segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

SALMO 15 - O PECADOR QUE VAI SER CIDADÃO DO CÉU

Você já se perguntou se está preparado para entrar no Céu? Quais seriam as qualidades necessárias para você entrar no Céu? Como posso viver de tal modo que não seja decepcionado em minhas expectativas e anseios para morar um dia no Paraíso celeste? De fato, esta é uma grande preocupação, e deve ser respondida, antes que seja tarde demais.

O Salmo 14 ensina a universalidade do pecado: todos são pecadores, e não há quem busque a Deus. Mas, de acordo com o Salmo 15, como poderia um pecador sequer pensar na possibilidade de entrar na presença de Deus? Após a revelação do Salmo 14, é lógico pensar na impossibilidade de termos acesso a Deus. Entretanto, diz o Salmo 5:7, que é pela riqueza da misericórdia de Deus que entramos na Sua casa, e nos prostramos diante do Seu santo templo, no Seu temor. É pela graça de Deus que somos transformados de pecadores em santos. Somente os santos habitarão no Seu “santo monte”.

O salmo 14 foi escrito para que soubéssemos quão pecadores somos. O Salmo 15 foi escrito para que soubéssemos quão perfeitos podemos ser. O Salmo 14 nos coloca no pó; o Salmo 15, nos coloca na glória. O Salmo 14 humilha o pecador; o Salmo 15 exalta o justo. Ele é estimulante e desafiador. Ele nos leva a um profundo exame de consciência e a um desejo de agradar a Deus a fim de podermos estar com Ele. Este é o verdadeiro equilíbrio das Escrituras.

Este salmo é mais uma jóia da Inspiração que usou o poeta Davi para nos presentear com a sabedoria divina. Aqui estão as qualidades do verdadeiro cidadão do Céu. Portanto, trata-se de um assunto essencial, a fim de que não fiquemos desavisados de nossas obrigações espirituais e sociais para com Deus e nosso semelhante.

I – UMA PERGUNTA PERSCRUTADORA (v. 1)
O salmo começa com uma pergunta dirigida a Deus Jeová: “Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?” Esta é uma das perguntas mais perscrutadoras, mais perturbadoras, mais temidas, mais decisivas. Já pensou você fizesse esta pergunta e Deus lhe respondesse: “Você está longe disso!”? Mas Cristo disse certa vez para alguém: “Não estás longe do reino de Deus!” (Mc 12:34).

Muitos estão se perguntando em nossos dias: Diante de tantas igrejas cristãs, qual é a igreja verdadeira? Qual é a que se aproxima um pouco mais da verdade? Mas a pergunta que deveria estar em nossa mente, nestes dias de tanta insegurança e confusão religiosa é esta: “Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?” Certamente, uma pessoa que fizer tal pergunta jamais será desapontada com referência à verdade.

A palavra “SENHOR” é correspondente a Yahweh no original, e, portanto, invoca ao próprio Jeová, que é o Deus da redenção e da aliança com o Seu povo. “Tabernáculo” ou “tenda” é o símbolo tradicional de Sua presença para um peregrino, porque somos peregrinos neste mundo, em direção à Canaã celestial, onde é o país dos nossos sonhos. Isso nos traz à lembrança o texto de Hebreus 11, onde lemos acerca dos Heróis da fé, como os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, além de muitos outros, que viveram em tendas e ansiavam habitar com Deus, mas morreram sem ter obtido a concretização de suas esperanças.

Por outro lado, a expressão “santo monte” se refere ao monte Sião, onde foi edificado o templo de Jerusalém, a casa de Deus, na Palestina, monte que se tornou um símbolo da habitação de Deus no Céu, onde foram vistos os 144.000 diante do Seu trono (Ap 14:1).

A pergunta (Sl 15:1) de início poderia transparecer uma conotação legalista, em que certas pessoas exclusivas teriam acesso à morada de Deus, na condição de preencher certos requisitos da Lei e dos mandamentos de Deus. De uma leitura superficial, alguém poderia citar as palavras deste Salmo para dizer que ninguém pode alcançar um alvo tão elevado como a pretensão de habitar com o Eterno, o Criador do universo.

Entretanto, o contexto indica que esse não é o caso. Qualquer pessoa pode chegar ao soberano ideal de subir ao Céu e habitar com o Altíssimo por toda a eternidade. A primeira coisa que tal pessoa faz é se dirigir a Deus e Lhe fazer a mesma pergunta, sinceramente: “Senhor, como é que eu posso estar contigo sempre e morar em Tua companhia? Senhor, eu Te anseio e desejo tanto morar contigo, porque te amo tanto que desejo habitar no Céu onde estás. Como é que eu consigo isso?”

II – UMA RESPOSTA INTRIGANTE (vs. 2-5b)
A pergunta acima só será feita por uma pessoa humilde que já possui características essenciais para ser um cidadão do Céu, porque está sendo atraída pelo Espírito Santo, e é um crente no poder, na bondade e sabedoria de Deus. A resposta de Deus para tal pessoa é como encontramos nos versos seguintes.

1 – O Cidadão do Céu é Íntegro (v. 2a)
“O que vive com integridade.”
Arthur Gordon numa conferência em 1986, contou a seguinte história: Na sala de operação de um grande hospital, uma jovem enfermeira experimentou o seu primeiro dia de responsabilidade total.
- "O senhor retirou 11 esponjas, doutor," disse ela ao cirurgião. "Nós usamos 12."
- "Nós as removemos todas," declarou o doutor. "Vamos fechar a incisão agora mesmo."
- "Não!" objetou a enfermeira. "Nós usamos 12."
- "Eu tomo a responsabilidade!" retorquiu o cirurgião com severidade "Suture!"
- "O senhor não pode fazer isso," gritou a enfermeira. "Pense no paciente!"
O doutor sorriu e mostrou à enfermeira a 12ª esponja. - "Você passou," disse o médico. Ele estava testando a sua integridade - e ela tinha passado no teste.

O salmista apresenta a maior virtude do cidadão do Céu: integridade! Esta é uma palavra que tem um significado amplo. Muito mais do que a ilustração acima pôde transmitir. Não basta procurar um Dicionário para defini-la. Um Dicionário diria que integridade é “inteireza moral, retidão, imparcialidade, inocência.” (Michaelis). Entretanto, integridade vai muito mais além do que simples ética moral; integridade na Bíblia é excelência moral na ética e na espiritualidade. É um conjunto de qualidades morais e espirituais que justificam a sua existência. Portanto, para definir integridade corretamente, é preciso consultar a Bíblia.

Integridade no Salmo 15 vem da palavra hebraica “tâmyîm” que significa “perfeição”, como encontramos em Génesis 17:1, onde lemos a mensagem de Deus para Abraão: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.” Esse homem de Deus tinha 99 anos e ainda não era perfeito. Em certo sentido isso é uma consolação para todos. Mas Deus lhe dava a fórmula para ser perfeito e íntegro: “Anda na minha presença!” Abraão em sua natureza pecaminosa não era íntegro, tanto é que falhou em algumas vezes, mentindo, desconfiando e dissimulando. Mas quando ele se encontrava na presença de Deus, e andando com Ele, era íntegro e perfeito.

Portanto, integridade significa harmonia com Deus, porque ninguém é completo se não estiver em harmonia com o seu Criador.

Assim, integridade é excelência de caráter espiritual que se expande para todas as áreas da vida, e que só pode ser adquirida por meio de uma obra de Deus que permitimos ser realizada em nós, pelo Espírito Santo. Vem do próprio conhecimento do Todo-Poderoso.

Integridade é o clímax de todas as virtudes. É por isso que ela vem em primeiro lugar. Logo depois, vemos as demais virtudes, nos versos seguintes, que são apenas um desdobramento da integridade, e que servem apenas de ilustrações não exaustivas do que faz ou deixa de fazer uma pessoa íntegra. Este é o método em muitos poetas e profetas do Antigo Testamento: Primeiro eles apresentavam o clímax, o melhor, e depois passavam a demonstrar como chegar lá.

Integridade (“tâmyîm”=perfeição) é mais do que aparência externa. Integridade é uma virtude que parte do

domingo, 5 de janeiro de 2014

A MARAVILHOSA PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

São João 14:17

INTRODUÇÃO

            A         Ninguém pode amar a quem não conhece.  A maravilhosa pessoa do Espírito
                        Santo, pouco O conhecemos, por isso pouco O amamos.  No mundo cristão,                Sua pessoa tem sido deturpada e falsificada em suas manifestações.  Por
isso não O procuram, não O necessitam e não O amam.

1.            Alguns crêem que Ele é somente uma emanação de Deus o Pai, comparando-O à uma força  cega e desprovida das qualidades de uma pessoa sublime.
2.            Outros O conhecem como a um ser tão misterioso, por mais que nos esforcemos, nunca O conheceremos.  O vocábulo usado para referir-se a Seu nome: Espírito, para eles é extremamente misterioso.
3.            Jesus Cristo nos dá a certeza de que podemos conhecê-Lo.  São João 14:17 “... o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece: vós O conheceis, porque Ele habita convosco.”   Cristo nos dá a esperança de que assim como aconteceu com Seus discípulos, nós também poderemos conhecê-Lo.

B.           A Pessoa do Espírito Santo

O Espírito Santo como uma pessoa maravilhosa, faz uso de Suas faculdades como de Sua grande inteligência; Sua poderosa vontade e Seus sentimentos mais profundos para comunicar-se e relacionar-se conosco.  A Bíblia apresenta alguns detalhes destas habilidades.


                        A         Tem um grande INTELECTO – I Coríntios 2;10,11 e Romanos
8;26,27.

Pode o Espírito Santo pensar e recordar?

1.            Ele tem pensamentos, profundos, sábios e uma memória magistral que conhece a cada pessoa do mundo por nome e os detalhes de sua vida.
2.            Ele pode examinar a mente das pessoas e encontrar o que está escondido no pensamento humano.  Ele conhece o pensamento de Deus.  Tudo o que é de Deus.


B         Tem uma VONTADE poderosa – I Coríntios 12:11 e Atos 20:28.

1.            Ele tem a responsabilidade de tomar decisões.  Impedir que o diabo tome o controle sobre a igreja e as pessoas.  Que maravilhoso é ser guiado e governados por Ele!  Ele fortalece a vontade do débil e cansado!

C         Tem profundas EMOÇÕES e SENTIMENTOS - Romanos 15:30

1.            Ele se alegra, se entristece, expressa Seus sentimentos, nos ama.  Há maneiras específicas em que o Espírito Santo se manifesta a nós.  Ele assim o fez ao logo de Seu ministério  na história da Igreja.


II          MANEIRAS ESPECÍFICAS EM QUE CONHECEMOS O ESPÍRITO SANTO

A         Atividades e atitudes do Espírito Santo como pessoa. Apresento algumas de suas manifestações:

1.                            ENSINA – São João 14:26
É um maravilhoso mestre que domina todas as línguas e trabalha no cérebro humano, se o permitirem, com o objetivo de ensinar-lhes sobre Cristo e Sua Palavra.

2.                            TESTEMUNHA ACERCA DE CRISTO - São João 15:26
Uma de suas principais missões é apresentar, revelar a Cristo Jesus, Seu caráter, Seus ensinamentos, Seus milagres, Sua morte, e Sua ascensão, etc.

3.                            ESCUTA-NOS - São João 16:13
Tem agudeza auditiva para escutar nossos clamores e pedidos audíveis e silenciosos.  Também discerne e lê os pensamentos que não foram expressos em palavras.  Ele interpreta nossas orações e as apresenta a Deus como devem ser apresentados.

4.                            ELE SE RECORDA – São João 14:26.
Não somente lembra das coisas passadas e das pessoas, como nos ajuda a recordar o que temos estudado acerca de Sua Palavra.


5.                            ELE FALA – São João 16:13.
Ele sabe comunicar-se clara e diretamente conosco, transmitindo-nos Seus pensamentos e Seus sentimentos.  Por vezes, fala através de nós.

6.                            ELE REVELA – I Coríntios 2:10
Ele nos revela os ensinamentos bíblicos, nos ajuda a interpretar a Sua Palavra.

7.                            ELE AJUDA – Romanos 8:26.
Sabe que somos imperfeitos e incapazes para conseguir uma transformação de vida, por isso, nos ajuda em nossas debilidades, nossos traumas, nossos complexos, nossos defeitos hereditários e adquiridos.

8.                            ELE COMPARTILHA – I Coríntios 12:11.
Distribui os dons, as habilidades segundo nossa capacidade.

9.                            ELE GLORIFICA A CRISTO – São João 16:14.
Ele interveio diretamente no nascimento, no crescimento, no ministério de Cristo, em Sua morte, e Sua ressurreição.  Ele é o principal Representante de Cristo.

10.                         ELE INSPIRA – II São Pedro 1:21
O Espírito Santo inspirou os profetas ao receberem as mensagens de Deus e também para proclamá-las.

11.                         ELE CONTENDE COM OS IMPENITENTES – Gênesis 6:3
Ele persuade, insiste e com o pecador a não seguir pecando.  O faz com amor e paciência, sem pressionar ou obrigar.

12.                         ELE CONVENCE DO PECADO – São João 16:8
Sua lógica é divina.  O uso que faz da Palavra para confrontar o pecador com os requerimentos de Deus, leva-o a persuasão.  Convence o pecador do terrível pecado que significa rejeitar a Cristo. Convence o pecador, leva-o a reconhecer seu erro e ir a Cristo para ser perdoado.

13.                         ELE NOS DÁ PODER – São Lucas 24:29.
Quando combina nossa vontade frágil com a poderosa vontade de Deus, então Seu grande poder entra em ação em nossa vida.

14.                         ELE PERMANECE – São João 14:16.
Ele é leal, amoroso.  Não nos abandona.



15.                         ELE NOS TRANSFORMA – II Coríntios 3:18.
Leva-nos a sermos mais semelhantes a Jesus.

16.                         ELE NOS SANTIFICA – I Coríntios 6:11
Torna real a presença de Cristo em nós.  Então desejamos Sua presença e amamos Sua santidade.

17.                         ELE NOS CONVERTE – São João 3:5.
O novo nascimento é uma realidade completa com Sua intervenção.

18.                         ELE INTERCEDE A CRISTO POR NÓS – Romanos 8:26.
Leva-nos a Cristo e nos atribui os valores e o caráter de Cristo em nós.

19.                         ELE NOS CONVIDA – Apocalipse 22:17.
Seu chamado/convite não é compulsivo.  Convida-nos com amor.

20.                         ELE ESQUADRINHA O NOSSO SER – I Coríntios 2:10.
Ele analisa, estuda as intenções e os motivos das pessoas.

21.                         ELE NOS SELA COM O SELO DA REDENÇÃO
–  Efésios 1:13
Assegura-nos, dá-nos a certeza da salvação em Cristo Jesus.

22.                         ELE NOS CONSOLA – Atos 9:31.
Sabe dar-nos esperança.

23.                         ELE NOS GUIA – São João 16:13.
Conduz-nos ao conhecimento da verdade.

24.                         ELE SABE ENTRISTECER-SE- Efésios 4:30.
Nossa indiferença para com Sua pessoa, O entristece.

25.                         ELE HABITA EM NÓS – São João 14:17
Seu principal interesse é habitar em nós para ajudar-nos a viver a vida cristã e defender-nos contra o mal.

26.                         ELE CRIA – Jó 33:4
Ele participou na criação dos Céus e da Terra.
Ele participou na criação do homem, Ele participa na regeneração humana.

27.                         ELE ORDENA – Atos 13:2
Com nossa permissão. Ele sabe dar ordens para dirigir nossa vida e ajudar-nos no trabalho de tomar decisões importantes.

CONCLUSÃO:
A         Desta maneira, estamos conhecendo a pessoa do Espírito Santo.  Conhecemos acerca de Sua maravilhosa atividade em favor de nossa salvação.  Estamos certos que temos sentido a necessidade de Sua intervenção em nossas vidas, para dar-nos de Seu poder. Temos admiração, apreço e um especial afeto com relação a Ele.

B         Conhecedores destas 27 atividades do Espírito Santo como pessoa, temos o desejo de ter um maior companheirismo e amizade com Sua divina pessoa.

C         Chegaremos a conhecê-Lo tal como Ele é,  se deixarmos que Ele habite em nós, e tome posse de nossa mente e nossos sentimentos.

D         Façamos então companheirismo com Ele.  Façamos amizade com Ele e digamos esta oração:


“Querido Santo Espírito, agora Te conheço melhor.
Desejo fazer amizade contigo.
Permito que venhas e habites em minha mente e em meu coração.
Assim, conhecendo-Te mais, aprenderei a amar-Te e  glorificar o Teu nome.
Amém.”


Pr. Arnaldo Enríquez
DSA.

sábado, 4 de janeiro de 2014

SALMO 23 - O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ...

1. Uma fórmula para o pensamento.
Um pastor recebeu a visita de um homem que admira muitíssimo. Ele começara a trabalhar em uma certa empresa, muitos anos atrás, exercendo uma função inferior, mas com muita vontade de vencer. Ele era dotado de muitas habilidades, e de uma grande energia, e fez bom uso disso. Hoje, esse homem é o presidente da companhia, e possui tudo que tal cargo representa.

Entretanto, durante a caminhada que o levaria a esta posição, ele não obteve a felicidade pessoal. Tornou-se nervoso, tenso, preocupado, doentio. Um de seus médicos sugeriu-lhe que procurasse um pastor.

O pastor e ele conversaram sobre os remédios que lhe haviam sido receitados e que ele tomara. Depois, o pastor pegou uma folha de papel e lhe deu a sua receita: ler o Salmo 23, cinco vezes por dia, durante uma semana. Disse que o tomasse exatamente como ele indicara. Primeiro, deveria lê-lo logo que acordasse de manhã, atentamente, meditando bem nas palavras, e em espírito de oração. Depois, ele o leria após o café, do mesmo modo. Leria após o almoço, e, novamente, após o jantar, e, por fim, antes de se deitar.

Esta leitura não poderia ser rápida, apressada. Ele teria que parar em cada frase, e, deixar a mente embeber-se bem do significado de cada uma. O Pastor lhe assegurou que em uma semana as coisas mudariam.

Isto pode parecer simples demais, mas, na realidade, não é. O Salmo 23 é um dos mais poderosos trechos de prosa que existem, e opera maravilhas no coração de qualquer um. Eu já indiquei seu estudo para várias pessoas, e todos os que o fizeram, obtiveram bons resultados. Ele pode mudar toda uma vida em sete dias.

Certo homem me disse que não tinha tempo para lê-lo durante o dia, e por isso leria todas as cinco vezes pela manhã. Entretanto, se um médico lhe receitasse um remédio para ser tomado após as refeições, ou de tantas em tantas horas, nem ele nem ninguém, em são raciocínio, tomaria a dose toda de uma vez.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

ELE NOS UNGE PARA TESTEMUNHAR

“O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;” (IS 61.1)

Hoje, esta profecia “ainda” se cumpre diante de vossos olhos e ouvidos.

Uma afirmativa desse cunho pode soar como blasfémia para muitos, prepotência para uns, arrogância para outros ou até mesmo ousadia para bem poucos.

Mas o que eu quero dizer é que esta profecia escrita por Isaías, e citada por Jesus em Luc 4.18, “ainda” se cumpre nos nossos dias, pois o espírito do Senhor “ainda” está sobre mim, sobre você; Sobre nós. Para fazermos a sua obra e capacitar pelo poder do Espírito Santo.

Todos que somos cheio do Espírito Santo devemos participar do ministério de Jesus. E para fazermos assim precisamos estar profundamente conscientes da extrema necessidade e miséria da raça humana, resultante do pecado e do poder de Satanás.

Isaías 61.1 descreve o ministério do Messias, mas a profecia de Isaías vai além daquele dia em que Jesus pega o pergaminho e lê exatamente estas palavras. Ali Isaías pelo Senhor a ver a você e a mim. Pois todo aquele que recebeu o Espírito do Senhor é capaz de fazer a obra d´Ele.

O texto descreve esse tão maravilhoso ministério que Cristo exerceu e nos deixou por herança.

1. “PORQUE O SENHOR ME UNGIU.”
Fomos ungidos para dar continuidade ao ministério de Jesus. Se não estivermos ativos dentro daquilo para o qual fomos chamados, estaremos sendo, então, negligentes para com o chamado de Deus para nossas vidas. Fazendo uma pequena análise do ministério de Cristo, ele pregou, ensinou, curou e libertou. Nós hoje temos o privilégio de sermos chamados: Cristãos. Agora preste atenção nos significados das palavras:

Cristãos: seguidor de Cristo.

Seguidor: ir atrás de; aderir a; tomar como modelo, prosseguir, continuar, suceder.

Cristo (grego): Ungido.

Ungido: dar posse, investir de autoridade, separado para o uso sagrado.

O problema é que muitos ainda têm um pensamento negativista e saem por aí dizendo que não tem a unção do Senhor.

“Mas vós tendes a unção que vem do Santo, e sabeis tudo.” (1João 2.20)

Paulo também atestou a mesma coisa: De que somos ungidos, separados para a obra do Senhor, e mais, Paulo afirma que somos SELADOS com o Espírito Santo. “Aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus.” (2Cor. 1.21-22)

Muitas vezes nos pegamos questionando: “Que obra é essa? Que ministério é esse que Jesus fez e quer que façamos iguais?”

O ministério de Jesus se resume em três palavras, a saber: Pregação, Cura e Libertação. Foi para isso que ele nos ungiu, foi para isso que Ele em sua oração em João 17 faz questão de dizer que “não ora somente por ‘aqueles’, mas por todos que irão crer nEle pela Palavra”, E isso incluía a todos nós hoje aqui. Jesus estava orando por você, ele já te via.

2. “PREGAR AS BOA NOVAS AOS MANSOS.”
Jesus nos ungiu para pregar as boas novas, não somente aos mansos, mas também a todos quantos necessitam da salvação em Cristo Jesus.

E que boas novas são essas? As boas novas que devemos pregar relaciona-se que Jesus nasceu sem glória alguma, Deus que se tornou um Homem, o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (Tito 2.14)

Assim como JESUS, todos os outros profetas, a quem se atribui o surgimento das diversas religiões,

domingo, 22 de dezembro de 2013

A Oração é o Meio para Alcançar a Vitória

1. A energia (Ef 6:18-20)
A oração é a energia que capacita o soldado cristão a usar a armadura e a empunhar a espada. Não somos capazes de lutar na batalha com o nosso poder, por mais fortes ou habilidosos que julguemos ser. Quando Amaleque atacou Israel, Moisés foi para o alto do monte a fim de orar, enquanto Josué usava a espada no vale (Êx 17:8-16). Os dois elementos foram essenciais para derrotar Amaleque: a intercessão de Moisés no monte e a espada de Josué em ação no vale. A oração é o poder para a vitória, mas não se trata de um tipo qualquer de oração. Paulo diz como orar para derrotar Satanás.
2. Orar em todo tempo.
É evidente que isso não significa "proferir orações continuamente ". Não somos ouvidos por causa de nossas "vãs repetições" (Mt 6:7). "[Orar] sem cessar” (1 Ts 5:17) significa estar sempre em comunhão com o Senhor, estar conectado com ele a todo tempo. Ao orar, o ideal é nunca dizer: “Senhor, colocamo-nos na tua presença…”, pois, na verdade, nunca deixamos a presença d´Ele! O cristão deve orar “em todo o tempo”, pois está sempre sujeito a tentações e a ataques do diabo. Um ataque surpresa já derrotou mais de um cristão que se esqueceu de “orar sem cessar”.
3. Orar com toda oração.
Existe mais de uma forma de orar: oração, súplica, intercessão e ação de graças (Fp 4:6; 1 Tm 2:1). O cristão que ora apenas para pedir coisas para si está a perder as bênçãos resultantes da intercessão e da ação de graças. Na verdade, a ação de graças é uma grande arma para derrotar Satanás. Assim como o louvor, a oração tem poder transformador. A intercessão por outros pode trazer vitória para a nossa própria vida. “Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos” (Jó 42:10).
4. Orar no Espírito.
De acordo com o modelo bíblico, oramos ao Pai, por meio do Filho e no Espírito. Romanos 8:26, 27 mostra que a única maneira de orar dentro da vontade de Deus é pelo poder do Espírito. De outro modo, as nossas orações podem ser egoístas e estar fora do que Deus deseja.
No tabernáculo do Antigo Testamento, antes do véu que dava acesso ao Santo dos Santos, havia um pequeno altar de ouro em que o sacerdote queimava incenso (Êx 30:1-10; Lc 1:1-11). O incenso retrata a oração e, para ser queimado no tabernáculo ou templo, deveria ser preparado de acordo com as instruções de Deus, não segundo alguma fórmula humana. O fogo do altar retrata o Espírito Santo, pois é ele que “acende” as nossas orações dentro da vontade de Deus. É possível orar com fervor na carne e não se comunicar com Deus. Também é possível orar tranquilamente no Espírito e ver a mão de Deus fazer grandes coisas.
5. Orar com os olhos abertos.
Vigiar significa “manter-se alerta”. A injunção para “vigiar e orar” aparece com frequência na Bíblia. Quando Neemias estava a restaurar os muros de Jerusalém e o inimigo tentava a impedi-lo de realizar essa obra,

domingo, 15 de dezembro de 2013

VIVER NA DEPENDÊNCIA DE DEUS

1. Viver, não para o pecado, mas para Deus.
Vamos iniciar um novo ano, novos propósitos, novos sonhos, ou mesmo sonhos antigos que retornam. Tudo à espera de realização! Algumas pessoas encerram o ano com uma sensação de fracasso, outras, com alegria, mas igualmente ansiosos com o novo ano.
Quando o apóstolo Paulo, escreveu aos romanos, disse que nele estava o querer o bem, mas não o realizá-lo (cf. Rom 7.18b), ele vinha neste capítulo 7 numa reflexão sobre o efeito do pecado na vida humana, da incapacidade da religião e dos seus ritos, de vencer esta inclinação da natureza humana para o pecado. Paulo clama mesmo: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). Seguindo a leitura no capítulo 8, Paulo encontra a solução, contrapondo a lei do pecado e da morte com a dimensão da nova ordem, que é a lei do Espírito e da vida, e esta comunhão do Espírito de Deus, que nos conduz à confiança no sacrifício de Cristo, aprendemos a crucificar em Cristo a nossa natureza pecaminosa, e, então, crescemos na vida com Deus.
Saber isso e crer nisso não é suficiente, porque a vitória sobre o pecado precisa de se realizar várias vezes, a cada dia, porque as tentações se acercam de nós a toda a hora. Temos no nosso corpo a marca do pecado, tentamos não confrontar, pois é incómodo reconhecer que somos pecadores, mexe com a nossa auto-estima. Nós até usamos termos mais suaves para pecado, chamamos de “tropeço”, só que, se não nos cuidarmos, tais tropeços podem lançar-nos no lago de fogo, e vejam que o diabo não faz acepção de pessoas, ele leva quem ele puder: homem, mulher, ministro de louvor, pastor, pastora. “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8). “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Rm 3.23).
Quero, nesta reflexão, que vejamos a carta de 1ª de João sobre: “Como vencer o pecado e viver para Deus.” Pois entendo que os seus santos propósitos, os nossos sonhos, para 2014, não se realizarão se não aprendermos a vencer o pecado, e viver para o Senhor em novidade e santidade de vida. Se você levarmos isso a sério, o ano de 2014 será o ano de ver 1 Coríntios 2.9 realizar-se na nossa vida.

2. Vida na dependência de Deus: Importância.
Como vimos, só Jesus na obra do seu Espírito pode restaurar a nossa natureza caída, marcada pelo pecado.
Temos um ditado que diz: “A ocasião faz o ladrão.” Uma pesquisa nos EUA, a mais de 500 executivos consultados sobre se tivessem a oportunidade de desviar 10 milhões de dólares, com a certeza de não serem apanhados, ficariam ou não com o dinheiro. O resultado das respostas incógnitas foi que 78% disseram que pegariam o dinheiro. Um humorista disse: “Estes são honestos; os desonestos são os outros 22%, que mentiram.” Descontando todo o contexto, o fato é que Jesus mesmo advertiu: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mc 14.38).
É desta base que João vai desenvolver o conceito de que só a comunhão com a natureza divina, ou seja, o Espírito de Deus em nós, por sua graça, pode vencer a nossa inclinação ao pecado, controlar a nossa carne, conceder-nos a vida eterna, e a alegria dos que vencem o pecado dia a dia, caminham em santidade de vida e, então, podem enfim ver a profecia cumprir-se: “A vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando, brilhando até ser dia perfeito.” (Pv 4.18). Isso acontece na comunhão diária como Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Sim, comunhão é o que temos em comum. Isso é a vida, o nascimento natural, o pecado e a morte (cf. Rm 6.23), mas, na vida compartilhada com Deus, há o novo nascimento, a mente de Cristo, o sentimento de Cristo e o Espírito de Cristo, que nos levam à vitória e à alegria aqui e na eternidade. Afinal, como dizia Wesley: “Tenhamos todos um só objetivo de vida: salvar as nossas almas, e a dos nossos ouvintes.”

3. A pedagogia de João: Teses e Antíteses.
João vai apresentar uma sequência ou paralelismo literário cuja estrutura do texto é a seguinte: “Ora, a mensagem que, da parte d´Ele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva

A Perda da Comunhão com Deus.

Para que o homem fora criado? Para viver em pecado? Não, porque quando Deus criou o mundo e tudo o que nele há, não existia o pecado. Deus mesmo disse depois de ter acabado a sua obra que tudo era muito bom. Isso quer disser que Deus criou tudo o que existe de uma maneira perfeita. Porque não existia pecado no mundo. Mas, para que Deus criou o homem? Deus criou o homem para o louvor de sua glória. Ele em tudo glorificava a Deus. Em tudo ele refletia o Senhor dos senhores. O Rei dos reis. E Soberano dos reis da terra. O seu trabalho era governar o mundo como Deus governa. Um governo reto e justo. Um domínio absoluto sobre os seres criados por Deus. O SENHOR havia dado esse domínio ao homem. Ele deveria exercer domínio sobre a criação de Deus. Deveria subjugar a tudo debaixo dos seus pés. Ele também deveria cultivar a terra. Cuidar dela. E também recebeu a tarefa de encher a terra com os seus descendentes. Em todos esses atos Deus seria glorificado pelo homem. Era uma obediência prazerosa. Sem constrangimento. O homem obedecia a Deus por amor ao seu Criador.
Porém, esse mesmo homem criado segundo a imagem e semelhança de Deus. Não permaneceu no seu estado em que fora criado. Ele desobedeceu a ordenança de Deus. Ele jogou fora tudo o que Deus lhe tinha concedido. Tudo por uma oportunidade de ser igual a Deus. Eles – o homem e a mulher – desprezaram as palavras de Deus. Não deram ouvidos a sua proibição. Antes ouviram a serpente. Deram ouvido as artimanhas de Satanás. Assim acharam que poderiam ser como Deus. Quando desobedeceram e comeram do fruto proibido, perceberam que não se tornaram deuses. Antes, passaram a sentir vergonha um do outro. A fugir da presença de Deus. A tentar desfazer o cometido. Tentaram cobrir o pecado com folhas. Mas, nada adiantou. O homem transgrediu o mandamento de Deus. Passaram por cima de sua palavra santa. Estragaram a criação do Soberano. Arruinaram a obra de suas mãos. Arruinaram suas vidas e de seus descendentes, por uma oportunidade de serem deuses. O casal violou os limites imposto pelo Senhor. Eles querem decidir o limite. Mas, em vez de decidir o limite, cai em pecado, desobediência e morte. Se torna um rebelde da vontade de Deus. Perde os privilégios que Deus concedera a ele. A comunhão com o senhor Deus é quebrada pela transgressão da ordem probatória do senhor.
Eu vos proclamo a palavra de Deus sob o seguinte tema:

1. Sendo banido do paraíso.
Irmãos, Deus criara o homem para o seu louvor e glória. Havia uma comunhão entre Deus e o homem. Quando falo homem, estou me referindo tanto ao homem quanto à mulher. Esta comunhão podemos ver na criação do homem por Deus. Como Ele se dirige ao homem. Tudo o que Deus criou entregou aos cuidados do homem. A obrigação de cuidar da criação era do homem. Deus formou o homem do pó da terra. Deu-lhe o fôlego de vida. Assim o homem passou a viver. Ele fora criado diferente de todas as outras criaturas. Ele fora criado para pensar, falar e viver com Deus. Foi concedido ao homem uma auxiliadora idónea. Capaz de o ajudar em sua tarefa de encher a terra e governar junto com o homem. Sendo o homem a sua cabeça.
Génesis 2.8 diz: “E plantou o senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado”. Era um local ímpar, específico para o homem e a mulher habitarem e do qual procederia a influência do seu serviço como vice-gerentes. O texto tem o verbo que é traduzido apropriadamente como “plantar”; o pensamento básico é o de colocar pequenas árvores ou plantas no solo, as quais cresceriam e, então, se tornariam plantas grandes e maduras. Plantar implicava em plano; Deus executou suas intenções quando preparou o lugar chamado Éden. A ideia geral, no entanto, é de que Éden