sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A GLÓRIA DA MISSÃO DO SALVADOR

Jesus morreu como substituto do homem pecador. Morreu para salvar o homem que era incapaz de salvar-se.

Ele morreu para que tivéssemos vida, e a tivéssemos em abundância (João 10:10)

Morre o animal para nos dar a vida, para dele nos nutrimos. Morre na terra a sementeira para se rebentar em abundante colheita. Assim Cristo morreu para que vivêssemos. Este é o significado da glória da missão do Salvador manifesta no Calvário!

A vida que tem sua origem em Cristo, é uma vida transformada, vida que desfruta paz interior como resultado da obra realizada no Calvário.

Foi por isso que antes de ascender ao céu Ele disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize”. (João 14:27)

Ilustração: Dois pintores foram encarregados de pintar, num quadro a paz. Um deles representou-a por uma paisagem, em que deslizava um regato de águas cristalinas, e em algumas árvores floridas magníficos pássaros cantarolando...

O outro, representou-a por uma terra revolvendo-se, um vulcão em erupção, uma floresta incendiando, mas um pássaro cantando tranquilamente em um lugar seguro![2]

Assim, no Calvário nós contemplamos esse duplo quadro que, se de um lado nos causa horror e repulsão, de outro nos delicia a mente e nos eleva para as alturas, ao pensar na glória de Deus e na paz e bem-avenrturança que fruímos das glórias da tragédia do Calvário!

Já vimos dois importantes aspectos da glória do Salvador manifesta no Calvário. Vejamos, por fim, a terceira aspecto desta glória que ali foi manifesta, a saber:

A GLÓRIA DO AMOR DO SALVADOR

Na cruz, não encontramos um amor apenas de palavras, mas um amor eficaz, que produziu seus efeitos, amor que move, que satisfaz, amor sacrificial, amor de acção.

Amor que se revela nas palavras às desoladas filhas de Jerusalém: “Não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e por vossos filhos”. (Luc. 23:28)

Amor que se concretiza no brado de intercessão pelos seus inimigos: “Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. (Luc. 23:34)

Amor que se concretiza na garantia da posse do Paraíso ao ladrão arrependido: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. (Luc. 23:43)

A tragédia do Calvário proclamou simultaneamente, a falência moral do mundo e a imensidade do amor do Salvador.

Ilustração: Em 1798, a Revolução Francesa, aproximava-se do seu fim. Como resultado, milhares de cabeças rolaram na guilhotina. Não havia campo para a revolução do amor. Enquanto isso na Suíça, um educador estava disposto a provar que o amor é a única revolução capaz de mudar o mundo. Pestalozzi, imbuído de um profundo amor pelo próximo, assumiu a responsabilidade de educar 80 órfãos que haviam sido deixados na miséria e solidão quando as tropas francesas aniquilaram a aldeia onde viviam. As crianças estavam subnutridas, maltrapilhas e carentes de afecto. O grande pedagogo, convicto do poder do amor, foi lembrado anos mais tarde com uma homenagem que continha o seguinte epitáfio: “Tudo pelos outros, nada para si mesmo”.[3]

Houve alguém, mais do que o grande educador Pestalozzi, que merece ser homenageado para todo o sempre, pela glória do Seu amor manifesto no Calvário – Jesus Cristo.

Dele se pode dizer “Tudo pelos outros, nada para Si mesmo”.

CONCLUSÃO:

Sim queridos, as glórias da tragédia do Calvário: glória do Salvador que nele padece entre fenómenos maravilhosos e exteriorizações de uma conduta divina; a glória de sua missão como substituto do pecador e a glória do incomparável amor de Deus, vem atravessando os séculos e atraindo milhões para os pés da cruz.

APELO:

O que pensa você, querido amigo, quando contempla pela fé as glórias da tragédia do Calvário? Sente-se atraído pelo Salvador, pela Sua missão e pelo Seu amor? Queres voltar hoje para o seu lar, entregando a Sua vida a Cristo ou reafirmando o seu compromisso em segui-Lo?

AMIGOS INVISÍVEIS

TEXTO: Heb. 1:14

INTRODUÇÃO

Uma colportora havia alugado um carro e seu motorista para fazer suas entregas de livros numa região remota das Filipinas.

Chegou a noite na casa de um comprador que, furioso, não quis receber o livro. Puxou uma faca e quis matá-la. De repente a porta abriu e um jovem policial ordenou ao homem que guardasse a faca e ficasse com o livro.

No carro, o policial ficou na parte de trás, e disse: “onde está sua companheira? Não sabe que não deve trabalhar sozinha?” quando ela ia responder que olhou para trás, ele não estava mais lá.

Com grande emoção, a colportora compreendeu que Deus havia enviado Seu anjo para libertá-la da mão de quem podia tirar-lhe a vida.

I- QUEM SÃO ELES?

1- Poderosos

a) Heb.1:14 ...Espíritos ministradores...”

b) Profetas e Reis, pg. 186: anjos de voz gentil e toque suave.

c) O Grande Conflito, pg. 643: são menores que Cristo, mas mais poderosos que os Demônios.

2- Origem dos Anjos bons:

a) Jó 38:4-7- existiam antes da criação do mundo.

b) Salmos 8:5- criados maiores que os homens

3- Seres Reais:

a) Invisíveis, só vemos se Deus nos abrir os olhos- II Reis 6:16-17

b) O exemplo de Balaão- Nm.

II- CATEGORIA E ORDEM

1- Serafins- mais alta ordem. O nome quer dizer ardente, nobre. Possuem seis asas.

2- Querubins- “seguro”, “estacionário”, ficam ao redor do trono e fazem serviço celestial junto a Deus. II Reis 19:15.

3- Mensageiros- ordem mais numerosa, citada 278 vezes nas escrituras. Jesus citou 12 legiões, e cada legião tinha seis mil anjos.

III- ASPECTO DO MINISTÉRIO DOS ANJOS

1- A favor dos servos de Deus:

a) Pedro, na prisão. Atos 12:7

b) Um anjo matou 185.000 Assírios.

c) Tiraram Ló de Sodoma. Gn.19: 15-17

2- Aparecem freqüentemente

a) O Grande Conflito, pg. 636

b) Test. Seletos Vol. III pg. 33- em cultos

c) Test. Seletos Vol. I, pg. 588- em quartos de dormir.

3-Prometido a nós

a) Sal.91:11-14

b) Cada Pessoa tem um anjo da guarda.

CONCLUSÃO

João quis adorar o anjo que lhe deu toda a visão do futuro. No final, quando sairmos da sepultura, o primeiro que veremos será nosso anjo da guarda, e é natural que tenhamos o impulso de adorá-lo também. Mas ele nos levará para adorarmos Jesus.

No céu seremos como anjos. Mat.22:30.

APELO

Eu quero estar lá, e você?

Quero ver meu anjo e dizer-lhe muito obrigado por Ter me protegido tantas vezes.

Quanto aqui tem o desejo de se preparar para esse dia?

AMAR SEM MEDIDAS

TEXTO: “ Como o Pai me amou, também eu vos amei permanecei no meu amor ” ( S.J 15: 9)

INTRODUÇÃO: O amor de Deus é algo que transcende a qualquer coisa que o ser humano possa imaginar, Deus amou e ama incondicionalmente os seres humanos.

Este tipo de amor deve ser encarado como um passo de sacrifício de Jesus pôr seus filhos e devemos assim amo-lo por se grande sacrifício em se tornar humano e compreender as nossas fraquezas e ajudarmos a cada um de nos em nossos problemas.

Permanecer no amor de Deus é algo que nos ajuda a entende-lo e obedece-lo nos fazendo crer em sua palavra e crescer no seu amor.

I – O PAI AMOU SEM MEDIDA

A- Deus amou. Porque Deus não dá amor ele é o próprio amor. Deu provas dando seu filho unigénito pela a humanidade.

B- Deus criou.

1.Proporcionou vida neste planeta

2. Nos formou sua imagem e semelhança.

C- Deus mantém.

1.Através de sua misericórdia, que se renova todos os dias, ( La. 3:21 );

2.Através de seus desígnios, ( II Pe. 3:9 ).

II – O FILHO AMOU SEM MEDIDA.

A- Como o Pai é seu filho também é:

1. Jesus está em harmonia com os sentimentos do Pai, pois também é Deus, ( S.J 10:30 );

2. 2. O próprio filho deu sua vida pôr nós.

B- Jesus se tornou homem.

1. A vida estava em Jesus e ele se fez carne para nos salvar, ( S.J 1:14 );

2. Sofreu como homem, não se disfarçou de homem apenas, ( Is. 53: 3 ).

C- Existia um plano para a salvação.

1. Ao pecar, Deus morreria para salvar o homem, pois não tem prazer na morte deste, ( Jer. 33:11 );

2. O objetivo de Deus é estar sempre conosco.

III – DEVEMOS TAMBÉM AMAR SEM MEDIDAS.

A- Deus quer que permaneçam em seu amor.

1. Nos dará a recompensa de vida eterna, ( S.J 15:4 );

2. Desfrutaremos das bênçãos terrestres.

B- Ele nos proporcionará vida espiritual viva.

1. Para poder nos manter firmes até a sua volta;

2. Para assim darmos frutos ao senhor, na pregação do evangelho.

C- Herdaremos um novo céu e uma nova terra.

1. Venceremos o pecado através de sua graça redentora. Teremos uma nova cidade onde a morte não existirá, nem pranto nem dor de acordo com suas promessas.

Um jovem certa vez falava acerca de religião com um dos seus orientadores de sua escola.

Na ocasião ele mencionava que a religião não servia para nada, pois achava que atrapalhava a vida futura do ser humano.

Quando, porém, seu orientador falou sobre o grande amor de Deus em dar sua vida pôr nos numa cruz, unicamente para redimir todos do pecado para salvação eterna.

Fonte: Ricardo é o nome deste jovem, que hoje estudo no IAENE em regime de internato, conversa travada com o preceptor Geovani no mês de Março.

CONCLUSÃO

Analisando o amor de Deus em nos criar a sua imagem e semelhança percebe que um dos seus propósitos é restaurar esta imagem perdida pelo pecado.

Para tamanho sacrifício, Jesus se dispôs a fazer esta restauração dando seu precioso sangue pôr cada um de nos lá na cruz do calvário.

Poderíamos não aceitar este amor, ele nossa convida para fazermos o mínimo que estar firme em seu amor e assim poder distribuir o mesmo amor.

APELO

Quer você entregar-se hoje nos braços de Jesus, permanecendo firme em seu infinito amor, ficando disposto a lhe obedecer a todo o momento.

ARAUTOS DO REI

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ABORDAGEM APOLOGÉTICA

I - APOLOGÉTICA: DEFINIÇÃO E OBJECTIVO

1. Definição
Etimologicamente, a palavra apologética (do grego apologèticos, apologia) significa justificação, defesa. Apologética é, pois, a justificação e defesa da fé cristã.
2. Objectivo
A apologética tem dois fins:
a. Justificação da fé cristã.. Considerando a religião no seu fundamento (isto é, no facto da revelação cristã, de que a Igreja fundada por Cristo e pelos Seus Apóstolos se diz a única depositária fiel), a apologética expõe os motivos de credibilidade, que provam a sua existência. Deve, portanto, resolver esse problema: havendo neste mundo tantas religiões, qual será a verdadeira? Ora, o apologista fiel sustenta que só a sua fé é a verdadeira, e que o é na realidade; deve, pois, provar essa asserção. Este primeiro trabalho constitui a apologética demonstrativa ou construtiva.
b. Defesa da fé cristã. A apologética não só apresenta os títulos que tornam a Igreja Cristão (a Vedadeira, Igreja Adventista do Sétimo Dia) credora da nossa adesão, mas também enfrenta os adversários, respondendo aos seus ataques. E como os ataques variam com as épocas segue-se que deve evoluir e renovar-se incessantemente, pondo de parte as objeções antiquadas e apresentando-se no campo escolhido pelos adversários, para os combates da hora presente. Sob este segundo aspecto, a apologética tem um caráter negativo, e chama-se apologética defensiva.
3. Corolário: Apologética e apologia
Não são termos sinónimos. "Apologética significa propriamente ciência da apologia, do mesmo modo que dogmática significa ciência do dogma.. A apologética é a defesa científica do Cristianismo pela exposição das razões em que se apoia. Uma apologia é a defesa a um ataque” (Hettinger, Théol. Fond. t. I.).
O objectivo da apologética é, portanto, mais geral. A apologia limita-se a defender um ponto da doutrina bíblico no campo do princiio, da moral ou da disciplina. Prova, por exemplo, que o mistério da Trindade. Trindade não é absurdo; que negar a Trindade é imoral ou contra a moral do cristianismo e portanto injusto; que o celibato cristão, como dom, não é digno de censura, enquanto que imposto é imoral. A apologia remonta às primeiras eras do Cristianismo; a ciência apologética aparece mais tarde, e está sempre em via de formação ou, pelo menos, de aperfeiçoamento.
II - FINALIDADE E IMPORTÂNCIA DA APOLOGÉTICA
4. Finalidade da Apologética
Do objectivo da Apologética deduz-se claramente o fim que se propõe.
a. Enquanto demonstrativa, dirige-se não só ao crente, mas também ao indiferente e ao ateu:
1. Ao crente para o arraigar nas suas convicções, mostrando-lhe os sólidos fundamentos da sua fé, iluminando-lhe a inteligência e fortificando-lhe a vontade;
2. Ao indiferente ao ateu: ao primeiro, para o convencer da importância da questão religiosa e da não-razão da indiferença acerca deste assunto; ao segundo, para o arrancar da incredulidade; a ambos, finalmente, para os levar à reflexão, ao estudo e à conversão. Quer se dirija aos crentes, quer se dirija aos incrédulos, a apologética tem sempre em vista levar as almas à certeza concreta da revelação. Ora, há muitas escolas filosóficas que negam ao homem a capacidade de atingir a verdade. Será, pois, conveniente, resolver o problema da certeza.
b. Enquanto defensiva, a apologética visa só os anticrentes e tem por fim refutar os seus preceitos e objeções. Dizemos anticrentes e não incrédulos, porque ordinariamente os incrédulos limitam-se a não crer, ao passo que os anticrentes têm uma religião especial - a religião da ciência, da humanidade, da democracia, da solidariedade, etc. - que dirigem contra a religião católica.
5. Importância
A importância da apologética deduz-se destes dois motivos:
a. É o preâmbulo da fé. Lembremo-nos, que a fé exige o concurso da inteligência, da vontade e da graça. Ora, a missão da Apologética é levar o homem até ao limiar da fé, torna-la possível, provando que é racional. As provas, que a apologia nos fornece acerca do facto da revelação, devem levar-nos a formar dois juízos: a revelação manifesta-se-nos com evidência objectiva e portanto é digna de crédito (credibile est), juízo de credibilidade; se é digna de crédito, há obrigação de crer (credendum est), juízo de credendidade. O primeiro é de ] ordem especulativa, dirige-se só à inteligência; o segundo vai mais longe, atinge a vontade: é um juízo prático. Se considerarmos os factos, a questão para nós não existe, está resolvida antes da discussão, porque, seja qual for a religião a que pertençamos, todos a recebemos do nosso meio e da nossa educação; veio-nos por intermédio dos nossos pais e dos nossos mestres. Muitos há que a aceitam sem discussão nenhuma, fundados somente na autoridade. Mas pode chegar um momento em que a dúvida assalte o espírito, e seja necessário armar a fé contra os ataques inimigos. Não recomendava já o Apóstolo Pedro aos primeiros cristãos que andassem preparados para dar razão de sua crença quando lha pedissem? (I Ped. 3, 15). Hoje, ainda mais do que então, devem os Adventistas conhecer os motivos da sua fé e saber explicá-los aos outros. É bom advertir que não se pode duvidar da fé, embora seja permitido sujeitá-la a exame. Aos que dizem que é preciso fazer primeiro tábua rasa da fé para chegar à verdade, responde Leibniz: “Quando se trata de dar a razão das coisas, a dúvida para nada serve... Que se faça um exame para passar a dúvida..., passe. Mas que, para examinar. Seja necessário começar por duvidar, é isso o que eu nego”.
b. A apologética é a condição necessária da Teologia. Com efeito, a exposição da doutrina da fé Adventista (Apocalipse 14:12; Romanos 10:17; “Eis o soberbo! A sua alma não é recta nele; mas o justo pela sua fé viverá” Hab.2:4) já supõe a fé, e só tem em vista os crentes. Donde se segue que apesar de terem pontos de contacto e de se ocuparem igualmente da revelação bíblica, diferem contudo no ponto de partida e no desenvolvimento. De facto, o apologista, só com o instrumento da razão, eleva-se das criaturas ao Criador, a um Deus revelador, e chega à constação que a Igreja é dirigida pelo Espírito Santo; ao passo que a Teologia segue a ordem inversa: partindo do ponto onde chega a apologética, isto é, da imutável Palavra de Deus não chega com a infalível certeza que ela é compreendida de forma Indutiva, ou seja, da Bíblia para a doutrina (Is. 28:10) e expõe os ensinamentos da fé.

domingo, 6 de setembro de 2009

A NECESSIDADE DE TOMAR POSSE DAS BÊNÇÕAS

Introdução

Não vou fazer exactamente um sermão hoje... vou contar-vos algo que o Senhor me tem ensinado ultimamente.Acham que há coisas que na qualidade de crentes, temos que “comprar” do Senhor?Apocalipse 3.18O texto diz que temos que comprar ouro refinado no fogo, roupas brancas e colírio (estas palavras estão todas com conceito espiritual).“Ouro refinado no fogo”, é a verdadeira riqueza (da-nos abundância na terra e tesouros no céu).
No mundo físico, quem é rico tem muito poder (não é?): a pessoa pode comprar tudo o que este mundo oferece, pode fazer muita coisa que um pobre não pode.
No mundo espiritual, a riqueza também significa poder (mas uma riqueza e poder diferente (João Baptista profetizou que Jesus baptizaria com o Espírito Santo e com fogo; Jesus disse que esse baptismo era um baptismo de poder)É isso: o poder espiritual é algo que temos que comprar – mas nessa compra, o que nos cabe é apenas receber, porque o pagamento já foi feito, na cruz! O texto também menciona “roupas brancas”. Isto refere-se à purificação do nosso velho homem (ou homem natural).
As nossas vestes espirituais precisam ser purificadas, tornadas alvas (isto é conseguido através do processo da cura da alma. Cura interior! O “colírio”, finalmente, é o antídoto ao engano com que fomos enganados, no passado, por Satanás, que trouxe trevas à nossa visão. Avastin o medicamento que na operação do Hospital de Sta Maria provocou a cegueira a pessoas que queriam ver.
Esse colírio purificará os nossos olhos de todo choro. A Palavra diz que isto precisa ser “comprado”; que precisamos TOMAR POSSE ou APROPRIAR-NOS delas... vamos ver o que isto significa, mas antes:SAIBA QUE A OBRA DE JESUS NA CRUZ FOI COMPLETAJesus realizou na cruz uma obra completa. Ele mesmo clamou: “Está consumado!” João 19:30
E na cruz, Jesus conquistou, para nós, bênçãos tais como:
- A vida eterna;- Ele levou sobre si as nossas dores e enfermidades (a Bíblia diz: “...por suas chagas, fostes sarados”, 1Pe 2.24).Ele nos trouxe a cura interior, uma vez que pela obra da cruz Ele sofreu o castigo que nos traz a paz e sarou, assim, nossas feridas de alma – Isaías diz: “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”, Is 53.5.
Todas são nossas de facto! Espiritualmente falando, já estamos abençoados com todas elas!
Mas para desfrutar de cada uma, eu e os meus irmãos, temos que nos apropriar delas.
Se ainda não nos apropriámos/tomamos posse da salvação oferecida por Jesus nunca seremos salvos, não fomos, não somos, não seremos!
(a Bíblia diz que para sermos salvos, temos que declarar, com a nossa boca, que Jesus é o nosso Senhor, Rom. 10.9, 10).
* Confessares – homologeo – Este mesmo verbo traduz-se por professar e como um substantivo, “profissão/professam” (Tito 1:16; Heb. 3:1)Para sermos curados das enfermidades, passa-se da mesma forma: é necessário apropriarmo-nos, assumir de forma coerente que estamos doentes e necessitamos do medicamento que cura.
* Declarar ou professar que Jesus é o Senhor. Os Judeus atribuíam o senhorio unicamente ao Pai. (1 Cor. 12:3; Fil. 2:11). Os gentios adoravam o Imperador como senhor; mas os cristãos reconheciam a Cristo como “o Senhor… o segundo homem é do céu” 1ª Cor. 15:47.
A confissão do senhorio de Cristo implica a disposição para aceitar ser conduzidos por Ele, obedecer aos Seus mandamentos (João 14:21; 1João 2:3-4).
É nesta disposição que temos consciência que a obra de Jesus na Cruz foi completa. E é esta disposição que nos leva a nos apropriarmos das bênçãos por Ele conquistadas e que coloca à nossa disposição: Ef 1.13: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”.Quero fazer duas perguntas. A primeira é: Que tipo de bênçãos Jesus conquistou para nós? ...e a segunda é: Onde estão as bênçãos que Jesus conquistou na cruz?
Vejamos a primeira: Que tipo de bênçãos Jesus conquistou para nós: são as BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS, e não bênçãos físicas.Ah! Mas Jesus não conquistou para nós a saúde, levando sobre si as nossas enfermidades?A saúde do corpo, do físico, é uma das bênçãos espirituais que Jesus conquistou para nós; mas ela ainda não se tornou uma bênção física permanente. O nosso corpo ainda não é incorruptível. Sê-lo-á na ressurreição.
Seremos segundo a estatura de Cristo: Efésios 4:13 física, mental, carácter, seremos segundo a genética original, sem o efeito do pecado. Ver Isaias 65:20
E a segunda pergunta: Onde estão as bênçãos que Jesus conquistou na cruz?Já estão na minha vida aqui neste mundo, uma vez que sou crente? ...o que Ef 1.13 nos diz? ...onde é que estão as bênçãos com as quais nós já fomos abençoados?
O versículo diz isto: “...nos lugares celestiais em Cristo”. Irmão: As bênçãos que Jesus conquistou na cruz para nós, elas não estão na esfera do mundo físico; elas ainda estão na esfera espiritual, “nos lugares celestiais”, diz a Bíblia.
Para que eu receba (no mundo físico, em minha vida aqui neste mundo) qualquer uma das bênçãos que Jesus já conquistou para mim na cruz, eu tenho que TIRÁ-LAS da esfera espiritual (dos lugares celestiais) e TRAZÊ-LAS para o mundo físico em que eu vivo!
Tenho que transformar BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS em BÊNÇÃOS FÍSICAS, por assim dizer. E como é que eu faço isso? ...abrindo a minha boca (eu tenho que declarar que aquela bênção eu a quero receber, em nome de Jesus). Por outras palavras: através da oração. (é isso que é APROPRIAÇÃO)!
Vamos ilustrar isso com palavras do nosso mundo físico para entender o que acontece no mundo espiritual:O cheque espiritual. Quando nos convertemos, digamos que foi creditado no céu, dez milhões de bênçãos reais espirituais (e nós recebemos um talão de cheques espirituais, sendo que cada cheque chama-se ORAÇÃO).
Se não usar o cheque, não conseguirá sacar um centavo de bênção espiritual (compreenderam ...cada oração é um cheque)!Mas um cheque tem que ser preenchido correctamente:
Primeiro, você tem que preencher com clareza (por cifra e por extenso) o seu valor – isso significa que no cheque espiritual você tem que, na oração, dizer de forma clara qual é a bênção que você quer (não dizer: “Senhor simplesmente, abençoa-me”).Se você preenche um cheque deixando de especificar o valor, o banco aceita? ...não.
Depois, você tem que preencher o favorecido – na sua oração você também tem que dizer ao Senhor para quem é essa bênção que você está pedindo.
Depois disso, você tem assinar o cheque. “Assinar” numa oração significa TER FÉ (quando você assina um cheque, você está a declarar para ao banco: Pode pagar, pode ter fé que o cheque é meu mesmo – se não assinar um cheque, ele volta). Da mesma maneira: se você orar sem fé, não pense que a sua oração vai ser atendida. (Tg 1.6 diz: "peçam com fé e não duvidem de modo nenhum, pois quem duvida é como as ondas do mar, que o vento leva de um lado para o outro. Quem é assim não pense que vai receber alguma coisa do Senhor").
Finalmente, no cheque você tem que pôr a data.Na esfera espiritual isso significa que é naquele momento em que ora, em que você está orando, que o elemento TEMPO está sendo inserido na sua bênção, isto é, a bênção está saindo das regiões celestiais e entrando no mundo físico!Percebe por que precisamos fazer ORAÇÃO? ...as bênçãos que Jesus conquistou para nós não vêm automaticamente para nós (se viesse, não haveria necessidade de orar)! ...mas a Bíblia diz para orarmos sem cessar!
Com isso, quero concluir com uma observação muito importante, pois é básica para sermos abençoados em todas as áreas da nossa vida – a observação é a seguinte:Todas as bênçãos espiritualmente já nos foram dadas; mas cada uma delas precisa ser apropriada, num determinado momento da nossa vida.
O modo de você apropriar, de você TOMAR POSSE da bênção de Deus é fazendo oração, é emitindo cheques espirituais.Você tem emitido muitos desses cheques?Ouça: o nosso saldo celestial nunca diminui. Os talões de cheques espirituais nunca chegam ao fim – não é preciso economizar “bênçãos espirituais”; elas são intermináveis! Aleluia?
Mas se você não emitir um cheque, se não orar, as bênçãos de Deus para você ficarão lá para o dia seguinte... se no dia seguinte você também não orar, não sacar do reino do espírito nenhum bênção, elas continuarão lá...Porém, quando Jesus vier e for para a eternidade, vai olhar para os depósitos do céu e vai ver a quantidade interminável das bênçãos que poderia ter recebido e não recebeu...A partir de hoje: Não economize nas suas bênçãos. Tome posse delas!