sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ENTREGO A MINHA VIDA NAS TUAS MÃOS

Estudaremos a sétima e última declaração de Jesus Cristo que se encontra registada em Lucas 23: 44 a 46.

DESENVOLVIMENTO:
A missão de Jesus chegava ao fim e as Suas últimas palavras foram: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.”Dizem que geralmente as pessoas morrem do jeito que vivem. A vida de Cristo foi de dependência do poder de Seu Pai. Ele foi capaz de entregar Sua vida a Deus na hora da morte, porque passara toda a vida em completa entrega ao Pai. Queira Deus que, quando chegar o fim de nossa existência, as nossas palavras revelem o que foi a nossa vida. Consegue imaginar-se a escrever a sua última mensagem para um ente querido? As suas últimas palavras para um filho ou cônjuge?
O que diria?


Como pronunciaria as suas palavras finais?
Com certeza, cuidadosamente, escolhendo cada palavra. A maioria dos seres humanos possui apenas uma oportunidade de fazer o seu último pronunciamento. Foi o que aconteceu com Jesus. Sabendo que as Suas últimas palavras seriam para sempre ponderadas, não acha que Ele as escolheu cuidadosamente? Sim Ele fez, e o fez por você.


Que lições podemos tirar dessas palavras?

1. Jesus viveu e morreu com as Escrituras nos lábios. Citou as palavras do Salmo 31:5. Quando o rei David foi caluniado e perseguido exortou todos os que podiam ouvir a serem fortes, cientes de que o Senhor os protegeria no momento de dificuldade. As últimas palavras de Jesus não seriam de confiança. Foi então que exclamou: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito, tu me remiste, Senhor, Deus da verdade!” Sal 31:5.

2. Jesus iniciou as Suas palavras na cruz usando a expressão: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34). Ao proferir as últimas palavras, começou assim: “Pai”. Assim sempre foi a Sua vida. Ele começava com o Pai, vivia com o Pai e concluía com o Pai. Cristo ia morrer, mas não era vítima dessa tragédia. A entrega de Sua vida não era o resultado de uma derrota. Foi um acto livre da Sua própria vontade. “Ninguém a tira de mim. Pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” (João 10:18). A morte não foi até Jesus. Ele foi ao encontro dela. Agostinho disse: “Ele desistiu de viver porque quis, quando e como o quis.” Jesus morreu de acordo com os propósitos divinos, não por causa do capricho de homens covardes.

3. Jesus morreu nas mãos do Pai. “Pai, nas Tuas mãos...” Que magnífico significado é encontrado nesta expressão! O poder das mãos! Por diversas vezes Jesus disse que seria entregue nas mãos dos homens. Aos cansados discípulos, no Getsémani, disse: “Chegou a hora! Eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se e vamos. Aí vem o traidor.” (Mat 26:45 e 46). Pedro disse que Jesus foi crucificado por “Homens perversos.” (Act 2:23). Mãos perversas formaram a coroa de espinhos, pondo-a sobre a fronte de Jesus. Mãos perversas o esbofetearam. Mãos perversas dilaceraram as suas costas. Mãos perversas cravaram pregos nas Suas mãos e pés.

Mas chegou o momento em que as mãos dos homens não podiam fazer mais nada, e as mãos de Deus detiveram o derradeiro poder de decisão. Quando David estava a ser perseguido pelos inimigos, ele percebeu que mesmo quando estamos nas mãos de homens perversos, podemos estar nas mãos de Deus. “O meu futuro está nas tuas mãos; livra-me dos meus inimigos e daqueles que me perseguem”.

Da mesma forma mesmo que estejamos nas mãos de enfermidades e acidentes, podemos estar nas ternas e protectoras mãos de Deus. Jesus Se entregou voluntariamente nas mãos de pecadores e, voluntariamente, entregou-Se nas mãos de Deus. Cercado pelos que O odiavam, consciente de que ninguém tinha importado com as injustiças contra Ele; sabendo que os discípulos tinham, na maior parte, desertado, nessas circunstâncias Ele podia contar com o Pai. Ele podia entregar-Se nas mãos do Pai. Nas mãos do Pai, Ele foi elevado a uma posição de autoridade e, hoje, espera que Seus inimigos sejam se dobrem reconhecendo que foram instrumentos do mal. Estar nas mãos do Pai é estar nas mãos do Filho. As mãos do Filho e do Pai estão em harmonia, estão entrelaçadas.

Assim o segredo da vida é estar nas mãos do Pai. Estar nas mãos do Pai é estar no melhor, no mais seguro e aconchegante lugar do Universo. Você está nas mãos do Pai? Veja se está nas mãos do Pai não é tudo do que precisamos? Leiamos Isaías 41:10,13. Na

terça-feira, 16 de setembro de 2014

VICIO DOENÇA OU PECADO?

Em Washington, pessoas estão matam-se. Tudo por causa de uma ampola de crack (cocaína cristalizada). Os viciados em cocaína são vítimas de uma doença? E quanto aos viciados em álcool e fumo... Isso é uma doença, ou pecado? Seja o que for, existe ajuda se você precisar dela hoje.

Traficantes e dependentes enchem as ruas das grandes cidades. Precisando de dinheiro para sustentar seu hábito, prostitutas e ladrões andam pelos becos. Pessoas chegam a cometer homicídios por causa de uma ampola de crack. A fronteira sul da América é um canal do tráfico de drogas, sabia? A polícia vem travando uma batalha perdida... Para cada rei das drogas que ela consegue agarrar, surgem dois em seu lugar. E o mais perturbador de tudo é que os americanos tem uma demanda insaciável por esse produto químico.

Curiosamente, a questão da droga surgiu durante a campanha presidencial de 1988 como o problema número um da América. O presidente Bush no dia de sua posse enfatizou sua promessa de lutar contra o abuso das drogas. Eu estava sentado na plataforma atrás desse líder recém-empossado quando ele disse estas palavras: "Este flagelo tem que acabar."

O flagelo da dependência das drogas foi particularmente perverso na capital dos Estados Unidos. Como prova disso, em 1988 a cidade de Washington teve o mais alto índice de homicídios da nação. Quando as mortes atingiram o máximo durante o primeiro trimestre de 1989, percebeu-se que algo drástico tinha que ser feito, e rapidamente.  O presidente Bush nomeou William Bennett como o novo diretor do gabinete, na Casa Branca, do Conselho Nacional de Entorpecentes, o Czar federal das drogas.

Com um desafio maior do que seu título, Bennett lançou um ataque sem precedentes sobre o problema das drogas em Washington. Foi um projeto de 80 milhões de dólares para derrubar os traficantes e seus comparsas.

Os pais sabem que o contingente policial não é suficiente para salvar seus filhos do uso de drogas. Ficam em dúvida sobre o que dizer aos adolescentes... Especialmente quando a geração mais jovem ressalta a inconsistência de muitos adultos. Eles dizem: "Vocês me chamam de dependente, mas e quanto às suas bebidas? O álcool também não é uma droga? E quanto aos seus cigarros cheios de nicotina?"

Esses jovens tem sua razão, temos que admitir. Muitos adultos dão um exemplo fatal ao ter seus próprios vícios. Mais de mil fumantes morrem por dia devido a esse hábito. E quem pode computar o custo do alcoolismo em lares desfeitos, ossos quebrados e promessas não cumpridas?

Bem, chega de falar sobre o problema. Ouvimos a respeito todos os dias. Vamos procurar soluções. A verdadeira batalha deve ser ganha na mente e no coração dos consumidores. Se a demanda de drogas não parar, os fornecedores sempre acharão um meio de contrabandear sua mercadoria. Portanto a  demanda de drogas, a dependência em si, deve ser confrontada. Isto levanta uma questão: estamos discutindo uma doença ou um pecado? A resposta é importante. Sabe, alguns sugerem que a dependência é um destino pré-determinado, algo programado desde o nascimento nos gens. Se isso for verdade, como você pode culpar um dependente por cumprir seu destino? Mas, por outro lado, se a dependência é um comportamento que pode ser evitado, um pecado a ser destruído, não há desculpa para a dependência da cocaína, ou o hábito do fumo e da bebida.

A primeira página de um jornal da Califórnia trouxe o triste relato de uma motorista bêbada que matou três adolescentes na rodovia 101. Eles caminhavam pelo acostamento da estrada em busca de ajuda para o seu carro enguiçado, quando foram atropelados por ela. Seu nível de álcool no sangue era o dobro do limite legal de intoxicação na Califórnia. Tragicamente, na noite anterior essa mesma motorista tinha sido detida por dirigir embriagada, e em seguida solta. As autoridades estão acusando-a de assassinato. Bem, se essa motorista é uma vítima indefesa de uma doença que ela não pode controlar, então a sociedade não deve responsabilizá-la pela morte daqueles adolescentes. Mas se ela pode ter

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

PIONEIROS PRECISAM-SE

(Filipenses 1:12-26)
Mais que qualquer outra coisa, o desejo de Paulo como missionário era pregar o evangelho em Roma. Centro do grande império, Roma era a cidade chave do seu tempo. Se Paulo conseguisse ganhá-la para Cristo, isso significaria alcançar milhões com a mensagem da salvação. O facto era realmente importante na agenda de Paulo, pois ele afirmava: “Depois que houver estado ali (Jerusalém), importa-me ver também Roma” (Rom. 1:15).
Paulo queria ir a Roma como pregador, mas em vez disso foi como prisioneiro! Podia ter escrito uma longa carta só a respeito desta experiência, mas afinal resume tudo nestas palavras: “As coisas que me aconteceram” (Fil. 1:12). O relato dessas coisas aparece em Atos 21:17-28:31 e começa com a prisão ilegal de Paulo no templo de Jerusalém. Os judeus pensavam que ele havia profanado o seu templo ao entrar lá com gentios, e os romanos consideravam que se tratava dum egípcio renegado que fazia parte da sua lista de “mais procurados”. Paulo tornou-se assim o ponto fulcral das conspirações políticas e religiosa e permaneceu como prisioneiro em Cesareia durante dois anos. Quando finalmente apelou para César (que era um privilégio de todo o cidadão romano), foi enviado para Roma. Durante a viagem, o barco sofreu um naufrágio! O relato dessa tempestade e da coragem e fé de Paulo é um dos mais dramáticos da Bíblia (Atos 27). Após três meses de espera na ilha de Malta, o apóstolo embarcou finalmente para Roma e para o julgamento que havia requerido na presença de César.

Para muitos, tudo isto teria parecido um fracasso, mas não para este homem que possuía uma “mente integral”, preocupado com a comunicação de Cristo e do evangelho. Paulo não baseava a sua alegria em circunstâncias ideais; encontrava-a, sim, em ganhar outros para Cristo. E, se as suas circunstâncias promoviam o avanço do evangelho, era quanto bastava! A palavra proveito (usada em 1:12) significa “avanço pioneiro”. Tratava-se dum termo militar no grego aos engenheiros do exército que vão à frente das tropas abrir caminho para novos territórios. Em vez de se considerar limitado na sua condição de prisioneiro, Paulo descobriu que as circunstâncias que estava a atravessar lhe abriam, na realidade, novas áreas no ministério.

Toda a gente tem ouvido falar de Carlos Haddon Spurgeon, o famoso pregador britânico, mas poucos conhecem a história de sua esposa Susana. Logo no princípio da sua vida de casada, a senhora Spurgeon ficou inválida. Parecia que dali em diante o seu único ministério seria o de animar o marido e orar pelo seu trabalho. Mas Deus deu-lhe a responsabilidade de partilhar os livros do seu marido com pastores que não tinham possibilidade de os comprar. Esse senso de missão levou em breve à organização do “Fundo do Livro”. Sendo uma obra de fé, o “Fundo do Livro” equipou milhares de pastores com os instrumentos necessários para o seu trabalho. Tudo isso era feito sob a orientação da senhora Spurgeon, na sua casa. Tratava-se dum ministério pioneiro.

Deus continua a desejar que os Seus filhos levem o evangelho para novas áreas. Ele quer que nos tornemos pioneiros e por vezes arranja circunstâncias tais que nós não podemos ser outra coisa senão pioneiros. De facto, foi assim que o evangelho chegou pela primeira vez a Filipos! Paulo havia tentado entrar noutro território, mas Deus fechou-lhe repetidamente a porta (Actos 16:6-10). O apóstolo queria levar a mensagem na direcção do leste, para a Ásia, mas Deus dirigiu-o no sentido do ocidente, para a Europa. Quão diferente seria a história da humanidade se Paulo tivesse podido prosseguir o seu plano!

Deus usa por vezes instrumentos estranhos para nos ajudar como pioneiros do evangelho. No caso de Paulo, houve três instrumentos que o ajudaram a levar o evangelho mesmo para a guarda pretoriana,
as tropas particulares de César: as suas prisões (vs. 12-14), os seus críticos (vs. 15-19) e a sua crise (vs. 20-26).

1.      As Prisões de Paulo (1:12-14)
O mesmo Deus que usou a vara de Moisés, os cântaros de Gedeão e a funda de David, usou também as prisões de Paulo. Mal supunham os romanos que as algemas que colocaram nos seus pulsos iriam

POSTOS DE COMBATE


(Filipenses 1:27-30)
A vida cristã não é um campo de recreio; é um campo de batalha. Nós somos filhos da família, gozando, portanto, da comunhão do evangelho (1:1-11); somos servos que participam no avanço do evangelho (1:12-26); mas somos igualmente soldados que defendem a do evangelho. E o crente com uma fonte convertida pode ter a alegria do Espírito Santo, mesmo no meio da batalha.
“A fé do evangelho” é esse corpo de verdade divina dado à igreja. Judas chama-lhe “a fé que uma vez foi dada aos santos” (v.3). Paulo alerta-nos em 1 Timóteo 4:1 para o facto de que “nos últimos tempos apostatarão alguns da fé”. Deus entregou este tesouro espiritual a Paulo (1 Tim. 1:11), e ele por sua vez entregou-o a outros, como Timóteo (1 Tim. 6:20), cuja responsabilidade consistia em transmitir esse depósito a outros (II Tim. 2:2). E por isso que a igreja se deve envolver num ministério de ensino de modo que cada nova geração de crentes conheça, aprecie e use a grande herança da fé.
Mas existe um inimigo que está em campo para roubar o tesouro do povo de Deus. Paulo tinha-se encontrado com esse adversário em Filipos e enfrentava-o de novo em Roma. Se Satanás conseguir simplesmente roubar aos crentes a fé cristã, as doutrinas que a distinguem de qualquer outra, então ele poderá perturbar e destruir o ministério do evangelho. É triste ouvir pessoas dizer: “Não me interessa o que tu creias, contanto que vivas de maneira correcta.” O que cremos determina a maneira como procedemos, e uma crença errada significa em última análise uma vida errada. Cada igreja local não está senão a uma geração duma extinção potencial. Não admira que Satanás ataque particularmente a nossa juventude, tentando afastá-la “da fé”.
Como é que um grupo de cristãos pode lutar contra este inimigo? “Porque as armas do nosso combate não são da carne” (II Cor. 10:4, NBPA). Pedro pegou numa espada, no jardim, e Jesus repreendeu-o (João 18:10-11). Nós usamos armas espirituais – a Palavra de Deus e a oração (Hebr. 4:12; Ef. 6:11-18); temos de depender do Espírito Santo para nos conceder o poder de que carecemos. Contudo, um exército tem de lutar em união e é por isso que Paulo envia estas admoestações aos seus amigos em Filipos. Ele explica neste parágrafo que existem três elementos essências para se conseguir a vitória na batalha para defender “a fé”.
1.      Coerência (1:27)
A palavra portar relaciona-se directamente com andar. “Somente deveis conduzir-vos de modo digno do evangelho de Cristo (NBPA). A arma mais importante contra o inimigo não é um sermão empolgante ou um livro poderoso; é a vida coerente dos crentes.
O verbo que Paulo usa está relacionado com a nossa palavra política. Ele está a afirmar: “Procedei da maneira como os cidadãos devem proceder”.
Quando cheguei à cidade do Porto, fiquei impressionado, ao caminhar nas ruas, ouvia homens e mulheres, mesmo, jovens meninas com uma linguagem muito feia. Eu não me recordava de alguma vez ouvir tantos palavrões, nem na tropa. Eu pensei estas pessoas estão a dar um mau exemplo do país, ainda bem que os estrageiros não sabem falar nem compreendem a língua portuguesa.
Paulo dá aqui a ideia de que nós, cristãos, somos cidadãos do céu e enquanto estamos na terra temos de nos comportar como cidadãos dos céus. Ele apresenta de novo este conceito no capítulo 3:20. Essa expressão era rica em significado para os filipenses, porque essa cidade era uma colónica romana e os seus cidadãos eram de facto cidadãos romanos, protegidos pela lei de Roma. A igreja de Jesus Cristo é uma colónia do céu na terra! E nós devemos portar-nos como cidadãos do céu.
“Estarei eu a comportar-me de modo digno do evangelho?” é uma boa pergunta para fazermos regularmente a nós próprios. Devemos “andar… como é digno da vocação” que temos em Cristo (Ef. 4:1), que significa andar “dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo” (Col. 1:10). Nós não fazemos isso com vista a ir para o céu, como se pudéssemos ser salvos pelas nossas boas obras, mas procedemos desse modo, porque os nossos nomes já estão escritos no céu e a nossa cidadania é no céu.
É bom lembrar que o mundo que nos rodeia conhece unicamente o evangelho que vê nas nossas vidas.
“Um Evangelho escreves,
Cada dia uma secção,
Com as obras que realizas
E qualquer exclamação,
Os homens lêem esse livro
Em todo o seu pormenor:
Como é, pois, o Evangelho
De que tu és o autor?”
(autor desconhecido)

“O Evangelho” é a boa nova de que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou (1 Cor. 15:1-8). Só há uma “boa nova” de salvação; qualquer outra mensagem é falsa (Gál. 6:10). A mensagem do evangelho é a boa nova de que os pecadores podem tornar-se filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus (João 3:16). Acrescentar alguma coisa ao evangelho é despi-lo do seu poder. Nós não somos salvos dos nossos pecados pela fé em Cristo mais alguma coisa; somos salvos pela fé em Cristo somente.
“Nós temos alguns vizinhos que acreditam num falso evangelho” – disse um membro duma igreja ao seu pastor. “Tem alguma literatura que eu lhes possa dar?”
O pastor abriu a sua Bíblia em II Coríntios 3:2 e leu: “Vós sois a nossa carta, escrita nos nossos corações, conhecida e lida por todos os homens”. Disse-lhe então: “A melhor literatura deste mundo não pode substituir a sua própria vida. Deixe-os ver Cristo na sua conduta e isso abrirá oportunidades de partilhar com eles o evangelho de Cristo.”
A maior arma contra o diabo é uma vida verdadeiramente piedosa. A igreja local que pratica a verdade, que “vive o que crê”, irá destruir o inimigo. Este é o primeiro elemento essencial para se conseguir a vitória nesta batalha.

2.      Cooperação (1:27b)
Paulo passa agora a usar a ilustração do atletismo. A palavra traduzida por “combatendo juntamente” dá-nos o termo “atletismo”. Paulo vê a igreja como uma equipa e recorda aos crentes que é o trabalho em equipa que ganha vitórias. Não nos esqueçamos de que havia divisão na igreja de Filipos. Um dos motivos era que havia duas mulheres que não estavam a dar-se bem (4:2). Aparentemente, os membros da comunidade tomavam partido, como acontece muitas vezes, e a divisão daí resultante estava a prejudicar o trabalho da igreja. O inimigo fica sempre feliz ao ver divisões internas no ministério local. “Dividir para conquistar” é o seu lema, e muitas vezes o consegue. É só combatendo juntos que os crentes podem vencer o inimigo.
Ao longo desta carta, Paulo usa um interessante esquema para salientar a importância da unidade. Na língua grega, o prefixo sun significa “com, juntamente”, e quando usado com diferentes palavras reforça a ideia de unidade. (É, de certo modo, semelhante ao nosso prefixo co. Paulo usa-o) pelo menos 16 vezes na epístola aos Filipenses e os seus leitores não podiam deixar de reparar nessa mensagem. Em 1:27, o termo grego sunathleo – “combatendo juntos como atletas”.
Uma ou outra vez, ouço um atleta brilhante seja no futebol, ciclismo ou outra qualquer modalidade dizer: “Foi graças aos meus colegas …” ele tem consciência que ele faz parte de uma equipa e é esta que trabalha para que um brilhe. É essa atitude que favorece a vitória ou a derrota no caso de cada um pensar no individual e não no colectivo. Infelizmente, temos também nas igrejas tais “caçadores de louros”. João teve de lidar com um indivíduo chamado Diótrefes, porque ele queria “ter entre eles o primado” (III João 9). Mesmo os apóstolos Tiago e João pediram que lhe fossem atribuídos tronos especiais (Mat. 20:20-28).
A palavra importante é junta: permanecer firmemente juntos no Espírito, combatendo juntos contra o inimigo e fazendo isso com uma só mente e um só coração.
Não seria difícil propagar este conceito de igreja local como uma equipa de atletas. Cada pessoa tem o seu lugar e trabalho designado e se cada uma cumpre a sua tarefa, está a ajudar todos os outros.
Nem todos podem ser capitão de equipa ou outro elemento chave! A equipa tem de seguir as regras e a Palavra de Deus é o nosso “Livro de regulamentos! Há um alvo – honrar Cristo e a Sua vontade. Se todos trabalharmos juntos, podemos atingir esse alvo, ganhar o prémio e glorificar o Senhor. Mas no momento em que um de nós começa a desobedecer às regras, interrompendo o treino (a vida cristã requer disciplina), ou buscando glória pessoal, o trabalho de equipa desaparece e passam a imperar a divisão e a competição.
Por outras palavras. Paulo recorda-nos de novo a necessidade duma mente convertida. Há alegria nas nossas vidas, mesmo quando lutamos contra o inimigo, se vivermos para Cristo e para o evangelho e praticamos “trabalho cristão em equipa”. É certo que existem pessoas com as quais não podemos cooperar (II Cor. 6:14-18; Ef. 5:11); mas há muitas outras com quem o podemos fazer – e devemos fazê-lo!
Somos cidadãos do céu, portanto, devemos andar de modo coerente. Somos membros da mesma “equipa” e devemos trabalhar em cooperação. Mas existe um terceiro elemento essencial para termos êxito no nosso embate com o inimigo, e esse é a confiança.
3.      Confiança (1:28-30)
“Em nada vos espanteis dos que resistem!” A palavra que Paulo usa aqui aponta para um cavalo que foge da batalha. É claro que ninguém vai arremessar-se cegamente para a luta; mas por outro lado, nenhum crente verdadeiro deve deliberadamente evitar enfrentar o inimigo. Nestes versículos, Paulo dá-nos palavras de encorajamento para nos transmitir confiança na batalha.
Primeiro, essas lutas provam que somos salvos (v. 29). O contexto da salvação não é; salvo uma vez salvo para sempre, mas antes, “fui salvo, sou salvo, serei salvo”. Fui salvo quando aceitei a Jesus Cristo como meu Salvador pessoal, sou salvo, cada dia ao renovar o meu pacto de confiança n´Ele, serei salvo quando Ele vier em glória e majestade. É nesta relação crente, salvação e Cristo que o cristão de mente convertida sofre com Cristo. Paulo define isto como “a comunicação das suas aflições” (3:10). Por qualquer razão, muitos novos crentes têm a ideia de que confiar em Cristo significa o término das suas lutas. Na realidade, significa exactamente o começo de novas batalhas. “No mundo tereis aflições” (João 16:33). “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (II Tim. 3:12).
Mas a presença de conflito é um privilégio; sofremos “por amor dele”. De facto, Paulo diz-nos que este conflito nos é “concedido” – é um dom! Se sofrêssemos por nós mesmos, isso não constituiria nenhum privilégio; mas, porque sofremos por Cristo e com Cristo, é uma honra elevada e santa.
Afinal, Ele sofreu por nós e uma disposição da nossa parte para sofrer por Ele é o mínimo que poderemos fazer para Lhe demonstrar o nosso amor e gratidão.

Conclusão: “O mais profundo interesse manifestado entre os homens nas decisões dos tribunais terrestres não representa senão palidamente o interesse demonstrado nas cortes celestiais quando os nomes inseridos nos livros da vida aparecerem perante o Juiz de toda a Terra. O Intercessor divino apresenta a petição para que sejam perdoadas as transgressões de todos os que venceram pela fé em Seu sangue, a fim de que sejam restabelecidos em seu lar edénico, e coroados com Ele como co-herdeiros do "primeiro domínio". Miq. 4:8. Satanás, em seus esforços para enganar e tentar a nossa raça, pensara frustrar o plano divino na criação do homem; mas Cristo pede agora que este plano seja levado a efeito, como se o homem nunca houvesse caído. Pede, para Seu povo, não somente perdão e justificação, amplos e completos, mas participação em Sua glória e assento sobre o Seu trono.” Cristo em Seu Santuário, p. 113.

José Carlos Costa, pastor

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Cuida do mais Importante


Ilustração

Um jovem recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada...
- Cuida do mais importante e cumprirás a missão! Disse o soberano ao despedir-se.
Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente a sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam a sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal. Quando parava numa estalagem, deixava o cavalo ao relento, não o aliviava da sela e nem da carga, tão pouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.
- Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal - disse alguém.
- Não me importo - respondeu ele.
- Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará.
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente amaldiçoou-o e seguiu o caminho a pé. Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes uma das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: "Cuida do mais importante!" Seu passo tornou-se curto e lento. As paradas eram frequentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada, onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, encontrou-o e cuidou dele. 
Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.
- "Porém, majestade, conforme me recomendaste, "Cuida do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer!"
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia: 
"Ao meu irmão, rei da terra do Norte! O jovem que te envio é candidato a casar-se com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faze-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e a força de quem o auxilia na jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido, nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha e nem àqueles que o servem".



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

AINDA EXISTE UMA ESPERANÇA

1- INTRODUÇÃO: Lucas 23:53-56

Jerusalém  estava repleta de gente que vinha para a festa. Era Sábado, era um dia diferente de todos os outros. Todavia ouvia-se o som das trombetas chamando o povo para as celebrações, e o ambiente festivo parecia normal. No entanto havia uma atmosfera sombria sobre Jerusalém.

Especialmente, os sacerdotes e príncipes estavam inquietos. Temiam mais a Cristo agora que estava morto que quando estava vivo.

O templo encheu-se de adoradores, muitos dos quais passaram a noite examinado as Sagradas Escrituras, estavam convencidos de que as profecias messiânicas se tinham cumprido. Os sacerdotes estavam confusos, olhando a grande e majestoso véu que dividia o lugar Santo do lugar Santíssimo, rasgado por mãos invisíveis de alto abaixo. O lugar Santíssimo nunca tinha sido visto pelo povo, agora estava exposto à vista de todos.

Muitos doentes vinham à procura de Jesus para serem socorridos. Nunca antes Cristo atraíra tanta a atenção como naquele Sábado. Cumpriam-se as palavras: “E eu quando, for levantado da terra, a todos atrairei a mim.” São João 12:32.

O seu nome estava agora em milhares de lábios. No entanto o Salvador estava em silencio, na sepultura fria, as suas mãos dobradas sobre o peito indicavam que a Sua obra na terra tinha terminado.

Descansava naquele Sábado depois de trabalhar pela redenção do mundo. Assim  como quando concluiu a obra da criação da terra e de ter feito o homem e a mulher no sexto dia, obra feita juntamente pela Trindade. Os discípulos não somente estavam desconcertados e com medo, mas sentiam uma tristeza indescritível.

No cimo do monte do Calvário, viam-se três cruzes vazias e manchadas de  sangue, recordação da história dos seus ocupantes.

Havia ainda uma esperança ? Sim, pois aquela aparente derrota era na realidade a maior vitória alcançada na terra.

II- A ESPERANÇA, TORNA-SE REALIDADE: Lucas 23:43.
A vitória estava garantida, quando a um dos malfeitores foi prometido o paraíso. O mesmo ladrão frente à morte e tendo uma vida cheia de crimes, desprezado pela sociedade, não foi abandonado pelo Salvador.

A promessa do paraíso foi a esperança duma nova vida,  uma oportunidade de ser feliz e viver eternamente. Não é esta a promessa que você mais gostaria de ouvir ? Pode porventura haver maior benção que receber a segurança da salvação eterna ?

Esta noite pode ouvir Jesus oferecer-lhe esta promessa. Em São João 3:16 “...Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna...” Basta aceitá-Lo como seu Salvador pessoal e abandonar a vida de pecado. Cristo é a nossa esperança de salvação.

III- JESUS, FOI A ESPERANÇA DE BARRABÁS.
     Naquele sábado, Barrabás festejava a sua liberdade com a sua família. Alegrava-se com os seus amigos, celebrava a Páscoa mais feliz da sua vida. Jesus morreu em seu lugar. Jesus tinha levado a pesada cruz que tinha sido feita para Barrabás e nela morreu. Ter-se-á convertido Barrabás ?

Quando Barrabás foi solto, ouviu a interrogação feita por Pilatos: Que farei de Jesus ?
A turba assassina possessa pelos demónios escolheu crucificar o amado Filho de Deus. Que triste escolha ! Que farei de Jesus ? É a nossa resposta a esta pergunta que nos colocará de um lado ou do outro da cruz. Desprezar a Jesus, não o conhecer como Deus e não permitir que o nosso coração se abra para O amar e isto é o maior pecado para a alma. Jesus é a única esperança; tudo depende de como você responde a esta pergunta: “Que farei com Jesus ?”

IV- APELO.
Nicodemos passou aquele Sábado a recordar as palavras de Jesus. Nicodemos e José de Arimateia aceitaram a Jesus, e fizeram uma escolha acertada. Meus amigos já tomaram a decisão definitiva por Jesus ?

Em breve, Jesus voltará a este mundo, se o aceitarmos, quando Ele voltar a esta terra levar-nos-á para a Santa Cidade, para o reino de glória e de perfeição, estaremos longe das aflições e das consequências do pecado, que reinam no mundo.

Jesus nos diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos darei descanso” Mateus 11:28.

Hoje queremos concluir de uma forma muito especial. Queremos aproveitar a oportunidade para fazer de Jesus nossa esperança.

Sofremos, temos muitas necessidades, enfrentamos problemas que parecem não ter solução.

Tenha no seu coração a segurança de que Jesus vive e que voltará em breve para dar-lhe uma vida melhor.


Faça a sua decisão ! Decida entregar a direcção da sua vida a Jesus, decida conhecer mais o plano de Deus para si e conheça que ainda existe uma esperança, essa esperança é Jesus ! 

domingo, 31 de agosto de 2014

AS TRÊS CRUZES

Lucas 23:32-33
Estamos diante de uma cena de indescritível tristeza e horror.

Do lado de fora de Jerusalém, numa pequena colina chamada Calvário, três cruzes; e nelas três homens, diante de uma verdadeira multidão possuída de uma fúria selvagem e fanática, ali estava Ele sofrendo toda a humilhação e toda a dor que este tipo de morte era capaz de proporcionar.

E era justamente por causa de seus efeitos sobre o corpo e a reputação do indivíduo que a crucificação representava a mais dolorosa a mais cruel e humilhante forma de execução que havia.

1) AS ORIGENS DA CRUCIFIXÃO

1.1 As origens da crucifixão são um tanto desconhecidas, mas ela acabou por ser adoptada por todos os povos antigos, sobretudo pelos romanos, costumavam empregar este método para executar escravos, rebeldes prisioneiros de guerra, e os piores tipos de criminosos, e embora não exista muitas informações históricas sobre o método da crucifixão em si, o que sabemos já é suficiente para provocar em nós a mais completa repulsa, diante de castigo tão bárbaro, depois de pronunciada a sentença, o primeiro passo era submeter o condenado a um açoite tão violento que muitos não resistiam e ali mesmo morriam amarrados ao posto do suplício, enquanto o seu corpo era dilacerado pelos impiedosos golpes que recebiam. Na maioria das vezes porém, era apenas o início do sofrimento.

1.2 O passo seguinte era colocar a pesada cruz de madeira sobre os ombros já feridos e ensanguentados do condenado e fazer com que ele carregasse até ao local da sua execução que ficava do lado de fora da cidade.

1.3 Ao chegar a este lugar, era completamente despidos e deitados sobre a cruz para que as mãos e pés pudessem ser pregados. A descoberta recente dos ossos de um homem crucificado no mesmo período de Jesus levanta a possibilidade que talvez as pernas fossem juntas e torcidas e então fixadas à cruz por meio de um único prego que atravessava os dois calcanhares. Sabe-se também que os homens eram crucificados de costas para a cruz, olhando para os espectadores, enquanto as mulheres o eram com o rosto voltado para a cruz. A cruz era então levantada e deixada cair com força num buraco no solo o que fazia com que as carnes feridas rasgassem com o balanço do corpo. Para que o corpo não caísse porém, um pequeno pedaço de madeira fixado no meio da cruz, servia de assento para a vítima, que ali era deixada a morrer de fome de dor, e de exaustão.

1.4 Este método tornava a morte bastante prolongada, raramente ocorrendo antes das trinta e seis horas, há registo de indivíduos que levaram até 08 ou 09 dias para morrer.

1.5 A dor logicamente era muito intensa, visto que o todo o corpo ficava sujeito a tensões, enquanto as mãos e os pés que são uma massa de nervos perdiam pouco sangue. Depois de algum tempo, as artérias do estômago e da cabeça ficavam regurgitadas de sangue, causando uma dor de cabeça alucinante, e finalmente a febre traumática e o tétano manifestavam-se.

1.6  Na maior parte do tempo o indivíduo permanecia consciente, sentia minuto a minuto toda intensidade

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Os Escravos do Amor

Pode alguém fazer caber numa xícara de café toda a água do mar? Como pode então a pequena mente humana Ter a capacidade de compreender a imensidade do amor divino?
O texto para a mensagem de hoje está no livro de Oseias, capítulo 11, versos 1 a 4: "Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho. Quanto mais eu os chamava, tanto mais se iam da minha presença; sacrificavam a Baalins e queimavam incenso às imagens de escultura. Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os nos meus braços, mas não atinaram que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; e fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas, e me inclinei para dar-lhes de comer."(Oseias 11:1-4). Este é o clamor desesperado de um pai que fez tudo para ajudar seu filho. Mas, evidentemente, o filho não tem muito interesse em ser ajudado. Este é o grito desesperado de um pai que se sente impotente diante da inércia do filho. "Quanto mais eu os chamava - Ele diz - tanto mais se iam da minha presença..."
Oseias, em hebraico, quer dizer salvação e em grego tem a mesma raiz da palavra Jesus. Assim, quando o profeta diz: "Eu sou Oseias", está dizendo: "Eu sou a salvação, eu sou Jesus." O livro de Oseias na realidade contém um compêndio do amor maravilhoso do Senhor Jesus pela raça humana. A mensagem que destaca é que Jesus acredita no ser humano. A história que o profeta apresenta é misteriosa e incompreensível. Alguns estudiosos da Bíblia acham que a história que se narra no livro não é literal e se trata de uma alegoria, um simbolismo, porque pensam que Deus nunca poderia pedir a um profeta que tomasse semelhante atitude.
O que foi que Deus pediu a Oseias? Revisemos a história.
O profeta tinha aproximadamente 30 anos de idade quando Deus lhe ordena casar-se com uma prostituta. Veja o que está escrito em Oseias, capítulo 1, verso 2: "... Vai, toma uma mulher de prostituições..." (Oseias 1:2)
Por outras palavras, traze-a para a igreja, faze-a desfilar vestida de branco, dá-lhe teu nome e declara publicamente que amas essa mulher com uma história negra e um passado vergonhoso.
O que Jesus está querendo dizer aqui é que Ele não teve vergonha de deixar Seu Reino celeste, descer a este mundo prostituído, colocar-nos o vestido branco da Sua justiça, levar-nos à Sua igreja e declarar diante do Universo que nos ama. Ele não tem vergonha de dar-nos Seu nome apesar de, talvez, um dia descermos às profundezas da miséria e do pecado.
Quero que você imagine comigo quando Oseias chegou em casa para anunciar a seus pais que ia se casar. Que pai não fica feliz quando um filho de 30 anos anuncia seu casamento! Se meu filho de 15 anos me dissesse que quer se casar, essa seria uma notícia preocupante, mas se meu filho de 30 anos diz que está pensando em se casar, essa é uma grande notícia.
Então imagine o profeta dando a notícia para os pais. Imagino que eles ficaram felizes. Seguramente que perguntaram: E com quem vai se casar? Quem é a escolhida? É filha de outro profeta? Não, não é. "Então, deve ser a filha do irmão fulano; porque aquela menina nasceu na igreja; cresceu na igreja, toca piano, cozinha bem, está se formando em Enfermagem... É uma grande garota." E Oseias, envergonhado, dizia: Não, não é essa não. Mas então quem, filho, fala? E Oseias levanta os olhos e diz: Pai, a minha noiva é uma garota que trabalha no prostíbulo, que vende seu corpo lá. Imaginem a surpresa familiar! Os pais olhando para Oseias: Filho, você ficou louco? Como pode?
Vocês sabiam que quando Jesus anunciou aos anjos e ao Universo que viria a este mundo para se fazer homem e alcançar o ser humano, os anjos também pensaram que Jesus estava louco? Os anjos se ofereceram para vir a este mundo no lugar de Jesus. Disseram: Não, tu não podes! Se alguém tem que se sacrificar, a gente se sacrifica, mas Tu não. E Jesus disse para os anjos: "Vocês são criaturas. Não podem salvar outra criatura. A única pessoa que pode salvar o ser humano é aquele que os criou. É por isso que eu preciso ir." E Jesus não teve vergonha de entrar no prostíbulo desta terra para libertar-nos a dignidade, o respeito próprio, os valores; para devolver-nos o futuro, para que ninguém mais vivesse angustiado, desesperado; para que as famílias não vivessem mais se mordendo umas às outras; para que pais e filhos vivessem em paz; para que maridos e mulheres vivessem em paz; para que chegasse à noite e pudéssemos dormir sem complexo de culpa; para que pudéssemos olhar o futuro sem medo. Jesus deixou tudo e veio a esta terra por isso.
A história bíblica continua e relata que Oseias casou-se com a prostituta. O primeiro ano de casamento foi

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O QUE FAZES TU AQUI?

PRECE: Bom Sábado! Senhor Deus nós nos achegamos a Ti, nosso compassivo Redentor; e rogamos-Te, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho, nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que se achegam a Ti. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja connosco. Em nome de Jesus. Amém.

História para crianças: Esta é a minha história preferida. Era uma vez na Tailândia, a Tailândia fica situada mesmo no sul da China, por isso já estão a ver que é muito longe. Esta história passou-se numa aldeia, as casas eram feitas de bambu. Numa das casas vivia o pai, que trabalhava no campo a cultivar arroz, a mãe que cozinhava e a filha. A menina tinha um nome Tailandês, mas podemos traduzi-lo para o nome da menina que tenha 6 anos. Quem é que tem 6 anos?
A coisa que esta menina mais gostava de fazer era olhar pela janela, olhava um largo que havia diante da janela da cozinha. Ela gostava de olhar os meninos a brincar no largo enquanto a mãe fazia o almoço. Naquele dia brincavam os seus melhores amigos e ela estava com vontade de pedir à mãe para a deixar ir brincar com eles. De repente viu lá ao fundo uma coluna de fumo, olhou durante uns instantes e o fumo continuava a subir para o céu. Então disse à sua mãe:
– Mãe, estou a ver fumo!
A mãe atarefada com o almoço respondeu:
– Muito bem, minha filha, continua a olhar!
Passou-se algum tempo e a Susana, começou a ver labaredas de fogo. Mas ela nem queria acreditar, por isso olhou mais algum tempo e finalmente ficou convencida que era mesmo fogo. Então disse:
– Agora, estou a ver fogo, fogo muito grande!
A mãe que continuava muito atarefada, pensou que os meninos que brincavam no lago tinham acendido uma fogueira e não deu muita importância. Por fim disse:
– Está bem, continua a olhar.
E a Susana continuou a olhar, mas o que viu foi que o fogo avançava rapidamente e queimava as casas todas, eram casas de bambu, e os vizinhos fugiam para a montanha. Então disse:
– Mãe, agora olho as pessoas todas a fugirem para a montanha e as casas estão quase todas queimadas!
Nesta altura, a mãe começou a compreender que o que a menina estava a dizer era uma coisa muito séria e aproximou-se da janela. Ao ver o que se estava a passar, esqueceu-se do almoço, pegou na mão da Susana para fugir. Mas a Susana não estava de acordo e disse:
– Mamã, tu ensinaste que devemos confiar em Jesus e que quando há perigo, nunca devemos fugir sem contar-Lhe os nossos problemas.

A mãe ajoelhou-se e fez uma oração muito rápida e já estava a levantar-se quando a Susana começou a orar:
“Senhor Jesus, Tu és tão forte e tão grande que podes apagar o fogo. Tu podes fazer qualquer coisa, soprar e apagar o fogo. Ou podes mandar chuva do céu e apagar o fogo…”

Entretanto a mãe começou a ficar impaciente porque a Susana nunca mais terminava a oração e tentou levantar-se e arrastar a Susana, mas ela continuava: “eu tenho muita fé, e confio em Ti meu Jesus… Não deixes que a nossa casinha se queime… Foi o meu pai que a fez e teve tanto trabalho… Olha, Jesus, eu sei que me estás a ouvir. Amém.”

Quando ela disse “Amém”. A mãe levantou-se rapidamente e já ia a sair de casa, quando olha para trás e vê que a Susana está à janela:

– Susana, minha filha, anda depressa, o fogo é muito grande e já está muito perto.
A Susana, com muita calma, olhava pela janela e ria-se, sentia uma grande felicidade, olhou para a mãe e disse:
– Eu sabia que podia confiar em Jesus. Ele ouve sempre as minhas orações. Vê? O fogo está apagar-se.

A mãe aproximou-se da janela e confirmou o que dizia a sua filha. De facto o vento tinha mudado de direcção e agora empurrava as chamas na direcção das casas que já tinham sido queimadas.

Sabem, meus queridos meninos, muitas pessoas pensam que foi o vento que mudou de direcção de forma natural. Mas, para a menina que eu chamo Susana e para mim, foi Jesus que respondeu à sua oração.
Quantos acreditam que foi Jesus que apagou o fogo, levantem as mãos!
A Susana ensinou uma grande lição à sua mãe. A lição que nas horas de perigo só Jesus pode ajudar!
Ela foi uma menina de fé, confiou em Jesus na hora difícil e não fugiu, orou e depois foi ver o que Jesus tinha feito. Jesus quer adultos, jovens e muitas crianças como esta menina. É isso que diz Jesus nesta passagem:

 “Vós sois o sal da terra. Mas se o sal se tornar insípido, com que se há-de salgar? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo de um vasilha, mas no candelabro, e ilumina a todos os que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:13-16

Há uma passagem correspondente no Antigo Testamento que encontramos em Isaías:

 “Levanta-te, resplandece, pois já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti. As trevas cobrem a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor vem surgindo, e a Sua glória se vê sobre ti. As nações caminharão  à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu.” Isaías 60:1-3

Deus depositou toda a Sua luz, a luz que o mundo em trevas necessita, em pessoas como vós e como eu, gente simples e com defeitos! O sal moral e espiritual que um mundo moralmente doente necessita, Deus colocou-o em pessoas como vocês, como eu! Pessoas limitadas nos recursos económicos, recursos da sabedoria, gente que se engana e gagueja!

Além disso, estamos matematicamente derrotados. Parece que o fogo avança mais depressa que a nossa acção de evitar que pessoas sejam destruídas, perdidas, não recebam o aviso que o fogo se aproxima. A população mundial cresce mais rapidamente que prega-mos o evangelho. Até em Portugal, onde a população cresce lentamente, não conseguimos acompanhar o ritmo do crescimento espiritual.

Fazemos planos, como a Missão Global, ou seja estabelecer uma presença adventista, isto é ter uma igreja organizada, em todos os países, tribos, línguas e povos da Terra.

Todos desejamos que cada ser humano ouça falar da volta de Jesus! Todos queremos que ouçam a mensagem dos três anjos! Todos queremos ver o Céu rasgar-se e Jesus voltar em glória e majestade, como Rei dos reis e Senhor dos senhores! Queremos ir para o Lar! Eu quero ir! Pensei dar este título a esta mensagem: “Eu quero ir!” Mas depois pensei: como posso apresentar este título se há tanto para fazer e estamos tão bem aqui? Como podem este punhado de 8.000 Adventistas pregar a 10 milhões de portugueses?

No livro Serviço Cristão p. 7 diz assim:
“Deus poderia ter proclamado a Sua verdade por meio de anjos sem pecado…” E eu pergunto: Porque o não fez?

Deus poderia enviar uma companhia de anjos para anunciar a Sua mensagem numa noite escura, os anjos poderiam brilhar no céu, colocados em pontos estratégicos e, em menos de meia hora, anunciar o Evangelho a todo o Portugal, todas as aldeias, vilas e cidades deste país onde não há presença Adventista, poderiam saber que estamos a viver o Dia Final! Angola, Moçambique até chegar a S. Tomé e Príncipe, quem sabe às Ilhas de Cabo Verde, ao Brasil, fazer isto falando numa só língua, o português.

Poderia enviar uma Companhia de anjos, numa noite escura e escrever no céu de Portugal em letras de fogo. E num instante todos saberiam a verdade! Deus poderia ter feito isto porque Ele tem todo o poder!

E poderia fazê-lo em todos os países, tribos, línguas e povos da Terra. Então terminaria a obra num instante. Ninguém ignoraria o anúncio. Mas o texto inspirado do Serviço Cristão acrescenta: “…mas não era este o Seu plano.” Porquê?

Por que razão não é o plano de Deus? Porque Satanás poderia imitar os planos de Deus, se o Senhor enviasse Companhias de anjos para anunciar de viva voz ou com letras de fogo a mensagem, Satanás enviaria ele também Companhias de anjos maus para anunciar uma mensagem contrária. Então o mundo ficaria ainda mais confuso. Reconheçamos, com tantas religiões muitas pessoas vivem já confundidas!

Satanás pode falar a língua dos homens e a língua dos anjos. O jornalista Mexicano, José Pagés Llergo, foi jornalista em Berlim antes da II Guerra Mundial, ouviu Hitler falar no Palácio dos Congressos.

Diz que ele falava com poder e arrebatamento. Impressionava as multidões. Um dia enquanto discursava, de repente parou e começou a olhar para o alto, com as mãos estendidas para o céu. Permaneceu nesta posição muito tempo. A multidão estava no mais profundo silêncio. Muitas pessoas choravam.

O jornalista, não compreendia muito bem a língua alemã e não percebeu por que razão Hitler estava naquela posição e menos ainda o silêncio do povo e as lágrimas. Então perguntou a uma senhora que estava ao seu lado:
– O que está a fazer o Furher?
Ela respondeu de forma ríspida:
 – Cale-se, o Furher está a falar com Deus!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

A Alegria a Mãe da Felicidade e da Paz

1.      Os Ladrões da Alegria
Mark Twain era um humorista profissional, cujas palestras e escritos faziam rir as pessoas de qualquer parte do mundo, que esqueciam assim, por algum tempo, os seus problemas. Todavia, ele próprio se sentia destroçado na sua vida privada. Quando a sua querida filha, Jean, morreu de repente dum ataque epiléptico, Twain, que se encontrava muito doente e por isso impossibilitado de ir ao funeral, disse a um amigo: “Nunca tive realmente inveja de ninguém, a não ser dos mortos. Sempre invejo os mortos.”

Jesus Cristo foi um “homem de dores e experimentado nos trabalhos”. Contudo, possuía uma alegria profunda que ultrapassava tudo o que o mundo pudesse oferecer. Ao enfrentar a morte cruel no Calvário, Jesus disse aos Seus discípulos: “Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.” (João 15:11).

Aqueles que confiam em Cristo têm o privilégio de experimentar “abundância de alegria” (Sal. 16:11). No entanto, poucos cristãos se aproveitam desse privilégio. Passam a vida sob uma nuvem de decepções, quando, afinal, podiam andar sob o resplendor da alegria. O que é que os terá privado da sua alegria?

A resposta a esta importante questão encontra-se numa carta escrito há séculos. Foi redigida pelo Apóstolo Paulo quando ele se encontrava prisioneiro em Roma, cerca do ano 62 A.D; foi enviada aos seus companheiros cristãos da igreja de Filipos, uma igreja que Paulo havia fundado na sua segunda viagem missionária (Atos 16). Um dos seus membros, Epafrodito, fora enviado a Roma como portador duma oferta especial para o apóstolo e também para o ajudar naquele período difícil (Fil. 2:25-30); 4:10-20). A epístola de Paulo à igreja de Filipos é, até certo ponto, uma carta de agradecimento dum missionário. Mas de facto é muito mais do que isso. É um meio de Paulo partilhar o seu segredo a respeito da alegria cristã! O apóstolo menciona pelo menos dezanove vezes nestes quatro capítulos as palavra gozo, regozijo ou alegria!

O que há de invulgar quanto a esta carta é o seguinte: a situação de Paulo era de tal ordem que não parecia haver razão para se regozijar. Ele era prisioneiro romano e os seu caso iria ser julgado dentro em pouco. Poderia ser absolvido ou decapitado! Em actos 28:30,31 vemos que Paulo estava sob prisão na própria casa que alugara, mas achava-se ligado por algemas a um soldado romano e não tinha permissão de pregar em público. Paulo desejara ir a Roma como pregador (Rom. 1:13-16). Em vez disso, chegou lá como prisioneiro. E, infelizmente, os crentes de Roma encontravam-se divididos. Alguns era a favor de Paulo, outros contra (Fil. 1:15-17). De facto, alguns dos cristãos ainda pretendiam agravar a situação do Apóstolo!

No entanto, apesar do perigo e desconforto em que se encontrava, Paulo transbordava de alegria. Qual era o segredo dessa alegria? O segredo encontrava-se numa outra palavra que aparece repetidas vezes na Epístola aos Filipenses: é a palavra mente.
Paulo usa esse termo dez vezes, e emprega também a palavra pensar cinco vezes. Juntando a estas palavras o número de vezes em que emprega lembrar, teremos um total de dezasseis referências à mente. Por outras palavras, o segredo da alegria cristã encontra-se no modo de pensar do crente – nas suas atitudes. Afinal de contas, a perspectiva determina o resultado. Como pensamos, assim somos (Prov. 23:7). A Epístola aos Filipenses é pois um livro de psicologia cristã, com bases sólidas na doutrina bíblica. Não se trata dum livro superficial de “auto-ajuda” que diz ao leitor como se deve convencer de que “tudo vai correr bem”. É um livro que mostra o tipo de mente que o crente deve ter para poder experimentar a alegria cristã num mundo cheio de problemas.

A melhor maneira de se conseguir um quadro exacto desta carta é descobrir primeiro os “ladrões” que nos roubam a alegria, e depois determinar os tipos de atitudes que devemos ter a fim de capturar e vencer esses “ladrões”.

Os Ladrões que nos Roubam a Alegria
1.      As circunstâncias.
Muitos de nós teremos de confessar que quando as coisas nos correm “a jeito” sentimo-nos muito mais felizes e somos mais tratáveis. “O meu pai deve ter tido hoje um dia bom no emprego.” – disse a pequenita Peggy à amiga que a viera visitar – “Ele não fez barulho com os pneus ao entrar aqui no parque”, não bateu a porta ao entrar em casa e deu mesmo um beijo à minha mãe!”

Já alguma vez nos detivemos a considerar quão pouco são as circunstâncias que estão realmente sob o nosso controlo? Não temos qualquer poder sobre as condições atmosféricas ou sobre o trânsito numa estrada, ou mesmo sobre o que outras pessoas dizem e fazem. A pessoa que faz depender a sua felicidade de circunstâncias ideais acaba por passar a maior parte do tempo num estado miserável! O poeta Byron escreveu: “Os homens são o passatempo das circunstâncias”. No entanto, aqui vemos o apóstolo Paulo na pior das circunstâncias a escrever uma carta repleta de alegria!

2.      As pessoas.
Um colega meu contou-me uma história. A filha (menina) sai do autocarro da Escola. Entra em casa com um ar desafiador e sobe as escadas que conduziam ao quarto e bateu com a porta. Estava constantemente a resmungar em voz baixa: “Pessoas – pessoas – pessoas – PESSOAS!” o pai foi à porta do quarto e bateu mansinho.
“Posso entrar?”
Ele respondeu: “Não!”
Tentou de novo, mas ela repetiu num tom ainda mais aborrecido: “NÃO!”
Perguntou-lhe: “Por que não posso entrar?”
A sua resposta foi: “Porque és uma pessoa!”
Todos nós temos perdido a nossa alegria por causa de pessoas: pelo que são, pelo que dizem e pelo que fazem. (Sem dúvida que também nós próprios temos contribuído para tornar qualquer outra pessoa infeliz. A coisa funciona nos dois sentidos).
A verdade é que nós temos de viver e trabalhar com pessoas; mas não nos podemos isolar e continuar a viver para glorificar a Cristo. Somos a luz do mundo e o sal da terra. Contudo, há ocasiões em que a luz se ofusca e o sal se torna menos ativo por causa de outras pessoas. Haverá alguma maneira de ter alegria apesar das pessoas?

3.      Coisas.
Um homem rico estava a fazer a mudança para a sua mansão, enquanto um seu vizinho quáquero, que acreditava na simplicidade da vida, observava atentamente os seus movimentos. Contou o número de cadeiras e de mesas e a grande quantidade de bric-à-brac que era transportada para dentro da cas. Por fim, disse para o dono da casa: “Vizinho, se precisar de alguma coisa, venha ter comigo e eu lhe mostrarei como pode passar sem ela!”
Abraão Lincoln seguia por uma rua abaixo com os dois filhos que choravam e brigavam.
“Que se passa com os rapazes?” – perguntou-lhe um amigo.
“A mesma coisa que acontece com toda a gente” – respondeu Lincoln. “Eu tenho três nozes e cada um deles quer duas!”

domingo, 10 de agosto de 2014

PARA TAL TEMPO COMO ESTE

 “…para tal tempo como este…” (Ester 4:14)
A história de Ester é mais frequentemente contada na escola sabatina das crianças do que apresentada como o centro de um Sermão para Adultos. No entanto esta parece ser uma história particularmente importante para a reflexão num sábado que calha exactamente no Dia Mundial da Luta Contra a SIDA, e em que a ADRA em todo o Mundo pediu às igrejas Adventistas que falassem sobre este tema.
Esta história é importante para nós como adultos seguidores de Jesus Cristo na primeira década do Século XXI, e em especial para os Jovens Adultos e Adolescentes. Ester é a história de uma jovem crente num ambiente muito mundano e que é apanhada no meio de uma luta de vida-ou-morte, e porque ela se envolveu como líder, salvou as vidas de um largo número de pessoas. Estaremos nós, como igreja, produzindo homens e mulheres capazes de fazer o mesmo hoje?
A história de Ester contém muitos aspectos contemporâneos. Por exemplo, descreve um dos primeiros programas governamentais contra os Judeus. Mas no entanto eu gostaria que nos focássemos na escolha moral que Ester teve que fazer porque esta tem um enorme paralelismo com a escolha moral que cada um de nós tem que fazer sobre uma ameaça mortal que diz respeito a todos neste mundo – pessoas de todos os grupos etnicos, e religiões, e classes sociais – a pandemia da SIDA.
Alguns de vós podem estar a pensar neste momento: Eu não vim há igreja para ouvir falar sobre isto. Isso está na notícia, TV, Radio o tempo inteiro. Já estou a ficar farto de ouvir falar sobre este assunto.
Eu estou também farto deste assunto. Mas o que me faz ficar farto, é o facto de muito provavélmente entre nós estarem sentadas pessoas que estão a viver este drama nas suas vidas pessoais, familiares ou de relacionamento. Posso também ficar farto de como muitas vezes podemos focar a nossa vida Cristã em certas coisas mas ignorar a miséria de millhões de pessoas que estão a passar pelo drama da SIDA, pessoas pelas quais Jesus também morreu. Olhemos para o exemplo de Jesus, Ele passou uma grande parte do seu tempo cuidando e mudando os preconceitos existentes sobre os leprosos no seu tempo, apesar de eles também serem uma minoria desprezada, posta de lado.
Se não falarmos sobre HIV-SIDA, estaremos contribuido para o problema. Temos que falar sobre isso na igreja para sermos verdadeiros seguidores do exemplo de Cristo.
A História
Ester tornou-se a rainha do mais poderoso império do mundo daquele tempo – o Império Medo-Persa. A sua ideade não está na Bíblia, mas a história e a arqueologia indicam que ela era provávelmente uma adolescente quando se encontrou no meio de importantes eventos públicos. Tanto ela como o seu tio deveriam ter uma forte confiança em Deus para a deixar participar, pois esses eventos deveriam ter muito pouco a ver com o ambiente religioso a que ela estava habituada ou que eles gostariam que ela participasse.
A rainha anterior, Vasti, foi deposta porque tomou uma decisão moral. O imperador tinha ordenado que ela, Vasti, aparecesse em frente de um grupo de politicos corruptos e bebados, para que eles pudessem apreciar a beleza legendária da Rainha. Ela recusou. Os líderes do império pensaram que esta desobediência da Rainha poria a ordem social em perigo, pois naquele tempo os homens mandavam na vida das suas mulheres e filhas com autoridade total. Eles aconselharam o imperador para que ele a banisse, e ele assim fez. (Ester 1)
Para encontrar uma nova rainha, os conselheiros do imperador organizaram um grande concurso de beleza. Um grande número de jovens mulheres solteiras foram trazidas para o harém do imperador, e ele tomou o tempo de examinar cada uma das mulheres e de escolher a que mais lhe agradava. O processo inteiro durou mais do que um ano. Agora deixem-me parar um pouco e perguntar aos pais de meninas de 16 anos na congegação, se eles autorizariam as suas filhas a participar nisto? Nós não temos nenhuma indicação na história que Ester ou o seu tio tenham resistido. (Ester 2:1-18)
Então tudo isto levou Ester a tornar-se a mulher mais famosa do mundo daquele tempo, o centro da sociedade, a rainha do mais poderoso império do mundo. Isto teria sido uma história de conto de fadas se terminasse já aqui, mas nós estamos ainda apenas no inicio da história. Ainda temos que ir para a parte mais importante.
Ester não vinha de uma das classes mais baixas da sociedade. O seu tio era um oficial do governo e um membro do pessoal do imperador. Os arqueólogos encontraram o seu nome listado num documento – essencialmente era uma lista dos assalariados da casa do imperador. Na realidade, existem todas as indicações que nos permitem assegurar que Ester era uma jovem mulher, inteligente, educada, e com sabedoria.
Não sabemos exactamente quanto tempo ela pôde desfrutar do seu novo poder e fama, mas logo os problemas chegaram. O seu tio Mordoqueu veio dizer a Ester que o imperador fora levado a assinar um decreto autorizando a chacina de toda a sua raça. Todo homem, mulher, e criança Judeia deveria ser morto num determinado dia. A propria Rainha corria o risco de ser executada (Ester 3 e 4).
Escolhas Morais
O decreto de morte forçou Ester a fazer algumas escolhas morais
A primeira escolha que ela teve que fazer foi a de saber se ela se ia ou não identificar com o povo que estava marcado para morrer. Ela poderia ter tomado a posição de dizer que ela era agora a Rainha dos Medo-persos e que por isso tinha perdido a identidade de judia e tomado uma nova. Ela estaria a salvo enquanto continuasse a agradar o imperador e permanecesse no harém. Parece mesmo que o imperador não pensava nela como uma judia e não a tinha relacionado com Mordoqueu. Ela poderia ter facilmente passado por uma “gentia” e ter virado as suas costas ao seu povo.
A segunda escolha era a de se sim ou não ela se deveria por em risco por agir em favor dos que estavam marcados para morrer. Ela era uma esposa leal ao seu marido. Ele tinha assinado uma lei. Se ela se opusesse a esta lei ela tornar-se-ia traidora da pátria, desleal ao seu marido, e em rebelião com a autoridade legal. Lembrem-se que ela estava a lidar com um imperador que tinha deposto a anterior rainha unicamente porque ela não tinha querido entrar dentro de uma sala cheia de políticos bêbados e soldados, certamente o acto de Ester seria visto como muito mais sério. Isto levaria provavelmente a fortalecer o caso do político que queria a exterminação dos judeus. Ele poderia dizer que a própria rainha estava em rebelião.
Ester era humana. Ela hesitou. Sem dúvida, ela sentiu que era demasiado nova, não estando preparada para lidar com uma tão complicada e perigosa situação política. Ela voltou-se para Deus em jejum e oração. (Ester 4:16).
Vamos ler estes versos da Bíblia – Ester 4:14-16
Esta jovem mulher não só era muito bonita, mas também era muito corajosa. Ela tinha também um instinto político apurado e um conhecimento exaustivo dos procedimentos do palácio. Ela conseguiu mudar a direcção da história, salvando as vidas de milhares de pessoas.
Estaremos nós como igreja produzindo jovens hoje com o mesmo tipo de coragem moral e capacidade de liderança?
Milhões de pessoas no mundo de hoje estão afectadas ou morrendo de HIV e SIDA. Alguns grupos de pessoas são mais vulneráveis de morrer em largos números. Será que existem adventistas prontos a liderar “num tempo como este” tomando passos para fazerem as coisas mudarem de direcção?
Temos Escolhas Morais para fazer:
  1. Será que nos vamos identificar com os que estão doentes e a morrer ou será que vamos decidir que eles não são o nosso tipo de pessoa?
  2. Será que tomaremos o risco de fazer algo, ou será que vamos decidir que esta não é a nossa missão?
Os líderes da Igreja Adventista mundial lançaram um chamado à compaixão e pediram a Adventista-do-sétimo-dia de todo o mundo para que se envolvessem. A ADRA tem projectos em muitos países trabalhando para prevenir as infecções pelo HIV e tratar os que já estão a viver com SIDA. Muitos adventistas já tomaram um papel de liderança nesta luta (ver o What your Church can do e o What you can do).
A Igreja Adventista chega a este momento da história com uma oportunidade especial. Nós somos um povo com uma mensagem única sobre saúde. Nós somos um povo com uma presença internacional muito importante e com um grande número de membros em Países em que o HIV-SIDA é muito prevalente. Nós como Igreja mundial temos hospitais, clínicas, e programas de saúde em todo o globo.
Apelo Final
Que escolha morais vamos nós fazer? Que escolhas morais faremos como congregação? O que concluirá a nossa juventude olhando para os líderes desta igreja  “para tal tempo como este” – o tempo da pandemia do HIV e SIDA? Será que as nossas acções estão a mostrar um retrato fiel da SUA compaixão, o SEU perdão e misericórdia? Ou estaram as nossas vidas contando histórias sobre negligencia e medo, histórias de olhar para o lado e falhar em agir?
(Voltar a mencionar ideias de como podem intervir como Igreja)

Nós contamos a história da rainha Ester aos nossos filhos. Antes de eles serem capazes de ler, muitos deles até já memorizaram a frase “para tal tempo como este”. Num momento em que eles crescem e se tornam jovens adultos, o que será que eles vêm em nós? Que histórias lhes estamos a contar com o nosso dia-a-dia? Quero convidar esta manha esta Igreja a aceitar tornar-se uma força de liderança sobre este assunto sendo um exemplo na nossa sociedade.