quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Quem Dominará o Mundo?

·         Saudamos nossos amigos, amigas, que aqui chegaram. É uma alegria revê-los para juntos investigarmos mais um empolgante tema do interesse de todos nós.

·         Nossa confiança nas Escrituras Sagradas como Livro de origem divina, está alicerçada em diversas evidências: unidade de pensamento, historicidade, exatidão científica, poder de transformar vidas, capacidade profética.

·         Isaias 46: 9, 10 (ler o texto).
Este texto fala sobre a capacidade profética da Bíblia. A profecia é a História nas mãos de Deus.

Revendo o tema anterior, o livro de Daniel no capítulo 2, nos mostra uma profecia escrita por volta do ano 600 A.C. Os pormenores desta profecia tiveram rigoroso cumprimento. A chegada das nações à hegemonia universal bem como sua desintegração, foram apresentados com espantosa antecipação por meio de um sonho dado por Deus a Nabucodonozor, monarca de Babilônia e interpretado pelo profeta Daniel.

·         No sonho o rei viu uma grande estátua: cabeça de ouro, o peito e os braços de prata, o ventre de cobre, as pernas de ferro e os pés de uma mistura de ferro e barro.  De súbito uma enorme pedra fere os pés da estátua e a reduz a pó.

As guerras de “conquistas” e as de “defesa do território”, ocupam muitas páginas nos registros da raça humana. Renovam-se os armamentos, as estratégias ficam mais sofisticadas, mas a mola propulsora é a mesma – desejo incontrolável de dominar os outros!  As Escrituras Sagradas falam da intervenção de Deus nos negócios dos homens antes que eles se destruam.

·         Daniel 2: 44 (ler o texto).
Aqui está a interpretação ou o significado da pedra: A intervenção de Deus nos negócios do homem – a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo para estabelecer Seu reino eterno de paz e harmonia. O domínio do mundo voltará a ser d’Ele!

·         A doutrina bíblica da volta de Jesus em glória e majestade enche nosso coração de esperança e certeza. É o assunto mais citado nas Escrituras Sagradas. Está na Oração Modelo: “Venha o Teu Reino ...”; encontra-se no credo: “Está assentado à direita de Deus Pai todo Poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos”.

·         João 14: 1-3 (ler o texto).
Estas palavras proferidas por Jesus foram registradas pelo apóstolo João. O apóstolo Paulo ao referir-se à Volta gloriosa do Mestre, ele a chama de “bendita esperança”.

·         De que maneira virá Jesus?
Atos 1: 11 (ler o texto) –  Sua vinda será “pessoal”.

Apocalipse 1: 7 (ler o texto) – Sua vinda será “visível”.  Todo olho O verá. Mesmo o olho daquele que não crê, e que decidiu não aceitar a salvação.

Mateus 24: 23-27 (ler o texto) – Sua vindanão será secreta”.

I Tessalonicenses 4: 16-18 (ler o texto) – Sua vinda será “audível”.
O propósito de Sua vinda está descrito neste texto lido:
-          Ressurreição dos justos mortos.
-          Transformação dos justos vivos.
-          Encontro destes redimidos com o Senhor nos ares para o início de uma viagem sideral, rumo a Jerusalém Celestial.

I Corintios 2: 9 (ler o texto).
Que maravilhosas informações o apóstolo Paulo nos dá sobre as impressionantes surpresas que Deus está preparando para os salvos. Os capítulos 21 e 22 do livro de Apocalipse nos apresentam vislumbres do lugar para onde vamos quando Jesus Cristo voltar à esta Terra com todo Seu poder e glória.

·         Mateus 24; 36-39 (ler o texto). 
A esplendorosa vinda de Jesus Cristo, embora tantas vezes mencionada e reafirmada nas Escrituras Sagradas será para muitos um surpresa

II Pedro 3: 10 (ler o texto).
São Pedro nos adverte dessa realidade.

·         II Pedro 3: 11-13 (ler o texto).
É indispensável que nossa vida seja de constante preparo. 

·         “Mamãe”, disse uma meninazinha, “meu professor da classe bíblica disse que este mundo é apenas um lugar em que Deus nos deixa viver por algum tempo para que nos preparemos para um mundo melhor. Mas, mamãe, não vejo ninguém se preparando. Eu vejo a senhora aprontar-se para sair de férias, e a tia Eliza se preparando para vir passar uns tempos conosco. Mas não vejo ninguém aprontar-se para ir para o mundo melhor. Por que não tratam de se aprontar?”

·         Certamente o preparo de nossas vidas para o grande dia da volta de Jesus Cristo é a questão mais séria a tratar. O estudo com meditação da Palavra, momentos constantes de oração, nos habilitarão, com Sua graça, a recebe-Lo com alegria.

·         I Corintios 15: 19 (ler o texto).
Paulo afirma que se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos na realidade os mais infelizes de todos os homens. Felizmente o nosso destino é a eternidade com Deus.
·         II Pedro 3: 9 (ler o texto).
Deus não quer que pessoa alguma se perca. Hoje Ele quer que você tenha certeza de Seu amor. Ele o espera amigo, para perdoar seus pecados, para encher seu coração de paz e de esperança. Jesus Cristo quer você perto d’Ele, para transforma-lo num legítimo cidadão da Pátria Eterna. 

·         O que você precisa fazer? Dizer sim para Deus. Aceitar Sua maravilhosa proposta. Sabe o que Ele vai dizer para você e os outros salvos quando voltar?

Mateus 26: 34 (ler o texto).
 “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”.

Vamos orar.
·         Você é nosso convidado, nossa convidada especial para assistir a palestra de amanhã que será sobre “A Última noite na Terra”. Se você soubesse que esta seria a última noite da Terra, como a passaria? Esperamos a todos.





sexta-feira, 3 de outubro de 2014

PRODUZIR BONS FRUTOS

João 15,1-8

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais frutos ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

O texto se encontra no complexo literário de João 13-17 que fala da despedida de Jesus de seus discípulos. A última mensagem de Jesus para os seus discípulos se precede com a cena da última ceia com o lava-pés que culmina com o anúncio da traição (João 13,1-20). Na presença dos seus amigos íntimos, Jesus começa a transmitir sua mensagem final (João 13,31-17,26). Como qualquer grande líder que reúne seus seguidores na véspera de sua morte para dar-lhes instruções quando ele partir, também Jesus, antes de sua morte, faz a mesma coisa. Mas ele lhes garante que sua morte não é um fim, pois ele vai para seu Pai. Aqui, nestes capítulos, Jesus repetidamente promete que ele vai voltar para os discípulos através de sua ressurreição e do dom do Espírito Santo. Esta volta vai trazer-lhes paz e alegria, e que os discípulos vão entrar também na comunhão de sua vida através do Espírito, que é o dom de Jesus ressuscitado.

1. Jesus é a Verdadeira Videira
“Eu sou a verdadeira videira e vós, os ramos”, diz Jesus. Quando Jesus se autoproclama como a “verdadeira videira”, é porque existe outra videira falsa. Quem é que representa essa videira falsa?

A vinha é uma imagem do povo de Israel em relação com o Deus da Aliança. O profeta Oseias descreve Israel como uma vinha viçosa, ou florescente (Os 10,1), mas tem um coração infiel. Assim essa vinha, que tem muitas folhas, se torna uma vinha inútil, pois não se encontra nenhum fruto. O profeta Isaías faz um poema ou um cântico sobre Israel onde ele o descreve como uma vinha ingrata (Is 5,1-7). O cântico se transforma, assim, em uma queixa e um julgamento. O profeta Jeremias fala da degeneração da vinha de qualidade: torna-se em vinha bastarda (Jr. 2,21; cf. também Jr 5,10;12,10-11; Sl 80,9-12;Ez 17,5ss). A conduta de Israel se mostra decepcionante seja por seus próprios pecados, seja por causa de seus maus pastores.

O que Israel não foi capaz de dar a Deus, Jesus lho dá. Jesus é a videira fiel, porque correspondeu aos cuidados e à expectativa de Deus e produziu o vinho bom da fidelidade à aliança.  Por si mesmo, a imagem de “verdadeira videira” evoca vida, seiva, fruto.

“Eu sou a verdadeira videira e vós, os ramos”, diz Jesus. Esta imagem serve para sublinhar a comunicação e circulação de vida divina que existe entre Jesus e aqueles que nele crêem. Meditar

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ENTREGO A MINHA VIDA NAS TUAS MÃOS

Estudaremos a sétima e última declaração de Jesus Cristo que se encontra registada em Lucas 23: 44 a 46.

DESENVOLVIMENTO:
A missão de Jesus chegava ao fim e as Suas últimas palavras foram: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.”Dizem que geralmente as pessoas morrem do jeito que vivem. A vida de Cristo foi de dependência do poder de Seu Pai. Ele foi capaz de entregar Sua vida a Deus na hora da morte, porque passara toda a vida em completa entrega ao Pai. Queira Deus que, quando chegar o fim de nossa existência, as nossas palavras revelem o que foi a nossa vida. Consegue imaginar-se a escrever a sua última mensagem para um ente querido? As suas últimas palavras para um filho ou cônjuge?
O que diria?


Como pronunciaria as suas palavras finais?
Com certeza, cuidadosamente, escolhendo cada palavra. A maioria dos seres humanos possui apenas uma oportunidade de fazer o seu último pronunciamento. Foi o que aconteceu com Jesus. Sabendo que as Suas últimas palavras seriam para sempre ponderadas, não acha que Ele as escolheu cuidadosamente? Sim Ele fez, e o fez por você.


Que lições podemos tirar dessas palavras?

1. Jesus viveu e morreu com as Escrituras nos lábios. Citou as palavras do Salmo 31:5. Quando o rei David foi caluniado e perseguido exortou todos os que podiam ouvir a serem fortes, cientes de que o Senhor os protegeria no momento de dificuldade. As últimas palavras de Jesus não seriam de confiança. Foi então que exclamou: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito, tu me remiste, Senhor, Deus da verdade!” Sal 31:5.

2. Jesus iniciou as Suas palavras na cruz usando a expressão: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34). Ao proferir as últimas palavras, começou assim: “Pai”. Assim sempre foi a Sua vida. Ele começava com o Pai, vivia com o Pai e concluía com o Pai. Cristo ia morrer, mas não era vítima dessa tragédia. A entrega de Sua vida não era o resultado de uma derrota. Foi um acto livre da Sua própria vontade. “Ninguém a tira de mim. Pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” (João 10:18). A morte não foi até Jesus. Ele foi ao encontro dela. Agostinho disse: “Ele desistiu de viver porque quis, quando e como o quis.” Jesus morreu de acordo com os propósitos divinos, não por causa do capricho de homens covardes.

3. Jesus morreu nas mãos do Pai. “Pai, nas Tuas mãos...” Que magnífico significado é encontrado nesta expressão! O poder das mãos! Por diversas vezes Jesus disse que seria entregue nas mãos dos homens. Aos cansados discípulos, no Getsémani, disse: “Chegou a hora! Eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se e vamos. Aí vem o traidor.” (Mat 26:45 e 46). Pedro disse que Jesus foi crucificado por “Homens perversos.” (Act 2:23). Mãos perversas formaram a coroa de espinhos, pondo-a sobre a fronte de Jesus. Mãos perversas o esbofetearam. Mãos perversas dilaceraram as suas costas. Mãos perversas cravaram pregos nas Suas mãos e pés.

Mas chegou o momento em que as mãos dos homens não podiam fazer mais nada, e as mãos de Deus detiveram o derradeiro poder de decisão. Quando David estava a ser perseguido pelos inimigos, ele percebeu que mesmo quando estamos nas mãos de homens perversos, podemos estar nas mãos de Deus. “O meu futuro está nas tuas mãos; livra-me dos meus inimigos e daqueles que me perseguem”.

Da mesma forma mesmo que estejamos nas mãos de enfermidades e acidentes, podemos estar nas ternas e protectoras mãos de Deus. Jesus Se entregou voluntariamente nas mãos de pecadores e, voluntariamente, entregou-Se nas mãos de Deus. Cercado pelos que O odiavam, consciente de que ninguém tinha importado com as injustiças contra Ele; sabendo que os discípulos tinham, na maior parte, desertado, nessas circunstâncias Ele podia contar com o Pai. Ele podia entregar-Se nas mãos do Pai. Nas mãos do Pai, Ele foi elevado a uma posição de autoridade e, hoje, espera que Seus inimigos sejam se dobrem reconhecendo que foram instrumentos do mal. Estar nas mãos do Pai é estar nas mãos do Filho. As mãos do Filho e do Pai estão em harmonia, estão entrelaçadas.

Assim o segredo da vida é estar nas mãos do Pai. Estar nas mãos do Pai é estar no melhor, no mais seguro e aconchegante lugar do Universo. Você está nas mãos do Pai? Veja se está nas mãos do Pai não é tudo do que precisamos? Leiamos Isaías 41:10,13. Na

terça-feira, 16 de setembro de 2014

VICIO DOENÇA OU PECADO?

Em Washington, pessoas estão matam-se. Tudo por causa de uma ampola de crack (cocaína cristalizada). Os viciados em cocaína são vítimas de uma doença? E quanto aos viciados em álcool e fumo... Isso é uma doença, ou pecado? Seja o que for, existe ajuda se você precisar dela hoje.

Traficantes e dependentes enchem as ruas das grandes cidades. Precisando de dinheiro para sustentar seu hábito, prostitutas e ladrões andam pelos becos. Pessoas chegam a cometer homicídios por causa de uma ampola de crack. A fronteira sul da América é um canal do tráfico de drogas, sabia? A polícia vem travando uma batalha perdida... Para cada rei das drogas que ela consegue agarrar, surgem dois em seu lugar. E o mais perturbador de tudo é que os americanos tem uma demanda insaciável por esse produto químico.

Curiosamente, a questão da droga surgiu durante a campanha presidencial de 1988 como o problema número um da América. O presidente Bush no dia de sua posse enfatizou sua promessa de lutar contra o abuso das drogas. Eu estava sentado na plataforma atrás desse líder recém-empossado quando ele disse estas palavras: "Este flagelo tem que acabar."

O flagelo da dependência das drogas foi particularmente perverso na capital dos Estados Unidos. Como prova disso, em 1988 a cidade de Washington teve o mais alto índice de homicídios da nação. Quando as mortes atingiram o máximo durante o primeiro trimestre de 1989, percebeu-se que algo drástico tinha que ser feito, e rapidamente.  O presidente Bush nomeou William Bennett como o novo diretor do gabinete, na Casa Branca, do Conselho Nacional de Entorpecentes, o Czar federal das drogas.

Com um desafio maior do que seu título, Bennett lançou um ataque sem precedentes sobre o problema das drogas em Washington. Foi um projeto de 80 milhões de dólares para derrubar os traficantes e seus comparsas.

Os pais sabem que o contingente policial não é suficiente para salvar seus filhos do uso de drogas. Ficam em dúvida sobre o que dizer aos adolescentes... Especialmente quando a geração mais jovem ressalta a inconsistência de muitos adultos. Eles dizem: "Vocês me chamam de dependente, mas e quanto às suas bebidas? O álcool também não é uma droga? E quanto aos seus cigarros cheios de nicotina?"

Esses jovens tem sua razão, temos que admitir. Muitos adultos dão um exemplo fatal ao ter seus próprios vícios. Mais de mil fumantes morrem por dia devido a esse hábito. E quem pode computar o custo do alcoolismo em lares desfeitos, ossos quebrados e promessas não cumpridas?

Bem, chega de falar sobre o problema. Ouvimos a respeito todos os dias. Vamos procurar soluções. A verdadeira batalha deve ser ganha na mente e no coração dos consumidores. Se a demanda de drogas não parar, os fornecedores sempre acharão um meio de contrabandear sua mercadoria. Portanto a  demanda de drogas, a dependência em si, deve ser confrontada. Isto levanta uma questão: estamos discutindo uma doença ou um pecado? A resposta é importante. Sabe, alguns sugerem que a dependência é um destino pré-determinado, algo programado desde o nascimento nos gens. Se isso for verdade, como você pode culpar um dependente por cumprir seu destino? Mas, por outro lado, se a dependência é um comportamento que pode ser evitado, um pecado a ser destruído, não há desculpa para a dependência da cocaína, ou o hábito do fumo e da bebida.

A primeira página de um jornal da Califórnia trouxe o triste relato de uma motorista bêbada que matou três adolescentes na rodovia 101. Eles caminhavam pelo acostamento da estrada em busca de ajuda para o seu carro enguiçado, quando foram atropelados por ela. Seu nível de álcool no sangue era o dobro do limite legal de intoxicação na Califórnia. Tragicamente, na noite anterior essa mesma motorista tinha sido detida por dirigir embriagada, e em seguida solta. As autoridades estão acusando-a de assassinato. Bem, se essa motorista é uma vítima indefesa de uma doença que ela não pode controlar, então a sociedade não deve responsabilizá-la pela morte daqueles adolescentes. Mas se ela pode ter

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

PIONEIROS PRECISAM-SE

(Filipenses 1:12-26)
Mais que qualquer outra coisa, o desejo de Paulo como missionário era pregar o evangelho em Roma. Centro do grande império, Roma era a cidade chave do seu tempo. Se Paulo conseguisse ganhá-la para Cristo, isso significaria alcançar milhões com a mensagem da salvação. O facto era realmente importante na agenda de Paulo, pois ele afirmava: “Depois que houver estado ali (Jerusalém), importa-me ver também Roma” (Rom. 1:15).
Paulo queria ir a Roma como pregador, mas em vez disso foi como prisioneiro! Podia ter escrito uma longa carta só a respeito desta experiência, mas afinal resume tudo nestas palavras: “As coisas que me aconteceram” (Fil. 1:12). O relato dessas coisas aparece em Atos 21:17-28:31 e começa com a prisão ilegal de Paulo no templo de Jerusalém. Os judeus pensavam que ele havia profanado o seu templo ao entrar lá com gentios, e os romanos consideravam que se tratava dum egípcio renegado que fazia parte da sua lista de “mais procurados”. Paulo tornou-se assim o ponto fulcral das conspirações políticas e religiosa e permaneceu como prisioneiro em Cesareia durante dois anos. Quando finalmente apelou para César (que era um privilégio de todo o cidadão romano), foi enviado para Roma. Durante a viagem, o barco sofreu um naufrágio! O relato dessa tempestade e da coragem e fé de Paulo é um dos mais dramáticos da Bíblia (Atos 27). Após três meses de espera na ilha de Malta, o apóstolo embarcou finalmente para Roma e para o julgamento que havia requerido na presença de César.

Para muitos, tudo isto teria parecido um fracasso, mas não para este homem que possuía uma “mente integral”, preocupado com a comunicação de Cristo e do evangelho. Paulo não baseava a sua alegria em circunstâncias ideais; encontrava-a, sim, em ganhar outros para Cristo. E, se as suas circunstâncias promoviam o avanço do evangelho, era quanto bastava! A palavra proveito (usada em 1:12) significa “avanço pioneiro”. Tratava-se dum termo militar no grego aos engenheiros do exército que vão à frente das tropas abrir caminho para novos territórios. Em vez de se considerar limitado na sua condição de prisioneiro, Paulo descobriu que as circunstâncias que estava a atravessar lhe abriam, na realidade, novas áreas no ministério.

Toda a gente tem ouvido falar de Carlos Haddon Spurgeon, o famoso pregador britânico, mas poucos conhecem a história de sua esposa Susana. Logo no princípio da sua vida de casada, a senhora Spurgeon ficou inválida. Parecia que dali em diante o seu único ministério seria o de animar o marido e orar pelo seu trabalho. Mas Deus deu-lhe a responsabilidade de partilhar os livros do seu marido com pastores que não tinham possibilidade de os comprar. Esse senso de missão levou em breve à organização do “Fundo do Livro”. Sendo uma obra de fé, o “Fundo do Livro” equipou milhares de pastores com os instrumentos necessários para o seu trabalho. Tudo isso era feito sob a orientação da senhora Spurgeon, na sua casa. Tratava-se dum ministério pioneiro.

Deus continua a desejar que os Seus filhos levem o evangelho para novas áreas. Ele quer que nos tornemos pioneiros e por vezes arranja circunstâncias tais que nós não podemos ser outra coisa senão pioneiros. De facto, foi assim que o evangelho chegou pela primeira vez a Filipos! Paulo havia tentado entrar noutro território, mas Deus fechou-lhe repetidamente a porta (Actos 16:6-10). O apóstolo queria levar a mensagem na direcção do leste, para a Ásia, mas Deus dirigiu-o no sentido do ocidente, para a Europa. Quão diferente seria a história da humanidade se Paulo tivesse podido prosseguir o seu plano!

Deus usa por vezes instrumentos estranhos para nos ajudar como pioneiros do evangelho. No caso de Paulo, houve três instrumentos que o ajudaram a levar o evangelho mesmo para a guarda pretoriana,
as tropas particulares de César: as suas prisões (vs. 12-14), os seus críticos (vs. 15-19) e a sua crise (vs. 20-26).

1.      As Prisões de Paulo (1:12-14)
O mesmo Deus que usou a vara de Moisés, os cântaros de Gedeão e a funda de David, usou também as prisões de Paulo. Mal supunham os romanos que as algemas que colocaram nos seus pulsos iriam

POSTOS DE COMBATE


(Filipenses 1:27-30)
A vida cristã não é um campo de recreio; é um campo de batalha. Nós somos filhos da família, gozando, portanto, da comunhão do evangelho (1:1-11); somos servos que participam no avanço do evangelho (1:12-26); mas somos igualmente soldados que defendem a do evangelho. E o crente com uma fonte convertida pode ter a alegria do Espírito Santo, mesmo no meio da batalha.
“A fé do evangelho” é esse corpo de verdade divina dado à igreja. Judas chama-lhe “a fé que uma vez foi dada aos santos” (v.3). Paulo alerta-nos em 1 Timóteo 4:1 para o facto de que “nos últimos tempos apostatarão alguns da fé”. Deus entregou este tesouro espiritual a Paulo (1 Tim. 1:11), e ele por sua vez entregou-o a outros, como Timóteo (1 Tim. 6:20), cuja responsabilidade consistia em transmitir esse depósito a outros (II Tim. 2:2). E por isso que a igreja se deve envolver num ministério de ensino de modo que cada nova geração de crentes conheça, aprecie e use a grande herança da fé.
Mas existe um inimigo que está em campo para roubar o tesouro do povo de Deus. Paulo tinha-se encontrado com esse adversário em Filipos e enfrentava-o de novo em Roma. Se Satanás conseguir simplesmente roubar aos crentes a fé cristã, as doutrinas que a distinguem de qualquer outra, então ele poderá perturbar e destruir o ministério do evangelho. É triste ouvir pessoas dizer: “Não me interessa o que tu creias, contanto que vivas de maneira correcta.” O que cremos determina a maneira como procedemos, e uma crença errada significa em última análise uma vida errada. Cada igreja local não está senão a uma geração duma extinção potencial. Não admira que Satanás ataque particularmente a nossa juventude, tentando afastá-la “da fé”.
Como é que um grupo de cristãos pode lutar contra este inimigo? “Porque as armas do nosso combate não são da carne” (II Cor. 10:4, NBPA). Pedro pegou numa espada, no jardim, e Jesus repreendeu-o (João 18:10-11). Nós usamos armas espirituais – a Palavra de Deus e a oração (Hebr. 4:12; Ef. 6:11-18); temos de depender do Espírito Santo para nos conceder o poder de que carecemos. Contudo, um exército tem de lutar em união e é por isso que Paulo envia estas admoestações aos seus amigos em Filipos. Ele explica neste parágrafo que existem três elementos essências para se conseguir a vitória na batalha para defender “a fé”.
1.      Coerência (1:27)
A palavra portar relaciona-se directamente com andar. “Somente deveis conduzir-vos de modo digno do evangelho de Cristo (NBPA). A arma mais importante contra o inimigo não é um sermão empolgante ou um livro poderoso; é a vida coerente dos crentes.
O verbo que Paulo usa está relacionado com a nossa palavra política. Ele está a afirmar: “Procedei da maneira como os cidadãos devem proceder”.
Quando cheguei à cidade do Porto, fiquei impressionado, ao caminhar nas ruas, ouvia homens e mulheres, mesmo, jovens meninas com uma linguagem muito feia. Eu não me recordava de alguma vez ouvir tantos palavrões, nem na tropa. Eu pensei estas pessoas estão a dar um mau exemplo do país, ainda bem que os estrageiros não sabem falar nem compreendem a língua portuguesa.
Paulo dá aqui a ideia de que nós, cristãos, somos cidadãos do céu e enquanto estamos na terra temos de nos comportar como cidadãos dos céus. Ele apresenta de novo este conceito no capítulo 3:20. Essa expressão era rica em significado para os filipenses, porque essa cidade era uma colónica romana e os seus cidadãos eram de facto cidadãos romanos, protegidos pela lei de Roma. A igreja de Jesus Cristo é uma colónia do céu na terra! E nós devemos portar-nos como cidadãos do céu.
“Estarei eu a comportar-me de modo digno do evangelho?” é uma boa pergunta para fazermos regularmente a nós próprios. Devemos “andar… como é digno da vocação” que temos em Cristo (Ef. 4:1), que significa andar “dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo” (Col. 1:10). Nós não fazemos isso com vista a ir para o céu, como se pudéssemos ser salvos pelas nossas boas obras, mas procedemos desse modo, porque os nossos nomes já estão escritos no céu e a nossa cidadania é no céu.
É bom lembrar que o mundo que nos rodeia conhece unicamente o evangelho que vê nas nossas vidas.
“Um Evangelho escreves,
Cada dia uma secção,
Com as obras que realizas
E qualquer exclamação,
Os homens lêem esse livro
Em todo o seu pormenor:
Como é, pois, o Evangelho
De que tu és o autor?”
(autor desconhecido)

“O Evangelho” é a boa nova de que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou (1 Cor. 15:1-8). Só há uma “boa nova” de salvação; qualquer outra mensagem é falsa (Gál. 6:10). A mensagem do evangelho é a boa nova de que os pecadores podem tornar-se filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus (João 3:16). Acrescentar alguma coisa ao evangelho é despi-lo do seu poder. Nós não somos salvos dos nossos pecados pela fé em Cristo mais alguma coisa; somos salvos pela fé em Cristo somente.
“Nós temos alguns vizinhos que acreditam num falso evangelho” – disse um membro duma igreja ao seu pastor. “Tem alguma literatura que eu lhes possa dar?”
O pastor abriu a sua Bíblia em II Coríntios 3:2 e leu: “Vós sois a nossa carta, escrita nos nossos corações, conhecida e lida por todos os homens”. Disse-lhe então: “A melhor literatura deste mundo não pode substituir a sua própria vida. Deixe-os ver Cristo na sua conduta e isso abrirá oportunidades de partilhar com eles o evangelho de Cristo.”
A maior arma contra o diabo é uma vida verdadeiramente piedosa. A igreja local que pratica a verdade, que “vive o que crê”, irá destruir o inimigo. Este é o primeiro elemento essencial para se conseguir a vitória nesta batalha.

2.      Cooperação (1:27b)
Paulo passa agora a usar a ilustração do atletismo. A palavra traduzida por “combatendo juntamente” dá-nos o termo “atletismo”. Paulo vê a igreja como uma equipa e recorda aos crentes que é o trabalho em equipa que ganha vitórias. Não nos esqueçamos de que havia divisão na igreja de Filipos. Um dos motivos era que havia duas mulheres que não estavam a dar-se bem (4:2). Aparentemente, os membros da comunidade tomavam partido, como acontece muitas vezes, e a divisão daí resultante estava a prejudicar o trabalho da igreja. O inimigo fica sempre feliz ao ver divisões internas no ministério local. “Dividir para conquistar” é o seu lema, e muitas vezes o consegue. É só combatendo juntos que os crentes podem vencer o inimigo.
Ao longo desta carta, Paulo usa um interessante esquema para salientar a importância da unidade. Na língua grega, o prefixo sun significa “com, juntamente”, e quando usado com diferentes palavras reforça a ideia de unidade. (É, de certo modo, semelhante ao nosso prefixo co. Paulo usa-o) pelo menos 16 vezes na epístola aos Filipenses e os seus leitores não podiam deixar de reparar nessa mensagem. Em 1:27, o termo grego sunathleo – “combatendo juntos como atletas”.
Uma ou outra vez, ouço um atleta brilhante seja no futebol, ciclismo ou outra qualquer modalidade dizer: “Foi graças aos meus colegas …” ele tem consciência que ele faz parte de uma equipa e é esta que trabalha para que um brilhe. É essa atitude que favorece a vitória ou a derrota no caso de cada um pensar no individual e não no colectivo. Infelizmente, temos também nas igrejas tais “caçadores de louros”. João teve de lidar com um indivíduo chamado Diótrefes, porque ele queria “ter entre eles o primado” (III João 9). Mesmo os apóstolos Tiago e João pediram que lhe fossem atribuídos tronos especiais (Mat. 20:20-28).
A palavra importante é junta: permanecer firmemente juntos no Espírito, combatendo juntos contra o inimigo e fazendo isso com uma só mente e um só coração.
Não seria difícil propagar este conceito de igreja local como uma equipa de atletas. Cada pessoa tem o seu lugar e trabalho designado e se cada uma cumpre a sua tarefa, está a ajudar todos os outros.
Nem todos podem ser capitão de equipa ou outro elemento chave! A equipa tem de seguir as regras e a Palavra de Deus é o nosso “Livro de regulamentos! Há um alvo – honrar Cristo e a Sua vontade. Se todos trabalharmos juntos, podemos atingir esse alvo, ganhar o prémio e glorificar o Senhor. Mas no momento em que um de nós começa a desobedecer às regras, interrompendo o treino (a vida cristã requer disciplina), ou buscando glória pessoal, o trabalho de equipa desaparece e passam a imperar a divisão e a competição.
Por outras palavras. Paulo recorda-nos de novo a necessidade duma mente convertida. Há alegria nas nossas vidas, mesmo quando lutamos contra o inimigo, se vivermos para Cristo e para o evangelho e praticamos “trabalho cristão em equipa”. É certo que existem pessoas com as quais não podemos cooperar (II Cor. 6:14-18; Ef. 5:11); mas há muitas outras com quem o podemos fazer – e devemos fazê-lo!
Somos cidadãos do céu, portanto, devemos andar de modo coerente. Somos membros da mesma “equipa” e devemos trabalhar em cooperação. Mas existe um terceiro elemento essencial para termos êxito no nosso embate com o inimigo, e esse é a confiança.
3.      Confiança (1:28-30)
“Em nada vos espanteis dos que resistem!” A palavra que Paulo usa aqui aponta para um cavalo que foge da batalha. É claro que ninguém vai arremessar-se cegamente para a luta; mas por outro lado, nenhum crente verdadeiro deve deliberadamente evitar enfrentar o inimigo. Nestes versículos, Paulo dá-nos palavras de encorajamento para nos transmitir confiança na batalha.
Primeiro, essas lutas provam que somos salvos (v. 29). O contexto da salvação não é; salvo uma vez salvo para sempre, mas antes, “fui salvo, sou salvo, serei salvo”. Fui salvo quando aceitei a Jesus Cristo como meu Salvador pessoal, sou salvo, cada dia ao renovar o meu pacto de confiança n´Ele, serei salvo quando Ele vier em glória e majestade. É nesta relação crente, salvação e Cristo que o cristão de mente convertida sofre com Cristo. Paulo define isto como “a comunicação das suas aflições” (3:10). Por qualquer razão, muitos novos crentes têm a ideia de que confiar em Cristo significa o término das suas lutas. Na realidade, significa exactamente o começo de novas batalhas. “No mundo tereis aflições” (João 16:33). “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (II Tim. 3:12).
Mas a presença de conflito é um privilégio; sofremos “por amor dele”. De facto, Paulo diz-nos que este conflito nos é “concedido” – é um dom! Se sofrêssemos por nós mesmos, isso não constituiria nenhum privilégio; mas, porque sofremos por Cristo e com Cristo, é uma honra elevada e santa.
Afinal, Ele sofreu por nós e uma disposição da nossa parte para sofrer por Ele é o mínimo que poderemos fazer para Lhe demonstrar o nosso amor e gratidão.

Conclusão: “O mais profundo interesse manifestado entre os homens nas decisões dos tribunais terrestres não representa senão palidamente o interesse demonstrado nas cortes celestiais quando os nomes inseridos nos livros da vida aparecerem perante o Juiz de toda a Terra. O Intercessor divino apresenta a petição para que sejam perdoadas as transgressões de todos os que venceram pela fé em Seu sangue, a fim de que sejam restabelecidos em seu lar edénico, e coroados com Ele como co-herdeiros do "primeiro domínio". Miq. 4:8. Satanás, em seus esforços para enganar e tentar a nossa raça, pensara frustrar o plano divino na criação do homem; mas Cristo pede agora que este plano seja levado a efeito, como se o homem nunca houvesse caído. Pede, para Seu povo, não somente perdão e justificação, amplos e completos, mas participação em Sua glória e assento sobre o Seu trono.” Cristo em Seu Santuário, p. 113.

José Carlos Costa, pastor

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Cuida do mais Importante


Ilustração

Um jovem recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada...
- Cuida do mais importante e cumprirás a missão! Disse o soberano ao despedir-se.
Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente a sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam a sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal. Quando parava numa estalagem, deixava o cavalo ao relento, não o aliviava da sela e nem da carga, tão pouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.
- Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal - disse alguém.
- Não me importo - respondeu ele.
- Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará.
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente amaldiçoou-o e seguiu o caminho a pé. Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes uma das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: "Cuida do mais importante!" Seu passo tornou-se curto e lento. As paradas eram frequentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada, onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, encontrou-o e cuidou dele. 
Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.
- "Porém, majestade, conforme me recomendaste, "Cuida do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer!"
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia: 
"Ao meu irmão, rei da terra do Norte! O jovem que te envio é candidato a casar-se com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faze-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e a força de quem o auxilia na jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido, nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha e nem àqueles que o servem".