sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A SEGUNDA PALAVRA DE JESUS NA CRUZ

1ª Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.
Lucas 23:33,34.

2ª Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso.
Lucas 23:42,43.

3ª Mulher, eis aí o teu filho.”
4ª Deus meu, por que me desamparaste?
5ª Tenho sede.
6ª Está consumado.
7ª Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.

Continuando o estudo sobre as sete últimas palavras de Cristo na cruz que podem ser comparadas, também, às sete declarações de amor e esperança, hoje vamos estudar a segunda palavra, que está escrita em Lucas 23:39 a 44.

Olhemos, neste momento, para a montanha solitária onde estão cravadas três cruzes. Jesus está no meio. Ao Seu lado dois ladrões. O Mestre está a pregar o Seu último sermão. O Seu púlpito é uma cruz. O Seu auditório, apenas duas pessoas: dois homens que nunca quiseram saber nada de Jesus; dois ladrões que, em decorrência dos seus erros, estão ali, pendurados na cruz, à espera da morte.

Mas, porque razão estes dois ladrões foram castigados assim? Aqui há algo que precisamos entender.

De Jerusalém saíam dois caminhos: um descia para Jericó que estava na parte baixa e o outro, subia para o Gólgota.

No primeiro caminho, quem ia para Jericó era frequentado por ladrões que se escondiam nas sombras da noite para matar, roubar e violentar. Daí surgiu a parábola do Bom Samaritano que nos fala de um homem que foi assaltado no caminho que descia para Jericó (Lucas 10:25-34).

O que esses homens que se escondiam nas trevas da noite não sabiam é que por terem descido para Jericó, teriam que subir para o Calvário, porque mais cedo ou mais tarde a sociedade os prenderia e seriam julgados e condenados.

Como era essa condenação? Eram condenados com a pena de morte, a pena de crucifixão.
Hoje, não podemos compreender plenamente o que isso significava. Na realidade a pena de morte por crucifixão não era tão simples como a morte na cadeira eléctrica, na câmara de gás ou por fuzilamento.

Esta morte era cruel, terrível, miserável – a pior das mortes. A sociedade tinha inventado este tipo de morte para vingar-se dessa gente ameaçadora e que colocavam a vida em perigo de pessoas inocentes. As pessoas cansavam-se!

Se roubarem o nosso carro, não ficamos irados?
Não sentimos raiva quando entram na nossa casa e levam os nossos bens? Não fica com raiva, quando essa gente a quem não fizemos nada de mal invade a nossa privacidade e matam os nossos queridos?

Por isso, a sociedade em Jerusalém, cansada dos abusos desses marginais, inventou uma morte cruel. E em que consistia a morte por crucifixão?

Deitavam a cruz no chão e sobre ela amarravam o condenado. Pregavam as suas mãos e pés. Mas ninguém morre porque alguém lhe fez dois buracos nas mãos. Se os pregos fossem colocados na cabeça, no coração, seria diferente, mas nas mãos o máximo que pode acontecer é sangrar.

Então, o objectivo desse tipo de morte, ao pregar-se as mãos e os pés, não era matar imediatamente, mas castigar da pior forma possível. Veja como isso acontecia.

Depois de pregarem o condenado, levantavam a cruz. Então as coisas começavam a ficar difíceis para o bandido, porque com o peso do corpo as carnes começavam a rasgar-se, o sangue começava a sair em torrentes e devido ao sangramento, o ladrão enfraquecia, ficava debilitado.

Durante quanto tempo essa pessoa ficava pendurada na cruz? A lei dizia que o seu corpo só poderia ser retirado da cruz depois de morto. E quanto tempo durava esse processo até à morte? Dependia da resistência do condenado. Alguns resistiam seis horas, outras doze horas, vinte e quatro horas. Alguns resistiam dois, três dias, sem comida, sem bebida e a sangrar. A única autorização era passar-lhe de hora em hora um pouco de vinagre nos lábios, mais nada.

Ali ficava ele pendurado. De dia o Sol queimava. Imagine o sangue a secar nas mãos, as moscas pousavam em cima do seu corpo ensanguentado e ele sem mãos para se mexer, defender-se. E, com a febre a aumentar, sentia muita sede...

Quando a noite chegava, o frio gelado como uma chicotada castigava o seu corpo ferido e seminu. Alguns contraiam pneumonia e morriam. Outros enfraqueciam lentamente, gota a gota.

Era uma morte terrível, porque além de se sentir intensa dor, o crucificado tinha tempo necessário para lembrar-se de toda a sua vida passada, de todos os seus erros. Chegava um momento em que ele não aguentava mais. Chegava a um momento em que ele gritava aos soldados lá em baixo: “Por favor, tenham piedade de mim, matem-me, matem-me, dêem-me o golpe final, não aguento mais!”

Mas os soldados diziam: “Não! Ti tens de morrer lentamente e lembrar-te de tudo o que fizeste no caminho de Jericó. Como roubaste, assaltaste, mataste gente inocente, pacífica e que nunca te fez nada. Morre aí, derrama a tua vida gota a gota.”

Agora eu quero que imaginem comigo o Calvário. Três cruzes lá na montanha. Dois tinham motivos suficientes para morrer; o do meio era o que mais tinha motivos, porque o da direita e o da esquerda pelo menos morriam somente por eles, mas o do meio morria pelos outros.

Uma das coisas impressionantes em Jesus é que ao nascer foi rodeado por animais (Lucas 2:6,7) e, ao morrer, por criminosos. Ao morrer, não escolheu ficar ladeado dos melhores cidadãos, dos homens mais ilustres. Não escolheu morrer rodeado por homens famosos, como artistas da TV, jogadores de futebol, políticos. Ao morrer, foi rodeado por dois bandidos. Porque foi deste modo?

Jesus foi sempre coerente. Quando esteve nesta Terra andou e com os excluídos da sociedade, os considerados pecadores. Quando lemos o Novo Testamento vemos que Jesus anda com ladrões, publicanos, prostitutas, a ralé, os párias da sociedade. Que mãe gostaria de ter um filho assim?

Lucas 15:2 “E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles.” Jesus misturava-se com pecadores. Viveu entre pecadores. Mas o que mais nos impressiona é que quando morreu, escolheu morrer entre pecadores. Morreu cravado, pregado entre dois ladrões. Dois seres humanos em quem a sociedade tinha perdido toda a esperança de recuperação e por isso iam morrer.

Dois seres humanos selvagens, imorais, sem sentimentos, que passaram toda a vida no pecado. Ou se calhar desviaram-se do caminho certo? Até aos 17 ou 20 anos iam à Sinagoga com os pais! Depois zangaram-se com alguém na Sinagoga e foram-se embora!

Mas, Jesus parece que escolheu, (Gál. 1:4) porquê? “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10) Ele escolheu morrer entre os pecadores porque tinha uma missão. Queria transformar a vida daqueles homens. Aí estava a grandeza do ministério de Cristo.
* Viveu entre pecadores para os salvar,
* e morreu entre pecadores para os salvar.

Quando Se separava da multidão era unicamente para receber poder do Seu Pai e logo saía para pregar, transformar vidas e mostrar o amor maravilhoso do Pai.

Assim, nunca nos devemos esquecer de que o nosso Senhor Jesus que conhecia tudo, que sabia tudo, gastou a Sua vida para transformar pecadores e exalou o último suspiro acreditando nos piores seres humanos.

Isso quer dizer que o ministério de Cristo teve resultado? Sim e não! Não, porque um dos ladrões, olhou para Ele e disse: “Se Tu és o Cristo salva-te e salva-nos.”
- “Se tu és o Cristo”- lembram-se do que Satanás disse a Cristo lá no deserto? “Se tu és o Cristo, lança-te ...”
- Lembram-se do que os sacerdotes disseram? – “Se tu és o Cristo, desce da cruz.” E, agora, o ladrão disse: “Se tu és o Cristo, salva-te...”

O problema desse homem é que ele não sentia necessidade espiritual, estava consciente, apenas, da sua necessidade física. Não estava arrependido, não confessou. Ele somente queria alívio para a difícil situação em que se encontrava.

Esse homem mostra a realidade de todos os tempos. Milhões de pessoas seguem a Jesus simplesmente por interesses terrenos. Porque Jesus pode curar ou derramar uma bênção para encontrar um bom emprego, ou porque pode tirar o filho da miséria em que está a viver ou porque pode trazer o marido ou a mulher de volta.

São as motivações ocultas que muitas vezes trazemos no coração. Qual é a nossa motivação para seguir a Jesus?
Pense no raciocínio do primeiro homem: “Se tu és o Filho de Deus, salva-me. Porque se me salvares, se me tirares da cruz, acreditarei que Tu és o Filho de Deus. Se tu me curares, saberei que tu és o Filho de Deus. Se não me curares, então qual é o mérito em Te seguir?”

Quer isto dizer que desejar ser curado é errado? Claro que não! Peça a Deus um milagre. Acredite no poder divino, mas não faça disso a motivação para seguir a Jesus.
Quero segui-Lo sem esperar nada d´Ele. Quero segui-Lo simplesmente porque Ele me amou primeiro. E você?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A PRIMEIRA PALAVRA DE JESUS NA CRUZ

INTRODUÇÃO: Lucas 23: 33, 34

1- As sete palavras do Calvário.Aqui está a primeira declaração solene na Cruz, são sete! Foi o maior discurso de despedida da história do mundo. Foi proferido por Jesus no púlpito da cruz, na capela do Gólgota, na sexta-feira antes da Páscoa e por volta de trinta e três anos após o Seu nascimento. Apesar das Escrituras Sagradas cobrirem milhares de anos e registarem as palavras de centenas de homens e mulheres em vida, pouquíssimas palavras de pessoas à beira da morte foram registadas na íntegra, como no caso de Jesus.

Nenhum ouvido captou os sussurros de um homem à beira da morte como fizeram os escritores dos Evangelhos, ao pegarem do Calvário “as sete cordas da sinfonia da redenção.”

Durante o Seu ministério pessoal, Jesus teve vários púlpitos – o alto de uma montanha, um barco, um poço. Mas, Ele nunca teve um púlpito como a cruz. Nunca houve ali um pregador como o Senhor, nunca houve uma congregação como aquela reunida no lugar da caveira, e nunca houve um sermão como as últimas palavras de Jesus.

Por que as últimas palavras de Cristo na cruz são tão importantes?

O número sete tem todo um significado especial, tanto na literatura bíblica como na universal. Cícero já dizia: “Em tudo quanto existe o número sete prevalece.” Por exemplo: sete são os dias da semana, sete são as maravilhas do mundo antigo, sete são as cores do arco-íris, sete são as notas musicais, sete são as colinas de Roma e sete foram as palavras de Cristo na cruz. Na Bíblia encontramos mais de oitocentas referências ao número sete. Por exemplo: sete igrejas do Apocalipse, sete selos, sete trombetas, etc. O número sete indicam plenitude, perfeição. E nas sete palavras encontramos uma mensagem perfeita, plena.

Uma mensagem que nos fala de um Salvador, que na hora da morte tinha o Seu coração cheio de amor, amor que transbordou em palavras de esperança. As Suas feridas não foram tratadas para que as nossas fossem. As Suas aflições foram imensas para que as nossas, um dia fossem para sempre dissipadas.

Quando Jesus entrou em Jerusalém, montado num jumento, a multidão estendia os seus mantos para Ele passar. (Lucas 19:36). A multidão gritava e louvava em voz alta dizendo: “Bendito o que vem em nome do Senhor” (Lucas 19:37 e 38).

Cinco dias depois, a mesma multidão grita diante de Pilatos: “Crucifica-O! Crucifica-O!” São tiradas as vestes de Jesus. Quão rapidamente a multidão mudou. Como as pessoas são influenciáveis! É fácil acompanhar a multidão, a massa. É fácil acreditar no ditado popular: “A voz do povo é a voz de Deus.” Mas é bom lembrar que, na maioria das vezes, a multidão esteve errada. E, que, para nós, o que vale não é a voz da maioria e nem da minoria, mas, sim, a voz de Deus expressa nas Sagradas Escrituras. As pessoas mudam facilmente, mas graças a Deus que Jesus não muda. “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e o será para sempre” (Hebreus 13:8). Tudo o que Jesus foi ontem (Amor) Ele é hoje. Tudo o que Jesus é hoje (Amor) Ele será amanhã, sempre (Amor).

2. Ninguém vence sem oração.No Calvário Jesus estendeu a mão aos Seus executores. Mãos que não feriram nenhum homem, mãos das bênçãos, mãos do pão, mãos dos milagres.

Jesus foi sempre uma bênção. Nesta hora das últimas palavras de Jesus, as mãos estão presas, mas da Sua boca ainda fluem bênçãos não só para o ladrão, não só para a Sua mãe. Mas para o mundo.

A cruz foi erguida devagar e, então, colocada no buraco preparado para ela. Jesus subia ao Seu último púlpito. E as Suas primeiras palavras na cruz foram de perdão. Esta primeira palavra, bem como a quarta e a última são orações que Ele dirige ao Pai. O início, o meio e o fim da agonia de Jesus foram banhados pela santa comunhão com o Pai.
Iniciou o Seu ministério com oração e terminou com oração.

Aqui encontramos uma grande lição. Neste mundo ninguém pode ser vitorioso sem oração. Precisamos aprender a fazer como Jesus que dependia constantemente do Pai. Raramente homens oravam na cruz. A crucificação era uma invenção de mentes depravadas e determinada a tornar a morte tão dolorosa quanto possível. Conforme estudos realizados, era comum a vítima delirar de dor, soltar gritos estridentes, praguejar e cuspir nos espectadores. Mas Jesus orou. Quando o homem deu o pior de si, Jesus orou. Não por justiça, mas por misericórdia. E orou, não após Suas feridas terem sarado, mas enquanto estavam sendo abertas.

“Pai” – disse Jesus na hora da morte. Tinha uma coroa de espinhos furando o Seu rosto, mas isso não O impedia de enxergar o amor do Pai. Suas mãos estavam cravadas numa cruz, não podiam mais curar pessoas, mas Ele podia orar. Seus pés não podiam mais andar para alcançar o pecador, mas isso não O impedia de orar. Seus discípulos O tinham abandonado. Ele não podia mais ensinar-lhes, mas isso não impedia Jesus de orar.

Ah, meus amigos, às vezes, quando surgem dificuldades na nossa vida, quando um filho sofre um acidente, ou quando perdemos o emprego, o primeiro pensamento que vem à nossa mente é; talvez, Deus nos tenha abandonado, que Se tenha esquecido de nós, que não Se importa connosco. Jesus, em meio à tanto sofrimento, dor, agonia, perseguição, insultos e todo ensanguentado não permitiu que nada o impedisse de saber se o Pai O amava e que olhava para Ele.

É possível que neste auditório, haja alguém que está desempregado há muito tempo. Irmão/amigo é capaz de ver o rosto do Pai apesar de estar a passar por necessidade? Você está doente, desenganado pelos médicos? Os amigos o abandonaram? Foi traído pelas pessoas que mais amava? Sente-se solitário? E, apesar de tudo isso, é capaz de ver o rosto do Pai? Jesus o fez na cruz do Calvário. Sem amigos, abandonado pelos discípulos, odiado pela multidão, castigado pelos soldados, acusado falsamente, crucificado injustamente, ferido, em agonia, era capaz de dizer: “Pai, não Te vejo, está tudo escuro, mas sei que estás presente. Sei que estás aí e eu confio em Ti.”

Somos capazes de fazer isso? Se vivemos constantemente em comunhão com o Pai, nada neste mundo nos poderá separar d´Ele, do Seu amor. O primeiro pensamento de Jesus não foi a Sua própria dor, mas sobre o mal que os Seus acusadores estavam infligindo neles próprios. Na Sua hora de agonia Jesus não orou por Ele, mas pelos outros. E não foi pelos Seus amigos, ou os Seus familiares ou por boas pessoas.

Sabe por quem? Ele orou por Seus inimigos. Justamente aqueles que O estavam a maltratar. Orou e pediu perdão por eles. Como uma árvore que derrama perfume sobre o machado que a corta, Jesus disse: “Pai, sei que não poderás exercer a Tua misericórdia sobre Mim, não a negue a estes!”

Ah, meu amigo! Jesus estava a viver o que sempre ensinou. “Perdoai aos vossos inimigos”, “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, “Se não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.”

Na cruz Jesus viveu a Sua mensagem. O Seu maior ensinamento sobre o perdão foi na cruz. Ele saiu da teologia, da beleza das palavras e entrou na realidade do perdão. Ele praticou o que pregou. Nas palavras de Jesus está a esperança da nossa salvação. Então, acheguemo-nos para escutar mais atentamente o que Ele disse. Com certeza, vamos escutar o nosso nome a ser mencionado na súplica. Ele orou em voz alta para que soubéssemos que estávamos incluídos na oração.

3. Por quem orou Jesus.No grego, o verbo em Lucas 23:34 está na forma imperfeita, indicando “acção contínua no passado”. O nosso texto diz: “Contudo Jesus dizia”, que também poderia ser traduzido por: “Contudo Jesus continuava dizendo”. Por outras palavras, Jesus pode ter dito várias vezes a frase: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.”

Apesar de não conhecermos os detalhes, sabemos que Jesus continuou a orar: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”

Certamente a Sua oração, incluiu os soldados que cravaram os pregos nas Suas mãos e pés, que se ajoelharam ao pé da cruz, não em tristeza reverente, mas para lançar sortes sobre a Sua túnica. Talvez, estes foram os homens que, na noite anterior esbofetearam o Seu rosto, cuspiram e, por repetidas vezes, bateram na coroa de espinhos que eles Lhe puseram sobre a cabeça, fazendo com que os espinhos Lhe perfurassem a fronte, e o sangue gotejasse sobre o rosto e a barba.

Seriamos nós capazes de orar e concederíamos perdão a alguém que, de igual modo, abusasse de si? Nenhuma maldição invocou Jesus sobre os soldados que O trataram de forma tão rude!

Nós entendemos porque os soldados foram tão cruéis! Eles foram pagos para fazer isso e, acima de tudo, deviam obedecer às ordens dos seus superiores. Nós compreendemos a acção dos soldados... Mas Jesus fez mais! Ele perdoou...
Por quem mais Jesus orou?

Certamente pela multidão que na noite anterior gritou enlouquecida: crucifica-O, crucifica-O (Marcos 15:13) e, agora, ao pé da cruz em tom de escárnio dizia: “Se és Filho de Deus, desce da cruz.”

Nós entendemos porque aquela multidão agiu assim. Os líderes do povo tinham estimulado a turba ignorante a pronunciar tal julgamento. Nós entendemos a acção da multidão. Mas Jesus fez mais! Ele perdoou... Por quem mais Jesus orou?

Nosso Senhor orou pelos discípulos que fugiram. Certamente Ele orou por Seu amigo Pedro que O negou.
Novamente nós entendemos a reacção dos discípulos. Todos nós já experimentamos o choque de um perigo físico. Todos já fomos tentados a fugir. Por isso, podemos entender a reacção dos discípulos fugitivos. Mas Jesus fez mais! Ele perdoou...

Jesus orou pelos responsáveis imediatos do Seu sofrimento e morte. Mas, a Sua oração ultrapassa as fronteiras de Jerusalém, ultrapassa os limites da sexta-feira em que morreu. Aquela oração de Jesus por Seus inimigos
abrangia o mundo inteiro. Envolvia todo o pecador que já vivera ou viria a viver ainda.

A oração de perdão inclui a cada um de nós quando erramos. Na cruz, Jesus Cristo abriu a porta do perdão de Deus. A porta ainda está aberta hoje!...Mas, depois de alguém ter entrado, o que deve fazer?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

INTRODUÇÃO ÀS 7 PALAVRAS DO CALVÁRIO

INTRODUÇÃO:
Vamos estudar as últimas palavras de Jesus na cruz. São Palavras de Esperança!
Vamos ler: Lucas 23: 34, 43; João 19: 26 e 27; Mateus 27:46; João
19:28; Lucas 23:46 e João 19:30.

DESENVOLVIMENTO:
Aqui estão sete declarações memoráveis e solenes. Foi o maior discurso de despedida da história do mundo. Foi proferido por Jesus no púlpito da cruz, na capela do Gólgota, na sexta-feira antes da Páscoa e por volta de trinta e três anos após o Seu nascimento. Apesar das Escrituras Sagradas cobrirem milhares de anos e registarem as palavras de centenas de homens e mulheres em vida, pouquíssimas palavras de pessoas à beira da morte foram registadas na íntegra, como no caso de Jesus.

Nenhum ouvido captou os sussurros de um homem à beira da morte como fizeram os escritores dos Evangelhos, ao pegarem do Calvário “as sete cordas da sinfonia da
redenção.”

Durante o Seu ministério pessoal, Jesus teve vários púlpitos – o topo de uma montanha, um telhado, um banco, um poço. Mas, Ele nunca teve um púlpito como a cruz. Nunca houve ali um pregador como o Senhor, nunca houve uma congregação como aquela reunida no lugar da caveira, e nunca houve um sermão como as últimas palavras de Jesus.

Vamos estar com as acções e declarações d´Aquele que deu a Sua vida pela vida de todos nós. Vamos estudar as últimas palavras de Jesus na cruz. São Palavras de Esperança!
Vamos ler: Lucas 23: 34, 43; João 19: 26 e 27; Mateus 27:46; João
19:28; Lucas 23:46 e João 19:30.

Aqui estão sete declarações memoráveis e solenes. Foi o maior discurso de despedida da história do mundo. Foi proferido por Jesus no púlpito da cruz, na capela do Gólgota, na sexta-feira antes da Páscoa e por volta de trinta e três anos após o Seu nascimento. Apesar das Escrituras Sagradas cobrirem milhares de anos e registarem as palavras de centenas de homens e mulheres em vida, pouquíssimas palavras de pessoas à beira da morte foram registadas na íntegra, como no caso
de Jesus.

Nenhum ouvido captou os sussurros de um homem à beira da morte como fizeram os escritores dos Evangelhos, ao pegarem do Calvário “as sete cordas da sinfonia da
redenção.”

Durante Seu ministério pessoal, Jesus teve vários púlpitos – o topo de uma montanha, um telhado, um
banco, um poço. Mas, Ele nunca teve um púlpito como a cruz. Nunca houve ali um pregador como o Senhor, nunca houve uma congregação como aquela reunida no lugar da caveira, e nunca houve um sermão como as últimas palavras de Jesus.

5 Palavras de Esperança - As últimas palavras de Jesus
Mas por que as últimas palavras de Cristo na cruz são tão importantes assim?
1. O número sete tem todo um significado especial, tanto na literatura bíblica como na universal. Cícero já dizia: “Em tudo quanto existe o número sete prevalece.” Por exemplo: sete são os dias da semana, sete são as maravilhas do mundo antigo, sete são as cores do arco-íris, sete são as notas musicais, sete são as colinas de Roma e sete foram as palavras de Cristo na cruz. Na Bíblia encontramos mais de oitocentas referências ao número sete. Por exemplo: sete igrejas do Apocalipse, sete selos, sete trombetas, etc.

O número sete indica plenitude, perfeição. E nas sete palavras encontramos uma mensagem perfeita, plena. Uma mensagem que nos fala de um Salvador, que na hora da morte tinha o Seu coração cheio de amor, amor que transbordou em palavras de esperança. Suas feridas não foram tratadas para que as nossas fossem. Suas aflições foram imensas para que as nossas fossem levadas embora.

2. Quando uma pessoa está para morrer todos querem ouvir o que ela tem para falar. Se as palavras finais de um ente querido são recolhidas e citadas pelos familiares como uma recordação preciosa, muito mais significativas são as que Cristo pronunciou sobre a cruz. Ele não falou aleatoriamente, ou apenas por falar. Em cada expressão há um fundamento, há um significado. Foram poucas as Suas falas no longo silêncio daquele dia em que Ele pendeu no madeiro. As absorventes e aniquiladoras agonias da cruz não turvaram a ordem e a harmonia que Lhe assinalaram a vida. As sete últimas frases de Cristo podem ser comparadas às sete janelas por onde contemplamos a nobreza do Seu carácter. Elas são tão importantes que os quatro evangelistas citaram, pelo menos, uma delas.

3. O registo da história humana revela que muitos daqueles que foram sentenciados à pena de morte, tiveram 6 Palavras de Esperança - As últimas palavras de Jesus a oportunidade de expressar as suas últimas palavras antes da morte. Alguns alegaram até o final a sua inocência. Outros extravasaram a sua ira e indignação contra aqueles que os executaram. Poucos reconheceram a merecida punição numa atitude de arrependimento. Entretanto, as palavras de Jesus Cristo nos momentos de Sua agonia naquela cruz, revelam o carácter santo e o propósito amoroso do Filho de Deus para connosco. As Suas palavras não foram de amargura, de covardia, de frustração ou de maldição. Numa situação tão adversa, Jesus falou para os que ali estavam, naquele dia, as mesmas palavras que fala para nós, hoje:

a) Palavras de Perdão: “Pai, perdoa-lhes...”Aqui vemos o maravilhoso amor de Jesus, mesmo sofrendo injustamente devido às acusações dos judeus e as violências dos romanos, Ele pedia ao Pai que os perdoasse.

b) Palavras de Certeza: “Estarás comigo no Paraíso”. Não importa onde estamos, não importa quão pecadores somos, se nos arrependermos e confessarmos os nossos pecados e aceitarmos a salvação de Jesus, não somente teremos paz neste mundo, bem como a certeza de vida eterna no Paraíso Celestial.

c) Palavras de Provisão: “Mulher eis aí o teu filho...eis aí a tua mãe.” As relações humanas são ternas. E, quando Jesus viu a Sua mãe Maria ao pé da cruz, tomou providências em favor dela. Deu instruções para que João cuidasse dela. Isso revela o cuidado de Cristo para aqueles que são Seus, aqueles que O seguem pela fé em Sua palavra. Estas mesmas palavras de provisão são extensivas a nós, pois somos da Família de Deus. Ele é nosso Pai e, Jesus, nosso irmão mais velho e como o próprio Jesus disse: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam.” Luc. 8:21.

d) Palavras de Sofrimento: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Morte é separação e morte eterna 7 Palavras de Esperança - As últimas palavras de Jesus é eterna separação de Deus. As agonias da segunda morte foram sofridas por Jesus quando recebeu a carga completa dos nossos pecados, “fazendo-se pecado por nós”. Graças a Deus que Jesus venceu a segunda morte para que você e eu jamais a experimentemos. Jesus proferiu palavras de sofrimento para que nunca, jamais você e eu soframos os horrores da segunda morte. Isso só depende de você e de
mim. Só depende de O aceitarmos como nosso substituto.
Você O aceita?

e) Palavras de Exaustão: “Tenho sede”. Não era uma reclamação, nem um pedido, apenas uma simples afirmação de um fato. Uma lição óbvia de que Ele era de carne e osso. Tinha fome e sede como nós e é por isso que Ele se compadece de nós. “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas...Acheguemo-nos, pois, confiadamente junto ao trono da Graça , a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”( Heb. 4 :15 e 16). Graças a Deus que temos um sumo sacerdote que pode compadecer-se de nós. Por que não chegarmos hoje ao trono da Graça, confiantemente, em busca de perdão, transformação e salvação?

f) Palavras de Vitória: “Está consumado!” Esta foi a declaração de vitória do Senhor Jesus ao mundo, aos homens, ao diabo, aos anjos e ao Seu Pai Celestial. Ele havia pago, consumado a Sua obra redentora. O preço de nossa dívida estava totalmente pago. O nosso preço já foi pago, a vitória de Cristo é a certeza da nossa vitória sobre o mundo com todas as seduções sobre a carne, com todas as suas inclinações e sobre Satanás com todas as suas tentações. Com Cristo seremos vitoriosos sobre essa terrível confederação do mal: o mundo, a carne e o diabo.

g) Palavras de Entrega: “Nas Tuas mãos entrego o meu espírito.” A morte não venceu Jesus, pelo contrário, Ele ofereceu voluntariamente a Sua vida. A morte não foi 8 Palavras de Esperança - As últimas palavras de Jesus ao encontro de Jesus, Ele foi ao encontro dela. Ao referir-se à Sua vida e morte, disse: “Ninguém a tira de Mim, eu espontaneamente a dou.” Jesus viveu uma vida de entrega ao Pai, e na hora de Sua morte, a Sua disposição não poderia ser outra, a não ser entregar-Se. Semelhantemente você e eu precisamos ter uma vida de entrega a Deus para que ao passarmos pela morte possamos descansar e dormir seguros em Seus braços de amor.

4. E o último motivo pelo qual é importante meditar, estudar as últimas palavras de Cristo na cruz, está na citação que Ellen G. White faz, no DTN, pág 72 : “Far-nosia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Devemos tomá-la ponto por ponto , e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança será mais constante, nosso amor vivificado e seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito. Se queremos ser salvos, afinal, teremos de aprender aos pés da cruz a lição de arrependimento e humilhação.”

CONCLUSÃO:
Diante do que acabamos de ouvir, queremos deixar com você um convite: a partir de amanhã estudaremos as sete últimas frases de Cristo na cruz. São sete declarações do Seu amor por nós. Amanhã, estudaremos a primeira que é uma declaração de perdão. Perdão é algo que necessitamos dia a dia. Quantos de vocês, pela graça de Deus, querem levantar a mão dizendo que estarão aqui para mais um encontro com Jesus? Amém!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Benefícios da ressurreição de Cristo

Salmos - 16
Introdução

- O apóstolo Paulo fez esta indagação em 1 Cor 15. 12-19 dizendo que se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e nossa fé, ainda permanecemos no pecado e somos os mais infelizes dos seres humanos.
- Não teríamos motivos para estarmos aqui, este culto não faria sentido, o Natal não seria celebrado, a cruz seria esquecida, o sofrimento de Cristo seria em vão, o nome Jesus seria apenas de mais um personagem da história.
- Mas o túmulo está vazio Mt. 28.1-10; Mc. 16. 1-8; Lc. 24. 1-12 e Jo 20.1-10.
- Vejamos no Salmo 16 quais os benefícios da ressurreição de Cristo para nós, através da ressurreição Jesus nos dá:

1)A Sua linda herança
- Os versos 5 e 6 falam da nossa herança dada por Deus através de Jesus
- Algo que vamos receber, que é nosso direito, está garantido. No verso 6 vemos que não é qualquer herança. É uma herança mui linda.
- Colossenses 3:24 "cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo".
- Se você não tem direito a nenhuma herança nesta vida, se nenhum parente seu não tem nada para deixar para você, não se entristeça. Hoje você pode se alegrar porque você é herdeiro de uma linda herança, que está reservada para mim e para você, e esta herança não se consumirá, não acabará, é eterna.
- 1 Pedro 1:4 "para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros".
- Romanos 8:17 "Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados".
- Porque Cristo ressuscitou, temos uma linda herança.

2) A Sua presença à direita
- Em primeiro lugar Jesus nos dá sua linda herança. Mas Jesus também nos dá sua presença à nossa direita.
- O apóstolo Pedro em Atos 2. 22-32 nos ajuda a entendermos esta expressão.
- Temos a presença de Cristo todos os dias, em todos os momentos podemos contar com ele.
- Referir-se à direita é lugar de honra, de protecção, preparado para a batalha.
- É uma posição que nos dá segurança, por isso podemos ler a expressão "jamais serei abalado".
- Salmos 55:22 Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.
- Salmos 62:6 Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.
- Deus tem nos dado a certeza de que podemos confiar na sua protecção, pois aquele que nos guarda, à nossa direita está vivo. Cristo ressuscitou, e desfrutamos de sua protecção e presença constante.

3) A Sua garantia da vida eterna
- Em primeiro lugar Jesus nos dá a sua linda herança. Jesus também nos dá a sua presença à nossa direita.
- Mas temos também sua garantia de vida eterna. O que o verdadeiro crente tem no seu futuro é a garantia da vida eterna, da felicidade perpétua na presença de Deus (Shedd).
- Os vs. 9 a 11 devem ser compreendidos à luz da ressurreição de Cristo. Verso 10 Santo com letra maiúscula, fala de Jesus. Rm 1.4 "e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor".
- Em Cristo se cumpre estes versículos: At. 13.32-37 (Paulo).
- Paulo escrevendo aos Romanos no capítulo 6 de 1 a 14 faz uma aplicação da ressurreição de Cristo com a novidade de vida oferecida para nós, livres do pecado.
- Temos uma vida abundante agora, livre do poder do pecado, e uma vida na presença de Deus eternamente livres da presença do pecado, não havendo mais morte. Vs. Sl. 16.11 - plenitude de alegria e delícias perpetuamente.

Conclusão
- Em primeiro lugar Jesus nos dá a sua linda herança. Jesus também nos dá a sua presença à nossa direita. Mas temos também a sua garantia de vida eterna.
- O nascimento de Jesus fala da sua humilhação tornarnando-se homem, "esvaziando-se". - Mas a ressurreição de Jesus gerada pelo poder do Espírito Santo fala da manifestação de todo o poder de Deus envolvido nesta obra.

"Porque Ele vive posso crer no amanhã, porque Ele vive temor não há, Mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida está nas mãos de meu Jesus que vivo está"

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sete fundamentos para um casamento feliz e bem sucedido


Génesis – 2:18 – 24
“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idónea. Havendo pois o senhor Deus formado da terra todos os animais do campo, e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem deste a todos os seres viventes, esse seria o nome deles. Deu nome o homem a todos os animais domésticos, as aves dos céus, e a todos os animais selváticos; para o homem todavia não se achava uma auxiliadora que lhe se já idónea. Então o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu: Tomou uma das suas costelas, e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem transformo-a numa mulher e lhe trouxe. E disse o homem: esta afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne, chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro o homem e a mulher estavam nus e não se envergonhavam.”

Afirmação: O casamento é uma instituição que foi Criada e elaborada por Deus.

07 fundamentos para se ter um casamento feliz e bem sucedido:

1- Co-igualdade: A mulher foi feita de uma costela tirada ao lado de Adão; não de sua cabeça para governar sobre ele, nem de seu pé para ser pisada por ele; mas de seu lado, para ser igual a ele, debaixo de seu braço para ser protegida, e perto de seu coração para ser amada.

2- Fidelidade – O Mundo não acredita mais na fidelidade. Todavia, um casamento alicerçado neste princípio tem muito mais possibilidades de subsistir diante das pressões do dia a dia. A fidelidade é uma atitude “sine Qua non” para que se tenha um casamento feliz e bem sucedido.

3- Verdade – A verdade deve sempre prevalecer independente do conflito em questão. Aonde existe verdade existe confiança, e aonde existe confiança não existe possibilidade de incoerências e “achismos”.
“A Verdade é sempre forte, não importa quão fraca pareça, e a falsidade é sempre fraca, não importa o quão forte pareça.”( Phillips Brooks)

4- Amor: - I Co. 13: 4-7. “ O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

5- Aliança – O que faz o casamento uma instituição duradoura, não são os bens que possuímos, as boas relações que desenvolvemos, ou o amor que temos um pelo outro. O que sustenta o matrimónio é a aliança que fazemos um com outro diante de Deus, familiares e amigos.

6- Compreensão e determinação: Existem 2 factores que comummente agem de forma implacável e persistente sobre o casamento nos dias de hoje:

* A incompreensão entre os cônjuges. Duas pessoas que se amam têm que desenvolver a habilidade de compreender uma à outra. Isto é, desenvolver uma atitude compreensiva e madura para com as fraquezas do seu cônjuge, não intencionando mudá-lo(a) com críticas ou insinuações maldosas. O casamento é um ajustamento Contínuo.

* Falta de determinação de manter o casamento. O casamento mantém-se não só pelo amor, mas sobretudo pela aliança feita pelo casal diante Deus.

7- Ter Jesus como âncora e socorro. Com certeza os conflitos virão, e ainda que nós desenvolvamos todos os princípios citados, sem Jesus, estamos fadados ao fracasso.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A BATALHA ESTÁ A SER TRAVADA

1º Coríntios – 11: 1
Aqui estamos com temor e tremor diante de Deus e da sua Palavra para mais uma etapa desta jornada da vida centrada em Cristo. Vamos ler mais uma vez o nosso texto áureo: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2.20 NVI).

Todos nós de alguma maneira ou nalgum período da nossa vida seguimos algum exemplo ou tomamos alguém como modelo seja na vida, na profissão, no lar, etc. O fato é que precisamos de modelos e que nem sempre eles são os melhores exemplos. Só Jesus pode ser se o nosso modelo confiável e seguro. Por isso estaremos pensando nesta implicação da vida centrada em Cristo que sugere que vivamos Como Cristo o Nosso Modelo.

I – O homem que deseja viver como Cristo é aquele que escolheu ser um cristão.

“Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo”(1 Coríntios 11.1 NVI).

Neste verso um desafio nós é proposto: “Tornem-se meus imitadores, como eu sou de Cristo”. Precisamos compreender o que significa ser imitador de Cristo. Toda vez que pensamos na palavra imitação vem logo à nossa mente coisas como: falsificação ou qualidade inferior. A palavra grega para imitadores é a mesma que dá origem a expressão “mímica”. E neste contexto significa que devemos ter uma conduta semelhante à de Jesus em relação ao amor a Deus.

1) A nossa decisão de crer e seguir a Jesus foi uma resposta positiva ao amor de Deus. nós Adventistas não fomos obrigados a assumir este compromisso. Por isso a iniciativa de amar partiu de Deus. A iniciativa de seguir ou responder a Deus foi nossa. O modelo que nos é apresentado é Jesus Cristo.

2) A nossa decisão de crer e seguir a Jesus foi uma atitude livre e responsável. Este binómio, liberdade e responsabilidade, é um dos grandes presentes que o Criador nos deu. Saber usar a liberdade com responsabilidade é um direito e dever que devemos praticar.

3) A nossa decisão de crer e seguir a Jesus exige um compromisso com o libertador. A solução para evitarmos o desânimo e a desistência nessa jornada da vida centrada em Cristo é renovarmos periodicamente o compromisso com o Libertador. O apóstolo Paulo estava comprometido com Jesus e apresenta aos irmãos em Corinto um desafio. Está tu comprometido com Cristo?

II – O homem que deseja viver como Cristo é aquele que por ser imitador de Cristo está sujeito a padecer sofrimentos.

“De facto, vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor, pois, apesar de muito sofrimento, receberam a palavra com alegria que vem do Espírito Santo”(1 Tessalonicenses 1.6 NVI).

Neste versículo o apostolo Paulo fala-nos das implicações sérias que resultam do compromisso de viver uma vida semelhante à de Jesus. Todos os seus servos podem ser alvo de perseguições, incompreensões ou desafiados como foram os amigos de Daniel: Sadraque, Mesaque e Abedo-nego: Daniel 3:15-17 (sátrapas, governadores de províncias ou grandes regiões)

1) Os sofrimentos resultantes da vida comprometida com Cristo não são mais do que o ódio que o Satanás tem pelo Senhor. Se as pessoas não pouparam esforços para ofender e magoar a Jesus durante a sua vida e ministério é natural que ainda hoje desencadeiem tal ódio contra nós que o seguimos.

2) Os sofrimentos resultantes na vida do cristão são também da nossa negligência em estar com Cristo e dos muitos compromissos assumidos com uma sociedade que não tem Deus como Senhor. Ou seja, seja:
“Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (1 Coríntios 11.1 NVI). A tal palavra “mímica” não se aplica a imitar Cristo, mas outra coisa/outros comportamentos.

3) Os sofrimentos resultantes da vida comprometida com Cristo são medalhas e prémios que colhemos pela fidelidade ao Mestre. Ou frustrações que resultam da nossa falsa imitação. É isto para desanimar? Não!

“aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou”(1 João 2.6 NVI).

A imitação de Cristo envolve ter um comportamento como o dEle. O nosso alvo de vida precisa enquadrar-se e reorientar-se a partir do encontro com Cristo. João foi alguém que andou como Jesus andou. Vivemos nós assim?

1) A nossa imitação de Cristo exige um conhecimento profundo da sua vida. Os discípulos tiveram uma oportunidade fantástica de conviver durante 3 anos ao lado de Jesus. Nós temos uma grande oportunidade de conhecê-lo através da leitura e estudo profundo da Bíblia. Através deste estudo profundo conheceremos mais e melhor a vida de Jesus o Mestre. Vida centrada em Cristo é vida de conhecimento a respeito de Jesus.

“Os reinos da Terra regem-se pela supremacia do poder físico; mas do reino de Cristo são banidas as arma da carne (argumentos, força, poder), cada instrumento de coerção. Este reino deve erguer e enobrecer a humanidade. A igreja de Deus é o recinto de vida santa, plena de variados dons e dotada com o Espírito Santo. Os membros devem encontrar a sua felicidade na felicidade daqueles a quem ajudam e abençoam.” Actos dos Apóstolos, p. 13

2) A nossa imitação de Cristo envolve um compromisso profundo com os seus propósitos. Os discípulos tiveram uma oportunidade fantástica de dar continuidade à obra de Jesus. Nós também temos uma grande oportunidade de viver segundo os propósitos de Jesus. Ao nos envolvermos intensamente com os alvos de Jesus afirmamos o nosso compromisso com Cristo. Vida centrada em Cristo é vida com propósitos!

3) A nossa imitação de Cristo envolve uma obediência profunda à Sua vontade. Os discípulos tiveram uma oportunidade fantástica de obedecer ao Mestre. É claro que nem sempre eles agiram assim e isso soa como um desafio já que obedecer é melhor do que sacrificar. A vida centrada em Cristo é vida de obediência sem reserva ao Senhor.

Apelo: “Despertemos! A batalha está a ser travada. A verdade e o erro estão a aproximar-se do conflito final. Marchemos sob a bandeira, manchada de sangue, do Príncipe Emanuel, e combatamos o bom combate da fé, e alcancemos as honras eternas; pois a verdade triunfará, e podemos ser mais que vencedores por Aquele que nos amou. As preciosas horas de graça estão a terminar. Façamos a obra segura, para a vida eterna, a fim de que glorifiquemos o nosso Pai celestial, e sejamos o instrumento de salvação de almas pelas quais Cristo morreu.” Review and Herald, 13 de março de 1888.

Nas Ilhas dos Açores, foram encontradas moedas cartaginesas de algumas centenas de anos antes de Cristo. Essas moedas apoiam a crença de que marinheiros fenícios descobriram aquelas ilhas muito antes de terem sido encontradas por Portugal, Gonçalo Velho Cabral em 1431.
No século XII da era cristã, geógrafos árabes mencionaram a existência de nove ilhas no Oceano Ocidental, ou Atlântico. Esse conhecimento, entretanto, perdeu-se aparentemente durante a Idade Média. Portugal, assim, localizado na costa ocidental da península mais ocidental da Europa, manteve por centenas de anos o seu lema Nec Plus Ultra, "Nada Mais Além".Naquele tempo, muitos criam que, se alguém saísse navegando para além do horizonte, acabaria caindo pela extremidade da Terra. Mas à medida que pescadores e outros se aventuravam cada vez mais longe no Atlântico, iam percebendo que seus temores não tinham fundamento. Então, quando ousados navegadores como Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Cabral e outros descobriram mais terras além do horizonte, Portugal mudou o seu lema para Plus Ultra, "Mais Além".
Para muitas pessoas, não existe nada além do mar da vida, esta existência presente. Seu lema é, na essência, Nec Plus Ultra ou, como disse Robert Ingersoll, bem conhecido ateu americano: "A vida é um estreito vale entre os frios e estéreis picos de duas eternidades."

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O barro e o oleiro

Isaías - 64 - 8 : 0
Em Isaías 64.8 lemos: "Mas agora, ó Senhor, tu és o nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos". Na definição de Isaías, somos barro nas mãos do Senhor. Vejamos algumas lições extraídas dessa bela metáfora:

1. O Barro Não Tem Valor
Destituído de importância, o barro não é objeto de disputas. Não há guerras entre as nações por causa do barro. Por causa do petróleo, sim.
Por causa do ouro, sim. Mas barro? Barro não é raridade.

A causa de Jesus muito sofre por causa de nossas vaidades pessoais, quando, por exemplo, achamos que somos muita coisa. "Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado aquele que se recomenda a si mesmo" (2Co 10.17,18).

Disse alguém: "Deus a todos fez do pó da terra; mas alguns pensam que foram feitos de porcelana". Calma, irmão, devagar com o andor: Você é de barro!

2. O Barro É Frágil
Diferente do ferro ou do bronze, o barro se espatifa à-toa. Facilmente os nossos projetos se desmoronam. Basta pequena pressão da vida para que os nossos sonhos se despedacem como a botija de Jeremias (Jr 19.10).

Na década de 70 uma canção popular dizia: "Eu sou como o cristal bonito / Que se quebra quando cai".

Nossa fragilidade, no entanto, é a oportunidade de Deus. Eis como Paulo explica isso: "...não me gloriarei senão nas minhas fraquezas... e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo" (2Co 12.5,9).

3. O Barro Não Tem Querer
Ainda através de Isaías o Senhor questiona: "...porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes?" (Is 45.9). Seria absurdo admitir um oleiro consultando o barro sobre a forma que este deveria receber. Deus ensina uma poderosa e inesquecível lição a Jeremias, ordenando-lhe que vá à oficina do oleiro e observe bem o seu modo de trabalhar. E Jeremias viu que, "como o vaso, que ele fazia de barro, se estragou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme pareceu bem aos seus olhos fazer" (Jr 18.4). Sublinhe em sua Bíblia, "conforme pareceu bem aos seus olhos fazer".

Ao barro não resta opção senão render-se à vontade soberana do artista que o manipula. Barro não faz birra. Barro não dá berro.

4. (Mas) O Barro É a Matéria-Prima do Artista
É o artista quem resgata o barro da mediocridade. Nas mãos dele, o barro vira arte, é analisado, admirado, exibido em galerias e... fica valendo uma
fortuna. Paulo diz: "Temos porém este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte" (2Co 5.7).
A parte b do verso-base desta mensagem diz: "...e todos nós (somos) obra das tuas mãos".

Amigo, deixe-se nas mãos do artista perfeito. Ele transformará o barro da sua vida numa obra de arte valiosa. Cante com o poeta: "Eu quero ser, Senhor amado, / Como vaso nas mãos do oleiro. / Quebra minha vida / E faze-a de novo. / Eu quero ser, eu quero ser / Um vaso novo".