sexta-feira, 4 de março de 2011

IGREJA É SINÓNIMO DE FIDELIDADE

Apocalipse-2:10
Introdução
“Após a ascensão de Cristo, João permaneceu como fiel e ardoroso obreiro do Mestre. Juntamente com os demais discípulos fruiu o derramamento do Espírito no dia do Pentecoste, e com novo zelo e poder continuou a falar ao povo as palavras da vida, procurando levar seus pensamentos para o invisível. Era um pregador de poder, fervente e profundamente sincero. Em bela linguagem e voz musical, falou das palavras e obras de Cristo, expressando-se de maneira a impressionar o coração dos que o ouviam. A simplicidade de suas palavras, o sublime poder das verdades proferidas e o fervor que lhe caracterizava os ensinos, deram-lhe acesso a todas as classes.
A vida do apóstolo estava em harmonia com seus ensinos. O amor de Cristo que ardia em seu coração, induziu-o a empenhar-se em fervoroso e incansável labor por seus semelhantes, especialmente por seus irmãos na igreja cristã.
Cristo ordenara aos primeiros discípulos amarem-se uns aos outros como Ele os amara a eles. Assim deviam dar testemunho ao mundo de que Cristo estava formado neles, a esperança da glória. "Um novo mandamento vos dou", disse Ele, "que vos ameis uns aos outros." João 13:34. Ao tempo em que essas palavras foram pronunciadas, os discípulos não as puderam compreender; mas depois de haverem testemunhado os sofrimentos de Cristo, depois de Sua crucificação, ressurreição e ascensão ao Céu, e após haver o Espírito Santo repousado sobre eles no dia do Pentecoste, tiveram mais clara compreensão do amor de Deus, e da natureza desse amor que deviam possuir uns pelos outros. Então pôde João dizer a seus condiscípulos:
"Conhecemos a caridade nisto: que Ele deu a Sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos." I João 3:16.” Atos dos Apóstolos 546,547

Temos experimentado como crentes e como Igreja o cumprimento de todas as promessas que Deus fez na Sua Palavra. Por isso, a nossa gratidão quando nos reunimos Sábado após Sábado. Deus tem sido e continuará fiel à sua igreja.
A fidelidade de Deus pressupõe e exige a nossa fidelidade como filhos. Por esse motivo, a primeira mensagem de uma série, com base nas cartas envidas às igrejas da Ásia, tem como texto básico a exortação de Jesus à igreja de Esmirna: “Sê fiel até à morte” (Ap 2:10). Estaremos atentos à afirmação nas cartas às sete igrejas: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Na carta à igreja de Esmirna, registada em Apocalipse 2:8-11, o Espírito Santo ensina preciosas lições sobre a FIDELIDADE.

1ª – A FIDELIDADE EXIGIDA.

Jesus, o Senhor da Igreja, exorta: “Sê fiel até à morte…” (2:10). A fidelidade faz parte do caráter do cristão como filho de Deus: “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (1 Tm 2:13). Portanto, crente infiel é uma contradição de termos.
Fidelidade independente das circunstâncias. A fidelidade cristã não nos isenta das dificuldades. Pelo contrário: “Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3:12; Jo 15:19; 16:33). Em Esmirna havia muitos judeus que eram ricos, influentes e hostis aos cristãos. O sofrimento vinha de dentro; os judeus e os cristãos tinham a mesma raiz na aliança feita a Abraão (Gal 3:29). Jesus ensina que a igreja deve ser fiel:

* Nas tribulações. Ele conhece a tribulação (2:9) que é como um peso que oprime os cristãos. A igreja é fiel nas tribulações porque a “tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado no nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:3-5). As tribulações levam os crentes à maturidade.

* Na pobreza. O Senhor conhece também a pobreza dos seus filhos (2:9). A palavra traduzida por pobre (ptojia) significava pobreza extrema, a falta de coisas essenciais à vida. Os judeus viam a prosperidade como bênção e a pobreza como maldição. A Bíblia, no entanto, diz que os pobres são bem-aventurados (Lc 6:20). São participantes das riquezas de Cristo (2 Co 8:9; Rm 8:16-17).

* Prisão (2:10). Os habitantes de Esmirna perseguiam os cristãos instigados pelos judeus, que pertenciam à sinagoga de Satanás (João 8:39, 41, 44). Mais tarde o bispo Policarpo foi martirizado por causa da sua profissão de fé (155).
Jesus encoraja os cristãos para que permaneçam fiéis: “Não temas as cousas que tens de sofrer” (2:10). O tempo da provação seria curto. O tempo da nossa peregrinação é breve comparado com a eternidade. Por isso, somos confortados pelas Escrituras (2 Co 4:17-18; Rm 8:18).

2ª A FIDELIDADE É POSSÍVEL EM CRISTO
Fidelidade a Roma.
A cidade de Esmirna era conhecida no mundo antigo pela fidelidade a Roma. Por isso, era muito favorecida pelo poder imperial. Os cristãos eram perseguidos porque recusavam participar do culto ao imperador. As religiões tinham liberdade desde que demonstrassem a sua fidelidade ao império, participando desse culto.

Fidelidade a Jesus.
Os cristãos recusavam-se a fazer a confissão “César é Senhor” porque, para eles, só Jesus era “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver” (2:8). Confessavam a divindade de Jesus, porque em Isaías 44:6 e 48:12, a afirmação “Eu sou o primeiro e eu sou o último” é feita pelo Senhor (Javé) referindo-se a ele mesmo. Mas Jesus também morreu por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação. Ele é Todo-Poderoso e compassivo.

Fidelidade pela graça de Jesus.
a) Ele é Deus e soberano sobre os reis da terra. Sejam quais forem os nossos sofrimentos, seremos finalmente vitoriosos em Cristo; b) Ele encarnou para morrer em nosso lugar. Por isso, Ele sofreu tudo o que o ser humano pode sofrer e compadece-se das nossas necessidades (Hb 4:15-16); c) Cristo venceu a morte pela ressurreição e esse poder da ressurreição já opera em nós e faz tudo além do que pedimos ou pensamos (Ef 3:20). Pela graça de Jesus podemos permanecer fieis em qualquer situação.

3ª – A FIDELIDADE É RECOMPENSADA POR JESUS.
A recompensa da vida eterna.
As palavras do Senhor são claras: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (2:10). Para sermos aprovados como cidadãos do Reino de Deus, precisamos ser provados pelo Rei. Por isso, Tiago escreveu: “Feliz é aquele que nas aflições continua fiel! Porque, depois de sair aprovado dessas aflições, receberá como prémio a vida que Deus promete aos que o amam” (Tiago 1:12).

A recompensa do galardão.
Paulo fala da coroa da justiça reservada aos que cumprem cabalmente o seu ministério e que amam a vinda do Senhor (2 Tm 4:7-8).
O uso adequado dos talentos dá-nos acesso ao grande banquete com o Senhor (Mt 25:21).

Conclusão
O Cristo ressuscitado e glorioso faz-nos grandes ofertas e uma grande exigência! Mas ele vem morar, pelo Espírito Santo, nos nossos corações, para nos fortalecer interiormente para que sejamos fiéis em quaisquer circunstâncias e herdeiros da vida eterna! Ele nos chama à fidelidade e ele nos capacita a sermos fiéis.

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