sábado, 4 de janeiro de 2014

SALMO 23 - O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ...

1. Uma fórmula para o pensamento.
Um pastor recebeu a visita de um homem que admira muitíssimo. Ele começara a trabalhar em uma certa empresa, muitos anos atrás, exercendo uma função inferior, mas com muita vontade de vencer. Ele era dotado de muitas habilidades, e de uma grande energia, e fez bom uso disso. Hoje, esse homem é o presidente da companhia, e possui tudo que tal cargo representa.

Entretanto, durante a caminhada que o levaria a esta posição, ele não obteve a felicidade pessoal. Tornou-se nervoso, tenso, preocupado, doentio. Um de seus médicos sugeriu-lhe que procurasse um pastor.

O pastor e ele conversaram sobre os remédios que lhe haviam sido receitados e que ele tomara. Depois, o pastor pegou uma folha de papel e lhe deu a sua receita: ler o Salmo 23, cinco vezes por dia, durante uma semana. Disse que o tomasse exatamente como ele indicara. Primeiro, deveria lê-lo logo que acordasse de manhã, atentamente, meditando bem nas palavras, e em espírito de oração. Depois, ele o leria após o café, do mesmo modo. Leria após o almoço, e, novamente, após o jantar, e, por fim, antes de se deitar.

Esta leitura não poderia ser rápida, apressada. Ele teria que parar em cada frase, e, deixar a mente embeber-se bem do significado de cada uma. O Pastor lhe assegurou que em uma semana as coisas mudariam.

Isto pode parecer simples demais, mas, na realidade, não é. O Salmo 23 é um dos mais poderosos trechos de prosa que existem, e opera maravilhas no coração de qualquer um. Eu já indiquei seu estudo para várias pessoas, e todos os que o fizeram, obtiveram bons resultados. Ele pode mudar toda uma vida em sete dias.

Certo homem me disse que não tinha tempo para lê-lo durante o dia, e por isso leria todas as cinco vezes pela manhã. Entretanto, se um médico lhe receitasse um remédio para ser tomado após as refeições, ou de tantas em tantas horas, nem ele nem ninguém, em são raciocínio, tomaria a dose toda de uma vez.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

ELE NOS UNGE PARA TESTEMUNHAR

“O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;” (IS 61.1)

Hoje, esta profecia “ainda” se cumpre diante de vossos olhos e ouvidos.

Uma afirmativa desse cunho pode soar como blasfémia para muitos, prepotência para uns, arrogância para outros ou até mesmo ousadia para bem poucos.

Mas o que eu quero dizer é que esta profecia escrita por Isaías, e citada por Jesus em Luc 4.18, “ainda” se cumpre nos nossos dias, pois o espírito do Senhor “ainda” está sobre mim, sobre você; Sobre nós. Para fazermos a sua obra e capacitar pelo poder do Espírito Santo.

Todos que somos cheio do Espírito Santo devemos participar do ministério de Jesus. E para fazermos assim precisamos estar profundamente conscientes da extrema necessidade e miséria da raça humana, resultante do pecado e do poder de Satanás.

Isaías 61.1 descreve o ministério do Messias, mas a profecia de Isaías vai além daquele dia em que Jesus pega o pergaminho e lê exatamente estas palavras. Ali Isaías pelo Senhor a ver a você e a mim. Pois todo aquele que recebeu o Espírito do Senhor é capaz de fazer a obra d´Ele.

O texto descreve esse tão maravilhoso ministério que Cristo exerceu e nos deixou por herança.

1. “PORQUE O SENHOR ME UNGIU.”
Fomos ungidos para dar continuidade ao ministério de Jesus. Se não estivermos ativos dentro daquilo para o qual fomos chamados, estaremos sendo, então, negligentes para com o chamado de Deus para nossas vidas. Fazendo uma pequena análise do ministério de Cristo, ele pregou, ensinou, curou e libertou. Nós hoje temos o privilégio de sermos chamados: Cristãos. Agora preste atenção nos significados das palavras:

Cristãos: seguidor de Cristo.

Seguidor: ir atrás de; aderir a; tomar como modelo, prosseguir, continuar, suceder.

Cristo (grego): Ungido.

Ungido: dar posse, investir de autoridade, separado para o uso sagrado.

O problema é que muitos ainda têm um pensamento negativista e saem por aí dizendo que não tem a unção do Senhor.

“Mas vós tendes a unção que vem do Santo, e sabeis tudo.” (1João 2.20)

Paulo também atestou a mesma coisa: De que somos ungidos, separados para a obra do Senhor, e mais, Paulo afirma que somos SELADOS com o Espírito Santo. “Aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus.” (2Cor. 1.21-22)

Muitas vezes nos pegamos questionando: “Que obra é essa? Que ministério é esse que Jesus fez e quer que façamos iguais?”

O ministério de Jesus se resume em três palavras, a saber: Pregação, Cura e Libertação. Foi para isso que ele nos ungiu, foi para isso que Ele em sua oração em João 17 faz questão de dizer que “não ora somente por ‘aqueles’, mas por todos que irão crer nEle pela Palavra”, E isso incluía a todos nós hoje aqui. Jesus estava orando por você, ele já te via.

2. “PREGAR AS BOA NOVAS AOS MANSOS.”
Jesus nos ungiu para pregar as boas novas, não somente aos mansos, mas também a todos quantos necessitam da salvação em Cristo Jesus.

E que boas novas são essas? As boas novas que devemos pregar relaciona-se que Jesus nasceu sem glória alguma, Deus que se tornou um Homem, o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (Tito 2.14)

Assim como JESUS, todos os outros profetas, a quem se atribui o surgimento das diversas religiões,

domingo, 22 de dezembro de 2013

A Oração é o Meio para Alcançar a Vitória

1. A energia (Ef 6:18-20)
A oração é a energia que capacita o soldado cristão a usar a armadura e a empunhar a espada. Não somos capazes de lutar na batalha com o nosso poder, por mais fortes ou habilidosos que julguemos ser. Quando Amaleque atacou Israel, Moisés foi para o alto do monte a fim de orar, enquanto Josué usava a espada no vale (Êx 17:8-16). Os dois elementos foram essenciais para derrotar Amaleque: a intercessão de Moisés no monte e a espada de Josué em ação no vale. A oração é o poder para a vitória, mas não se trata de um tipo qualquer de oração. Paulo diz como orar para derrotar Satanás.
2. Orar em todo tempo.
É evidente que isso não significa "proferir orações continuamente ". Não somos ouvidos por causa de nossas "vãs repetições" (Mt 6:7). "[Orar] sem cessar” (1 Ts 5:17) significa estar sempre em comunhão com o Senhor, estar conectado com ele a todo tempo. Ao orar, o ideal é nunca dizer: “Senhor, colocamo-nos na tua presença…”, pois, na verdade, nunca deixamos a presença d´Ele! O cristão deve orar “em todo o tempo”, pois está sempre sujeito a tentações e a ataques do diabo. Um ataque surpresa já derrotou mais de um cristão que se esqueceu de “orar sem cessar”.
3. Orar com toda oração.
Existe mais de uma forma de orar: oração, súplica, intercessão e ação de graças (Fp 4:6; 1 Tm 2:1). O cristão que ora apenas para pedir coisas para si está a perder as bênçãos resultantes da intercessão e da ação de graças. Na verdade, a ação de graças é uma grande arma para derrotar Satanás. Assim como o louvor, a oração tem poder transformador. A intercessão por outros pode trazer vitória para a nossa própria vida. “Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos” (Jó 42:10).
4. Orar no Espírito.
De acordo com o modelo bíblico, oramos ao Pai, por meio do Filho e no Espírito. Romanos 8:26, 27 mostra que a única maneira de orar dentro da vontade de Deus é pelo poder do Espírito. De outro modo, as nossas orações podem ser egoístas e estar fora do que Deus deseja.
No tabernáculo do Antigo Testamento, antes do véu que dava acesso ao Santo dos Santos, havia um pequeno altar de ouro em que o sacerdote queimava incenso (Êx 30:1-10; Lc 1:1-11). O incenso retrata a oração e, para ser queimado no tabernáculo ou templo, deveria ser preparado de acordo com as instruções de Deus, não segundo alguma fórmula humana. O fogo do altar retrata o Espírito Santo, pois é ele que “acende” as nossas orações dentro da vontade de Deus. É possível orar com fervor na carne e não se comunicar com Deus. Também é possível orar tranquilamente no Espírito e ver a mão de Deus fazer grandes coisas.
5. Orar com os olhos abertos.
Vigiar significa “manter-se alerta”. A injunção para “vigiar e orar” aparece com frequência na Bíblia. Quando Neemias estava a restaurar os muros de Jerusalém e o inimigo tentava a impedi-lo de realizar essa obra,

domingo, 15 de dezembro de 2013

VIVER NA DEPENDÊNCIA DE DEUS

1. Viver, não para o pecado, mas para Deus.
Vamos iniciar um novo ano, novos propósitos, novos sonhos, ou mesmo sonhos antigos que retornam. Tudo à espera de realização! Algumas pessoas encerram o ano com uma sensação de fracasso, outras, com alegria, mas igualmente ansiosos com o novo ano.
Quando o apóstolo Paulo, escreveu aos romanos, disse que nele estava o querer o bem, mas não o realizá-lo (cf. Rom 7.18b), ele vinha neste capítulo 7 numa reflexão sobre o efeito do pecado na vida humana, da incapacidade da religião e dos seus ritos, de vencer esta inclinação da natureza humana para o pecado. Paulo clama mesmo: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). Seguindo a leitura no capítulo 8, Paulo encontra a solução, contrapondo a lei do pecado e da morte com a dimensão da nova ordem, que é a lei do Espírito e da vida, e esta comunhão do Espírito de Deus, que nos conduz à confiança no sacrifício de Cristo, aprendemos a crucificar em Cristo a nossa natureza pecaminosa, e, então, crescemos na vida com Deus.
Saber isso e crer nisso não é suficiente, porque a vitória sobre o pecado precisa de se realizar várias vezes, a cada dia, porque as tentações se acercam de nós a toda a hora. Temos no nosso corpo a marca do pecado, tentamos não confrontar, pois é incómodo reconhecer que somos pecadores, mexe com a nossa auto-estima. Nós até usamos termos mais suaves para pecado, chamamos de “tropeço”, só que, se não nos cuidarmos, tais tropeços podem lançar-nos no lago de fogo, e vejam que o diabo não faz acepção de pessoas, ele leva quem ele puder: homem, mulher, ministro de louvor, pastor, pastora. “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8). “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Rm 3.23).
Quero, nesta reflexão, que vejamos a carta de 1ª de João sobre: “Como vencer o pecado e viver para Deus.” Pois entendo que os seus santos propósitos, os nossos sonhos, para 2014, não se realizarão se não aprendermos a vencer o pecado, e viver para o Senhor em novidade e santidade de vida. Se você levarmos isso a sério, o ano de 2014 será o ano de ver 1 Coríntios 2.9 realizar-se na nossa vida.

2. Vida na dependência de Deus: Importância.
Como vimos, só Jesus na obra do seu Espírito pode restaurar a nossa natureza caída, marcada pelo pecado.
Temos um ditado que diz: “A ocasião faz o ladrão.” Uma pesquisa nos EUA, a mais de 500 executivos consultados sobre se tivessem a oportunidade de desviar 10 milhões de dólares, com a certeza de não serem apanhados, ficariam ou não com o dinheiro. O resultado das respostas incógnitas foi que 78% disseram que pegariam o dinheiro. Um humorista disse: “Estes são honestos; os desonestos são os outros 22%, que mentiram.” Descontando todo o contexto, o fato é que Jesus mesmo advertiu: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mc 14.38).
É desta base que João vai desenvolver o conceito de que só a comunhão com a natureza divina, ou seja, o Espírito de Deus em nós, por sua graça, pode vencer a nossa inclinação ao pecado, controlar a nossa carne, conceder-nos a vida eterna, e a alegria dos que vencem o pecado dia a dia, caminham em santidade de vida e, então, podem enfim ver a profecia cumprir-se: “A vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando, brilhando até ser dia perfeito.” (Pv 4.18). Isso acontece na comunhão diária como Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Sim, comunhão é o que temos em comum. Isso é a vida, o nascimento natural, o pecado e a morte (cf. Rm 6.23), mas, na vida compartilhada com Deus, há o novo nascimento, a mente de Cristo, o sentimento de Cristo e o Espírito de Cristo, que nos levam à vitória e à alegria aqui e na eternidade. Afinal, como dizia Wesley: “Tenhamos todos um só objetivo de vida: salvar as nossas almas, e a dos nossos ouvintes.”

3. A pedagogia de João: Teses e Antíteses.
João vai apresentar uma sequência ou paralelismo literário cuja estrutura do texto é a seguinte: “Ora, a mensagem que, da parte d´Ele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva

A Perda da Comunhão com Deus.

Para que o homem fora criado? Para viver em pecado? Não, porque quando Deus criou o mundo e tudo o que nele há, não existia o pecado. Deus mesmo disse depois de ter acabado a sua obra que tudo era muito bom. Isso quer disser que Deus criou tudo o que existe de uma maneira perfeita. Porque não existia pecado no mundo. Mas, para que Deus criou o homem? Deus criou o homem para o louvor de sua glória. Ele em tudo glorificava a Deus. Em tudo ele refletia o Senhor dos senhores. O Rei dos reis. E Soberano dos reis da terra. O seu trabalho era governar o mundo como Deus governa. Um governo reto e justo. Um domínio absoluto sobre os seres criados por Deus. O SENHOR havia dado esse domínio ao homem. Ele deveria exercer domínio sobre a criação de Deus. Deveria subjugar a tudo debaixo dos seus pés. Ele também deveria cultivar a terra. Cuidar dela. E também recebeu a tarefa de encher a terra com os seus descendentes. Em todos esses atos Deus seria glorificado pelo homem. Era uma obediência prazerosa. Sem constrangimento. O homem obedecia a Deus por amor ao seu Criador.
Porém, esse mesmo homem criado segundo a imagem e semelhança de Deus. Não permaneceu no seu estado em que fora criado. Ele desobedeceu a ordenança de Deus. Ele jogou fora tudo o que Deus lhe tinha concedido. Tudo por uma oportunidade de ser igual a Deus. Eles – o homem e a mulher – desprezaram as palavras de Deus. Não deram ouvidos a sua proibição. Antes ouviram a serpente. Deram ouvido as artimanhas de Satanás. Assim acharam que poderiam ser como Deus. Quando desobedeceram e comeram do fruto proibido, perceberam que não se tornaram deuses. Antes, passaram a sentir vergonha um do outro. A fugir da presença de Deus. A tentar desfazer o cometido. Tentaram cobrir o pecado com folhas. Mas, nada adiantou. O homem transgrediu o mandamento de Deus. Passaram por cima de sua palavra santa. Estragaram a criação do Soberano. Arruinaram a obra de suas mãos. Arruinaram suas vidas e de seus descendentes, por uma oportunidade de serem deuses. O casal violou os limites imposto pelo Senhor. Eles querem decidir o limite. Mas, em vez de decidir o limite, cai em pecado, desobediência e morte. Se torna um rebelde da vontade de Deus. Perde os privilégios que Deus concedera a ele. A comunhão com o senhor Deus é quebrada pela transgressão da ordem probatória do senhor.
Eu vos proclamo a palavra de Deus sob o seguinte tema:

1. Sendo banido do paraíso.
Irmãos, Deus criara o homem para o seu louvor e glória. Havia uma comunhão entre Deus e o homem. Quando falo homem, estou me referindo tanto ao homem quanto à mulher. Esta comunhão podemos ver na criação do homem por Deus. Como Ele se dirige ao homem. Tudo o que Deus criou entregou aos cuidados do homem. A obrigação de cuidar da criação era do homem. Deus formou o homem do pó da terra. Deu-lhe o fôlego de vida. Assim o homem passou a viver. Ele fora criado diferente de todas as outras criaturas. Ele fora criado para pensar, falar e viver com Deus. Foi concedido ao homem uma auxiliadora idónea. Capaz de o ajudar em sua tarefa de encher a terra e governar junto com o homem. Sendo o homem a sua cabeça.
Génesis 2.8 diz: “E plantou o senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado”. Era um local ímpar, específico para o homem e a mulher habitarem e do qual procederia a influência do seu serviço como vice-gerentes. O texto tem o verbo que é traduzido apropriadamente como “plantar”; o pensamento básico é o de colocar pequenas árvores ou plantas no solo, as quais cresceriam e, então, se tornariam plantas grandes e maduras. Plantar implicava em plano; Deus executou suas intenções quando preparou o lugar chamado Éden. A ideia geral, no entanto, é de que Éden

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

E derramarei do meu Espírito Sobre toda a carne….


Hinos -

1) Introdução - Joel 2:28
Joel começa o seu livro a fazer referências a uma terrível praga de gafanhotos que cobrem e devoram as colheitas. As pragas de gafanhotos eram muito temidas, pois os gafanhotos voam em enxames tão numerosos que era impossível contá-los. Então eles voavam a muitos metros do solo, parecendo encobrir a luz do sol quando passavam. Quando pousavam na terra, devoravam quase toda a vegetação, atacando e danificando tudo o que encontravam no se caminho.

Ao falar desta terrível praga de gafanhotos Joel quer mostrar que semelhante a um destruidor exército de gafanhotos, será o Dia do Senhor, que representa o castigo e juízo de Deus para aqueles que tem prazer em viver no pecado.

Dia do Senhor é uma expressão que aparece com frequência no Antigo Testamento e no Livro de Joel. Ele geralmente se refere ao período final da história humana onde Deus derrotará todas as forças do mal, e condenará os ímpios. No Dia do Senhor haverá um último julgamento sobre todo pecado e mal, e então a verdade e a justiça do Senhor prevalecerão.

Em Apocalipse 1:9,10, vemos que João estava preso na Ilha de Patmos e ali em espirito ele é arrebatado, e então João tem visões apocalípticas do Dia Do Senhor.

Se confia no Senhor, a expectativa por este grande Dia deve encher o seu coração de esperança, pois nessa ocasião, todos aqueles que foram fiéis estarão reunidos com o Senhor e receberão a sua recompensa.

2) Estou a dar ênfase ao Dia do Senhor, porque a Igreja se aproxima deste dia.
A vinda de Jesus se aproxima. Mateus 24:36 ensina, que “daquele dia e hora ninguém sabe”. Porém, a única certeza absoluta que tenho, é que os sinais proféticos, que São Mateus 24 revela estão a cumprir-se, e isto mostra que a vinda de Jesus está próxima.

Jesus profetizou há quase dois mil anos atrás que “… este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim”. Isso já está a ser cumprido.  Portanto, o Dia do Senhor está próximo.
3) A Igreja não apenas se aproxima do Dia do Senhor, como precisa viver preparada para este dia.

Lembrem-se do que nos ensina a parábola das virgens em Mateus 25. Dez virgens foram ao encontro do Noivo. Esta parábola está a falar da vinda de Jesus, e da chegada do Dia do Senhor. Jesus, diz nesta história que cinco destas dez virgens, foram imprudentes porque não levaram o azeite. Aquelas virgens não participaram das bodas com o cordeiro, porque não tinham azeite. Elas não estavam preparadas. Entenda meu irmão que este azeite não pode faltar, ele representa a presença do Espirito Santo.
Nós lemos, no início desta mensagem Joel 2:28 que diz: “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões….”.

Sabe o que é que Joel 2:28 nos mostra? Que este azeite está a ser derramado sobre os nossos filhos, os  nossos jovens e sobre os nossos idosos. É tempo de sermos molhados pelo azeite que Deus está a derramar sobre a sua Igreja.

O texto lido diz que nossos filhos profetizarão, nossos jovens terão visões e nossos velhos sonharão. Aprendo aqui, que o azeite derramado sobre nós nos capacita com dons do Espírito e poder para que possamos servir ao reino de Deus.

4) Certa vez um irmão estava a um grupo de jovens se eles desejavam receber o batismo do Espirito Santo. Acho que há uma pergunta QUE DEVE SER FEITA antes dessa. Essa pergunta é: Você quer ser uma testemunha?
Há uma promessa para aqueles que desejam ser testemunhas. Atos 1:8 diz: “…mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” Tenho visto muita gente em busca do poder de Deus, mas LEMBREMOS que o poder do Espirito só é genuinamente dado àqueles que tem como meta de vida serem testemunhas.

No dia de Pentecostes, nós vemos em Atos 2, que Deus estava a cumprir sobre aqueles irmãos a promessa de Joel 2:28. Mas observemos que eles foram cheios do Espírito para testemunhar por toda Jerusalém. Deus os capacitou pelo Espírito, e eles começaram a testemunhar. O testemunho maravilhava as pessoas em Jerusalém, e como resultado 3000 pessoas foram salvas.

Portanto meus irmãos, se vocês querem ser uma testemunha, pode ter a certeza que Deus derramará sobre a  vossa vida o Espírito, e você será um grande instrumento de Deus. Lembre-se que Deus dá dons e poder àqueles que são testemunhas.
Henry Blackaby explica: “Dom espiritual uma capacitação sobrenatural para realizar uma tarefa dada por Deus”.

Ilustração. Certa vez o grande maestro Michael Costa estava a ensaiar uma enorme orquestra. Entre centenas de músicos, o que tocava o flautim, numa extremidade distante, pensou consigo: “com toda essa zoada, não tem a mínima importância o que eu faço”, e parou de tocar. De repente, o maestro interrompeu o ensaio, ergueu as mãos e gritou: “Onde está o flautim?”. Para o maestro, o flautim era tão importante como qualquer dos outros instrumentos. Assim Deus, o grande maestro do Universo, também quer contar com o nosso dom, ainda que pareça pequeno. E é por isso que Ele nos capacita.

5) É importante ainda dizer, que vivemos dias em que o Espírito está a ser derramado sobre aqueles que desejam servir o reino. Porem é importante lembrar que os servos, vivem num mundo onde o amor de muitos murcha.

Há alguns dias atrás eu dizia em determinada Igreja que a estratégia satânica dos últimos dias não será afastar pessoas de igrejas, mas mantê-las nos templos evangélicos frias espiritualmente, com corações distantes de Deus e acostumadas com uma vida sem frutos.

E é isso que está acontecer atualmente. Tem muita gente com nome de crente, com o rótulo de evangélico, e que anda com a Bíblia debaixo do braço, mas vive sem qualquer testemunho cristão, sem qualquer fruto e em pecado contra Deus.

Lembremos que a essência do cristianismo é o amor. É por amor que nos sacrificamos pelo reino, é por amor que servimos, é por amor que buscamos os dons do Espirito, é por amor que anunciamos o reino e procuramos ser genuínas testemunhas.

No livro “Multiplicando a Liderança Joel Comiskey ” diz que na maioria das igrejas, 10% das pessoas fazem 90% de todo o trabalho. Oremos e nos esforcemos para mudar esta realidade. E que sejamos encontrados por Deus a fazer parte desta minoria, que se dispõe a dizer: eis-me Senhor, envia-me a mim.

6) Conclusão
Quero finalizar esta reflexão lendo uma ilustração:
“Certo dia um fósforo disse a uma vela: “Eu tenho a tarefa de te acender.”
Assustada, a vela respondeu: “Não, isso não! Se eu for acesa, os meus dias estarão contados. todos deixarão de admirar a milha beleza”.
O fósforo perguntou: “Tu preferes passar a vida inteira, inerte e sozinha, sem ter experimentado a vida?”
”Mas queimar dói e consome as minhas forças”, sussurrou a vela insegura e apavorada.
“É verdade”, respondeu o fósforo, “mas este é o segredo da nossa vocação. Nós somos chamados para ser luz! O que eu posso fazer é pouco. Se não te acender, perco o sentido da minha vida. Existo para acender o fogo. Tu és uma vela: tu existes para iluminar os outros, para aquecer. Tudo o que tu ofereceres através da dor, do sofrimento e do teu empenho será transformado em luz; Tu não te consumirás pelos outros. Outros passarão o teu fogo adiante.
Então a vela disse cheia de alegria: “Eu te peço, acende-me”.
Você e eu fomos chamados para servir. Para servir o nosso eu necessita morrer. Lembre-se que diz Jesus em João 12:24, que “….se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.”

Tenho observado que ninguém atira pedras a árvores mortas, que não produzem frutos. O diabo não atira pedras em crentes que estão mortos espiritualmente. As pessoas atiram pedras em árvores frutíferas, em crentes que estão servindo o reino, que prodem frutos.
Se você é uma árvore morta, e não esta a produzir frutos, arrependa-se porque está na direção errada. Árvores mortas estão a ocupar inutilmente o espaço.

Mas, se você meu irmão, é uma árvore frutífera, certamente as pedras serão atiradas contra a sua vida. 
José era uma destas árvores frutíferas. Deus lhe dava sonhos e o dom de interpretá-los. Os próprios irmãos de José se levantaram contra a sua vida.
Daniel era uma árvore frutífera. Ele tinha dons do Espirito e por causa disso os seus inimigos o acusaram injustamente. E isso fez com que ele fosse lançado na cova. Mas, Deus fechou a boca dos leões.

Árvores frutíferas, serão sempre atacadas. Porem não desanime, vá em frente. Creia que o mesmo Deus que faz filhos profetizarem, velhos sonharem e jovens terem visões, é também aquele que nos fará resistir a todas as lutas que se levantam. Reconheçamos como Neemias que “…..o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito…” Ne 2:20

A Fé vem pelo Ouvir

A fala é um instrumento maravilhoso da raça humana. A linguagem é uma força, uma arma para nós. Tiago fala do poder das palavras (Tg. 3:1-12). A fala tem esta relevância porque o nosso Deus se comunica, Ele fala, Ele se revela pela palavra. A Israel Ele deu um código e orientou para que ouvisse a sua voz:

“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” Josué 2:8.

Neste texto Paulo nos informa que o plano de salvação está submisso à Palavra. A fé salvadora vem pela audição do que Deus está falando. De uma forma indireta o texto está dizendo que ninguém será salvo pelas boas obras, por ter um bom comportamento, por ter todo um sonho, por fazer atos religiosos. Uma pessoa para ser salva, livre de condenação eterna precisará ouvir a Palavra.

Qualquer pessoa que ouvir o evangelho estará sujeita a ser salva. E qualquer cristão que ouvir a Palavra de Deus tem toda possibilidade de agradar a Deus vivendo segundo à sua vontade.

O evangelho tem que ser verbalizado para atingir o homem na sua naturalidade e só depois gerar a fé salvadora. Da compreensão à aceitação, do ouvir ao crer, este é o caminho da salvação.

Uma pessoa que ouve o evangelho está sujeita a uma transformação radical e interior (Hb. 4:12).

A fim de demonstrar a necessidade de se fazer ouvir o evangelho este texto nos faz 04 perguntas pertinentes, que são:

1. COMO INVOCARÃO AQUELE EM QUE NÃO CRERAM? (V.14)

Somente invocamos a quem conhecemos. Se uma pessoa não conhecer a Cristo, sua morte, ressurreição e senhorio, não poderá invocá-lo. Um filho invoca o nome de seu pai e não de um estranho porque o conhece. Esta fé é o estágio inicial da salvação.

2. COMO CRERÃO NAQUELE DE QUEM NÃO OUVIRAM FALAR (V.14b)

A fé não nasce num vazio. Os missionários são enviados porque a mensagem precisa ser formalizada. Se o crer antecede o invocar, também o ouvir procede o ato de crer.

“ De acordo com as regras normais da gramática, a expressão aquele de quem deveria ser traduzida como aquele que; seria, portanto, o orador e não a mensagem. Em outras palavras, eles não crerão em Cristo enquanto não o tiverem ouvido falar por intermédio dos seus mensageiros ou embaixadores” J. Stott.

3. COMO OUVIRÃO, SE NÃO HOUVER QUEM PREGUE (14c)

Paulo está desafiando os romanos a serem crentes, a transmitirem as notícias oficiais de Deus registrada nas Escrituras. Sem os arautos não há ouvintes.

4. COMO PREGARÃO SE NÃO FOREM ENVIADOS (15a)

Agora a necessidade de arautos é confirmada com base nas Escrituras: Como está escrito: “Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!” (15b). Se aqueles que proclamaram as boas novas de libertação do exílio babilónico foram celebrados dessa forma, quanto mais bem-vindos deveriam ser os arautos do evangelho de Cristo!

VEJAMOS O INVERSO DA ORDEM DESTES VERBOS:
Cristo envia seus arautos; os arautos pregam; as pessoas ouvem; os ouvintes crêem; os crentes invocam; e aqueles que invocam são salvos.

VEJAMOS DE UMA FORMA NEGATIVA:
A menos que certas pessoas sejam comissionadas para a tarefa, não haverá pregadores do evangelho; se o evangelho não for pregado, os pecadores não ouvirão a mensagem nem a voz de Cristo; a não ser que eles a ouçam, nunca crerão nas veredas de sua morte e ressurreição; a menos que creiam nessas verdades, eles não invocarão o Senhor, e, se não invocarem o seu nome, nunca serão salvos.

CONCLUSÃO – A fé vem pelo ouvir. O não salvo ouve e recebe a influência do evangelho e sofre as transformações. Três ilustrações da palavra de Deus demonstram que ele é ativa: Semente (Mc. 4:14), Espada (Ef. 6:17) e Martelo (Jr. 23:29).

No salvo a Palavra de Deus produz santificação (I Tes. 5.23) e a purificação permanente (I Pe. 1:23). Orientar-se pela Palavra de Deus é orientar-se pelo que há de mais seguro no universo. Ouvir, ler e meditar na Palavra de Deus é sustentar-se no eterno (Mt. 24:35)

É a Palavra de Deus que descobre o nosso homem interior, que é viva (Hb 4:12).

Tomemos hoje o propósito de ouvi-la, de lê-la e de anunciá-la.