sexta-feira, 18 de março de 2011

O DEUS QUE PERDOA

Texto bíblico principal: Isaías 55:7-11
1. Após o pecado tornou-se comum o ser humano querer conceber um Deus que caiba na sua limitada mente.
2. Após a natureza pecadora tornou-se normal o ser humano tentar tornar Deus à imagem humana.
3. Após a deterioração humana devido à desgraça do pecado o ser humano passou e criar os seus próprios deuses ou através da especulação filosófica ou materialmente – teorias ou ídolos (imagem de escultura).
4. No versículo 7, Deus ainda convida “o perverso a deixar o seu caminho iníquo”. Este apelo torna-se frequente através de mensageiros de Deus e promete perdão (Is. 1:15; Oseias 5:6; Mat. 25:10-12; cf. João 7:34; 8:21).

I. QUEM É O SER HUMANO DIANTE DE DEUS? Is. 55: 8
1. Como pecador a atitude humana diante do pecado não depende de Deus, mas da visão que o pecador adquire de Deus.
2. Como pecador o ser humano é incapaz e limitado para compreender Deus, um ser infinito e ilimitado:
• O homem pensa no tempo, Deus na eternidade.
• O homem pensa em si mesmo, Deus em todas as criaturas do Universo.
• O homem olha de baixo para cima, Deus de cima para baixo.
3. Como pecador até mesmo os mais bem elaborados conceitos teológicos tendem a limitar a Deus.
4. Veja este verso “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos”. Quão limitadamente compreende o homem a incomensurável bondade de Deus e o infinito propósito que o Senhor tem para cada pessoa que é salva pela graça divina! Com frequência, os pensamentos do homem estão tingidos pela amargura e indiferença; mas os sentimentos de Deus são sempre de terna misericórdia e graça perdoadora.
5. Ver (Êxodo 34:6-7; Sal. 103:8-14; Jer. 29:11-13).
II. QUEM É DEUS DIANTE DO SER HUMANO? Isaías 55:9
1. O Deus da Bíblia é inescrutável ao ser humano porque é divino e transcende o homem.
2. O Deus da Bíblia é incognoscível ao ser humano porque excede os limites da capacidade humana.
• Deus é criador, o ser humano é criatura.
• Deus é eterno, o ser humano tem início e fim.
• Deus é infinito, o ser humano é finito.
3. O Deus da Bíblia é inacessível ao ser humano porque Deus excede o limite intelectual humano.
4. “Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos que os vossos…”
5. O homem pensa no tempo, Deus pensa na eternidade. O homem pensa em si mesmo, e Deus pensa nos seres humanos criados pela Sua mão. O homem pensa no obter, enquanto que Deus pensa no que pode dar.
III. QUEM DEVE SUBMETER-SE A QUEM? Isaías 55:710,11.
1. As ações e atitudes humanas estão muito aquém das atitudes e ações de Deus, por isso se o ser humano deseja ser verdadeiramente feliz deve ir a Deus que é a fonte da verdadeira sabedoria e glórias infindas.
2. Os seres humanos não conseguem ver o que Deus vê e nem fazer o que Deus faz, por isso o ser humano deve confiar seu futuro na revelação que é a Palavra de Deus: A Bíblia (Isaías 55:10-11).
3. O ser humano tão pequeno deve dobrar-se diante de um Deus incomparavelmente grande, transcendente e infinito.
4. “A chuva” equivale às forças da natureza e estas obedecem ao que as criou. A chuva serve para vivificar a terra e torná-la produtiva. Supra as necessidades e bem-estar do homem.
5. Por essa razão os hebreus oravam antes da refeição: “Senhor tu és o nosso Deus, Rei do mundo, por ti todas as coisas são.”
6. O v. 11 refere a “Palavra”, as palavras de Deus representam a Sua vontade e estão dotadas de poder para criar (Gén. 1:3; Sal. 33:6,9), para dar energia, vida e bênçãos espirituais (Deut. 8:3; Mat. 4:4; Ap. 1:3), para julgar e condenar (Heb. 4:12; Apoc. 19:15), para levantar o homem do sepulcro (Job 14:14,15; João 11:43,44; 1ª Tes. 4:16) e para curar e redimir (Mat. 9:2,6; Mar. 2:5,9-12; João 5:24; 6:63).
CONCLUSÃO:
1. O profeta Isaías reconhece a grandiosidade de Deus diante da pequenez humana, mas não ignora a importância de buscar e conhecer a Deus (Isaías 55:6); pois este mesmo Deus, embora incognoscível, usa todos os meios para se revelar ao ser humano.
2. O profeta Isaías deixa claro que o conhecimento que devemos ter de Deus não é apenas recomendável, nem meramente interessante para suprir a curiosidade, mas é indispensável e insubstituível porque deste conhecimento depende a vida eterna (Oseias 6:3; João 17:3).
3. O profeta Isaías apresenta a ideia de que ao buscarmos e conhecermos a Deus seremos transformados radicalmente (Isaías 55:7-8):
• Deixaremos o caminho perverso para andar nos santos caminhos de Deus.
• Deixaremos os maus pensamentos para possuir os elevados pensamentos de Deus.
• Deixaremos os sentimentos de culpa para sentir a compaixão e o perdão de Deus.
"BUSQUE AO SENHOR ENQUANTO SE PODE ACHAR, INVOCAI-O ENQUANTO ESTÁ PERTO”

terça-feira, 15 de março de 2011

OS NOSSOS GESTOS SÃO SINAIS DA GLÓRIA DE DEUS.

“A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo aos "principados e potestades nos Céus" (Efés. 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus.” Actos dos Apóstolos, p. 9
O conceito da “glória de Deus” é muito difícil de ser entendido ou compreendido em nossos dias. Todavia, é necessário que estudemos o mesmo, pois nós cremos que fomos criados e que vivemos para a glória de Deus.
Definição:
Glória: brilho, esplendor, especialmente gloria Dei, ou a glória de Deus. Os estudiosos antigos incluíam glória entre os atributos divinos, geralmente em associação com majestade. Os dois termos indicam a infinita eminência de Deus, manifestada na linguagem bíblica na luz inacessível na qual Deus habita e cuja “face” não pode ser vista.
Separados da glória de Deus
Conforme ensina Paulo em Romanos 3.23 – todos precisamos da glória de Deus. O pecado nos separou da glória de Deus (da presença de Deus).
Deus revela a sua glória a Moisés
De acordo com a experiência de Israel, Deus não poderia ser visto por nenhum ser humano vivo. Como poderia então Israel ter a certeza de que a presença de Deus estaria com eles?
Em Êxodo 33:17-23 Moisés pede que Deus lhe mostre a sua glória.
A presença de Deus é sinónimo da sua glória. O que Deus mostrou a Moisés foi a sua bondade (o seu caráter). Em 34:6-7 Deus revela a Moisés a sua misericórdia para com os povos. A glória de Deus a ser revelada nas pessoas é mais do que o brilho, o fulgor, é a manifestação bondosa de Deus.
Quando se fala da bondade de Deus, fala-se do caráter total de Deus, do ser total de Deus.
Nós devemos revelar a glória de Deus nas nossas ações
Quando Jesus veio ao mundo ele veio para manifestar a glória de Deus. Esta glória foi visível cf. João 1:14; 2:11; 17:4
Os discípulos devem praticar boas obras para que Deus seja glorificado (Mt 5:16). Na produção dos frutos (João 15:8).
Em Romanos 1:20-21 Paulo diz que os malfeitores tendo conhecido a Deus, não o glorificaram, ou seja, não mudaram a sua maneira de viver. Não reconheceram Deus como o Criador das suas vidas.
Em 1 Cor. 10:31 ensina que tudo o que fizermos deve ser feito para a glória de Deus. Veja ainda 1 Pedro 2:12.
CONCLUSÃO
A presença de Deus no meio do seu povo deve ser respeitada. Esta presença limita e ao mesmo tempo nos encorajava. Limita a ação do pecado em nós e nos encoraja a prática do bem.
Todas as vezes que Deus recebe as ações de graças e os elogios por causa da sua presença em nosso meio, ele é glorificado.
Parábola da rosa
Eu sou um apaixonado por rosas, um dia em Berna, fui a um viveiro e comprei três roseias e planteias em vasos grandes; duas morreram, por falta de rega. A falta de água foi fatal para aquelas roseiras! Assim somos nós, precisamos de ser regados! Uma ainda está viva, não compreendo porque ela já tem uns 20 anos, mas ainda dá lindas rosas e o mais impressionante é que raramente é regada. Basta que eu a pode e passado algum tempo dá rosas, independentemente do tempo. Ela tem um único defeito; são os espinhos. “Como pode uma bela flor vir de uma planta que o tronco está cheio de espinhos e tão afiados? ” Eu acho que aquela roseira gosta de mim. Ela resiste porque “sabe” que eu a podo, rego e adubo de vez em quando: Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescem no meio dos espinhos das nossas faltas.
Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. Desesperamos, achamos que nada de bom pode vir de nós, e, consequentemente, isso morre. Nós nunca percebemos as nossas capacidades. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas; Alguém deve mostrá-lhes. Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou partilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do amor, olhar uma pessoa e conhecer as suas verdadeiras faltas. Aceitar aquela pessoa com a sua vida, reconhecer a beleza que há no seu coração e ajudá-la a perceber que ela pode superar as suas aparentes imperfeições. Se nós mostramos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus espinhos. Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.
E a sua beleza e perfume será para glória de Deus!

segunda-feira, 14 de março de 2011

VASO DE ALABASTRO

ESTE É O TEMPO DE INTERCESSÃO

INTRODUÇÃO: Efésios 6:18-20
1. Orar é a mais urgente necessidade da igreja cristã em todos os lugares.
2. Orar é mais do que pedir, deve ser a respiração da alma do cristão.
3. Orar é um ato simples de relacionamento com Deus, porém poderoso.

I. HÁ TEMPO PARA TUDO, MENOS PARA ORAR - Efésios 6:18
1. As pessoas têm tempo para assistir a telenovelas e futebol e outros programas que não beneficiam em nada, mas não tem tempo de orar. Por quê?
2. As pessoas encontram tempo para não fazer nada e até para dormir, mas não encontram tempo para orar. Por que será?
3. As pessoas festejam, trabalham, dizem mal umas das outras, fazem de tudo, menos o mais importante: orar. Por isso o apóstolo Paulo exorta: "Orai".

II. É TEMPO DE DESPERTAR PARA A ORAR MAIS – Efésios 6:18
1. Se a oração é a respiração da alma, muitos cristãos estão mortos ou a morrer espiritualmente há muito tempo: Há igrejas inteiramente mortas, pois os membros não oram em todo tempo e em todas as circunstancias, ou infelizemente, a oração é só de circunstância.
2. Se a oração é fundamental para nos relacionarmos intimamente com Deus, é tempo de todos começarem a orar em todo tempo: Muita oração, muito poder. Pouca oração, nenhum poder!
3. Se a oração é poderosa por ligar o cristão ao Deus omnipotente, e a nossa vida não tem nenhum poder, precisamos de mais oração: A igreja será vibrante quando todos os seus membros viverem a plenitude da oração constante, por isso o apóstolo Paulo adverte: "Orai em todo tempo".

III. É TEMPO DE ORAR MAIS INTENSAMENTE UNS PELOS OUTROS – Efésios 6:18-20
1. O cristão deve orar em todo tempo – o dia inteiro, a semana inteira, o mês inteiro e o ano inteiro: Há grande necessidade de intercessores perseverantes. Quem não se preocupa com a salvação dos outros comece a preocupar-se com a própria salvação. A oração é a base da pregação do evangelho.
2. O cristão deve orar com toda oração e súplica no Espírito: A oração deve ser moldada pelo Espírito Santo, não pelo espírito egoísta, interesseira ou impregnada de prazer carnal (Tiago 4:3). É a oração de um justo que é poderosa e eficaz (Tiago 5:16), traz confiança e intrepidez para evangelizar.
3. O cristão deve vigiar com toda a perseverança e súplica uns pelos outros: O cristão que não ora não tem tempo para Deus; enfraquece a fé e enfraquece a força missionária da igreja. Por outro lado, a igreja que ora pelos outros, nem as portas do inferno prevalecem contra ela, por isso o apóstolo Paulo apela: "Vigie com toda perseverança e súplica por todos os santos. Orai também por mim...".

CONCLUSÃO:
1. A única forma de estar ligado inteiramente a Cristo é através da oração perseverante.
2. A única forma de alcançar reavivamento espiritual na igreja é quando todos os seus membros se dedicarem à plenitude da oração e fazer da oração intercessora uma constante respiração da alma.
3. A única forma de a igreja ser poderosa é mediante a oração constante, a oração é o termómetro da igreja e a alavanca que impulsiona o avanço da pregação do evangelho.

APELO:
1. Dedique todo tempo à oração e súplica em todo lugar, quem ora em casa desejará orar na igreja.
2. Ore intensamente pelos líderes da igreja, membros, pelo reavivamento dos fracos na fé e a evangelização dos ímpios.
3. Vigie em oração com toda perseverança a fim de experimentar as respostas sobrenaturais de Deus.

quinta-feira, 10 de março de 2011

NO JARDIM A PERDIÇÃO, NO JARDIM O RESGATE E O JARDIM DA SALVAÇÃO.

INTRODUÇÃO:
1. No primeiro jardim é apresentada a origem humana.
2. No segundo jardim a causa do estado atual da degradação humana.
3. No terceiro jardim compreendemos a futura redenção humana.
I. O JARDIM DO ÉDEN: REALIDADE PERDIDA PELO PECADO – Génesis 2:8; 3:19, 23-24
1. A humanidade começa a vida num Jardim plantado por Deus.
2. A humanidade perde-se no Jardim, cai em pecado, experimenta o sofrimento e a morte.
3. A humanidade necessita compreender a sua origem para ter discernimento sobre o que se passou na cruz de Cristo.
II. O JARDIM DO GETSÊMANI: RECUPERADA A REALIDADE PERDIDA – Mateus 26:36-39, 42, 45
1. A humanidade está perdida e precisa de um libertador humano que não tenha caído em pecado.
2. Jesus Cristo “o Filho do homem” prepara-se no Jardim do Gétsemani para resgatar do pecado o pecador.
3. A humanidade só terá a verdadeira dimensão da salvação quando entender o que houve no Jardim do Éden e no Jardim do Getsémani.
III. O JARDIM DA NOVA JERUSALÉM: REALIDADE AGUARDADA PELOS SALVOS – Apocalipse 21:27; 22:14-15
1. A humanidade sonha com um mundo melhor, mas não sabe onde e conclui que é utopia.
2. A humanidade que aceita a nobre origem no Jardim do Éden e o sacrifício de Jesus na cruz pode esperar um novo Jardim na cidade Santa, a Nova Jerusalém.
3. A humanidade precisa saber que os dois primeiros jardins realmente existiram para esperar a realidade recuperada.
CONCLUSÃO:
1. Para entrar no Jardim da Nova Jerusalém você precisa entender que o pecado tirou-nos do Jardim do Éden.
2. Para entrar no Jardim da Nova Jerusalém você precisa aceitar que Jesus tomou o seu lugar no Jardim do Getsémani.
3. Para entrar no Jardim da Nova Jerusalém você precisa aguardar o grande dia em que Jesus virá para buscar os que compreenderam e se reconhecem como pecadores necessitados do Salvador.

sábado, 5 de março de 2011

A SANTA CEIA: PASSADO, PRESENTE E FUTURO.

Mateus 26:26-30
1. Origem da Santa Ceia: Jesus instituiu quando celebrava a última Páscoa.
2. O fim da Páscoa: Jesus substituiu a Páscoa pela Santa Ceia, pelas seguintes razões:
a) Na Páscoa um cordeiro morria para substituir o pecador uma vez ao ano, Jesus é o Cordeiro que se sacrificou completamente uma vez por todas.
b) Na Páscoa era um cordeiro por família, Jesus fez um único sacrifício completo por todos.
c) Na Páscoa o cordeiro deveria ser perfeito, Jesus nunca pecou nem falhou.
d) Na Páscoa havia comunhão, Jesus une o ser humano com Deus e com o próximo.
e) Na Páscoa o cordeiro apontava para Jesus, na instituição da ceia Jesus é o Cordeiro.
I. PASSADO – A SANTA CEIA COMEMORA ALGO JÁ REALIZADO (Mateus 26: 26)
* Estas palavras (v.26) soam estranhas, misteriosas em especial quando as ouvimos pela primeira vez; elas são muito difíceis de compreender e de aceitar pela inteligência, em especial quando nelas se medita.
* Os discípulos realizam que aquele pedaço de pão comum, deixou de o ser depois que Jesus orou e o partiu com as Suas próprias mãos. É um alimento diferente de qualquer outro alimento. Todo o homem sempre desejou ainda que de forma confusa poder interagir com o poder de Deus. Receber uma força especial e é este desejo que Jesus está a satisfazer.
* Jesus está por este meio a encher (não o estômago) mas a alma que tem fome de Deus.

1. A Santa Ceia é um memorial da morte do Cordeiro de Deus: (Lucas 22:19).
* Quando se travou a luta do deserto Jesus disse: “nem só de pão, mas de cada palavra (que sai da boca de Deus) da Palavra de Deus. Mat. 4:4.
* A Palavra de Deus foi o alimento para o povo da antiga Aliança; e ela continua a ser o alimento espiritual para o povo da nova Aliança.
* Os nossos pais que foram libertos do Egipto não só receberam o pão, o alimento físico; o maná, a água que jorrou da rocha.
* Eles foram nutridos de alimento espiritual. Paulo vê nesta experiência um prenúncio do novo povo, da nova aliança (1ª Cor. 10:1-4).
* Paulo vê que Jesus dá um alimento especial tal como foi dado outrora no deserto (1ª Cor. 11:23-28).
2. A Santa Ceia é um memorial da entrega total de Cristo: Corpo e sangue – Vida!
3. A Santa Ceia é um memorial da libertação do cativeiro do pecado: Redenção!

II. PRESENTE – A SANTA CEIA PROMOVE A COMUNHÃO (Mateus 26: 28)
1. A Santa Ceia é o momento de renovar nossa aliança com Cristo: “sangue da nova...”
2. A Santa Ceia é um momento de comunhão com Deus e com os cristãos: “Aliança”
• O pão é dado individualmente no colectivo, no propósito que se mantenha neles a força, o poder da Vida.
• É ao receber individual e colectivamente este pão que se gera comunhão profunda com o Senhor e de comunhão uns com os outros.

3. A santa ceia é um momento de dar graças a Deus pelo que Ele fez, faz e fará por nós.
• Num outro momento da Santa Ceia Jesus toma um vaso que era passado de uns para os outros. Desta vez Ele pronunciou uma oração de acção de graça.
• As palavras que Ele diz revelam que é uma bebida de uma natureza particular. É da natureza do sangue, do Seu sangue que é bebido. Jesus chama a este o “sangue da aliança”, poderia traduzir-se: “este é o meu sangue da aliança.” Não havia aliança sem sangue!
• Refere-se aquela aliança de Êxodo 24; trata-se da lei cerimonial escrita por Moisés e ditada por Deus (v. 4 ver agora v. 3), leiam os versículos 6 em diante, ver v. 8.

III. FUTURO – A SANTA CEIA É UM EMBLEMA PROFÉTICO (Mateus 26:29)
1. Jesus declarou que aquela seria sua última ceia na terra: “Não beberei...”
2. Jesus prometeu que só tomaria o sumo da vide quando os cristãos estivessem com Ele no Céu: “àquele dia em que o beba de novo convosco...”
3. Jesus afirmou que levaria os fiéis à Ceia realizada no Céu: “no reino de meu Pai”.
• As palavras “desde agora”, dão claramente a entender que Jesus bebeu juntamente com eles. Assim como os discípulos deveriam beber em memória de Jesus até que Ele venha (1Cor. 11:25,26). Jesus seria abstémio de beber até que de novo o bebesse com o Seu povo no reino do Seu Pai. Seria um momento, um momento de espera de um lado e do outro. Que maravilha! Que glória Ele quer para nós!
• Apocalipse 19:9. Jesus vai para a Cruz com esta certeza a inundar-lhe a alma, com esta devemos subir o caminho da nossa vida até àquele dia.
CONCLUSÃO:
1. A Santa Ceia não é um mero símbolo: É o coração da nossa caminhada cristã.
2. A Santa Ceia é uma instituição de Cristo à Sua igreja: Desde o Calvário até ao encontro nas nuvens.
3. A Santa Ceia é um emblema profético: Volta de Jesus profetizada na cerimónia mais sagrada.

sexta-feira, 4 de março de 2011

IGREJA É SINÓNIMO DE FIDELIDADE

Apocalipse-2:10
Introdução
“Após a ascensão de Cristo, João permaneceu como fiel e ardoroso obreiro do Mestre. Juntamente com os demais discípulos fruiu o derramamento do Espírito no dia do Pentecoste, e com novo zelo e poder continuou a falar ao povo as palavras da vida, procurando levar seus pensamentos para o invisível. Era um pregador de poder, fervente e profundamente sincero. Em bela linguagem e voz musical, falou das palavras e obras de Cristo, expressando-se de maneira a impressionar o coração dos que o ouviam. A simplicidade de suas palavras, o sublime poder das verdades proferidas e o fervor que lhe caracterizava os ensinos, deram-lhe acesso a todas as classes.
A vida do apóstolo estava em harmonia com seus ensinos. O amor de Cristo que ardia em seu coração, induziu-o a empenhar-se em fervoroso e incansável labor por seus semelhantes, especialmente por seus irmãos na igreja cristã.
Cristo ordenara aos primeiros discípulos amarem-se uns aos outros como Ele os amara a eles. Assim deviam dar testemunho ao mundo de que Cristo estava formado neles, a esperança da glória. "Um novo mandamento vos dou", disse Ele, "que vos ameis uns aos outros." João 13:34. Ao tempo em que essas palavras foram pronunciadas, os discípulos não as puderam compreender; mas depois de haverem testemunhado os sofrimentos de Cristo, depois de Sua crucificação, ressurreição e ascensão ao Céu, e após haver o Espírito Santo repousado sobre eles no dia do Pentecoste, tiveram mais clara compreensão do amor de Deus, e da natureza desse amor que deviam possuir uns pelos outros. Então pôde João dizer a seus condiscípulos:
"Conhecemos a caridade nisto: que Ele deu a Sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos." I João 3:16.” Atos dos Apóstolos 546,547

Temos experimentado como crentes e como Igreja o cumprimento de todas as promessas que Deus fez na Sua Palavra. Por isso, a nossa gratidão quando nos reunimos Sábado após Sábado. Deus tem sido e continuará fiel à sua igreja.
A fidelidade de Deus pressupõe e exige a nossa fidelidade como filhos. Por esse motivo, a primeira mensagem de uma série, com base nas cartas envidas às igrejas da Ásia, tem como texto básico a exortação de Jesus à igreja de Esmirna: “Sê fiel até à morte” (Ap 2:10). Estaremos atentos à afirmação nas cartas às sete igrejas: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Na carta à igreja de Esmirna, registada em Apocalipse 2:8-11, o Espírito Santo ensina preciosas lições sobre a FIDELIDADE.

1ª – A FIDELIDADE EXIGIDA.

Jesus, o Senhor da Igreja, exorta: “Sê fiel até à morte…” (2:10). A fidelidade faz parte do caráter do cristão como filho de Deus: “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (1 Tm 2:13). Portanto, crente infiel é uma contradição de termos.
Fidelidade independente das circunstâncias. A fidelidade cristã não nos isenta das dificuldades. Pelo contrário: “Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3:12; Jo 15:19; 16:33). Em Esmirna havia muitos judeus que eram ricos, influentes e hostis aos cristãos. O sofrimento vinha de dentro; os judeus e os cristãos tinham a mesma raiz na aliança feita a Abraão (Gal 3:29). Jesus ensina que a igreja deve ser fiel:

* Nas tribulações. Ele conhece a tribulação (2:9) que é como um peso que oprime os cristãos. A igreja é fiel nas tribulações porque a “tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado no nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:3-5). As tribulações levam os crentes à maturidade.

* Na pobreza. O Senhor conhece também a pobreza dos seus filhos (2:9). A palavra traduzida por pobre (ptojia) significava pobreza extrema, a falta de coisas essenciais à vida. Os judeus viam a prosperidade como bênção e a pobreza como maldição. A Bíblia, no entanto, diz que os pobres são bem-aventurados (Lc 6:20). São participantes das riquezas de Cristo (2 Co 8:9; Rm 8:16-17).

* Prisão (2:10). Os habitantes de Esmirna perseguiam os cristãos instigados pelos judeus, que pertenciam à sinagoga de Satanás (João 8:39, 41, 44). Mais tarde o bispo Policarpo foi martirizado por causa da sua profissão de fé (155).
Jesus encoraja os cristãos para que permaneçam fiéis: “Não temas as cousas que tens de sofrer” (2:10). O tempo da provação seria curto. O tempo da nossa peregrinação é breve comparado com a eternidade. Por isso, somos confortados pelas Escrituras (2 Co 4:17-18; Rm 8:18).

2ª A FIDELIDADE É POSSÍVEL EM CRISTO
Fidelidade a Roma.
A cidade de Esmirna era conhecida no mundo antigo pela fidelidade a Roma. Por isso, era muito favorecida pelo poder imperial. Os cristãos eram perseguidos porque recusavam participar do culto ao imperador. As religiões tinham liberdade desde que demonstrassem a sua fidelidade ao império, participando desse culto.

Fidelidade a Jesus.
Os cristãos recusavam-se a fazer a confissão “César é Senhor” porque, para eles, só Jesus era “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver” (2:8). Confessavam a divindade de Jesus, porque em Isaías 44:6 e 48:12, a afirmação “Eu sou o primeiro e eu sou o último” é feita pelo Senhor (Javé) referindo-se a ele mesmo. Mas Jesus também morreu por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação. Ele é Todo-Poderoso e compassivo.

Fidelidade pela graça de Jesus.
a) Ele é Deus e soberano sobre os reis da terra. Sejam quais forem os nossos sofrimentos, seremos finalmente vitoriosos em Cristo; b) Ele encarnou para morrer em nosso lugar. Por isso, Ele sofreu tudo o que o ser humano pode sofrer e compadece-se das nossas necessidades (Hb 4:15-16); c) Cristo venceu a morte pela ressurreição e esse poder da ressurreição já opera em nós e faz tudo além do que pedimos ou pensamos (Ef 3:20). Pela graça de Jesus podemos permanecer fieis em qualquer situação.

3ª – A FIDELIDADE É RECOMPENSADA POR JESUS.
A recompensa da vida eterna.
As palavras do Senhor são claras: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (2:10). Para sermos aprovados como cidadãos do Reino de Deus, precisamos ser provados pelo Rei. Por isso, Tiago escreveu: “Feliz é aquele que nas aflições continua fiel! Porque, depois de sair aprovado dessas aflições, receberá como prémio a vida que Deus promete aos que o amam” (Tiago 1:12).

A recompensa do galardão.
Paulo fala da coroa da justiça reservada aos que cumprem cabalmente o seu ministério e que amam a vinda do Senhor (2 Tm 4:7-8).
O uso adequado dos talentos dá-nos acesso ao grande banquete com o Senhor (Mt 25:21).

Conclusão
O Cristo ressuscitado e glorioso faz-nos grandes ofertas e uma grande exigência! Mas ele vem morar, pelo Espírito Santo, nos nossos corações, para nos fortalecer interiormente para que sejamos fiéis em quaisquer circunstâncias e herdeiros da vida eterna! Ele nos chama à fidelidade e ele nos capacita a sermos fiéis.