sábado, 5 de julho de 2014

O Mito e Milagre do Casamento

Nosso título é “E Viverem Felizes Para Sempre”. Não é assim que os contos de fada terminam? O conhecido escritor cristão Chuck Swindoll diz em seu livro Strike the Original Match (1980) a respeito da pequena Suzie, 4 anos, que ouvira pela primeira vez a história da Branca de Neve.

            “Ela mal podia esperar para chegar em casa na volta da escola e contá-la a sua mãe. Com os olhos arregalados e cheios de entusiasmo ela recontou para sua mãe, naquela tarde, o conto de fadas. Depois de narrar como o príncipe encantador chegou montado em seu lindo cavalo branco e beijou a Branca de Neve trazendo-a novamente à vida, a Suzie perguntou sonoramente:

            -- E você sabe o que aconteceu então?

            -- Bem, eu sei – a mãe respondeu. – Eles viveram felizes para sempre.

            -- Não! -- foi a resposta com o franzir da testa. -- Eles se casaram” (p. 39).

            Um comentário que revela muito discernimento e proferido pelos inocentes lábios de uma criança de quatro anos, não é mesmo? O casar-se e o viver felizes para sempre, necessariamente não são sinónimos! Alguns já chegaram à conclusão de que essas palavras não possuem o mesmo significado.

            Considere o casamento dos contos de fadas do Príncipe Charles e da Princesa Diana. A jovem e nobre Diana Frances Spencer, filha de pais divorciados, e vinda de uma infância infeliz, apaixonou-se pelo solteiro mais cobiçado do mundo, um príncipe encantador e bonitão. No dia 29 de julho de 1981, três quartos de um bilhão de pessoas, em 74 países (minha esposa e eu incluídos), sintonizaram a televisão para assistirem a um magnífico espetáculo coreográfico titulado: “O Casamento do Século”. Quando o casal real parou diante do Arcebispo de Canterbury, Robert Runcie, o mundo inteiro ouviu-o proferir a bênção sobre o Príncipe e a futura Princesa. Este é um trecho do sermão:

                        “Eis o epítome do conto de fadas: O Príncipe e a Princesa no dia do casamento! No entanto, os contos de fadas normalmente acabam aqui com a frase: ‘E Viveram Felizes para Sempre’. Talvez isto se deva ao fato de as histórias dos contos de fadas considerarem o casamento como um anticlímax, depois do romance do namoro” (Brondos, 2004).

            Pouco então o mundo sabia que o casamento celebrado naquele dia, em Londres, iria de fato se tornar exatamente no que o ministro disse que não se tornaria: “um anticlímax depois do romance do namoro”. Dezasseis anos, um mês, e uma semana depois – a princesa por quem o mundo se apaixonou morreu em Paris, vítima de um absurdo acidente automobilístico. Desta vez, um bilhão de pessoas se reuniram ao redor de seus aparelhos de televisão para assistirem ao funeral e prantear a morte da princesa que nunca viveu feliz para sempre.

Casamentos e Famílias Assediados

            Diante dessa nota sombria, pergunto-lhe: Qual é a verdade a respeito de “casamentos felizes”? Trata-se de um mito? É um mistério? É um milagre? Ainda é possível viver feliz para sempre?

            Esta na moda apresentar estatísticas deploráveis a respeito do divórcio para provar que o casamento é uma instituição combalida. Não irei citar essas estatísticas. O fato é que a geração atual, chamada de “Geração X” não necessita de estatísticas a respeito do casamento. Esses jovens são o produto da geração mais prejudicada na história do mundo. Se você deseja alguns números, tente estes: A cada 24 horas, 3.533 crianças nascem de mães solteiras, e mais de 2.500 crianças vivem o divórcio ou separação dos pais. Somados, mais de 6.033 crianças, a cada dia, passam a fazer parte da classe de lares desfeitos, de relacionamentos rompidos e de famílias fragmentadas. E isto apenas nos Estados Unidos. Não surpreende que a Geração X tenha um retrato muito batido da estabilidade conjugal. Não surpreende que se distanciem do casamento aos montes!

            Este é o retrato da desesperança? Há esperança para o casamento, uma instituição combatida e assediada? Pode um lar destruído ser restaurado? Pode uma família fragmentada ser restaurada? Um casamento ruim pode tornar-se bom? O casamento bom pode melhorar mais ainda? Pode um amor medíocre se tornar em um amor maravilhoso? E se eu não me casar, posso também experimentar a maravilhosa dádiva de Deus da amizade e do amor em minha vida?

            Bem, não desejo prometer-lhe o céu mas, na verdade, tenho boas notícias para todos; ela está envolta na história de Jesus.

Pregar com Sensibilidade a Respeito do Casamento

            Antes de iniciarmos com as Escrituras e as boas novas em Jesus, posso ser sincero com você? Hesito um pouco para pregar a respeito do tema do casamento. Em primeiro lugar, temo que possa dar a impressão de que sou especialista no tema. Não sou. Na verdade, fiz aconselhamento pré-nupcial para centenas de casais e realizei muitos casamentos. Ainda, já vivo por vinte e quatro anos e meio a vida de casado com a Karen (desde o dia em que a pedi em casamento ela respondeu que sim.) E estes têm sido, em grande parte, anos felizes. No entanto, não estaria sendo honesto comigo se não admitisse que temos enfrentado nossa parte de lutas e ajustes conjugais nesse período. Nossos dias não são um mar de rosas. O fato é que a Karen e eu, juntamente com todos os casados, estamos “no processo” de permanecermos unidos. A jornada do casamento prossegue. Meu medo é que, quando eu falar a respeito do casamento, a Karen faça anotações e depois venha a lê-las para mim nos meus momentos de negligência e esquecimento (“Bem, quanto àquele sermão de casamento que você proferiu ...!”)

            Meu segundo motivo para hesitar decorre de minha percepção de que nem todos os que ouvirão são casados. Alguns são solteiros por opção ou por circunstâncias sobre as quais não têm controle. Estou preocupado de que alguns possam concluir que o casamento seja a única fórmula prescrita para a felicidade humana. O apresentador de televisão, Art Linkletter, perguntou a uma menina pequena: “Qual é sua história bíblica favorita?” A resposta foi, a história de Noé. “Verdade? E o que essa história lhe diz?” ele prosseguiu. “Bem, os animais entraram de dois em dois; portanto você deve se casar se não quiser ficar para trás”. Realmente não creio que esta foi a lição que Deus pretendia! Gostaria que os solteiros encontrassem na história que estou por contar alguns princípios vitais para tornarem seus relacionamentos o mais satisfatórios e gratificantes que possam ser.

            Por fim, hesitei em falar a respeito do casamento porque sei que há corações muito magoados que também estarão ouvindo, algumas pessoas queridas cuja peregrinação conjugal as levou ao divórcio. Sei que não importa há quanto tempo este tenha ocorrido, a dor permanece. As pessoas que passaram pelo divórcio dizem que as feridas, que a dor e as cicatrizes são profundas. Assim sendo, eu hesitei ... Por temer que, de alguma forma, possa fazer parecer que as pessoas casadas estão criticando ou condenando aqueles que sofreram a dor do divórcio e que se sentem fracassados. Deus não castiga ou condena. Não é essa minha intenção também. Tampouco a Igreja procede dessa forma!

            Jesus está envolvido na tarefa de oferecer cura e esperança. Ele Se dispõe a fazer isso por aqueles cujo casamento acabou como também por aqueles que estão sobrevivendo no casamento, ou seja, todos os que estamos casados! Sim você está certo. O projeto de Deus para a felicidade no Jardim do Éden, no princípio, era que o casamento fosse uma feliz realidade para a raça humana. Mas não vivemos em um jardim perfeito; vivemos em um mundo caído. Portanto, em meio a nossos fracassos e faltas, Deus Se adianta com uma palavra de esperança e cura para cada um de nós: solteiros, casados, divorciados, viúvos, casados novamente – a todos nós.

O Segredo Divino para a Realização e Amizade no Casamento

            Deixando a indecisão de lado, voltemos à esperança e à cura oferecidas por Cristo. Consideremos atentamente um único evento na vida de Jesus, um incidente que tem muito que ver com os casamentos e que ultrapassa os limites deste e toca a todos nós. Leiamos João 2:1-10:

                        “No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava ali; Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: ‘Eles não têm mais vinho’. Respondeu Jesus: ‘Que temos nós em comum, senhora? A minha hora ainda não chegou’. Sua mãe disse aos serviçais: ‘Façam tudo o que ele lhes mandar’. Ali perto havia seis jarros de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais, cada jarro com capacidade para setenta e cinco a cento e quinze litros. Disse Jesus aos serviçais: ‘Encham os jarros com água’. E os encheram até à borda. Então lhes disse: ‘Agora, tirem um pouco e levem-no ao encarregado da festa’. Eles assim o fizeram, e o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que haviam tirado a água. Então chamou o noivo e disse: ‘Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora’.”

            Eis aqui o segredo do casamento, o segredo para cada relacionamento. Ele se encontra na exclamação surpreendente do mestre de cerimónias do noivo: “você guardou o melhor até agora”. Outra tradução diz: “Você guardou o melhor até o fim!” Jesus provê o melhor, quer na cerimónia, no casamento ou na vida! Quando você tem Jesus, tem a Fonte do milagre. Jesus, o Salvador do Casamento. Jesus, Aquele que opera milagres. Jesus, O Parceiro no casamento.

            Um Casamento a Três. No plano estratégico de Deus para a felicidade no casamento sempre são necessárias três pessoas. Ainda, os três são necessários para que a amizade seja eterna! Este princípio vital é poderosamente expressado no livro de Eclesiastes. “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho” (4:9). “Melhor é serem dois do que um” – todos os que desejam uma amizade sabem que certamente isto é verdade, não é mesmo?

            Quando eu era estudante universitário, uma banda australiana chamada Three Dog Night cantava uma música chamada “Um”, transmitindo uma mensagem que todos reconheciam: “Um é o número mais solitário que você fará”. Necessitamos de outras pessoas em nossa vida. Na verdade, há uma nova compreensão na velha música da Bárbara Streisand: “As pessoas que necessitam das pessoas são as pessoas mais felizes no mundo”. Agora sabemos que as pessoas que necessitam de outras pessoas são as mais saudáveis também!

            Na década de 1970, Leonard Syme, professor de epidemiologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, estava tentando descobrir porque os homens japoneses que viviam na Califórnia tinham de duas a cinco vezes mais ataques cardíacos do que os homens com os mesmos níveis de colesterol que viviam no Japão. A diferença era os laços sociais próximos e o companheirismo. A maioria de nós, quando somos um, desejamos ser dois. Esse anelo que se manifesta no desejo de companheirismo é o elemento que forma a amizade!

            Leia novamente Eclesiastes 4:9-11:

                        Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?

            Mas se você deseja fazer a conta aritmética da força, durabilidade e do poder, poderá somar mais um para obter três! Continuemos a ler o verso 12:

                        Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.
 
            Esta é uma ilustração que tenho usado nos sermões de casamento: Utilize um cordão ou corda decorativa, do tipo usado para reservar bancos em ocasiões especiais. Note-lhe a composição; ele é feito de três fios. Quando trançados, o resultado é uma corda com incrível resistência. Isto é precisamente o que a Escritura deseja transmitir! A presença de Cristo dá força ao casamento.

Criados para o Relacionamento

            Volte comigo para o dia em que Deus estabeleceu o casamento no Jardim do Éden!
                        Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gén. 1:27).

            Deus é um Ser relacional que vive e ama a amizade. Por que então deveria alguém se surpreender de que os seres humanos, que Ele criou à Sua própria imagem, reflitam essa mesma fome por

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O CAMINHO DA ESPERANÇA

NA DOENÇA A ESPERANÇA
Pr. José Carlos Costa

“Pois onde estiverem reunidos dois ou três em meu nome. Eu estou no meio deles.” Mateus 18:20
Ângela Brown tinha 70 anos. Durante toda a vida, excepto no que diz respeito a constipações e gripes ocasionais, tinha tido sempre uma saúde razoavelmente boa. Quase nunca tinha ido ao médico com uma queixa séria. Mas a crise veio subitamente. Naquela tarde fatídica de Outubro toda a sua vida se virou do avesso. Depois do almoço, deu por si a sufocar. Queria deitar-se mas não se conseguia levantar da cadeira. “Deve ser o fim”, ouvia-a murmurar o marido. Daí a minutos chegaram os paramédicos e começaram a administra-lhe oxigénio. Quando chegou ao hospital já se sentia melhor. O médico prescreveu uma quantidade de análises, o que deixou Ângela muito ansiosa. Duas semanas mais tarde, quando estava na presença do médico, a sua habitual compostura desapareceu: “Ângela, parece que tem um início de cancro de pulmão”, disse o médico. Não podia acreditar no que acabara de ouvir. Nas semanas que se seguiram, consultou vários especialistas na esperança de que alguém lhe dissesse que não era verdade. Mas todos confirmaram o diagnóstico. Após algumas semanas no hospital voltou para casa. Nos meses seguintes, a sua vida parecia girar à volta de medicamentos e hospitais. Os seus rins começaram a falhar, a sua força e energia decaíram e começou a criar escaras por estar deitada. Lutava cada vez mais contra insónias e problemas de estômago por causa dos medicamentos, mas manteve o sentido de humor e raramente pronunciou uma palavra de queixa durante a sua longa doença. Uma noite, o médico, que estava sentado perto da sua cama, disse-lhe a verdade: “Ângela, fizemos tudo o que pudemos, mas quero ser honesto; não vai melhorar, tudo o que nos resta é fazê-la sentir tão confortável quanto pudermos”. Uma manhã de Dezembro, após quinze meses de sofrimento e de batalha contra a doença, Ângela morreu serenamente enquanto dormia.

Somos maravilhosamente feitos.
O nosso corpo é assombroso. Ficamos espantados perante a complexidade do nosso corpo e pelo Criador que o fez. Todavia, o corpo humano perde as suas folhas como uma árvore quando a doença o corrói. A doença torna o nosso corpo mais frágil, seca-o tira-lhe o vigor e enruga-o como maçãs velhas. A doença não só ataca o nosso corpo como também crucifica a alma.

sábado, 7 de junho de 2014

A VINDA DE JESUS – ESTAMOS APRESSAR OU A ADIAR?

Introdução:
1- Ler II Pedro 3:8-14.
2- Perguntaram a um historiador qual era a diferença entre o Cristianismo apostólico e o atual.
3- Ele respondeu: “A diferença básica é que os apóstolos pregavam a vinda de Jesus como se ela estivesse prestes a acontecer, embora estivesse distante, os pregadores atuais pregam a vinda de Jesus, como estando num futuro distante, embora esteja bem próxima.”
4- Sim, irmãos, os eventos mostram que estamos prestes a presenciar o maior acontecimento da história: A vinda do Filho de Deus em poder e glória.
5- S. Pedro afirma que nos últimos dias as pessoas iriam escarnecer da doutrina da 2º vinda.
6- A Bíblia revela que devido a demora aparente, os falsos profetas iriam apregoar uma vinda invisível, subjetiva.
7- As testemunhas de Jeová dizem que Jesus já veio em 1914.
8- Os arautos da nova era advogam que a vinda de Jesus não será nas nuvens, e sim, em nosso coração.
9- Os pentecostais falam do arrebatamento secreto.

terça-feira, 20 de maio de 2014

DIANTE DA MORTE

Sermão para ocasião especial: Funeral   
Texto: São João 11: 25,26.

Introdução:
A – Este é um momento de tristeza para todos nós...
B – O ser humano não se acostuma com a morte. Ninguém quer morrer. Todos nós gostamos da vida.
Experiência de Steve Jobs, o poderoso da Apple. Estando com um câncer sem cura, prestes a morrer, foi convidado a falar na numa universidade. Aproveitou para falar de sua doença e da esperança de continuar vivendo. Dizia: “Ninguém quer morrer. Nem mesmo aqueles que aspiram a um lugar no céu querem morrer. Eles preferem continuar vivos”.
Acredito que Steve Jobs tenha razão. Porque, se aqui neste cemitério, eu procurasse se alguém quer ir para o céu agora que caia neste buraco, quem iria cair? Certamente ninguém gostaria de ser sepultado, porque todos amam a vida.

I – NÃO NOS ACOSTUMAMOS COM A MORTE
A – Por que o homem não se acostuma com a morte?
1– Porque o homem não foi criado por Deus para morrer.
2– A morte é uma consequência do pecado.
“Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”. (Gén. 3:4 e 5).
“No suor do rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Gén. 3:19).
B – É por isso que todos os homens morrem.
1 – Pode uma criança dizer: “Eu ainda não iniciei a vida”.
2 – Pode um jovem dizer: “Eu ainda não me preparei para a vida”.
3 – Pode um idoso dizer: “Eu ainda não me enfadei da vida.”
B – A morte é inexorável. Quando Ela chega não escolhe:
1– Idade, sexo, cultura, religião, posição social, cor da pele...
2– Diante da morte todos os homens são iguais.
a)No cemitério, todos os homens estão no mesmo nível.

II – O SALÁRIO DO PECADO.
A – Que aceitemos ou não, a morte é o salário do pecado.
1 – São Paulo diz: “Porque o salário do pecado é a morte”. (Rom. 6:23 primeira parte).
2 – Mas, na segunda parte do verso, há uma esperança: “Mas o dom gratuito de Deus é a  vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Segunda parte).

III – HÁ ESPERANÇA PARA O PECADOR MORTAL
A – A morte não é o fim.
1 – Os mortos viverão outra vez por ocasião da volta de Jesus. Foi o próprio Jesus que disse: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do  juízo”. (S. João 5:28 e 29).

IV – PARA O CRENTE, A MORTE É UM SONO.
A – Jesus ilustrou este fato com a morte de Lázaro.
1 – O lar de Lázaro, Maria e Marta era o lugar onde Jesus sempre encontrava abrigo. Lázaro adoecera e logo em seguida veio a falecer. Jesus estava em outra província distante, quando soube do que acontecera.
2 – Jesus disse a seus discípulos: “Nosso amigo Lazaro adormeceu, mas vou despertá-lo”. (S. João 11:11, 12). Os discípulos, não entendendo a linguagem de Jesus, disseram: “ Senhor, se dorme, então, está vivo.”
3 – Jesus explicou-lhes claramente: “Lázaro morreu.” (V. 14)
4 – Jesus e seus discípulos se dirigiram a Betânia, lugar onde Lázaro, Maria e Marta viviam.

V – DIANTE DA MORTE 
A – Lázaro já estava sepultado fazia quatro dias.
1 – Diante do túmulo Jesus chorou. Quando os incrédulos viram Jesus chorar, pensaram: “Por que deixou Lázaro morrer?”
a)Ele não curou muitos cegos, coxos, paralíticos, leprosos... Por que deixou acontecer? Por que agora está chorando?
2 – Você que agora está chorando também, lembre-se: Nem mesmo Jesus se livrou das lágrimas. A Bíblia diz que Jesus chorou duas vezes:
a) Chorou por Jerusalém e chorou no túmulo de Lázaro.
B – Jesus orou ante ao túmulo de Lázaro. Existem muitos cristãos que acreditam que a pessoa, quando morre se é boa vai logo para o céu; se é má, para o inferno. Mas onde estava Lázaro? No céu ou no inferno?
1 - Em nenhum dos dois lugares: Lázaro estava na sepultura.
2 – Jesus disse: “Lázaro, vem para fora”.
a)Lázaro saiu do túmulo, onde estava há quatro dias.
C – Jesus é a ressurreição e a vida.
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim ainda que morra viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (S. João 11:25, 26).
D – “Crês isto?”
1 – Estas palavras de Jesus foram ditas a Marta, a irmã do morto.
2 – Jesus está dizendo a mesma coisa a nós, aqui, neste momento de dor: “Crês tu na ressurreição?”
a)”Eu sei” - replicou Marta – “que ele há-de ressurgir na ressurreição, no último dia”.
(1) E você que me ouve neste momento solene? Você, como Marta, crê na ressurreição?
(2) Jesus nos diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim ainda que morra, viverá.” (S. João 11:25).

Conclusão e apelo:

1 – Deve ser este um momento de profunda reflexão para todos nós. Hoje estamos vivos. Amanhã, não sabemos. Por isso, devemos nos preparar para a morte.
2 – Como está a sua vida com Deus? Se você morresse hoje estaria preparado?
3 – Faço um apelo à família enlutada para viver unida, aguardando a volta de Jesus, quando os mortos irão ressuscitar.
4 – Que Deus abençoe a todos nós. Amém!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Dedicação de Crianças

A dedicação de crianças ao Senhor, especialmente dos primogénitos, era praticada nos tempos do Antigo Testamento. Ana dedicou seu filho Samuel a Deus e ao serviço de Sua casa (I Sam. 1:27 e 28), Maria e José trouxeram o menino Jesus ao templo em “Jerusalém para O apresentarem ao Senhor” (Luc. 2:22).

ElIen White diz sobre o assunto: “O sacerdote fez a cerimónia de seu serviço oficial. Tomou a criança nos braços, e ergueu-a perante o altar. Depois de a devolver à mãe, inscreveu o nome ‘Jesus’ na lista dos primogénitos.” — O Desejado de Todas as Nações, pág. 52.

Embora o Novo Testamento não faça uma recomendação direta a respeito desse ritual, a maneira como Jesus Se referia aos pequeninos incentiva a dedicação de crianças a Deus. Do incidente de Jesus abençoando as crianças (ver Mat. 19:13-15; Mar. 10:13-16; Luc. 18:15-17) podemos extrair seis pontos importantes:

1. Jesus abençoou as crianças. “Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava” (Mar. 10:16).
2. A bênção concedida às crianças foi um acontecimento profundo. Todos os três Evangelhos sinópticos contam a história.
3. As crianças pequeninas foram incluídas, “Traziam-Lhe também as crianças, para que as tocasse” (Luc. 18:15).
4. Jesus não ordenou nem introduziu a bênção. Mateus registra: “mas os discípulos os repreendiam” (Mat. 19:13). E improvável que os discípulos se tivessem oposto à bênção, caso Jesus a tivesse iniciado.
5. Jesus incentivou a bênção quando os pais pediram: “Deixai vir a Mim as criancinhas, e não as embaraceis” (Mat. 19:14).
6. Jesus indignou-Se com os que se opunham à bênção: “... os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-Se” (Mar. 10:13 e 14).

Ellen White aconselha: “Tomem os ministros do evangelho as criancinhas nos braços, e abençoem-nas em nome de Jesus. Sejam dirigidas palavras do mais terno amor aos pequeninos; pois Jesus tomou os cordeiros do rebanho nos braços, e os abençoou.” — Evangelismo, págs. 349 e 350.

Entretanto, é compreensível que a dedicação de crianças seja questionada por aqueles cuja formação os

DEIXAI VIR A MIM OS MENINOS

Intr.: 1. Para muitas pessoas, crianças são apenas crianças, e constituem um estorvo ou embaraço que deve ser afastado do caminho...
2. Mas nosso Senhor, quando esteve na terra, não teve maiores favoritos do que as crianças...
3. Ele colocava-as no meio do círculo que O seguia...
4. Impunha-lhes as mãos...
5. Com terno amor e carinho abençoava cada uma delas...
6. Gentilmente convidava-as para estarem na Sua santa presença...
7. Chamava-as para junto de Si...
8. Abraçava-as com grande amor e ternura...
9. Para Jesus, as crianças eram e ainda são, os cordeirinhos do rebanho...
I. Leiamos todos juntos, sobre a terna solicitude que Jesus tinha com as crianças, no Evangelho segundo S. Mar. cap. 10:13 a 16...

A. Este incidente é relatado nas Escrituras por três evangelistas...
1. Isto constitui uma evidência da grande impressão que deve ter causado nos cristãos primitivos e da importância que lhe deram...
2. O v. 13 diz: "Então Lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse..."
a. Naquele tempo costumava-se levar as criancinhas à sinagoga para serem abençoadas pelos anciãos.
b. Com que ansiedade aquelas mães as devem ter levado a Jesus!...
c. E não é de admirar o fato delas estarem desejosas de que Jesus lhes impusesse as mãos...
d. Pois elas tinham visto o que aquelas mãos podiam fazer...
e. Estas mães tinham visto que o toque daquelas mãos fazia com que a dor e o sofrimento desaparecessem...
f. Tinham visto aquelas mãos trazerem luz aos cegos, e paz às mentes conturbadas...
3. Atraída pela maravilhosa ternura que podia ser vista no semblante de Jesus, uma mãe, com o filhinho, deixara a casa para ir em busca de um toque das Suas mãos...
a. De caminho, comunicou à uma vizinha o seu desígnio, e esta quis que Jesus lhe abençoasse os filhos...
b. Assim várias mães se reuniram, levando seus pequeninos...

B. O v. 16 diz: "Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava"... 1. O verbo grego "abençoar" pode ser traduzido por "abençoava ardentemente", o que é mais uma indicação do raro amor de Jesus, especialmente para com as crianças...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A reforma de Ezequias

História:
Era uma vez um velho homem que vendia balões numa feira. Todos os domingos ele chegava muito cedo e ficava a encher os balões... eles eram lindos de todas as cores...

Ficavam presos com as suas linhas ao carrinho...

O homem era um bom vendedor, as crianças compravam e ficavam felizes desfilando com os seus balões amarrados ao pulso...

Em um domingo um dos balões escapou, um balão azul soltou-se antes de ser amarrado... e começou a subir ganhando altura, subindo lentamente, bailando no ar e atraindo, desse modo, uma multidão de garotos. Alguns tentaram correr atrás pulando mas ele foi subindo levado pelo vento... Sem querer o acontecimento atraiu muitos meninos e meninas que vieram comprar balões naquela manhã... Os balões foram vendidos rapidamente.

Havia ali perto um menino. O garoto observava os balões a serem cheios e sairem amarrados pelo vendedor nos braços de outros meninos...

O vendedor entendeu que os balões a voar atraiam compradores e soltou. Então ele soltou o balão vermelho, algum tempo depois soltou um verde...  O pequeno pediu ao avô que lhe comprasse um balão. Recebeu duas moedinhas... enquanto se dirigia na direção do vendedor viu um balão amarelo a subir e em seguida um branco.

Ele olhou para alto, os balões subiam, subiam, subiam até... até desaparecerem da vista.

O menino, de olhar atento, seguiu a cada um por mais alguns instantes. Outros balões tinham sido soltos das crianças e o céu parecia estar com estrelas coloridas

Ficava imaginando mil coisas... Mas uma coisa o aborrecia, o homem não tinha solto nenhum balão preto. Ele tinha achado aquele tão bonito.

Então aproximou-se do vendedor e perguntou:

- Senhor, se soltasse o balão preto, ele subiria como os outros ?

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, cortou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:

- Não é a cor, filho, É o que está dentro dele que o faz subir.

Reforma
Muito se fala hoje em reforma e reavivamento na igreja. Essa é a nossa mais urgente mensagem. Mas, o que