terça-feira, 29 de março de 2011

DEUS NOS TEMPOS DIFICEIS

Apocalipse 7:1-8

1. Esta texto está inserido no contexto da profecia dos sete selos e do conflito entre Cristo e Satanás (Apocalipse 6-8:1).

2. Situa-se também entre o sexto e o sétimo selo, referente à grande tribulação no tempo do fim (Apocalipse 6:12-17; 8:1).

3. Assim como está registada para responder à pergunta preocupante de Apocalipse 6:17 – “Quem poderá subsistir durante a grande tribulação?” A resposta é: Só poderá subsistir diante da ira do Cordeiro quem tiver o selo do Deus vivo na testa (Apocalipse 7:1-8). Convido você a estudar essa profecia tão importante para os dias atuais.

I. No tempo do fim as tragédias multiplicar-se-ão no mundo inteiro – Apocalipse 7:1-3

1. Os quatro ventos: A totalidade das tragédias e catástrofes que danificarão o mar e a terra é simbolizada pelos quatro ventos. Nas Escrituras os “quatro ventos” são claramente forças destruidoras (v.3). O paralelo (Daniel 7:2-3; Job 1:6-19), onde são representadas as forças em luta envolvendo várias nações.

* Estas forças destruidoras, vistas à luz do grande conflito entre Cristo e Satanás, representam os esforços de Satanás para estender a destruição por todas as partes.

* João viu na visão simbólica os quatro anjos, mas na verdade emprega muitos anjos na tarefa de refrear os maus desígnios do inimigo. Estes anjos circundam: “…o mundo…Estão contendo os exércitos de Satanás até que tenha terminado o selamento do povo de Deus…” EGW, RH, Comentário Biblico, ASD,Vol. 7, p. 797, a esta passagem.

* Quando os quatro anjos terminem finalmente de reter e controlar os ímpios intentos de Satanás, “os ventos violentos das paixões humanas, todos os elementos de contenção, se desencadearão. O mundo será envolto na ruína mais espantosas dos que caíram sobre a Jerusalém antiga.” Conflito dos Séculos, p. 672 (espanhol).

2. A totalidade do planeta terra é simbolizada pelos quatro cantos da terra – os quatro pontos cardeais: norte, sul, este e oeste: Isaías 11:12; Ezeq. 7:2. Vejamos alguns rumores do fim:

- Países mediterrânicos e Iémen em guerra.

- H1N1.

- Japão; tremor de terra, Tsunami e centrais nucleares em destroços. Isto são as dores de parto.

3. A totalidade da proteção de Deus é simbolizada pelos quatro anjos:

a) Os anjos estão a conter os poderes das trevas de destruir toda a terra.

b) Os anjos soltarão os quatro ventos da terra, a proteção de Deus será retirada e Satanás poderá atuar com total liberdade.

c) Os anjos retirarão os limites das forças das trevas, e haverá grande tribulação da qual nunca houve na história (Apocalipse 7:13-14; 12:12).

II. No tempo do fim os servos de Deus serão selados – Apocalipse 7:3-8

1. O selamento com o selo de Deus é o sinal de garantia de sobrevivência na grande tribulação. O selo na época do apóstolo João tinha três utilidades importantes:

a) o proprietário.

b) a autenticado.

c) a inviolável.

2. O selamento com o selo de Deus é para garantir a proteção dos servos de Deus, dos quais há três declarações no texto:

a) Eles são servos de Deus, já eram servos antes do selo; portanto, já possuíam o Espírito Santo.

* O “selo”: Os selos eram usados no Médio Oriente, como hoje são usadas as nossas assinaturas (Bilhete de Identidade).

* O conceito de que Deus coloca uma marca sobre o seu povo remonta à visão de Ezequiel 9:2-6.

* Paulo aplicou este simbolismo à experiência de receber o Espírito Santo, relacionado com a conversão e o batismo (2ª Cor. 1:22; Efésios 1:13; 4:30).

* Jesus falou de si mesmo dizendo que foi selado pelo Pai, referindo-se sem duvida ao testemunho por ocasião do batismo (João 6:27).

* O que é este selo? “É um sinal que os anjos podem ler, mas não os olhos humanos…” Preparação para a Crise Final, p. 45.

b) Eles receberam o selo na testa por serem servos de Deus, converteram-se antes de serem selados.

c) Eles foram enumerados por Deus em 144.000. Simbolizando a igreja simétrica, perfeita e harmoniosa foi usado o número. Este número aponta o plano de Deus para a Sua igreja quando refletirá um caráter puro e transformado (Efésios 5:25-27).

3. O selamento ajuda a compreender que os “servos de Deus” não são exclusivamente de nacionalidade judaica, mas a igreja de Deus, o Israel espiritual vem dos quatro cantos da Terra (Romanos 2:28-29; 9:6-7; Apocalipse 1:1-2).

Os 144.000 não podem ser literal porque:

a) Toda a profecia de Apocalipse 7:1-8 é plena de simbologia:

* Quatro ventos;

* Quatro anjos;

* O selo na testa;

* E os 144.000.

b) Deus não limita a salvação apenas a alguns.

c) Toda a profecia de Apocalipse 7:1-8 é completada e ampliada com a profecia de Apocalipse 7:9-17, na qual João viu não 144.000, mas uma “grande multidão, que ninguém podia contar, que vieram de todas as nações, tribos, povos e línguas... Estes são os que vieram da grande tribulação” (vs. 9, 14). Deus não limita a salvação apenas aos judeus e nem apenas a 144.000 pessoas.

III. No tempo do fim a Igreja de Deus estará protegida – Apocalipse 7:1-4

1. As tragédias sobrevirão sobre o mundo quando os anjos retirarem a sua proteção. Porém Deus faz distinção de quem Lhe pertence e sela antes da grande tribulação.

2. As calamidades sobrevirão para destruir o mundo inteiro: terra e mar. Porém, Deus poupará a Sua igreja composta de todos os Seus servos, de todas as nações.

3. As catástrofes sobrevirão ao mundo, mas a igreja de Deus será indestrutível.

Coclusão:

* Diante de tantas tragédias no mundo, a profecia dos quatro anjos nos quatro cantos da terra segurando os quatro ventos destina-se a reavivar a confiança dos verdadeiros cristãos.

* Diante da grande tribulação que se aproxima do mundo, a profecia dos 144.000 destina-se a encorajar os servos de Deus com a promessa de que eles subsistirão durante a grande tribulação (Apocalipse 6:17 – 7:1-4).

terça-feira, 22 de março de 2011

A ORAÇÃO DE PODER

Marcos 14:32-36
“O desejo de amor e simpatia é implantado no coração pelo próprio Deus. Cristo, na hora da Sua agonia no Getsémani, ansiou pela simpatia dos Seus discípulos. E Paulo, embora aparentemente indiferente a durezas e sofrimento, almejou a simpatia e companheirismo. A visita de Onesíforo 2 Tim. 1:18 (portador de vantagens, significado do nome), testemunham a sua fidelidade num tempo de solidão e abandono, levou alegria àquele que tinha gasto sua vida no trabalho por outros.” Atos dos Apóstolos, p. 491.
1. Getsémani (palavra aramaica) significa “lugar de azeite” ou “prensa de azeite” – As azeitonas eram prensadas e esmagadas para produzir o puro azeite de oliva.
2. Getsémani é um jardim localizado logo à saída da cidade de Jerusalém, no sopé do monte das Oliveiras (plantação de azeitonas).
3. Getsémani era um lugar frequentando por Jesus, onde ocorreu a cena da Sua agonia. Esse lugar passa a ser pedagógico, pois ali onde as azeitonas eram esmagadas para produzir azeite, Jesus foi esmagado para produzir vida. Destacamos algumas lições práticas que apontam a vitória nas esmagadoras provações que enfrentamos por servir a Deus.

I. O GETSÉMANI ENSINA A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NO RELACIONAMENTO COM DEUS – Marcos 14:32
1. Ao decidir fazer a vontade de Deus neste mundo é comum depararmo-nos com pressões contrárias. Até mesmo Jesus enfrentou tais provações!
2. Ao fazer a vontade de Deus podemos ser esmagados pelas circunstâncias opostas aos princípios da Palavra de Deus; porém, se os passos de Jesus forem seguidos, a vitória é garantida!
3. Ao desejar fazer a vontade de Deus, a oração é o primeiro passo para a vitória num ambiente de diferentes correntes filosóficas contrárias ao cristianismo. Somente a oração nos coloca em contato com o Pai a fim de buscar poder para obedecer e vencer.
* Jesus com frequência procurava este lugar para meditar, orar e descansar (Luc. 22:39; João 18:2) e aqui tinha passado muitas noites. Talvez aqui tivesse passado as noites de quarta-feira e de quinta antes da crucifixão, Mat. 26:18.
* Jesus mandou que oito dos discípulos se sentassem à entrada do horto e convidou três a irem para o interior do Jardim.

II. O GETSÊMANI ENSINA QUE UM RELACIONAMENTO SIGNIFICATIVO COM DEUS É ESSESCIAL NA LUTA CONTRA QUALQUER TENTAÇÃO
– Marcos 14:33
1. Ao sermos pressionados pelo mal, só há para o cristão um meio de ficar firme; aprender com Jesus a dar prioridade à vontade de Deus. Diga em oração: “Não seja o que eu quero, e sim o que Tu queres”.
* Jesus toma a Pedro, Tiago e João, estes desfrutavam do privilégio de ter uma atitude de maior intimidade com Jesus. Estiveram com Ele quando ressuscitou a filha de Jairo (Luc. 8:51) e também no monte da transfiguração (Mat. 17:1). Nesta hora suprema, Jesus necessitava de companheirismo, presença humana, de simpatia e compreensão de amigos.
* Devemos procurar os que nos são próximos, mas confiar n´Aquele que é sempre PRÓXIMO.
2. Ao sermos pressionados pelas tentações de desviar dos princípios bíblicos, aproximemo-nos mais de Deus, confiemos que Ele está no controlo de tudo. Ele esteve com Jesus no Getsémani, Ele estará connosco quando estivermos no Getsémani espiritual.
3. Ao ser pressionado a desistir da fé, confiemos em Deus e vençamos como Jesus; pois quando a vontade de Deus prevalece, certamente a vitória também prevalece.

III. O GETSÉMANI ENSINA A RENUNCIAR AO EU E ACEITAR O PLANO DE DEUS MESMO QUE O CÁLICE FOR AMARGO – Marcos 14:35
1. Jesus é o mestre por excelência em todas as coisas, inclusive na renúncia da vontade própria.
* Mateus 26:38, impressiona-me muito. “A minha alma está triste, até à morte”. A expressão “minha alma” equivale na expressão do tempo “eu” (ver Sal. 16:10; Mat. 10:26).
“Triste”, muito triste. É impossível compreender a profundidade desta tristeza e a misteriosa dor que oprimiam Jesus no Getsémani. Esta estranha tristeza que lhe sobreveio deixou perplexos os discípulos. Aqui estava o divino e humano Filho de Deus, Filho do homem, sofrendo tal angustia a qual nunca tinha sido vista. Em parte, o sofrimento de Cristo era físico, mas era só o reflexo visível do infinito sofrimento de Cristo como portador dos pecados do mundo.
* Satanás aproveitou o momento, este momento, para esmagar Jesus: “Terrível foi a tentação de deixar que a raça humana sofresse as consequências da sua própria culpa, e ficasse Ele inocente diante de Deus.” DTN, p. 515. Na mesma página é dito: “Se tão somente soubesse que os discípulos compreendiam e avaliavam isso, seria fortalecido.”
2. Jesus não era pecador e mesmo assim precisou renunciar a própria vontade; quanto mais nós pecadores com gostos e vontades pervertidos precisamos lutar como Jesus.
3. Jesus experimentou o cálice amargo no Getsémani para conceder-nos a vitória sobre o pecado. Ele nos ensinou que a vitória depende de Deus e não de nós mesmos.

IV. O GETSÊMANI ENSINA QUE NA APARENTE INCERTEZA DA SITUAÇÃO É NECESSÁRIO DEPENDER DA FÉ – Marcos 14:36
1. No Getsémani Jesus confiou no poder e vontade do Pai Celestial e não em suas próprias forças ou habilidades.
2. No Getsémani Jesus deixou claro que o justo viverá pela fé, independente das circunstâncias.
3. No Getsémani Jesus demonstrou que confiar plenamente em Deus conduz à verdadeira vitória sobre as mais adversas tentações, provações e desafios da caminhada rumo ao Céu.
* “Havendo tomado a decisão, cai moribundo no solo do qual Se erguera parcialmente. Onde se achavam os discípulos, para pôr ternamente as mãos sob a cabeça do desfalecido Mestre, e banhar aquela fronte, na verdade mais desfigurada que a dos outros filhos dos homens? O Salvador pisou sozinho o lagar, e do povo nenhum com Ele havia.” DTN, p. 517

CONCLUSÃO:1. É importante entender que o texto não está a falar da vitória sobre as consequências de nosso pecado ou de problemas causados pela nossa irresponsabilidade e ignorância.
2. É importante entender que o texto se refere às pressões de se viver a verdadeira fé nos nobres princípios estabelecidos por Deus na Sua Palavra.
3. É importante entender que a vitória só é verdadeira quando desde o começo há uma dependência de Deus e não apenas quando surge o problema. Jesus enfrentou provações por cumprir a vontade de Deus. E, Ele venceu porque não desistiu do plano de Deus!

APELO:
1. Comecemos agora a exercitar no dia a dia, o plano e o poder de Deus para a nossa vida.
2. Comecemos agora a exercitar fé e a praticar a vontade de Deus descrita na Bíblia; assim quando vier oposição teremos uma fé robusta para enfrentar com confiança qualquer desafio.
3. Comecemos agora a exercitar os passos ensinados por Jesus no Jardim do Getsémani a fim de vencermos e sermos recebido um dia no Céu como Jesus o foi.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O DEUS QUE PERDOA

Texto bíblico principal: Isaías 55:7-11
1. Após o pecado tornou-se comum o ser humano querer conceber um Deus que caiba na sua limitada mente.
2. Após a natureza pecadora tornou-se normal o ser humano tentar tornar Deus à imagem humana.
3. Após a deterioração humana devido à desgraça do pecado o ser humano passou e criar os seus próprios deuses ou através da especulação filosófica ou materialmente – teorias ou ídolos (imagem de escultura).
4. No versículo 7, Deus ainda convida “o perverso a deixar o seu caminho iníquo”. Este apelo torna-se frequente através de mensageiros de Deus e promete perdão (Is. 1:15; Oseias 5:6; Mat. 25:10-12; cf. João 7:34; 8:21).

I. QUEM É O SER HUMANO DIANTE DE DEUS? Is. 55: 8
1. Como pecador a atitude humana diante do pecado não depende de Deus, mas da visão que o pecador adquire de Deus.
2. Como pecador o ser humano é incapaz e limitado para compreender Deus, um ser infinito e ilimitado:
• O homem pensa no tempo, Deus na eternidade.
• O homem pensa em si mesmo, Deus em todas as criaturas do Universo.
• O homem olha de baixo para cima, Deus de cima para baixo.
3. Como pecador até mesmo os mais bem elaborados conceitos teológicos tendem a limitar a Deus.
4. Veja este verso “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos”. Quão limitadamente compreende o homem a incomensurável bondade de Deus e o infinito propósito que o Senhor tem para cada pessoa que é salva pela graça divina! Com frequência, os pensamentos do homem estão tingidos pela amargura e indiferença; mas os sentimentos de Deus são sempre de terna misericórdia e graça perdoadora.
5. Ver (Êxodo 34:6-7; Sal. 103:8-14; Jer. 29:11-13).
II. QUEM É DEUS DIANTE DO SER HUMANO? Isaías 55:9
1. O Deus da Bíblia é inescrutável ao ser humano porque é divino e transcende o homem.
2. O Deus da Bíblia é incognoscível ao ser humano porque excede os limites da capacidade humana.
• Deus é criador, o ser humano é criatura.
• Deus é eterno, o ser humano tem início e fim.
• Deus é infinito, o ser humano é finito.
3. O Deus da Bíblia é inacessível ao ser humano porque Deus excede o limite intelectual humano.
4. “Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos que os vossos…”
5. O homem pensa no tempo, Deus pensa na eternidade. O homem pensa em si mesmo, e Deus pensa nos seres humanos criados pela Sua mão. O homem pensa no obter, enquanto que Deus pensa no que pode dar.
III. QUEM DEVE SUBMETER-SE A QUEM? Isaías 55:710,11.
1. As ações e atitudes humanas estão muito aquém das atitudes e ações de Deus, por isso se o ser humano deseja ser verdadeiramente feliz deve ir a Deus que é a fonte da verdadeira sabedoria e glórias infindas.
2. Os seres humanos não conseguem ver o que Deus vê e nem fazer o que Deus faz, por isso o ser humano deve confiar seu futuro na revelação que é a Palavra de Deus: A Bíblia (Isaías 55:10-11).
3. O ser humano tão pequeno deve dobrar-se diante de um Deus incomparavelmente grande, transcendente e infinito.
4. “A chuva” equivale às forças da natureza e estas obedecem ao que as criou. A chuva serve para vivificar a terra e torná-la produtiva. Supra as necessidades e bem-estar do homem.
5. Por essa razão os hebreus oravam antes da refeição: “Senhor tu és o nosso Deus, Rei do mundo, por ti todas as coisas são.”
6. O v. 11 refere a “Palavra”, as palavras de Deus representam a Sua vontade e estão dotadas de poder para criar (Gén. 1:3; Sal. 33:6,9), para dar energia, vida e bênçãos espirituais (Deut. 8:3; Mat. 4:4; Ap. 1:3), para julgar e condenar (Heb. 4:12; Apoc. 19:15), para levantar o homem do sepulcro (Job 14:14,15; João 11:43,44; 1ª Tes. 4:16) e para curar e redimir (Mat. 9:2,6; Mar. 2:5,9-12; João 5:24; 6:63).
CONCLUSÃO:
1. O profeta Isaías reconhece a grandiosidade de Deus diante da pequenez humana, mas não ignora a importância de buscar e conhecer a Deus (Isaías 55:6); pois este mesmo Deus, embora incognoscível, usa todos os meios para se revelar ao ser humano.
2. O profeta Isaías deixa claro que o conhecimento que devemos ter de Deus não é apenas recomendável, nem meramente interessante para suprir a curiosidade, mas é indispensável e insubstituível porque deste conhecimento depende a vida eterna (Oseias 6:3; João 17:3).
3. O profeta Isaías apresenta a ideia de que ao buscarmos e conhecermos a Deus seremos transformados radicalmente (Isaías 55:7-8):
• Deixaremos o caminho perverso para andar nos santos caminhos de Deus.
• Deixaremos os maus pensamentos para possuir os elevados pensamentos de Deus.
• Deixaremos os sentimentos de culpa para sentir a compaixão e o perdão de Deus.
"BUSQUE AO SENHOR ENQUANTO SE PODE ACHAR, INVOCAI-O ENQUANTO ESTÁ PERTO”

terça-feira, 15 de março de 2011

OS NOSSOS GESTOS SÃO SINAIS DA GLÓRIA DE DEUS.

“A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo aos "principados e potestades nos Céus" (Efés. 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus.” Actos dos Apóstolos, p. 9
O conceito da “glória de Deus” é muito difícil de ser entendido ou compreendido em nossos dias. Todavia, é necessário que estudemos o mesmo, pois nós cremos que fomos criados e que vivemos para a glória de Deus.
Definição:
Glória: brilho, esplendor, especialmente gloria Dei, ou a glória de Deus. Os estudiosos antigos incluíam glória entre os atributos divinos, geralmente em associação com majestade. Os dois termos indicam a infinita eminência de Deus, manifestada na linguagem bíblica na luz inacessível na qual Deus habita e cuja “face” não pode ser vista.
Separados da glória de Deus
Conforme ensina Paulo em Romanos 3.23 – todos precisamos da glória de Deus. O pecado nos separou da glória de Deus (da presença de Deus).
Deus revela a sua glória a Moisés
De acordo com a experiência de Israel, Deus não poderia ser visto por nenhum ser humano vivo. Como poderia então Israel ter a certeza de que a presença de Deus estaria com eles?
Em Êxodo 33:17-23 Moisés pede que Deus lhe mostre a sua glória.
A presença de Deus é sinónimo da sua glória. O que Deus mostrou a Moisés foi a sua bondade (o seu caráter). Em 34:6-7 Deus revela a Moisés a sua misericórdia para com os povos. A glória de Deus a ser revelada nas pessoas é mais do que o brilho, o fulgor, é a manifestação bondosa de Deus.
Quando se fala da bondade de Deus, fala-se do caráter total de Deus, do ser total de Deus.
Nós devemos revelar a glória de Deus nas nossas ações
Quando Jesus veio ao mundo ele veio para manifestar a glória de Deus. Esta glória foi visível cf. João 1:14; 2:11; 17:4
Os discípulos devem praticar boas obras para que Deus seja glorificado (Mt 5:16). Na produção dos frutos (João 15:8).
Em Romanos 1:20-21 Paulo diz que os malfeitores tendo conhecido a Deus, não o glorificaram, ou seja, não mudaram a sua maneira de viver. Não reconheceram Deus como o Criador das suas vidas.
Em 1 Cor. 10:31 ensina que tudo o que fizermos deve ser feito para a glória de Deus. Veja ainda 1 Pedro 2:12.
CONCLUSÃO
A presença de Deus no meio do seu povo deve ser respeitada. Esta presença limita e ao mesmo tempo nos encorajava. Limita a ação do pecado em nós e nos encoraja a prática do bem.
Todas as vezes que Deus recebe as ações de graças e os elogios por causa da sua presença em nosso meio, ele é glorificado.
Parábola da rosa
Eu sou um apaixonado por rosas, um dia em Berna, fui a um viveiro e comprei três roseias e planteias em vasos grandes; duas morreram, por falta de rega. A falta de água foi fatal para aquelas roseiras! Assim somos nós, precisamos de ser regados! Uma ainda está viva, não compreendo porque ela já tem uns 20 anos, mas ainda dá lindas rosas e o mais impressionante é que raramente é regada. Basta que eu a pode e passado algum tempo dá rosas, independentemente do tempo. Ela tem um único defeito; são os espinhos. “Como pode uma bela flor vir de uma planta que o tronco está cheio de espinhos e tão afiados? ” Eu acho que aquela roseira gosta de mim. Ela resiste porque “sabe” que eu a podo, rego e adubo de vez em quando: Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescem no meio dos espinhos das nossas faltas.
Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. Desesperamos, achamos que nada de bom pode vir de nós, e, consequentemente, isso morre. Nós nunca percebemos as nossas capacidades. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas; Alguém deve mostrá-lhes. Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou partilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do amor, olhar uma pessoa e conhecer as suas verdadeiras faltas. Aceitar aquela pessoa com a sua vida, reconhecer a beleza que há no seu coração e ajudá-la a perceber que ela pode superar as suas aparentes imperfeições. Se nós mostramos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus espinhos. Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.
E a sua beleza e perfume será para glória de Deus!

segunda-feira, 14 de março de 2011

VASO DE ALABASTRO

ESTE É O TEMPO DE INTERCESSÃO

INTRODUÇÃO: Efésios 6:18-20
1. Orar é a mais urgente necessidade da igreja cristã em todos os lugares.
2. Orar é mais do que pedir, deve ser a respiração da alma do cristão.
3. Orar é um ato simples de relacionamento com Deus, porém poderoso.

I. HÁ TEMPO PARA TUDO, MENOS PARA ORAR - Efésios 6:18
1. As pessoas têm tempo para assistir a telenovelas e futebol e outros programas que não beneficiam em nada, mas não tem tempo de orar. Por quê?
2. As pessoas encontram tempo para não fazer nada e até para dormir, mas não encontram tempo para orar. Por que será?
3. As pessoas festejam, trabalham, dizem mal umas das outras, fazem de tudo, menos o mais importante: orar. Por isso o apóstolo Paulo exorta: "Orai".

II. É TEMPO DE DESPERTAR PARA A ORAR MAIS – Efésios 6:18
1. Se a oração é a respiração da alma, muitos cristãos estão mortos ou a morrer espiritualmente há muito tempo: Há igrejas inteiramente mortas, pois os membros não oram em todo tempo e em todas as circunstancias, ou infelizemente, a oração é só de circunstância.
2. Se a oração é fundamental para nos relacionarmos intimamente com Deus, é tempo de todos começarem a orar em todo tempo: Muita oração, muito poder. Pouca oração, nenhum poder!
3. Se a oração é poderosa por ligar o cristão ao Deus omnipotente, e a nossa vida não tem nenhum poder, precisamos de mais oração: A igreja será vibrante quando todos os seus membros viverem a plenitude da oração constante, por isso o apóstolo Paulo adverte: "Orai em todo tempo".

III. É TEMPO DE ORAR MAIS INTENSAMENTE UNS PELOS OUTROS – Efésios 6:18-20
1. O cristão deve orar em todo tempo – o dia inteiro, a semana inteira, o mês inteiro e o ano inteiro: Há grande necessidade de intercessores perseverantes. Quem não se preocupa com a salvação dos outros comece a preocupar-se com a própria salvação. A oração é a base da pregação do evangelho.
2. O cristão deve orar com toda oração e súplica no Espírito: A oração deve ser moldada pelo Espírito Santo, não pelo espírito egoísta, interesseira ou impregnada de prazer carnal (Tiago 4:3). É a oração de um justo que é poderosa e eficaz (Tiago 5:16), traz confiança e intrepidez para evangelizar.
3. O cristão deve vigiar com toda a perseverança e súplica uns pelos outros: O cristão que não ora não tem tempo para Deus; enfraquece a fé e enfraquece a força missionária da igreja. Por outro lado, a igreja que ora pelos outros, nem as portas do inferno prevalecem contra ela, por isso o apóstolo Paulo apela: "Vigie com toda perseverança e súplica por todos os santos. Orai também por mim...".

CONCLUSÃO:
1. A única forma de estar ligado inteiramente a Cristo é através da oração perseverante.
2. A única forma de alcançar reavivamento espiritual na igreja é quando todos os seus membros se dedicarem à plenitude da oração e fazer da oração intercessora uma constante respiração da alma.
3. A única forma de a igreja ser poderosa é mediante a oração constante, a oração é o termómetro da igreja e a alavanca que impulsiona o avanço da pregação do evangelho.

APELO:
1. Dedique todo tempo à oração e súplica em todo lugar, quem ora em casa desejará orar na igreja.
2. Ore intensamente pelos líderes da igreja, membros, pelo reavivamento dos fracos na fé e a evangelização dos ímpios.
3. Vigie em oração com toda perseverança a fim de experimentar as respostas sobrenaturais de Deus.

quinta-feira, 10 de março de 2011

NO JARDIM A PERDIÇÃO, NO JARDIM O RESGATE E O JARDIM DA SALVAÇÃO.

INTRODUÇÃO:
1. No primeiro jardim é apresentada a origem humana.
2. No segundo jardim a causa do estado atual da degradação humana.
3. No terceiro jardim compreendemos a futura redenção humana.
I. O JARDIM DO ÉDEN: REALIDADE PERDIDA PELO PECADO – Génesis 2:8; 3:19, 23-24
1. A humanidade começa a vida num Jardim plantado por Deus.
2. A humanidade perde-se no Jardim, cai em pecado, experimenta o sofrimento e a morte.
3. A humanidade necessita compreender a sua origem para ter discernimento sobre o que se passou na cruz de Cristo.
II. O JARDIM DO GETSÊMANI: RECUPERADA A REALIDADE PERDIDA – Mateus 26:36-39, 42, 45
1. A humanidade está perdida e precisa de um libertador humano que não tenha caído em pecado.
2. Jesus Cristo “o Filho do homem” prepara-se no Jardim do Gétsemani para resgatar do pecado o pecador.
3. A humanidade só terá a verdadeira dimensão da salvação quando entender o que houve no Jardim do Éden e no Jardim do Getsémani.
III. O JARDIM DA NOVA JERUSALÉM: REALIDADE AGUARDADA PELOS SALVOS – Apocalipse 21:27; 22:14-15
1. A humanidade sonha com um mundo melhor, mas não sabe onde e conclui que é utopia.
2. A humanidade que aceita a nobre origem no Jardim do Éden e o sacrifício de Jesus na cruz pode esperar um novo Jardim na cidade Santa, a Nova Jerusalém.
3. A humanidade precisa saber que os dois primeiros jardins realmente existiram para esperar a realidade recuperada.
CONCLUSÃO:
1. Para entrar no Jardim da Nova Jerusalém você precisa entender que o pecado tirou-nos do Jardim do Éden.
2. Para entrar no Jardim da Nova Jerusalém você precisa aceitar que Jesus tomou o seu lugar no Jardim do Getsémani.
3. Para entrar no Jardim da Nova Jerusalém você precisa aguardar o grande dia em que Jesus virá para buscar os que compreenderam e se reconhecem como pecadores necessitados do Salvador.