sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O CORDEIRO DE DEUS NO ÉDEN

I – Introdução:

Nesta semana especial vamos tratar do tema que está em João 1:29, onde João Batista apresenta a Jesus como “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

Podemos ver o Cordeiro de Deus em muitos momentos da história da humanidade, e de muitas maneiras, no trato de Deus com o ser humano, o Seu plano de restaurar aqueles que aceitam a salvação provida no Calvário.

Vejamos o que diz a Palavra de Deus Génesis 3:8-11 e 21. (Ler o texto).
O Verso 21 diz: “E fez o Senhor Deus vestimentas de peles para Adão e sua mulher e os vestiu”. Foi esta a maneira usada por Deus para cobrir a nudez dos nossos primeiros pais.

As peles eram uma recordação constante:
1- Da inocência perdida e também
2- Da morte como resultado do pecado e
3- Ao mesmo tempo da promessa do prometido Cordeiro de Deus que, por sua própria morte vicária, erradicaria os pecados do mundo.

Adão foi comissionado como protector dos animais criados, desgraçadamente agora deve tirar a vida como memorial do seu próprio pecado. Estes deviam morrer para que ele vivesse.

É importante compreender o serviço de sacrifícios. Na história de Israel foram centenas, milhares, milhões de cordeiros imolados.

A Palavra de Deus mostra que após a saída do povo de Israel do Egipto, Deus estabeleceu o tabernáculo, que era um templo móvel e depois o templo, propriamente dito em Jerusalém. E neles oficiava-se diariamente de manhã e de tarde, com sacrifícios.

De todas as mortes de animais do Antigo Testamento, nenhuma causou tanto impacto como a morte do primeiro cordeiro.

Por ser a primeira morte. Era algo que Adão não conhecia. Pior ainda ele próprio deveria sacrificar o animal.

Para tornar ainda mais claro este assunto, o cordeiro por ser um animal dócil e muito amável, acabava por ser para Adão uma representação da amável pessoa de Jesus.

II – Ofertas Sacrificais – Representações de Cristo:

As ofertas de sacrifício foram ordenadas por Deus a fim de serem para o homem
1- Uma perpétua lembrança do seu pecado, e
2- Um reconhecimento de arrependimento do mesmo e
3- Também uma confissão de fé no Redentor prometido.

Destinavam-se a impressionar a raça decaída com a solene verdade de que foi o pecado que causou a morte. Para Adão, a oferta do primeiro sacrifício foi uma cerimónia muito dolorosa. A sua mão deveria erguer-se para tirar a vida, a qual unicamente Deus pode dar.

Foi a primeira morte, e Adão sabia que se ele tivesse sido obediente a Deus não haveria morte de homem ou de animal.
Ao matar a inocente vítima, tremeu com o pensamento de que o seu pecado deveria derramar o sangue do imaculado Cordeiro de Deus.

Esta cena deu-lhe uma intuição mais profunda e viva da grandeza da sua transgressão, que coisa alguma a não ser a morte do amado Filho de Deus poderia expiar. E maravilhou-se com a bondade infinita de tal resgate para salvar o culpado.

Uma estrela de esperança iluminou o futuro tenebroso e terrível, e o aliviou da sua desolação total.

É bom lembrar que quando Adão e Eva pecaram, sentiram-se despidos e por isso esconderam-se da presença de Deus que veio visitá-los na viração do dia.

Deus procurou-os porque a despeito de terem pecado, o Senhor tinha estabelecido um plano de resgate.

O pecado não apanhou Deus de surpresa. A Bíblia declara que Jesus é o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Apocalipse 13:8.

Pedro diz que fomos lavados pelo sangue do Cordeiro conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém, manifestado no fim dos tempos. I Pedro 1:19-20.

O primeiro sermão evangélico foi pregado no Éden. Quando se declarou que a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente, Cristo seria exaltado como o caminho, a verdade e a vida.

Ele foi o caminho da esperança para Adão e Eva, Jesus foi a esperança de Abel quando ele apresentava a Deus o sangue do cordeiro morto, representando o sangue do Redentor. Cristo foi o caminho pelo qual se salvaram patriarcas e profetas. Ele é o único caminho pelo qual podemos ter acesso a Deus.

III – Jesus é Nossa Justiça:
O Senhor Jesus Cristo preparou vestes – o manto de Sua própria justiça – que Ele colocará sobre toda a alma arrependida e crente que a recebe pela fé. Disse João: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29).
O pecado é a transgressão da lei. Cristo morreu para tornar possível a todo homem ter os seus pecados perdoados.
Vestes de folhas de figueiras nunca cobrirão a nossa nudez. O pecado deve ser removido, e o manto da justiça de Cristo deve cobrir o transgressor da lei de Deus.
Então, quando o Senhor olha para o pecador arrependido, Ele vê, não as folhas de figueira que o cobrem, mas a própria justiça de Cristo, que é a perfeita obediência à lei de Deus – o homem tem a sua nudez oculta, não sob a cobertura das folhas de figueira, mas sob o manto da justiça de Cristo.
Cristo fez um sacrifício para satisfazer os requisitos da justiça.
Que preço o Céu teve de pagar pelo resgate do transgressor. Em lugar de se abolir a lei para que esta poupasse o homem caído na sua condição pecaminosa, ela foi mantida em toda a sua santa dignidade. Jesus, Deus ofereceu-Se para salvar da ruína eterna todos os que nEle crêem.
O pecado é deslealdade para com Deus, e merece punição. As folhas da figueira têm sido empregues desde os dias de Adão, no entanto, a nudez da alma do pecador não foi coberta.
Hoje, ainda, muitos procuram cobrir-se com argumentos que não passam de folhas de figueira, são apresentados por aqueles interessados nesse manto de fina espessura, subtil e desleal veste.
Não cobre nada, a não ser dar uma consciência anestesiada, mas anestesia de morte, porque o pecado é a transgressão da lei.
Cristo manifestou-Se no nosso mundo para tirar a transgressão e o pecado, e substituir a cobertura das folhas de figueira pelo manto impecável da Sua justiça. Pelo sofrimento e morte do unigénito Filho do Deus infinito, a lei de Deus permanece inabalável.
Nenhuma invenção humana pode livrar-nos da condenação do pecado. Só Jesus, com a Sua justiça nos pode redimir.
IV – Vestimentas de Confecção Divina
A história da queda da raça humana é muito triste. Num período desconhecido da Criação, Adão e Eva separaram-se, talvez para desempenhar alguma tarefa no jardim, talvez para estar a sós. Eva seguiu na direcção das duas árvores plantadas por Deus no meio do jardim, a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Da árvore do conhecimento a serpente sussurrou sua pergunta subtil: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? Eva olhou para a formosa criatura, com suas belas asas, estava ela sobre os ramos da árvore. Quando a mão de Eva se ergueu, o corpo da serpente empurrou o ramo em direcção de sua mão até que o fruto chegou a ela. Mais tarde naquele dia, confusos e desalentados, o casal fez vestes de folhas de figueira. Quando Deus veio falar com eles, se esconderam na floresta. Mas quem pode se esconder do Senhor? E quem fica em silêncio quando o Senhor pergunta: Onde estás?”
Não foi o temor, nem o esconderijo que cortou o coração de Deus. “Quem te fez saber que estavas nu?”. Perguntou o Senhor. Não mais poderia o resplendor que Deus lhes dera unir-se naturalmente com Sua glória. Trevas tinham caído sobre o Planeta Terra.
Deus viu a tragédia e as consequências. “Que é isso que fizeste?” perguntou: tinham espoliado as esperanças de Deus para eles.
O Génesis não dá nenhum realce dentro da triste história. Lendo-a, pode ser que alguém deseje que ela seja reescrita, desenrolada e gravada novamente como uma fita. Mas nenhuma habilidade humana pode desenrolar o Éden e seu desastre. Todavia mesmo ali, quando tudo parecia perdido, Deus deu esperança. Vestidos com as peles de animais, Adão e Eva podiam ver sua própria culpa e a esperança em Deus. Ele pôde prover vestes no Éden. Um dia restauraria a vestimenta de luz e o próprio Éden.
Unicamente a obra expiatória de Cristo poderia transpor o abismo, e tornar possível a comunicação de bênçãos ou salvação, do céu à terra.


V – Conclusão:
Todos os cordeiros oferecidos em sacrifício, desde o primeiro cordeiro morto lá no Éden, até o último cordeiro, imolado na manhã daquela sexta-feira, quando Jesus o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo deu Sua vida por nós, todos eles representavam a Jesus.
Na hora da morte de Jesus, a Bíblia descreve em Mateus no capítulo 27 verso 51 que o véu do santuário rasgou-se de alto a baixo, significando que não havia mais necessidade de imolar cordeiros, porque o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo acabara de ser sacrificado.

Amigo querido:
Gostaria você de aceitar a Jesus o Cordeiro de Deus?
Aceitar o Seu sacrifício, o Seu sangue?
Gostaria você de ter os pecados perdoados?
Abra agora o seu coração, faça de Jesus o Seu Salvador.
Faça de Jesus o primeiro na vida e no coração e você receberá os benefícios de Seu sacrifício, os benefícios de Seu sangue porque Jesus é o Cordeiro de Deus.

Aquele cordeiro sacrificado lá no Éden era um símbolo de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Mais ou menos quatro mil anos se passaram e finalmente na plenitude do tempo, o Filho de Deus tornou-se homem para morrer em nosso lugar.
Não importa quão pecador você seja.
Se você aceitar a Jesus como seu Salvador pessoal, o Senhor vai cobrir você com Sua vestimenta de justiça e você receberá os méritos do sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

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