domingo, 16 de março de 2014

A ESPERANÇA

Bom dia a todos!
PRECE:
A Igreja Adventista do Sétimo Dia teve em Angola, no Bongo, um grande hospital que serviu milhares e milhares de pessoas ao longo de décadas. Foi certamente um dos hospitais mais famosos deste País. Entretanto, e em consequência da guerra, este centro hospitalar foi desactivado. Em 1993, numa das minhas viagens a Huambo, tomei a firme decisão de ir visitar o que restava daquele hospital.

Visitei as instalações. Impressionou-me ver o bloco operatório completamente destruído, e todos os outros edifícios encontravam-se completamente vazios. Senti tristeza, mas pude imaginar quantas pessoas terão entrado ali sem esperança de vida e deixaram aquele hospital com uma esperança renovada!

Chegou a hora de iniciarmos a viagem de regresso. A noite caía depressa. Tínhamos feito uns 5 km, quando o motor começou a dar sinais de que alguma coisa não funcionava. Alguns dos meus companheiros começaram a dar alguns sinais de intranquilidade. De repente as luzes dos faróis apagaram-se e o motor deixou de trabalhar. Olhámos uns para os outros como numa interrogação surda: “E agora?”

Olhei para fora e vi alguns agricultores que voltavam do cultivo das suas terras com os seus utensílios, entre os quais grandes catanas. Senti um certo calafrio na espinha. Saí, recorrendo aos meus conhecimentos de mecânico, fui limpando o distribuidor, os bornes da bateria, e orava ao Senhor Deus para nos ajudar. Enquanto isso, os meus colegas estavam dentro da cabina fazendo gestos para me despachar. No clarão da linda África, podia olhar as montanhas e ver silhuetas de pessoas que me olhavam certamente com muita curiosidade.

Finalmente, fiz sinal para que dessem à chave de ignição. O motor começou a trabalhar como novo e os faróis iluminavam o caminho, como nunca antes. Sentimos uma imensa alegria e foi motivo de conversa até chegarmos a Huambo que dista 60 km do Bongo.

A humanidade está também a percorrer a parte mais agitada e difícil do percurso da sua existência; e tem de fazê-lo, de noite, quando reinam as trevas e a confusão! Mil problemas, que surgem nas sombras, podem produzir desastrosos acidentes, seja na vida colectiva dos povos, ou na experiência pessoal.

Assistimos ao cumprimento profético traçado por Isaías há mais de 7 séculos antes de Cristo, quando disse: “Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos.” Isaías 60:2

Há desorientação na vida, tanto social, política e económica. Os governantes acusam-se uns aos outros!

Nos dias 16 e 17 de Agosto de 1987, aconteceu algo estranho no Monte Shasta, Califórnia. Era o som de uma ladainha que aumentava e diminuía sobre os montes. Mais de 5 mil pessoas estendiam os braços em direcção ao sol nascente, de mãos dadas, formando um círculo.

Acontecimentos invulgares não são novidade na Califórnia. Chamaram a este evento a "Convergência Harmónica". Por todo o mundo, naquele domingo, os fiéis da "Nova Era" reuniram-se em 36 locais que consideram sagrados, como o Grand Canyon, as Pirâmides do Egipto, o monte Fuji no Japão. Reuniram-se para dar as boas vindas à Nova Era de paz e amor. 

Os seguidores da Nova Era estudam as antigas profecias dos índios norte-americanos, ligando-as ao culto do sol dos maias, dos astecas e dos antigos egípcios. Concluíram que naquele domingo e segunda-feira, 16 e 17 de Agosto de 1987, um alinhamento especial dos planetas e constelações iria acontecer e produziria energia purificadora no nosso planeta. Esta era para eles a primeira vez em 23.412 anos que os céus se colocariam numa posição tão abençoada.

Emile Canning, líder do grupo Nova Era, tinha-os convidado para que naqueles dias se reunissem. Leio as suas palavras: "144 mil dançarinos do sol para trazerem a Nova Era. Estes dois dias resultarão em paz mundial e na diminuição das catástrofes."

Naqueles dois dias, mais do que os 144 mil dançarinos exigidos, se reuniram nas 32 montanhas sagradas. Mas as suas esperanças para uma Nova Era fracassaram. As guerras não pararam de aumentar. Desde então, e naquela mesma noite, o voo 255 da Northwest caiu em Detroit. Foi considerado o segundo pior desastre aéreo na história dos Estados Unidos.

O fim-de-semana passou também sem o aparecimento em massa de discos voadores como os dirigentes tinham predito. As danças, e o estender as mãos para o sol, tinha um segundo sentido: era dar as mãos aos espíritos. Desta maneira pretendiam comunicar com personalidades famosas já falecidas e que viriam revelar planos através dos médiuns. Mas o que mais esperavam não aconteceu: o Apóstolo João, o discípulo amado, faria ouvir a voz através dum médium chamado Jerry Bowman.

Eu creio que muita desta gente era bem-intencionada. Eu creio que muita desta gente queria acreditar, queria ver, desejava ouvir o apóstolo João. Eu creio que no coração do homem há um desejo profundo: ouvir a voz de Jesus! Por isso Ele deixou esta promessa: "Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também." João 14:1-3

Que maravilhosa promessa! Viver uma vida de paz, uma vida eterna! Ter o Senhor Jesus Cristo para sempre! Sim, com a Sua vinda começará uma Nova Era, como explica a Bíblia. Começa com a vinda de Cristo em poder e glória!

A Bíblia é suficientemente poderosa para nos iluminar e permitir reencontrar o caminho, a estrada da vida e da paz! O salmista disse: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para o meu caminho.” Salmo 119:105

Assim como os faróis potentes de um automóvel dissipam com os seus poderosos raios luminosos a escuridão da noite e permitem que se viaje com a mesma segurança que de dia, também a luz inextinguível que irradia deste farol majestoso, a Bíblia, dissipa as trevas da incerteza, soluciona as incógnitas do ser humano e mostra um caminho de esperança face às dificuldades deste mundo. Um caminho que conduz a um eterno destino de glória!

Nas páginas maravilhosas da Bíblia, revela-se a natureza e as características de Deus, como Criador supremo e Pai amoroso; a origem e a essência do homem; o objectivo da vida; o destino glorioso da humanidade remida. Está aqui!

A Bíblia estabelece a mais admirável e perfeita classificação dos valores; dá o primeiro lugar ao problema essencial do homem; a sua relação com Deus, salienta a imutabilidade dos valores morais revelados na Lei de Deus, apresenta o programa divino para uma vida feliz, na vida conjugal, na dieta alimentar e assegura-nos a felicidade eterna.

Foi Jesus que o disse: “Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.” João 5:39

A Bíblia é a base inamovível da nossa fé, é o documento fundamental do Cristianismo. Não há cristãos sem Cristo, nem doutrina cristã sem a Bíblia.

O apóstolo Pedro, ao falar da profecia das Sagradas Escrituras, declara: “Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” II Pedro 1:20,21

Um dia, Daniel estava muito preocupado: "No primeiro ano do seu reinado (rei Dario), eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos." Daniel 9:2
Uma profecia anterior a Daniel dizia que o exílio em Babilónia seria de 70 anos. Assim que este tempo terminasse, Deus prometia, de acordo com Jeremias 27:22: "Então os farei subir, e os tornarei a trazer a este lugar."

Mas alguma coisa parecia estar errada aos olhos de Daniel, embora faltassem ainda 2 anos para o fim dos 70 anos. Eram anos literais, e já tinham passado 68. Mas o caminho de regresso para o seu povo não se abria. O que é que se passava?

Daniel levou a sua perplexidade diante de Deus: "E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, com jejum, e saco e cinza." Daniel 9:3

Por que razão Daniel estava tão preocupado? Deus tinha dito 70 anos: uma promessa mais do que garantida! Ou não?

Daniel estava preocupado, porque havia uma condição para Deus intervir na libertação. Uma condição requerida por Deus. Sem o cumprimento desta o Senhor não podia intervir!

Os exilados deviam cumprir a sua parte no acordo que Deus fez com eles. Por isso lemos: "E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos." Daniel 9:4

Deus mantém o Seu pacto e a Sua Palavra de forma fiel e imutável, sem nada acrescentar ou retirar com aqueles que cumprem a aliança. Daniel estava preocupado não com Deus. Ele conhecia Deus e conhecia o povo e receava que este, em consequência da infidelidade, não retornasse a Jerusalém, apesar de estar próximo o cumprimento da profecia dos 70 anos. 

Todo o pacto é uma sociedade, um acordo entre duas partes com condições para ambas cumprirem. Como o casamento, por exemplo. Os noivos caminham pela igreja e ficam diante do pastor para fazer os votos. Ambos fazem um pacto entre si. Concordam em aceitar e obedecer aos princípios que regem um casamento cristão. O pacto pode deixar de ter valor, se um deles for infiel à aliança!

Exactamente como o concerto entre o Senhor e a nação judaica. Daniel conhecia Deus e sabia como Ele abençoa e é fiel, mas não tinha a mesma certeza em relação ao povo!

Daniel tinha outra preocupação: ele não sabia o que significavam aquelas 70 semanas. Estas, ele sentia que não eram literais, mas simbólicas. Era um sonho dado por Deus enquanto dormia. Sabia que estavam relacionadas com o Povo de Deus, com Israel, mas não compreendia o significado!

A Palavra de Deus é sempre límpida, como límpido é o carácter de Deus. Mas é preciso estar muito perto de Deus para compreender a Sua Palavra e o Seu lindo carácter. Por isso, Daniel orava e estava ainda a orar quando o anjo Gabriel chegou do Céu com boas notícias: "Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido." Daniel 9:22

Gabriel começou a explicar: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos." Daniel 9:24

Deus não tinha abandonado o Seu povo apesar dos seus pecados. Eles retornariam a Jerusalém em cumprimento da profecia de Jeremias. E Deus tinha determinado uma oportunidade especial, uma oportunidade única, uma segunda oportunidade para o povo de Israel continuar a ser o Seu povo particular. Deviam, no entanto, aceitar a aliança que Deus propunha. Deus faz sempre aliança com cada homem e mulher que O aceitam, uma aliança de fidelidade.

Deus dava um período de 70 semanas. Isto era o tempo para que Israel se preparasse para receber o Messias, que faria "a reconciliação pela iniquidade" e "traria a justiça eterna".

A promessa relacionava-se com o que se passou no Calvário naquela escura tarde de sexta-feira. Vemos Jesus na cruz, cumprindo a Sua promessa de concerto, feita em Daniel 9, de fazer a expiação pela iniquidade. Com o Seu último fôlego brada: "Está consumado". Missão impossível cumprida!

Jesus triunfou sobre o pecado e trouxe a justificação eterna. Agora, através do Calvário, podemos ser aceites por Deus, através da fé pelo pacto de salvação. Temos o remédio do Céu para o problema do pecado sobre o qual Daniel orou e que podia impossibilitar a libertação do povo Judeu do exílio, e pode impedir a salvação a todo o cristão que não cumpra a sua parte do contrato. Daniel 9 é uma emocionante previsão da salvação em Cristo. Há um tempo de profecia que indica exactamente quando Jesus apareceria como o Messias:

"Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas." Daniel 9:25

Um período de tempo de 7 semanas mais 62 semanas, totalizando 69 semanas. O ponto de partida seria uma ordem especial para reconstruírem Jerusalém, que tinha sido devastada durante a invasão Babilónica. Essas 69 semanas que se estenderiam da época dessa ordem, até à Unção de Jesus!

A tradução da palavra "semanas" significa literalmente "grupos de sete". E isso pode ser uma unidade de 7 dias ou uma unidade de 7 anos. Quando observamos com atenção Daniel 9, fica claro que temos ali um período de profecia com 69 unidades de 7 anos cada, totalizando 483 anos.

Assim, essa profecia previu que 483 anos separariam a época em que Jerusalém seria reconstruída e a época em que o Messias apareceria.

Deixem-me abrir um espaço para vos convidar, para estarem todos logo à noite. Tragam os vossos amigos e familiares. Falaremos e veremos a cerimónia em que Jesus foi ungido.

Para Daniel não era difícil saber o início do período da profecia. A dificuldade era saber quando seria o fim da profecia. E isto agora era importante para ele, que toda a sua vida tinha esperado o Libertador, o Messias, o verdadeiro Príncipe! A data do começo da profecia seria a ordem oficial da libertação. Ele era o primeiro-ministro, estaria a par dessa data. A sua preocupação era que o seu povo fosse infiel, e Deus tivesse que postergar a data.

Graças a Deus, pela Sua misericórdia, a data da libertação foi mesmo depois do cumprimento dos 70 anos de cativeiro, ou seja, como está no livro de Esdras que regista o decreto no sétimo ano do rei persa, Artaxerxes, e a história diz que foi em 457 a.C.

Essa data já foi confirmada pelas modernas descobertas arqueológicas, um facto reconhecido por muitos estudiosos da Bíblia. A mundialmente famosa Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia, por exemplo, apoia 457 a.C. como o ponto de partida do início da profecia de Daniel 9. Este livro recente, publicado pela Zondervan, explica como a profecia se desdobra. Observemos com atenção:

"Tendo o decreto de 457, dado a Esdras para a reconstrução de Jerusalém, tomado como... o princípio dos... 483 anos, chegamos ao ano exacto do aparecimento de Jesus de Nazaré como o Messias (ou Cristo): 483 menos 457 leva-nos ao ano 26 d.C.

Considerando-se que um ano é acrescido quando se passa de 1 a.C. a 1 d.C. (não existe um ano zero), na realidade chegamos ao ano 27 d.C. – uma impecável precisão no cumprimento desta antiga profecia." Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia

Temos a prova matemática de que Jesus é o Messias! Em 27 d.C., o próprio ano predito em Daniel 9, Jesus foi ungido como o Messias no baptismo. Ao descer sobre Ele o Espírito Santo e ao receber o testemunho do Pai, “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo”. E Gabriel diz a Daniel que com este acontecimento: "O tempo está cumprido."

Quando Jesus começou os Seus milagres, os líderes religiosos continuamente tentaram matá-Lo. Mas Jesus escapava porque não estava cumprido o tempo para o sacrifício supremo, a imolação como Cordeiro de Deus. É o que diz João 7:30: "Procuravam pois prendê-lo, mas ninguém lançou mão dele, porque ainda não era chegada a sua hora."

Havia uma data especial para Cristo ser imolado? Sim, havia um calendário com contagem regressiva até ao Calvário. Na noite antes de morrer, Jesus orou: "Pai, é chegada a hora." Foi o tempo exacto predito em Daniel 9, exactamente no meio da última semana. No princípio da semana Jesus tinha sido baptizado, a meio dela Ele expiaria os pecados: Daniel 9:27 "...E na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares."

É exactamente quando terminaram os sacrifícios e ofertas pelos pecados através da Sua morte. O véu do templo rasgou-se em dois: demonstração clara de que não eram necessários mais sacrifícios, nem cerimónias levíticas no templo dos judeus.

Desta maneira, o Calvário aconteceu na data profetizada, em 31 d.C.: três anos e meio depois do baptismo de Jesus. Uma prova positiva de que Jesus é exactamente quem afirmou ser, o Messias, o Cordeiro de Deus! Não é de admirar que milhares de judeus têm depositado a fé em Jesus como o Messias ao compreenderem esta profecia de Daniel 9.

Em Israel existem muitas igrejas Adventistas compostas por Judeus, que aceitaram a Jesus e a chave da compreensão é sempre esta profecia da Palavra de Deus. Muitos judeus nos Estados Unidos, no Brasil e em muitas partes do mundo continuam a ter como ESPERANÇA a Bíblia e as profecias, tal como nós!

É interessante que Jesus tenha escolhido o número "70 vezes 7" para ilustrar quantas vezes deveríamos ter misericórdia daqueles que nos ferissem. Teria Ele em mente o tempo da profecia de Daniel "70 vezes 7", os anos de misericórdia de Deus para com a nação de Israel? Bem, não sabemos! Mas obriga-nos a pensar. Não acham?

Chegamos ao ano em que Jesus foi crucificado, 31 d.C. Porém, a septuagésima semana não terminou com a morte de Cristo. Três anos e meio adicionais permaneceram após o "meio da semana". Isso leva-nos do Calvário, início de 31 d.C., até 34 d.C.: o fim daquelas "70 semanas" de oportunidade dadas à nação judaica em Daniel 9:24.

Portanto, Deus manteve a Sua promessa no concerto e enviou Jesus como o Messias.

Agora, a questão crucial é: que resposta deu o povo judeu a Deus depois da morte do Messias no ano 31 d.C? Como passaram eles os últimos três anos e meio do tempo concedido pelo concerto? A perseguir e matar aqueles que foram fiéis e a rejeitar a promessa de concerto e de Nova Aliança.

Querido irmão, irmã, queridos amigos, já aceitaram a Nova Aliança? Se o não fizeram, a vossa vida está em perigo eterno!

Porque Deus não Se deixou escarnecer pelo povo Judeu, da mesma maneira não Se deixará escarnecer depois de nos ter dado tantas e tantas oportunidades!

O apóstolo Paulo diz o seguinte: "De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa." Gálatas 3:9,29

Sem a fé no Messias, o concerto de vida eterna com Deus não pode ser cumprido. Não o foi com a nação Judaica, não o será connosco.

Daniel confessa os seus pecados: "Temos pecado e procedido impiamente." Daniel 9:15

O que é que Daniel estava a dizer ao confessar-se como um pecador? Não encontramos um só pecado que Daniel tenha cometido, nem uma só vez. Com certeza que teve os seus momentos de fraqueza. Mas até os seus inimigos invejosos, não viam nada reprovável na sua conduta. Podemos de facto ficar admirados com esta oração! Mas não podemos esquecer a palavra do profeta que diz: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia." Isaías 64:6

Apesar de Daniel não ter nada em particular para se arrepender, ele sabia que tinha falhado em alcançar o glorioso ideal de Deus. E confessou-se como sendo um homem pecador, alguém que necessitava do Messias!

Qual era a esperança de salvação de Daniel? "Porque não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados nas nossas justiças, mas nas Tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve! Ó Senhor, perdoa!" Daniel 9:18 e 19

Daniel depositou a sua paz na Bíblia, segura Palavra de Deus como o Farol que nunca se extingue, que guiará os fiéis ao Porto Seguro. Confiou que apenas a pura misericórdia nos qualificará para o Céu.

Está a nossa esperança ancorada na Palavra de Deus? Então podemos estar certos que o Messias em breve voltará, numa noite que brilhará como o sol do meio-dia, com milhares dos Seus anjos, ficará nas nuvens do Céu, para que todo o mundo, todo o Universo O veja. Os Seus anjos virão ao nosso encontro para nos levar aos pés de Jesus, e subir com Ele para a morada do Pai.

José Carlos Costa, pastor

terça-feira, 4 de março de 2014

A Bíblia sobre: Casamento, Divórcio e Recasamento

À luz do recente e extravagante casamento real entre o príncipe William e a plebeia Kate Middleton, muitos ainda se lembram do casamento do milénio: De Diana Spencer com o príncipe Charles.

Amplamente anunciada como uma história de conto de fadas de uma menina bonita que se casa com um príncipe, o casamento real foi transmitido para todo o mundo com uma audiência de 750 milhões de telespectadores, enquanto 600 mil pessoas tomavam as ruas apenas para terem um vislumbre de Diana a caminho da cerimónia.

Diana usou um vestido caro, e a lista de convidados era composta pelos cidadãos mais ricos e famosos do mundo.

Era uma imagem maravilhosa de esperança e promessa, mas um casamento luxuoso não faz dele um casamento amoroso. Como todos sabemos, dentro de uma década o “casamento do milénio” desemaranhou-se em somente mais um matrimónio miserável que terminou em histórias sórdidas de infidelidade e divórcio. O que o tornava ainda mais triste era que Diana tinha vindo de um lar desfeito. Sua mãe se divorciara de seu pai quando Diana era muito jovem. No dia em que a mãe de Diana saiu de casa, ela disse para sua filhinha: “Estarei de volta muito em breve.”

“Muito em breve” acabou resultando em nunca, e esse acontecimento marcou profundamente Diana pelo resto de sua breve vida. De fato, depois do primeiro encontro de Diana com o príncipe Charles, que ao que parece saía de fato com sua irmã naquele tempo, ela contou às amigas que ia casar-se com ele. Suas amigas lhe perguntaram como ela poderia saber isso. Diana respondeu: “É porque ele é o único homem no planeta que não teria permissão para se divorciar de mim.”

Infelizmente, nenhuma promessa humana, sabedoria, ou posses podem manter um casamento; o pecado infectou as nossas vidas demais para isso.

A Mais sagrada Instituição
Em 03 de janeiro de 2004, a pop star Britney Spears chocou os fãs quando impulsivamente se casou com seu amigo de infância Jason Alexander em Las Vegas.

Dentro de 55 horas o casamento estava anulado.

Spears disse: “Eu acredito na santidade do casamento, eu acredito totalmente”. Mas ela confessou: “Eu estava em Vegas, e isso tomou conta de mim, e, você sabe, as coisas saíram fora de controlo”.

Uma razão óbvia para muitas pessoas entrarem de forma imprudente em um casamento é que se ele não der certo elas podem rapidamente saltar para fora dele. Os votos solenes, eles raciocinam, são apenas uma formalidade necessária.

No entanto, a Bíblia não é omissa quanto a santidade do casamento. Como poderia ficar em silêncio quando o casamento foi criado por Deus? Devemos esperar que a Bíblia traga algumas diretrizes estritas sobre o que é permitido para cancelar um casamento. As muitas leis civis e religiosas estabelecidas para preservar o casamento existem por causa da alta prioridade da instituição.

Afinal, quão importante seria o casamento se ele pudesse ser tão facilmente dissolvido? Se você pudesse ser liberado deste pacto solene pela mais trivial das razões, então o casamento em si seria trivial e, como nós já observamos, é exatamente isso que está acontecendo em nossa cultura porque está fácil escapar dele.

A salvação também é um pacto sagrado. Poderíamos ter motivos para nos preocupar, se Deus honrasse a sua aliança para nos salvar da mesma forma que muitas pessoas nestes dias honram seus votos matrimoniais.

Fort Knox é um dos locais mais vigiados na América do Norte. Por quê? Porque os seus cofres contém cerca de 4.600 toneladas de lingotes de ouro. No entanto, mercearias não são construídas como pequenas fortalezas, com paredes grossas, guardas armados, e complicados cofres para proteger uma goma de mascar. O valor do que está dentro de um local muitas vezes é melhor revelado pelo nível de segurança que o protege.

É a mesma coisa com o casamento. Deus colocou um muro formidável, uma proteção santa, em torno desta instituição, a fim de protegê-la, precisamente porque é tão valiosa, tão sagrada e tão importante. O voto de casamento não é como as crianças em um playground fazendo promessas fantasiosas. Quando um homem e uma mulher se casam, eles se comprometem um com o outro nos termos mais fortes possíveis. É um juramento solene na presença de Deus, feito para durar, enquanto os dois corações continuarem batendo. “pois o que tu, Senhor, abençoas, abençoado está para sempre”.” (1 Crónicas 17:27 NVI).”

Compromisso Condicional?
Joseph Campbell disse: “Um casamento é um compromisso com aquilo que você é. Essa pessoa é literalmente a sua outra metade. E você e o outro são um. … O casamento é um compromisso de vida, e um compromisso de vida significa a principal preocupação de sua vida. Se o casamento não é a principal preocupação, você não está casado.”

Mas e se você está completamente convencido que se casou com a pessoa errada? Será que o voto precisa realmente ser mantido? O Salmo 15:1 diz “Senhor, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte?”. Em outras palavras, quem há-de ir para o céu? Parte da resposta é encontrada no versículo 4: “…aquele que jura com dano seu, e contudo não muda”. Ele está falando sobre uma pessoa que

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A PODEROSA MENSAGEM DA CRUZ


Lucas 23:32-33
Estamos diante de uma cena de indescritível tristeza e horror.

Do lado de fora de Jerusalém, numa pequena colina chamada Calvário, três cruzes; e nelas três homens, diante de uma verdadeira multidão possuída de uma fúria selvagem e fanática, ali estava Ele sofrendo toda a humilhação e toda a dor que este tipo de morte era capaz de proporcionar.

E era justamente por causa de seus efeitos sobre o corpo e a reputação do indivíduo que a crucificação representava a mais dolorosa a mais cruel e humilhante forma de execução que havia.

1) AS ORIGENS DA CRUCIFICAÇÃO

a. As origens da crucificação são um tanto desconhecidas, mas ela acabou sendo adoptada por todos os povos antigos, sobretudo pelos romanos, costumavam empregar este método para executar escravos, rebeldes prisioneiros de guerra, e os piores tipos de criminosos, e embora não exista muitas informações históricas sobre o método da crucificação em sí, o que sabemos já é suficiente para provocar em nós a mais completa repulsa, diante de castigo tão bárbaro, depois de pronunciada a sentença, o primeiro passo era submeter o condenado a um açoite tão violento que muitos não resistiam e ali mesmo morriam amarrados ao posto do suplício, enquanto o se corpo era dilacerado pelos impiedosos golpes que recebiam. Na maioria das vezes porém, era apenas o inicio do sofrimento.

b. O passo seguinte era colocar a pesada cruz de madeira sobre os ombros já feridos e ensanguentados do condenado e fazer com que ele carregasse até ao local da sua execução que ficava do lado de fora da cidade.

c. Ao chegar a este lugar, era completamente despidos e deitados sobre a cruz para que as mãos e pés pudessem ser pregados. A descoberta recente dos ossos de um homem crucificado no mesmo período de Jesus levanta a possibilidade que talvez as pernas fossem juntas e torcidas e então fixadas à cruz por meio de um único prego que atravessava os dois calcanhares. Sabe-se também que os homens eram crucificados de costas para a cruz, olhando para os espectadores, enquanto as mulheres o eram com o rosto voltado para a cruz. A cruz era então levantada e deixada cair com força num buraco no solo o que fazia com que as carnes feridas rasgassem com o balanço do corpo. Para que o corpo não caísse porém, um pequeno pedaço de madeira fixado no meio da cruz, servia de assento para a vítima, que ali era deixada a morrer de fome de dor, e de exaustão.

d. Este método tornava a morte bastante prolongada, raramente ocorrendo antes das trinta e seis horas, há registro de indivíduos que levaram até 08 ou 09 dias para morrer.

e. A dor logicamente era muito intensa, visto que o todo o corpo ficava sujeito a tensões, enquanto que as mãos e o pés que são uma massa de nervos perdiam pouco sangue. Depois de algum tempo, as artérias do estômago e da cabeça ficavam regurgitadas de sangue, causando uma dor de cabeça alucinante, e finalmente a febre traumática e o tétano manifestavam-se.

f. Na maior parte do tempo o indivíduo permanecia consciente, sentia minuto a minuto toda intensidade da

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Felizes para Sempre

O título é “E Viveram Felizes Para Sempre”. Não é assim que os contos de fada terminam? O conhecido escritor cristão Chuck Swindoll escreve uma história sobre uma menina de 4 anos que tinha ouvido na escola infantil a história da Branca de Neve.

            A Suzie ao chegar a casa de regresso da escola e contou a história à mãe. Com os olhos muito abertos e depois de narrar como o príncipe encantador chegou montado no seu lindo cavalo branco e beijou a Branca de Neve trazendo-a novamente à vida, a Suzie perguntou sonoramente:

            - Mãe sabes o que aconteceu?
            - Bem, eu sei –respondeu a mãe  – Eles viveram felizes para sempre.
            - Não! - foi a resposta com um franzir de testa. - Eles casaram-se” (p. 39).

            Um comentário que revela muito discernimento e proferido pelos inocentes lábios de uma criança de quatro anos, não é? O casar-se e o viver felizes para sempre, necessariamente não são sinónimos! Já chegamos à conclusão de que essas palavras não possuem o mesmo significado.

            Consideremos o casamento do conto de fadas do Príncipe Charles e da Princesa Diana. A jovem e nobre Diana Frances Spencer, filha de pais divorciados, e vinda de uma infância infeliz, apaixonou-se pelo solteiro mais cobiçado do mundo, um príncipe encantador e bonitão. No dia 29 de julho de 1981, mais de 1 bilião de pessoas, em 74 países viram pela televisão esse magnífico espetáculo: “O Casamento do Século”. Quando o casal real parou diante do Arcebispo de Canterbury, Robert Runcie, o mundo inteiro ouviu-o proferir a bênção sobre o Príncipe e a futura Princesa. Este é um trecho do sermão:
                        “Eis uma espécie do conto de fadas: O Príncipe e a Princesa no dia do casamento! No entanto, os contos de fadas normalmente acabam aqui com a frase: ‘E Viveram Felizes para Sempre’. Talvez isto se deva ao fato de as histórias dos contos de fadas considerarem o casamento como um anticlímax, depois do romance do namoro”

            Pouco tempo depois o mundo sabia que o casamento celebrado naquele dia, em Londres, iria de fato tornar-se exatamente no que o ministro disse que não se tornaria: “um anticlímax depois do romance do

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CONHECER O PAI CELESTIAL

“Nunca O conheci como um Deus de Amor”

         “Nunca O conheci como um Deus de Amor”. Esta foi a declaração daquele homem idoso no dia em que o pastor o visitou. Um leigo ativo que, por anos, havia sido o único ancião da pequena congregação. Nos tempos recentes ele estivera pregando mais e mais, visto que o distrito crescera e o pastor dependia dos anciãos para pregarem em sua ausência.

         Ele era idoso, jubilado, com tempo para dar. Por anos havia mantido a congregação sob suas asas, como se fosse sua. Era como um pai para ela, mas não um pai bondoso. Começaram a aparecer reclamações quanto a sua pregação dura do púlpito. Não apenas ele era o primeiro ancião, mas o diminuto grupo havia feito dele seu tesoureiro também. Portanto, quando os dízimos e as ofertas diminuíram em um determinado período difícil na pequena igreja, ele tirou proveito de sua posição de tesoureiro. Afrontou os membros, censurando-os por deixarem de seguir a ordem que Deus dera em Malaquias: “trazei todos os dízimos à casa do tesouro”. Ele os açoitava por sua óbvia ingratidão para com Deus, destacando o decréscimo nas ofertas voluntárias. Repetidas vezes, usou seu discurso violento contra as pessoas e sua falta de conhecimento da Bíblia, por chegarem atrasados, pelo fato de não estarem cantando com alegria e suficientemente alto. Quando o rosto os membros mostravam no semblante que estavam tristes, ele franzia e testa e os admoestava dizendo que deveriam estar sorrindo, que deveriam ser cristãos felizes para testemunharem ao mundo inteiro.

         A situação atingiu seu ponto crítico. Os membros antes assíduos na igreja, estavam notoriamente ausentes. Normalmente, os visitantes não retornavam. Alguns membros reclamavam: “Ele nunca prega a respeito do amor de Deus”. “Por favor, pastor,”  pediu uma viúva idosa, “não permita que esse homem continue pregando. Ele tem a igreja na palma da sua mão e a está apertando de tal forma que o suco lhe está correndo por entre os dedos!”

         Este foi o motivo da visita e o dia em que a história se tornou conhecida. Quando o pastor falou a respeito do desejo dos membros de ouvirem mais sermões a respeito do amor de Deus, aquele idoso ancião rompeu em lágrimas. Quase imediatamente, começou a contar a história de um menino e de seu pai. Ao que parece o menino tentara constantemente chamar a atenção de seu pai, mas era sempre desprezado. Ele nunca ouvia palavras bondosas ou de apreciação de seu pai, mesmo quando tirava boas notas na escola, mesmo quando cumpria suas tarefas fielmente. Ele desejava tanto receber um toque carinhoso, um abraço, um tapinha nas costas. Mas não, seu pai sempre o empurrava, até mesmo o chutava, dizendo-lhe para afastar-se – pois não tinha tempo para brincadeiras estúpidas. Ainda, certificava-se de que o menino fizera o dever de casa e outras tarefas.

         O pastor ouviu, ficou tocado pela história, e curioso quanto a seu objetivo e propósito. Não sabia que esta era a história do ancião! Ele nunca afirmou, mas era vidente – pela descrição íntima, pelos detalhes que ocorreram mais de setenta anos atrás, pelas lágrimas que rolavam enquanto a história era contada. Como se ele estivera presente, como se os fatos tivessem acontecidos no dia anterior, o idoso prosseguiu falando do menino e de sua triste situação, ainda usando os pronomes na terceira pessoa. Então, abruptamente, passou para a primeira pessoa: “Eles dizem que Deus é um Deus de amor. Nunca o conheci como um Deus de amor”.

Visto pelos olhos de uma criança

         Muitas coisas passaram a fazer sentido para o pastor. O velho ditado: “O que se planta se colhe”, é verdade. O ancião era o menino, que buscara desesperadamente o amor, a bondade e a afeição, e que crescera e envelhecera. A vida no lar havia moldado-lhe a visão do mundo, especialmente sua visão do mundo espiritual. ...

         Para as crianças Deus é primeiro compreendido na imagem dos pais, especialmente a do pai. Isto não é difícil de ser compreendido. Toda pessoa que é maior e mais velha e em posição de autoridade é vista pelas crianças através das lentes dos adultos mais próximos delas. Quem são os adultos a quem elas conhecem? Seus pais. Portanto, a pessoa de Deus, a criança raciocina, deve ser como minha mãe e pai. Visto que chamam a Deus de “Pai”, Ele deve ser semelhante ao pai que conhecem na terra.

         É importante que nos coloquemos e enxerguemos através dos olhos da criança. Estas são duas das afirmações mais profundas que encontramos a respeito de como as crianças chegam a conclusões a respeito de seu mundo, especialmente do mundo espiritual. A primeira é do professor de psiquiatria da Harvard, Armand Nicholi:

                  As experiências iniciais em nossa vida determinam nossa estrutura de caráter na vida adulta, o retrato interior que temos de nós mesmos, como vemos e sentimos a respeito dos outros; nosso conceito de certo e de errado, nossa capacidade de estabelecer relacionamentos íntimos, amorosos e de apoio necessários para termos nossa própria família; nossa atitude para com a

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

INTRODUÇÃO

Antes de Sua ascensão ao Céu, Cristo prometeu aos Seus discípulos que enviaria o Espírito Santo: – Atos 1:8
Essa promessa cumpriu-se por ocasião do Pentecostes (Atos 2); porém a Sra. White declara que "a grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menos manifestação do poder de Deus da que a que assinalou o seu início." (O Grande Conflito, p. 611).
Como a promessa do Espírito Santo é extensiva também aos "últimos dias" (Atos 2:17-21), muitos cristãos sinceros têm acalentado dúvidas com respeito à[s modernas manifestações "carismáticas" e "pentecostais" Seria isso o cumprimento da profecia bíblica?. . .
Para uma melhor compreensão do assunto, analisaremos qual é o verdadeiro conceito bíblico sobre a "Obra do Espírito Santo".
Basicamente, a obra do Espírito Santo pode ser dividida em dois aspectos:
(a)        A obra do Espírito Santo em chamar os pecadores ao arrependimento e neles tornar eficaz o sacrifício expiatório de Cristo. Esta obra que é de natureza universal, isto é, que o Espírito Procura efetivar em todos os seres humanos, diz respeito à salvação.
(b)       Porém aparece também um outro aspecto da Sua obra, que visa a capacitar aqueles que já se submeteram ao Seu chamado à salvação, com um poder especial, de acordo com as necessidades, para testemunhar aos outros pecadores, da salvação em Cristo. Esta é portanto uma capacitação de natureza evangelística.
E, nesta oportunidade, além de analisarmos esse duplo aspecto da obra do Espírito Santo, consideraremos também as condições para sermos cheios do Espírito Santo e também as evidências de que Ele habita em nós.

I – A  OBRA  UNIVERSAL  DO  ESPÍRITO  SANTO

A – A Sua Obra Fundamental do Mundo
a)         A missão individual do Espírito Santo no mundo é vividamente descrita nas palavras de: – Apoc. 3:20
– E o conselho divino é: "Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações. . ." (Heb. 3:15)
b)         Cristo afirmou que o Espírito Santo viria para convencer "o mundo do pecado, da justiça e do juízo" (João 16:8). Estes são aspectos cruciais da salvação.
c)         E Cristo afirmou também que o Espírito Santo viria para O glorificar: – João 16:14
d)        E mais do que isso, o Espírito Santo é também o agente regenerador (Tito 3:5) que torna eficaz o sacrifício de Cristo na vida do crente.

B – A Sua Obra em Relação à Verdade
a)         Outro aspecto da missão do Espírito Santo aparece na declaração de Cristo em: – João 16:13
b)         Esta é uma obra de santificação, pela qual o próprio Cristo orou: – João 17: 17
c)         E o salmista acrescenta: "a Tua Lei é a própria verdade" (Sal. 119:142)
d)        "O Espírito é chamado 'o Espírito da verdade', pois Sua obra é guiar os seguidores de Jesus a "toda a verdade'. Enquanto os dias passam o Espírito os guiará mais e mais profundamente no conhecimento da verdade." (Leon Morris, The Gospel According to John, p. 700).
e)         Como foi o Espírito Santo que inspirou a Bíblia, Ele jamais guiará os genuínos cristãos de maneira contrária a ela.

C – A Sua Obra não Iniciou Apenas por Ocasião do Pentecostes
a)         A Bíblia apresenta a atuação do Espírito Santo mesmo antes da semana da criação: – Gén. 1:2
b)         Inúmeras vezes é Ele mencionado no Velho Testamento. Deus mesmo prometeu aos israelitas após o êxodo: "O Meu Espírito habitará no meio de vós". (Ageu 2:5)
c)         E ainda antes do Pentecostes Cristo afirmou que o Espírito Santo já habitava nos Seus discípulos: – João 14:17
d)        Portanto, o Espírito Santo não iniciou a Sua obra apenas por ocasião do Pentecostes, como querem alguns.

II – A  OBRA  ESPECIAL  DO  ESPÍRITO  SANTO

A – Uma Capacitação Especial de Poder para Testemunhar
a)         A natureza da obra especial do Espírito Santo é bem clara na própria promessa de Cristo: – Atos 1:8
b)         Este texto declara que essa obra especial do Espírito Santo seria de natureza cristológica e evangelística – o Espírito Santo lhes concederia um poder especial para testemunharem de Cristo!

B – Os "Dons Espirituais"
a)         O apóstolo S. Paulo chama esta capacitação especial de "dons espirituais" (I Cor. 12:1).
b)         E o apóstolo Paulo não diz que esses dons são concedidos sem motivo, mas "visando um fim proveitoso" (I Cor. 12:7).
c)         Em Efésios 4:12 ele confirma a natureza evangelística dos "dons espirituais", ao declarar que eles são concedidos visando o "aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do Seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo".

C – O Dom de Línguas no Pentecostes
a)         O exemplo clássico desta capacitação especial para testemunhar de Cristo é o dom de línguas que os discípulos receberam no Pentecostes. (Atos 2).
b)         Nesta ocasião estavam em Jerusalém pessoas das mais diversas nacionalidades (Atos 2:5, 9-11), as quais, ao ouvirem o testemunho dos discípulos ser-lhes dado na sua "própria língua materna" (Atos 2:8), maravilharam-se profundamente; e o resultado para a igreja cristã foi "um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas" (Atos 2:41).
c)         Portanto a manifestação do dom de línguas no Pentecostes não tinha um fim em si mesmo, para a satisfação e orgulho pessoal dos apóstolos, mas sim um objetivo evangelístico.
d)        E o próprio apóstolo S. Paulo esclarece ainda mais este assunto ao dizer que "as línguas constituem um sinal, não para os crentes, mas para os incrédulos" (I Cor. 14:22), e ele acrescenta: – I Cor. 14:19

D – A Diversidade de Dons
a)         A Bíblia afirma ainda que "os dons são vários, mas o Espírito é o mesmo" (I Cor. 12:4), e que esses dons são concedidos a cada um individualmente, segundo apraz ao Espírito Santo (1 Cor. 12:11).
b)         Portanto não é o indivíduo que escolhe os dons que deseja possuir, pois isto é obra do Espírito Santo.
c)         A Parábola das Talentos, em Mat. 25:14-30, ilustra muito bem este princípio.

III – CONDIÇÕES  PARA  O  RECEBIMENTO  DO  ESPÍRITO  SANTO

A – Quanto ao Recebimento da Espírito Santo
a)         Uma vez que a iniciativa da nossa salvação é divina (Apoc. 3:20), a parte que nos corresponde para o recebimento do Espírito Santo é simplesmente aceitarmos o Seu convite; pois é Ele quem efetua em nós "tanto o querer como o realizar" (Filip. 2:13).
b)         Todos os impulsos de nossa parte para aceitarmos a salvação, são por Ele motivados; porém cabe a nós a decisão de os aceitar ou de os rejeitar.
c)         Mas "a todos os que aceitam a Cristo como um Salvador pessoal, o Espírito Santo vem como consolador, santificador, guia e testemunha." (Atos dos Apóstolos, p. 49).

B – Condições para que o Espírito Santo Permaneça em nós e nos capacite com poder especial para testemunharmos de Cristo:
1º) Em primeiro lugar, é necessário que nos arrependamos dos nossos pecados: – Atos 2:38
2º) É necessário crermos: – Gál 3:14
3º) É necessário que obedeçamos toda a vontade de Deus como expressa em Sua Palavra e nos Dez Mandamentos:
– Atos 5:32 ú.p.; João 14:15 e 16; Ezeq. 36:26 e 27
4º) É necessário perseverarmos em oração – Luc. 11:13; Atos 4:31
– Mas mesmo a nossa oração deve sempre ser submetida á vontade de Deus (Mat. 6:10).

C – O Batismo no Espírito Santo
a)         Biblicamente o batismo em nome de Cristo e do Espírito Santo são simultâneos: – Mat. 28:19
b)         Assim como Cristo recebeu a unção do Espírito Santo por ocasião do Seu batismo nas águas do rio Jordão, por João Batista (Mar. 1:10), todos aqueles que aceitam as boas novas da salvação devem ser batizados ao mesmo tempo "em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mat. 28:19).

D – A Busca de Milagres
a)         Cada cristão deve buscar com profundo ardor e insistência diariamente o poder regenerador e santificador do Espírito Santo na vida; porém a escolha dos "dos espirituais" não lhe cabe decidir, pois isto pertence à vontade do Espírito Santo, de acordo com as necessidades e conveniências (I Cor. 12:11).
b)         É por esse motivo que Cristo condena a busca de milagres:    – Mat. 16:4
c)         E em Seu diálogo com Tomé, Cristo valoriza a fé sem milagres, ao afirmar: – João 20:29

IV – EVIDÊNCIAS  DO  RECEBIMENTO  DO  ESPÍRITO  SANTO

A – A Operação de Milagres não é em si uma prova decisiva de que alguém possui o Espírito Santo
a)         Muito embora um cristão cheio do Espírito Santo possa receber poder para operar milagres, como ocorreu com os apóstolos por ocasião do Pentecostes, não é esta evidência decisiva de alguém possuir o Espírito Santo na vida.
b)         Cristo, com o Seu olhar profético, declarou que nos últimos dias surgiria um grande movimento de simulação da verdadeira obra do Espírito Santo:
–          Mat. 24:24
–          Mat. 7: 21-23
–          É interessante notarmos que Cristo não faz a salvação depender sobre o poder de realizar milagres, mas em fazer a vontade de Deus.
c)         A experiência ocorrida no Egito, quando os sábios de Faraó simularam os milagres que o Senhor operara através de Moisés e Arão (Êxo. 7:11), repetir-se-ia nos últimos dias:      – II Tess. 2:9-l1
d)        É por essa razão que o próprio Espírito Santo inspirou o apóstolo João a alertar os crentes a esse respeito: – João 4:1

B – A verdadeira evidência de que alguém possui o Espírito Santo
a)         Na verdade, a evidência da presença do Espírito Santo na vida de uma pessoa "é tão ampla quanto a Sua obra". (Wilson H. Endruveit. Movimento Carismático, p. 27).
b)         Cristo disse que "pelos seus frutos as conhecereis" (Mat. 7:20), e o apóstolo S. Paulo acrescenta que "o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio." (Gál. 5:22 e 23).
c)         Portanto, a evidência concreta de que alguém possui o Espírito Santo é o fato de sua vida ter sido transformada de acordo com o padrão divino, procurando conhecer e viver em conformidade com "toda a verdade" (João 16:13), pois esta é a obra do Espírito Santo.
d)        Jesus disse que os que entrarão no reino dos céus são aqueles que fazem a vontade de Deus (Mat. 7:21).
e)         A Bíblia declara que João Batista era "cheio do Espírito Santo" (Luc. 1:15), mas "não fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito d´Este era verdade" (João 10:41). E isto foi suficiente para Cristo afirmar que "entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João" (Luc. 7:28).

C – A Diversidade de Dons não Permite que Generalizemos a Obra Especial do Espírita Santo
a)         Muito embora a obra universal do Espírito Santo seja universalmente a mesma, isto não ocorre com a Sua obra especial de capacitação especial para testemunhar.
b)         Há certas pessoas que afirmam que a evidência de alguém possuir o Espírito Santo é falar em outras línguas, isto é, possuir o dom de línguas. Tal conceito, porém, é uma demonstração clara de ignorância do verdadeiro conceito bíblico sobre os "dons espirituais".
c)         A Bíblia diz que "os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo" (I Cor. 12:4), e que esses dons são distribuídos pelo Espírito a cada um, "como Lhe apraz" (I Cor. 12:11); portanto o fato de um genuíno cristão viver em plena conformidade com a vontade de Deus, mas não possuir determinado dom (como é o caso do dom de línguas), não é evidência de que ele não seja cheio do Espírito Santo.
d)        Por outro lado, o próprio fato de alguém vangloriar-se de possuir determinado dom que outra pessoa não possui, é evidência clara de que ele não está sendo guiado pelo Espírito Santo (Gál. 5:25 e 26).

CONCLUSÃO

Na verdade, aquilo que em muitos meios religiosos de nossos dias é tido como sendo obra do Espírito Santo, nada mais é do que uma simulação da Sua verdadeira obra e falta de reverência na casa de Deus.
Em nossos dias tem-se cumprido literalmente as palavras da Sra. White:
"O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos. . . . O inimigo das almas deseja estorvar esta obra; e antes que chegue o tempo para tal movimento, esforçar-se-á para impedi-la, introduzindo uma contrafação. Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito. Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender sua influência sobre o mundo cristão." (O Grande Conflito, p. 464).

Em realidade, a experiência ocorrida no Egito, quando os sábios de Faraó simularam a obra do poder divino (Êxo. 7:11), está se repetindo largamente em nossos dias.
Mas a promessa divina é que Deus há-de operar poderosamente, antes que chegue o fim. Diz a Sra. White que:
"Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentira, fazendo mesmo descer fogo do céu, á vista dos homens. (Apoc. 13:13). Assim os habitantes da Terra serão levados a decidir-se." (O Grande Conflito, p. 612).

E a característica distintiva daqueles que estarão sob a influência direta do poder do Espírito Santo, no desfecho final da grande controvérsia, reside no fato de que as suas palavras e a sua vida está em perfeita harmonia com a Palavra de Deus (Isa. 8:20).

Preparemo-nos para estar entre aqueles que darão o último e final testemunho cósmico em favor do evangelho eterno!

(Alberto Ronald Timm)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O Cântico ao Cordeiro de Deus

I – Introdução:

Jesus é o Cordeiro de Deus e por Seu sacrifício, todos os remidos O louvarão.
O Céu vive um clima de música e louvor. Esta é uma das características do Paraíso de Deus. O louvor está sempre presente na ordem do dia.
Embora por toda a eternidade passada, presente e futura, o Céu viva o clima do louvor, haverá um momento especial na história do Universo quando os redimidos vão cantar um cântico de vitória.

Será um hino de louvor ao nosso Deus e ao Cordeiro.
Será o cântico da vitória sobre o pecado, sobre este mundo e sobre Satanás. Será também um cântico de vitória sobre a morte, pois a vida florescerá para os remidos de uma maneira interminável. Começa para os remidos a vida eterna que é conferida aos vencedores. Jesus afirmou: “Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no Paraíso de Deus”. Apocalipse 2:7. “Ao vencedor dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como eu também venci e me sentei com meu pai no seu trono”. Apocalipse 3:21.

Comer da árvore da vida significa viver eternamente com o Senhor e assentar no trono com Ele significa reinar com Jesus para sempre.
Vamos ler sobre o Cântico do Cordeiro no livro de Apocalipse 15:2-4. (Ler o texto).
Se compararmos este texto que retrata o Cântico do Cordeiro, com o que está escrito em Apocalipse 7:9-14, vamos ter uma visão mais ampla dos que estarão no mar de vidro cantando o Cântico do Cordeiro.

I I – Cântico dos Vencedores:
Quem vai cantar o Cântico de Moisés e o Cântico do Cordeiro?
Na visão que João teve dos glorificados, ele viu uma grande multidão, tão grande que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Uma representação fiel dos habitantes do Planeta. Uma seleção composta de pessoas de todos os lugares do mundo.

Os redimidos ou remidos, estavam vestidos de vestiduras brancas, símbolo de pureza; e com palmas nas mãos, símbolo de vitória.
João diz também que estavam numa praça semelhante a um mar de vidro, mesclado com fogo. Esta foi a melhor maneira de definir a beleza da praça onde ele viu os redimidos.
João os chama de vencedores. Venceram pelo sangue do Cordeiro e estavam de pé, tinham nas mãos as harpas de Deus.
Estavam de pé porque venceram.
Venceram a besta e sua imagem quer dizer que venceram as provações e perseguições impostas aos filhos de Deus pelos poderes do mal.
No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes - os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Se bem que a igreja e o Estado reúnam o seu poder a fim de obrigar a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, a receberem o sinal da besta, o povo de Deus, no entanto, não o receberá. O profeta de Patmos contempla os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número de seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro.

Em Êxodo 15, está o cântico de Moisés. Cântico de louvor a Deus após a passagem pelo Mar Vermelho. É um cântico comemorando a vitória de Deus ao tirar Seu povo do Egipto.
Quando rompeu a manhã, esta revelou às multidões de Israel tudo que restava do seu poderoso adversário: os corpos, vestidos de malha, arremessados à praia. Do mais terrível perigo restara um completo Livramento. Aquela vasta e indefesa multidão - escravos não acostumados à batalha, mulheres, crianças e gado, com o mar diante de si, e os poderosos exércitos do Egipto fazendo pressão na retaguarda - vira seu caminho aberto através das águas e os inimigos submersos no momento do esperado triunfo. Apenas Jeová lhes trouxera livramento, e para Ele volveram os corações com gratidão e fé. Sua emoção encontrou expressão em cânticos de louvor. O Espírito de Deus repousou sobre Moisés, que dirigiu o povo em uma antífona triunfante de acções de graças, a primeira e uma das mais sublimes que pelo homem são conhecidas.

Este cântico e o grande livramento que ele comemora, produziram uma impressão que nunca se dissiparia da memória do povo hebreu. De século em século era repercutido pelos profetas e cantores de Israel, testificando que Jeová é a força e livramento daqueles que nEle confiam.
Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que "saíram vitoriosos", em pé sobre o "mar de vidro misturado com fogo", tendo as "harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro". Apocalipse 15:2 e 3.

O Cântico do Cordeiro será o cântico dos remidos após vencerem este mundo de pecado, quando estivem do outro lado da eternidade.
O Cântico retrata o poder de um Deus que ama Seus filhos. Fala das admiráveis obras de Deus, o Senhor Todo-Poderoso. Fala de Sua justiça e de Seu reino. E por Sua santidade todos O adorarão.
É um cântico com sabor de liberdade e amor, gratidão e reconhecimento, louvor e adoração.
O desejo de Deus é que você e eu façamos parte daquela multidão que cantará o Cântico do Cordeiro lá no Mar de Vidro.

I I I – Jesus é o Cordeiro do Cântico:
João viu a misericórdia, a compaixão e o amor de Deus de mistura com Sua santidade, justiça e poder. Viu encontrarem os pecadores um Pai nAquele a quem eles, por pecadores que eram, foram levados a temer. E olhando para além da conclusão do grande conflito, contemplou Sião e também os que saíram vitoriosos, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro. Apocalipse 15:2-3.
O Salvador é apresentado perante João sob os símbolos do “Leão da tribo de Judá”, e de um “Cordeiro, como havendo sido morto”. Apocalipse 5:5-6. Esses símbolos representam a união do omnipotente poder e do amor que se sacrifica. O Leão de Judá, tão terrível para os que rejeitam Sua graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis.

Jamais poderá o preço de nossa redenção ser avaliado enquanto os remidos não estiverem com o Redentor ante o trono de Deus. Então, ao irromperem as glórias do lar eterno em nossos arrebatados sentidos, lembrar-nos-emos de que Jesus abandonou tudo isso por nós, que Ele não somente Se tornou um exilado das cortes celestiais, mas enfrentou por nós o risco da derrota e eterna perdição. Então, lançar-Lhe-emos aos pés nossas coroas, erguendo o cântico: “Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória e louvor. Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra e glória e o domínio pelos séculos dos séculos”. Apocalipse 5:12-13.

Posto que os pesares, dores e tentações da Terra estejam terminados, e removidas suas causas, sempre terá o povo de Deus um conhecimento distinto, inteligente, do que custou a sua salvação.
A cruz de Cristo será a ciência e cântico dos remidos por toda a eternidade. No Cristo glorificado eles contemplarão o Cristo crucificado. Jamais se olvidará que Aquele cujo poder criou e manteve os inumeráveis mundos através dos vastos domínios do espaço, o Amado de Deus, a Majestade do Céu, Aquele a quem querubins e resplandecentes serafins se deleitavam em adorar - humilhou-Se para levantar o homem decaído; que Ele arrostou a culpa e a ignomínia do pecado e a ocultação da face de Seu Pai, até que as misérias de um mundo perdido Lhe quebrantaram o coração e aniquilaram a vida na cruz do Calvário.
O fato de o Criador de todos os mundos, o Árbitro de todos os destinos, deixar Sua glória e humilhar-Se por amor do homem, despertará eternamente a admiração e a adoração do Universo. Ao olharem as nações dos salvos para o seu Redentor e contemplarem a glória eterna do Pai resplandecendo em Seu semblante; ao verem o Seu trono que é de eternidade em eternidade, e saberem que Seu reino não terá fim, irrompem num hino arrebatador: Digno, digno é o Cordeiro que foi morto, e nos remiu para Deus com Seu mui precioso sangue.

I V – O Cordeiro é nosso Resgatador:
O Antigo Testamento fala do resgatador como uma pessoa ligada à família, isto é: um parente. Quando alguém do povo de Deus no Antigo Testamento ficava endividado e suas terras tinham que ser vendidas, de acordo com a lei, a terra e também os familiares podiam ser resgatados por um parente próximo. (Para compreender isto, ler o livro de Rute).
Nosso planeta e nós mesmos, vivíamos uma situação idêntica. A terra e seus moradores foram entregues a Lúcifer com a queda de Adão e Eva.
Alguém deveria nos resgatar e Jesus tornou-se nosso irmão para ser o nosso resgatador.
O Cordeiro é digno de louvor porque como nosso parente chegado Ele abriu os selos, isto é: Ele nos resgatou. Em Apocalipse 5:9 está escrito: Com o teu sangue compraste para
Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação.

Depois de sua expulsão do Éden, a vida de Adão na Terra foi cheia de tristeza. Cada folha a murchar, cada vítima do sacrifício, cada mancha na bela face da natureza, cada mácula na pureza do homem, era uma nova lembrança de seu pecado. Terrível foi a aflição do remorso, ao contemplar a iniquidade que era dominante, e, em resposta às suas advertências, deparar com a acusação que lhe faziam como causa do pecado. Com paciente humildade, suportou durante quase mil anos a pena da transgressão.
Sinceramente se arrependeu de seu pecado, confiando nos méritos do Salvador prometido, e morreu na esperança da ressurreição. O Filho de Deus redimiu a falta e a queda do homem; e agora, pela obra da expiação, Adão é reintegrado em seu primeiro domínio.

Em arrebatamento de alegria, contempla as árvores que já foram o seu deleite - as mesmas árvores cujo fruto ele próprio colhera nos dias de sua inocência e alegria. Vê as videiras que sua própria mão tratara, as mesmas flores que com tanto prazer cuidara. Seu espírito apreende a realidade daquela cena; ele compreende que isso é na verdade o Éden restaurado, mais lindo agora do que quando fora dele banido. O Salvador o leva à árvore da vida, apanha o fruto glorioso e manda-o comer. Olha em redor de si e contempla uma multidão de sua família resgatada, no Paraíso de Deus. Lança então sua brilhante coroa aos pés de Jesus e, caindo a Seu peito, abraça o Redentor. Dedilha a harpa de ouro, e pelas abóbadas do céu ecoa o cântico triunfante: Digno, digno, digno é o Cordeiro que foi morto e reviveu. A família de Adão associa-se ao cântico e lança as suas coroas aos pés do Salvador, inclinando-se perante Ele em adoração.

Esta reunião é testemunhada pelos anjos que choraram quando da queda de Adão e rejubilaram ao ascender Jesus ao Céu, depois de ressurgido, tendo aberto a sepultura a todos os que cressem em Seu nome. Contemplam agora a obra da redenção completa e unem as vozes no cântico de louvor. O próprio Jesus vendo os frutos de seu trabalho, exulta também.
O mistério da cruz explica todos os outros mistérios.
Ver-se-á que Aquele que é infinito em sabedoria não poderia idear plano algum para nos redimir, a não ser o sacrifício de Seu Filho. A compensação desse sacrifício inunda o coração dos remidos de alegria. E majestosa é também a alegria de Deus ao povoar a Terra com seres resgatados, santos, felizes e imortais. O resultado do conflito entre o Salvador e os poderes das trevas é alegria para os remidos, redundando para a glória de Deus por toda a eternidade. E tal é o valor de cada alma que o Pai está satisfeito com o preço pago; e o próprio Cristo, contemplando os frutos de Seu grande sacrifício, exulta e fica satisfeito.

V – Conclusão:
Nunca em toda a história se viu ou se ouviu algo semelhante. O Universo inteiro rejubilará com o Cântico que será prestado ao Cordeiro.
Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Ele é digno de louvor.

Pela graça de Deus você e eu estaremos lá, louvando a Jesus o Cordeiro de Deus.