sexta-feira, 9 de maio de 2014

DEIXAI VIR A MIM OS MENINOS

Intr.: 1. Para muitas pessoas, crianças são apenas crianças, e constituem um estorvo ou embaraço que deve ser afastado do caminho...
2. Mas nosso Senhor, quando esteve na terra, não teve maiores favoritos do que as crianças...
3. Ele colocava-as no meio do círculo que O seguia...
4. Impunha-lhes as mãos...
5. Com terno amor e carinho abençoava cada uma delas...
6. Gentilmente convidava-as para estarem na Sua santa presença...
7. Chamava-as para junto de Si...
8. Abraçava-as com grande amor e ternura...
9. Para Jesus, as crianças eram e ainda são, os cordeirinhos do rebanho...
I. Leiamos todos juntos, sobre a terna solicitude que Jesus tinha com as crianças, no Evangelho segundo S. Mar. cap. 10:13 a 16...

A. Este incidente é relatado nas Escrituras por três evangelistas...
1. Isto constitui uma evidência da grande impressão que deve ter causado nos cristãos primitivos e da importância que lhe deram...
2. O v. 13 diz: "Então Lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse..."
a. Naquele tempo costumava-se levar as criancinhas à sinagoga para serem abençoadas pelos anciãos.
b. Com que ansiedade aquelas mães as devem ter levado a Jesus!...
c. E não é de admirar o fato delas estarem desejosas de que Jesus lhes impusesse as mãos...
d. Pois elas tinham visto o que aquelas mãos podiam fazer...
e. Estas mães tinham visto que o toque daquelas mãos fazia com que a dor e o sofrimento desaparecessem...
f. Tinham visto aquelas mãos trazerem luz aos cegos, e paz às mentes conturbadas...
3. Atraída pela maravilhosa ternura que podia ser vista no semblante de Jesus, uma mãe, com o filhinho, deixara a casa para ir em busca de um toque das Suas mãos...
a. De caminho, comunicou à uma vizinha o seu desígnio, e esta quis que Jesus lhe abençoasse os filhos...
b. Assim várias mães se reuniram, levando seus pequeninos...

B. O v. 16 diz: "Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava"... 1. O verbo grego "abençoar" pode ser traduzido por "abençoava ardentemente", o que é mais uma indicação do raro amor de Jesus, especialmente para com as crianças...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A reforma de Ezequias

História:
Era uma vez um velho homem que vendia balões numa feira. Todos os domingos ele chegava muito cedo e ficava a encher os balões... eles eram lindos de todas as cores...

Ficavam presos com as suas linhas ao carrinho...

O homem era um bom vendedor, as crianças compravam e ficavam felizes desfilando com os seus balões amarrados ao pulso...

Em um domingo um dos balões escapou, um balão azul soltou-se antes de ser amarrado... e começou a subir ganhando altura, subindo lentamente, bailando no ar e atraindo, desse modo, uma multidão de garotos. Alguns tentaram correr atrás pulando mas ele foi subindo levado pelo vento... Sem querer o acontecimento atraiu muitos meninos e meninas que vieram comprar balões naquela manhã... Os balões foram vendidos rapidamente.

Havia ali perto um menino. O garoto observava os balões a serem cheios e sairem amarrados pelo vendedor nos braços de outros meninos...

O vendedor entendeu que os balões a voar atraiam compradores e soltou. Então ele soltou o balão vermelho, algum tempo depois soltou um verde...  O pequeno pediu ao avô que lhe comprasse um balão. Recebeu duas moedinhas... enquanto se dirigia na direção do vendedor viu um balão amarelo a subir e em seguida um branco.

Ele olhou para alto, os balões subiam, subiam, subiam até... até desaparecerem da vista.

O menino, de olhar atento, seguiu a cada um por mais alguns instantes. Outros balões tinham sido soltos das crianças e o céu parecia estar com estrelas coloridas

Ficava imaginando mil coisas... Mas uma coisa o aborrecia, o homem não tinha solto nenhum balão preto. Ele tinha achado aquele tão bonito.

Então aproximou-se do vendedor e perguntou:

- Senhor, se soltasse o balão preto, ele subiria como os outros ?

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, cortou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:

- Não é a cor, filho, É o que está dentro dele que o faz subir.

Reforma
Muito se fala hoje em reforma e reavivamento na igreja. Essa é a nossa mais urgente mensagem. Mas, o que

terça-feira, 29 de abril de 2014

SOFRENDO POR AMOR

I-         INTRODUÇÃO: S. Marcos 14-12-16.
Durante o dia de quinta-feira, os discípulos prepararam a Páscoa, sob a direcção de Pedro e de João. Esta Páscoa consistia em pães sem fermento, sumo de uva, e principalmente do sacrifício do Cordeiro pascal, cuja carne era assada em fogo e comida de imediato, com o sangue aspergia-se os umbrais das portas.

Na ausência de servos e na falta de iniciativa dos doze apóstolos, Jesus lavou os pés a todos, dando com isso um exemplo ímpar de humildade e serviço. Instituindo desta forma, e em substituição da pascoa, a Santa Ceia e o ritual do lava-pés.

Depois da Ceia, naquele mesmo lugar, no cenáculo o sermão do capítulo 14 de São João, no qual promete que depois de preparar moradas para os fiéis na casa do Seu Pai, voltaria para buscar os Seus discípulos. Prometeu enviar o Espírito Santo, outro Consolador igual a Ele, para que estive com ele para sempre.

Com as palavras: “Levantai-vos, vamo-nos daqui.” São João 14:31, de seguida saiu dali com o Seus discípulos, passando pelo portão oriental, que fica no sopé do monte Sião, frente ao Monte das Oliveiras, neste lugar demorou-se com os seus apóstolos.

Debaixo de uma videira, tendo como luz o luar, disse: “Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, sem mim nada podeis fazer” São João 15:5.

Jesus reforça a promessa de enviar o Espírito Santo para ensinar os discípulos dos acontecimentos presentes e futuros, “...Tendo dito estas coisas, Jesus levantou os olhos aos céus...” (João 17:1) e fez a oração sacerdotal que se encontra no capítulo 17 de São João, na qual comunga com o Pai a vitória antecipada da salvação da humanidade. Ora pelos seus seguidores de todas as épocas, incluindo a vós e a mim. “Mas não rogo somente por estes, mas também por todos os que hão-de crer em mim, através das suas palavras” João 17:20.

Esta oração reflecte o desejo de Jesus no sentido que todos os Seus filhos estejam unidos uns aos outros, especialmente com Deus.

João 18:1. Agora Jesus está só, bebendo o cálice amargo da agonia, sabendo que brevemente será mal tratado e morto de forma cruel.

Um ódio satânico contra Jesus o Filho de Deus, fez dessa noite a noite mais negra da historia deste mundo.
Acompanhemos os passos de Jesus até à Sua agonia.

II- JESUS LAVA OS PÉS DOS DOZE APÓSTOLOS: 1ª João 13:2-5.
Este costume oriental de lavar os pés aos convidados, permitiu a Jesus de realizar pelos seus discípulos mais que uma lavagem dos pés. Com este acto, lavou-os da discórdia, da rivalidade, dos desejos de supremacia e do orgulho. Jesus quer lavar também a nossa vida. “Se não te lavar os pés não terás parte comigo” e dá-lhes um mandamento “Pois se eu Senhor e Mestre, vos lavo os pés, vós também deveis lavar os pés uns aos outros” João 13:8-15. A água é o símbolo do perdão para uma vida purificada. Ela limpa a alma e a torna mais branca que a neve.

III- PROMESSAS MARAVILHOSAS.
Depois da ceia, Jesus pronuncia uma promessa especial, naquele mesmo lugar – o cenáculo – “Na casa de meu pai há muitas moradas...vou preparar-vos lugar...e virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também.” João 14:1-3.

Que promessa! Viver para sempre com o nosso Criador nesta casa, no céu, esta promessa pertence-nos. Jesus em breve voltará e com Ele viveremos para sempre.

Naquela hora, a promessa das mansões não era suficiente para confortar os apóstolos. Nada, nem o céu, podia substituir a pessoa de Jesus. Então Jesus disse: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco para sempre”. João 14:16

Jesus deixou o Espírito Santo para que esteja connosco e nos guie em “Toda a verdade”, para dar-nos uma nova esperança.

IV- A AGONIA E O SOFRIMENTO DE CRISTO TRAZ-NOS A PAZ.
São Mateus 26:36-38,45,46.

Todo o trabalho pessoal e público de Jesus como mestre terminou. Agora inicia o Seu caminho para a cruz, para redimir aos pecadores. O verdadeiro cordeiro de Deus estava preparado para ser crucificado.

No jardim sofre a agonia, e dirigindo-se ao Pai diz: “Meu Pai se é possível, passa de mim este cálice” Mateus 26:39. Podia abandonar este mundo à sua sorte, voltar para o Seu trono de glória no céu, mas continua, vai até ao fim. Tão grande foi a Sua angústia que o seu suor “era como grandes gotas de sangue que corria e caía por terra.” Lucas 22:44.

V- AMOU-OS ATÉ AO FIM.
A atitude de Cristo naquele dia de Quinta-feira, está resumida em São João 13:1 “...sabendo Jesus a sua hora tinha chegado para que passasse deste mundo par ao Pai, como tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.”

Ao lavar os pés dos discípulos Jesus deu uma demonstração inequívoca do seu amor incondicional pelos seus discípulos; ao participar na ceia com ele demonstrou o Seu grande amor. O pão era o símbolo do seu corpo oferecido em favor da nossa salvação.

Ao suportar a angústia e a agonia no Getsémani, Jesus estava indo até às últimas consequências do amor.

Qual será a nossa atitude perante tanto amor?

VI- APELO
Neste dia de Quinta-feira, Judas, Anás e Caifás e muitos outros fizeram a escolha errada, desprezaram a Jesus e o Seu amor. Pedro também falhou na hora da prova. Negou O que o amava, mas arrependeu-se, deu meia volta e converteu-se ao seu querido Senhor.


Qual é hoje, a nossa resposta a esse amor de Deus? Mesmo fracos e vacilantes, podemos experimentar o amor de Jesus na nossa vida.

domingo, 16 de março de 2014

A ESPERANÇA

Bom dia a todos!
PRECE:
A Igreja Adventista do Sétimo Dia teve em Angola, no Bongo, um grande hospital que serviu milhares e milhares de pessoas ao longo de décadas. Foi certamente um dos hospitais mais famosos deste País. Entretanto, e em consequência da guerra, este centro hospitalar foi desactivado. Em 1993, numa das minhas viagens a Huambo, tomei a firme decisão de ir visitar o que restava daquele hospital.

Visitei as instalações. Impressionou-me ver o bloco operatório completamente destruído, e todos os outros edifícios encontravam-se completamente vazios. Senti tristeza, mas pude imaginar quantas pessoas terão entrado ali sem esperança de vida e deixaram aquele hospital com uma esperança renovada!

Chegou a hora de iniciarmos a viagem de regresso. A noite caía depressa. Tínhamos feito uns 5 km, quando o motor começou a dar sinais de que alguma coisa não funcionava. Alguns dos meus companheiros começaram a dar alguns sinais de intranquilidade. De repente as luzes dos faróis apagaram-se e o motor deixou de trabalhar. Olhámos uns para os outros como numa interrogação surda: “E agora?”

Olhei para fora e vi alguns agricultores que voltavam do cultivo das suas terras com os seus utensílios, entre os quais grandes catanas. Senti um certo calafrio na espinha. Saí, recorrendo aos meus conhecimentos de mecânico, fui limpando o distribuidor, os bornes da bateria, e orava ao Senhor Deus para nos ajudar. Enquanto isso, os meus colegas estavam dentro da cabina fazendo gestos para me despachar. No clarão da linda África, podia olhar as montanhas e ver silhuetas de pessoas que me olhavam certamente com muita curiosidade.

Finalmente, fiz sinal para que dessem à chave de ignição. O motor começou a trabalhar como novo e os faróis iluminavam o caminho, como nunca antes. Sentimos uma imensa alegria e foi motivo de conversa até chegarmos a Huambo que dista 60 km do Bongo.

A humanidade está também a percorrer a parte mais agitada e difícil do percurso da sua existência; e tem de fazê-lo, de noite, quando reinam as trevas e a confusão! Mil problemas, que surgem nas sombras, podem produzir desastrosos acidentes, seja na vida colectiva dos povos, ou na experiência pessoal.

Assistimos ao cumprimento profético traçado por Isaías há mais de 7 séculos antes de Cristo, quando disse: “Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos.” Isaías 60:2

Há desorientação na vida, tanto social, política e económica. Os governantes acusam-se uns aos outros!

Nos dias 16 e 17 de Agosto de 1987, aconteceu algo estranho no Monte Shasta, Califórnia. Era o som de uma ladainha que aumentava e diminuía sobre os montes. Mais de 5 mil pessoas estendiam os braços em direcção ao sol nascente, de mãos dadas, formando um círculo.

Acontecimentos invulgares não são novidade na Califórnia. Chamaram a este evento a "Convergência Harmónica". Por todo o mundo, naquele domingo, os fiéis da "Nova Era" reuniram-se em 36 locais que consideram sagrados, como o Grand Canyon, as Pirâmides do Egipto, o monte Fuji no Japão. Reuniram-se para dar as boas vindas à Nova Era de paz e amor. 

Os seguidores da Nova Era estudam as antigas profecias dos índios norte-americanos, ligando-as ao culto do sol dos maias, dos astecas e dos antigos egípcios. Concluíram que naquele domingo e segunda-feira, 16 e 17 de Agosto de 1987, um alinhamento especial dos planetas e constelações iria acontecer e produziria energia purificadora no nosso planeta. Esta era para eles a primeira vez em 23.412 anos que os céus se colocariam numa posição tão abençoada.

Emile Canning, líder do grupo Nova Era, tinha-os convidado para que naqueles dias se reunissem. Leio as suas palavras: "144 mil dançarinos do sol para trazerem a Nova Era. Estes dois dias resultarão em paz mundial e na diminuição das catástrofes."

Naqueles dois dias, mais do que os 144 mil dançarinos exigidos, se reuniram nas 32 montanhas sagradas. Mas as suas esperanças para uma Nova Era fracassaram. As guerras não pararam de aumentar. Desde então, e naquela mesma noite, o voo 255 da Northwest caiu em Detroit. Foi considerado o segundo pior desastre aéreo na história dos Estados Unidos.

O fim-de-semana passou também sem o aparecimento em massa de discos voadores como os dirigentes tinham predito. As danças, e o estender as mãos para o sol, tinha um segundo sentido: era dar as mãos aos espíritos. Desta maneira pretendiam comunicar com personalidades famosas já falecidas e que viriam revelar planos através dos médiuns. Mas o que mais esperavam não aconteceu: o Apóstolo João, o discípulo amado, faria ouvir a voz através dum médium chamado Jerry Bowman.

Eu creio que muita desta gente era bem-intencionada. Eu creio que muita desta gente queria acreditar, queria ver, desejava ouvir o apóstolo João. Eu creio que no coração do homem há um desejo profundo: ouvir a voz de Jesus! Por isso Ele deixou esta promessa: "Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também." João 14:1-3

Que maravilhosa promessa! Viver uma vida de paz, uma vida eterna! Ter o Senhor Jesus Cristo para sempre! Sim, com a Sua vinda começará uma Nova Era, como explica a Bíblia. Começa com a vinda de Cristo em poder e glória!

A Bíblia é suficientemente poderosa para nos iluminar e permitir reencontrar o caminho, a estrada da vida e da paz! O salmista disse: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para o meu caminho.” Salmo 119:105

Assim como os faróis potentes de um automóvel dissipam com os seus poderosos raios luminosos a escuridão da noite e permitem que se viaje com a mesma segurança que de dia, também a luz inextinguível que irradia deste farol majestoso, a Bíblia, dissipa as trevas da incerteza, soluciona as incógnitas do ser humano e mostra um caminho de esperança face às dificuldades deste mundo. Um caminho que conduz a um eterno destino de glória!

Nas páginas maravilhosas da Bíblia, revela-se a natureza e as características de Deus, como Criador supremo e Pai amoroso; a origem e a essência do homem; o objectivo da vida; o destino glorioso da humanidade remida. Está aqui!

A Bíblia estabelece a mais admirável e perfeita classificação dos valores; dá o primeiro lugar ao problema essencial do homem; a sua relação com Deus, salienta a imutabilidade dos valores morais revelados na Lei de Deus, apresenta o programa divino para uma vida feliz, na vida conjugal, na dieta alimentar e assegura-nos a felicidade eterna.

Foi Jesus que o disse: “Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.” João 5:39

A Bíblia é a base inamovível da nossa fé, é o documento fundamental do Cristianismo. Não há cristãos sem Cristo, nem doutrina cristã sem a Bíblia.

O apóstolo Pedro, ao falar da profecia das Sagradas Escrituras, declara: “Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” II Pedro 1:20,21

Um dia, Daniel estava muito preocupado: "No primeiro ano do seu reinado (rei Dario), eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos." Daniel 9:2
Uma profecia anterior a Daniel dizia que o exílio em Babilónia seria de 70 anos. Assim que este tempo terminasse, Deus prometia, de acordo com Jeremias 27:22: "Então os farei subir, e os tornarei a trazer a este lugar."

Mas alguma coisa parecia estar errada aos olhos de Daniel, embora faltassem ainda 2 anos para o fim dos 70 anos. Eram anos literais, e já tinham passado 68. Mas o caminho de regresso para o seu povo não se abria. O que é que se passava?

Daniel levou a sua perplexidade diante de Deus: "E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, com jejum, e saco e cinza." Daniel 9:3

Por que razão Daniel estava tão preocupado? Deus tinha dito 70 anos: uma promessa mais do que garantida! Ou não?

Daniel estava preocupado, porque havia uma condição para Deus intervir na libertação. Uma condição requerida por Deus. Sem o cumprimento desta o Senhor não podia intervir!

Os exilados deviam cumprir a sua parte no acordo que Deus fez com eles. Por isso lemos: "E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos." Daniel 9:4

Deus mantém o Seu pacto e a Sua Palavra de forma fiel e imutável, sem nada acrescentar ou retirar com aqueles que cumprem a aliança. Daniel estava preocupado não com Deus. Ele conhecia Deus e conhecia o povo e receava que este, em consequência da infidelidade, não retornasse a Jerusalém, apesar de estar próximo o cumprimento da profecia dos 70 anos. 

Todo o pacto é uma sociedade, um acordo entre duas partes com condições para ambas cumprirem. Como o casamento, por exemplo. Os noivos caminham pela igreja e ficam diante do pastor para fazer os votos. Ambos fazem um pacto entre si. Concordam em aceitar e obedecer aos princípios que regem um casamento cristão. O pacto pode deixar de ter valor, se um deles for infiel à aliança!

Exactamente como o concerto entre o Senhor e a nação judaica. Daniel conhecia Deus e sabia como Ele abençoa e é fiel, mas não tinha a mesma certeza em relação ao povo!

Daniel tinha outra preocupação: ele não sabia o que significavam aquelas 70 semanas. Estas, ele sentia que não eram literais, mas simbólicas. Era um sonho dado por Deus enquanto dormia. Sabia que estavam relacionadas com o Povo de Deus, com Israel, mas não compreendia o significado!

A Palavra de Deus é sempre límpida, como límpido é o carácter de Deus. Mas é preciso estar muito perto de Deus para compreender a Sua Palavra e o Seu lindo carácter. Por isso, Daniel orava e estava ainda a orar quando o anjo Gabriel chegou do Céu com boas notícias: "Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido." Daniel 9:22

Gabriel começou a explicar: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos." Daniel 9:24

Deus não tinha abandonado o Seu povo apesar dos seus pecados. Eles retornariam a Jerusalém em cumprimento da profecia de Jeremias. E Deus tinha determinado uma oportunidade especial, uma oportunidade única, uma segunda oportunidade para o povo de Israel continuar a ser o Seu povo particular. Deviam, no entanto, aceitar a aliança que Deus propunha. Deus faz sempre aliança com cada homem e mulher que O aceitam, uma aliança de fidelidade.

Deus dava um período de 70 semanas. Isto era o tempo para que Israel se preparasse para receber o Messias, que faria "a reconciliação pela iniquidade" e "traria a justiça eterna".

A promessa relacionava-se com o que se passou no Calvário naquela escura tarde de sexta-feira. Vemos Jesus na cruz, cumprindo a Sua promessa de concerto, feita em Daniel 9, de fazer a expiação pela iniquidade. Com o Seu último fôlego brada: "Está consumado". Missão impossível cumprida!

Jesus triunfou sobre o pecado e trouxe a justificação eterna. Agora, através do Calvário, podemos ser aceites por Deus, através da fé pelo pacto de salvação. Temos o remédio do Céu para o problema do pecado sobre o qual Daniel orou e que podia impossibilitar a libertação do povo Judeu do exílio, e pode impedir a salvação a todo o cristão que não cumpra a sua parte do contrato. Daniel 9 é uma emocionante previsão da salvação em Cristo. Há um tempo de profecia que indica exactamente quando Jesus apareceria como o Messias:

"Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas." Daniel 9:25

Um período de tempo de 7 semanas mais 62 semanas, totalizando 69 semanas. O ponto de partida seria uma ordem especial para reconstruírem Jerusalém, que tinha sido devastada durante a invasão Babilónica. Essas 69 semanas que se estenderiam da época dessa ordem, até à Unção de Jesus!

A tradução da palavra "semanas" significa literalmente "grupos de sete". E isso pode ser uma unidade de 7 dias ou uma unidade de 7 anos. Quando observamos com atenção Daniel 9, fica claro que temos ali um período de profecia com 69 unidades de 7 anos cada, totalizando 483 anos.

Assim, essa profecia previu que 483 anos separariam a época em que Jerusalém seria reconstruída e a época em que o Messias apareceria.

Deixem-me abrir um espaço para vos convidar, para estarem todos logo à noite. Tragam os vossos amigos e familiares. Falaremos e veremos a cerimónia em que Jesus foi ungido.

Para Daniel não era difícil saber o início do período da profecia. A dificuldade era saber quando seria o fim da profecia. E isto agora era importante para ele, que toda a sua vida tinha esperado o Libertador, o Messias, o verdadeiro Príncipe! A data do começo da profecia seria a ordem oficial da libertação. Ele era o primeiro-ministro, estaria a par dessa data. A sua preocupação era que o seu povo fosse infiel, e Deus tivesse que postergar a data.

Graças a Deus, pela Sua misericórdia, a data da libertação foi mesmo depois do cumprimento dos 70 anos de cativeiro, ou seja, como está no livro de Esdras que regista o decreto no sétimo ano do rei persa, Artaxerxes, e a história diz que foi em 457 a.C.

Essa data já foi confirmada pelas modernas descobertas arqueológicas, um facto reconhecido por muitos estudiosos da Bíblia. A mundialmente famosa Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia, por exemplo, apoia 457 a.C. como o ponto de partida do início da profecia de Daniel 9. Este livro recente, publicado pela Zondervan, explica como a profecia se desdobra. Observemos com atenção:

"Tendo o decreto de 457, dado a Esdras para a reconstrução de Jerusalém, tomado como... o princípio dos... 483 anos, chegamos ao ano exacto do aparecimento de Jesus de Nazaré como o Messias (ou Cristo): 483 menos 457 leva-nos ao ano 26 d.C.

Considerando-se que um ano é acrescido quando se passa de 1 a.C. a 1 d.C. (não existe um ano zero), na realidade chegamos ao ano 27 d.C. – uma impecável precisão no cumprimento desta antiga profecia." Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia

Temos a prova matemática de que Jesus é o Messias! Em 27 d.C., o próprio ano predito em Daniel 9, Jesus foi ungido como o Messias no baptismo. Ao descer sobre Ele o Espírito Santo e ao receber o testemunho do Pai, “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo”. E Gabriel diz a Daniel que com este acontecimento: "O tempo está cumprido."

Quando Jesus começou os Seus milagres, os líderes religiosos continuamente tentaram matá-Lo. Mas Jesus escapava porque não estava cumprido o tempo para o sacrifício supremo, a imolação como Cordeiro de Deus. É o que diz João 7:30: "Procuravam pois prendê-lo, mas ninguém lançou mão dele, porque ainda não era chegada a sua hora."

Havia uma data especial para Cristo ser imolado? Sim, havia um calendário com contagem regressiva até ao Calvário. Na noite antes de morrer, Jesus orou: "Pai, é chegada a hora." Foi o tempo exacto predito em Daniel 9, exactamente no meio da última semana. No princípio da semana Jesus tinha sido baptizado, a meio dela Ele expiaria os pecados: Daniel 9:27 "...E na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares."

É exactamente quando terminaram os sacrifícios e ofertas pelos pecados através da Sua morte. O véu do templo rasgou-se em dois: demonstração clara de que não eram necessários mais sacrifícios, nem cerimónias levíticas no templo dos judeus.

Desta maneira, o Calvário aconteceu na data profetizada, em 31 d.C.: três anos e meio depois do baptismo de Jesus. Uma prova positiva de que Jesus é exactamente quem afirmou ser, o Messias, o Cordeiro de Deus! Não é de admirar que milhares de judeus têm depositado a fé em Jesus como o Messias ao compreenderem esta profecia de Daniel 9.

Em Israel existem muitas igrejas Adventistas compostas por Judeus, que aceitaram a Jesus e a chave da compreensão é sempre esta profecia da Palavra de Deus. Muitos judeus nos Estados Unidos, no Brasil e em muitas partes do mundo continuam a ter como ESPERANÇA a Bíblia e as profecias, tal como nós!

É interessante que Jesus tenha escolhido o número "70 vezes 7" para ilustrar quantas vezes deveríamos ter misericórdia daqueles que nos ferissem. Teria Ele em mente o tempo da profecia de Daniel "70 vezes 7", os anos de misericórdia de Deus para com a nação de Israel? Bem, não sabemos! Mas obriga-nos a pensar. Não acham?

Chegamos ao ano em que Jesus foi crucificado, 31 d.C. Porém, a septuagésima semana não terminou com a morte de Cristo. Três anos e meio adicionais permaneceram após o "meio da semana". Isso leva-nos do Calvário, início de 31 d.C., até 34 d.C.: o fim daquelas "70 semanas" de oportunidade dadas à nação judaica em Daniel 9:24.

Portanto, Deus manteve a Sua promessa no concerto e enviou Jesus como o Messias.

Agora, a questão crucial é: que resposta deu o povo judeu a Deus depois da morte do Messias no ano 31 d.C? Como passaram eles os últimos três anos e meio do tempo concedido pelo concerto? A perseguir e matar aqueles que foram fiéis e a rejeitar a promessa de concerto e de Nova Aliança.

Querido irmão, irmã, queridos amigos, já aceitaram a Nova Aliança? Se o não fizeram, a vossa vida está em perigo eterno!

Porque Deus não Se deixou escarnecer pelo povo Judeu, da mesma maneira não Se deixará escarnecer depois de nos ter dado tantas e tantas oportunidades!

O apóstolo Paulo diz o seguinte: "De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa." Gálatas 3:9,29

Sem a fé no Messias, o concerto de vida eterna com Deus não pode ser cumprido. Não o foi com a nação Judaica, não o será connosco.

Daniel confessa os seus pecados: "Temos pecado e procedido impiamente." Daniel 9:15

O que é que Daniel estava a dizer ao confessar-se como um pecador? Não encontramos um só pecado que Daniel tenha cometido, nem uma só vez. Com certeza que teve os seus momentos de fraqueza. Mas até os seus inimigos invejosos, não viam nada reprovável na sua conduta. Podemos de facto ficar admirados com esta oração! Mas não podemos esquecer a palavra do profeta que diz: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia." Isaías 64:6

Apesar de Daniel não ter nada em particular para se arrepender, ele sabia que tinha falhado em alcançar o glorioso ideal de Deus. E confessou-se como sendo um homem pecador, alguém que necessitava do Messias!

Qual era a esperança de salvação de Daniel? "Porque não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados nas nossas justiças, mas nas Tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve! Ó Senhor, perdoa!" Daniel 9:18 e 19

Daniel depositou a sua paz na Bíblia, segura Palavra de Deus como o Farol que nunca se extingue, que guiará os fiéis ao Porto Seguro. Confiou que apenas a pura misericórdia nos qualificará para o Céu.

Está a nossa esperança ancorada na Palavra de Deus? Então podemos estar certos que o Messias em breve voltará, numa noite que brilhará como o sol do meio-dia, com milhares dos Seus anjos, ficará nas nuvens do Céu, para que todo o mundo, todo o Universo O veja. Os Seus anjos virão ao nosso encontro para nos levar aos pés de Jesus, e subir com Ele para a morada do Pai.

José Carlos Costa, pastor

terça-feira, 4 de março de 2014

A Bíblia sobre: Casamento, Divórcio e Recasamento

À luz do recente e extravagante casamento real entre o príncipe William e a plebeia Kate Middleton, muitos ainda se lembram do casamento do milénio: De Diana Spencer com o príncipe Charles.

Amplamente anunciada como uma história de conto de fadas de uma menina bonita que se casa com um príncipe, o casamento real foi transmitido para todo o mundo com uma audiência de 750 milhões de telespectadores, enquanto 600 mil pessoas tomavam as ruas apenas para terem um vislumbre de Diana a caminho da cerimónia.

Diana usou um vestido caro, e a lista de convidados era composta pelos cidadãos mais ricos e famosos do mundo.

Era uma imagem maravilhosa de esperança e promessa, mas um casamento luxuoso não faz dele um casamento amoroso. Como todos sabemos, dentro de uma década o “casamento do milénio” desemaranhou-se em somente mais um matrimónio miserável que terminou em histórias sórdidas de infidelidade e divórcio. O que o tornava ainda mais triste era que Diana tinha vindo de um lar desfeito. Sua mãe se divorciara de seu pai quando Diana era muito jovem. No dia em que a mãe de Diana saiu de casa, ela disse para sua filhinha: “Estarei de volta muito em breve.”

“Muito em breve” acabou resultando em nunca, e esse acontecimento marcou profundamente Diana pelo resto de sua breve vida. De fato, depois do primeiro encontro de Diana com o príncipe Charles, que ao que parece saía de fato com sua irmã naquele tempo, ela contou às amigas que ia casar-se com ele. Suas amigas lhe perguntaram como ela poderia saber isso. Diana respondeu: “É porque ele é o único homem no planeta que não teria permissão para se divorciar de mim.”

Infelizmente, nenhuma promessa humana, sabedoria, ou posses podem manter um casamento; o pecado infectou as nossas vidas demais para isso.

A Mais sagrada Instituição
Em 03 de janeiro de 2004, a pop star Britney Spears chocou os fãs quando impulsivamente se casou com seu amigo de infância Jason Alexander em Las Vegas.

Dentro de 55 horas o casamento estava anulado.

Spears disse: “Eu acredito na santidade do casamento, eu acredito totalmente”. Mas ela confessou: “Eu estava em Vegas, e isso tomou conta de mim, e, você sabe, as coisas saíram fora de controlo”.

Uma razão óbvia para muitas pessoas entrarem de forma imprudente em um casamento é que se ele não der certo elas podem rapidamente saltar para fora dele. Os votos solenes, eles raciocinam, são apenas uma formalidade necessária.

No entanto, a Bíblia não é omissa quanto a santidade do casamento. Como poderia ficar em silêncio quando o casamento foi criado por Deus? Devemos esperar que a Bíblia traga algumas diretrizes estritas sobre o que é permitido para cancelar um casamento. As muitas leis civis e religiosas estabelecidas para preservar o casamento existem por causa da alta prioridade da instituição.

Afinal, quão importante seria o casamento se ele pudesse ser tão facilmente dissolvido? Se você pudesse ser liberado deste pacto solene pela mais trivial das razões, então o casamento em si seria trivial e, como nós já observamos, é exatamente isso que está acontecendo em nossa cultura porque está fácil escapar dele.

A salvação também é um pacto sagrado. Poderíamos ter motivos para nos preocupar, se Deus honrasse a sua aliança para nos salvar da mesma forma que muitas pessoas nestes dias honram seus votos matrimoniais.

Fort Knox é um dos locais mais vigiados na América do Norte. Por quê? Porque os seus cofres contém cerca de 4.600 toneladas de lingotes de ouro. No entanto, mercearias não são construídas como pequenas fortalezas, com paredes grossas, guardas armados, e complicados cofres para proteger uma goma de mascar. O valor do que está dentro de um local muitas vezes é melhor revelado pelo nível de segurança que o protege.

É a mesma coisa com o casamento. Deus colocou um muro formidável, uma proteção santa, em torno desta instituição, a fim de protegê-la, precisamente porque é tão valiosa, tão sagrada e tão importante. O voto de casamento não é como as crianças em um playground fazendo promessas fantasiosas. Quando um homem e uma mulher se casam, eles se comprometem um com o outro nos termos mais fortes possíveis. É um juramento solene na presença de Deus, feito para durar, enquanto os dois corações continuarem batendo. “pois o que tu, Senhor, abençoas, abençoado está para sempre”.” (1 Crónicas 17:27 NVI).”

Compromisso Condicional?
Joseph Campbell disse: “Um casamento é um compromisso com aquilo que você é. Essa pessoa é literalmente a sua outra metade. E você e o outro são um. … O casamento é um compromisso de vida, e um compromisso de vida significa a principal preocupação de sua vida. Se o casamento não é a principal preocupação, você não está casado.”

Mas e se você está completamente convencido que se casou com a pessoa errada? Será que o voto precisa realmente ser mantido? O Salmo 15:1 diz “Senhor, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte?”. Em outras palavras, quem há-de ir para o céu? Parte da resposta é encontrada no versículo 4: “…aquele que jura com dano seu, e contudo não muda”. Ele está falando sobre uma pessoa que

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A PODEROSA MENSAGEM DA CRUZ


Lucas 23:32-33
Estamos diante de uma cena de indescritível tristeza e horror.

Do lado de fora de Jerusalém, numa pequena colina chamada Calvário, três cruzes; e nelas três homens, diante de uma verdadeira multidão possuída de uma fúria selvagem e fanática, ali estava Ele sofrendo toda a humilhação e toda a dor que este tipo de morte era capaz de proporcionar.

E era justamente por causa de seus efeitos sobre o corpo e a reputação do indivíduo que a crucificação representava a mais dolorosa a mais cruel e humilhante forma de execução que havia.

1) AS ORIGENS DA CRUCIFICAÇÃO

a. As origens da crucificação são um tanto desconhecidas, mas ela acabou sendo adoptada por todos os povos antigos, sobretudo pelos romanos, costumavam empregar este método para executar escravos, rebeldes prisioneiros de guerra, e os piores tipos de criminosos, e embora não exista muitas informações históricas sobre o método da crucificação em sí, o que sabemos já é suficiente para provocar em nós a mais completa repulsa, diante de castigo tão bárbaro, depois de pronunciada a sentença, o primeiro passo era submeter o condenado a um açoite tão violento que muitos não resistiam e ali mesmo morriam amarrados ao posto do suplício, enquanto o se corpo era dilacerado pelos impiedosos golpes que recebiam. Na maioria das vezes porém, era apenas o inicio do sofrimento.

b. O passo seguinte era colocar a pesada cruz de madeira sobre os ombros já feridos e ensanguentados do condenado e fazer com que ele carregasse até ao local da sua execução que ficava do lado de fora da cidade.

c. Ao chegar a este lugar, era completamente despidos e deitados sobre a cruz para que as mãos e pés pudessem ser pregados. A descoberta recente dos ossos de um homem crucificado no mesmo período de Jesus levanta a possibilidade que talvez as pernas fossem juntas e torcidas e então fixadas à cruz por meio de um único prego que atravessava os dois calcanhares. Sabe-se também que os homens eram crucificados de costas para a cruz, olhando para os espectadores, enquanto as mulheres o eram com o rosto voltado para a cruz. A cruz era então levantada e deixada cair com força num buraco no solo o que fazia com que as carnes feridas rasgassem com o balanço do corpo. Para que o corpo não caísse porém, um pequeno pedaço de madeira fixado no meio da cruz, servia de assento para a vítima, que ali era deixada a morrer de fome de dor, e de exaustão.

d. Este método tornava a morte bastante prolongada, raramente ocorrendo antes das trinta e seis horas, há registro de indivíduos que levaram até 08 ou 09 dias para morrer.

e. A dor logicamente era muito intensa, visto que o todo o corpo ficava sujeito a tensões, enquanto que as mãos e o pés que são uma massa de nervos perdiam pouco sangue. Depois de algum tempo, as artérias do estômago e da cabeça ficavam regurgitadas de sangue, causando uma dor de cabeça alucinante, e finalmente a febre traumática e o tétano manifestavam-se.

f. Na maior parte do tempo o indivíduo permanecia consciente, sentia minuto a minuto toda intensidade da

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Felizes para Sempre

O título é “E Viveram Felizes Para Sempre”. Não é assim que os contos de fada terminam? O conhecido escritor cristão Chuck Swindoll escreve uma história sobre uma menina de 4 anos que tinha ouvido na escola infantil a história da Branca de Neve.

            A Suzie ao chegar a casa de regresso da escola e contou a história à mãe. Com os olhos muito abertos e depois de narrar como o príncipe encantador chegou montado no seu lindo cavalo branco e beijou a Branca de Neve trazendo-a novamente à vida, a Suzie perguntou sonoramente:

            - Mãe sabes o que aconteceu?
            - Bem, eu sei –respondeu a mãe  – Eles viveram felizes para sempre.
            - Não! - foi a resposta com um franzir de testa. - Eles casaram-se” (p. 39).

            Um comentário que revela muito discernimento e proferido pelos inocentes lábios de uma criança de quatro anos, não é? O casar-se e o viver felizes para sempre, necessariamente não são sinónimos! Já chegamos à conclusão de que essas palavras não possuem o mesmo significado.

            Consideremos o casamento do conto de fadas do Príncipe Charles e da Princesa Diana. A jovem e nobre Diana Frances Spencer, filha de pais divorciados, e vinda de uma infância infeliz, apaixonou-se pelo solteiro mais cobiçado do mundo, um príncipe encantador e bonitão. No dia 29 de julho de 1981, mais de 1 bilião de pessoas, em 74 países viram pela televisão esse magnífico espetáculo: “O Casamento do Século”. Quando o casal real parou diante do Arcebispo de Canterbury, Robert Runcie, o mundo inteiro ouviu-o proferir a bênção sobre o Príncipe e a futura Princesa. Este é um trecho do sermão:
                        “Eis uma espécie do conto de fadas: O Príncipe e a Princesa no dia do casamento! No entanto, os contos de fadas normalmente acabam aqui com a frase: ‘E Viveram Felizes para Sempre’. Talvez isto se deva ao fato de as histórias dos contos de fadas considerarem o casamento como um anticlímax, depois do romance do namoro”

            Pouco tempo depois o mundo sabia que o casamento celebrado naquele dia, em Londres, iria de fato tornar-se exatamente no que o ministro disse que não se tornaria: “um anticlímax depois do romance do