "Um novo mandamento vos dou", disse Ele, "que vos ameis uns aos outros." João 13:34. Ao tempo em que essas palavras foram pronunciadas, os discípulos não as puderam compreender; mas depois de haverem testemunhado os sofrimentos de Cristo, depois de Sua crucificação, ressurreição e ascensão ao Céu, e após haver o Espírito Santo repousado sobre eles no dia do Pentecoste, tiveram mais clara compreensão do amor de Deus, e da natureza desse amor que deviam possuir uns pelos outros. Então pôde João dizer a seus condiscípulos:
"Conhecemos a caridade nisto: que Ele deu a Sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos." I João 3:16.” Atos dos Apóstolos 546,547

Temos experimentado como crentes e como Igreja o cumprimento de todas as promessas que Deus fez na Sua Palavra. Por isso, a nossa gratidão quando nos reunimos Sábado após Sábado. Deus tem sido e continuará fiel à sua igreja.
A fidelidade de Deus pressupõe e exige a nossa fidelidade como filhos. Por esse motivo, a primeira mensagem de uma série, com base nas cartas envidas às igrejas da Ásia, tem como texto básico a exortação de Jesus à igreja de Esmirna: “Sê fiel até à morte” (Ap 2:10). Estaremos atentos à afirmação nas cartas às sete igrejas: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Na carta à igreja de Esmirna, registada em Apocalipse 2:8-11, o Espírito Santo ensina preciosas lições sobre a FIDELIDADE.

1ª – A FIDELIDADE EXIGIDA.

Jesus, o Senhor da Igreja, exorta: “Sê fiel até à morte…” (2:10). A fidelidade faz parte do caráter do cristão como filho de Deus: “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (1 Tm 2:13). Portanto, crente infiel é uma contradição de termos.
Fidelidade independente das circunstâncias. A fidelidade cristã não nos isenta das dificuldades. Pelo contrário: “Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3:12; Jo 15:19; 16:33). Em Esmirna havia muitos judeus que eram ricos, influentes e hostis aos cristãos. O sofrimento vinha de dentro; os judeus e os cristãos tinham a mesma raiz na aliança feita a Abraão (Gal 3:29). Jesus ensina que a igreja deve ser fiel:

* Nas tribulações. Ele conhece a tribulação (2:9) que é como um peso que oprime os cristãos. A igreja é fiel nas tribulações porque a “tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado no nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:3-5). As tribulações levam os crentes à maturidade.

* Na pobreza. O Senhor conhece também a pobreza dos seus filhos (2:9). A palavra traduzida por pobre (ptojia) significava pobreza extrema, a falta de coisas essenciais à vida. Os judeus viam a prosperidade como bênção e a pobreza como maldição. A Bíblia, no entanto, diz que os pobres são bem-aventurados (Lc 6:20). São participantes das riquezas de Cristo (2 Co 8:9; Rm 8:16-17).

* Prisão (2:10). Os habitantes de Esmirna perseguiam os cristãos instigados pelos judeus, que pertenciam à sinagoga de Satanás (João 8:39, 41, 44). Mais tarde o bispo Policarpo foi martirizado por causa da sua profissão de fé (155).
Jesus encoraja os cristãos para que permaneçam fiéis: “Não temas as cousas que tens de sofrer” (2:10). O tempo da provação seria curto. O tempo da nossa peregrinação é breve comparado com a eternidade. Por isso, somos confortados pelas Escrituras (2 Co 4:17-18; Rm 8:18).

2ª A FIDELIDADE É POSSÍVEL EM CRISTO
Fidelidade a Roma.
A cidade de Esmirna era conhecida no mundo antigo pela fidelidade a Roma. Por isso, era muito favorecida pelo poder imperial. Os cristãos eram perseguidos porque recusavam participar do culto ao imperador. As religiões tinham liberdade desde que demonstrassem a sua fidelidade ao império, participando desse culto.

Fidelidade a Jesus.
Os cristãos recusavam-se a fazer a confissão “César é Senhor” porque, para eles, só Jesus era “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver” (2:8). Confessavam a divindade de Jesus, porque em Isaías 44:6 e 48:12, a afirmação “Eu sou o primeiro e eu sou o último” é feita pelo Senhor (Javé) referindo-se a ele mesmo. Mas Jesus também morreu por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação. Ele é Todo-Poderoso e compassivo.

Fidelidade pela graça de Jesus.
a) Ele é Deus e soberano sobre os reis da terra. Sejam quais forem os nossos sofrimentos, seremos finalmente vitoriosos em Cristo; b) Ele encarnou para morrer em nosso lugar. Por isso, Ele sofreu tudo o que o ser humano pode sofrer e compadece-se das nossas necessidades (Hb 4:15-16); c) Cristo venceu a morte pela ressurreição e esse poder da ressurreição já opera em nós e faz tudo além do que pedimos ou pensamos (Ef 3:20). Pela graça de Jesus podemos permanecer fieis em qualquer situação.

3ª – A FIDELIDADE É RECOMPENSADA POR JESUS.
A recompensa da vida eterna.
As palavras do Senhor são claras: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (2:10). Para sermos aprovados como cidadãos do Reino de Deus, precisamos ser provados pelo Rei. Por isso, Tiago escreveu: “Feliz é aquele que nas aflições continua fiel! Porque, depois de sair aprovado dessas aflições, receberá como prémio a vida que Deus promete aos que o amam” (Tiago 1:12).

A recompensa do galardão.
Paulo fala da coroa da justiça reservada aos que cumprem cabalmente o seu ministério e que amam a vinda do Senhor (2 Tm 4:7-8).
O uso adequado dos talentos dá-nos acesso ao grande banquete com o Senhor (Mt 25:21).

Conclusão
O Cristo ressuscitado e glorioso faz-nos grandes ofertas e uma grande exigência! Mas ele vem morar, pelo Espírito Santo, nos nossos corações, para nos fortalecer interiormente para que sejamos fiéis em quaisquer circunstâncias e herdeiros da vida eterna! Ele nos chama à fidelidade e ele nos capacita a sermos fiéis.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

CHAMADOS À ÚLTIMA HORA


Ageu 2.4
Amados irmãos eu quero mostrar-vos um mapa: mostrar em folha A4 o desmoronar dos paíse árabes. Sinal do fim. Mateus 24:14 cumpre-se.
Precisamos com muita dedicação trabalharmos na seara do Senhor. Pesa sobre os nossos ombros a responsabilidade de propagar o evangelho de Cristo. Esta é a última hora. Com que nos apresentaremos diante dele?
I – O semeador da última hora ouve o chamado do Senhor;
“No segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia, no primeiro dia do sexto mês, o SENHOR Deus mandou uma mensagem por meio do profeta Ageu. Essa mensagem era para o governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, e para o Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque.
O SENHOR disse o seguinte: — O povo está dizendo que ainda não chegou o tempo de reconstruir o Templo” (Ag 1.1-2 – bíblia na linguagem de hoje ).
Deus chama um povo para ver o tempo actual e iniciar a obra de reconstrução. Este mesmo chamado nós o podemos ouvir nos dias de hoje:
“a quem enviarei? e quem há de ir por nós?”
No versículo 5 deste mesmo capítulo Deus fala com o profeta:
“Pensem bem no que tem acontecido com vocês” (Ag 1.5 – bíblia na linguagem de hoje).

“No segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia, no primeiro dia do sexto mês, o SENHOR Deus mandou uma mensagem por meio do profeta Ageu. Essa mensagem era para o governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, e para o Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque.O SENHOR Todo-Poderoso disse o seguinte: — O povo está a dizer que ainda não chegou o tempo de reconstruir o Templo” (Ag 1.1-2 – bíblia na linguagem de hoje ).
Deus chama um profeta para despertar toda uma nação e iniciar a obra de reconstrução. Este mesmo chamado nós podemos ouvir nos dias de hoje:“a quem enviarei? e quem há de ir por nós?”
No versículo 5 deste mesmo capítulo Deus fala com o profeta:
“Pensem bem no que tem acontecido com vocês” (Ag 1.5 – bíblia na linguagem de hoje).
Hoje o Senhor quer que pensemos no quadro em que vive a humanidade hoje! Existe um chamado para cada um de nós: É Tempo de levantar o estandarte da Verdade neste lugar!!!

II – O semeador da última hora não mede esforços para pregar o evangelho;
“Vocês semearam muitas sementes, mas colheram pouco; têm comida, mas não é suficiente para matar a fome; têm vinho, mas não dá para ficarem bêbados; têm roupas, porém elas não chegam para os proteger do frio; e o salário que o trabalhador recebe não dá para viver.
Por isso o SENHOR Todo-Poderoso diz: — Pensem bem no que tem acontecido com vocês.
Agora, vão até as montanhas, tragam madeira e construam de novo o Templo. Eu ficarei muito contente com esse Templo e ali serei adorado e honrado” (Ag 1.6-8 – bíblia na linguagem de hoje).
O semeador da última hora não mede esforços para pregar o evangelho;
“Vocês semearam muitas sementes, mas colheram pouco; têm comida, mas não é suficiente para matar a fome; têm vinho, mas não dá para ficarem bêbados; têm roupas, porém elas não chegam para os proteger do frio; e o salário que o trabalhador recebe não dá para viver.Por isso o SENHOR Todo-Poderoso diz: — Pensem bem no que tem acontecido com vocês. Agora, vão até as montanhas, tragam madeira e construam de novo o Templo. Eu ficarei muito contente com esse Templo e ali serei adorado e honrado” (Ag 1.6-8 – bíblia na linguagem de hoje).

III – O semeador da última hora é trabalhador fiel, por que entende a necessidade da salvação;
“O SENHOR deu coragem e ânimo ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, ao Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque, e a todos os que haviam voltado do cativeiro na Babilônia. Eles foram e começaram a trabalhar no Templo do seu Deus, o SENHOR Todo-Poderoso” (Ag 1.14 – bíblia na linguagem de hoje).
O semeador da última hora é trabalhador fiel, por que entende a necessidade da salvação;
IV – O semeador da última hora é animado, porque sabe quem tem a companhia do Senhor da Seara.
(Ag 2.4-9 – bíblia na linguagem de hoje).
Conclusão: Como diz a letra do hino, “com valor, sem temor, com Cristo pronto a “sofrer”, bem alto erguei o seu pendão, firmes sempre até morrer.” Este tem que ser o sentimento dos semeadores de Cristo. Esforço e dedicação são duas qualidades fundamentais para os que labutam em prol do Evangelho de Cristo.
Semeadores da última horaAgeu 2.4
Precisamos com muita dedicação trabalharmos na seara do Senhor. Pesa sobre os nossos ombros a responsabilidade de propagar o evangelho de Cristo. Esta é a última hora. Com que nos apresentaremos diante dele?
O semeador da última hora é animado, porque sabe quem tem a companhia do Senhor da Seara.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MORDOMO OU SERVO

“Porque por Ele foram criadas todas as coisas, tanto as que estão nos céus, como as que estão na terra; quer visíveis, quer invisíveis, sejam tronos, domínios, principados, ou potestades; tudo foi criado por ele e para ele.” Colossenses 1:16

Tendo sido o Jesus que criou todas as coisas Ele é o Senhor das coisas e dá-nos a prerrogativas de sermos serus mordomos ou “servos indiéis”. A palavra “mordomia” define a relação entre o homem e Deus. O homem deve usar as dádivas confiadas por Deus para promover os interesses de Deus no mundo. Um mordomo é aquele a quem são confiados os bens de outros.

O termo grego “mordomo” significa “administrador da casa” (Lc 16:2)

Características distintas do mordomo cristão:

a) Aceita Cristo como o Senhor (Mt 6:33)
b) Reconhece que Deus é o legítimo dono de tudo (Sal 24:1, Dt 10:14)
c) Esforça-se por descobrir o propósito de Deus para o uso adequado de cada bem que possua (Lc 12:42, 43).
d) Segue os propósitos de Deus em toda a sua maneira de viver:

i. Reflete o controlo de Cristo na aquisição de bens;
ii. Dá testemunho do seu amor a Cristo através do uso dos bens materiais (Rm 10:13, Mc 12:41-44).

O Mal da Filargyria:

O termo grego “filargyria” aparece em I Timóteo 6:10, onde a Bíblia nos ensina que o “amor ao dinheiro” é a raiz de todos os males. O verbo “fileo” conjugado neste termo significa amar com emoção, ter amizade por alguém. É justamente esta a doença que Jesus afirmou encontrar nos fariseus, dizendo que os que dela sofrem não podem servir a Deus (Lc 16:13, 14).

O Mal da Pleonexia:

Realmente, a avareza é igual à idolatria, não só na sua expressão emocional, mas nos seus resultados. Onde existe avareza, não há lugar para o amor Agápe, o amor a e de Deus, e a ausência do amor a Deus é a raiz de todos os males (leia Rom 13:8-10).

I – O Mordomo e o corpo.

Fugí da postituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitue peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? I Coríntios 6:18 e 19

Que maravilhoso o corpo que o Senhor nos deu!

Os nossos olhos, por exemplo; quanta perfeição! Cada olho humano contém 107.000.000 de células. Destas, sete milhões são “cones”, sendo que cada uma delas encarregada de transmitir uma mensagem ao cérebro quando uns poucos fótons de luz as atravessarem. Os “cones” nos dão a plena percepção do aspecto das cores e, por causa deles, podemos distinguir mil nuances de cores. As outras cem milhões de células do olho são “bastões”, usadas especialmente na penumbra. Quando apenas os “bastonetes” estão funcionando não vemos as cores (como em uma noite de luar, quando tudo aparece indistintamente em sombras de cinza), mas podemos distinguir um espectro de luz tão amplo que a luz mais brilhante que percebo é um bilhão de vezes mais brilhante do que a mais obscura.

E os nossos ouvidos, então! As frequências sonoras produzidas por uma orquestra fazem vibrar os meus tímpanos tão debilmente IGUAL a um bilionésimo de centímetro. Esta vibração é transmitida ao meu ouvido interno por três ossos familiarmente conhecidos como martelo, bigorna e estribo. Quando a frequência do dó médio do piano se faz ouvir, o pistão dos ossos do nosso ouvido interno vibra 256 vezes por segundo. Mais para dentro há pestanas individuais, comparáveis aos bastonetes e cones do olho, que transmitem mensagens sonoras específicas ao cérebro, que combina essas mensagens.

II – O Mordomo e o Tempo.

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” Efésios 5: 16 e 17

O que é que as pessoas costumam fazer com o tempo?

Pesquisadores do Comitê para o Desenvolvimento Humano, da Universidade de Chicago, desenvolveram estudos neste sentido, recrutando um grupo de voluntários adultos, a fim de estudar como eles utilizavam o tempo e como se sentiam a respeito do que estavam fazendo. Os voluntários foram equipados com diários, para registarem as suas actividades durante uma semana. Também receberam bips, que funcionavam em determinados horários. Quando os voluntários recebiam sinal, deviam registar o que estavam a fazer naquele momento e como se sentiam.

Os pesquisadores não se surpreenderam ao descobrir que os voluntários passavam mais tempo a ver TV do que em qualquer outra actividade de lazer. A surpresa veio ao descobrir que aquelas pessoas, enquanto viam TV, tendiam a sentir-se fracas, passivas, sonolentas, solitárias, desconcentradas, rejeitadas. Nenhuma outra actividade praticada por elas fazia com que se sentissem tão mal. Outros estudos tem sido realizados para determinar até que ponto o excesso de dependência à TV se relaciona à depressão.

A. Uma simples verdade que às vezes custamos a admitir: ninguém tem mais tempo do que nós! A questão fundamental é aprendermos a usar o tempo que temos de forma sábia. Em Lucas 10:41-42 vemos com Jesus e Marta o que é prioritário:

E, respondendo Jesus, disse-lhe: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”

B. Devemos utilizar o tempo que temos para operar o bem. (Leia Gálatas 6:9 e 10)

Precisamos aproveitar as oportunidades que Deus nos concede. A expressão “remir o tempo” tem este significado. (Leia Colossenses 4:5)

III – O Mordomo e os bens Materiais.

Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do Corpo de Cristo; Efésios 4:7 e 11

Os dons espirituais nos são confiados SE e A PARTIR DE nossa CONVERSÃO. Metanoia é uma palavra grega utilizada no Novo Testamento e traduzida como “arrependimento”; significa uma transformação do entendimento. Sem esta tranformação não há real conversão, que é uma total reversão na escala de valores do indivíduo.

Antes da Conversão

1º: Eu
2º.: Deus

3º: As coisas
4o.: o meu próximo


Depois da Conversão:

O que são os “dons espirituais”?

a) São capacidades concedidas pelo Espírito Santo aos convertidos (I Cor 12:7 e 11);
b) São capacidades espirituais, individuais e variadas (I Cor 12:4 a 6);
c) São capacidades que nos tornam aptos a servir (I Cor 12:7);
d) São escolhidas pelo próprio Senhor (I Cor 12:18);
e) A eficiência depende da busca do “dom mais excelente” (I Cor 13:2 e 3);
f) O exercício deve beneficiar os irmãos em Cristo (Ef 4:12);


IV – O Mordomo e os Talentos.

“E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.” Mateus 25:15

José era um homem simples, varredor de uma rua de Lisboa. A sua rua era a mais limpa do bairro. Os moradores ficavam admirados com tanto zelo. Um dia, uma senhora perguntou: “Sr. José, por que é que o Senhor varre a nossa rua tão bem? Não fica nem uma ponta de cigarro na calçada!” Ela falava olhando ao longo da calçada diante da sua casa. José soltou uma das mãos do varal da carrocinha, tirou o suado boné da cabeça e num gesto de reverência respondeu: “Olhe minha senhora, todos os dias, quando me levanto, eu peço a Deus que me ajude no meu trabalho. Porque eu sei como é importante o meu trabalho aqui, eu pergunto – Será que é hoje que Jesus vai voltar? Durante o dia eu peço que seja o dia de Jesus voltar.” E com um largo sorriso nos lábios, com os olhos cheios de emoção em forma de lágrimas, José suspirou fundo e completou: “cada dia eu penso se o meu Jesus voltar hoje, e olhar a minha rua, eu quero que Ele encontre a minha rua muito limpa”. Quantas lições podemos tirar desta história!
V – O Mordomo e os Bens.

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males, e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. I Timóteo 6:10

a) Por quem, para quem e a quem pertencem todas as coisas criadas no Universo? Leia Colossenses 1:16 e respnda.

b) Interessante notar que os antigos patriarcas, que receberam a promessa de Deus, de que Ele lhes daria a terra de Canaã, sabiam que o “título de propriedade” continuaria em nome do Senhor. Na conquista da terra o povo judeu tomou posse transitória; por isso Deus lhes poibiu vender a terra em definitivo (Leia Levíticos 25:23).

c) Assim é com relação aos nossos bens. O máximo que possuimos é a posse provisória dos bens. E para que servem os bens que nos são confiados por Deus?

i. para prover as nossas necessidades e dos nossos dependentes (Sl 37:25, Lc 12:29-30)

ii. para que possamos ajudar os necessitados e desafortunados (Mt 25:37-40, Lc 10:30-37, Ef 4:28, Tg 2:14-16, I Jo 3:17).

iii. para fazer avançar a Obra de Deus na terra:

– desde o princípio Deus estabeleceu que os dízimos seriam consagrados pelo Seu povo para a manutenção daqueles que se dedicassem à Seu serviço. A tribo dos levitas, escolhida para o sacerdócio, não recebeu uma porção de terra, mas deveria viver do dízimo do povo (Deut 14:28, 29; 26:12; Jos 13:33, 18:7).

– devemos realçar que a infidelidade nos dízimos é chamada “roubar a Deus” em Malaquias 3:8-10.
– Jesus enfatizou a prática dos dízimos: Mc 12:42, Mt 23:23.
– há promessas de bênçãos materiais na Bíblia àqueles que são fiéis:

“Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; assim se encherão de fartura os teus celeiros, e trasbordarão de mosto os teus lagares.” (Prov 3:9 e 10)

d) “Não ponhais nela (na riqueza) o vosso coração” (Salmo 62:10). Você tem sido um mordomo fiel dos bens que o Senhor tem lhe confiado?

VI – O Mordomo e os Relacionamentos.

“E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus.” II Coríntios 8:5

a) Antes de mais nada o mordomo cristão necessita dar-se a si mesmo a Cristo como o Senhor de sua vida. Dessa nova intimidade com o seu Senhor resultará uma disposição cada vez maior de dar sua própria vida e servir ao próximo.

b) Mateus 5:1 a 12 apresenta-nos o perfil do caráter de um mordomo de Cristo. Observe as características destacadas neste texto. Que tipo de impacto poderiam ter sobre as pessoas? Que impressão causariam os “humildes de espírito”, os “mansos”, os “misericordiosos”, os “limpos de coração”, os “pacificadores”? Jesus mesmo garantiu que a influência desses servos/mordomos seria notável: SAL e LUZ para o mundo. (isto é bem ilustrado pela história do “Guardião das Águas” do livro de Charles Swindoll, “Eu, Um Servo?”)

c) Estes mordomos que influenciam outras pessoas através de sua identificação com Cristo são imprescindíveis diante das condições do mundo em que estamos. Observe a descrição que Paulo faz das condições do mundo:
II Timóteo 3

1. DIFÍCIL (vs. 1 a 7): O termo traduzido por “difíceis” no grego significa que os dias são penosos, ásperos, terríveis, selvagens. Esta palavra é usada somente mais uma vez no Novo Testamento, em Mt 8:28, onde o autor descreve dois endemoninhados, dizendo que eram “furiosos”.

2. CORRUPTO (vs. 8 e 9): Paulo menciona dois homens dos dias de Moisés que são figuras das pessoas que vivem nesses dias “difíceis”(Janes e Jambres). Corrompidos é a palavra empregue para descrever, no sentido de depravados (Leia Isaías 53:6 e 64:6 e 7 e conte quantos “todos” ele menciona).

3. ENGANADO (v. 13): Como há enganadores neste mundo! Gente que rouba, que trai, que ilude. Todas as categorias profissionais estão cheias de especialistas em roubo!

É nesse mundo descrito acima que somos chamados a sermos SAL e LUZ!

O SAL: é polvilhado e espalhado; aumenta o sabor, mas não aparece; não se parece com nenhum outro tipo de tempero.
A LUZ: é muda; indica a direção; atrai a atenção. Deus nos ajude a termos um relacionamento “temperado” nem salgado nem insosso.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

REALIZA OS TEUS SONHOS COM DEUS

Atos 13:36
Os sonhos podem ser descritos de duas formas. A primeira delas é quando estamos a dormir e de forma involuntária “viajamos” para uma realidade psicológica, onde imagens, idéias, símbolos, histórias, etc., nos evolvem de tal forma que pensamos estar a viver realmente aquele momento, nesses sonhos geralmente os acontecimentos não passam apenas de ilusões e/ou fantasias.
O outro tipo de sonho é aquele que se inicia pelos nossos anseios, desejos e aspirações despertados pelo nosso próprio coração por influência de alguma circunstância externa, pessoas e/ou por Deus e os Seus propósitos para as nossas vidas e é sobre esse tipo de sonho que focaremos nesta mensagem.
Os sonhos trazem sentido e significado à vida, eles dão-nos a direcão e levam-nos mais longe que do que podemos esperar sem sonharmos, alguém disse: “Quem não sabe para onde vai qualquer lugar serve”, os sonhos motivam-nos a continuar mesmo diante de circunstâncias difíceis e até aparentemente irreversíveis, os sonhos ampliam nossa visão de mundo e futuro, “os realizados de hoje foram aqueles que sonharam no passado”.

I. É preciso entender e praticar o propósito da nossa vida. At 13.36
1. David cumpriu com o propósito da sua vida aqui na terra. Deus o fez entender qual era o sentido da sua vida e qual a direção dos Seus sonhos, David deixou de guardar as simples ovelhas para pastorear milhões de israelitas, abraçando a causa de Deus, dedicando-se na realização dos seus sonhos e dos sonhos de Deus.
- Nossos corações tendenciosos ao mal nos enganam (Pv 16.25; Jr 17.9), mas Deus pode providenciar direção, socorro e ajuda (Sl 139.23,24; 143.10) se assim o quisermos (Pv 2.1-17).
2. Senhor tem um propósito na vida de cada um de nós.
- Esse propósito está expresso na sua Palavra, que estão de forma resumida em Mc 12.30,31
- Amar a Ele com todo o nosso pensar e agir (Mc12.30); Integrar-nos à sua família da fé (Igreja-Rm 12.12-14); Que sejamos semelhantes a Jesus (Fl 2.5); Servir a Deus no seu Reino (Tg 2.14) e Partilhar o amor de Deus aos outros (At 1.8).

3. Aplicação: Quando conhecemos e abraçamos o real propósito da nossa vida colocando-oem prática, alinhamos os nossos sonhos com os de Deus. Ao focarmos a nossa vida nesses propósitos os nossos sonhos serão alcançados mais facilmente. Assim podemos cumprir os nossos sonhos baseado no propósito da nossas vidas.

II. É preciso saber esperar. Ec 3.1,2
1. Toda e qualquer atividade demanda tempo para iniciar e concretizar. E o sábio ensina-nos que existem períodos na nossa vida a serem cumpridos.
2. Há momentos que sabemos o dia e a hora da realização dos nossos sonhos e há circunstâncias que não estão ao nosso alcance, controlo ou previsão (Tg 4.13-16). E o que acontece nesse intervalo de tempo em ambos os casos pode acabar por se tornar um grande obstáculo para a realização dos nossos sonhos.
3. Exemplos bíblicos de realização de sonhos após a espera: Abraão espera 25 anos para ter o filho da promessa; Jacob esperou 14 anos para conseguir casar com Raquel; José mais de 10 anos de espera para ver os seus sonhos cumpridos; etc.
4. Ilustração: Os nossos sonhos precisam ser semelhantes a uma criança que passa em média 9 meses no ventre sob cuidados da sua mãe até que ele venha a nascer e crescer de forma saudável. A mãe precisa estar preparada para gerar a criança e a criança precisa dos elementos orgânicos necessários para desenvolver-se no ventre da sua mãe até o momento ideal ou permitido do nascimento. Caso a criança venha a nascer fora do tempo tanto ela como a mãe correm riscos de saúde e/ou vida. Assim temos que, diante do tempo, prepararmo-nos e tornando-se mais maduros e zelando do sonho que Deus confirmou nos nossos corações, para que ele “nasça” ou se realize no tempo certo (seja esse tempo conhecido ou não).
5. Aplicação: O tempo não mudará, mas o que pode mudar são as nossas atitudes. Podemos escolher se passamos esse tempo de espera em tristeza, murmuração, dor ou alegria, fé, esperança, paciência, etc., a forma como encaramos o tempo pode determinar o futuro dos nossos sonhos. “O futuro pertence aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos” (Eleanor Roosevelt).

III. Não desista porque Deus é Fiel. Josué 1.9
1. Josué é a pessoa escolhida para a realização de um sonho gerado no coração do seu povo durante apriximadamente 500 anos. Josué e o povo que o acompanhava partilhavam desse mesmo sonho: Conquistar a terra prometida e ser uma nação grande, poderosa e influente.
2. Havia circunstâncias que poderiam fazê-lo desistir e Deus antecipa-se para alertar: A grande demanda de esforço, a falta de ânimo, o medo diante do desafio, as derrotas (Js 7.7-10), e Deus permaneceu fiel ao seu povo para dar-lhes a vitória.
- “Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os degraus” Autor desconhecido.
- Colheremos aquilo que plantarmos (Ec 11.3-6)
- O animo leva-nos a conquistar os nossos sonhos (o ex. de Calebe Jos. 14.11,12)
- A Bíblia repete a frase “não temas” cerca de 365, ou seja, Deus sabe que temos tendência a nos amedrontarmos, ou seja, é como se para cada dia do ano o Senhor nos encorajasse a fé e obras constantes. Jo 14.27; 1 Jo 5.4
“Quem é capaz de exercitar a fé vai mais longe, voa mais alto, chega mais adiante” de Renê Kivtz.
- As derrotas fazem parte das aflições (pressões, opressão, estresse, angústias, dificuldades, sofrimento, etc.) que Jesus avisou que teríamos, mas Ele está conosco e nos deu exemplo para animar-nos e prosseguirmos no Seu propósito. Jo 16.33; 1Co 10.13
- Amém, um dos seus significados é: “Eu creio que o meu Rei é Fiel para cumprir a sua promessa”
Os sonhos serão conquistados quando dedicamos esforço, ânimo, coragem e superação. Deus é fiel para nos fortalecer, ajudar, e fazer os milagres necessários na nossa vida familiar, profissional, relacional, etc., a palavra do Senhor para vós hoje é: Não desistam, Eu sou fiel para cumprir todas as minhas promessas e sonhos que tenho para a vossa vida.
Depender desse Deus fiel e maravilhoso é nosso último ensinamento por hoje.

A MINHA PONTE

Dos 6 aos 12 anos, vivi numa aldeia, a aldeia da minha mãe. Esta estava separada de outra aldeia maior, por um rio. Um afluente de um afluente (não recordo o nome) do Mondego. Um dia chegou um pequeno homem, de olhos brilhantes e um rosto que tinha algo de palhaço, eu tinha apenas 11 anos e vivia na aldeia mais pequena. Na primavera e no início do inverno e mesmo durante todo o inverno a água ultrapassava as margens do rio e alagava as nossas terras, eu gostava porque pareceia o mar. eu tinha nascido na Figueira da Foz, sentava-me a olhar aquele mar de água e sonha que estava a olhar para o Atlântico, gostava de ver os troncos de árvores passar na corrente, gostava dos remoínhos que a água fazia. Aquele homem pediu ao meu tio se lhe dava abrigo, coisa que o meu tio concedeu. Uma espécie de palheiro onde guardava a palha para os animais.
Durante a primeira semana ninguém o via. Depois fiquei a saber que trabalhava na serração da família da Estação. Durante um mês passou os seus fins de semana a olhar as águas do nosso rio, o imenso pinhal e o declive da nossa aldeia. Olhava para as poucas pessoas da minha aldeia (éramos 16 famílias) com um olhar profundo e calmo.
No segundo mês começou a cortar grandes pinheiros. Foi num fim de semana que pediu ao meu tio uma junta de bois. – Quero arrastar os troncos, disse. O meu tio, por curiosidade, foi olhar e viu que arrastava os troncos para perto do riacho.
- Vai fazer uma jangada! Disse o meu tio. Meu assombro, porém, foi grande quando o vi cavar um buraco e enterrar um enorme tronco. Em seguida arrastou pedras para o firmar. O meu tio observou-o durante todo o dia e depois disse: – Está louco! Quer fazer uma ponte… Naquela noite sonhei com uma linda ponte de madeira que fazia um barulho como um tambor quando se andava sobre ela.
No Domingo de manhã, saltei da cama e corri ladeira abaixo. Sem dizer uma palavra, comecei a arrastar pedras. Ao entardecer o homem disse: – Vai ser lindo quando pudermos passar sobre o rio! No outro fim de semana juntaram-se a nós dois homens e uma mulher da do outro lado. Durante o dia as pessoas trabalhavam, contavam histórias e riam-se. Então dei-me conta que “os da frente” não eram tão maus como diziam os meus vizinhos.
Ao final do dia o homem disse:
- No Sábado que vem trabalharemos na outra margem do rio. Desta vez fomos 15 pessoas, em ambos os lados do rio. No terceiro mês éramos quarenta. Houve, então, um problema sério do nosso lado. Uma enxurrada a mais provocaram uma discussão entre Manuel, o carpinteiro, e João, o ferreiro. Ambos queriam ser “chefe da construção”. Naquela mesma noite o volume de águas cresceu e arrastou consigo os nossos troncos e empurrou enormes pedras como se fossem cascalhos.
No seguinte fim de semana éramos apenas sete, a limpar a zona de construção para começar tudo de novo. Cinco meses depois, finalmente, colocávamos as proteções dos lados. – Coloquemos umas boas proteções para que as crianças possam correr pela ponte, sem perigo –disse o homem. Fomos oitenta, os que trabalhamos na construção das proteções. Pela tarde, oitenta e um; foi quando chegou o meu tio, o último a incorporar-se. Naquela noite, mortos de cansaço, fomos todos olhar a nossa ponte e sentamos-nos ao redor de um grande fogo. Então demo-nos conta de que amávamos a ponte, o rio e que gostávamos de estar juntos. Esta união, não nos abandonaria nas iniciativas que haveríamos de tomar depois.
Olhávamos uns para os outros com estima e em cada um de nós existia um secreto desejo de recuperar o tempo perdido, quando nem sequer nos olhávamos.
Isso tudo devíamos àquele homem pequeno, de olhos brilhantes e semblante de palhaço.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

OU MORDOMO OU SERVO INFIEL

Colossenses-1.0-16:16
“Porque por Ele foram criadas todas as coisas, tanto as que estão nos céus, como as que estão na terra; quer visíveis, quer invisíveis, sejam tronos, domínios, principados, ou potestades; tudo foi criado por ele e para ele.” Colossenses 1:16

A palavra “mordomia” define a relação entre o homem e Deus. O homem deve usar as dádivas confiadas por Deus para promover os interesses de Deus no mundo. Um mordomo é aquele a quem são confiados os bens de outros.

O termo grego “mordomo” significa “administrador da casa” (Lc 16:2)

Características distintas do mordomo cristão:

a) Aceita Cristo como o Senhor (Mt 6:33)
b) Reconhece que Deus é o legítimo dono de tudo (Sal 24:1, Dt 10:14)
c) Esforça-se por descobrir o propósito de Deus para o uso adequado de cada bem que possua (Lc 12:42, 43).
d) Segue os propósitos de Deus em toda a sua maneira de viver:

- Reflete o controlo de Cristo na aquisição de bens;
- Dá testemunho do seu amor a Cristo através do uso dos bens materiais (Rm 10:13, Mc 12:41-44).

O Mal da Filargyria:

O termo grego “filargyria” aparece em I Timóteo 6:10, onde a Bíblia nos ensina que o “amor ao dinheiro” é a raiz de todos os males. O verbo “fileo” conjugado neste termo significa amar com emoção, ter amizade por alguém. É justamente esta a doença que Jesus afirmou encontrar nos fariseus, dizendo que os que dela sofrem não podem servir a Deus (Lc 16:13, 14).

O Mal da Pleonexia:

Realmente, a avareza é igual à idolatria, não só na sua expressão emocional, mas nos seus resultados. Onde existe avareza, não há lugar para o amor Agápe, o amor a e de Deus, e a ausência do amor a Deus é a raiz de todos os males (leia Rom 13:8-10).

I – O MORDOMO E O CORPO.

Fugí da postituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitue peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? I Coríntios 6:18 e 19

Que maravilhoso o corpo que o Senhor nos deu!

Os nossos olhos, por exemplo; quanta perfeição! Cada olho humano contém 107.000.000 de células. Destas, sete milhões são “cones”, sendo que cada uma delas encarregada de transmitir uma mensagem ao cérebro quando uns poucos fótons de luz as atravessarem. Os “cones” nos dão a plena percepção do aspecto das cores e, por causa deles, podemos distinguir mil nuances de cores. As outras cem milhões de células do olho são “bastões”, usadas especialmente na penumbra. Quando apenas os “bastonetes” estão funcionando não vemos as cores (como em uma noite de luar, quando tudo aparece indistintamente em sombras de cinza), mas podemos distinguir um espectro de luz tão amplo que a luz mais brilhante que percebo é um bilhão de vezes mais brilhante do que a mais obscura.

E os nossos ouvidos, então! As frequências sonoras produzidas por uma orquestra fazem vibrar os meus tímpanos tão debilmente IGUAL a um bilionésimo de centímetro. Esta vibração é transmitida ao meu ouvido interno por três ossos familiarmente conhecidos como martelo, bigorna e estribo. Quando a frequência do dó médio do piano se faz ouvir, o pistão dos ossos do nosso ouvido interno vibra 256 vezes por segundo. Mais para dentro há pestanas individuais, comparáveis aos bastonetes e cones do olho, que transmitem mensagens sonoras específicas ao cérebro, que combina essas mensagens.

II – O MORDOMO E O TEMPO

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” Efésios 5: 16 e 17

O que é que as pessoas costumam fazer com o tempo?

Pesquisadores do Comitê para o Desenvolvimento Humano, da Universidade de Chicago, desenvolveram estudos neste sentido, recrutando um grupo de voluntários adultos, a fim de estudar como eles utilizavam o tempo e como se sentiam a respeito do que estavam fazendo. Os voluntários foram equipados com diários, para registarem as suas actividades durante uma semana. Também receberam bips, que funcionavam em determinados horários. Quando os voluntários recebiam sinal, deviam registar o que estavam a fazer naquele momento e como se sentiam.

Os pesquisadores não se surpreenderam ao descobrir que os voluntários passavam mais tempo a ver TV do que em qualquer outra actividade de lazer. A surpresa veio ao descobrir que aquelas pessoas, enquanto viam TV, tendiam a sentir-se fracas, passivas, sonolentas, solitárias, desconcentradas, rejeitadas. Nenhuma outra actividade praticada por elas fazia com que se sentissem tão mal. Outros estudos tem sido realizados para determinar até que ponto o excesso de dependência à TV se relaciona à depressão.

A. Uma simples verdade que às vezes custamos a admitir: ninguém tem mais tempo do que nós! A questão fundamental é aprendermos a usar o tempo que temos de forma sábia. Em Lucas 10:41-42 vemos com Jesus e Marta o que é prioritário:

E, respondendo Jesus, disse-lhe: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”

B. Devemos utilizar o tempo que temos para operar o bem. (Leia Gálatas 6:9 e 10)

Precisamos aproveitar as oportunidades que Deus nos concede. A expressão “remir o tempo” tem este significado. (Leia Colossenses 4:5)

III – O MORDOMO E OS DONS ESPIRITUAIS

Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do Corpo de Cristo; Efésios 4:7 e 11

Os dons espirituais nos são confiados SE e A PARTIR DE nossa CONVERSÃO. Metanoia é uma palavra grega utilizada no Novo Testamento e traduzida como “arrependimento”; significa uma transformação do entendimento. Sem esta tranformação não há real conversão, que é uma total reversão na escala de valores do indivíduo.

Antes da Conversão:

1º: Eu
2º: Deus
3º: As coisas
4º: O meu próximo

Depois da Conversão:

O que são os “dons espirituais”?

a) São capacidades concedidas pelo Espírito Santo aos convertidos (I Cor 12:7 e 11);
b) São capacidades espirituais, individuais e variadas (I Cor 12:4 a 6);
c) São capacidades que nos tornam aptos a servir (I Cor 12:7);
d) São escolhidas pelo próprio Senhor (I Cor 12:18);
e) A eficiência depende da busca do “dom mais excelente” (I Cor 13:2 e 3);
f) O exercício deve beneficiar os irmãos em Cristo (Ef 4:12);


IV – O MORDOMO E OS TALENTOS

“E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.” Mateus 25:15

José era um homem simples, varredor de uma rua de Lisboa. A sua rua era a mais limpa do bairro. Os moradores ficavam admirados com tanto zelo. Um dia, uma senhora perguntou: “Sr. José, por que é que o Senhor varre a nossa rua tão bem? Não fica nem uma ponta de cigarro na calçada!” Ela falava olhando ao longo da calçada diante da sua casa. José soltou uma das mãos do varal da carrocinha, tirou o suado boné da cabeça e num gesto de reverência respondeu: “Olhe minha senhora, todos os dias, quando me levanto, eu peço a Deus que me ajude no meu trabalho. Porque eu sei como é importante o meu trabalho aqui, eu pergunto – Será que é hoje que Jesus vai voltar? Durante o dia eu peço que seja o dia de Jesus voltar.” E com um largo sorriso nos lábios, com os olhos cheios de emoção em forma de lágrimas, José suspirou fundo e completou: “cada dia eu penso se o meu Jesus voltar hoje, e olhar a minha rua, eu quero que Ele encontre a minha rua muito limpa”. Quantas lições podemos tirar desta história!
V – O MORDOMO E OS BENS

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males, e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. I Timóteo 6:10

a) Por quem, para quem e a quem pertencem todas as coisas criadas no Universo? Leia Colossenses 1:16 e respnda.

b) Interessante notar que os antigos patriarcas, que receberam a promessa de Deus, de que Ele lhes daria a terra de Canaã, sabiam que o “título de propriedade” continuaria em nome do Senhor. Na conquista da terra o povo judeu tomou posse transitória; por isso Deus lhes poibiu vender a terra em definitivo (Leia Levíticos 25:23).

c) Assim é com relação aos nossos bens. O máximo que possuimos é a posse provisória dos bens. E para que servem os bens que nos são confiados por Deus?

1. para prover as nossas necessidades e dos nossos dependentes (Sl 37:25, Lc 12:29-30)

2. para que possamos ajudar os necessitados e desafortunados (Mt 25:37-40, Lc 10:30-37, Ef 4:28, Tg 2:14-16, I Jo 3:17).

3. para fazer avançar a Obra de Deus na terra:

– desde o princípio Deus estabeleceu que os dízimos seriam consagrados pelo Seu povo para a manutenção daqueles que se dedicassem à Seu serviço. A tribo dos levitas, escolhida para o sacerdócio, não recebeu uma porção de terra, mas deveria viver do dízimo do povo (Deut 14:28, 29; 26:12; Jos 13:33, 18:7).

– devemos realçar que a infidelidade nos dízimos é chamada “roubar a Deus” em Malaquias 3:8-10.
– Jesus enfatizou a prática dos dízimos: Mc 12:42, Mt 23:23.
– há promessas de bênçãos materiais na Bíblia àqueles que são fiéis:

“Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; assim se encherão de fartura os teus celeiros, e trasbordarão de mosto os teus lagares.” (Prov 3:9 e 10)

d) “Não ponhais nela (na riqueza) o vosso coração” (Salmo 62:10). Você tem sido um mordomo fiel dos bens que o Senhor tem lhe confiado?

VI – O MORDOMO E OS RELACIONAMENTOS

“E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus.” II Coríntios 8:5

a) Antes de mais nada o mordomo cristão necessita dar-se a si mesmo a Cristo como o Senhor de sua vida. Dessa nova intimidade com o seu Senhor resultará uma disposição cada vez maior de dar sua própria vida e servir ao próximo.

b) Mateus 5:1 a 12 apresenta-nos o perfil do caráter de um mordomo de Cristo. Observe as características destacadas neste texto. Que tipo de impacto poderiam ter sobre as pessoas? Que impressão causariam os “humildes de espírito”, os “mansos”, os “misericordiosos”, os “limpos de coração”, os “pacificadores”? Jesus mesmo garantiu que a influência desses servos/mordomos seria notável: SAL e LUZ para o mundo. (isto é bem ilustrado pela história do “Guardião das Águas” do livro de Charles Swindoll, “Eu, Um Servo?”)

c) Estes mordomos que influenciam outras pessoas através de sua identificação com Cristo são imprescindíveis diante das condições do mundo em que estamos. Observe a descrição que Paulo faz das condições do mundo:
II Timóteo 3

1. DIFÍCIL (vs. 1 a 7): O termo traduzido por “difíceis” no grego significa que os dias são penosos, ásperos, terríveis, selvagens. Esta palavra é usada somente mais uma vez no Novo Testamento, em Mt 8:28, onde o autor descreve dois endemoninhados, dizendo que eram “furiosos”.

2. CORRUPTO (vs. 8 e 9): Paulo menciona dois homens dos dias de Moisés que são figuras das pessoas que vivem nesses dias “difíceis”(Janes e Jambres). Corrompidos é a palavra empregue para descrever, no sentido de depravados (Leia Isaías 53:6 e 64:6 e 7 e conte quantos “todos” ele menciona).

3. ENGANADO (v. 13): Como há enganadores neste mundo! Gente que rouba, que trai, que ilude. Todas as categorias profissionais estão cheias de especialistas em roubo!

É nesse mundo descrito acima que somos chamados a sermos SAL e LUZ!

O SAL: é polvilhado e espalhado; aumenta o sabor, mas não aparece; não se parece com nenhum outro tipo de tempero.
A LUZ: é muda; indica a direção; atrai a atenção. Deus nos ajude a termos um relacionamento “temperado” nem salgado nem insosso.