domingo, 6 de setembro de 2009

PORQUE RAZÃO A SALVAÇÃO DE DEUS NOS É NECESSÁRIA?

Todos São Pecadores - “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” Romanos 5:12
Todos São Desgraçados - “Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeita à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus” Romanos 8:7,8
Todos São Perdidos - “Como está escrito: Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há sequer um” Romanos 3:10,11,12
A SALVAÇÃO É PROVIDENCIADA PARA TODOS
Pelo Amor do Pai - “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16
Pela Morte do Filho - “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos
ímpios, Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para connosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” Romanos 5:6-8
Pela Pregação do Evangelho - “Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; e por meio dele todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés”
Actos 13:38,39.
TODOS OS QUE CRÊEM ESTÃO SEGUROS ETERNAMENTE
Todos os Que Crêem Estão Seguros Eternamente
- O Senhor Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente; e ninguém as arrebatará da minha mão” João 10:27,28 Todos os Que Crêem Se Tornam Filhos de Deus
- “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de facto, somos filhos de Deus. Por essa razão o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados; agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos, que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes
a ele, porque havemos de vê-lo como ele é” I João 3:1,2
A Salvação é Só Pela Fé -“Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” Romanos 4:5 “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” Efésios 2:8,9
Todos os Que Crêem Precisam Confessar a Cristo
- “A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” Romanos 10:8,9
Todos os Que Crêem Precisam Mostrá-lo Pelas Suas Obras - “Fiel é a palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiantemente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e
proveitosas aos homens” (Tito 3).

A IGREJA FIEL

Introdução
Todos temos experimentado como crentes e como Igreja o cumprimento de todas as promessas que Deus nos faz na Sua Palavra. Por esse motivo, a primeira mensagem de uma série, com base nas cartas enviadas às igrejas da Ásia, tem como texto básico a exortação de Jesus à igreja de Esmirna: "Sê fiel até à morte" (Ap 2.10). há um apelo feito à igreja de Esmirna, feito a todas as igrejas e também à última igreja: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas". Na carta à igreja de Esmirna, registada em Apocalipse 2.8-11, o Espírito Santo ensina-nos preciosas lições sobre a FIDELIDADE.
1ª - A FIDELIDADE EXIGIDA.
Jesus, o Senhor da Igreja, exorta: "Sê fiel até à morte..." (2.10). A fidelidade faz parte do carácter do cristão como filho de Deus: "Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo" (1 Tim. 2.13). Portanto, crente infiel é contradição de termos. O infiel não é crente.Fidelidade apesar das circunstâncias. A fidelidade cristã não nos isenta de dificuldades. Pelo contrário: "Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (João 15.19; 16.33).
Em Esmirna havia muitos judeus que eram ricos, influentes e hostis aos cristãos. O sofrimento vinha de dentro; os judeus e os cristãos tinham a mesma raiz na aliança feita com Abraão (Gál. 3.29 “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.”). Jesus ensina que a igreja deve ser fiel: Eles não foram! (Apoc. 2.9) Nas tribulações. Jesus sabe que a tribulação é como um peso que oprime os cristãos. A igreja é fiel nas tribulações porque a "tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado" (Rom. 5.3-5). As tribulações leva os crentes à maturidade. Na pobreza. O Senhor conhece também a pobreza dos seus filhos (2.9). A palavra traduzida por pobre (ptojia) significava pobreza extrema, a falta de coisas essenciais à vida. Os judeus viam a prosperidade como bênção e a pobreza como maldição. A Bíblia, no entanto, diz que os pobres são bem-aventurados (Luc. 6.20). São participantes das riquezas de Cristo (2 Cor. 8.9). Prisão (2.10). Os povos de Ermirna perseguiam os cristãos instigados pelos judeus, que pertenciam à sinagoga de Satanás (João 8.39, 41, 44). Muitos sofreram o martírio por serem fiéis.Jesus encoraja os cristãos para que permaneçam fieis: "Não temas as coisas que tens de sofrer" (2.10). O tempo da provação seria curto. O tempo da nossa peregrinação é breve comparado com a eternidade. Por isso, somos confortados pelas Escrituras (2 Pedro 3:8).
2ª A FIDELIDADE É POSSÍVEL EM CRISTO Fidelidade a Roma.A cidade de Esmirna era conhecida no mundo antigo pela sua fidelidade a Roma. Por isso, era favorecida pelo poder imperial. Os cristãos eram perseguidos porque recusavam-se a participar do culto ao imperador. As religiões tinham liberdade desde que demonstrassem a sua fidelidade ao império, participando desse culto.Fidelidade a Jesus Os cristãos recusavam fazer a confissão "César é Senhor" porque, para eles, só Jesus era "o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver" (2.8). Confessavam a divindade de Jesus, porque em Isaías 44.6 e 48.12, a afirmação "Eu sou o primeiro e eu sou o último" é feita pelo Senhor (Javé) referindo-se a ele mesmo. Mas Jesus também morreu por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação. Ele é Todo-Poderoso e compassivo.Fidelidade pela graça de Jesusa) Ele é Deus e soberano sobre os reis da terra. Sejam quais forem os nossos sofrimentos, seremos finalmente vitoriosos em Cristo;
b) Ele encarnou para morrer em nosso lugar. Por isso, ele sofreu tudo o que o ser humano pode sofrer e se compadece das nossas necessidades (Heb. 4.15-16);
c) Cristo venceu a morte pela ressurreição e esse poder da ressurreição já opera em nós e faz tudo além do que pedimos ou pensamos (Efésios 3.20). Pela graça de Jesus podemos permanecer fiéis em qualquer situação.
3ª - A FIDELIDADE É RECOMPENSADA POR JESUS.A recompensa da vida eterna. As palavras do Senhor são claras: "Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (2.10). Para sermos aprovados como cidadãos do Reino de Deus, precisamos ser provados pelo Rei. Por isso, Tiago escreveu: "Feliz é aquele que nas aflições permanece fiel! Porque, depois de sair provado dessas aflições, receberá como prémio a vida que Deus promete aos que o amam" (Tiago 1.12).
A recompensa do galardão Paulo fala da coroa da justiça reservada aos que cumprem cabalmente o seu ministério e que amam a vinda do Senhor (2 Tm 4.7-8). O uso adequado dos talentos nos dá acesso ao grande banquete com o Senhor (Mat. 25.21).
Conclusão: Cristo ressuscitado e glorioso faz-nos grandes ofertas e uma grande exigência! Mas ele vem morar, pelo Espírito Santo, nos nossos corações, para nos fortalecer interiormente para que sejamos fiéis em qualquer circunstância e herdeiros da vida eterna! Ele chama-nos à fidelidade e nos capacita a sermos fiéis.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A 5ª PALESTRA: A TRIBUNA CHAMADA CRUZ

INTRODUÇÃO:Vamos meditar na 5ª Palavra de Jesus na Cruz. As palavras proferidas são para nós de grande esperança!
Ler: Lucas 23: 34, 43; João 19: 26 e 27; Mateus 27:46; João19:28; Lucas 23:46 e João 19:30.
DESENVOLVIMENTO: Aqui estão sete declarações memoráveis e solenes.Foi o maior discurso de despedida da história do mundo.
Foi proferido por Jesus no púlpito da cruz, na capela doGólgota, na sexta-feira antes da Páscoa e trinta e três anos após o Seu nascimento.
Apesar das Escrituras Sagradas cobrirem milhares de anos e registarem as palavras de centenas de homens e mulheres em vida, pouquíssimas palavras de pessoas à beira da morte foram registadas na íntegra, como no caso de Jesus.
Nenhum ouvido captou os sussurros de um homem à beira da morte como fizeram os escritores dos Evangelhos, ao pegarem do Calvário “as sete cordas da sinfonia da redenção.”Durante o Seu ministério pessoal, Jesus teve vários púlpitos – o topo de uma montanha, um telhado, um banco, um poço., um barco. Mas, Ele nunca tinha tido um púlpito como a cruz. Nunca houve ali um pregador como o Senhor, nunca houve uma congregação como aquela reunida no lugar da caveira, e nunca houve um sermão como as últimas palavras de Jesus.
As últimas palavras de Jesus são de Esperança. Mas porque razão são as últimas palavras de Cristo na cruz tão importantes?

1. O número sete tem todo um significado especial, tanto na literatura bíblica como na universal. Cícero já dizia: “Em tudo quanto existe o número sete prevalece.” Por exemplo: sete são os dias da semana, sete são as maravilhas do mundo antigo, sete são as cores do arco-íris, sete são as notas musicais, sete são as colinas de Roma e sete foram as palavras de Cristo na cruz. Na Bíblia encontramos mais de oitocentas referências ao número sete. Por exemplo: seteigrejas do Apocalipse, sete selos, sete trombetas, etc.
O número sete indica plenitude, perfeição. E nas sete palavras encontramos uma mensagem perfeita, plena. Uma mensagem que nos fala de um Salvador, que na hora da morte tinha o Seu coração cheio de amor, amor que transbordou em palavras de esperança. As Suas feridas não foram tratadas para que as nossas fossem. As Suas aflições foram imensas para que as nossas fossem curadas.

2. Quando uma pessoa está para morrer todos querem ouvir o que ela tem para dizer. Se as palavras finais de um ente querido são recolhidas e citadas pelos familiares como uma recordação preciosa, muito mais significativas são as que Cristo pronunciou sobre a cruz. Ele não falou aleatoriamente, ou apenas por falar. Em cada expressão há um fundamento, há um significado. Foram poucas as Suas falas no longo silêncio daquele dia em que Ele pendeu no madeiro. As absorventes e aniquiladoras agonias da cruz não turvaram a ordem e a harmonia que Lhe assinalaram a vida. As sete últimas frases de Cristo podem ser comparadas às sete janelas por onde contemplamos a nobreza do Seu carácter. Elas são tão importantes que os quatro evangelistas citaram, pelo menos, uma delas.

3. O registo da história humana revela que muitos daqueles que foram sentenciados à pena de morte, tiveram 6 Palavras de Esperança – As últimas palavras de Jesus a oportunidade de expressar as suas últimas palavras antes da morte. Alguns alegaram até ao final a sua inocência. Outros extravasaram a sua ira e indignação contra aqueles que os executaram. Poucos reconheceram a merecida punição numa atitude de arrependimento. No entanto, as palavras de Jesus Cristo nos momentos de Sua agonia naquela cruz, revelam o carácter santo e o propósito amoroso do Filho de Deus para connosco. As Suas palavras não foram de amargura, de covardia, de frustração ou de maldição. Numa situação tão adversa, Jesus falou para os que ali estavam, naquele dia, as mesmas palavras que fala para nós, hoje:

a) Palavras de Perdão: “Pai, perdoa-lhes...” Aqui vemos o maravilhoso amor de Jesus, mesmo sofrendo injustamente devido às acusações dos judeus e as violências dos romanos, Ele pedia ao Pai que os perdoasse.

b) Palavras de Certeza: “Estarás comigo no Paraíso”.Não importa onde estamos, não importa quão pecadores somos, se nos arrependermos e confessarmos os nossos pecados e aceitarmos a salvação de Jesus, não somente teremos paz neste mundo, bem como a certeza de vida eterna no Paraíso Celestial.

c) Palavras de Provisão: “Mulher eis aí o teu filho...eis aí a tua mãe.” As relações humanas são ternas. E, quando Jesus viu a Sua mãe Maria ao pé da cruz, tomou providências em favor dela. Deu instruções para que João cuidasse dela. Isso revela o cuidado de Cristo para aqueles que são Seus, aqueles que O seguem pela fé na Sua palavra. Estas mesmas palavras de provisão são extensivas a nós, pois somos da Família de Deus. Ele é nosso Pai e, Jesus, nossoirmão mais velho e como o próprio Jesus disse: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam.” Luc. 8:21.

d) Palavras de Sofrimento: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Morte é separação e morte eterna. As últimas palavras de Jesus reflectem o sofrimento não só de algum tempo que o Filho estará separado do Pai, mas reflectem como fosse estar separado para sempre. A agonias da segunda morte foram sofridas por Jesus quando recebeu a carga completa dos nossos pecados, “fazendo-se pecado por nós”. Graças a Deus que Jesus venceu a segunda morte para que você e eu jamais a experimentemos. Jesus proferiu palavras de sofrimento para que nunca, jamais você e eu soframos os horrores da segunda morte. Isso só depende de si e demim. Só depende de O aceitarmos como nosso substituto.Quer aceitar?
e) Palavras de Exaustão: “Tenho sede”. Não era uma reclamação, nem um pedido, apenas uma simples afirmação de um fato. Uma lição óbvia de que Ele era de carne e osso.Tinha fome e sede como nós e é por isso que Ele se compadecede nós. “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas...Acheguemo-nos, pois,confiantemente junto ao trono da Graça, afim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”(Heb. 4 :15 e 16). Graças a Deus que temos um Sumo-sacerdote que pode compadecer-se de nós. Por que não chegarmos hoje ao trono da Graça, confiantemente, em busca de perdão, transformação e salvação?

f) Palavras de Vitória: “Está consumado!” Esta foi a declaração de vitória do Senhor Jesus ao mundo, aos homens, ao diabo, aos anjos e ao Seu Pai Celestial. Ele tinha pago, consumado a Sua obra redentora. O preço de nossa dívida estava totalmente pago. O nosso preço já foi pago, a vitória de Cristo é a certeza da nossa vitória sobre o mundo com todas as seduções sobre a carne, com todas as suas inclinações e sobre Satanás com todas as suas tentações. Com Cristo seremos vitoriosos sobre essa terrível confederação do mal: o mundo, a carne e o diabo.

g) Palavras de Entrega: “Nas Tuas mãos entrego o meu espírito.” A morte não venceu Jesus, pelo contrário, Ele ofereceu voluntariamente a Sua vida. A morte não foi 8 Palavras de Esperança - As últimas palavras de Jesus ao encontro de Jesus, Ele foi ao encontro dela. Ao referir-se à Sua vida e morte, disse: “Ninguém a tira de Mim, euespontaneamente a dou.” Jesus viveu uma vida de entrega ao Pai, e na hora de Sua morte, a Sua disposição não poderia ser outra, a não ser entregar-Se. Semelhantemente você e eu precisamos ter uma vida de entrega a Deus para que ao passarmos pela morte possamos descansar e dormir seguros em Seus braços de amor.

4. E o último motivo pelo qual é importante meditar, estudar as últimas palavras de Cristo na cruz, está na citação que Ellen G. White faz, no DTN, pág 72 : “Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a reflectir sobre a vida de Jesus. Devemos tomá-la ponto por ponto , e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança será mais constante, nosso amor vivificado e seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito.Se queremos ser salvos, afinal, teremos de aprender aos pés da cruz a lição de arrependimento e humilhação.”

CONCLUSÃO:

Diante do que acabamos de ouvir, queremos deixar com você um convite: a partir de amanhã estudaremos as sete últimas frases de Cristo na cruz. São sete declarações do Seu amor por nós. Amanhã, estudaremos a primeira que é uma declaração de perdão. Perdão é algo que necessitamos dia a dia. Quantos de vocês, pela graça de Deus, querem levantar a mão dizendo que estarão aqui para mais umencontro com Jesus? Amém!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

6ª PALESTRA: PALAVRA DE VITÓRIA

INTRODUÇÃO:

Hoje, vamos estudar a sexta palavra de Cristo na cruz.Foram palavras de vitória. Isto significa que há esperançapara você e para mim, porque Cristo venceu para que vocêe eu pudéssemos vencer, também. Então vamos lê-las em João 19: 28 a 30.
DESENVOLVIMENTO: A primeira palavra foi dirigida ao Pai, em prol detodos; a segunda palavra foi para uma pessoa; a terceira foi para duas pessoas: A Sua mãe e o Seu discípulo João; a quarta foi para o Pai; a quinta para Ele mesmo, a sexta palavra foi dirigida ao Pai, mas é para todos. “Está consumado”.
Somente Jesus pôde dizer essas palavras de forma absolutamente verdadeira. Ele morreu com a certeza de que Sua missão tinha sido eterna e perfeitamente cumprida, morreu sem um único arrependimento. Não precisou de mais tempo para pregar mais um sermão, curar mais um paralítico ou multiplicar mais um pedaço de pão. Ele tinha apenas trinta e três anos, mas havia cumprido a Sua responsabilidade ao pé da letra.
Embora Ele tivesse encerrado de forma traumática os Seus dias na Terra, morreria com a satisfação de saber que opropósito de Sua vida fora cumprido com sucesso. É quase uma prestação de contas. O último e definitivo balanço.
Nessas palavras podemos encontrar a certeza da nossa salvação, a convicção de que os nossos débitos para com o Pai foram pagos por outra pessoa. Esta frase “Está consumado” é apenas uma palavraem grega: Tetelestai. Ela vem do verbo Teleo, que significa “terminar, completar, realizar.” Significa a conclusãobem sucedida de um procedimento. Você pode usar esta palavra após pagar as suas contas ou completar uma corrida.
O servo que terminava a sua tarefa, usava esta palavra para comunicar ao Mestre. Significa que terminou o que veio fazer, e ainda o fez de maneira perfeita. Assim,Tetelestai era a palavra usada por agricultores. Quando um bezerro nascia tão perfeito que parecia não ter nenhum defeito, o fazendeiro gritava: “Tetelestai! Tetelestai!” Era a palavra usada por um artista depois de dar os toques finais na tela ou no busto de mármore, o pintor ou escultor afastava-se uns passos e admirava a sua obra. Senão achasse nada que exigisse correção ou a melhorar, dizia orgulhosamente: ”Tetelestai”.
Jesus usou esta palavra “Tetelestai”. O que Ele tinha feito estava acabado e perfeito. Aos pés da cruz, os homens diziam: “A vida de Jesus foi um fracasso”, mas Jesus dizia: “foi um sucesso”! De acordo com Mateus e Marcos (Mat 27:50 e Mar17:37), Jesus pronunciou esta palavra em voz alta. Quis que todo mundo ouvisse aquela palavra especial que ecoaria por vales e montes, aldeias e cidades durante vinte séculos. Ele não disse: “É o fim”, porque isto significaria que teria sido morto e derrotado. Não, não era o Seu fim, mas o início de um novo capítulo na Sua existência eterna. Ao gritar “Está consumado”, Jesus deu o maior brado de vitória em toda a história da humanidade.
Mas, vamos juntos analisar um pouco mais a fundo, o significado desta expressão: “Está consumado”. Jesus veio à Terra com um propósito. Qual foi o propósito de Jesus deixar a Glória celeste, tomar a forma humana, nascer comouma criança e viver sendo tentado em tudo, para finalmente morrer numa cruz? Para entendermos isto, temos que voltar ao Jardimdo Éden. Após criar o mundo, na sexta-feira Deus criou o homem. E naquele dia, ao pôr-do-Sol, diz a Bíblia, Deus contemplou a Sua obra de criação e exclamou: “Está tudo muito bom”. Está completado, consumado, e tudo é perfeito.
Tudo está no seu lugar. Um mundo perfeito e harmonioso, e o ser humano para desfrutar da felicidade nesse ambiente era sem defeito. Depois de contemplar a Sua maravilhosa criação, Deus descansou no Sábado, separando para o homem um dia especial de comunhão entre a criatura e o Criador.
Mas então, o inimigo de Deus, como se fosse uma criança malcriada, diante de um quadro recém acabado e com tinta fresca, vem e coloca a mão, e estraga o quadro da Criação. Num mundo onde havia perfeição, ele colocou dor, morte e traição. O quadro maravilhoso da criação ficou totalmente arruinado. Apareceram, então, lágrimas, solidão, tristeza, morte, traição e desconfiança.
O mundo ficou arruinado. Deus, porém, não podia aceitar que as coisas ficassem dessa maneira. Ele não podia permitir que o ser humano, que Ele criou com amor para ser feliz vivesse num mundo assim. Não, Deus não podia permitir isso e, nos Seus planos eternos, já estava providenciada a obra maravilhosa da Redenção.
Então Jesus veio a este mundo para restaurar o que oinimigo tinha degradado. Veio para recriar, para salvar, para devolver a esperança. Mas para isso era preciso pagar o preço da culpa humana, porque se o homem pecou, tinha que morrer. Não havia outro caminho. Mas o ser humano não queria morrer. Como solucionar o problema? Alguém tinha que morrer. Só que Deus não pode morrer porque é Deus. Então, Ele teve que Se fazer homem para poder morrer. Nenhuma criatura, incluindo os anjos, poderia morrer para salvar o homem. Somente Deus feito homem.
Assim o pecado seria pago. A dívida humana seria paga e o homem poderia receber a salvação de graça. Por isso, Deus teve que Se fazer homem e morrer na pessoa de Jesus. Éramos nós que merecíamos que nos cuspissem no rosto. Éramos nós que merecíamos uma coroa de espinhos na cabeça. Éramos nós que merecíamos as chicotadas nas costas até sangrar. Éramos nós que merecíamos morrer pregados na cruz. Fomos nós que fizemos as coisas erradas. Em Jesus, ninguém encontrou pecado. Ele nunca fez nada errado. Ele não tinha por que morrer. Mas já que não queríamos morrer, alguém teria que morrer em nosso lugar.
Ele morreu e com Sua morte terminou a obra de Salvação, sofreu tudo o que podia sofrer, ensinou tudo o que podia ensinar e, agora, também numa sexta-feira, à tarde, Deus, na pessoa de Jesus, pregado na cruz do Calvário olha para o quadro restaurado, salvo, reintegrado, refeito. Agora o homem não está condenado só a viver num mundo de infelicidade; agora ele tem uma saída. Jesus, lá na cruz, vê a obra da redenção terminada e exclama: “Está tudo muito bom. Está completo. Está consumado!” Então morre.
No Sábado descansa na tumba, mostrando-nos que ainda resta um dia de repouso depois do Calvário.
Amigo, tudo o que Jesus precisava fazer para nos salvar está feito. Não precisamos fazer mais nada. O ser humano, porém, por algum motivo não aceita que é um degraçado. Se alguém lhe der de presente um carro, 0K, você vai olhar para a pessoa e vai pensar: “Quanto é que ele me vai pedir a seguir?" Porque neste mundo ninguém entrega nada de graça.Vivemos num mundo que temos de pagar por tudo. Se vamos a uma loja comprar um fato e vemos que ele custa apenas oitenta euros, não compramos e começamos a pensar: “Não pode ser. Se é tão barato é porque não presta”. Por que agimos dessa forma? Porque vivemos num mundo onde as coisas que valem, custam muito. Estamos acostumados a pagar e quanto mais caro pagamos, temos a impressão de que adquirimos o que é melhor. Por isso, é difícil acreditar que se vivemos mal a vida toda, se andamos no pecado e caímos em miséria, de repente, podemos ser salvos, de graça, sem pagar nada, sem dar um centavo. É inacreditável!
Um evangelista estava a recolher a sua tenda depoisde uma campanha evangelística quando alguém chegou e fez a seguinte pergunta: “Pastor, o que devo fazer para ser salvo?” O pastor continuou a embrulhar a sua tenda e disse: “Ah, meu amigo, você chegou tarde demais”. O homem ficou zangado e reclamou: “O senhor não acha que está a ser muito orgulhos ao dizer que cheguei tarde? O senhor acha que era na sua tenda que eu encontraria salvação? Eram as suas palavras donas da salvação?” E o pastor respondeu: “Você não entendeu, amigo. Se quiser fazer algo para salvar-se, chegou dois mil anos atrasado, porque tudo o que era necessário fazer para salvar-se, já foi feito na cruz do Calvário. Você só tem que aceitar. Não há nada que possa fazer.”Quer dizer que o homem não tem nenhuma responsabilidade quanto à salvação? Tem sim e sabe qual é? Tem que dizer “Sim”, tem que abrir o coração, aceitar, porque Jesus não pode fazer nada por você, se você não quiser. De que serve a penicilina se a pessoa que está a morrer com uma infecção não aceita o remédio? Está tudo providenciado. Alguém pagou o preço para descobrir a penicilina. Aí está o remédio pronto. Mas não vale nada se o doente não reconhece que está doente e não aceita o remédio!
Amigo, a salvação da raça humana está foi providenciada na cruz do Calvário. Está tudo feito, tudo pago, consumado. Mas isto não vale nada se você não aceitar, se não reconhecer que precisa e não correr para os braços de Jesus.
Imagine que deve quinze mil Euros. Não sabe o que fazer, não sabe a quem recorrer, nem para onde ir. Segunda-feira você tem de pagar quinze mil Euros ao Banco. De repente, chega um amigo com a prova de que a sua dívida está paga. Está aqui, os seus quinze mil Euros estão pagos. O que precisa fazer para não dever mais ao banco? Simplesmente aceitar. Mas se você não aceitar, ninguém pode fazer nada por você.
Quando Jesus morreu, crucificado com os braços abertos, queria dizer: “Filho, estou aqui de braços abertos e espero por ti. Vem a Mim enquanto podes. Não importa se já falhaste uma, ou mil vezes. Nunca penses que para ti não há mais esperança. Eu venci na cruz para oferecer-te a vitória também. Para te dizer que ainda há esperança para ti.”Amigo, tu e eu merecemos morrer, mas um dia, Jesus subiu à montanha do Calvário. Era difícil. Era tão difícil que na véspera, no Getsémani, Jesus disse: “Pai, tenho medo de morrer. Se puderes, passa de Mim este cálice”. Mas o Pai disse: “Filho, alguém tem de morrer para salvar o ser humano”. E Jesus, olhando para ti, disse: Está bem, eu amo-o. Não importa o que eu tenha que sofrer, se é para o salvar eu sofro.” Ele sofreu em nosso lugar. Pregaram os Seus pés e as Suas mãos. Colocaram uma coroa de espinhos na Sua fronte, cuspiram no Seu rosto, bateram n´Ele. Zombaram, escarneceram ,enxubalharam - No e em silêncio Ele suportou tudo. Então tu não tens o direito de dizer que estás perdido, que teu caso é sem esperança. Lá na cruz Ele exclamou: “Está feito.
Está consumado! ”Sim, Ele tomou a nossa falência e cobriu-nos com a Sua liquidez. Ele não Se limitou a dar uma entrada, e esperar que lhe pagassemos as prestações, “... agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.” Heb 9:26.
Na antiguidade, quando o preço da compra era acertado e não ficava nenhum valor em aberto, escrevia-se TETELESTAI no comprovante de venda, isto é, QUITADO. Sim, Jesus pagou o saldo de nossa pecado até o último centimo. Isto significa que quando aceito a Jesus, os meus pecados estão em Jesus, e não em mim. Sim, existe pecado dentro de mim, porque ainda tenho a natureza pecaminosa, mas não estão sobre mim, porque recebi vestes novas, as vestes da Justiça de Cristo. Em Jesus tenho ficha limpa no Céu. As virtudes de Jesus foram creditadas na minha conta, com êxito.
Se tentarmos acrescentar algo à obra de Jesus, como rituais, penitências ou peregrinações, na verdade estamos a rebaixar o preço que Ele pagou, estamos a dizer: "O que Ele fez não foi suficiente. Deus não quer o nosso mérito e sim a nossa disposição em aceitar o pagamento feito por Cristo em nosso favor.

CONCLUSÃO:
Amigo/a, se ainda não recebeu Jesus como seu Salvador pessoal, recomendo que o faça neste instante. Aquestão que tem diante de si não é a grandeza do seu pecado, mas o valor do sacrifício oferecido por Jesus.“Está consumado.”
Ele completou a Sua obra, porque nós não a podíamos realizar, ao aceitar podemos receber força para viver uma vida em Jesus. Sim, obras faremos, não mais nós, mas Cristo em nós!
“A expiação por um mundo perdido devia ser plena, abrangente, completa.”DTN pág. 566, e foi por meio deste brado que os portões do Céu se escancaram para quem quiser entrar. Seria porventura inútil tudo isso que Jesus fez por nós? Não é este o momento para também dizermos “Está consumado?” Isto é, “dou por definitivamente consumada a minha entrega a Jesus, devolvendo, entregando-Lhe o que por direito já é Seu: o meu coração”.

terça-feira, 21 de julho de 2009

7ª PALESTRA: ENTREGO A MINHA VIDA NAS TUAS MÃOS

Hoje, é a última reunião desta Semana do Calvário.
Estudaremos a sétima e última declaração de Jesus Cristo que se encontra registada em Lucas 23: 44 a 46.

DESENVOLVIMENTO:
A missão de Jesus estava chegando ao fim e Suas últimas palavras foram: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.”Dizem que geralmente as pessoas morrem do jeito que vivem. A vida de Cristo foi de dependência do poder de Seu Pai. Ele foi capaz de entregar Sua vida a Deus na hora da morte, porque passara toda a vida em completa entrega ao Pai.Queira Deus que, quando chegar o fim de nossa existência, as nossas palavras revelem o que foi a nossa vida. Consegue imaginar-se a escrever a sua última mensagem para um ente querido? As suas últimas palavras para um filho ou cônjuge?
O que diria?

Como pronunciaria as suas palavras finais?
Com certeza, cuidadosamente, escolhendo cada palavra. A maioria dos seres humanos possui apenas uma oportunidade de fazer o seu último pronunciamento. Foi o que aconteceu com Jesus. Sabendo que as Suas últimas palavras seriam para sempre ponderadas, não acha que Ele as escolheu cuidadosamente? Sim Ele fez, e o fez por você.

Que lições podemos tirar dessas palavras?

1. Jesus viveu e morreu com as Escrituras nos lábios. Citou as palavras do Salmo 31:5. Quando o rei David foi caluniado e perseguido exortou todos os que podiam ouvir a serem fortes, cientes de que o Senhor os protegeria no momento de dificuldade. As últimas palavras de Jesus não seriam de confiança. Foi então que exclamou: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito, tu me remiste, Senhor, Deus da verdade!” Sal 31:5.

2. Jesus iniciou as Suas palavras na cruz usando a expressão: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34). Ao proferir as últimas palavras, começou assim: “Pai”. Assim sempre foi a Sua vida. Ele começava com o Pai, vivia com o Pai e concluía com o Pai. Cristo ia morrer, mas não era vítima dessa tragédia. A entrega de Sua vida não era o resultado de uma derrota. Foi um acto livre da Sua própria vontade. “Ninguém a tira de mim. Pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” (João 10:18). A morte não foi até Jesus. Ele foi ao encontro dela. Agostinho disse: “Ele desistiu de viver porque quis, quando e como o quis.” Jesus morreu de acordo com os propósitos divinos, não por causa docapricho de homens covardes.

3. Jesus morreu nas mãos do Pai. “Pai, nas Tuas mãos...” Que magnífico significado é encontrado nesta expressão! O poder das mãos! Por diversas vezes Jesus disse que seria entregue nas mãos dos homens. Aos cansados discípulos, no Getsémani, disse: “Chegou a hora! Eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se e vamos. Aí vem o traidor.” (Mat 26:45 e 46). Pedro disse que Jesus foi crucificado por “Homens perversos.” (Act 2:23). Mãos perversas formaram a coroa de espinhos, pondo-a sobre a fronte de Jesus. Mãos perversas o esbofetearam. Mãos perversas dilaceraram as suas costas. Mãos perversas cravaram pregos nas Suas mãos e pés.

Mas chegou o momento em que as mãos dos homens não podiam fazer mais nada, e as mãos de Deus detiveram o derradeiro poder de decisão. Quando David estava a ser perseguido pelos inimigos, ele percebeu que mesmo quando estamos nas mãos de homens perversos, podemos estar nas mãos de Deus. “O meu futuro está nas tuas mãos; livra-me dos meus inimigos e daqueles que me perseguem”.

Da mesma forma mesmo que estejamos nas mãos de enfermidades e acidentes, podemos estar nas ternas e protectoras mãos de Deus. Jesus Se entregou voluntariamente nas mãos de pecadores e, voluntariamente, entregou-Se nas mãos de Deus. Cercado pelos que O odiavam, consciente de que ninguém tinha importado com as injustiças contra Ele; sabendo que os discípulos tinham, na maior parte, desertado, nessas circunstâncias Ele podia contar com o Pai. Ele podia entregar-Se nas mãos do Pai. Nas mãos do Pai, Ele foi elevado a uma posição de autoridade e, hoje, espera que Seus inimigos sejam se dobrem reconhecendo que foram instrumentos do mal. Estar nas mãos do Pai é estar nas mãos do Filho. As mãos do Filho e do Pai estão em harmonia, estão entrelaçadas.

Assim o segredo da vida é estar nas mãos do Pai. Estar nas mãos do Pai é estar no melhor, no mais seguro e aconchegantel ugar do Universo. Você está nas mãos do Pai? Veja se está nas mãos do Pai não é tudo do que precisamos? Leiamos Isaías 41:10,13. Na Bíblia “Mão” significa poder e mão direita, o máximo do poder. Deus emprega o máximo do Seu poder em nosso favor. Ele oferece-nos as Suas mãos. Quanta segurança há em saber que debaixo de tudo há sempre as mãos de um Pai. Nada, ninguém, nenhum acontecimento pode causar-nos dano. Sempre há mãos protectoras, fortes e carinhosas que nos acolhem. Quem poderá nos retirar das mãos do Pai? Amigo/a, recomendo as mãos do Pai.

Não se engane quanto a estar ou não nas protectoras mãos de Deus. Quando John Huss foi condenado pelo Concílio de Constança, em 1415, o bispo encerrou a cerimónia dizendo: “Nós agora confiamos a sua alma ao diabo”, mas Huss contestou: “Confio a minha vida nas Tuas mãos Senhor Jesus Cristo. A Ti rendo o meu espírito, o qual Tu salvaste.” Huss, que era seguidor de Cristo e conhecia as boas novas do evangelho, sabia que nenhum homem pode nos confiar às mãos do diabo, se nos rendemos às mãos de Deus. Huss foi queimado amarrado a uma estaca, vitorioso, cantando, enquanto era queimado, pois sabia que pertencia a Cristo e Cristo lhe pertencia.

4. Jesus entregou-Se confiante – “Nas Tuas mãos entrego...” Era um grito de confiança absoluta. Diante das portas da morte, aconchegando-Se nas mãos do Pai, era uma vida que descansava sobre a providência do Pai.
Confiança ausente na vida de Pilatos que entra e sai, faz perguntas, emite juízo e actua como um possesso.

Confiança ausente na multidão, que gritava endemoninhada.
Confiança ausente nos discípulos, que se dispersam, possuídos pelo pânico.
Confiança ausente no Sinédrio, que monta uma trama com maléficos desígnios e acaba desorganizado e confuso.
Somente Cristo estava em pleno controlo das Suas próprias faculdades e somente Ele pode exercer a plenitude da Sua vontade, porque Ele conhece o Pai e porque mantém a Sua confiança n´Ele.

5. Jesus, não somente nos ensinou como viver, mas nos ensinou também como morrer. Ele estava preparado para morrer. Mesmo cercado pelas circunstâncias mais adversas Ele morreu em paz.

Conta-se que na cultura africana os cristãos locais oram por uma “boa morte”. Ao contrário do que possamos pensar, boa morte não significa morrer sem dor ou dignamente, ou mesmo morrer em idade avançada. Boa morte é ter a oportunidade de reunir a família em torno de si nos últimos momentos e ter força para dar o último “incentivo” a fim de que levem uma vida piedosa e se preparem para o reencontro no Céu. A fé é transmitida quando o que está morrendo declara a sua fé Naquele que morreu nacruz.

Jesus nos deu o último incentivo para vivermos nas mãos do Pai e nos mostrou que, vivendo assim, se tivermos que passar pela morte estaremos tranquilos, porque estamos nas mãos de Deus.Ele nos deixou a herança uma “boa morte”.

Na cruz as trevas estavam dissipadas, o sofrimento estava acabado e Ele podia finalmente entregar-Se nas mãos do Pai, para cuja presença agradável retornaria. Nos tempos antigos, o batedor auxiliava o navio para que entrasse no porto em segurança. Ele pulava do barco e ia até o porto, atando o forte cabo do navio a uma rocha ao longo da costa. Então, com um guincho, o navio aportava. Esse é o simbolismousado pelo autor de Hebreus, que vê Jesus como Alguém que foi para o Céu preparar o caminho para nós. “Temos esta esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual entra no santuário interior por trás do véu, onde Jesus, que nos precedeu, entrou em nosso lugar...” (Heb. 6:19,20).

Deixe as tempestades retalharem as velas, deixe as rajadas de vento tentarem nos tirar do curso, os salvos chegarão seguros ao porto.A cada dia estamos mais próximos da volta de Jesus, a cada dia somos puxados um pouco mais para perto do porto por Aquele que provou ser mais forte, até mesmo, que a morte.E para nós que temos esta esperança, a morte não é o fim da estrada é apenas uma curva; não é o fechar de um livro, mas apenas o início de um novo capítulo. Capítulo este, que terá início quando Jesus voltar e ressuscitar os Seus fiéis.

Pois Ele morreu, não apenas, para levar os nossos pecados embora, mas para provar que a morte não domina sobre os que depositaram sua fé sobre o Único que a subjugou. Por isso, o fiel dormirá, mas nunca morrerá. Assim, próximos da morte, a cruz nos será mais preciosa do que nunca.Talvez, ao meditar nas últimas palavras de Jesus na cruz você esteja pensando: “Vou viver como quiser, e então, no último minuto, direi: ‘Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito.” Não! Com raríssimas excepções você morrerá exactamente da maneira como viveu. Se Deus não é seu Pai agora, certamente será impossível aceitá-Lo como Pai quando a morte estiver se aproximando. Estamos preparados para o Céu, quando abraçamos Cristo como o nosso Salvador, aceitando o que Ele fez por nós na cruz.Somente os que crêem em Jesus podem confiar inteiramente o seu espírito ao Pai.

CONCLUSÃO: “Nas Tuas mãos entrego o meu espírito”. Estas foram as últimas das sete palavras que Jesus proferiu na cruz. E estas têm sido, também, as últimas palavras de milhares de Seus seguidores, desde então até hoje. Quando as pedras começaram a ser lançadas, Estêvão, o primeiro mártir cristão, orou: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito.” (Act. 7:59). Mas “Bem aventurados”, escreveu alguém, “os que não somente morrem pelo Senhor, como crentes, mas à semelhança do Senhor exalando a vida nestas palavras: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito.”

Meu amigo, durante estas noites estivemos meditando sobre as sete últimas palavras de Cristo na cruz. Quantas preciosas lições Jesus ensinou na cruz! Lições sobre perdão, certeza, provisão, confiança, vitória e entrega. Para que estas lições tragam benefícios a nós, precisamos desenvolver um relacionamento com Aquele que as ensinou. Paulo observou em Gálatas 3:26 e 27: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes baptizados em Cristo, de Cristo vos revestistes.”Depois de nos revestirmos de Cristo por meio da fé e do baptismo, precisamos estar dispostos a segui-Lo, até à morte, se necessário for. Jesus disse: “Se alguém vier após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” (Luc. 9:23).

Será que reconhecemos o que Jesus fez por nós? Será que reconhecemos que na cruz Jesus fez sete declarações de amor por nós?

Se reconhecemos, então devemos estar prontos a segui-Lo para todo e qualquer lugar. Quantos querem dizer comigo: “Jesus, eu reconheço o que fizeste por mim na cruz”?

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A QUARTA PALAVRA DE JESUS NO CALVÁRIO

A QUARTA PALAVRA NO CALVARIO
INTRODUÇÃO:
A declaração de Jesus que vamos reflectir está relatada em Mateus 27: 45 e 46. Foi a quarta palavra, a quarta frase de Jesus na cruz. O texto começa por dizer que houve trevas sobre toda a terra desde a hora sexta (meio dia) até a hora nona ( três horas da tarde).

DESENVOLVIMENTO:
Uma escuridão miraculosa cobriu o Gólgota, escondendo Jesus aos olhos humanos. E era meio-dia. A própria natureza envergonhada esconde a face da terrível cena do Calvário, como a manifestar simpatia pelo seu Autor agonizante. As injúrias dos lábios da multidão cessaram. O medo e uma certa angustia apertavam cada coração. O único barulho que se ouvia vinha dos gemidos e suspiros dos que estavam naquelas três cruzes.

Cristo suportava o horror das grandes trevas para que um dia pudéssemos entrar na Sua grande Luz. O Deus que é a Luz tornou-Se portador de pecado e suportou a escuridão da separação de Seu Pai. Aquele que podia salvar os outros não podia salvar-se a Si mesmo, para que pudéssemos ser salvos.

Mas, de repente, soaram palavras em meio da escuridão, rompendo o longo silêncio. E Jesus gritou como quem grita a um amigo perdido: “Eli, Eli” - Deus Meu, Deus Meu. A Sua voz estava rouca, ferida e então Ele completa: “Por que me desamparaste?”
Os três primeiros brados da cruz foram emitidos à luz do dia. Mas, neste momento, o sofrimento do Salvador foi envolto em trevas. O brado de abandono, como é chamado, ocorreu apropriadamente no meio das sete frases. É ele que nos faz entrar no mistério do Deus sofredor. “Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste?”

É preciso compreender que na cruz convergiram todas as forças do Universo: 1) o homem fez a sua parte imolando o Filho de Deus e mostrando a maldade do seu coração; 2) Satanás fez a sua parte ferindo a semente da mulher e demonstrando hostilidade que roía o seu coração; 3) Jesus realizou a Sua obra, pois morreu “O justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus.” I Pedro 3: 18; por fim, 4) Deus também fez a Sua parte demonstrando a Sua justiça e amor, quando derramou a Sua ira sobre o Filho.
Para que Deus nos abençoe, Ele teve que dar as Suas costas. Sem dúvida, devemos aproximar-nos da cruz, maravilhados. Mas, a grande pergunta é: O que significa este clamor de abandono por parte de Jesus?

Em primeiro lugar temos que deixar claro que o grito de Jesus reflecte uma angústia real. Deus não está a brincar ao esconde-esconde. Ele deixou, de facto, o Seu Filho sozinho na cruz. Deus permitiu que Jesus experimentasse o aniquilamento total, pois de outra forma a vida e a esperança não voltariam ao coração dos homens.

Ainda que não pareça, a oração de Jesus agonizante foi uma oração de confiança e não de desespero. Na Sua maior angústia, Ele bradou ao Seu único consolo e amparo.
Não houve revolta nas Suas palavras. Ele não estava a exigir uma intervenção magnífica da parte do Pai.
Estava abandonado por tudo e por todos, inclusive pelo Pai.

Mesmo assim, manifestou-Lhe a Sua dor. Ele creu no Pai, tanto que a Ele recorreu, mesmo que fosse para comunicar que a solidão estava insuportável.
“Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?”

Que diferença das experiências anteriores com o Pai! No Jardim do Getsémani, tivera um Deus que O fortalecera. Na cruz, o mesmo Deus fica em silêncio. No Getsémani, Ele diz 36 Palavras de Esperança - As últimas palavras de Jesus podia chamar doze legiões de anjos que O teriam salvado rapidamente. Antes disso, afirmou que o Pai não O deixara só. Porém, o Pai parece não estar lá. No Getsémani, o Filho foi tentado a abandonar o Pai. Na cruz, o Pai abandonou o Filho.

Somente aqui, em todo o Evangelho, Jesus Se dirige ao Pai como “Deus”. Essa mudança de tratamento significa quebra de comunhão entre Pai e Filho. Naquele momento o Pai não parecia estar agindo como um pai. O sofrimento do Filho já era terrível, mas suportá-lo sem a presença do Pai aumentava ainda mais o terror.

Esse brado é de tão difícil aceitação para nós que muitos acreditam que o Pai não abandonou realmente o filho, mas que Jesus apenas Se sentiu abandonado.
Outros dizem que na agonia, Jesus começou a delirar e não sabia o que estava a dizer. Outros argumentam que o sofrimento físico era tão intenso que aquela exclamação de abandono foi praticamente arrancada dos Seus lábios por causa da dor.

Mas não devemos escamotear o verdadeiro significado dessas palavras. Jesus esteve consciente até ao último minuto da sua vida. Não delirava. Ele sabia o que estava a dizer. E, é claro, que a dor física era terrível, mas o Seu brado não foi resultado dessa dor, mas sim da dor de estar separado do Pai.
Em saber que estava a chegar ao sacrifício para salvar aquilo que mais amava no mundo: o ser humano. Não nos enganemos. Por nossa causa Ele sofreu o verdadeiro abandono por parte do Pai.

Abandonado é uma palavra forte. É uma das palavras mais tristes em qualquer idioma. Um homem abandonado por seus amigos. Uma esposa abandonada pelo marido. É duro imaginar que, até uma mãe, pode ser capaz de abandonar o seu filho. Concluímos que do ser humano podemos esperar tudo. Mas de Deus?... De Deus só esperamos consolo. De Deus só esperamos presença amorosa na hora do desespero. Sem Deus nada podemos, sem Ele não resta nada.

A ausência de Deus é o momento da mais suprema prova pela qual podemos passar. Porque aí se mostra o momento da verdadeira tentação: a de desistir de Deus. A tentação de aderir plenamente ao mal, de descrer totalmente do amor.
Porém, ali estava Jesus no momento mais doloroso da Sua vida. Pregado na cruz e impossibilitado de Se mexer, estava ali a pagar o preço de nossa culpa e, pior ainda, por causa disso completamente abandonado do Pai.

O Filho era amado pelo Pai desde a eternidade. A presença do Pai era o Seu único prazer. Assim a ocultação da face do Pai era o gole mais amargo do cálice que Ele decidiu beber por nós. Se nós, que somos pecadores, consideramos aterradora a ideia de ser abandonado por Deus, pense no sofrimento do Filho, que por toda a eternidade tinha estado ao lado do Pai! Imagine-O agora abandonado!

Se Deus não abandonou o povo de Israel quando estava diante do Mar Vermelho; não abandonou os três jovens hebreus na fornalha ardente; não abandonou Daniel na cova dos leões; se Ele promete que nunca nos abandonará, que nunca nos deixará; como é então que no momento mais crítico , o Pai Se esqueceu de Jesus? Em que sentido Ele Se afastou do Filho? Por que o Pai ficou em silêncio?

Dois mil anos antes, Deus pedira a Abraão que oferecesse o seu filho Isaque sobre um altar erguido no Monte Moriá. No entanto, quando a faca foi erguida, Jeová interveio. “Não toques no rapaz... não lhe faças nada. Agora sei que temes a Deus, porque não me negaste o teu filho, o teu único filho.” (Gén. 22:12). E assim a vida de Isaque foi poupada.

A voz proferida no Monte Moriá estava agora silenciosa no Calvário. Então, por que o Filho foi abandonado pelo Pai?

Os anjos, sem dúvida, buscaram uma resposta, pois têm interesse no assunto relativo à nossa salvação. (I Pedro 1:12). Os fariseus, que se encontravam a curta distância da cruz, não tinham a capacidade de responder. Os sacerdotes e soldados romanos não tinham também como compreender.
O mesmo acontece hoje. Muitos continuam indagando como isso foi possível. Vamos procurar entender.

Primeiro essa expressão “Deus Meu, Deus Meu, por que me desamparaste?” está registada no Salmo 22:1. Jesus deve ter aprendido o Salmo 22 quando era criança. De certa forma, este Salmo era uma profecia do que aconteceria no Calvário e é chamado o Salmo da Cruz. Ele começa exactamente assim: “Deus Meu, Deus Meu, por que me desamparaste?” (v.1). O verso 2 apresenta outro clamor de tristeza e solidão e o verso 3 explica: “Contudo Tu és santo...” (Salmo 22:3).

Quer dizer que Deus abandonou Seu Filho porque Ele é santo? Ao ler Habacuque 1:13, talvez possamos entenda melhor o que estamos a meditar. No versículo diz assim: “Tu és puro de olhos e não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar.” (Hab. 1:13).

Agora é preciso juntar as peças para formar o quadro: antes de qualquer coisa é preciso saber que na cruz do Calvário Jesus estava a pagar o preço do pecado. O pecado de quem? Do meu, do seu, o preço do pecado de todos os seres humanos de todos os tempos; todos os pecados havidos e por haver, todos os pecados imaginados, todos os pecados acontecidos ao longo da história deste mundo, desde o primeiro pecado de Adão e Eva, até o último pecado que neste momento está sendo cometido. Todos os pecados, os que serão cometidos amanhã e depois de amanhã, todos os pecados de todos os tempos, de todos os homens foram depositados nos ombros do Senhor Jesus, quando Ele morreu na cruz.

O mais terrível do pecado é a separação que Ele provoca entre o Criador e a criatura. O mais terrível do pecado está retratado na cruz. O pecado separou Deus, o Pai, de Deus o Filho. Os olhos de Deus são tão puros que não podiam contemplar a iniquidade. Agora entendemos porque o meio dia se tornou meia noite. As trevas físicas simbolizavam a separação entre Cristo e o Pai, que é Luz.

O teólogo John Stott escreveu: “Os nossos pecados obscureceram o brilho do Sol da face de Seu Pai.” Isso explica porque Ele teria preferido não beber desse cálice. A) Ao longo de toda a vida sofrera nas mãos dos homens. B) Em determinado momento sofreu nas mãos de Satanás. C) Mas agora sofria nas mãos de Deus. “Deus Meu, Deus Meu, por que me desamparaste?” - “Porque Tu és santo”- é a resposta que Ele mesmo dá.

O Pai abandonou o Filho porque Sua santidade o exigia. Ele foi separado do Pai por causa do pecado. Isaías 59:1 e 2 ensina que o pecado nos separa de Deus. Em II Coríntios 5:21 lemos que Jesus “ se fez pecado por nós”. Ao tornar-se “pecado por nós”, Ele recebeu o castigo dos nossos pecados, e a última penalidade do pecado é ser abandonado por Deus (II Tess.1:9).

Até onde Jesus estava disposto a ir para nos salvar? Mateus 27:46 especifica a distância. Jesus deixou a imponência do Céu, mas Ele foi mais longe do que isso.
Ele veio a esta Terra como ser humano e servo. Mas Ele foi ainda mais longe. Ele sofreu vergonha e rejeição, porém foi mais longe. Ele foi para a cruz, mas a jornada ainda não estava no fim. Para nos salvar Jesus estava disposto a ir até ao lugar onde seria abandonado por Deus.

Ele foi abandonado nas trevas exteriores para que pudéssemos caminhar na luz. Ele foi abandonado por Deus para que fôssemos aceitos por Ele. Agarremo-nos hoje a essa promessa: “nunca te deixarei, nunca o abandonarei.” (Heb.13: 5).
Paulo assegura-nos de que nada nos poderá separar do amor de Cristo. (Rom 8: 35 a 39).
Ele foi amaldiçoado para que fôssemos abençoados. Ele foi condenado para que pudéssemos dizer: “portanto, agora já não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus.” (Rom 8:1).
Ele sofreu os horrores do inferno (segunda morte) para que desfrutássemos o Céu com Ele. Ele bebeu o cálice da angústia para que bebêssemos o cálice da alegria. O pecado como uma repulsiva serpente agarrou-se a Ele, mas Ele suportou a picada por nós.
Não consigo entender isto: Como Jesus pôde fazer isto por nós? Como me pôde amar a mim e a ti tanto?

CONCLUSÃO:
Depois de tudo o que Jesus fez por nós, tenha certeza, meu amigo, que quando O aceitamos, podemos esconder-nos atrás dos muros da Sua graça e que estamos salvos da ira.
Experiencia: Um homem que não tinha nenhuma consideração por Deus, estava à morte num pequeno abrigo. Com a aproximação de seus momentos finais, pediu à filha para assoprar a vela que estava sobre a mesa. Ela disse “Não, pai. Você não pode morrer no escuro.” Ele respondeu: “Sim, eu morrerei no escuro.” Ele morreu, da maneira que viveu. Viveu em trevas, morreu em trevas.
Connosco não precisa e nem deve ser assim. Na cruz Jesus proferiu palavras de esperança para você e para mim, dizendo que estava sendo abandonado para você ser achado, encontrado, perdoado e amado.

Estou muito grato a Deus, mais uma vez, por tudo o que sofreu por mim na cruz. Quero aceitá-Lo mais uma vez no meu coração, como o meu Maravilhoso Salvador. Se você tem o mesmo sentimento de gratidão a Deus levante a mão.