quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

ALGUÉM SABE E COMPREENDE

PRECE: Senhor Deus! Nós nos achegamos a Ti, nosso compassivo Redentor; e rogamos-Te, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho. Nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que se achegam a Ti. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja connosco, esta noite e sempre. Por Jesus. Amém.
Recentemente uma senhora quis falar comigo. Sentia-se nas suas palavras uma grande tristeza e até uma profunda frustração quando disse:
         O meu casamento a partir de uma certa altura começou a ir na direcção errada. Como quem viaja por uma estrada em que as placas de indicação estão todas erradas, o que prometia ser uma viagem de felicidade era uma estrada estreita rumo a um inferno.
Estas palavras resumiam os 14 anos de vida conjugal. A terminar acrescentou:

– Não sou a favor do divórcio, mas o que podia fazer? Se me sentia impotente para salvar o meu casamento, talvez possa pelo menos salvar a minha família que são os meus filhos. O meu marido entrava em casa à 1, 2 horas da manhã embriagado, nem sempre pude suportar com calma essa situação e quando lhe dizia alguma coisa, ele batia-me, ficava envergonhada especialmente porque os meus filhos assistiam.

O casamento desta senhora transformou-se numa estatística. Foi mais um número que se juntou a milhares de outros naquele ano! Os filhos dela juntaram-se aos milhares de meninos e meninas que no nosso país vivem em lares desfeitos. O pior de tudo é que aquela senhora e aqueles meninos, não são uma simples estatística! São pessoas, são seres humanos. Privados dos seus sonhos mais acalentados. Ela foi esmagada pela noção de que falhou na maior aventura da vida. Agora, com o seu orgulho e auto-confiança despedaçados, ela ficou desorganizada, mal-humorada, incapaz de se concentrar, preocupada com os filhos.

Como ela e o seu marido muitos casais felizes, vão ao altar dizer: "até que a morte nos separe". Eles dão as mãos e ouvem as palavras ditas por Jesus: "... Portanto o que Deus juntou não o separe o homem". Mateus 19:6 Eles inclinam a cabeça com reverência às palavras ditas originalmente pelo Criador: "Assim não são mais dois, mas uma só carne...". Mateus 19:6

Mas, infelizmente, o casamento – esse acordo sagrado dado pelo próprio Deus é tão rebaixado que pouco se assemelha com o que Deus tencionava que fosse. O laço sagrado é transformado numa cadeia de frustrações, discussões, violência, abandono, adultério.

Alguém disse: "vamos considerar o casamento como um cinto de avião, que se aperta e desaperta”. Noutras palavras, se não está satisfeito, livre-se!

Um menino de 10 anos disse à sua namoradinha:

"Eu gosto tanto de ti que quando crescermos quero que sejas a minha primeira esposa."

Qual é o problema? O que é que está errado? O que acontece entre o altar e o processo de divórcio? Por que razão a realidade não é como o sonho?

Todos os casais olham o futuro e aguardam com ansiedade o dia do casamento, anseiam que o sonho se torne realidade. Parece que ele nunca mais chega. Mas chega. E agora são marido e mulher. E muitos em poucas semanas tornam-se ansiosos que a realidade se torne sonho! Um sonho, ao acordar nada é realidade.

Mas é realidade. O que é que está mal no casamento? Será o casamento ou a instituição? O problema é com as pessoas. São as pessoas que devem mudar. Casais felizes não se desiludem com o casamento.

Uma vez perguntaram-me:

– Acha que o casamento pode ser bem sucedido?

– Sim, pode! E não há um grande segredo para isso. Não seria difícil não fosse a fraqueza da natureza humana. Casamentos felizes são feitos de pequenas coisas. Coisas simples. Gentilezas fundamentais. Atenção sem egoísmo. As pequenas coisas que vêm tão naturalmente durante o namoro.

Conheço a seguinte história: Um casal estava prestes a comemorar as bodas de ouro. Alguém perguntou ao marido:

– Qual é a sua receita para um casamento feliz?

– Eu era órfão, e tive que começar a trabalhar muito para pagar o quarto e a comida. A Sara foi a primeira namorada que eu tive. E quando chegou a hora de lhe propor casamento, fiquei assustado. Depois do casamento, o pai dela chamou-me ao lado e deu-me um pequeno embrulho.

– "Aqui está tudo o que precisas saber para ser feliz".

Isto foi o que lá encontrei: um relógio de bolso em ouro. Abriu-o, e indicou-me o que estava no mostrador e que ele tinha que ver todas as vezes que visse as horas: "diz uma coisa linda a Sara".

– Mas não pense que não temos tido ao longo destes 50 anos, algumas disputas – e acrescentou – sabe qual é o segredo dum casamento feliz? É saber resolver os problemas e continuar a caminhar juntos!

Creio que não há nenhum casal, que não tenha uma ou outra vez vivido alguma dificuldade de relacionamento conjugal. Nem pode ser de outro modo!

 Todos os lares têm problemas. Um conselheiro conjugal perguntou a um jovem casal:

– O que é que vocês têm em comum? – a jovem esposa  respondeu:

– Uma coisa: não nos suportamos um ao outro.

John Milton, o poeta mal casado, ouviu uma vez a esposa ser comparada a uma rosa. Ele disse:

– Não percebo nada de flores, mas pode ser verdade, pois sinto os espinhos diariamente.

Há quem diga que as disputas limpam o ar. E talvez o façam, às vezes. Mas as zangas deixam cicatrizes. E ferimentos feitos com palavras são mais sérios que os ferimentos físicos. Os ferimentos físicos podem curar rapidamente. Mas as feridas provocadas por palavras talvez nunca curem.

Muitos casamentos poderiam ser salvos se estivéssemos dispostos a ouvir e a aceitar que o outro talvez possa estar certo. É claro, faz parte da natureza humana pensar que temos sempre razão. Um poeta disse uma vez:

– Eu só vejo dois pontos de vista: aquele que está errado e o meu.

O Dr. Paul Tournier, um famoso psiquiatra suíço, afirmou que é uma coisa muito perigosa querer ter sempre razão e acrescenta:

“As horas mais frutíferas da vida são as da nossa humilhação, quando vemos os nossos pecados e erros, e quando estamos tristes por causa deles. Mas enquanto nós mantivermos zelosamente uma rota na qual sabemos que estamos certos, estaremos imunes a tais sentimentos interiores. E não obteremos qualquer ajuda.” Dr. Paul Tournier

Dr. Tournier afirma num dos seus livros sobre casos de conflito matrimonial: “Aquele que está errado e admite a sua culpa e se humilha, experimenta uma genuína renovação espiritual. Mas aquele que acha que tem razão e recusa perdoar, sai mais amargo que quando entrou.”

Um lar onde não existe o reconhecimento de culpa, um lar onde não existe o perdão, um lar que não faz provisão para um novo começo, é um lar perto do ponto onde não há retorno. Os conflitos são perma­nentes, tornam-se crónicos!

Na Palavra de Deus existe solução até para os conflitos crónicos. A Bíblia coloca todas as nossas discussões na perspectiva exacta. Devemos olhar o relacionamento conjugal, como Deus nos olha.

O Novo Testamento mostra o modo como Deus nos olha. Um Deus que não desculpa o culpado, mas olha o arrependido como inocente. O ponto de partida, como cristãos, é que todos estamos errados, inteiramente imperfeitos. A Palavra de Deus é clara. Paulo diz em Romanos 3:23: "Porque todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus."

Todos estamos diante de Deus, um ser sagrado. Perante a Sua justiça, a nossa bondade parece trapos sujos. Deus é o único que tem cem por cento razão! A interminável luta do homem para ter razão, ou seja para se justificar, é uma causa perdida.

Talvez a nossa relação com os nossos pais esteja ferida! Ou com os nossos irmãos ou irmãs! Pode ser com o marido ou com a esposa! Pode até ser com o nosso filho ou com a nossa filha!
Oh, Senhor, precisamos tanto de ajuda! Precisamos tanto da palavra certa! Alguém, esta noite sente necessidade de ajuda? A relação com os seus queridos está tão defeituosa, e sente-se infeliz? 
Se é assim, deixem que vos diga que na Bíblia encontramos uma mulher parecida connosco. Era uma mulher que vivia numa aldeia, nas aldeias, toda a gente sabe tudo da nossa vida.
A mulher de que vos falo vivia na aldeia de Sicar. Era uma mulher muito infeliz. Ao ponto que tinha decidido não andar na rua. O seu mundo interior estava tão pejado de imagens negativas, de feridas, de descrença no ser humano e nela própria, estava tão desiludida com a vida! Que só saía à rua, quando sabia que toda a gente estava em casa. A hora do calor.
Saiu naquele dia para ir buscar água ao poço de Jacó, do poço via-se o monte de Gerizim, era um lugar sagrado, Deus segundo a crença dos samaritanos devia ser adorado naquele monte. Ela era samaritana!
Mas esse Deus estava tão dolorosamente distante da angústia interior daquela mulher, que ela já nem olhava para o monte. Olhava, isso sim, para as suas recordações cheias de relacionamentos fracturados, com ela própria e com os outros. Eram tantos os conflitos interiores e as mágoas ocultas!
Estava só, e encontrou outra pessoa solitária junto do poço. Alguém sentado na borda do poço. A pessoa que estava sentada no poço, era um homem, era judeu, o que significava um inimigo. Entre os samaritanos e judeus, existia ódio e desprezo. Os samaritanos eram considerados traidores e desprezíveis.
Os judeus não falavam com os samaritanos, mas mais do que isso nem o próprio marido falava com a esposa na rua. Este homem, quebra todas as barreiras, todos os preconceitos, não só se dirige a ela com modos meigos, mas pede-lhe ajuda. Pede água. Ela fica tão surpreendida que reage desta forma: “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher e samaritana?” João 4:9
Ela desconhecia ainda que pessoa alguma estava ou está fora dos limites de Jesus! Ela não sabia que Aquele que estava ali e lhe pedia água, é muito sensível e que todos os nossos problemas, O afectam, e Ele quer participar e ajudar a resolver. Ela não sabia que Aquele que estava ali falava a língua da Terra mas com sotaque do Céu!
Jesus viu na resposta daquela mulher samaritana uma barreira muito mais profunda que a do sexo ou do nacionalismo. Ele viu o íntimo, o profundo daquela mulher, e viu um ser em necessidade!
A mulher tentou levantar a barreira do orgulho, da incredulidade, da religião. Mas Jesus vai ao âmago da necessidade à origem do problema. Ele o fez com aquela mulher e o faz com cada um de nós. Ele deseja hoje, neste mesmo instante, sentar-se na beira do nosso caminho, dos nossos problemas.
E Ele quer partilhar um segredo, será que há alguém que queira escutar o segredo de Jesus? Alguém que queira libertar-se dos seus complexos e dos preconceitos só para ouvir Jesus?
Então Ele diz: “Se conheceras o dom de Deus, e Quem é O que te pede água, tu lhe pedirias e Ele te daria água viva...”. João 4:10
Jesus prepara aquela mulher para que ela O interrogue, para que ela fale. Ela precisa tanto de falar para confiar. Ela não tinha ninguém para a ouvir. A nossa grande necessidade é de ter alguém que nos escute! É ou não verdade?
E ela fica curiosa, interessada e pergunta: “Senhor, tu não tens com que tirá-la, e o poço é fundo. Onde tens a água da vida? És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele próprio bebeu e, bem assim, os seus filhos e o seu gado?” João 4:11-12
E ela nunca mais se cala, mas Jesus estava à espera exactamente que ela abrisse o seu coração e falasse. O poço de Jacó era um tipo de cisterna com cerca de 30 metros de profundidade. Enchia-se com água de uma nascente e com as águas que caíam da chuva.
O que Jesus oferecia, era água viva que quer dizer, água corrente. Água que vem da fonte, de nascentes subterrâneas, fluindo com abundância. Não é pois de admirar que a mulher tivesse perguntado: “Onde tens tu água viva?” Queria dizer, onde vais encontrar, ou trazer água desse género? Não está aqui nenhum ribeiro de água fresca!
A conversa atinge um nível profundo e Jesus vai revelar-Se mais e mais àquela mulher. Sabem, Jesus revela-Se sempre de forma progressiva. Vai-se revelando para que os nossos olhos o possam realmente ver, os nossos ouvidos ouvir e a nossa mente compreender. Encontro muita gente, que me diz: “Não compreendo a Bíblia!” E eu respondo, “Compreendo” porque a Palavra de Deus compreende-se progressivamente, sacia-nos, não de uma só vez, mas vai-nos saciando.
Agora Jesus diz: “Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Deveras, a água que lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.” João 4:13-14
A mulher olhou para Jesus. E pensou: Quem é Este? Como pode fazer tal afirmação? Ela sentiu que Ele era especial. Muito especial! Sim Jesus é especial. Como homem, dormiu no barco. Como Deus, acalmou a tempestade. Como homem, chorou. Como Deus, disse a Lázaro: “Vem para fora!” Como homem, foi posto no sepulcro, como Deus, levantou-Se da morte! Jesus é especial. É Alguém que sabe e compreende!
E de repente ela diz: “Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede e não volte aqui para buscá-la.” João 4:15
Jesus tinha tocado na sua sede profunda pela vida. Mas ela responde ainda de forma superficial, ela esconde ainda o seu interior, a sua necessidade real, ela não deixa ainda que a água da vida flua e sacia a necessidade real do seu coração. Quantos de nós somos assim!
O coração cheio de mágoas e ressentimentos está ainda oculto. Mas Jesus não desiste, há muito que Ele conhecia a samaritana. Oh, divina Omnisciência! Ele conhece! Jesus é o Senhor do Universo e da História, num mistério de amor apossa-Se dos homens, e especial­mente dos pobres, dos abandonados, dos tristes, dos que têm o coração vazio e os enche com a Sua santa e linda presença!
“Vai, chama o teu marido, e vem cá.” João 4:16
Crueldade ou compaixão nestas palavras? Digo que se trata de com­paixão! Jesus sabia que a vida dela era uma sucessão interminável de relacionamentos infelizes, magoados e quebrados.
Jesus compreendeu o problema da mulher mas não a podia ajudar, não podia violar a consciência dela. Ele só podia entrar na séde da sua vida, lá no jardim da alma e reparar todos aqueles sofrimentos, se ela o quisesse. Ele não pode ajudar a resolver os problemas de ninguém se não Lhe for dado espaço para entrar. Então Ele entrará no nosso mundo interior e curará os sentimentos feridos. Como só Ele pode curar!
Jesus não pode tratar as necessidades superficiais sem primeiro tratar as profundas! A mulher ficou, por momentos, sem saber o que fazer. Mas vai ousar confiar, ao menos um pouco e diz: “Não tenho marido.” João 4:17
É a confidência que lhe sai dos lábios, escondendo ainda a sua angústia com uma desonestidade dissimulada. Como quem vai à confissão e fala de tudo, mas não daquilo que a aflige. Como confiar num homem?! Seja ele padre ou pastor?! Há coisas que não queremos e Deus não nos obriga a partilhá-las com ninguém a não ser com Ele que é o nosso Pai e que nos conhece e ama!
Também a samaritana, não confia ainda plenamente. Mas Jesus, sem a abandonar fica ali e não acusa, não a recrimina, não a culpa e diz: “Tens razão em dizer que não tens marido, pois já tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido. Isto disseste com verdade.” João 4:17-18
Queridos amigos que podia fazer a mulher, agora? Que teríamos feito nós? Ou melhor, que fazemos quando Jesus coloca o dedo na nossa ferida, lá onde dói, lá onde há sofrimento, onde nós sabemos que há pecado? Ela ainda tenta argumentar com as antigas tradições. Ela ainda tenta uma discussão religiosa. Tenta desviar o assunto daquilo que tem escondido no seu coração ao dizer: “Nossos pais adoraram neste monte, mas vós, os judeus, dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” João 4:20
Quantas vezes ouvimos nós isto, hoje! Nós guardamos o Domingo, já os nossos avós o guardavam, mas vós dizeis que é o Sábado! Mas o que é que tem uma coisa a ver com outra! Ela, como muitas pessoas, tentou colocar de lado a oferta de Jesus, tentou fugir com os seus problemas. Ela ainda não percebeu que não se trata de doutrinas, de dogmas, de tradições, trata-se do problema dela. E no lugar de abrir o coração, está a tentar argumentar, a fugir da água refrescante, a única que pode saciar a sua alma ressequida!
Esta noite, quero fazer um apelo: Por favor, não estejam a ouvir com reservas no coração! Não pensem que a vossa religião é diferente, melhor ou pior, não é disso que se trata. Do que se trata é da Pessoa de Jesus. Jesus Cristo perdoou voluntariamente, morreu em nosso lugar, ressuscitou visivelmente e vive vitoriosamente à dextra do Pai. É disto que se trata!
Jesus podia-se ter cansado com a samaritana. Mas Ele amava profundamente. Amar profundamente é ser como Jesus, e Jesus não podia deixar aquela mulher com os problemas dela, à beira do poço, sem esperança! Ele podia ter passado horas a discutir sobre a Bíblia para a convencer que os Judeus estão certos, eram o povo de Deus. Mas não vale a pena discutir religião. A religião tem que ser vista e vivida, o que interessa é falar do amor de Deus e é o que Jesus faz. Deus não está limitado pelas religiões: “Deus é Espírito, e importa que os que O adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:21
O Novo Testamento usa duas palavras para “espírito” nesta passa­gem a palavra que se refere ao Espírito de Deus é pneuma. E a pa­lavra para o espírito que habita no homem é pneumati, que quer dizer a parte mais profunda do ser, com a qual o Espírito de Deus pode e quer ter relacionamento. É aí que Deus quer falar, por isso Jesus disse à samaritana: “Mas vem a hora, e já chegou (para ti) em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim O adoram.” João 4:23
Deus não está interessado numa adoração de lábios, ou de lugares, lá no Monte de Gerizim ou em Jerusalém. Não numa adoração de tradição, não numa adoração de catedrais. A verdadeira religião foi assim apresentada por Jesus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizámos nós em Teu nome? E em Teu nome não expulsámos demónios? E em Teu nome não fizemos milagres? Então lhes direi abertamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade!” Mateus 7:21-23
Ou em: “E nisto sabemos que O conhecemos: se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-O, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” I João 2:3,4
‘São estes que o Pai procura’, diz Jesus à Samaritana. São estes que o Pai quer como Seus adoradores. É uma das afirmações mais sublimes de Jesus, é uma mensagem de autenticidade e de verdade. E ela compreende! A voz de Jesus ressoou no mais profundo da sua alma com toda a autoridade, por isso Jesus revela-Se: “´Ego Eimi´Eu o sou, eu que falo contigo.” João 4:26. Jesus afirma aqui que é o EU SOU. O Filho de Deus, o próprio Deus!
Eu fico maravilhado com Jesus porque faz esta revelação a uma mulher, a uma mulher que até nem é uma grande conhecedora do poder de Deus, nem uma grande cristã, diríamos em linguagem moderna. E fico não menos maravilhado com a atitude da mulher. Assim que ela descobre Quem é Aquele que está diante dela, ela deixa de se preocupar com questões pessoais, esquece-se até que as pessoas da aldeia a criticam pelo seu estilo de vida. Esquece-se dos preconceitos religiosos.
Corre para a aldeia a fim de contar a todas as pessoas que encontrou o Homem que lhe contava tudo o que ela tinha feito. É possível que ela tenha gritado em todas as esquinas, batido em cada porta, porque era hora de calor e toda a gente estava em casa. ‘Encontrei Aquele que pode curar todas as feridas. Sou feliz, encontrei o Cristo, o Filho de Deus, e isso me basta, venham!’
Aquela mulher, habitualmente taciturna, tem agora um brilho no rosto. E os seus vizinhos podiam ver que ela tinha encontrado o Salvador. Ela era uma luz, ela que tinha sido uma vela apagada, brilhava agora, e o povo correu a encontrar-se com Jesus e convidaram Jesus a ficar com eles. Dois dias depois do Senhor ter ficado com eles, davam testemunho: “Já não é pelo que disseste que nós cremos, mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do Mundo.” João 4:40,42
Jesus foi um ponto de viragem na vida da samaritana. Ela sentiu que era uma mulher pegada e largada, uma mulher não amada, cinco maridos que a tinham abandonado, e o que estava com ela agora, não queria casar, não queria publicamente dizer: “Até que a morte nos separe”. Isto deve fazer mal a um coração? Depois que encontrou a Jesus, era uma nova pessoa!
Deixem que vos pergunte: Já encontrastes Jesus? Tendes a alegria de viver a paz, ou sinceramente reconheceis que viveis como pessoas taciturnas, tristes, sem paz?!
A primeira coisa que Jesus fez pela mulher foi revelar-Se como o “Eu Sou”, Aquele que antes de ser já era, Aquele que encarnou para revelar Deus. E ela intuitivamente compreendeu que não havia nada que ela Lhe pudesse dizer que Ele já não soubesse.
É verdade que podemos resistir-Lhe e Ele conservar-se-á longe porque Ele não impõe a Sua presença, Ele respeita a liberdade com que nos criou. Mas não podemos impedir que Ele saiba, mesmo mantendo-O à distância, que Ele saiba quais são os nossos sentimentos e as nossas necessidades. O salmista teve estas palavras: “Ó Senhor, tu me sondaste e me conheces. Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar, conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, ó Senhor, tudo conheces.” Salmo 139:1-4
A verdadeira sabedoria não vem pela observação exterior, mas pela revelação interior. Por isso aquilo que o salmista tinha dificuldade em compreender, Jesus encarnou para vir pessoalmente a fim de nos ajudar a abrir os nossos corações.
A segunda ilação que a samaritana tirou foi: Jesus pode perdoar e reconciliar-nos connosco próprios e com Deus.
Gosto muito da afirmação de um autor cristão que diz: “Encontrar o perdão real, conhecer o estranho poder de um amor que não nos abandonará, e conhecer um novo sentido de limpeza interior, é isto o que significa ser salvo. Ser salvo de tudo o que significa separação de Deus.” Josiah Royce
A mulher samaritana pensava que os seus problemas eram todos os seus casamentos fracassados, mas ela veio a descobrir que o que a debilitava era a orientação que tinha dado à sua vida. E que era isso mesmo que a debilitava e certamente fazia com que aqueles que com ela viviam se afastassem. A partir do momento em que o “Ego Eimi” tomou o controlo da sua vida, Jesus perdoou o passado, consertou o presente e guiou-a no futuro!
Às vezes precisamos de começar de novo, como uma caixa registadora, do zero, sem nada na fita. Isso é o que significa o perdão.

Porque será que temos palavras amáveis para os outros durante todo o dia, mas quando entramos pela porta de nossa própria casa há uma tendência para sermos diferentes? Amamos a nossa família de todo o coração. Mas ela sabe disso? Ou agimos como se já soubesse?
Vou terminar com a história mais linda que eu conheço. Trata-se de um jovem agricultor que chegou a casa numa noite, cansado, depois de um longo dia de trabalho. Por razões que a sua esposa ignorava, as vacas fugiram da cerca. E ele culpou-a por isso:
– Tu não tinhas mais nada para fazer – ele disse – podias pelo menos ter vigiado as vacas.
Imediatamente ele arrependeu-se. Mas o efeito das palavras já sangrava no coração da jovem esposa. Ele sentiu que devia pedir perdão aquela noite, mas o orgulho foi mais forte.
Na manhã seguinte ele estava com pressa e deixou a reconciliação para outra hora. Naquele dia, à tarde uma terrível tempestade aproximava-se e ele foi para casa. A casa estava vazia. Em cima da mesa havia um bilhete que dizia o seguinte: "As vacas fugiram outra vez, lamento. Fui procurá-las. Quando eu voltar, por favor, não me trates mal!” A esposa... naquela tempestade? Ele apressou-se em procurá-la, sem se importar com os animais. Ela não tinha percebido a gravidade da tempestade, que agora estava com toda a fúria. Relâmpagos rasgavam o céu. Os estrondos dos trovões eram ensurdecedores e o vento cegava. Ele procurou desesperadamente a sua amada. Toda a noite procurou nos vales e nas colinas. Quando o sol começou a brilhar ele voltou para casa e encontrou o corpo da esposa estirado não muito longe onde ele a tinha ferido com palavras. Agora era tarde para as palavras amáveis, ele teria dado tudo para as poder dizer.
Oh, se pela manhã, ele tivesse apagado as palavras duras da noite! Oh,... uma palavra, um gesto, teria evitado tanta angústia e tanta lágrima!
Oh,... lábios que mostram impaciência com palavras acusadoras e que provocam uma vida tão cruel... Oh, se a noite não fosse tão tarde, a manhã brilharia com sol!

Todos nós falhamos. Mas graças a Deus, podemos encontrar Jesus junto à beira do nosso caminho, hoje! Ele sabe, Ele tem remédio, para que se opere em nós uma mudança, uma cura se permitirmos que a divina presença entre na nossa alma. Que daria por um coração novo? Um lar feliz? Você prometeu junto ao altar o melhor. O Céu está pronto a ajudar!

José Carlos Costa, pastor 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O QUE FAZES TU AQUI?

PRECE: Bom dia, Sábado feliz! Senhor Deus nós nos achegamos a Ti, nosso compassivo Redentor; e rogamos-Te, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho, nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que se achegam a Ti. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja connosco. Em nome de Jesus. Amém.

História para crianças: Esta é a minha história preferida. Era uma vez na Tailândia, a Tailândia fica situada mesmo no sul da China, por isso já estão a ver que é muito longe. Esta história passou-se numa aldeia, as casas eram feitas de bambu. Numa das casas vivia o pai, que trabalhava no campo a cultivar arroz, a mãe que cozinhava e a filha. A menina tinha um nome Tailandês, mas podemos traduzi-lo para o nome da menina que tenha 6 anos. Quem é que tem 6 anos?

A coisa que esta menina mais gostava de fazer era olhar pela janela, olhava um largo que havia diante da janela da cozinha. Ela gostava de olhar os meninos a brincar no largo enquanto a mãe fazia o almoço. Naquele dia brincavam os seus melhores amigos e ela estava com vontade de pedir à mãe para a deixar ir brincar com eles. De repente viu lá ao fundo uma coluna de fumo, olhou durante uns instantes e o fumo continuava a subir para o céu. Então disse à sua mãe:
– Mãezinha, estou a ver fumo!

A mãe atarefada com o almoço respondeu:

– Muito bem, minha filha, continua a olhar!

Passou-se algum tempo e a Susana, começou a ver labaredas de fogo. Mas ela nem queria acreditar, por isso olhou mais algum tempo e finalmente ficou convencida que era mesmo fogo. Então disse:

– Agora, estou a ver fogo, fogo muito grande!

A mãe que continuava muito atarefada, pensou que os meninos que brincavam no lago tinham acendido uma fogueira e não deu muita importância. Por fim disse:

– Está bem, continua a olhar.

E a Susana continuou a olhar, mas o que viu foi que o fogo avançava rapidamente e queimava as casas todas, eram casas de bambu, e os vizinhos fugiam para a montanha. Então disse:

– Mãezinha, agora estou a ver as pessoas todas a fugirem para a montanha e as casas estão quase todas queimadas!

Nesta altura, a mãe começou a compreender que o que a menina estava a dizer era uma coisa muito séria e aproximou-se da janela. Ao ver o que se estava a passar, esqueceu-se do almoço, pegou na mão da Susana para fugir. Mas a Susana não estava de acordo e disse:

– Mãezinha, tu ensinas-me que devemos confiar em Jesus e que quando há perigo, nunca devemos fugir sem contar-Lhe os nossos problemas.

A mãe ajoelhou-se e fez uma oração muito rápida e já estava a levantar-se quando a Susana começou a orar:

“Senhor Jesus, Tu és tão forte e tão grande que podes apagar o fogo. Tu podes fazer qualquer coisa, soprar e apagar o fogo. Ou podes mandar chuva do céu e apagar o fogo…”

Entretanto a mãe começou a ficar impaciente porque a Susana nunca mais terminava a oração e tentou levantar-se e arrastar a Susana, mas ela continuava: “eu tenho muita fé, e confio em Ti meu Jesus… Não deixes que a nossa casinha se queime… Foi o meu pai que a fez e teve tanto trabalho… Olha, Jesus, eu sei que me estás a ouvir. Amém.”

Quando ela disse “Amém”. A mãe levantou-se rapidamente e já ia a sair de casa, quando olha para trás e vê que a Susana está à janela:

– Susana, minha filha, anda depressa, o fogo é muito grande e já está muito perto.

A Susana, com muita calma, olhava pela janela e ria-se, sentia uma grande felicidade, olhou para a mãe e disse:

– Eu sabia que podia confiar em Jesus. Ele ouve sempre as minhas orações. Vê? O fogo está apagar-se.

A mãe aproximou-se da janela e confirmou o que dizia a sua filha. De facto o vento tinha mudado de direcção e agora empurrava as chamas na direcção das casas que já tinham sido queimadas.

Sabem, meus queridos meninos, muitas pessoas pensam que foi o vento que mudou de direcção de forma natural. Mas, para a menina que eu chamo Susana e para mim, foi Jesus que respondeu à sua oração.

Quantos acreditam que foi Jesus que apagou o fogo, levantem as mãos!

A Susana ensinou uma grande lição à sua mãe. A lição que nas horas de perigo só Jesus pode ajudar!

Ela foi uma menina de fé, confiou em Jesus na hora difícil e não fugiu, orou e depois foi ver o que Jesus tinha feito. Jesus quer adul­tos, jovens e muitas crianças como esta menina. É isso que diz Jesus nesta passagem:

 “Vós sois o sal da terra. Mas se o sal se tornar insípido, com que se há-de salgar? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo de um vasilha, mas no candelabro, e ilumina a todos os que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:13-16

Há uma passagem correspondente no Antigo Testamento que encontramos em Isaías:
 “Levanta-te, resplandece, pois já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti. As trevas cobrem a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor vem surgindo, e a Sua glória se vê sobre ti. As nações caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu.” Isaías 60:1-3

Deus depositou toda a Sua luz, a luz que o mundo em trevas necessita, em pessoas como vós e como eu, gente simples e com defeitos! O sal moral e espiritual que um mundo moralmente doente necessita, Deus colocou-o em pessoas como vocês, como eu! Pessoas limitadas nos recursos económicos, recursos da sabedoria, gente que se engana e gagueja!

Além disso, estamos matematicamente derrotados. Parece que o fogo avança mais depressa que a nossa acção de evitar que pessoas sejam destruídas, perdidas, não recebam o aviso que o fogo se aproxima. A população mundial cresce mais rapidamente que prega­mos o evangelho. Até em Portugal, onde a população cresce lenta­mente, não conseguimos acompanhar o ritmo do crescimento espiritual.

Fazemos planos, como a Missão Global, ou seja estabelecer uma presença adventista, isto é ter uma igreja organizada, em todos os países, tribos, línguas e povos da Terra.

Todos desejamos que cada ser humano ouça falar da volta de Jesus! Todos queremos que ouçam a mensagem dos três anjos! Todos queremos ver o Céu rasgar-se e Jesus voltar em glória e majestade, como Rei dos reis e Senhor dos senhores! Queremos ir para o Lar! Eu quero ir! Pensei dar este título a esta mensagem: “Eu quero ir!” mas depois pensei: como posso apresentar este título se há tanto para fazer e estamos tão bem aqui?! Como podem este punhado de 8.000 Adventistas pregar a 10 milhões de portugueses?

No livro Serviço Cristão p. 7 diz assim:
“Deus poderia ter proclamado a Sua verdade por meio de anjos sem pecado…” E eu pergunto: Porque o não fez?

Deus poderia enviar uma companhia de anjos para anunciar a Sua mensagem numa noite escura, os anjos poderiam brilhar no céu, colocados em pontos estratégicos e, em menos de meia hora, anunciar o Evangelho a todo o Portugal, todas as aldeias, vilas e cidades deste país onde não há presença Adventista, poderiam saber que estamos a viver o Dia Final! Angola, Moçambique até chegar a S. Tomé e Príncipe, quem sabe às Ilhas de Cabo Verde, ao Brasil, fazer isto falando numa só língua, o português.

Poderia enviar uma Companhia de anjos, numa noite escura e escrever no céu de Portugal em letras de fogo. E num instante todos saberiam a verdade! Deus poderia ter feito isto porque Ele tem todo o poder!

E poderia fazê-lo em todos os países, tribos, línguas e povos da Terra. Então terminaria a obra num instante. Ninguém ignoraria o anúncio. Mas o texto inspirado do Serviço Cristão acrescenta: “…mas não era este o Seu plano.” Porquê?

Por que razão não é o plano de Deus? Porque Satanás poderia imitar os planos de Deus, se o Senhor enviasse Companhias de anjos para anunciar de viva voz ou com letras de fogo a mensagem, Satanás enviaria ele também Companhias de anjos maus para anunciar uma mensagem contrária. Então o mundo ficaria ainda mais confuso. Reconheçamos, com tantas religiões muitas pessoas vivem já confundidas!

Satanás pode falar a língua dos homens e a língua dos anjos. O jornalista Mexicano, José Pagés Llergo, foi jornalista em Berlim antes da II Guerra Mundial, ouviu Hitler falar no Palácio dos Congressos.

Diz que ele falava com poder e arrebatamento. Impressionava as multidões. Um dia enquanto discursava, de repente parou e começou a olhar para o alto, com as mãos estendidas para o céu. Permaneceu nesta posição muito tempo. A multidão estava no mais profundo silêncio. Muitas pessoas choravam.

O jornalista, não compreendia muito bem a língua alemã e não percebeu por que razão Hitler estava naquela posição e menos ainda o silêncio do povo e as lágrimas. Então perguntou a uma senhora que estava ao seu lado:

– O que está a fazer o Furher?

Ela respondeu de forma ríspida:

 – Cale-se, o Furher está a falar com Deus!

O homem mais sanguinário do século XX, fez crer às pessoas que estava a falar com Deus. Por isso Deus não Se serve dos anjos. Não usa esse plano porque Satanás poderia facilmente imitá-lo. O livro Serviço Cristão, ainda na página 7 conclui dizendo: “Temos, porém este tesouro em vasos de barro”

O apóstolo Paulo exorta a cada crente fiel:

 “Pois Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” II Coríntios 4:6-7

Deus mandou que das trevas resplandecesse a luz ao dizer: “Vós sois a luz do mundo”, para que isto pudesse acontecer Ele teve primeiro que brilhar nos nossos corações, “para iluminação do conhecimento da glória de Deus”. Por esta razão “colocou” o tesouro, as indescritíveis riquezas de Cristo, a Luz que um mundo em trevas necessita, e o sal da Terra, em vasos de barro.

Porquê?
Porque quer beneficiar e educar a toda a humanidade. Quer que participemos do Seu amor, sabe que necessitamos desta participação para desenvolvermos o nosso carácter. Sabe que necessitamos de participar no Seu plano de salvar outros homens e mulheres para que alcancemos a perfeição. Para sermos semelhantes a Jesus Cristo.

Mas também porque Satanás não pode imitar! Satanás não pode imitar as palavras de um coração renovado, tocado pelo amor de Cristo, resgatado de uma vã maneira de viver “sem esperança e sem Deus no mundo”!

Satanás não pode imitar uma vida santa. Não pode imitar a modulação de uma voz que foi tocada pelo amor de Cristo.

Foi com este tipo de pessoas que Deus trabalhou no Antigo Testamento. Foi com este género de homens e mulheres que Jesus trabalhou no Novo Testamento e é com este barro humano que Deus quer trabalhar no presente tempo!

Uma das experiências mais emocionantes é a vivida por Gideão e os trezentos audazes. É uma história que se encontra em dois capítulos, Juízes 6,7. Os midianitas oprimiam severamente os filhos de Israel. Deus ordenou a Gideão que organizasse um exército e Gideão fez o que o Senhor mandava e reuniu 32.000 soldados.

Quando Gideão viu que tudo estava preparado para ir à batalha em nome do Senhor, Deus diz-lhe: “É demais o povo que está contigo, para eu dar os midianitas nas suas mãos. A fim de que Israel não se glorie contra Mim, dizendo: o meu próprio poder me livrou.” Juízes 7:2

E Deus acrescenta: “Experimenta-os”: “Anuncia aos ouvidos do povo: Quem for medroso e tímido, volte, (volte para casa). Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram.” Juízes 7:3

Deus olhou aqueles dez mil e disse: Ainda há povo a mais. Experimenta-os outra vez: “Fez Gideão descer o povo às águas. Então o Senhor disse a Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como as lambe o cão, esse porás à parte…” Juízes 7:5. Só 300 beberam água como a bebem os cães. E Deus disse a Gideão: “Com estes trezentos homens que lamberam a água eu vos salvarei.” Juízes 7:7

Perante esta situação Gideão exprimiu o seu temor: “Senhor, eles são como a areia do mar, são uma grande multidão, e Tu queres que eu vá contra eles, só com estes 300 homens?”

Deus pacientemente ouviu e animou-o, dizendo: “Se ainda temes, vai com o teu criado Purá ao arraial dos midianitas e ouvirás o que dizem, e então se fortalecerão as tuas mãos.” Juízes 7:10-11

(contar o sonho do soldado midianita aos seus companheiros (Juízes 7:13-15)

Agora Gideão sabia que esta vitória não seria ganha pela força ou habilidade dos seus homens, estes seriam instrumentos nas mãos de Deus para trazerem paz, segurança ao povo de Deus. Saberiam que quando se tem Deus por perto, não há impossíveis. Sim, se o povo Adventista em Portugal quiser viver a experiência de Gideão de confiar no poder de Deus, veremos milagres, nós somos o povo que Deus necessita para ir e anunciar as maravilhas de Deus!

Porém, Gideão compreendeu uma coisa muito importante: apesar do poder de Deus disponibilizado para a vitória, são ainda assim precisas duas coisas: disponibilidade completa do instrumento humano e uma estratégia, ou seja, organização. Assim, dividiu o seu exército de trezentos homens em três companhias, ou batalhões. Depois colocou-os em posições estratégicas ao redor do acampamento dos midianitas, deu uma tocha, um cântaro e uma trombeta a cada soldado e ordenou:

 “Eu tocarei a trombeta e os que estiverem comigo, então também vós tocareis a trombeta ao redor de todo o arraial, e direis: Pelo Senhor e por Gideão!… Tocaram as trombetas, e partiram os cântaros que traziam nas mãos.” Juízes 7:18,19

Os midianitas dormiam profundamente e no silêncio da noite não ouviram 300 trombetas! Ouviram a trombeta do juízo final. Não viram 300 tochas! Viram carros e espadas de fogo nas colinas. Levantaram-se aterrorizados, deixaram tudo e fugiram abandonando as suas tendas e vendo em cada homem que se movimentava um inimigo.

Sim, homens disponíveis são ainda hoje vasos de barro, mas nas mãos de Deus continuam a ter poder!

Foi esta também a experiência de Eliseu, o servo do Altíssimo. Vamos ler:

 “Os homens da cidade disseram a Eliseu: Como o meu senhor vê, esta cidade é bem situada, mas as águas são más, e a terra é estéril. Disse Eliseu: Trazei-me uma tigela nova, e ponde nela sal. E eles a trouxeram. Então saiu ele à nascente das águas, e deitou sal nela, dizendo: Assim diz o Senhor: Sararei estas águas. Jamais causarão morte nem esterilidade. Ficaram sãs aquelas águas até ao dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu tinha dito.” II Reis 2:19-22

“Tragam uma tigela nova, e ponde nela sal” foi exactamente o que disse Deus. Irmãos e irmãs, hoje, esta terra é boa! Quando saiu das mãos do Senhor, Ele disse que era “muito boa”. Mas as águas, segundo Apocalipse 17:15 “os povos, multidões, nações e línguas” que a habitam, são maus.

A terra está enferma: “Toda a cabeça está enferma, e todo o coração fraco.” Isaías 1:5 e no capítulo 24 e versículos 4-5 o mesmo profeta diz: “A terra seca-se e se murcha, o mundo enfraquece e se murcha, enfraquecem os mais altos do povo da terra. A terra está contaminada por causa dos seus moradores; desobedeceram às leis, mudaram os estatutos, e quebraram a aliança eterna.” Isaías 24:4,5

A terra está enferma, seca-se e murcha, o mundo enfraquece, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porque desobedecem às leis, mudaram os estatutos, e quebraram a aliança eterna. A terra está doente. Precisa de cura, precisa de remédio. Necessita do medicamento, do sal e da luz. Chegaram ao ponto como está descrito ainda no profeta Isaías 60:2 “As trevas cobrem a terra, e a escuridão os povos.”

Mas Jesus disse: “Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo”. Toda a luz que um mundo em trevas necessita, Jesus a tem conservado em vasos de barro. Todo o sal que este mundo contaminado necessita, o Senhor Jesus tem-no guardado, conservado em vasos de barro. Mas os vasos devem ser novos, a tigela tem de ser nova como disse Eliseu. O sal da justiça de Cristo quando está colocado em tigelas novas, em vidas convertidas e santificadas, tem poder!

Tem de haver uma grande obra de transformação na nossa vida. E todos nós a desejamos. Mas porquê, às vezes, achamos isso impossível? Numa recente meditação lia-se a história de um velho Chevrolett que queria ser um carro novo.

Para isso, pediu ao seu dono que lhe trocasse o escape. Logo a seguir, percebeu que continuava o mesmo carro. Pediu, então, para o porem a consumir gasolina especial. O resultado foi o mesmo. A seguir, achou que ele deveria receber uma nova pintura. Quando saiu pelas ruas da cidade, estava feliz e orgulhoso, mas, no íntimo, continuava a ser o velho Chevrolett. Teve até a ideia de trocar o ano de fabrico nos documentos, mas nada disso resolveu. Finalmente, disse ao proprietário: “Leve-me ao fabricante.” E assim foi. Ao chegar à fábrica, foi levado a um lugar estranho. À entrada estava escrito: “Ferro velho” O velho Chevrolett ficou assustado, mas submeteu-se humildemente a um longo e doloroso processo. Foi desmontado, peça por peca, e finalmente transformado num carro zero.

Nas nossas tentativas para ser um vaso novo, queremos nós vencer o mal, a ferrugem que nos consome e que nos retira poder. Usamos muitas estratégias, mas só uma funciona: colocar o “homem velho” nas mãos do Fabricante celestial. Ele tem poder, o poder que Deus manifestou em Samaria, ainda o tem hoje!

Samaria foi sitiada pelos Sírios. Havia fome na terra. Tanta fome que as mães cozinhavam os seus próprios filhos e os comiam (II Reis 6:23-29). E havia quatro homens leprosos que estavam da parte de fora da cidade. Os leprosos naquele tempo eram desprezados. Eu posso imaginar a desgraça destes quatro homens, doentes e nada para comer, nem restos. Então tomaram uma decisão: “Para que estaremos nós aqui assentados até morrermos? Se dissermos: Entremos na cidade, há fome na cidade, e morreremos aí. Se ficarmos aqui, também morreremos. Portanto, vamo-nos ao arraial siro e nos rendamos. Se nos deixarem viver, viveremos; se nos matarem, tão-somente morreremos.” II Reis 7:3,4

Eles não tinham como costumamos dizer: por onde escapar! Faz-me pensar na via rápida que liga Aveiro a Vilar Formoso, conhecida como a estrada da morte. A primeira vez que aí passei, fiquei admirado porque nas zonas mais perigosas existem pequenas saídas. Se os travões não travarem, podem entrar nessas saídas que são uma espécie de beco em que a rua é metade alcatroada e metade de areia, para travar as rodas dos veículos. A estrada da morte, mesmo assim tem saídas de emergência. Mas estes quatro homens não tinham saída. Por isso foram para o acampamento dos Siros. Mas não estava lá ninguém!

 “Pois o Senhor fizera ouvir no arraial dos Siros um ruído de carros e de cavalos, como o ruído de um grande exército, de maneira que disseram uns aos outros: Vede, o rei de Israel alugou os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem contra nós. Pelo que se levantaram e fugiram, ao crepúsculo, e abandonaram as suas tendas, os seus cavalos, e os seus jumentos. Deixaram o arraial como estava, e fugiram para salvar a sua vida.” II Reis 7:6,7

Quando os leprosos chegaram ao arraial encontraram comida, as mesas estavam postas e comeram e beberam até saciar-se. Agora, que estavam com o estômago cheio, começaram a dar uma volta pelo acampamento e ficaram surpreendidos com o ouro, os colares, anéis, e tantas jóias que os siros ali tinham deixado. Pensaram, “o nosso futuro está garantido”, e começaram a abrir buracos durante toda a noite para esconder aquele precioso tesouro. Mas, pensaram um pouco melhor e disseram: “Não fazemos bem. Este dia é dia de boas novas, e nos calamos. Se esperarmos até a luz da manhã algum castigo nos sobrevirá. Pelo que vamos e o anunciemos à casa do rei.” II Reis 7:9

Quantos crentes estão acumulando tesouros, enquanto tanta gente perece por falta das boas novas! Mas irmãos, se chega o amanhecer, o dia em que começa a eternidade, e não anunciámos as boas novas, como disseram os leprosos “algum castigo nos sobrevirá”, é hora de dizermos: “Pelo que vamos e o anunciemos à casa do Rei.”

Sim, quantos estão acumulando tesouros! Participando em negócios, a estudar nas Universidades com o único propósito de acumular dinheiro, de ter património! “Que estamos a fazer aqui?” disseram os leprosos. Sim, querido irmão e irmã, o que estás a fazer aqui? Estão vocês seguros de que é a vontade de Deus que estejam aqui? Não será porventura que o Senhor Deus tem para si uma obra num outro lugar e o irmão e a irmã têm vivido indiferentes a isso?

Será que ao vosso lado há homens e mulheres com fome do pão da vida e não o tendes partilhado com eles? Que estamos a fazer aqui? Iremos ficar fora das muralhas da cidade para morrer ou vamos pelos campos e valados de forma destemida?

Um dia ouvi um irmão contar uma história com lágrimas nos olhos e na alma. Ele vivia numa pequena cidade da Áustria. Vivia no R/C Direito, mas no R/C Esquerdo, vivia um homem viúvo. Era um homem que não falava, vivia a sua dor de viúvo, sozinho. Um dia o nosso irmão disse à esposa:

–Tens visto o nosso vizinho?

Ela parou, pensou e disse:

– Há muitos meses que não o vejo!

Ele saiu e bateu à porta. Ninguém respondeu. Vigiou dois ou três dias, mas ninguém entrou ou saiu. Finalmente decidiu-se por chamar a Polícia e os Bombeiros. Estes vieram, arrombaram a porta. E o nosso irmão pôde ver uma caveira estendida no corredor, com a cabeça na direcção da porta. Perguntou a um médico que estava ali, se lhe podia dizer há quanto tempo teria este homem morrido. O médico disse-lhe no mínimo dois anos e meio.

Agora ao contar a experiência. O nosso irmão dizia:

– Há dois anos e meio o meu vizinho provavelmente pensou em mim, precisou de mim, há dois anos e meio numa madrugada ele ter-se-á sentido mal, um aperto no coração, precisou de ajuda, de socorro e caminhou na direcção da porta, mas não teve força para abrir, caiu e morreu. Morreu sem saber que ao lado havia alguém que tem o pão e o sal da vida! “Não quero acreditar que isto se passou comigo”, dizia.

Há quase três mil anos, um homem, escondeu-se numa gruta no Monte Horebe. Este lugar é no extremo sul da Península do Sinai e Deus foi ter com ele e perguntou-lhe: “O que fazes aqui, Elias?” I Reis 19:9. A obra que tens a realizar é no Norte. Alimentei-te com trigo do céu e pão dos anjos para que fosses para o Norte. O que fazes tu aqui no Sul? E Elias começou a argumentar com o Senhor. Deus, porém, ordena:
 “Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco.” “Quando lá chegares, unge a Hazael rei sobre a Síria.”
“E a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel.”
“Ungirás a Eliseu profeta em teu lugar.” I Reis 19:15,16

Estamos seguros e certos perante Deus e a nossa consciência de que estamos no lugar certo, a fazer o que Deus quer? O que estás tu a fazer aqui?

Conta uma antiga lenda que quando Jesus voltou para o Céu teve uma conversa com o Anjo Gabriel. O Anjo perguntou-Lhe:
– Senhor, sofreste muito para salvar os homens?
Jesus respondeu:
– Sim, Gabriel, muito.
– E todos os homens sabem? – Voltou a perguntar o Anjo.
– Não – disse Jesus – só o sabem algumas pessoas na Palestina.
– E que farás para que todos o saibam? – perguntou Gabriel, preocupado.
– Bom – disse Jesus – pedi a Pedro, a Tiago e a João e aos outros Meus discípulos que o contassem a outras pessoas, e aos que os ouvissem que dissessem a outros, até que toda a Terra o saiba.
–  Mas, Senhor – disse Gabriel – suponhamos que passe o tempo, e os Teus discípulos esqueçam de anunciar as boas novas. Que farás nesse caso?
Jesus calmamente respondeu:
– Não tenho outro plano, Gabriel. Espero que cumpram com o seu dever.

Jesus disse: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”. Saiamos irmãos e anunciemos a boa nova. Jesus ainda confia. Confia em ti, confia em mim, e nós no poder do Espírito não podemos desiludir Quem tanto amou e confiou! Ele disse: “Vós sois o sal e a luz do mundo!” Foi Ele que disse, Ele quer agir através do SEU Espírito, mas precisa dum vaso, para transformar as águas que não prestam em água viva!

José Carlos Costa, pastor

AFLIÇÕES NO SEGUIR A JESUS

“Se alguém quiser vir após mim a si mesmo se negue dia a dia, tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23)

Jesus não nos prometeu uma vida sem lutas e dificuldades. Na vida cristã existem também desafios e obstáculos a serem superados. Quantos desistem nos primeiros passos! Mas o evangelho é para os fortes, para aqueles que querem ser vencedores nas dificuldades.


OS DESAFIOS DA VIDA CRISTÃ

Destaquemos, pois, alguns dos problemas, das dificuldades que encontramos na caminhada cristã.

1. As lutas interiores. Um dos desafios que nos cristãos enfrentamos, são aqueles que estão relacionados aos sentimentos. Quando começamos a sentir angústia, muitas vezes por causa da Palavra, muitos há que desistem. Não confie nos seus sentimentos. Confie em Jesus e na sua Palavra.

Considere essa ordem das coisas para crescer firme e forte na fé:

a. Em primeiro lugar: A Bíblia é a Palavra de Deus - aquilo que está escrito e em que devemos depositar a nossa fé. O que Deus falou e que não pode ser alterado. Se o Senhor disse que se você crê n’Ele você está salvo, então é porque está mesmo.
b. Em segundo lugar, a FÉ. A fé segue ao fato.
c. Em terceiro lugar, o SENTIMENTO. Sentimentos edificantes, segundo a Palavra de Deus, surgem à medida que você vive de acordo com as Escrituras Sagradas. Se seus sentimentos não correspondem, não se impressione; eles não podem comandar a nossa vida, pois devemos andar por fé na Palavra de Deus.
2. A tentação. Satanás está sempre querendo que voltemos à prática das coisas antigas, ou que caiamos em algum pecado. Devemos resistir ao diabo (Tiago 4.7). Satanás tentou Jesus (Mat 4.1-11) e vai tentar você também. A tentação, em si, não é ainda o pecado consumado. O pecado é cair na tentação. Por isso, o Senhor Jesus nos ensinou a orar: “E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mat 6.13). Um pecado cometido pode trazer terríveis danos a uma vida. Portanto, procure forças no Senhor Jesus, para resistir ao pecado. E, se cair, lembre-se que o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado (l João 1.7,9).

3. O orgulho. Uma vez que você passa a crer em Jesus, é natural que cresça espiritualmente (2Ped 3.18). Algumas pessoas, quando alcançam certo crescimento, às vezes acima de outras mais antigas na fé, caem, porque dão lugar ao orgulho. Não deixe que o orgulho entre em sua vida. Não pense que você já é um crente maduro, que já alcançou mais do que outros. Mesmo que tenha alcançado, não se orgulhe. Esse pecado tem levado muitos à ruína, à queda.

4. Os sofrimentos. Quando você aceitou a Jesus, tudo era alegria. Mas os sofrimentos vêm. Nessas ocasiões, Satanás cochichará em seus ouvidos, dizendo mentiras, para que, se o seu sentimento não estiver bom, você volte atrás. Diante de alguns, ele põe a dúvida. As pessoas começam a pensar que não são realmente salvas, que não foram aceitas por Deus. Não dê ouvidos. Você precisa viver pela fé e não pelo sentimento (2Cor 5.17).


II. O QUE NOS ENSINA A PARÁBOLA DO SEMEADOR

Jesus contou uma parábola em que apresenta as dificuldades que uma pessoa enfrenta para segui-lo.

Ele ilustrou isso falando de quatro tipos de terreno em que o semeador espalhou a sua semente:

1. À beira do caminho (Mat 13.4,19). Essas são as pessoas que ouvem a Palavra de Deus e encontram o primeiro obstáculo: Satanás rouba a semente do seu coração. Esses nem chegam a se converter. Certamente esse não é o seu caso. Qualquer tentativa de Satanás para desviar você da fé deve ser rechaçada (1 Ped 5.8,9). Satanás é um inimigo contra o qual você vai lutar sempre.

2. Solo rochoso (Mat 13.5,20,21). Aqui Jesus apresenta as dificuldades enfrentadas por este tipo de terreno: angústia e perseguição. Talvez de um parente, um amigo. Pode ser crítica, desprezo ou perseguição. Abandono de alguém querido. Vêm os escândalos. Você pode encontrar alguém que diz seguir a Jesus, mas sua vida não corresponde à sua declaração de fé. Não se impressione, nem se escandalize. Olhe para Jesus.

3. Entre espinhos (Mat 13.7,22). Estes são os que querem seguir a Jesus, mas se sentem atraídos pelas riquezas e prazeres do mundo. Então, você precisa amar a Jesus sobre todas as coisas.

4. Boa terra (Mat 13.8,23). É uma pessoa que OUVE, COMPREENDE e FRUTIFICA. Ela tem também muitas dificuldades. Mas o seu segredo é que ela PERSEVERA. Não desiste. Vence as dificuldades.


III. EXEMPLOS DE CHAMADOS

Encontramos na Bíblia alguns exemplos de pessoas que foram chamadas e encontraram dificuldades:

1. O precipitado. Aquele que se apresenta a Cristo e se propõe a segui-lo, mas não calcula o preço (Lucas 14:25-33). Seguir a Jesus custa um preço. E preciso renunciar muita coisa e colocar Jesus acima de pai, mãe, irmãos, filhos, esposa, bens e apropria vida (Mat 10.37-39).

2. O moroso (Luc 9.59,60). Este pediu para seguir a Jesus depois de sepultar o pai. Isso, no contexto judaico, significava que ele ia esperar o pai morrer, para depois seguir a Jesus. A expressão “permite primeiro” significa que outros interesses estavam antes do interesse de seguir a Jesus.

3. O contraditório (Luc 9.61,62). Ele é contraditório. Também diz “deixa-me primeiro ”, ao mesmo tempo em que se oferece para seguir a Jesus, dizendo: “seguir-te-ei. Senhor”. Ele olha para trás. Nós não devemos olhar para trás. Devemos olhar para Jesus, à frente.

CONCLUSÃO
Jesus não nos prometeu uma vida sem problemas. Pelo contrário, Ele afirmou que “…no mundo passais por aflições”. Mas nos garantiu a vitória, ao dizer: “mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33).

Busque forças em Jesus para prosseguir. Aprenda na sua Palavra, a Bíblia Sagrada, a vencer o inimigo e a edificar a sua mente. E assim, você será um vencedor.


Hebreus 12:2 diz: “Corramos com perseverança a carreira que nos está proposta….”.

domingo, 8 de dezembro de 2013

O Que Significa Perdoar?

José tinha apenas dezassete anos quando seus irmãos, friamente, venderam-no para a escravidão. Separado da sua família e do seu país, ele atingiu a posição de supervisor da casa de Potifar, seu senhor egípcio. Mas o desastre atingiu-o novamente. Ele recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e ela acusou-o falsamente de assediá-la. Ele foi posto na prisão, onde, mais uma vez, o Senhor estava com ele e se tornou o supervisor dos outros prisioneiros.
José permaneceu nessa prisão pelo menos durante dois anos (Génesis 37;39).
Faraó, rei do Egito, teve um sonho e desejava sua interpretação. José foi capaz, pelo poder de Deus, de interpretar o sonho de Faraó e foi exaltado a uma posição de poder próxima à do próprio Faraó. Este fê-lo encarregado dos armazéns e da distribuição dos cereais em toda a terra do Egito. Foi depois disto que os irmãos de José vieram ao Egito para comprar cereais.
Estava dentro do poder de José tomar vingança contra aqueles que tinham pecado contra ele tantos anos atrás. Contudo, a Bíblia relata que José experimentou os seus irmãos e, tendo visto o arrependimento deles, recebeu-os com lágrimas e afeto (Génesis 45:1-15). Ele os tinha perdoado por seu pecado.
Muitas pessoas não perdoariam, como José o fez. Não é fácil, frequentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar aos outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15).
Todos os indivíduos são responsáveis diante de Deus por isso necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.
O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa torna-se devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa da sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde a sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).
A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através da nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento dos nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!
O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de David a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que David tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).
O Perdão é Condicional
É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador.
Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”
E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.
Perdão Não É . . . De fato, se libertamos o pecador da sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar no seu modo destruidor. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador.
Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.
A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança.
Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.
O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto da sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!
Como Posso Perdoar?
O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica a nossa relação com o nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter a sua posição como transgressor por causa de sua recusa a arrepender-se, o seu pecado não deverá dominar o meu estado emocional.
E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que lhe devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente a sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo com falta de misericórdia, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos aos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).
Para nos prepararmos para perdoar, precisamos de lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo.

Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação com a nossa face a Deus (Efésios 4:32; Colossenses 3:13).

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

AS BEM – AVENTURANÇAS

Mateus 5:1-12
“Vendo Jesus às multidões, subiu ao monte, e como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados” .Vs.1
No Monte, nas altas montanhas foi sempre o lugar escolhido por Jesus para grandes ensinos.

Há em toda a Bíblia 73 citações que falam de bem-aventuranças. Só no Novo Testamento há 50 citações. Esta palavra é uma promessa de felicidade e prosperidade, proferida por Deus para aqueles discípulos tementes que fazem a sua vontade.

Através dessas bem-aventuranças podemos entender o caráter de Deus, seu amor para com suas criaturas e sua justiça em dar a cada um o que verdadeiramente merece.

O reconhecimento de Deus aos homens diz respeito a várias atitudes e atividades que estes realizam no dia a dia; mas, também fala de reconhecimento de grupos sociais excludentes, marginalizados, fala de povos, nações que temem a Deus.

Vejamos alguns destes reconhecimentos:
SL 1: 1,2 = “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na rodas dos escarnecedores; antes o seu prazer está na lei do Senhor e nela medita de dia e de noite”.
SL 32: 1 = “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada”.
SL 33: 12 = “Bem-aventurada a nação cujo Deus é o Senhor”.
SL 40: 4 = “Bem-aventurado o homem que põe a sua confiança no Senhor e não pende para os arrogantes”.
SL 41: 1= “Bem-aventurado o que acode o necessitado”.
SL 84: 4,5 = “Bem-aventurados, Senhor, os que habitam em tua casa. Bem-aventurado o homem cuja força está no Senhor”.
SL 112: 1 = “Bem-aventurados, os que guardam a retidão, e o que pratica a justiça em todo o tempo”.
No livro de Apocalipse as Bem-aventuranças dizem respeito a nossa vida pós-morte:
AP. 14: 13 = “Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor. Porque descansarão de suas fadigas”.
AP 19: 9 = “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia do Cordeiro”.
AP 20: 6 = “Bem-aventurados são os que participam na primeira ressurreição”.
AP 22: 14 = “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”.

A NATUREZA DO CARÁTER CRISTÃO 

Muito mais do que falar de bem-aventuranças é falar da importância de um bom comportamento ser e honrado por Deus.

O mundo em que vivemos é o da mediocridade e o de levar vantagens sobre tudo e a todos. Os que são reconhecidos e louvados são os corruptos, ladrões, os desonestos. Os íntegros, os sinceros são tidos como tolos, bobos, lesos e abestalhados.

Discurso de Rui Barbosa No senado Federal: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. (Triunfo das nulidades; Obras Completas de Rui Barbosa.   V. 41,  t. 3, 1914. p. 86)

Deus é justo juiz e sabe reconhecer e dar honra aos que persistem andando nos padrões por Ele exigidos conforme a Sua Palavra.

As bem-aventuranças, como são geralmente chamadas, são descrições numa forma exclamatória das qualidades que devem ser encontradas, todas elas, e de fato o são, em vários graus, na vida dos que se submetem ao domínio soberano de Deus. Elas são também umas declarações das bênçãos que já experimentam em parte e que irão gozar mais plenamente na vida futura todos os que revelam tais virtudes.

O sermão do monte trata da ética absoluta do reino de Deus; “consequentemente, qualquer pessoa que se diga filho de Deus, ou que diz conhecê-lo, ou pertencer ao seu reino, ou ser membro de seu corpo, a igreja; em suma, todos aqueles em que seja notória a ausência destas qualidades, é mentiroso e não conhece a verdade”. Russel Champlim

Os reconhecimentos das qualidades e das virtudes, dos que produzem frutos dignos de filhos de Deus, é realçado por Jesus neste sermão.

O sermão do monte nos mostra como estão nossos frutos espirituais. Trata-se de uma radiografia de nosso interior, e é uma identificação de nosso passaporte para os céus.

As oito “Bem-aventuranças…” de Mateus cinco, descreve o caráter, o valor e a honra de pertencer ao reino de Deus.
“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”.
‘ São aqueles que reconhecem de coração ser pobres no sentido de não poderem realizar nenhum bem sem assistência divina e que não têm nenhum poder em si mesmos que os ajude a fazer o que Deus requer deles. ’

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”.
‘São os que lamentam tanto os seus próprios pecados e falhas, como o mal tão preponderante no mundo, causando tanto sofrimento e miséria. A simpatia que nasce desta lamentação traz consolação desde agora para aqueles que a praticam. ’
Citação: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” Por essas palavras Cristo não ensina que o chorar em si mesmo tenha poder para remover a culpa do pecado. Não sanciona a suposta ou voluntária humildade. O choro a que Se refere, não consiste em melancolia e lamentação. Ao passo que nos afligimos por causa do pecado, cumpre-nos regozijar-nos no precioso privilégio de ser filhos de Deus. {DTN 205.4}

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”.
‘São aqueles que se humilham diante de Deus por reconhecerem sua total dependência dele. Como consequência são gentis no trato com os outros.’

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”.
‘São os que, por ansiarem em ver o triunfo final de Deus sobre o mal e o seu reino plenamente estabelecido, anseiam também por fazer eles próprios o que é justo e reto.’

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
‘São os que se acham indignos das misericórdias de Deus e que, não fosse por essa misericórdia eles não seriam apenas pecadores, mas pecadores condenados. ’

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus”.
‘São os que são livres da tirania do ‘eu dividido, ’ e que não ficam tentando servir a Deus e ao mundo ao mesmo tempo. ’

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”.
‘São os que estão em paz com Deus, que é o ‘autor da paz e apreciador da concórdia; são também os que se mostram verdadeiramente filhos de Deus, esforçando-se para aproveitar qualquer oportunidade que se lhes abra para efetuar a reconciliação entre aqueles que estão em desavença. ’

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”.
‘São os que sofrem perseguições por sustentarem um testemunho eficaz, seguindo os padrões divinos da verdade, justiça e pureza, recusando-se se ajustar ao paganismo ou a curvar-se perante os ídolos que os homens erguem como substitutos de Deus. ’

“Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados” Mt 5:1ss.

Deus é justo juiz e sabe reconhecer e dar honra aos que persistem andando nos padrões por Ele exigidos conforme a Sua Palavra.

O sermão do monte trata da ética absoluta do reino de Deus. Este sermão nos mostra de como estão nossos frutos espirituais. Trata-se de uma radiografia de nosso interior, e é uma identificação de nosso passaporte para os céus.

Feliz o dia em que o Senhor dirá àquele que fez a vontade: ‘Muito bem servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei: entra no gozo do teu senhor.’ Mt:25:23



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

COM JESUS, UMA VIDA TRANSFORMADA

1-INTRODUÇÃO: Marcos 16:1-16.
Antes do amanhecer do dia de Domingo, ainda estava muito escuro, Jesus Cristo ainda dormia na sepultura. Os guardas romanos cuidadosamente vigiavam este lugar, entretanto os anjos invisíveis também estavam ali, como representantes celestiais. Eles estavam ali para dar as boas-vindas ao Senhor Jesus, que muito em breve ressuscitaria.

Também os anjos maus rodeavam o sepulcro procurando por todos os meios manter  o Filho de Deus preso para sempre. De repente tudo estremece, um terramoto localizado provocado por um anjo de Deus que desceu do céu, e clamou com grande voz: “Filho de Deus, o Teu Pai te chama”. Jesus saiu do sepulcro pela vida que Ele tem em si mesmo. “Eu sou a ressurreição e a vida” disse Ele, no mesmo instante a Sua palavra cumpriu-se.

A primeira pessoa a ver Jesus ressuscitado foi Maria Madalena. Pouco depois chegaram outras mulheres trazendo especiarias e unguentos para ungir o Seu corpo.

Jesus depois apareceu e falou também a essas mulheres. Mais tarde teve uma entrevista pessoal com Pedro a quem certamente perdoou e animou. Horas mais tarde acompanha a Cleofas e o seu companheiro no caminho de Emaús. Aparece depois aos Apóstolos no cenáculo, Tomé estava ausente. Uma semana mais tarde novamente aos apóstolos reunidos no mesmo lugar em Jerusalém agora Tomé também estava.

Encontra-se com sete Apóstolos que estavam a pescar no mar da Galileia. Mais tarde no mesmo mar encontrou-se com os onze Apóstolos e com mais de 500 cristãos no Monte das Bem-aventuranças. Também apareceu a Tiago: 1ª Coríntios 15:7.

Finalmente, 40 dias depois da Sua ressurreição despediu-se no Monte das Oliveiras ascendendo ao céu.

Que significa para nós a ressurreição de Jesus? Que importância teve para os tristes e decepcionados discípulos?

II- O SIGNIFICADO DA RESSURREIÇÃO.
1.         Para Maria Madalena e as outras mulheres.

Aquela madrugada de domingo, quando algumas mulheres piedosas saíram de suas casas para visitar o sepulcro de Jesus, Maria Madalena que amava muito a seu Salvador, ela foi a primeira a ver a pedra removida do seu lugar. Viu os guardas romanos como mortos, viu um anjo que a ela e às outras mulheres ordenou que anunciassem as boas novas da ressurreição de Jesus aos apóstolos. Jesus fala com elas. Que alegria, que maravilhosa surpresa!

2- Para os dois discípulos a caminho de Emaús.
Ao entardecer daquele dia da ressurreição, todos os discípulos continuaram a duvidar se realmente o Senhor estava vivo. Dois deles voltaram para as suas casas em Emaús, aldeia que distava 12 Kms, de Jerusalém. Quando Jesus começa a caminhar com eles percebe claramente do que falam: Lucas 24:21.

Estas palavras revelaram a decepção de todos os cristãos naquele dia. No entanto Jesus dissipou essa tristeza e avivou-lhes a fé.

4- Para os onze Apóstolos que se encontraram com Jesus.
Não existia mais motivos para duvidar. Jesus em pessoas diante deles, ficaram atónitos. Mostrou-lhes as marcas dos pregos nas suas mãos e nos pés.

5- Para os 500 discípulos. 1ª Coríntios 15:6.
Jesus tinha convocado a todos eles para esse último encontro, manifestou-Se também a mais de 500 pessoas num só momento, foi a todos os cristãos reunidos a quem Jesus disse: “Portanto ide...” Mateus 28:19,20.

A honrosa missão de pregar foi dada não só aos Apóstolos, mas a todos os cristãos. Para todos os Apóstolos, todas as mulheres cristãs e os discípulos em particular a ressurreição de Jesus significou segurança e cumprimento das profecias.

A ressurreição reavivou as suas esperanças, motivou as suas vidas e lhes deu sentido para a proclamação do Evangelho. Fez com que o temor e as dúvidas desaparecessem, foram substituídas pela segurança e a salvação.

III- QUE SIGNIFICA A RESSURREIÇÃO PARA NÓS?
1- Jesus é as primícias dos que dormem o sono da morte e nos dá a certeza que os mortos em Cristo ressuscitarão no último dia.

2- Jesus é a vida eterna para nós. Nosso Deus veio para dar-nos a vida em abundância, saúde e qualidade de vida superior.

3- Podemos agora confiar plenamente na Bíblia. Deus nunca falha. O que Deus promete cumpre.

4- Reconhecimento, graças mil a Deus. Jesus ressuscitou e venceu. Nós também venceremos.

IV- APELO.
Actos 1:9-11.
1-         Como podemos não amar quem nos amou tanto? Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro. Se o amamos, é natural servi-Lo. Nada será muito difícil fazer a quem O ama.
2-         Nossa maior necessidade de hoje é a de aceitar a salvação que há em Cristo, e a maior acção de Deus para este planeta terra é salva-lo. Jesus é a salvação. Ele quer salvar a cada um, Ele quer derramar o Seu amor na nossa vida.
3-         Quer aceitar, hoje, o amor de Deus para que desta forma possa desfrutar a paz da salvação ? Quer preparar-se para a iminente vinda de Jesus a este mundo?
4-         Quer continuar a estudar a Bíblia para viver melhor, para fazer a sua família feliz e gozar das delícias do reino de Deus?
5-         Que Deus vos abençoe e aumente a vossa felicidades, cada dia mais, que o Espírito Santo vos ajude a perseverar na fé em Jesus.


José Carlos Costa, pastor