sexta-feira, 30 de março de 2012

CONHECENDO-ME E CONHECENDO-TE

1. introdução

O Namoro é por excelência o tempo e o espaço para que cada parceiro conheça o outro e avalie, para decidir se deve avançar para um relacionamento que implique um projecto de vida. Mas esse conhecimento do outro, implica também um conhecimento do próprio; conhecer melhor suas possibilidades, tendências, fraquezas e riquezas.

È importante descobrir as características de cada sexo; não se trata de ver qual é o melhor ou pior, porque os dois são bons. É importante que o jovem desenvolva as suas qualidades de jovem, obtenha o domínio real da sua pessoa e um verdadeiro equilíbrio dos seus sentimentos e emoções. É importante saber que como homem e como mulher têm uma missão e, portanto, características específicas que são imprescindíveis pôr em comum para conseguir o desenvolvimento pleno de cada pessoa e sexo.

Neste capítulo falaremos de tendências naturais e gerais dos sexos. Para concretizá-las em cada pessoa se deverá ter em conta o seu temperamento (de que falaremos também um pouco), o meio ambiente em que se vive, a educação, etc.


2. Deus os fez homem e mulher

2.1. O casal – imagem de Deus

“ E disse Deus Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança… e criou Deus o homem à Sua imagem à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.” Não esgotaremos, nesta terra, todo o significado desta declaração mas podemos tirar pelo menos este: a imagem de Deus não o é o homem e a mulher separadamente mas o casal. São os dois que revelam melhor como é Deus e quais os Seus atributos.

Consideremos alguns desses atributos e vejamos como se distribuem no homem e na mulher. Por exemplo: Amor, justiça ordem, ternura, criação, relacionamentos, iniciativa cuidado educação e domínio. Quais destes são mais femininos que masculinos e vice-versa? Parece evidente que atributos como amor, ternura, relacionamentos, cuidado e educação são mais característicos das mulheres; e que ordem justiça, criação, iniciativa e domínio são mais atributos masculinos. Assim as mulheres têm atributos que manifestam a graça de Deus; os homens têm atributos que manifestam a Seu poder. Ambos são bons.

Quando Deus criou o homem a primeira coisa que lhe mostrou foi o mundo natural, levou-o a dar o nome aos animais; acto que consistiu num estabelecimento de ordem; dar nome às coisas e aos seres é estabelecer a ordem no caos. O primeiro universo do homem é pois o mundo, o que consiste num apelo à acção. O homem é chamado a intervir no mundo a dominá-lo, transformá-lo. Ele terá, portanto o seu primeiro desafio no fazer. Quando Deus criou a mulher e a primeira coisa que lhe mostrou foi uma pessoa: Adão. O primeiro universo da mulher é a Pessoa e isso constitui um apelo ao relacionamento. A mulher terá pois o seu primeiro desafio no ser. Ambas as maneiras de estar, ser e funcionar são boas, fazem parte do muito bom da Criação.



2.2 As diferenças e o pecado

O pecado aconteceu e trouxe graves consequências para ambos mas essas consequências são diferentes para um e para outro. Ao homem o Senhor disse: “ porque comeste da árvore…maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos e cardos também te produzirá… no suor do teu rosto comerás o teu pão…” Gén. 3:17-19. Para a mulher as consequências vão atingi-la noutra área. “ Com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.” A maldição atingiu cada um no seu próprio campo e esfera de desenvolvimento, prazer realização. Ele na esfera da actividade. Ela na esfera da relação.


3. Diversidade e complementaridade

3.1 Razão de ser do casal

Homem não existe em abstracto. É evidente que ele existe sempre e somente em dois possíveis modos: ou o modo masculino ou o modo feminino. Tanto um modo de existência como outro, tomados separadamente, revelam um comportamento específico, tendem para uma maneira particular de projectar o mundo, manifestam uma lógica particular e são inconfundíveis no seu agir. A dualidade sexual é um dos dados fundamentais do ser humano e nenhuma corrente de pensamento igualitário pode negá-la.

A sexualidade é um componente essencial da personalidade, um modo próprio de ser, e de manifestar-se, de comunicar-se com os outros, de sentir, de expressar-se e de viver o amor. Cornélio Fabro, no seu livro Problemi dell esistenzialismo, disse: “ Nascer homem ou mulher não é um facto indiferente para a existência do indivíduo; não é uma circunstância que somente repercute na estrutura anatómica do organismo, na fisionomia dos membros e nas funções biológicas, mas traz em si uma condição de ser que orienta sem demora o movimento da consciência que deve projectar-se para o futuro numa direcção obrigatória.” A pessoa humana é tão profundamente influenciada pela sexualidade que esta é considerada como um dos factores que dão à vida os caracteres distintivos principais. Portanto, a sexualidade caracteriza o homem e a mulher não somente no plano físico mas também psicológico e espiritual, marcando cada uma das suas expressões, e condicionando o caminho do seu desenvolvimento para a maturidade e a sua inserção na sociedade.

O relacionamento do homem e da mulher, sua igualdade e sua diferença mútua estão na raiz da razão do casal e no presente, a nova consciência do Humano exige a colaboração de todos. O homem, como a mulher, têm de pôr o melhor de si mesmos nessa empresa porque ela afecta o Humano no mais profundo do seu ser, na sua própria essência.





3.2 Diferenças anatómicas e morfológicas

Cada indivíduo cresce e desenvolve-se sob a acção de substâncias excitantes e inibidoras chamadas hormonas. Na formação do organismo, seja masculino ou feminino, são fundamentais as hormonas sexuais que por sua vez dependem dos genes X e Y. Na espécie humana a mulher é determinada geneticamente pela fórmula XX. O sexo masculino tem um cromossoma sexual igual ao X da mulher e outro diferente, distinto, designado com a letra Y; o homem é geneticamente determinado com a fórmula XY. Em condições normais, o organismo desenvolve-se anatómica, morfológica e fisiologicamente de uma maneira diversa e complementaria. O feminino, de forma a um dia poder realizar as funções da maternidade. O masculino, de modo a que poder desenvolver as funções da paternidade.

Além das diferenças estritamente ligadas aos órgãos da reprodução, a mulher tem uma pélvis mais larga, uma proporção tronco-extremidades diferente; a sua estatura é menor (em média 10cm); o aparato esquelético e muscular é menor; o tecido adiposo mais abundante, o aparelho fonético mais delicado. As formas do corpo feminino diferenciam-se bastante das formas do corpo masculino.

Do ponto de vista fisiológico, o metabolismo da mulher é baixo; a temperatura é inconstante dependendo do ciclo menstrual. A mulher atinge a puberdade, um ou dois anos antes do homem. A maturidade sexual está acompanhada por fenómenos mais intensos; a reprodução dos óvulos é cíclica, com os fenómenos que tornam possível a nidação. A concepção e o desenvolvimento de uma nova criatura acontecem no útero da mulher durante um período de nove meses. O parto é algo próprio à mulher, daí que a maternidade e a paternidade sejam vividas de maneiras diferentes. Para a mulher, na maternidade, tudo acontece dentro do seu corpo. Para o homem, a paternidade acontece totalmente fora do seu corpo.

3.3. Diferenças psíquicas

As diferenças anatómicas e fisiológicas não podem deixar de incidir na vida psíquica dos dois. É importante ter presente que nas diferenças psíquicas não se trata de presença ou ausência de caracteres diversos, mas de variações de intensidade e de tonalidade:

Sensibilidade: A mulher é geralmente mais sensível, apercebe-se de mais coisas, inclusive pequenas, que podem parecer insignificantes ao homem, até ao ponto de acusá-la de meticulosidade e de ser rebuscada; por sua parte ela acusa o homem de ser descuidado. O corpo feminino está dotado de uma sensibilidade interna muito mais aguda que o masculino. As sensações orgânicas da mulher levam -na a sentir que o seu corpo existe para ela mais que para o homem o seu. A mulher possui um grau de penetração entre o corpo e o espírito muito mais alto que o homem, aí o porquê do enfeite feminino e da preocupação pelo próprio corpo, dado que atravessa a história da humanidade de um extremo ao outro.

Afectividade: A mulher comove-se mais facilmente do que o homem. Chora e ri facilmente. A sua afectividade a torna mais compassiva e mais terna também. Ela necessita mais do que ele de uma manifestação regular de carinho e afectos. Sua sensibilidade e emotividade têm também grande influência na faculdade intelectual.

A mulher tem como centro do seu interesse um ser distinto de si mesma ao qual se entrega, derramando as riquezas da sua afectividade e sensibilidade, e pelo qual é compensada. O objecto de interesses feminino é um ser vivo e concreto, um ser ao qual a mulher possa fazer feliz e que a faça feliz. A tendência fundamental da alma feminina é o amor. O amor na mulher geralmente supera o problema do prazer, para estender-se ao campo psíquico; e a união moral, sentimental e espiritual com aquele a quem ama, assume facilmente o lugar principal no seu espírito. O homem, ao contrário, inclina-se mais em agir, indagar, perscrutar, construir-se uma posição, um nome, uma reputação. A mulher é alocêntrica e o homem egocêntrico.

Por ser mais frio, menos sentimental, o homem não tem o coração na mão. Seu coração é menos sensível, menos emotivo; os homens deixam-se vencer menos pela compaixão e piedade do que as mulheres. O seu amor é mais reflexivo, como corresponde a sua natureza racional. Não costuma amar loucamente. Dizer que ama com reflexão não quer dizer que ama friamente. Ama a seu estilo de homem, serena mas apaixonadamente.


Inteligência: a inteligência do homem é mais discursiva, enquanto que a da mulher é mais intuitiva. A capacidade de compreender algo pode explicar-se de dois modos: pela intuição e pelo raciocínio discursivo. Este último exige uma elaboração lenta e atenta. A intuição pelo contrário é como uma faísca intelectual, uma apreensão instantânea, num acto único das causas no efeito. O homem e a mulher detêm ambos os dois modos de compreensão; a mulher é mais rica intuitivamente e o homem a nível do raciocínio e da análise. Na mulher a inteligência, com a ajuda do amor, queima etapas e chega imediatamente onde a inteligência discursiva chega mais tarde.

O homem é a inteligência que raciocina; vai ao essencial, empreende, discute, ordena ideias, descuida os pormenores, os detalhes. Agrada-lhe ter razão, conduzir, decidir, ser chefe. Corre o perigo do intelectualismo, da rigidez mental, da obstinação e da intransigência. A inteligência é o ponto forte do homem, enquanto que o coração é o da mulher. O homem move-se pelos raciocínios, a mulher pelos sentimentos.

Sexualidade: a sexualidade é vivida de maneira muito diferente por ambos os sexos. Os homens respondem melhor aos estímulos visuais, as mulheres aos auditivos. Daí o provérbio alemão que diz que “ os homens amam com os olhos, as mulheres com os ouvidos.” O homem busca a mulher como possessão; para o jovem a formula é: “entrega-me o teu corpo”; para a mulher: “entrega-me a tua alma.” O homem é sumamente sexual, radicalmente instintivo na sua sexualidade. Enquanto que a mulher busca a afectividade na sexualidade. Por isso, a mulher tem uma resposta sexual mais lenta que o homem e dependente do contexto emocional e afectivo, da qualidade do relacionamento.

Agressividade: A agressividade masculina é bastante diferente da agressividade feminina. A agressividade masculina é ofensiva e motora, desencadeia-se facilmente. A agressividade feminina é mais rara, mais sensível à sugestão e à aprendizagem. É, sobretudo, defensiva e verbal.

Casamento e lar: O casamento é concebido diferentemente por ambos. Para a mulher o casamento, é uma situação vital e essencial da qual ela espera a realização própria sendo ao mesmo tempo fim e meio da sua realização. Para o homem o principal objectivo existencial é a realização duma obra no contexto social mas pode encontrar na vida conjugal e no amor uma outra fonte de satisfação; no entanto, parece que o casamento é para ele, raramente um fim.


Atitudes religiosas: Também no plano religioso, o homem e a mulher são diferentes. Ela é mais sensível e mais idealista. Ao contrário, o estilo religioso do homem é mais lógico, menos sentimental, mais ideológico, menos afectivo, mais frio, menos impressionável. O homem situa-se diante da religião como ante um saber científico. A mulher situa-se de uma maneira mais unitária. Em religião, todo o seu ser tem interesse. Pode correr o perigo de cair numa beatice, num sentimentalismo, numa procura e num encontro de consolos.

Actividade/desempenho de tarefas: as mulheres desempenham melhor, tarefas que implicam factores estéticos; factores verbais – são mais faladoras e têm menos problemas de linguagem, parece que há uma gaga para sete gagos… - Performances manuais; preocupações sociais; organização material do trabalho. São mais espontâneas e extremas na expressão das emoções. Têm menos respostas de indiferença que os homens.

Os homens, por seu lado, desempenham melhor, tarefas que impliquem aptidões espaciais; percepção analítica; tempo de reacção rápido; raciocínio matemático e lógico.
O homem é essencialmente acto, a mulher é essencialmente ser.


3.4. Distintos, mas complementares

De tudo o que foi dito podemos deduzir e afirmar que a frase” a mulher é igual ao homem” está errada. A mulher não é igual ao homem. Mas dizer que a mulher tem os mesmos direitos que o homem está certo, porque os direitos derivam da natureza e a mulher tem a mesma natureza que o homem. Deus disse “façamos o homem à nossa imagem e semelhança: homem e mulher os criou” ambos têm a mesma natureza humana, feita à imagem e semelhança de Deus; por isso têm os mesmos direitos.

Homem e mulher são seres correspondentes um ao outro no mesmo plano, que se relacionam com a palavra, o sorriso, o pranto, o amor. A dualidade homem-mulher é uma igualdade total tratando-se de dignidade humana; é uma maravilhosa complementaridade tratando-se dos atributos, das propriedades e dos deveres unidos à masculinidade e feminilidade do ser humano.

Os sexos são complementares: semelhantes e distintos ao mesmo tempo; não idênticos, mas iguais na dignidade da pessoa; são iguais para compreender-se, distintos para complementar-se. Nascidos distintos como homem e como mulher, nasceram para a unidade, e é precisamente através do seu corpo masculino e feminino que esta unidade se realiza.

DEUS ESTÁ CONNOSCO

Como é bom saber que Deus está connosco não é mesmo? É uma coisa sensacional saber que Deus fala connosco e nos ouve apesar de algumas vezes não estarmos em sintonia com Ele.
Ele vem, chega até nós e diz assim: Firme aí meu filho, firme aí milha filha: "Eu estou com você".
Hoje eu quero que você veja o retrato deste Pai, na pessoa do Filho. Esta fisionomia é que eu peço que você imagine, pois quando Ele veio, conversava com todas as pessoas, procurava especialmente os pecadores. As crianças viam nAquele rosto a beleza singela do próprio amor divino.
Crianças pulavam no pescoço do Senhor, acariciavam sua barba, conversavam com Ele e recebiam o carinho do Salvador.
Uma outra coisa maravilhosa na vida de nosso Senhor é que Ele dava uma atenção especial às pessoas desanimadas, às pessoas discriminadas, às que não iam à igreja, que eram criticadas e o Senhor procurava esse seguimento e contava histórias por meio de parábolas, comia com esse pessoal, e na hora da refeição ia animando essas pessoas.
O Senhor ia dando uma expressão de como é o amor de Deus de forma tão natural e maravilhosa.
Há textos sagrados que indicam a atenção do Senhor com as pessoas pecadoras. Por exemplo, no evangelho de S. Mateus 9:10 você tem a comprovação disto: "E sucedeu que estando Ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos". (esses publicanos eram pessoas odiadas pelos religiosos)
O texto dá uma ideia de que eles se sentiam bem à vontade na presença do Senhor. É que Deus é amor e o amor une as pessoas. Ele ama a todos nós. A você e a mim.
Às vezes você pensa em Deus como alguém inacessível? Não pense assim! Fique tranquilo porque Deus ama aquele que mais necessita. Veja um outro texto.
No evangelho de S. Lucas 5:29 -31 diz: - "Então lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa, e numerosos publicanos e outros estavam com eles. Os fariseus murmuravam contra os discípulos de Jesus perguntando: Por que comeis com os publicanos e pecadores? Respondeu-lhes Jesus: "Os sãos não precisam de médico e sim os doentes".
Esse é um pensamento que é muito bonito, é um pensamento que tranquiliza os que estão com a vida atrapalhada, que têm problemas, que se encontram em alguma dificuldade, presos pelas circunstâncias. Mesmo para os que estão fazendo coisas erradas, há esperança.
Se você está levando a vida por levar, ou entrando por um caminho que não é o melhor. Ainda assim, presença do Senhor lhe dará uma bênção muito grande e Ele vai produzir uma canção em sua vida, no meio das tristezas, no meio das confusões.
Você pode até pensar: transformar a minha vida em uma canção parece uma utopia! Eu não sei o que você está pensando, nesta hora, talvez esteja pensando: isso não é para mim, eu não acredito! Você pode não acreditar, mas realmente o amor de Deus pode fazer isso por você.
Mesmo que você diga: "eu sou problemático, minha vida não segue o rumo que devia seguir."
Lembre-se que Jesus veio para estar com você.
Você, que está me ouvindo, pode ser que tenha caído em algum problema, e pensa que Deus não se importa com você. Por favor acredite!
Deus está perto de você, "Ele está com você", Ele quer apoiar você como apoiou o ladrão que estava ao lado de Jesus quando Ele estava morrendo por você e por mim.
Os dois ladrões xingavam. De repente um deles percebeu na fisionomia de nosso Senhor aquele amor maravilhoso de Deus para com o ser humano, e disse: Senhor, estou sentindo aqui dentro do meu coração uma coisa que eu não sentia antes; a vontade de mudar, mas é tarde... Não posso descer da cruz.
Também, não posso desfazer tudo de errado que fiz. Mas, o grande amor de Deus voltou-se para ele, e ele sentiu que a misericórdia o abraçava.
Então arriscou um pedido: Quando o Senhor voltar em seu reino me deixe entrar lá?
A resposta veio, imediata: Em verdade lhe digo hoje, você estará comigo no Paraíso.
Fique tranquilo, "Ele está com você"...
Se Ele ouviu o ladrão que apenas suspirou por uma vida melhor, Ele vai atender você, ainda que não mereça e não saiba como pedir.
Basta acreditar no amor de Deus porque Ele diz: "Estou com você".
Jesus prometeu - Mateus 28:20 - "Eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos".
E quando tudo aqui terminar nós estaremos com Jesus.
João 14:3 - "E vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também".
Deus está consigo, não se esqueça.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O NASCIMENTO DE MOISÉS E A PROVIDÊNCIA DE DEUS

Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:
- 'O seu marido fá-la feliz? Ele a faz feliz de verdade?' Neste momento, o marido levantou os ombros, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela nunca tinha reclamado de algo durante o casamento. Porém, a esposa respondeu com um sonoro 'NÃO', daqueles bem audíveis!

- 'Não, o meu marido não me faz feliz'! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima). 'O meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz'. E continuou: 'O facto de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, a minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz! Se tenho hoje a minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se o meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada, mas eu era feliz quando era solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações são 'experiências' que podem ou não proporcionar-me momentos mais ou menos agradáveis. Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento de inevitável tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque fui insultada, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube dar-me valor, porque o meu marido não é como eu esperava, porque os meus filhos não me fazem felizes, porque os meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e assim por diante. Eu amo o meu marido e sinto-me amada por ele desde o namoro e ainda mais depois que nos casamos. Amo a vida que tenho, mas não porque a minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e responsabilizo-me pela minha felicidade. Quando eu liberto o meu marido ou qualquer outra pessoa dessa obrigação, deixo-os livres do peso de terem que me carregar aos ombros. A vida de todos torna-se muito mais leve. E é desta forma que consegui um casamento bem-sucedido ao longo de tantos anos. Apelo a todos os presentes a não deixarem nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande como seja a de assumir e promover a vossa felicidade. 'SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém vos tenha feito algo desagradável, mesmo que alguém não vos ame ou não vos dê o devido valor. Peça apenas a Deus que lhe dê serenidade para aceitar as coisas que vocês não podem mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas.

Ao lermos esta passagem de Êxodo 2:1-10, vemos que as circunstancias não eram de todo favoráveis a Joquebede e o seu marido Anrão pouco ou nada podia fazer para ajudar, ela não desanimou.
Era uma mulher temente a Deus, sabemos que os sacerdotes eram eleitos da tribo à qual ela pertencia. Mas sobretudo ela olhou o seu filho e a Bíblia diz que ela o “achou formoso”. Que mãe não acha o seu filho formoso? No entanto, há que reconhecer que esta palavra revela que era uma criança bela, forte e prendeu o coração da mãe.

Estou em crer que ela deve ter ouvido uma voz dentro do seu coração: “Eu escolhi este menino, tenho um projecto para ele!” esta palavra “formoso”está relacionada com inteligência, bênção de Deus. Actos 7:20-22.

Ninguém tem dúvidas que Joquebede teria protegido o seu filho de qualquer maneira. Sabe-se que as mães dedicam mais carinho a filhos débeis e doentes. No entanto estes esforços para proteger a vida de Moisés são elogiados em Hebreus 11:28 como sendo um acto de fé. Isto compreende que Deus o tinha destinado para um papel importante e que, por isso, interviria para preservar-lhe a vida.

Instruções de Deus: Deuteronómio 6:5-9…
• V. 5 “Amarás”. Fala de uma relação do crente com Deus e esta baseia-se no amor (lembrar a história inicial). Ver também 1 João 4: 19 “Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.” E o amor é o princípio fundamental da lei de Deus. Amar plenamente é obedecer de todo o coração (João 14:15; 15:10).
• Portanto a educação de Moisés recebeu na corte do faraó não o desviou do caminho que Deus tinha para ele.
• Do mesmo modo desejamos que os nossos filhos sejam formosos, fortes úteis e disponíveis para Deus.
O mundo em que Moisés foi criado, não era o melhor lugar para se viver. Os faraós desenvolviam um carácter cruel vejam Êxodo 1. Lemos que faraó deu ordem para afogar todos os meninos judeus no rio.

No nosso mundo hoje, predomina a violência – booling – morte, os reinos do mundo não reconhecem a soberania do Senhor.
Mas ainda que Moisés tenha nascido no Egipto, ele não pertencia ao Egipto.

Sim, os nossos filhos pertencem a Deus e à pátria celestial. Jesus disse. “…vós não pertenceis ao mundo…” João 15:19.

Lições para hoje tiradas da atitude dos pais de Moisés Joquebede e Anrão.

Os pais fizeram quatro coisas:
1 - Deram a Deus o primeiro lugar – Exodo 2:1 cf. Mateus 6:33 “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”
2 – Esconderam o filho no lar (Êxodo 2:2); o melhor esconderijo; a melhor cidadela; a melhor fortaleza.
3 – Colocaram-no numa cesta (arca) de junco, esta é um símbolo da segurança encontrada em Cristo.
- O rio é ameaçador, representava de algum modo a morte.
- Mas o menino Moisés estava a salvo.
4 – A sua irmã Miriam vigiava.
- Cuidar da segurança, bem-estar e salvação dos nossos filhos é dever dos pais, irmãos, avós, família e da comunidade.
- Devemos orar e vigiar pelos nossos amados.

Depois de Miriam ter sido fiel à sua tarefa, chegaram aos ouvidos da mãe cujo coração devia estar a pulsar acelerado num misto de esperança e temor, as boas-novas: “Leva este menino, e cria-mo, eu te darei o teu salário (Êxodo 2:9).
- Porém, ela não estava preocupada com a recompensa material. Ela ouviu naquelas palavras, uma mensagem de Deus: “Toma o teu filho, cria-o para Mim e eu te darei a tua recompensa.

“Os filhos são a herança do Senhor e Lhe somos responsáveis pela administração de Sua propriedade. ... Trabalhem igualmente os pais para a família com amor, fé e oração, até que possam ir a Deus com alegria e dizer: "Eis-me aqui, com os filhos que me deu o Senhor." Isa. 8:18. Parábolas de Jesus, págs. 195 e 196.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ceia do Senhor


Lava pés: João 13
Talvez não exista advertência mais sábia a respeito do perigo de se experimentar o poder de Deus do que aquela registada na epístola de Paulo aos Coríntios. Eis aqui um povo que ele elogia e, ao mesmo tempo, disciplina de maneira muito firme.
Assim como Ele acolhe a experiência que eles vivem com os dons do Espírito, Paulo também exige que eles aprendam a graça do Espírito - o amor. O chamado para crescer em amor é fundamental para qualquer outro valor ou objetivo na vida cristã.

1 Co 13 indica este caminho, chamando a atenção para a ausência de valor em qualquer realização, dom ou sacrifício quando o amor não é a fonte e o tempero de todos eles.

O amor fraterno deve ser alimentado a tornar-se um fonte certa de serviço alegre.

Responsabilidade de uns pelos outros
"Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?" Gén 4.9

O Amor aceita os que falharam contra nós
"Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito." Gén 45.4

O Amor cristão desinteressado em relação aos estranhos
"Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus." Lev. 19.34

Para aproximar-se de Deus, é necessário amar o próximo
"O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade." Sl 15.3

Amar os inimigos
"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;" Mt 5.44

O amor tem espírito de servo
"Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará." João 12.26

O Amor fraternal procede da natureza divina
"Com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo." 2Pe 1.7-8

A AS PALAVRAS E AÇÕES DE JESUS NA CEIA DO SENHOR

Creio que é preciso ter em mente estes e outras porções da Palavra de Deus em toda a vida cristã para compreender o significado completo da Ceia do Senhor, temos que examinar cuidadosamente o que Jesus disse e fez na ceia última ceia com seus os discípulos.

"ESTE É O MEU CORPO"

Todas as fontes bíblicas dizem a mesma coisa sobre o que Jesus fez quando Ele começou a ceia (veja Mateus 26:26; Marcos 14:22; Lucas 22:19; 1 Coríntios 11:23-24).

Ele fez três coisas: depois de ter lavado os pés.
1. Ele pegou o pão
2. Ele agradeceu a Deus
3. Ele partiu o pão

Curiosamente, como vemos em Marcos 6;41 e Marcos 8:6, ele fez as mesmas três coisas quando ele alimentou os cinco mil e os outros quatro mil.

De acordo com os quatro relatos da última ceia, o que Ele disse quando pegou o pão foi "este é o meu corpo". Jesus estava a dizer que Ele daria o seu corpo em sacrifício para que nós tivéssemos vida.

Este pensamento encontra-se mais claro em 1 Coríntios 11:24, aonde está escrito "Este é o meu corpo que entregue por vós" (ou em alguns manuscritos mais antigos "Este é o meu corpo que é partido por vós").

"FAZEI ISSO EM MEMÓRIA DE MIM"

Esta foi a forma que Jesus encontrou para dizer aos seus seguidores que repetissem essa ação como um sacramento, ou uma cerimónia religiosa, através dos tempos.

Para nós a comunhão não é para repetir o sacrifício de Cristo, mas para relembrar com gratidão que Cristo nos amou a ponto de morrer por nós.

Devemos enfatizar que "em memória" é mais do que simplesmente lembrar-se do que aconteceu no passado. No pensamento bíblico, "em memória" normalmente envolve tornar real no presente o que foi feito no passado (veja Salmos 98:3; Eclesiastes 12:1).

"ESTE É O CÁLICE DA NOVA ALIANÇA"

Jesus pegou uma taça de vinho, deu graças e deu aos seus discípulos para que todos eles bebessem. Esse foi o mesmo jeito que ele fez quando distribuiu o pão. Mas nas palavras de Jesus referentes ao vinho, ele introduziu um novo conceito na discussão sobre a aliança.

Mateus e Marcos recordam as palavras de Jesus como "isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança" (Mateus 26:28; Marcos 14:24). Lucas 22:20 fala "Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue derramado por vós" e 1 Coríntios 11:25 é semelhante a isso.
Todas essas referências à aliança levam-nos de volta ao ritual do Velho Testamento de fazer uma aliança (um acordo ou tratado) com sacrifício, como na aliança entre Deus e Israel depois do Êxodo (Êxodo 24:1-8). Eles também sugerem que a esperança de uma nova aliança, descrita em Jeremias 31:31-34, foi realizada em Cristo.

"É DERRAMADO PARA PERDOAR OS PECADOS DE MUITOS"

É importante que nós reconheçamos que a ceia do Senhor também está ligada com o que Isaías 53 diz sobre o Servo sofredor do Senhor se colocou "por expiação do pecado" (Isaías 53:10).

Lucas 22:37 inclui entre as palavras de Jesus: "Porquanto vos digo que importa que se cumpra em mim isto que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Pois o que me diz respeito tem o seu cumprimento." O verso que Jesus cita - Isaías 53:12 - também diz que "derramou a sua alma até a morte," e que ele ; "levou sobre si o pecado de muitos". Mateus 26:28 diz que o sangue de Jesus foi "derramado por muitos para remissão dos pecados". A taça da comunhão, então, deve lembrar- nos o sangue de Jesus foi derramado como uma oferta para cuidar/resolver os nossos pecados.


“Cristo não atraiu a atenção para o Seu ato a fim de receber admiração pública. Desejava ensinar uma importante lição. Não fez nem usou vinho fermentado. ... Cristo transformou água em vinho, mas usou vinho fresco das uvas, e nunca algum outro. Ele é nosso exemplo em todas as coisas e, antes de Sua morte, deixou como último legado à Sua igreja o pão, representando Seu corpo oferecido pelos pecados do mundo, e o vinho, representando Seu sangue derramado. Nada se poderia usar, a não ser pão não levedado e vinho sem fermento. Nada se deve usar de natureza fermentada na cerimónia da Santa Ceia, pois o vinho fermentado destruiria o símbolo que representa o sangue de Cristo. Podemos todos considerar essa questão como esclarecida para sempre.”
Cristo Triunfante, Meditações 2002, p. 229

sexta-feira, 9 de março de 2012

Reações Negativas ao Sofrimento

Êxodo - 14 : 8 -14
A reação ao sofrimento é, talvez, o fator mais determinante e marcante para distinguir o tipo e a característica da personalidade humana. Ou seja, a maneira como reagimos ao sofrimento e problemas vai informar a característica da nossa personalidade!
Enquanto algumas pessoas se deixam abater e chegam mesmo ao desespero, diante das dificuldades da vida, outras, enfrentam situações dificílimas e superam o problema e a dificuldade.
Por que acontece isto?.... Por que as pessoas reagem de forma diferenciada? Por que alguns fazem do problema um trampolim para a vitória, enquanto outros fazem dele um “escorrega” para a derrota?
Há fatores de ordem emocional, física, disciplinar e espiritual que atuam interagindo no interior do ser humano, levando-o ao equilíbrio ou ao descontrole diante dos fatos negativos que o acometem.
A palavra de Deus nos mostra exemplos de dois casos. Exemplos que podem servir de ensinamento e advertência para nós hoje. Portanto, vamos procurar retirar de reações negativas ao sofrimento, os ensinos que a Bíblia contém para cada um de nós.

Reação Negativa ao sofrimento - SENTANDO E CHORANDO.

Veja o caso do apóstolo PEDRO por exemplo. No Evangelho de Mateus 14:66-72, nós temos a história do discípulo mais dedicado e desprendido, que diante do sofrimento que o atingiu ao constatar que tinha traído seu Mestre, vai retirar-se, e a sós, chorar copiosamente!
Aliás, no choro, propriamente, não há nenhum mal. Afinal de contas, as situações difíceis atingem o nosso equilíbrio emocional, levando-nos às lágrimas diante de problemas tristes ou trágicos
... isto é natural, e, de acordo com o grau de sensibilidade da pessoa, até benéfico do ponto de vista psicológico, segundo os entendidos, pois de alguma forma descarregamos emoções que, contidas, poderiam trazer consequências prejudiciais ao nosso organismo como um todo.
O NEGATIVO reside no fato de sentar-se apenas! .... que este sentar-se venha acompanhado do choro, ... sem problema algum. O que é extremamente negativo, é quando este “sentar-se e chorar” não conduz a qualquer outra reação a não ser lamentação e lamúria!
Que você chore, que você se constranja com os momentos difíceis que te abate, isto é muito natural...... mas o que não pode acontecer é ficarmos indefinidamente sentados, chorosos, lamentando e atraindo para nós a comiseração de terceiros. E felizmente, para a história do Cristianismo não foi isto que aconteceu com o apóstolo Pedro!!!

Reação Negativa ao sofrimento: fugir do problema.

Você se lembra do aconteceu com o profeta Jonas? - Em seu livro, principalmente nos primeiros versículos, nós temos a história de sua angústia diante do problema desafiante que o Senhor lhe lançou. - Sofrendo com o que lhe poderia acontecer ao pregar a uma cidade estranha a mensagem que Deus tinha para ela, JONAS embarca em um navio em direção contrária.
O restante da história todos nós sabemos. As consequências de sua fuga foram extremamente negativas para ele, até que o Senhor foi ao seu encontro, tirou-o do fundo do mar em que afundara, e lhe deu uma nova oportunidade.
Não podemos fugir do sofrimento, não podemos driblá-lo ou ocultá-lo em nosso viver! Não podemos fazer, como muitos sugerem, uma simulação de vida normal e alegre, quando no fundo o seu coração está em frangalhos por algo que o atormenta e acusa.
Enfrentar o problema de frente: Confessar o erro, se for este o problema. Enfrentar o tratamento médico, se for esta a receita. Fazer contato com nossos credores e programar o acerto de contas. Sentar e pedir perdão à quem ofendemos ou magoamos. Chorar a perda e a tristeza da partida do ente querido, guardá-lo na saudade, e seguir em frente, inclusive para honrar sua memória. Enfim, o que não pode acontecer com você é “embarcar em um navio para Tarsis”, quando o Senhor esta querendo você em Nínive!!!


Reação negativa ao sofrimento: esconder-se.

As vezes as pessoas não foge aos problemas como no caso de Jonas, mas procura esconder-se, camuflar-se. É mais ou menos como a figura do avestruz que, para não ver o perigo, enfia a cabeça na areia.
... os discípulos de Jesus fizeram isto! O Evangelho de Mateus 26:47-56 conta a história da prisão de Cristo e termina de forma triste e melancólica, informando que todos os seus discípulos desapareceram, esconderam-se na mata ao redor de Getsémani.
E além deste texto, O evangelista Lucas (23:49) nos informa que diante da crucificação de Cristo, “todos os conhecidos de Jesus, e as mulheres que o haviam seguido desde a Galileia, estavam de longe vendo estas coisas”. ..... esconderam-se!
O cristão não pode esconder-se diante do sofrimento. Não pode olvidá-lo (esquece-lo) como se ele não existisse. - Como podemos nos esconder do sofrimento?...
...Se o motivo da tristeza é algum relacionamento rompido, simplesmente desaparecer diante da pessoa atingida ou que o atingiu. Se é algum desenlace negativo com o filho ou filha, pai ou mãe, irmão ou irmã, tornar-se indiferente diante deles. Se é o trauma da morte de algum ente querido, passar e querer a viver como se ele estivesse ainda presente, sem enfrentar as mudanças necessárias.
O estudiosos da psiquê humana afirmam que este comportamento pode ser gerador de traumas e mesmo reações extremadas no futuro, simplesmente porque procurou-se conviver com o problema sem solucioná-lo, tentando esconder-se ou escondê-lo, enquanto ele pode estar gerando um temporal maior no futuro.

Reação negativa ao sofrimento: falta de fé.

É impressionante o que lemos em Êxodo 14:8-14. O povo de Israel havia acabado de assistir coisas maravilhosas ocorrerem em seu favor, pela instrumentalidade de Moisés e a operação do Senhor.
Um cativeiro de 430 anos havia terminado. Faraó com todo o seu poder, havia sido derrotado. Os despojos retirados do povo egípcio como pagamento pelo trabalho escravo que os judeus prestaram. A prova de amor de Deus dirigindo o povo, já no início da jornada, estava patente na nuvem que guiava durante o dia e no fogo que iluminava a caminhada noturna.
....ainda assim, diante do primeiro sinal de perigo, do primeiro indicador de medo e pânico, este mesmo povo tão abençoado dá uma demonstração imensa de falta de fé e confiança no Senhor que o guardava. - Reclamam de Moisés, indagam o porque os tinha tirado do Egito. E ironicamente criticam Moisés dizendo:
“Seria melhor a gente ter morrido lá no Egito...”
Diante do primeiro sintoma de problema, a falta de fé e confiança nos aniquilaram e os abateram. O povo reage negativamente ao sofrimento pela sua incredulidade!
Na vida cristã não podemos enfrentar o sofrimento desta forma. Diante da dificuldade e da dúvida, nosso primeiro impulso há que ser o de confiar em Deus! Esperar suas promessas. Aguardar a providência DELE. Fazer a nossa parte, fazer o que nos compete, e orar para que ELE conduza todo o processo e a vitória seja alcançada. .... - Quando o povo clamou, o Senhor apenas disse a Moisés: “DIGA AO POVO DE ISRAEL QUE MARCHEM!”.

Reação negativa ao sofrimento: o desejo de morrer.

Um dos momentos mais marcantes da vitória de um profeta de Deus sobre o sofrimento foi o de ELIAS. O que aconteceu no Monte Carmelo (ou seja, a vitória sobre os 450 profetas de Baal), foi sem dúvida, uma das maiores comprovações do poder de Deus na vida de seu servo diante do sofrimento!
Entretanto ELIAS pagou um preço para conquistar sua vitória. Jezabel, a esposa pagã de Acabe, desejou a vingança e começou seu trabalho de perseguição a Elias. Bastou ela iniciar seu trabalho de vingança e Elias, o grande vitorioso de Carmelo saiu em fuga, abatido e vencido, desejando morrer. O livro de 1 Reis 19:1-7 registra a narrativa deste triste momento: “... Elias foi sentar-se debaixo de um zimbro, e pediu para sí a morte, dizendo: Já basta, ó Senhor, toma agora a minha vida”.
O cristão não pode proceder assim. Diz o ditado que “enquanto há vida, há esperança”. Para o cristão o significado deste ditado é muito mais profundo, porque o cristão sabe que mesmo depois da morte, para nós há vida e esperança. A vida não termina com a morte, mas começa exatamente aí.
Sentar e aguardar a morte foi um deslize na vida do profeta que, diante de uma nova prova de sofrimento e angústia, esqueceu-se do poder do Senhor que esta por trás dele. - Tanto é que a Palavra de Deus nos diz que o SENHOR vai levar Elias até Horebe, vai falar com ele, e Elias vai sair dali revigorado e pronto para enfrentar novos desafios na vida.

Conclusão:

O que nos compete como cristãos é reagir com coragem e resistência ao sofrimento. Sabemos que isto não é fácil! Fica inclusive muito difícil e injusto julgar como os outros reagem às difíceis provas em suas vidas.
Cada um de nós, no fundo do seu coração e nos seus exames íntimos com o Senhor, sabe o quanto lhe custa enfrentar tais momentos...
No entanto, o que podemos afirmar pelo que a Bíblia nos ensina é que diante do sofrimento, não cabe apenas sentar e chorar, fugir ou esconder-se, perder a fé ou desejar a morte, mas sim, confiar em Deus e, redobrar o ânimo e seguir em frente.

A SÚPLICA QUE DEUS OUVE

Já sentiram o peso terrível do pecado? Alguma vez a vossa consciência vos acusou tanto que sentiram que estavam perdidos para sempre?

Não há sentimento pior do que sentir o peso do pecado. Talvez a principal causa das incertezas e angústias desta vida seja uma consciência condenada pelo vivo sentimento do pecado.

O salmista estava tão angustiado e experimentava tanta aflição que escreveu: “Das profundezas clamo a ti, Senhor. Escuta, Senhor, a minha voz, estejam abertos os teus ouvidos às minhas súplicas.” Salmo 130:1, 2

O salmista sentia o peso do seu pecado, sentia desespero. O peso da culpa eram como águas profundas que o cobriam e o afogavam.

Na verdade é nas profundezas que está todo o que vive no pecado. O pecador não vê a realidade. Todo pecador desce a essas profundezas, quando em pecado.

Embora haja quem pense que não pecam, as Escrituras Sagradas declaram: “Não há homem que não peque”. Iª Reis 8:46. E em I João 1:8 lemos: “Se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.”

Por outro lado há muitas pessoas hoje, que pensam que o pecado é uma coisa trivial, sem consequência. Mas a Bíblia afirma que o pecado é na realidade excessivamente mau. Eis o que diz o profeta Isaías: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros.” Isaías 6:5

O mesmo profeta Isaías diz no capítulo 59 no verso 2: “As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus.”

Perguntamos: o que é pecado? As Escrituras Sagradas definem o pecado como “Transgressão da Lei”. I João 3:4.

É muito importante conhecermos os Dez Mandamentos, que se encontram em Êxodo 20. Devemos conhecer a Bíblia e tudo o que nela contém. Esse conhecimento é protecção contra o pecado.

O salmista escreveu: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti.” Salmo 119:11. Não há esperança para o homem se Deus o tratar segundo os seus pecados. Mas o Senhor não observa o pecado, não o toma em conta, quando nos arrependemos.

Foi quando David disse a Natã: “Pequei contra o Senhor”, que o profeta lhe pôde assegurar: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado.” II Samuel 12:13

O reconhecimento do pecado é o princípio da salvação. Quando descemos às profundezas da confissão é que subimos às alturas do perdão. Quando reconhecemos a nossa culpa, o nosso pecado; é quando alcançamos perdão.

Pela riqueza da Sua graça em Cristo, Deus perdoa todo o pecado, mesmo o mais vil, o mais hediondo.

Jesus deu a dimensão do perdão de Deus ao seu discípulo Pedro, que lhe perguntou se deveria perdoar até sete vezes. Então Jesus lhe disse: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Mateus 18: 22

Todas as vezes que pecamos, não importa a quantidade; se nos arrependemos e confessamos o nosso pecado a Deus, ele nos dá perdão, pleno perdão. A promessa é: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” I João 1:9

Deus ouve a súplica de perdão, mas essa súplica deve ser sincera, deve ser um grito da alma arrependida. “Das profundezas clamo”, disse o salmista.

A sua oração não era um pedido dúbio, mas um veemente apelo, em que ele colocava toda a sua alma. Deus diz: “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” Jeremias 29:13

Se fizermos isso, suplicando o perdão, Deus perdoa e esquece. “Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” Jeremias 31:34

O perdão de Deus é dado sob a condição do pecador estar desejoso e decidido a deixar o pecado. O perdão de Deus envolve a recuperação do homem.

Deus não pode perdoar se persistirmos em continuar no pecado. “Cessai de fazer o mal”, foi a condição colocada por Deus, diante do Seu antigo povo, num tempo de grandes pecados, para que Deus lhes perdoasse. (Isaías 1:16).

Deus dá perdão quando vê a disposição do pecador de não voltar a pecar. O perdão divino deve despertar temor pelo Deus perdoador. Temor que nasce da gratidão e que leva o pecador a envergonhar-se de ofender a Deus: e é levado a uma espontânea obediência.

Muitos não se importam com essa salvação. Não a desejam, só querem de Deus o libertação da dor. Só, querem a solução dos problemas, a prosperidade nos negócios. Mas não buscam o perdão. Não estão interessados na salvação. Que tragédia!

Jesus disse: “... que aproveitará ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Mateus 16:26

A redenção de Deus traz libertação do peso esmagador da tristeza. O Salvador Jesus Cristo, é revelado como conhecendo as nossas dores e tendo empatia por nós.

Ele passou pelo caminho por onde nós passamos, sofreu como qualquer membro da família humana, sofreu até o sangue, até a morte. E “naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados”. Hebreus 2:18

A redenção de Deus inclui o suprimento das necessidades da vida. Por isso lemos: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com acções de graças. E a paz que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus.” Filipenses 4: 6 e 7.

A copiosa redenção de Deus envolve também a libertação do poder da morte. “Disse Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá.” João 11:25.

Para o crente a morte nada mais é que um sono, um momento de silêncio no sepulcro, até se cumprir a promessa do Senhor: “Eu o ressuscitarei no último dia” João 6:40

Prezado amigo, se nos sentimos nas profundezas do abismo, perdidos, e com dor no coração, clamemos a Deus, e Ele nos ouvirá em Cristo. Deus ouvirá e perdoará.

Jesus continua a dizer: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” Mateus 11:28

Neste instante podemos abrir o coração a Deus em oração e colocar diante dEle toda a nossa vida? Jesus espera por si. Digamos agora a Deus o que está no nosso coração. Tenho plena certeza que Deus nos ouvirá e ajudará!

JOÃO BATISTA

Alguma vez você seguiu o caminho cristão mesmo sob forte ameaça de morte? Será que estaríamos prontos para a condenação, por sermos cristãos e seguirmos firmemente o nosso caminho? Será que quando as coisas ficarem mais difíceis e o mundo instituir pena aos cristãos você ficará firme nos caminhos de Jesus?

Não temos muito conhecimento ou tantas informações sobre a importante figura de João Batista. A Bíblia relata em poucas palavras a jornada deste homem de Deus, Evangelista por natureza.
Hoje nós conhecemos algumas pessoas que lutaram pelo que criam. Joana D’Arc é uma dessas pessoas. Lutou e morreu crendo em algo, mesmo quando as pessoas ao seu redor, que se sentiram ameaçadas, destruíram a sua vida, crendo que ela seria um problema.
Acreditavam alguns que ela não via nada do que imaginava. Não via a Cristo e muito menos era cristã. Alguns, com medo de sua influência a consideraram como bruxa. Morreu em uma época triste e é relembrada até hoje, por livros e filmes.
Martin Luter King foi um exemplo de guerreiro da virtude. Pregava a liberdade e igualdade entre os homens. Sonhava com um mundo onde a paz reinaria.
Acreditou que poderia passar, pelo menos a alguns, o verdadeiro significado do viver, mesmo existindo intrigas e rebeliões ao seu redor. Seu sonho de um mundo pacífico não morreu com ele após seu assassinato, pois sua história é relembrada e tida como a história de um revolucionário do bem.
Mais próximo de nós temos Tiradentes. Ele é um marco da liberdade e do sonho. Foi o líder da Inconfidência Mineira. Apesar de morrer e ser esquartejado trouxe ao Brasil a vitória e a liberdade. Também é um marco histórico na vida de nosso país.
O mundo está repleto de histórias e ficções de heróis que se tornaram marcos na vida humana e pontos de referência ao mundo. Quando se pensa em liberdade, lembra-se de alguém; Quando se pensa em conquistas, pensa-se em outro alguém. Mas e quando se pensa em vitória cristã e na pregação? E quando se pensa em morrer sabendo que o Deus do Universo usou-o para batizar Seu Filho?
Pensa-se na figura de João, conhecido como o Batista. Ele era um grande evangelista. Sua missão era preparar o caminho para o povo receber Jesus, o Filho de Deus, e em seus sermões convertia multidões.
O próprio Cristo referiu-se a João como um marco da história. “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista”. Mateus 11:11
Para ser referencia do próprio Cristo, o Filho do Altíssimo, deveria ser um grande homem. Provavelmente o maior até os dias de hoje.
João era muito mais do que um profeta. “Pois ao passo que os profetas haviam visto de longe o advento de Cristo, a João foi dado contemplá-Lo, ouvir do Céu o testemunho de Sua messianidade, e apresentá-Lo a Israel como o enviado de Deus” O Desejado de Todas as Nações, pág 200.

Além de ser primo real de Jesus, foi ele quem batizou Jesus e do céu, João ouviu as palavras do próprio Deus dizendo: “Este é o meu filho amado em quem tenho prazer”.
Este era João, homem de Deus. João “Era a luz menor, que havia de ser seguida por outra maior”, Jesus Cristo. O Desejado de Todas as Nações, pág. 201.
Mas a vida dele não foi apenas uma vida de pregação ou uma vida simples, em meio à natureza, se alimentando de gafanhotos e mel silvestre. Sua vida teve algumas provações que muitos de nós temos.
O Rei Herodes Antipas, governante supremo, só era dominado por César, mas tinha contato com a pregação de João Batista. Ouvia a pregação de João e sabia que ele era um profeta de Deus. Quando João o chamou ao arrependimento, tremeu perante o profeta.
João mostrava-lhe que a aliança com Herodias, a mulher de seu irmão, era má. Como poderia um irmão ficar com a mulher de outro irmão? João não temia o mundo e sua natureza, por isso procedeu de forma fiel, buscando o arrependimento de Herodes tentando leva-lo a aceitar Jesus Cristo.
“Por algum tempo Herodes procurou francamente quebrar a cadeia de concupiscência que o ligava; mas Herodias prendeu-o mais firmemente em suas redes, e tomou vingança do Batista induzindo Herodes a lança-lo na prisão”, O Desejado de Todas as Nações, pág. 194.
João foi aprisionado. Era prisioneiro por sua lealdade à verdade e a Cristo, a quem servia. Apesar de não conhecer e compreender a natureza do reino de Cristo, um reino vindouro e real, cria em Cristo e Suas palavras.
Herodias não suportava ver aquele profeta querer desfazer os laços que os mantinha juntos. Era plano de Herodes soltar João, pois sabia e temia o profeta de Deus. Sabia que ali não prevaleceria.
João, mesmo estando preso, continuava a lutar contra o mal de Herodes, buscando o seu arrependimento. Em uma noite de festa, o profeta de Deus teve seu destino traçado pelas mãos de Herodias.
Ela planejou o golpe que acabaria de vez com o profeta que tentava abrir os olhos de Herodes. Pôs sua filha a dançar perante o poderoso Herodes. Salomé era bela, e conseguiu seduzir Herodes, que em um momento de estupidez, prometeu o que ela quisesse, até se pedisse a metade de seu reino, ele daria.
Herodes mal sabia o que fazia. Herodias chamou sua filha e lhe disse para trazer a cabeça de João em uma bandeja. Salomé foi até Herodes e declarou o desejo, e este, por motivos de honra, mesmo sem querer foi obrigado a matar João, o profeta do Altíssimo.
Assim ocorreu a morte de João, o Batista. João imaginava o que poderia acontecer com ele enquanto estivesse na prisão. Mesmo assim, não temeu a morte, pois confiava em Deus, e conhecia o seu filho, Jesus.
Você seria capaz de enfrentar a nobreza por causa de Jesus? Você seria capaz de lutar contra o mundo, mesmo sabendo que o mundo voltar-se-ia em peso contra você?
Não é preciso mais do que uma simples postura para se tornar um herói. Você não precisa morrer, mas tão somente entregar a sua vida a Jesus, e dizer ao mundo a sua opinião: Eu sou Cristão e não abro mão.
Siga o exemplo de João, o Batista, e viva por Cristo nesta terra, pois ao final você receberá o galardão e a vida eterna. Seja um herói hoje mesmo. Um herói de Cristo.