terça-feira, 16 de setembro de 2014
VICIO DOENÇA OU PECADO?
Traficantes e
dependentes enchem as ruas das grandes cidades. Precisando de dinheiro para
sustentar seu hábito, prostitutas e ladrões andam pelos becos. Pessoas chegam a
cometer homicídios por causa de uma ampola de crack. A fronteira sul da América
é um canal do tráfico de drogas, sabia? A polícia vem travando uma batalha
perdida... Para cada rei das drogas que ela consegue agarrar, surgem dois em
seu lugar. E o mais perturbador de tudo é que os americanos tem uma demanda
insaciável por esse produto químico.
Curiosamente, a questão
da droga surgiu durante a campanha presidencial de 1988 como o problema número
um da América. O presidente Bush no dia de sua posse enfatizou sua promessa de
lutar contra o abuso das drogas. Eu estava sentado na plataforma atrás desse
líder recém-empossado quando ele disse estas palavras: "Este flagelo tem
que acabar."
O flagelo da
dependência das drogas foi particularmente perverso na capital dos Estados
Unidos. Como prova disso, em 1988 a cidade de Washington teve o mais alto
índice de homicídios da nação. Quando as mortes atingiram o máximo durante o
primeiro trimestre de 1989, percebeu-se que algo drástico tinha que ser feito,
e rapidamente. O presidente Bush nomeou
William Bennett como o novo diretor do gabinete, na Casa Branca, do Conselho
Nacional de Entorpecentes, o Czar federal das drogas.
Com um desafio maior do
que seu título, Bennett lançou um ataque sem precedentes sobre o problema das
drogas em Washington. Foi um projeto de 80 milhões de dólares para derrubar os
traficantes e seus comparsas.
Os pais sabem que o
contingente policial não é suficiente para salvar seus filhos do uso de drogas.
Ficam em dúvida sobre o que dizer aos adolescentes... Especialmente quando a
geração mais jovem ressalta a inconsistência de muitos adultos. Eles dizem: "Vocês
me chamam de dependente, mas e quanto às suas bebidas? O álcool também não é
uma droga? E quanto aos seus cigarros cheios de nicotina?"
Esses jovens tem sua razão,
temos que admitir. Muitos adultos dão um exemplo fatal ao ter seus próprios
vícios. Mais de mil fumantes morrem por dia devido a esse hábito. E quem pode
computar o custo do alcoolismo em lares desfeitos, ossos quebrados e promessas
não cumpridas?
Bem, chega de falar
sobre o problema. Ouvimos a respeito todos os dias. Vamos procurar soluções. A
verdadeira batalha deve ser ganha na mente e no coração dos consumidores. Se a
demanda de drogas não parar, os fornecedores sempre acharão um meio de contrabandear
sua mercadoria. Portanto a demanda de
drogas, a dependência em si, deve ser confrontada. Isto levanta uma questão:
estamos discutindo uma doença ou um pecado? A resposta é importante. Sabe,
alguns sugerem que a dependência é um destino pré-determinado, algo programado
desde o nascimento nos gens. Se isso for verdade, como você pode culpar um
dependente por cumprir seu destino? Mas, por outro lado, se a dependência é um
comportamento que pode ser evitado, um pecado a ser destruído, não há desculpa
para a dependência da cocaína, ou o hábito do fumo e da bebida.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
PIONEIROS PRECISAM-SE
(Filipenses 1:12-26)
Mais que qualquer outra coisa, o desejo de Paulo como
missionário era pregar o evangelho em Roma. Centro do grande império, Roma era
a cidade chave do seu tempo. Se Paulo conseguisse ganhá-la para Cristo, isso significaria
alcançar milhões com a mensagem da salvação. O facto era realmente importante
na agenda de Paulo, pois ele afirmava: “Depois que houver estado ali
(Jerusalém), importa-me ver também Roma” (Rom. 1:15).
Paulo queria ir a Roma como pregador, mas em vez disso foi como prisioneiro! Podia ter escrito uma
longa carta só a respeito desta experiência, mas afinal resume tudo nestas
palavras: “As coisas que me aconteceram” (Fil. 1:12). O relato dessas coisas
aparece em Atos 21:17-28:31 e começa com a prisão ilegal de Paulo no templo de
Jerusalém. Os judeus pensavam que ele havia profanado o seu templo ao entrar lá
com gentios, e os romanos consideravam que se tratava dum egípcio renegado que
fazia parte da sua lista de “mais procurados”. Paulo tornou-se assim o ponto
fulcral das conspirações políticas e religiosa e permaneceu como prisioneiro em
Cesareia durante dois anos. Quando finalmente apelou para César (que era um
privilégio de todo o cidadão romano), foi enviado para Roma. Durante a viagem,
o barco sofreu um naufrágio! O relato dessa tempestade e da coragem e fé de Paulo
é um dos mais dramáticos da Bíblia (Atos 27). Após três meses de espera na ilha
de Malta, o apóstolo embarcou finalmente para Roma e para o julgamento que
havia requerido na presença de César.
Para muitos, tudo isto teria parecido um fracasso, mas não
para este homem que possuía uma “mente integral”, preocupado com a comunicação
de Cristo e do evangelho. Paulo não baseava a sua alegria em circunstâncias
ideais; encontrava-a, sim, em ganhar outros para Cristo. E, se as suas
circunstâncias promoviam o avanço do evangelho, era quanto bastava! A palavra
proveito (usada em 1:12) significa “avanço pioneiro”. Tratava-se dum termo
militar no grego aos engenheiros do exército que vão à frente das tropas abrir
caminho para novos territórios. Em vez de se considerar limitado na sua
condição de prisioneiro, Paulo descobriu que as circunstâncias que estava a
atravessar lhe abriam, na realidade, novas áreas no ministério.
Toda a gente tem ouvido falar de Carlos Haddon Spurgeon, o
famoso pregador britânico, mas poucos conhecem a história de sua esposa Susana.
Logo no princípio da sua vida de casada, a senhora Spurgeon ficou inválida.
Parecia que dali em diante o seu único ministério seria o de animar o marido e
orar pelo seu trabalho. Mas Deus deu-lhe a responsabilidade de partilhar os
livros do seu marido com pastores que não tinham possibilidade de os comprar.
Esse senso de missão levou em breve à organização do “Fundo do Livro”. Sendo
uma obra de fé, o “Fundo do Livro” equipou milhares de pastores com os
instrumentos necessários para o seu trabalho. Tudo isso era feito sob a
orientação da senhora Spurgeon, na sua casa. Tratava-se dum ministério
pioneiro.
Deus continua a desejar que os Seus filhos levem o evangelho
para novas áreas. Ele quer que nos tornemos pioneiros e por vezes arranja
circunstâncias tais que nós não podemos ser outra coisa senão pioneiros. De
facto, foi assim que o evangelho chegou pela primeira vez a Filipos! Paulo
havia tentado entrar noutro território, mas Deus fechou-lhe repetidamente a
porta (Actos 16:6-10). O apóstolo queria levar a mensagem na direcção do leste,
para a Ásia, mas Deus dirigiu-o no sentido do ocidente, para a Europa. Quão
diferente seria a história da humanidade se Paulo tivesse podido prosseguir o
seu plano!
Deus usa por vezes instrumentos estranhos para nos ajudar
como pioneiros do evangelho. No caso de Paulo, houve três instrumentos que o
ajudaram a levar o evangelho mesmo para a guarda pretoriana,
as tropas
particulares de César: as suas prisões (vs.
12-14), os seus críticos (vs. 15-19)
e a sua crise (vs. 20-26).
1. As Prisões de Paulo (1:12-14)
O mesmo Deus que usou a vara de Moisés, os cântaros de Gedeão
e a funda de David, usou também as prisões de Paulo. Mal supunham os romanos
que as algemas que colocaram nos seus pulsos iriam
POSTOS DE COMBATE
(Filipenses 1:27-30)
A vida cristã não é um campo de
recreio; é um campo de batalha. Nós somos filhos
da família, gozando, portanto, da comunhão do evangelho (1:1-11); somos servos que participam no avanço do evangelho (1:12-26); mas somos
igualmente soldados que defendem a fé do
evangelho. E o crente com uma fonte convertida pode ter a alegria do Espírito
Santo, mesmo no meio da batalha.
“A fé do evangelho” é esse corpo
de verdade divina dado à igreja. Judas chama-lhe “a fé que uma vez foi dada aos
santos” (v.3). Paulo alerta-nos em 1 Timóteo 4:1 para o facto de que “nos
últimos tempos apostatarão alguns da fé”. Deus entregou este tesouro espiritual
a Paulo (1 Tim. 1:11), e ele por sua vez entregou-o a outros, como Timóteo (1
Tim. 6:20), cuja responsabilidade consistia em transmitir esse depósito a
outros (II Tim. 2:2). E por isso que a igreja se deve envolver num ministério
de ensino de modo que cada nova geração de crentes conheça, aprecie e use a
grande herança da fé.
Mas existe um inimigo que está em
campo para roubar o tesouro do povo de Deus. Paulo tinha-se encontrado com esse
adversário em Filipos e enfrentava-o de novo em Roma. Se Satanás conseguir
simplesmente roubar aos crentes a fé cristã, as doutrinas que a distinguem de
qualquer outra, então ele poderá perturbar e destruir o ministério do
evangelho. É triste ouvir pessoas dizer: “Não me interessa o que tu creias,
contanto que vivas de maneira correcta.” O que cremos determina a maneira como
procedemos, e uma crença errada significa em última análise uma vida errada.
Cada igreja local não está senão a uma geração duma extinção potencial. Não
admira que Satanás ataque particularmente a nossa juventude, tentando afastá-la
“da fé”.
Como é que um grupo de cristãos
pode lutar contra este inimigo? “Porque as armas do nosso combate não são da
carne” (II Cor. 10:4, NBPA). Pedro pegou numa espada, no jardim, e Jesus
repreendeu-o (João 18:10-11). Nós usamos armas espirituais – a Palavra de Deus
e a oração (Hebr. 4:12; Ef. 6:11-18); temos de depender do Espírito Santo para
nos conceder o poder de que carecemos. Contudo, um exército tem de lutar em
união e é por isso que Paulo envia estas admoestações aos seus amigos em
Filipos. Ele explica neste parágrafo que existem três elementos essências para
se conseguir a vitória na batalha para defender “a fé”.
1.
Coerência
(1:27)
A palavra portar relaciona-se directamente com andar. “Somente deveis conduzir-vos de
modo digno do evangelho de Cristo (NBPA). A arma mais importante contra o
inimigo não é um sermão empolgante ou um livro poderoso; é a vida coerente dos
crentes.
O verbo que
Paulo usa está relacionado com a nossa palavra política. Ele está a afirmar: “Procedei da maneira como os cidadãos
devem proceder”.
Quando cheguei
à cidade do Porto, fiquei impressionado, ao caminhar nas ruas, ouvia homens e
mulheres, mesmo, jovens meninas com uma linguagem muito feia. Eu não me
recordava de alguma vez ouvir tantos palavrões, nem na tropa. Eu pensei estas
pessoas estão a dar um mau exemplo do país, ainda bem que os estrageiros não
sabem falar nem compreendem a língua portuguesa.
Paulo dá aqui
a ideia de que nós, cristãos, somos cidadãos do céu e enquanto estamos na terra
temos de nos comportar como cidadãos dos céus. Ele apresenta de novo este
conceito no capítulo 3:20. Essa expressão era rica em significado para os
filipenses, porque essa cidade era uma colónica romana e os seus cidadãos eram
de facto cidadãos romanos, protegidos pela lei de Roma. A igreja de Jesus
Cristo é uma colónia do céu na terra! E nós devemos portar-nos como cidadãos do
céu.
“Estarei eu a
comportar-me de modo digno do evangelho?” é uma boa pergunta para fazermos
regularmente a nós próprios. Devemos “andar… como é digno da vocação” que temos
em Cristo (Ef. 4:1), que significa andar “dignamente diante do Senhor, agradando-lhe
em tudo” (Col. 1:10). Nós não fazemos isso com vista a ir para o céu, como se
pudéssemos ser salvos pelas nossas boas obras, mas procedemos desse modo,
porque os nossos nomes já estão escritos no céu e a nossa cidadania é no céu.
É bom lembrar
que o mundo que nos rodeia conhece unicamente o evangelho que vê nas nossas
vidas.
“Um Evangelho
escreves,
Cada dia uma
secção,
Com as obras
que realizas
E qualquer
exclamação,
Os homens lêem
esse livro
Em todo o seu
pormenor:
Como é, pois,
o Evangelho
De que tu és o
autor?”
(autor
desconhecido)
“O Evangelho”
é a boa nova de que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e
ressuscitou (1 Cor. 15:1-8). Só há uma “boa nova” de salvação; qualquer outra
mensagem é falsa (Gál. 6:10). A mensagem do evangelho é a boa nova de que os
pecadores podem tornar-se filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo, o Filho de
Deus (João 3:16). Acrescentar alguma coisa ao evangelho é despi-lo do seu
poder. Nós não somos salvos dos nossos pecados pela fé em Cristo mais alguma coisa; somos salvos pela fé
em Cristo somente.
“Nós temos
alguns vizinhos que acreditam num falso evangelho” – disse um membro duma
igreja ao seu pastor. “Tem alguma literatura que eu lhes possa dar?”
O pastor abriu
a sua Bíblia em II Coríntios 3:2 e leu: “Vós sois a nossa carta, escrita nos
nossos corações, conhecida e lida por todos os homens”. Disse-lhe então: “A
melhor literatura deste mundo não pode substituir a sua própria vida. Deixe-os
ver Cristo na sua conduta e isso abrirá oportunidades de partilhar com eles o
evangelho de Cristo.”
A maior arma
contra o diabo é uma vida verdadeiramente piedosa. A igreja local que pratica a
verdade, que “vive o que crê”, irá destruir o inimigo. Este é o primeiro
elemento essencial para se conseguir a vitória nesta batalha.
2.
Cooperação
(1:27b)
Paulo passa
agora a usar a ilustração do atletismo. A palavra traduzida por “combatendo
juntamente” dá-nos o termo “atletismo”. Paulo vê a igreja como uma equipa e
recorda aos crentes que é o trabalho em equipa que ganha vitórias. Não nos
esqueçamos de que havia divisão na igreja de Filipos. Um dos motivos era que
havia duas mulheres que não estavam a dar-se bem (4:2). Aparentemente, os
membros da comunidade tomavam partido, como acontece muitas vezes, e a divisão
daí resultante estava a prejudicar o trabalho da igreja. O inimigo fica sempre
feliz ao ver divisões internas no ministério local. “Dividir para conquistar” é
o seu lema, e muitas vezes o consegue. É só combatendo juntos que os crentes
podem vencer o inimigo.
Ao longo desta
carta, Paulo usa um interessante esquema para salientar a importância da
unidade. Na língua grega, o prefixo sun
significa “com, juntamente”, e quando usado com diferentes palavras reforça a
ideia de unidade. (É, de certo modo, semelhante ao nosso prefixo co. Paulo usa-o) pelo menos 16 vezes na
epístola aos Filipenses e os seus leitores não podiam deixar de reparar nessa
mensagem. Em 1:27, o termo grego sunathleo – “combatendo juntos como atletas”.
Uma ou outra
vez, ouço um atleta brilhante seja no futebol, ciclismo ou outra qualquer
modalidade dizer: “Foi graças aos meus colegas …” ele tem consciência que ele
faz parte de uma equipa e é esta que trabalha para que um brilhe. É essa
atitude que favorece a vitória ou a derrota no caso de cada um pensar no
individual e não no colectivo. Infelizmente, temos também nas igrejas tais
“caçadores de louros”. João teve de lidar com um indivíduo chamado Diótrefes,
porque ele queria “ter entre eles o primado” (III João 9). Mesmo os apóstolos
Tiago e João pediram que lhe fossem atribuídos tronos especiais (Mat.
20:20-28).
A palavra
importante é junta: permanecer
firmemente juntos no Espírito, combatendo juntos contra o inimigo e fazendo
isso com uma só mente e um só coração.
Não seria
difícil propagar este conceito de igreja local como uma equipa de atletas. Cada
pessoa tem o seu lugar e trabalho designado e se cada uma cumpre a sua tarefa,
está a ajudar todos os outros.
Nem todos
podem ser capitão de equipa ou outro elemento chave! A equipa tem de seguir as
regras e a Palavra de Deus é o nosso “Livro de regulamentos! Há um alvo –
honrar Cristo e a Sua vontade. Se todos trabalharmos juntos, podemos atingir
esse alvo, ganhar o prémio e glorificar o Senhor. Mas no momento em que um de
nós começa a desobedecer às regras, interrompendo o treino (a vida cristã
requer disciplina), ou buscando glória pessoal, o trabalho de equipa desaparece
e passam a imperar a divisão e a competição.
Por outras
palavras. Paulo recorda-nos de novo a necessidade duma mente convertida. Há
alegria nas nossas vidas, mesmo quando lutamos contra o inimigo, se vivermos
para Cristo e para o evangelho e praticamos “trabalho cristão em equipa”. É
certo que existem pessoas com as quais não podemos cooperar (II Cor. 6:14-18;
Ef. 5:11); mas há muitas outras com quem o podemos
fazer – e devemos fazê-lo!
Somos cidadãos
do céu, portanto, devemos andar de modo coerente. Somos membros da mesma
“equipa” e devemos trabalhar em cooperação. Mas existe um terceiro elemento
essencial para termos êxito no nosso embate com o inimigo, e esse é a confiança.
3. Confiança (1:28-30)
“Em nada vos
espanteis dos que resistem!” A palavra que Paulo usa aqui aponta para um cavalo
que foge da batalha. É claro que ninguém vai arremessar-se cegamente para a
luta; mas por outro lado, nenhum crente verdadeiro deve deliberadamente evitar
enfrentar o inimigo. Nestes versículos, Paulo dá-nos palavras de encorajamento
para nos transmitir confiança na batalha.
Primeiro, essas lutas provam que somos salvos (v.
29). O contexto da salvação não é; salvo uma vez salvo para sempre, mas antes,
“fui salvo, sou salvo, serei salvo”. Fui
salvo quando aceitei a Jesus Cristo como meu Salvador pessoal, sou salvo, cada dia ao renovar o meu
pacto de confiança n´Ele, serei salvo
quando Ele vier em glória e majestade. É nesta relação crente, salvação e
Cristo que o cristão de mente convertida sofre com Cristo. Paulo define isto
como “a comunicação das suas aflições” (3:10). Por qualquer razão, muitos novos
crentes têm a ideia de que confiar em Cristo significa o término das suas
lutas. Na realidade, significa exactamente o começo de novas batalhas. “No mundo tereis aflições” (João 16:33). “E também
todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (II
Tim. 3:12).
Mas a presença
de conflito é um privilégio; sofremos
“por amor dele”. De facto, Paulo diz-nos que este conflito nos é “concedido” –
é um dom! Se sofrêssemos por nós mesmos, isso não constituiria nenhum
privilégio; mas, porque sofremos por Cristo e com Cristo, é uma honra elevada e
santa.
Afinal, Ele
sofreu por nós e uma disposição da nossa parte para sofrer por Ele é o mínimo
que poderemos fazer para Lhe demonstrar o nosso amor e gratidão.
Conclusão: “O mais profundo interesse
manifestado entre os homens nas decisões dos tribunais terrestres não
representa senão palidamente o interesse demonstrado nas cortes celestiais
quando os nomes inseridos nos livros da vida aparecerem perante o Juiz de toda
a Terra. O Intercessor divino apresenta a petição para que sejam perdoadas as
transgressões de todos os que venceram pela fé em Seu sangue, a fim de que
sejam restabelecidos em seu lar edénico, e coroados com Ele como co-herdeiros
do "primeiro domínio". Miq. 4:8. Satanás, em seus esforços para
enganar e tentar a nossa raça, pensara frustrar o plano divino na criação do
homem; mas Cristo pede agora que este plano seja levado a efeito, como se o
homem nunca houvesse caído. Pede, para Seu povo, não somente perdão e
justificação, amplos e completos, mas participação em Sua glória e assento
sobre o Seu trono.” Cristo em Seu Santuário, p. 113.
José Carlos Costa, pastor
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Cuida do mais Importante
Ilustração
Um jovem recebeu do rei a
tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra
distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada...
- Cuida do mais importante e cumprirás a missão! Disse o soberano ao despedir-se.
Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e
colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura, sob as vestes. Pela
manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar. Queria que
todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a
princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às
suas esperanças.
Para cumprir rapidamente a sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava
atalhos que sacrificavam a sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal.
Quando parava numa estalagem, deixava o cavalo ao relento, não o aliviava da
sela e nem da carga, tão pouco se preocupava em dar-lhe de beber ou
providenciar alguma ração.
- Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal - disse alguém.
- Não me importo - respondeu ele.
- Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará.
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais
os maus tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente amaldiçoou-o e
seguiu o caminho a pé. Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e
eram muito distantes uma das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta
da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento. Já havia deixado
pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da
recomendação do rei: "Cuida do mais importante!" Seu passo tornou-se
curto e lento. As paradas eram frequentes e longas. Como sabia que poderia cair
a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua
bota. Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada, onde ficou desacordado. Para
sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino,
encontrou-o e cuidou dele.
Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade. Imediatamente foi
ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez,
colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e
doente" que recebera.
- "Porém, majestade, conforme me recomendaste, "Cuida do mais
importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não
perdi uma sequer!"
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa
frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado.
Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei,
que dizia:
"Ao meu irmão, rei da terra do Norte! O jovem que te envio é candidato a
casar-se com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes
e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faze-me, portanto,
este grande favor e verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e
viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e a força de quem o auxilia na
jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom
marido, nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará
importância à rainha e nem àqueles que o servem".
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
AINDA EXISTE UMA ESPERANÇA
Jerusalém estava repleta de
gente que vinha para a festa. Era Sábado, era um dia diferente de todos os
outros. Todavia ouvia-se o som das trombetas chamando o povo para as
celebrações, e o ambiente festivo parecia normal. No entanto havia uma
atmosfera sombria sobre Jerusalém.
Especialmente, os sacerdotes e príncipes estavam inquietos. Temiam mais
a Cristo agora que estava morto que quando estava vivo.
O templo encheu-se de adoradores, muitos dos quais passaram a noite
examinado as Sagradas Escrituras, estavam convencidos de que as profecias
messiânicas se tinham cumprido. Os sacerdotes estavam confusos, olhando a
grande e majestoso véu que dividia o lugar Santo do lugar Santíssimo, rasgado
por mãos invisíveis de alto abaixo. O lugar Santíssimo nunca tinha sido visto
pelo povo, agora estava exposto à vista de todos.
Muitos doentes vinham à procura de Jesus para serem socorridos. Nunca
antes Cristo atraíra tanta a atenção como naquele Sábado. Cumpriam-se as
palavras: “E eu quando, for levantado da terra, a todos atrairei a mim.” São
João 12:32.
O seu nome estava agora em milhares de lábios. No entanto o Salvador
estava em silencio, na sepultura fria, as suas mãos dobradas sobre o peito
indicavam que a Sua obra na terra tinha terminado.
Descansava naquele Sábado depois de trabalhar pela redenção do mundo.
Assim como quando concluiu a obra da
criação da terra e de ter feito o homem e a mulher no sexto dia, obra feita
juntamente pela Trindade. Os discípulos não somente estavam desconcertados e
com medo, mas sentiam uma tristeza indescritível.
No cimo do monte do Calvário, viam-se três cruzes vazias e manchadas
de sangue, recordação da história dos
seus ocupantes.
Havia ainda uma esperança ? Sim, pois aquela aparente derrota era na
realidade a maior vitória alcançada na terra.
II- A ESPERANÇA, TORNA-SE REALIDADE: Lucas 23:43.
A vitória estava garantida, quando a um dos malfeitores foi prometido o
paraíso. O mesmo ladrão frente à morte e tendo uma vida cheia de crimes,
desprezado pela sociedade, não foi abandonado pelo Salvador.
A promessa do paraíso foi a esperança duma nova vida, uma oportunidade de ser feliz e viver
eternamente. Não é esta a promessa que você mais gostaria de ouvir ? Pode porventura
haver maior benção que receber a segurança da salvação eterna ?
Esta noite pode ouvir Jesus oferecer-lhe esta promessa. Em São João
3:16 “...Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna...” Basta aceitá-Lo como
seu Salvador pessoal e abandonar a vida de pecado. Cristo é a nossa esperança
de salvação.
III- JESUS, FOI A ESPERANÇA DE BARRABÁS.
Naquele sábado, Barrabás festejava a sua liberdade com
a sua família. Alegrava-se com os seus amigos, celebrava a Páscoa mais feliz da
sua vida. Jesus morreu em seu lugar. Jesus tinha levado a pesada cruz que tinha
sido feita para Barrabás e nela morreu. Ter-se-á convertido Barrabás ?
Quando Barrabás foi solto, ouviu a interrogação feita por Pilatos: Que
farei de Jesus ?
A turba assassina possessa pelos demónios escolheu crucificar o amado
Filho de Deus. Que triste escolha ! Que farei de Jesus ? É a nossa resposta a
esta pergunta que nos colocará de um lado ou do outro da cruz. Desprezar a
Jesus, não o conhecer como Deus e não permitir que o nosso coração se abra para
O amar e isto é o maior pecado para a alma. Jesus é a única esperança; tudo
depende de como você responde a esta pergunta: “Que farei com Jesus ?”
IV- APELO.
Nicodemos passou aquele Sábado a recordar as palavras de Jesus.
Nicodemos e José de Arimateia aceitaram a Jesus, e fizeram uma escolha
acertada. Meus amigos já tomaram a decisão definitiva por Jesus ?
Em breve, Jesus voltará a este mundo, se o aceitarmos, quando Ele
voltar a esta terra levar-nos-á para a Santa Cidade, para o reino de glória e
de perfeição, estaremos longe das aflições e das consequências do pecado, que
reinam no mundo.
Jesus nos diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e
eu vos darei descanso” Mateus 11:28.
Hoje queremos concluir de uma forma muito especial. Queremos aproveitar
a oportunidade para fazer de Jesus nossa esperança.
Sofremos, temos muitas necessidades, enfrentamos problemas que parecem
não ter solução.
Tenha no seu coração a segurança de que Jesus vive e que voltará em
breve para dar-lhe uma vida melhor.
Faça a sua decisão ! Decida entregar a direcção da sua vida a Jesus,
decida conhecer mais o plano de Deus para si e conheça que ainda existe uma
esperança, essa esperança é Jesus !
domingo, 31 de agosto de 2014
AS TRÊS CRUZES
Lucas 23:32-33
Estamos diante de uma cena de indescritível tristeza e
horror.
Do lado de fora de Jerusalém,
numa pequena colina chamada Calvário, três cruzes; e nelas três homens, diante
de uma verdadeira multidão possuída de uma fúria selvagem e fanática, ali
estava Ele sofrendo toda a humilhação e toda a dor que este tipo de morte era
capaz de proporcionar.
E era justamente por causa de
seus efeitos sobre o corpo e a reputação do indivíduo que a crucificação
representava a mais dolorosa a mais cruel e humilhante forma de execução que
havia.
1) AS ORIGENS DA CRUCIFIXÃO
1.1 As origens da crucifixão são
um tanto desconhecidas, mas ela acabou por ser adoptada por todos os povos
antigos, sobretudo pelos romanos, costumavam empregar este método para executar
escravos, rebeldes prisioneiros de guerra, e os piores tipos de criminosos, e
embora não exista muitas informações históricas sobre o método da crucifixão em
si, o que sabemos já é suficiente para provocar em nós a mais completa repulsa,
diante de castigo tão bárbaro, depois de pronunciada a sentença, o primeiro
passo era submeter o condenado a um açoite tão violento que muitos não
resistiam e ali mesmo morriam amarrados ao posto do suplício, enquanto o seu
corpo era dilacerado pelos impiedosos golpes que recebiam. Na maioria das vezes
porém, era apenas o início do sofrimento.
1.2 O passo seguinte era colocar a
pesada cruz de madeira sobre os ombros já feridos e ensanguentados do condenado
e fazer com que ele carregasse até ao local da sua execução que ficava do lado
de fora da cidade.
1.3 Ao chegar a este lugar, era
completamente despidos e deitados sobre a cruz para que as mãos e pés pudessem
ser pregados. A descoberta recente dos ossos de um homem crucificado no mesmo
período de Jesus levanta a possibilidade que talvez as pernas fossem juntas e
torcidas e então fixadas à cruz por meio de um único prego que atravessava os
dois calcanhares. Sabe-se também que os homens eram crucificados de costas para
a cruz, olhando para os espectadores, enquanto as mulheres o eram com o rosto
voltado para a cruz. A cruz era então levantada e deixada cair com força num
buraco no solo o que fazia com que as carnes feridas rasgassem com o balanço do
corpo. Para que o corpo não caísse porém, um pequeno pedaço de madeira fixado
no meio da cruz, servia de assento para a vítima, que ali era deixada a morrer
de fome de dor, e de exaustão.
1.4 Este método tornava a morte
bastante prolongada, raramente ocorrendo antes das trinta e seis horas, há
registo de indivíduos que levaram até 08 ou 09 dias para morrer.
1.5 A dor logicamente era muito
intensa, visto que o todo o corpo ficava sujeito a tensões, enquanto as mãos e os
pés que são uma massa de nervos perdiam pouco sangue. Depois de algum tempo, as
artérias do estômago e da cabeça ficavam regurgitadas de sangue, causando uma
dor de cabeça alucinante, e finalmente a febre traumática e o tétano
manifestavam-se.
1.6 Na maior parte do tempo o
indivíduo permanecia consciente, sentia minuto a minuto toda intensidade
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Os Escravos do Amor
Pode alguém fazer caber numa xícara de café toda a água do
mar? Como pode então a pequena mente humana Ter a capacidade de compreender a
imensidade do amor divino?
O texto para a mensagem de hoje está no livro de Oseias,
capítulo 11, versos 1 a 4: "Quando Israel era menino, eu o amei; e do
Egito chamei o meu filho. Quanto mais eu os chamava, tanto mais se iam da minha
presença; sacrificavam a Baalins e queimavam incenso às imagens de escultura.
Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os nos meus braços, mas não
atinaram que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; e
fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas, e me inclinei
para dar-lhes de comer."(Oseias 11:1-4). Este é o clamor desesperado de um
pai que fez tudo para ajudar seu filho. Mas, evidentemente, o filho não tem
muito interesse em ser ajudado. Este é o grito desesperado de um pai que se
sente impotente diante da inércia do filho. "Quanto mais eu os chamava -
Ele diz - tanto mais se iam da minha presença..."
Oseias, em hebraico, quer dizer salvação e em grego tem a
mesma raiz da palavra Jesus. Assim, quando o profeta diz: "Eu sou Oseias",
está dizendo: "Eu sou a salvação, eu sou Jesus." O livro de Oseias na
realidade contém um compêndio do amor maravilhoso do Senhor Jesus pela raça
humana. A mensagem que destaca é que Jesus acredita no ser humano. A história
que o profeta apresenta é misteriosa e incompreensível. Alguns estudiosos da
Bíblia acham que a história que se narra no livro não é literal e se trata de
uma alegoria, um simbolismo, porque pensam que Deus nunca poderia pedir a um
profeta que tomasse semelhante atitude.
O que foi que Deus pediu a Oseias? Revisemos a história.
O profeta tinha aproximadamente 30 anos de idade quando Deus
lhe ordena casar-se com uma prostituta. Veja o que está escrito em Oseias,
capítulo 1, verso 2: "... Vai, toma uma mulher de prostituições..." (Oseias
1:2)
Por outras palavras, traze-a para a igreja, faze-a desfilar
vestida de branco, dá-lhe teu nome e declara publicamente que amas essa mulher
com uma história negra e um passado vergonhoso.
O que Jesus está querendo dizer aqui é que Ele não teve
vergonha de deixar Seu Reino celeste, descer a este mundo prostituído,
colocar-nos o vestido branco da Sua justiça, levar-nos à Sua igreja e declarar
diante do Universo que nos ama. Ele não tem vergonha de dar-nos Seu nome apesar
de, talvez, um dia descermos às profundezas da miséria e do pecado.
Quero que você imagine comigo quando Oseias chegou em casa
para anunciar a seus pais que ia se casar. Que pai não fica feliz quando um
filho de 30 anos anuncia seu casamento! Se meu filho de 15 anos me dissesse que
quer se casar, essa seria uma notícia preocupante, mas se meu filho de 30 anos
diz que está pensando em se casar, essa é uma grande notícia.
Então imagine o profeta dando a notícia para os pais.
Imagino que eles ficaram felizes. Seguramente que perguntaram: E com quem vai
se casar? Quem é a escolhida? É filha de outro profeta? Não, não é.
"Então, deve ser a filha do irmão fulano; porque aquela menina nasceu na
igreja; cresceu na igreja, toca piano, cozinha bem, está se formando em
Enfermagem... É uma grande garota." E Oseias, envergonhado, dizia: Não,
não é essa não. Mas então quem, filho, fala? E Oseias levanta os olhos e diz:
Pai, a minha noiva é uma garota que trabalha no prostíbulo, que vende seu corpo
lá. Imaginem a surpresa familiar! Os pais olhando para Oseias: Filho, você
ficou louco? Como pode?
Vocês sabiam que quando Jesus anunciou aos anjos e ao Universo
que viria a este mundo para se fazer homem e alcançar o ser humano, os anjos
também pensaram que Jesus estava louco? Os anjos se ofereceram para vir a este
mundo no lugar de Jesus. Disseram: Não, tu não podes! Se alguém tem que se
sacrificar, a gente se sacrifica, mas Tu não. E Jesus disse para os anjos:
"Vocês são criaturas. Não podem salvar outra criatura. A única pessoa que
pode salvar o ser humano é aquele que os criou. É por isso que eu preciso
ir." E Jesus não teve vergonha de entrar no prostíbulo desta terra para
libertar-nos a dignidade, o respeito próprio, os valores; para devolver-nos o
futuro, para que ninguém mais vivesse angustiado, desesperado; para que as
famílias não vivessem mais se mordendo umas às outras; para que pais e filhos
vivessem em paz; para que maridos e mulheres vivessem em paz; para que chegasse
à noite e pudéssemos dormir sem complexo de culpa; para que pudéssemos olhar o
futuro sem medo. Jesus deixou tudo e veio a esta terra por isso.
A história bíblica continua e relata que Oseias casou-se com
a prostituta. O primeiro ano de casamento foi
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