sábado, 2 de novembro de 2013

A Fé pelo Ouvir a Palavra de Deus

"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus."  (Romanos 10 : 17)
As Escrituras são o grande veículo na transformação do caráter. Cristo orou: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade.” João 17:17. 


A Palavra em primeiro a voz ou fala é um instrumento maravilhoso da raça humana. A linguagem é uma força, uma arma para nós. Tiago fala do poder das palavras (Tg. 3:1-12). A fala tem esta relevância porque o nosso Deus se comunica, Ele fala, Ele se revela pela palavra. A Israel Ele deu um código e orientou para que ouvissem a sua voz:
“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” Josué 2:8.

Neste texto Paulo informa que o plano de salvação está submisso à Palavra. A fé salvadora vem pela audição do que Deus fala. De uma forma indireta o texto diz que ninguém será salvo pelas boas obras, por ter um bom comportamento, por ter todo um sonho, por fazer atos religiosos. Uma pessoa para ser salva, livre de condenação eterna precisará ouvir a Palavra.

Qualquer pessoa que ouvir o evangelho estará sujeita a ser salva. E qualquer cristão que ouvir a Palavra de Deus tem toda possibilidade de agradar a Deus vivendo segundo a sua vontade.

O evangelho tem que ser verbalizado para atingir o homem na sua naturalidade e só depois gerar a fé salvadora. Da compreensão à aceitação, do ouvir ao crer, este é o caminho da salvação.

Uma pessoa que ouve o evangelho está sujeita a uma transformação radical e interior (Hb. 4:12).

A fim de demonstrar a necessidade de se fazer ouvir o evangelho este texto faz 4 perguntas pertinentes, que são:

1. COMO INVOCARÃO AQUELE EM QUE NÃO CRERAM? (V.14)
Somente invocamos a quem conhecemos. Se uma pessoa não conhecer a Cristo, a sua morte, ressurreição e senhorio, não poderá invocá-lo. Um filho invoca o nome do seu pai e não de um estranho porque o conhece. Esta fé é o estágio inicial da salvação.

2. COMO CRERÃO NAQUELE DE QUEM NÃO OUVIRAM FALAR (V.14b)
A fé não nasce num vazio. Os missionários são enviados porque a mensagem precisa ser formalizada. Se o crer antecede o invocar, também o ouvir procede o ato de crer.

“ De acordo com as regras normais da gramática, a expressão aquele de quem deveria ser traduzida como aquele que; seria, portanto, o orador e não a mensagem. Em outras palavras, eles não crerão em Cristo enquanto não o tiverem ouvido falar por intermédio dos seus mensageiros ou embaixadores”    J. Stott.

3. COMO OUVIRÃO, SE NÃO HOUVER QUEM PREGUE (14c)
Paulo está a desafiar os romanos a serem crentes, a transmitirem as notícias oficiais de Deus registada nas Escrituras. Sem os arautos não há ouvintes.

4. COMO PREGARÃO SE NÃO FOREM ENVIADOS (15a)
Agora a necessidade de arautos é confirmada com base nas Escrituras: Como está escrito: “Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!” (15b). Se aqueles que proclamaram as boas novas de libertação do exílio babilónico foram celebrados dessa forma, quanto mais bem-vindos deveriam ser os arautos do evangelho de Cristo!

VEJAMOS O INVERSO DA ORDEM DESTES VERBOS:
Cristo envia os seus arautos; os arautos pregam; as pessoas ouvem; os ouvintes crêem; os crentes invocam; e aqueles que invocam são salvos.

VEJAMOS DE UMA FORMA NEGATIVA:
A menos que certas pessoas sejam comissionadas para a tarefa, não haverá pregadores do evangelho; se o evangelho não for pregado, os pecadores não ouvirão a mensagem nem a voz de Cristo; a não ser que eles a ouçam, nunca crerão nas veredas de sua morte e ressurreição; a menos que creiam nessas verdades, eles não invocarão o Senhor, e, se não invocarem o seu nome, nunca serão salvos.

CONCLUSÃO – A fé vem pelo ouvir. O não salvo ouve e recebe a influência do evangelho e sofre as transformações. Três ilustrações da palavra de Deus demonstram que ele é ativa: Semente (Mc. 4:14), Espada (Ef. 6:17) e Martelo (Jr. 23:29).

No salvo a Palavra de Deus produz santificação (I Tes. 5.23) e a purificação permanente (I Pe. 1:23). Orientar-se pela Palavra de Deus é orientar-se pelo que há de mais seguro no universo. Ouvir, ler e meditar na Palavra de Deus é sustentar-se no eterno (Mt. 24:35)

É a Palavra de Deus que descobre o nosso homem interior, que é viva (Hb 4:12).
Estudada e obedecida, a Palavra de Deus atua no coração, subjugando todo atributo não santificado. O Espírito Santo vem para convencer do pecado, e a fé que brota no coração opera por amor a Cristo, conformando-nos em corpo, alma e espírito à Sua própria imagem. Então Deus pode usar-nos para fazer Sua vontade. O poder a nós concedido atua no interior para o exterior, levando-nos a transmitir a outros a verdade que nos foi comunicada. {PJ 45.1}
Tomemos hoje o propósito de ouvi-la, de lê-la e de a anunciar


José Carlos Costa, pastor

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Uma Luz Segura em Meio a Escuridão Apocalíptica

“Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão os povos, mas sobre ti aparece
resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti.” (Isa. 60:2). “Pois eis aqui que as trevas cobriram a terra, e densas trevas as nações; mas o Senhor qual sol, se levantará sobre ti e em ti será visto a Sua glória”(Isaías 60:2, VM).
Muitos recordarão os tremendos cortes de luz que afectaram a zona oriental dos Estados Unidos faz alguns anos. O mais extenso foi o ocorrido nos dias 9 e 10 de novembro de 1965, em Ontário, Canadá. Sete estados do nordeste e a cidade de Nova Iorque ficaram submergidos na mais profunda escuridão durante muitas horas. O fenómeno afetou a trinta milhões de pessoa e abarcou uma superfície de 130.000 Km².
O mesmo sucedeu na cidade de Nova Iorque em 13 de julho de 1967, quando um raio caiu sobre uma central elétrica, cortando todas as luzes e paralisando a cidade por mais de 24 horas.
Milhares de pessoas ficaram encerradas nos subterrâneos da metrópole. Milhares de assaltantes saíram à rua, quebraram vitrinas e produziram incêndio. Foram aprisionados mais de 2.800 indivíduos e o valor dos objetos roubados foi estimado em milhões de dólares.
É muito difícil imaginar o que sucede em uma situação tal se nunca foi vivida a experiência. Os elevadores se detêm entre os andares, os aparelhos elétricos deixam de funcionar, os estabelecimentos de purificação das águas paralisam, os aparelhos de refrigeração cessam de funcionar, os alimentos se decompõem, os relógios param, e as luzes de emergência nos hospitais estão acesas em permanência. Era como se Nova Iorque tivesse retrocedido ao princípio, aos dias da criação quando “a terra, porém, era sem forma e vazia. Havia trevas sobre a face do abismo” (Génesis 1:2).
Nova Iorque sofreu apenas um corte de luz material, uma falta de energia elétrica, mas a Bíblia fala de uma escuridão destruidora da alma, calamitosa, espiritual, que se produzirá quando os povos da terra tiverem pouca consideração pela retidão, a verdade, a virtude e a fé, e quando os homens invalidarem os mandamentos de Deus.
Há fontes maiores de luz espiritual para nosso mundo. “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para os meus caminhos” (Salmos 119:105). “Envia a Tua luz e a Tua verdade, para que me guiem e me levem ao Teu santo monte, e aos Teus tabernáculos” (Salmos 43:3). “Porque o mandamento é lâmpada e a instrução luz, e as repreensões da disciplina são o caminho da vida” (Provérbios 6:23). Quando os homens voltam as costas às revelações de Deus e à luz que mana a Sua lei e da Bíblia, então certamente, escuridão cobrirá a Terra e densas trevas as nações.
Luz para Dissipar as Trevas
Com o fim de assegurar uma luz adicional nestes dias de escuridão apocalíptica, Deus tem enviado a Seu povo uma luz especial e segura. “O povo que andava em trevas, viu grande luz, e PDF created with pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com
2 aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (Isaías 9:2). A luz inspirada que Deus tem dado a Seu povo, é o Espírito de Profecia. Deus havia prometido que a voz Profética seria ouvida novamente em Seu povo. “E acontecerá depois que derramarei o meuEspírito sobre toda a carne. Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões. Até sobre os servos e sobre as servas derramarei o Meu espírito naqueles dias” (Joel 2:28, 29). Esta Profecia deve ter seu cumprimento “antes que venha o grande e terrível dia do Senhor” (Joel 2:31). Este dia já tem chegado!
Muitos estão familiarizados com Apocalipse 12:17, 19:10 e 22:9. Pelo exposto nestes textos, concluímos que as marcas identificadoras da igreja dos últimos dias serão que eles “guardam os mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus Cristo”. O Testemunho de Jesus Cristo é o Espírito de Profecia. Igual aos Profetas bíblicos, Ellen G. White, uma das fundadoras da igreja Adventista do Sétimo Dia, teve também uma luz em meio da escuridão destes últimos dias.
Quemé Deus?
Nossa vida moderna tem caracterizado-se por síndromes tais como: “Deus está morto!”.
Praticamente falando, hoje em dia a maioria das pessoas não crêem no Deus da vida e da criação. O verdadeiro Deus indubitavelmente está morto no que a eles corresponde. O verdadeiro Deus está perdido entre as multidões que se saciam com os ensinos dos falsos profetas, falsas teorias, ‘ismos’ e vãs filosofias.
Os homens declaram que Deus está morto, que é impotente, ou que não se preocupa com as pessoas, que não vê, ou que não sabe o que acontece. Mas notemos as palavras da Escritura acerca de Deus: “Não sabes, não ouvistes que o eterno Deus, o Senhor, o criador dos fins da Terra, nem se cansa nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o Seu entendimento. Faz forte ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam nos Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Isaías 40:28-31).
“Acaso não sabeis? Porventura não ouvis? Não vos tem sido anunciado desde o princípio? Ou não atentastes para os fundamentos da Terra? Ele é o que está assentado sobre a redondeza da Terra, cujos moradores são como gafanhotos. É Ele quem estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda para neles habitar. É Ele quem reduz a nada os príncipes, e torna em nulidade os juízos da terra” (Isaías 40:21-23). “Levantai ao alto os vossos olhos, e vede. Quem criou estas cousas? Aquele que faz sair os Seus exército de estrelas, todas vem contadas, as quais Ele chama pelos seus nomes, por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar”(Isaías 40:26).
Escutemos agora esta sublime descrição do amor e poder de Deus que procede do Espírito de Profecia: “As coisas da Natureza que hoje contemplamos dão-nos uma idéia muito pálida da beleza e glória do Éden. Entretanto o mundo natural, com voz inequívoca, proclama a glória de Deus. Nas coisas da Natureza, manchadas como se acham pela maldição do pecado, permanece ainda muita coisa bela. Alguém omnipotente, grandioso em bondade, em misericórdia e amor, criou a Terra, e esta, mesmo em seu estado maculado, inculca verdades acerca do hábil Artista mestre.
Neste livro da Natureza que nos é aberto nas belas e perfumosas flores, com seus variados e delicados matizes, Deus nos oferece uma expressão inequívoca de Seu amor” (1ME, p. 291).
A Luz Maior
Nesta época apocalíptica se tem declarado que a Bíblia é um livro de fábulas, no qual não se pode confiar, com muitos erros, e se lhe dá pouco valor como fonte absoluta de verdade e revelação. A Bíblia predisse que seria assim: “…e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:4). O Espírito de Profecia eleva a Bíblia e indica ao homem que se volva a ela como a fonte inspirada divinamente e fundamento da verdade.
“Irmãos, apegai-vos à Bíblia, tal como ela reza, parai com vossas críticas relativamente a sua validade, e obedecei à Palavra, e nenhum de vós se perderá. O engenho dos homens se tem exercitado através dos séculos para medir a Palavra de Deus por sua mente finita e limitada compreensão. Se o Senhor, o Autor dos oráculos vivos, retirasse a cortina e revelasse Sua sabedoria e Sua glória perante eles, reduzir-se-iam a nada, e exclamariam como Isaías: “Sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios” (Isaías 6:5). Damos graças a Deus por ser a Bíblia preparada para o pobre da mesma maneira que para o homem de saber. Ela se adapta as idades e à todas as classes” (1 ME, p. 18).
Se os homens lessem a Bíblia com oração e com uma mente disposta a aceitar suas verdades e obedecê-las, não haveria necessidade da luz menor, mas até os membros da igreja remanescente descuidam do estudo cuidadoso da Palavra de Deus. “Não estais familiarizados com as escrituras. Se houvésseis dedicado a estudar a Palavra de Deus, com um desejo de alcançar a norma da Bíblia e a perfeição cristã, não haveríeis necessitado os testemunhos. E porque haveis descuidado o familiarizar com o Livro inspirado de Deus, pelo que ele tem procurado alcançar mediante testemunhos simples e diretos, chamando vossa atenção às palavras da inspiração que haveis descuidado obedecer, e convidando-os a amoldar vossa vida de acordo com seus ensinos puros e elevados” (5 T, p. 280).
“Os testemunhos do Espírito de Deus são dados para dirigir os homens a Sua Palavra” (1ME, p.
46). “Pouca atenção é dada a Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior” (CE, p. 125). Os escritos que nós chamamos de Espírito de Profecia, afirmam repetidamente que a Bíblia é a Palavra de Deus. O mesmo é como um comentário divinamente inspirado acerca do Livro dos livros e simplesmente assinala, como uma luz menor, à luz maior.
Criação Versus Evolução
O cristão, o filho de Deus, aceita sem reservas o fato de que o mundo surgiu à existência por meio de uma ordem da criação. “Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem” (Hebreus 11:3). Os homens investem milhões de dólares no laboratório, e os arqueólogos estudam a superfície da terra em um vão esforço por explicar o que Deus já revelou. Não interessa quantos fósseis, ou quantos ossos, ou quanta investigação se realiza, os homens sempre tatearão na escuridão do desconhecido, a menos que aceitem a maravilhosa luz da revelação: “No princípio, Deus…”
“A obra da criação nunca poderá ser explicada pela Ciência. Que Ciência poderia explicar o mistério da vida? A teoria de que Deus não criou a matéria quando trouxe o mundo à existência não tem fundamento. Ao formar o mundo, Deus não ficou em dívida com uma matéria preexistente. Pelo contrário, todas as coisas, materiais ou espirituais, surgiram ante o Senhor Jeová, à Sua voz, e foram criadas por Seu desígnio. Os céus e todas suas hostes, a terra e todas as coisas que há nela, não são somente as obras de Suas mãos, mas sim que surgiram à existência pelo sopro de Sua boca”(8 T, pp. 258, 259).
A Bíblia revela como se originou a vida humana. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher os criou” (Génesis 1:27). A luz menor explica: “Ao sair o homem das mãos do Criador, era de elevada estatura e perfeita simetria. O rosto trazia a rubra coloração da saúde, e resplendia com a luz da vida e com alegria. A altura de Adão era muito maior do que a dos homens que hoje habitam a Terra. Eva era algo menor em estatura, contudo suas formas eram nobres e cheias de beleza. Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais, estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, tal como a usam os anjos, enquanto viveram em obediência a Deus, esta veste de luz continuou a envolvê-los”
(PP, pp. 28 e 29).
Um dos exemplos mais claros da grande escuridão que empana a mente dos homens, é a teoria da evolução. Os homens exploram a terra em busca do elo perdido. No laboratório e nas provetas, procuram explicar a origem do produto mais maravilhoso das mãos do Criador: o ser humano. Os homens de Ciência experimentam com bebês de proveta, procurando produzir vida por meio da engenharia genética, em um vão e infrutífero esforço na busca do começo da vida.
A segura luz profética declara: “Na criação do homem foi manifesta a intervenção dum Deus pessoal. Ao fazer Deus o homem à Sua imagem, a forma humana estava perfeita em toda a sua distribuição, mas sem vida. Então, um Deus pessoal que tem vida em Si mesmo, soprou nessa forma o fôlego da vida, e o homem tornou-se um ser vivente, respirando e dotado de inteligência. Todas as partes do organismo humano entraram em ação. O coração, as artérias, as veias, a língua, as mãos, os pés, os sentidos, as percepções da mente. Todos começaram a funcionar, e todos ficaram sujeitos a uma lei. O homem tornou-se alma vivente. Por meio de Jesus Cristo, um Deus pessoal que criou o homem, e dotou-o de inteligência e vigor” (3 TS, p. 262).
A escuridão das teorias compostas pelo homem que sustém que a família humana evoluiu das formas inferiores da vida, que os antropóides evoluíram até finalmente converter-se em seres superiores, é pura estupidez! Outra manifestação da grande escuridão que cobre a terra!
“Deveria haver uma fé sólida na origem divina da Santa Palavra de Deus. A Bíblia tem que ser provada pelas ideias científicas dos homens, mas sim que a ciência deve ser provada pro esta norma infalível. Quando a Bíblia faz declarações sobre fatos da natureza, a ciência deve ser comparada com a Palavra Escrita, e uma correta compreensão de ambas, sempre comprovará que estão em harmonia. Uma não contradiz à outra” (Ellen G. White, Signs of the Times, 13 de março de 1884).
Tempos Perigosos
Embora como luz menor, os testemunhos são sem dúvidas, divinamente inspirados, e, com frequência, de natureza Profética. Nenhuma pessoa inteligente desconhece o horror da época que estamos vivendo. Assassinatos, roubos, pornografia, violações e crimes violentos de toda espécie se multiplicam em nossas cidades, nossos bairros e nas zonas suburbanas. As forças de ordem parecem impotentes para reprimir a onda de crimes.
Robert H. Pierson em seu livro Good-bye, Planet Earth, transcreve da Revista Times, de 30 de junho de 1975, os seguintes fatos alarmantes:
Num período de 72 horas onze pessoas foram assassinadas em Atlanta, seis delas com armas de fogo. Em Detroit Beach, Michigan, uma senhora que estava cuidando de seu neto de quatro anos enquanto brincava, viu um rapaz sendo apunhalado, até cair morto por um adolescente aparentemente interessado nos 0,40 centavos de dólar que o menino tinha no bolso. Na cidade de Nova Iorque, nesta primavera, a polícia acusou a uma quadrilha de seis adolescentes, um dos quais com 13 anos, do assassinato por asfixia de três anciãos carentes materialmente. Um deles morreu com o véu para as orações, dentro da boca.
Qualquer que seja a forma na qual se meça o incremento do crime no mundo, os resultados são os mesmos. Está em todas as partes todo tipo de violência… Durante os últimos 14 anos, a percentagem de roubos teve um aumento de 255%, violações em 143%, assaltos à mão armada em 153% e assassinatos em 106%… Um policial de Chicago disse o seguinte: “Por pior que pintes o panorama, jamais igualará este à realidade”.
A luz maior descreveu as condições que existiriam em nossos dias. “Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Tim. 3:1-5).
“Tenho ordem de declarar a mensagem, dizendo que as cidades onde reina a transgressão, extremamente pecadoras, serão destruídas por terremotos, pelo fogo e por dilúvio. Todo o mundo será advertido de que existe um Deus que demonstrará Sua autoridade divina” (Evangelismo, p. 27).
No entanto, a escuridão cobre de tal maneira os corações dos homens que não podem
compreender que “o salário do pecado é morte” (Romanos 6:23). Este estado de coisas não cessará até que os céus se enrolem como pergaminho e, através das avenidas do Céu, vejamos Jesus vindo. A serva do Senhor declarou: “Breve se levantarão grandes dificuldades entre as nações, as quais não cessarão até a vinda de Jesus” (Review and Herald, 11 de fevereiro de 1904).
“Aproxima-se a tempestade, e precisamos aprontar-nos para sua fúria mediante arrependimento para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus Cristo. O Senhor Se levantará para sacudir terrivelmente a terra. Veremos aflições por todos os lados. Milhares de navios serão arremessados para as profundezas do mar, esquadras se submergirão, sendo sacrificados milhões de vidas humanas. Irromperão inesperadamente incêndios, que nenhum esforço humano será capaz de extinguir. Os palácios da Terra serão varridos pela fúria das chamas.
Tornar-se-ão mais e mais frequentes os desastres de estradas de ferro, confusão, colisões e morte, sem um momento de advertência ocorrerão nas grandes vias de comunicação. O fim está perto, a graça está a terminar. Oh! Busquemos a Deus enquanto Se pode achar, invoquemo-lo enquanto está perto!”(MJ, p. 89).
Derramamento de sangue, bombardeios, guerrilhas, rivalidades entre os partidos políticos, nacionalidades e raças nos fatos diários. Jesus predisse que “guerras e rumores de guerras” seriam a característica dos últimos dias. Os decretos dos governos, o controle do dinheiro, inflação e toda espécie de restrições políticas e civis, se acrescentam à escuridão destes tempos e são obstáculos para a conclusão da obra de Deus. Nossa igreja tem sido banida em alguns países e grandemente limitados os seus alcances evangelísticos em outros. Tal como disse a Escritura:
“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e tem o Testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17). Mas não devemos desesperar, pois o mesmo Senhor toma sobre si a responsabilidade do êxito de Sua obra, e “porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve”(Romanos 9:28).
A pena inspirada lança o seguinte desafio: “Não temos tempo a perder. O fim está próximo. Em breve a passagem de um lugar para o outro a fim de transmitir a verdade será cercada de perigos à direita e à esquerda. Far-se-á tudo para obstruir o caminho dos mensageiros do Senhor, de modo que não possam realizar o que lhes é possível executar agora. Cumpre-nos olhar de frente nossa obra, e avançar o mais depressa possível em luta intensa. Segundo a luz que me foi dada por Deus, sei que as potências das trevas estão trabalhando com intensa energia que procede de baixo, e a passos furtivos vai Satanás avançando para se apoderar dos que agora se acham adormecidos, qual lobo que se apodera da presa. Temos agora advertências que nos é possível dar, uma obra que nos é concedido fazer. Em breve, porém, será mais difícil do que podemos imaginar. Ajude-nos Deus, a conservar-nos na vereda da luz, trabalhar com os olhos fixos em Jesus, nosso líder, e, paciente e perseverantemente, avançar para a vitória”(2 TS, p. 376).
Luz Sobre o São Viver
Em relação a saúde, há grande evidência de que o homem como um todo está na escuridão. As enfermidades degenerativas do coração e dos vasos sanguíneos são as principais causas de morte. Como diz um antigo adágio espanhol que a família humana está “cavando sua sepultura com seus próprios dentes”. Multiplicam os restaurantes e as pessoas comem continuamente carne e gordura frita, guloseimas, tanto de dia como de noite. Os hospitais se encontram totalmente repletos, na grande maioria porque a família humana não somente não come o que deve, mas sim o faz quando o deseja, bebe e fuma em grande excesso.
A mensagem sobre saúde foi surgindo em forma gradual da pena de Ellen G. White. O Senhor lhe apresentou a verdade neste aspecto da vida quando a igreja estava preparada para recebê-la.
Em 1854, escreveu sobre a higiene pessoal e a abstinência de alimentos enriquecidos e refinados, insistindo no uso de alimentos naturais. Seis artigos básicos sobre saúde intitulados “Saúde, ou Como Viver”, surgiram de sua pena em 1865. Foram reproduzidos em sua totalidade em Mensagens Escolhidas, vol. II., pp. 411-479.
Ellen G. White aconselha contra o consumo de carne como artigo principal da dieta. Em uma mensagem apresentada aos delegados da Associação Geral em 1909, declarou: “Se a alimentação de carne foi saudável algum dia, é perigosa agora. Constitui em grande parte a causa dos cancros, tumores e moléstias dos pulmões” (3 TS, p. 359). Quão oportunas são estas palavras nesta época quando o câncer tem-se tornado em uma praga, e é uma das principais causas de morte. Se a família humana tão somente desse atenção à luz dada, nestes dias de apocalíptica escuridão!
Ellen G. White escreveu em 1896: “Tanto o sangue como a gordura de animais são consumidos como uma iguaria. Mas o Senhor deu instruções especiais quanto a não deverem eles ser comidos. Por quê? Porque seu uso ocasionaria uma corrente sanguínea enferma no organismo humano. A desconsideração pelas direções especiais do Senhor tem trazido uma porção de dificuldades e doenças aos seres humanos… Se eles introduzem no próprio organismo aquilo que não pode formar carne e sangue de boa qualidade, têm de suportar os resultados de seu menosprezo à Palavra de Deus” (CRA, pp. 393, 394).
Os narcóticos cobram também seu tributo da vida. Até o Governo Federal dos Estados unidos é obrigado a reconhecer os perigos existentes em cada maço de cigarros. Em todo maço aparece impresso em forma bem visível: “Atenção: O Diretor de Saúde Pública determinou que o fumar é perigoso para sua saúde”. Apesar desta advertência, a venda de cigarros e charutos aumenta em uma proporção astronómica.
Mas a primeira mensagem sobre saúde veio à Sra. White no outono de 1848. “O fumo é um veneno da mais enganosa e maligna espécie, tendo efeito excitante, depois paralisante sobre os nervos do corpo. É tanto mais perigoso porque seus efeitos sobre o organismo são lentos e, a princípio, quase imperceptíveis. Multidões têm caído vítimas de sua venenosa influência. Eles se têm certamente matado por esse veneno lento” (Te, p. 57).
Deu ainda maior ênfase ao assunto em 1905, quando declarou: “O fumo é um veneno lento, insidioso, mas por demais maligno. Seja qual a forma em que for usado, atua na constituição. É o mais perigoso, porque seu efeito é lento, e a princípio por assim dizer, imperceptível. Excita e depois paralisa os nervos. Debilita e obscurece o cérebro. Muitas vezes ele afeta os nervos de maneira mais forte que a bebida intoxicante. É mais sutil, e seus efeitos difíceis de desarraigar do organismo” (CBV, p. 328).
Vários livros da pena da mensageira do Senhor contêm conselhos atualizados no que se refere as áreas de saúde, não simplesmente advertências contra os hábitos venenosos do ser humano, mas também conselhos positivos e construtivos acerca dos alimentos e nutrição.
O Defunto não Morto
Enquanto fazia fila na caixa de uma das casas de uma grande cadeia de supermercados, vi em uma banca o título de um jornal: “Elvis Presley comunica-se com sua família depois da morte”.
Há uma convicção crescente nas mentes dos homens de que há vida e comunicação depois da morte.
Não faz muito tempo apareceu um filme cinematográfico intitulado: “Mais além e para atrás” que descrevia as experiências de homens e mulheres que, de acordo com o autor, estavam mortos e no entanto podiam olhar os médicos enquanto cobriam os seus corpos falecidos. Também estavam em condição de testemunhar as dolorosas cenas que se produziam quando seus familiares os enterravam.
De acordo com os produtores de filmes cinematográficos, as pessoas morrem, mas não estão realmente mortas. Isto não é novo, de nenhuma maneira. A ideia de que a morte não é o fim está se expandindo cada vez mais. Milhares de pessoas crêem que os defuntos estão vivos em alguma parte e que os vivos podem se comunicar com eles. Uma das grandes evidências da escuridão de nossa era é a crença no espiritismo, a imortalidade da alma e na vida após a morte.
Apesar do claro e simples testemunho da Bíblia, a grande luz de Deus, os homens não podem crer nas palavras inspiradas: “Por que os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem cousa nenhuma, nem tão pouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram. Para sempre não têm eles parte em cousa alguma do que se faz debaixo do sol”(Ec. 9:5, 6).
A Mensageira do Senhor Afirma para o Povo Remanescente:
“Satanás escolheu um certeiro e fascinante engano, que tem por objetivo captar as simpatias daqueles que têm os seus amados na tumba. Anjos caídos assumem a forma dessas pessoas queridas e relatam incidentes relacionados com suas vidas e executam atos que seus amigos realizavam quando estavam vivos. Desta maneira enganam aos familiares dos mortos e os faz crer que seus queridos, que baixaram ao descanso, são anjos que voam de um lado para outro e se comunicam com eles… estes anjos caídos que pretendem ser os amigos falecidos, desprezaram por completo a Palavra de Deus como uma simples fábula, ou se corresponde melhor a seu propósito, selecionam porções vitais que testificam de Cristo e que indicam o caminho ao céu, e mudam as simples declarações da Palavra de Deus para que estejam em harmonia com suas naturezas más e almas corruptas…”
“Seres mortais enganados estão adorando a anjos caídos, na crença de que são os espíritos de seus amigos mortos.”
“As pessoas mais licenciosas e corruptas são altamente lisonjeadas por estes espíritos satânicos, os quais crêem que são os espíritos de seus amigos mortos, e são assim falsamente agradados em suas mentes carnais” (1 T, pp. 96-98).
A serva do Senhor faz a seguinte advertência:
“Alguns serão tentados a aceitar essas maravilhas como sendo de Deus. Enfermos serão curados à nossa vista. Milagres se efetuarão aos nossos olhos. Estamos nós apercebidos para a prova que nos aguarda quando as mentirosas maravilhas de Satanás forem mais amplamente exibidas? Não serão muitas almas enredadas e arrebatadas? Separando-se dos positivos preceitos e mandamentos de Deus, e dando ouvido às fábulas, o espírito de muitos se está preparando para receber esses milagres de mentira. Cumpre buscarmos todos armar-nos para o combate em que nos havemos de em breve empenhar. A fé na Palavra de Deus, o estudo seguido de oração e aplicado praticamente, será nosso escudo contra o poder de Satanás, levando-nos à vitória pelo
sangue de Cristo” (1 TS, p. 100).
A Escuridão se Faz Mais Profunda
Temos hoje a escuridão do espiritismo, o exorcismo e a possessão diabólica. Também nos vemos confrontados com o dom de línguas, as curas milagrosas e outras manifestações sobrenaturais que, geralmente, dão evidência de serem inspirados por Satanás. Graças a Deus pela luz que tem dado a Seu povo, sendo que o inimigo submerge ao mundo inteiro na tremenda escuridão da superstição e o culto ao diabo.
Há muitas outras evidências da escuridão do século em que vivemos: imoralidade, incluindo a homossexualidade, pornografia, poligamia, intercâmbio de esposas, experiência com as ciências ocultas, lutas corporais com explosão de violência, cataclismos da natureza, tais como ciclones, furacões, marés altas e terremotos, que cobram seu tributo de milhares de vidas. Tudo isto mostra que estamos vivendo em dias de negra escuridão, pecado, decadência e desespero. A luz da revelação divina informa que todas estas cousas são sinais da volta de Nosso Senhor com poder e grande glória. Em toda a Bíblia aparece a promessa da breve volta de Cristo. Esta é a gloriosa esperança da igreja, e é nosso sinal enquanto vivemos nestes tempos confusos da história apocalíptica. O lema do cristão é “Maranata, o Senhor vem”.
Da pena inspirada, lemos as seguintes assombrosas palavras: “A emocionante verdade que tem estado ressoando em nossos ouvidos durante muitos anos: ‘O Senhor está às portas, apronta-te’, não é menos verdade hoje que quando ouvimos a mensagem pela primeira vez. Os maiores interesses da igreja são o povo de Deus, o destino de um mundo impenitente e ímpio, agora e para a eternidade, estão aqui em jogo. Estamos todos destinados ao juízo” (5 T, p. 14). Ellen G. White descreve a preparação que o povo de Deus deverá fazer para poder estar pronto para recebê-Lo nesse dia glorioso. Declara o seguinte:
“As imaculadas vestes da Justiça de Cristo são colocadas sobre os provados, tentados, mas fiéis filhos de Deus. Os desprezados remanescentes são vestidos de vestes gloriosas, que nunca mais serão manchadas pelas corrupções do mundo. Seus nomes são retidos no livro da vida do Cordeiro, registrados entre os fiéis de todos os séculos. Resistiram aos ardis do enganador; não foram demovidos de sua lealdade pelos rugidos do dragão. Acham-se agora eternamente seguros dos ardis do tentador. Seus pecados são transferidos para o originador do pecado. E os remanescentes são não só perdoados e aceitos, mas também honrados. Uma ‘mitra limpa’ é-lhes colocada sobre a cabeça. Serão como reis e sacerdotes para Deus” (2 TS, pp. 178 e 179).
A vitória está assegurada, a Bíblia o declara. Uma luz menor o afirma e a honra de Deus o garante. Sejamos fiéis apesar da escuridão desta época apocalíptica, pois um novo dia breve amanhecerá quando Nosso Senhor reinará pelos séculos dos séculos.
O Humilde Canal de Luz
O fato mais destacável em relação com a luz menor é a vida humana através da qual, esta luz nos tem chegado. Deus escolheu a uma jovenzinha débil, enferma, sem estudos e tímida, como o meio para proporcionar luz à Sua igreja remanescente. Através de visões, sonhos e inspirações, Deus lhe falou como não o fez com nenhuma outra pessoa nestes tempos modernos. Que bênção tem sido para a Sua igreja, suas centenas de livros e milhares e milhares de manuscritos, nesta época de lúgubre escuridão! Declare particular tesouro. Ele designou que Sua igreja na Terra esteja perfeitamente unida no espírito e conselho do Senhor dos exércitos até o fim do tempo” (2 ME, p. 397).
Apesar de a escuridão cobrir a Terra e densas trevas os povos, Deus têm dado luz ao remanescente de Seu povo para que não tenha necessidade de tropeçar em sua perigosa viagem para a Canaã Celestial. “Se porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantermos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”(1 João 1:6, 7). Assim, com valor e esperança que não serão embaciadas nestes dias de escuridão e pecado, a igreja remanescente de Deus segue sua marcha à luz de Sua Palavra e os conselhos da luz menor, plenamente informada de que antes de muito estaremos no mar de vidro com palmas de vitórias nas mãos. A Bíblia o declara e o Espírito de Profecia o sustém.
Devemos estar prontos. Devemos estar preparados para o grande dia da volta de nosso Senhor.
O profeta Amós exclamou: “…Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com teu Deus” (Amós
4:12). A luz menor faz um chamado similar: “Meu irmão, minha irmã, insisto em que vos prepareis para a vinda de Cristo nas nuvens do Céu. Dia a dia alijai do vosso coração o amor do mundo. Sabei por experiência própria o que significa ter comunhão com Cristo. Preparai-vos para o juízo, para que, ao vir Cristo para se fazer admirável em todos os que crêem, vós estejais entre os que O encontrarão em paz” (3 TS, p. 432).
Não somente devemos preparar-nos, mas sim que tenhamos um mundo no qual vamos estar, um mundo que salva para o reino de Deus.
“Em visões da noite passaram perante mim, representações dum grande movimento reformatório entre o povo de Deus. Muitos estavam louvando a Deus. Os enfermos eram curados, e outros milagres eram operados. Viu-se um espírito de intercessão tal como se manifestou antes do grande dia de Pentecostes. Viam-se centenas e milhares visitando famílias e abrindo perante elas a Palavra de Deus. Os corações eram convencidos pelo poder do Espírito Santo, e manifestava-se um espírito de genuína conversão. Portas se abriam por toda parte para a proclamação da verdade. O mundo parecia iluminado pela influência celestial”(3 TS, p. 345).
Assim, através da luz de Sua Palavra e de Seu Testemunho, e através de Seu povo de quem declarou ser a “luz menor”, a escuridão apocalíptica desta era será dissipada, e aceitarão e se regozijarão na verdade. Graças a Deus pela luz maior, e louvado seja Deus por Seu divino comentário à luz menor, que Ele colocou em meio de Seu povo para predizer, guiar, corrigir, inspirar, admoestar, aconselhar, reprovar, preparar e equipar a um povo a quem Deus disse:

“Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti”.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Uma História Antiga e Sempre Atual

I REIS 16.29-34

Inspirados em Provérbios 14.12, os compositores evangélicos Paulo Cézar e Jayro T. Gonçalves escreveram uma música intitulada “Caminhos”, e num trecho da canção declaram: “Posso andar em caminhos que eu mesmo quis construir/ Posso fazer o que quero, agradando só a mim/ Mas plena paz não posso alcançar/ Há caminho, que ao homem, parece ser bom/ Mas seu fim não é o melhor.”

Infelizmente, esta não foi a compreensão do rei Acabe. Ele figura na lista dos reis de Israel como um dos mais infiéis. Não observou os caminhos do Senhor: viveu uma vida completamente sem referências, fazendo somente o que era mau.

Nos nossos dias também, muitos são os que têm escolhido caminhos errados, seguindo sem direção.

AMBIENTE HISTÓRICO
Acabe, filho e sucessor de Onri, foi o sétimo rei de Israel e reinou durante 22 anos, foi o seu sucessor o seu filho Acazias. Segundo o relato bíblico, Acabe fez “o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele”. O seu reinado foi marcado por idolatria, apoio ao paganismo, perseguição aos profetas do Senhor e constantes guerras contra a Síria.

A história do rei Acabe põe em cena outros nomes importantes da época, a saber: Jezabel, a impiedosa mulher a quem Acabe tomou por esposa e que exerceu tremenda influência na sua vida, pois o instigava a fazer o que era mau (21.25); Elias, o ousado profeta do Senhor, que confrontava Acabe por causa dos seus pecados, sendo por isso perseguido (21.20); Nabote, símbolo das vítimas do abuso de poder do rei e da rainha, o qual foi apedrejado por se recusar a vender ao rei uma propriedade que lhe pertencia (21.1-16).

A história do reinado de Acabe está registada em I Reis 16.29 a 22.40. A vida desse rei pode ser tomada como exemplo da infeliz trajetória de um homem sem referencias para a vida. Como aconteceu nos dias de Acabe, hoje também o Senhor e a Sua Palavra têm sido desprezados por muitos. E o misticismo e a atenção aos falsos profetas têm sido a opção de inúmeras pessoas. Destacamos a seguir, alguns dos perigos e as trágicas consequências da ausência de valores corretos para a vida.

1. O PECADO DA IDOLATRIA
Acerca da idolatria a que Acabe se entregou, o texto aponta duas questões agravantes: seguiu os pecados de Jeroboão e casou-se com Jezabel (16.30-33).

O rei Jeroboão tinha edificado em Dã e Betel santuários para concorrer com o templo de Jerusalém (motivos políticos). Também incentivou o sincretismo religioso, misturando o culto do Senhor com o de Baal. Além disso, profanou o sacerdócio, pois, a quem queria constituía e consagrava como sacerdote (12.25-31; 13.33-34). Acabe, não apenas preservou esse padrão de culto; como se não bastasse, foi mais longe ao tomar por esposa a Jezabel. O deus de Jezabel era Baal e com o casamento esse culto pagão foi mais e mais fortalecido em Israel. Cerca de 850 profetas estavam ao serviço do culto pagão em Israel. Baal era servido por 450 profetas e a deusa Aserápor 400 (18.19). Jezabel exerceu grande influência sobre Acabe com o propósito deste perder a fé  e princípios  bíblicos, desviando-se completamente do Senhor e trilhasse os caminhos da idolatria.

Quando o ser humano perde os valores dados por Deus e ignora o alvo a seguir, abandonando a Palavra de Deus e deixando de olhar firmemente para o Autor e Consumador da Fé - Jesus - torna-se susceptível de se entregar à idolatria. Por causa das vantagens políticas, Acabe abandonou o Deus de Israel e entregou-se à idolatria. O relato de I Reis 21.25-26 diz que ele “se vendeu para fazer o que era mau...” Hoje também há muitos que se vendem, abandonam a Deus, perdem os referencias e seguem a outros “deuses” por causa de supostas vantagens.

2. A ATENÇÃO AOS FALSOS PROFETAS
Quando Josafá, rei de Judá, se juntou a Acabe para guerrearem contra a Síria, sugeriu a Acabe que consultasse primeiro a palavra do Senhor, acerca da viabilidade desse projeto. Então o rei ajuntou cerca de 400 falsos profetas (provavelmente serviam à deusa Aserá, pois os de Baal já estavam mortos) e se pôs a ouvi-los. Acabe tinha prazer em ouvir estes profetas, pois eles profetizavam o que lhe interessava (22.5-6,12). Inconformado, Josafá perguntou: “Não há aqui algum profeta do Senhor para o consultarmos?” (22.7). Acabe respondeu: “Há um ainda, por quem consultar ao Senhor, porém eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau. Este é Micaías...” (22.8). O texto não esclarece, mas parece que Elias tinha-se afastado de Samaria, pois só reaparece quando Acazias, sucessor de Acabe já está a reinar (II Rs 1). Ao ser convocado, Micaías disse que falaria somente o que o Senhor lhe dissesse, mas, como era de esperar, o rei não gostou da mensagem (22.17-18). Por isso ordenou que Micaías fosse lançado na prisão e castigado com escassez de pão e água até que ele retornasse da guerra vitorioso e em paz (22.26-27).

Optando pelos conselhos dos falsos profetas, subiu para a guerra, mas a batalha terminou no mesmo dia em que começou, pois ele foi ferido e à tarde morreu (22.29-36).

A insensatez e o trágico desfecho da história de Acabe retratam o proceder daqueles que perdem os referências para a vida. Dão atenção aos falsos profetas, embrenham-se pelos perigosos caminhos da magia, do espiritismo, do esoterismo e das vãs filosofias, e o fim é sempre desastroso. É por isso que Jesus adverte: “Acautelai-vos dos falsos profetas...” (Mt. 7.15; 24.23-25; I Jo 4.16).

3. A CONIVÊNCIA COM A INJUSTIÇA
O relato bíblico dá a entender que a injustiça praticada no reinado de Acabe, cm grande parte foi movida por Jezabel, mulher impetuosa e cruel. Era ela quem exterminava os profetas do Senhor (18.4). Foi ela quem jurou que faria a Elias o mesmo que ele fez com os profetas de Baal (19.1-3). Foi ainda Jezabel quem tramou a morte injusta de Nabote, sob falsas acusações, porque ele se recusou a vender ao rei a sua plantação de uvas (21.5-16).

Em todos estes episódios, o que se percebe é a conivência de Acabe. Ele era o rei, mas fazia vistas grossas diante desses graves atos de injustiça.

Quando o homem perde as referencias para a vida, toma-se insensível e vê a injustiça como algo normal, algo que não inquieta, que não incomoda a consciência. Mesmo sabendo de tudo, Acabe desceu para a vinha, a fim de a tomar por posse, como se nada de errado tivesse acontecido (21.17-19).

A falta de compromisso com Deus e com a sua Palavra, certamente é o que tem levado muitos dos nossos governantes, bem como pessoas de entre o povo e até da igreja, à atitude de conivência com a injustiça nas suas múltiplas formas de manifestação. Mas a Palavra de Deus adverte contra a injustiça (Pv 22.8; Jr. 22.3).

4. RESISTÊNCIA À PALAVRA DO SENHOR
Quando o indivíduo abandona o Senhor e perde os referencias para a vida, fica como que vacinado contra a Palavra do Senhor. Isto está evidente na atitude de Acabe diante de Elias (18.15-18). A presença e as palavras de Elias incomodavam, pois ele falava da parte do Senhor. E o que o Senhor tinha para dizer a Acabe através do profeta, naturalmente não eram coisas boas. Ele resistia à Palavra do Senhor e considerava o profeta Elias como “o maior criador de problemas em Israel” e um inimigo (18.17; 21.20, BLH).

Quanto ao outro profeta, Micaías, o rei também não gostava de o ouvir, pois a sua palavra era sempre dura (22.7-8).

Quando o indivíduo está longe de Deus, entregue aos desejos do coração e sem direção, a Palavra do Senhor realmente incomoda e torna-se insuportável.

Segundo o apóstolo Paulo, chegará um tempo em que muitos “Não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (II Tm 4.3,4). Será que já não estamos a viver esse tempo?

5. O CASTIGO PELA INFIDELIDADE
A palavra de juízo do Senhor veio a Acabe, através do profeta Elias (21.19-24). O futuro reservado a Acabe era trágico. O que lhe aguardava era humilhação, desonra e a destruição das futuras gerações, como consequência de todos os seus pecados. Apesar de se ter humilhado perante o Senhor (21.27-29), o fato é que o castigo pela infidelidade apenas foi adiado. O preço da infidelidade é muito elevado. Não adianta rebelar-se contra Deus. O salmista Asafe declarou: “Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo” (Sl 73.27).

A experiência de Acabe deixa-nos lições sobre os riscos e as consequências de uma vida sem referências, ou seja, uma vida que exclui a Bíblia como única regra de fé e prática e que substitui o compromisso com Deus por outras supostas vantagens.
Exorto em nome do Senhor a tomarmos o caminho da fidelidade e não o caminho de Acabe.

Em Jesus

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tudo Posso Naquele que me Fortalece

Texto: Filipenses 4.13-20

A frase “tudo posso naquele que me fortalece” enche o nosso coração de força. Com certeza em muitos momentos em sua vida você se valeu desta verdade da Palavra de Deus para superar um desafio, para vencer uma luta espiritual, para conviver com uma enfermidade, para suportar a adversidade, para suportar uma perda. De fato esta palavra tem sustentado a muitos e durante toda a história da igreja.

No entanto esta frase não é solta na Bíblia. Ela não é uma varinha de condão, um amuleto, uma senha para tudo o que pensamos.

Como bem definiu Dennis Dowwin: nem tudo o que eu quero eu posso, nem tudo que eu posso, eu devo; e nem tudo o que eu posso, eu faço.

De fato existem circunstâncias em que de fato Deus nos fortalece, mas isto não significa que podemos fazer tudo. O mesmo Apóstolo Paulo nos demonstra na sua própria vida que esta frase “tudo posso” não nos torna um super-crente, um super herói da fé.

No contexto desta frase entendemos que este poder de Deus em nós nos faz caminhar por terrenos distantes do que gostaríamos e sonhamos. Às vezes este “tudo posso” nos assusta quando interpretado dentro do seu contexto. Então o que significa neste texto a expressão “tudo posso naquele que me fortalece”?

I- PODER PARA SER HUMILDE

O Apóstolo das nações ensina aqui que o poder de Deus em nós não nos exalta, mas nos torna humildes. De fato ele teve que ser humilde em alguns pontos:
1- Humilde para receber ajuda material de outros (v.10, 14-17). Às vezes achamos que estamos bem espiritualmente quando temos condições de ajudar os outros. Alguns acham até que receber ajuda é um sinal de fraqueza da fé. No entanto o texto ensina que Paulo não viu neste ato de receber ajuda material qualquer demérito, mas uma forma de experimentar o suprimento de Deus na sua vida. Ele entendia que quando um irmão ajuda o outro a ajuda se transforma numa oferenda a Deus, em um sacrifício espiritual (v.18).

Lembremo-nos de que o nosso Salvador aceitou ser sustentado por mãos humanas:
Marcos 15:40-41
40- Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé;

41- as quais, quando Jesus estava na Galileia, o acompanhavam e serviam; e, além destas, muitas outras que haviam subido com ele para Jerusalém.

Ele nos deu o exemplo para seguirmos os seus passos.
2- Humildade para receber apoio espiritual (v. 10). Penso que este cuidado da igreja para com o Apóstolo era mais que material. Eles se associaram a Paulo na sua luta espiritual, na sua tribulação (v.14). Alguns crentes reclamam que não recebem apoio espiritual, outros no entanto acham-se tão orgulhosos que não buscam nenhum apoio em outros irmãos.

É interessante que o Senhor Jesus não teve receio em pedir a companhia de seus discípulos:
Mt. 26.38: Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.

O próprio Apóstolo Paulo se sentia fortalecido com a presença de seus irmãos, mesmo sendo estes menos experientes do que Ele. Sobre Tito ele diz:
2 Coríntios 7.6: “Porém Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito;”

O quanto deste poder de Deus repousa sobre nós? Será que estamos dispostos a permitir que o poder de Deus nos conduza para terrenos de tanta humildade assim?

II- PODER PARA SE ALEGRAR EM TUDO

Paulo demonstra que mesmo tendo passado por tantas necessidades, ele se alegrava no Senhor pelo suprimento (v.10). Logo após ele nos ensina que Deus o fortalece de tal forma que ele pode experimentar qualquer circunstância. Ele conhecia bem o que nos ensina Eclesiastes 3.1-8, mas especialmente os versos 4 e 5 que diz:

Eclesiastes 3. 4-5:
4- Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; 5- tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

Houve tempo em que o poder de Deus se manifestou em glória na vida de Paulo quando ele repreendeu demónios, quando orou e enfermos eram curados, quando pregou e muitos se converteram. No entanto em outros momentos ele foi visto em fraqueza física e emocional. Mesmo assim ele experimentou a força do Senhor em sua vida:

2 Co 10. 8-10:
8- Porque, se eu me gloriar um pouco mais a respeito da nossa autoridade, a qual o Senhor nos conferiu para edificação e não para destruição vossa, não me envergonharei, 9- para que não pareça ser meu intuito intimidar-vos por meio de cartas. 10- As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes; mas a presença pessoal dele é fraca, e a palavra, desprezível.

Como este Apóstolo devemos nos alegrar mesmo quando for difícil e sermos fiéis mesmo quando as circunstancias for desfavorável. Mesmo na fraqueza o poder de Deus nos alcança e nos aperfeiçoa.

Quando falarmos “tudo posso naquele que me fortalece, que estejamos dizendo: Em qualquer circunstância eu me sinto fortalecido. Como bem diz uma de nossas músicas:
Seja onde for eu louvo, cada vez mais eu louvo, pois o seu amor rodeia-me como ar…

Que Deus nos fortaleça de tal forma que se cumpra em nós as palavras de  Paulo:
Romanos 8.31-39:
31- Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32- Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? 33- Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34- Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. 35- Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? 36- Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. 37- Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 38- Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, 39- nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

III- PODER PARA SE CONTENTAR

Paulo recebe a ajuda da igreja de Filipos, agradece aos irmãos e se diz satisfeito (v. 18). Ele não pede mais nada, mas se diz contente com o que recebeu.

Tenho observado que especialmente no nosso contexto capitalista o contentamento tem desaparecido das nossas vidas. Parece que queremos sempre mais. Se temos um carro bom queremos um melhor. Se temos uma casa boa, queremos uma maior ainda; se temos um telemóvel razoável, queremos o melhor que existe; se temos uma igreja boa, queremos uma ainda melhor. Dificilmente encontramos uma pessoa que diz como o Apóstolo Paulo: Estou suprido (v.18). Este mesmo Apóstolo nos orienta sobre a beleza do contentamento em outro texto:
1 Tm 6.6: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento.”

O apóstolo Paulo aos Hebreus reafirma estas palavras:
Hebreus 13.5: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.”

“A satisfação faz com que os pobres tornem-se ricos; a insatisfação faz com que os ricos tornem-se pobres (Benjamim Franklin).

“Aquele que está sempre satisfeito, embora tenha tão pouco, é muito mais feliz do que aquele que está sempre a cobiçar mesmo tendo tanto” (M. Henry).

Eugene Peterson fala sobre a falta de “contentamento pastoral’, fazendo alusão a pastores que nunca estão satisfeitos em suas igrejas e com suas igrejas, querendo sempre algo novo e deixando o rebanho intranquilo.

Que Deus nos dê poder para conquistarmos mais, para trabalharmos mais, para buscarmos mais; mas também que Ele nos dê poder para dizer: Estou satisfeito; não preciso de mais nada.

Que ouçamos as palavras do nosso Senhor Jesus que os orienta a não ficarmos inquietos, ansiosos, preocupados com as coisas materiais.

Mt. 6.25-30:
25- Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26- Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? 27- Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? {ao curso da sua vida; ou à estatura} 28- E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29- Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30- Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?

Contentar é uma confiança de que Deus em Cristo suprirá cada uma de nossas necessidades (v.19). Observemos que Paulo fala em cada um, em uma por uma. Deus sabe do que precisamos por isso devemos ficar despreocupados e contentes.

CONCLUSÃO
Será que agora podemos ler este versículo com estes significados apresentados nos pontos anteriores? Será que ao dizer isto estou de fato dizendo a Deus que estou fortalecido e tudo posso n´Ele?

Nele eu posso ser humilde e receber ajuda material e espiritual dos irmãos?

Nele eu posso ser agradecido em toda e qualquer circunstância?

Nele eu posso dizer que estou contente e satisfeito?

Que na próxima vez que usarmos este verso nos lembremos de suas implicações e do que ele de fato quer nos dizer.


Que Deus nos abençoe.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O que é Santificação?

Fala-se muito em “santificação”, “ser santo”, “santificar-se”.

Mas, qual o significado bíblico de Santificação?

Vejamos o que a Palavra de Deus fala sobre este tema; afinal, os Adventistas crêem no princípio evangélico da Sola Scriptura, defendido por Lutero, o qual determina que a Bíblia deve ser sua própria e exclusiva intérprete.

1. Alguém ou algo separado por Deus para uso ou serviço

a) Pessoas
“Vós Me sereis de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” – Êxodo 19:6.

“Disse o Senhor a Moisés: Consagra-Me todo primogénito; todo aquele que abre a madre de sua mãe entre os filhos de Israel” – Êxodo 13:1, 2.

b) Tempo – sábado
“Lembra-te do dia de sábado, para santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” – Êxodo 20:8-11.

c) Dízimos – Bens e Rendas
“Também todas as dízimas da terra, tanto do grão do campo, como do fruto das árvores, são do Senhor: santas são ao Senhor… No tocante às dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passa debaixo da vara do pastor, o dízimo será santo ao Senhor” – Levítico 27:30, 32.

d) Animais
“Consagra-Me todo primogénito; todo que abre a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais” – Êxodo 13:2.

Santificação não é sinónimo de conduta. Ser “santo” não significa ser “inerentemente bom”, ou que “não se peca mais”.

“Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos” – 1Coríntios 7:14.

O esposo (ou a esposa) incrédulo é santificado pelo relacionamento com o cônjuge crente. Neste sentido, a ideia básica de santo é a de “separado”.

Em Romanos 1:7 e Filipenses 1:1, Paulo chama os membros da igreja “santos”. Eles eram santos porque foram chamados por Deus e estavam em Cristo.

2. Santificação como um fato consumado
“Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas… De quanto mais severo castigo julgais vos será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” – Hebreus 10:10, 29.

Não existe uma santificação parcial. Ela é completa (cf 1Cor. 1:2).

O desenvolvimento do cristão não é para a santificação, mas na santificação. A contração “na” dá ideia de completo, mas também de desenvolvimento.

“…nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” – 1Cor. 6:10, 11.

Conforme já sabemos, santificação envolve comunhão e conduta. Assim, podemos afirmar que, em termos de relacionamento (comunhão), o crente está completo, mas em termos de conduta está incompleto.

3. Santificação como processo progressivo, em desenvolvimento
“Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” – João 17:17.

Crescer na santificação não é ter hoje dez hábitos maus e amanhã apenas nove hábitos maus. O crescimento não é visto em ter menos, em diminuir atos, mas em “santidade”.

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade o temor de Deus” – 2Cor. 7:1.

A tensão entre o real e o ideal na santificação

“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” – Mateus 5:48.

Esse verso tem sido muito mal utilizado por aqueles que acreditam, equivocadamente, que o crente precisa ser “perfeito”, no mais amplo sentido desta palavra.

O contexto do verso 48 são os versos 43 a 47. A exortação que Jesus nos faz quanto a sermos “santos” (ou “perfeitos”) como Deus, está relacionada com o amor que devemos ter para com o próximo, inclusive os inimigos. Deus ama a todos os Seus filhos… todos! (cf Rom. 4:5; 5:8).

Vejamos o que o Espírito de Profecia diz sobre esta situação:

“Como Deus é santo na Sua esfera, assim deve o homem caído, mediante fé em Cristo, ser santo na sua” – Atos dos Apóstolos, pág. 559.

Para resolver a tensão entre o real e o ideal, Ellen White apresenta a perfeição relativa na esfera pessoal. Como exemplo, podemos mencionar a semente. Ela é perfeita em cada fase do seu desenvolvimento:

Semente – broto – ramos – flores – fruto

Conclusão:
Como cristãos, temos um ideal a alcançar, mas este só será atingido quando Cristo voltar. Contudo, não é preciso vivermos em estado de tensão e angústia no presente, pois somos perfeitos em cada passo do nosso viver com Cristo, pois é NELE que Deus procura a nossa perfeição.

E como eu posso verificar se estou “crescendo” no processo de santificação?

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio…” (Gál. 5:22-23).

O perfeccionismo não existe nesta vida. Por isso, a salvação JAMAIS foi ou será pelas nossas “boas” obras. Somente através de Jesus, e n´Ele só, é que alcançamos a justificação (passado), a santificação (presente) e a glorificação (futuro).

Adaptado da apostila de Soterologia (SALT-IAENE)


Pr. Gilson Medeiros

sábado, 12 de outubro de 2013

A Moeda Perdida e a Graça de Deus

Introdução:
Esta parábola está inserida dentro de duas outras também conhecidas: a da ovelha perdida e a do filho pródigo.
Eram 100 ovelhas e uma se desgarra do rebanho e se perde. O pastor não se apercebe imediatamente, mas ao contá-las e notando a falta volta pelo caminho em busca da que se extraviou. O filho pródigo não foi perdido, mas se perdeu por não ter a noção exata da força do pecado.

Ler o texto: “…Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Lucas15:8-10)

Que moeda era essa? Possuía algum valor?
A dracma era a moeda grega, e também utilizada como medida de peso. O seu valor era o de um oitavo de uma onça de ouro, ou três gramas e quinhentos e oitenta e seis miligramas.
Dracma é o nome da moeda na Grécia (agora usa-se o Euro)
Era uma moeda de prata. Semelhante a moeda de prata dada pelo bom samaritano ao hospedeiro para tomar conta do que havia sido ferido (ele deu duas) e as trinta moedas pagas a Judas para trair Jesus.

Notemos os detalhes da parábola:
1. Diferentemente das outras perdas, esta moeda foi perdida. Estava na posse da mulher e foi perdida dentro da própria casa, ou seja: estava na casa, mas estava perdida.
2. A mulher possuía 10 moedas e perdeu apenas uma, retendo ainda nove.
3. A mulher deu falta da moeda.
4. Ao dar pela falta, imediatamente colocou em ação um plano para encontrar a moeda:
• Acende a candeia – Iluminar todos os aposentos e ter a luz perto dos olhos para ver bem.
• Varre a casa – Imagino que depois de procurar, ela percebe que somente varrendo cada canto da casa será possível achar essa moeda. Vasculhar em todos os lugares.
• Busca com diligência até a achar – Buscar diligentemente é usado mais uma vez no NT. Em Mt 2.8 quando os magos são instruídos por Herodes para buscar diligentemente o menino, pois também ele queria adorá-lo (averiguar com exatidão).
5. Quando encontra a moeda ela faz isso notório:
• Convoca as amigas e vizinhas,
• Compartilha o seu contentamento, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida.
* Alegrar é a mesma expressão usada pelo pastor no verso seis. A expressão correta aqui é regozijar.
* Na volta do filho pródigo usa-se duas expressões: celebrar conf. vs 23, 24, 29, 32 e também é usada em 1Co 5.8; e alegrar.

Aplicações para a nossa realidade:

O que representa a dracma? Vi de tudo nas pregações disponíveis na Internet. Geralmente se faz alegorias. Assim, a moeda representa a perda da verdade, dignidade, amor, oração, jejum, evangelismo e prazer espiritual e muitas outras coisas.

Como podemos então aplicar essa parábola? Creio que precisamos olhar dentro do contexto das três parábolas.
1. Tudo o que se perdeu era coisa semelhante. Não creio que as parábolas representem os perdidos que estão no mundo.
• A ovelha perdeu-se das outras ovelhas
• O filho abandonou o seu pai e irmão
• A moeda foi perdida das outras moedas
2. O lugar de onde foi perdido ou desgarrado representa um lugar seguro. No caso das ovelhas é um aprisco construído no deserto e no caso do filho é a casa do pai. Em relação à moeda, ela foi perdida de sua proprietária. Se usarmos a parábola da ovelha e a do filho pródigo simbolizando a igreja (ou o céu), porque não também em relação à moeda?
3. Há muitos tipos de perdas representados aqui:
• Perde-se no caminho ou a caminho atraído por outras luzes coloridas que exercem grande atração sobre os cristãos;
• Perde-se por causa da insatisfação e da curiosidade em saber o que está do outro lado da porta;
• Perde-se em decorrência da falta de uso. Um talento que se perde porque não foi colocado para trabalhar e gerar mais benefícios.
4. O nosso tema é a perda da moeda.
• Perdeu-se dentro da própria igreja (lugar seguro)
• Perdeu-se por inércia, por morosidade
• Perdeu-se por causa de algum pecado
• Perdeu-se por falta de compreensão do seu valor e do que representa para a comunidade
• Perdeu-se por não compreender seu papel na missão de Deus
5. As igrejas estão repletas de pessoas perdidas (não no sentido de não-salvas). São nossos irmãos e irmãs cujas vidas cristãs não foram desenvolvidas e cujos talentos foram enferrujados.

A grande lição da parábola, qual é?

1. Toda seja o mesmo de Cristo: buscar o perdido e se alegrar com seu retorno. A perda deveria produzir algum tipo de dor. A ausência e a desvalorização do outro devem causar em nós estranheza. O outro quando não está com os outros deveria ser notado.
2. O nosso olhar comunitário deve ser igual ao da mulher. Alguém não está aqui.
3. A nossa ação comunitária deve também ser a mesma. Fazer todos os esforços para encontrar o perdido. Segundo o Ap. Paulo quem busca os perdidos são os espirituais (Gl 6). Obs. Na igreja temos somente dois tipos de pessoas: os espirituais e os perdidos.

Não podemos duvidar da possibilidade do retorno do perdido. O comentário que originou as três parábolas foi este: “[Jesus] recebe pecadores e come com eles”.

Esta a missão de Cristo e este é o gatilho que dispara os fogos de artifícios para dar inicio à festa. Nas três parábolas houve festa. Infelizmente para os publicanos evangélicos essas parábolas são boas novas para os perdidos. Elas avisam que a misericórdia de Deus ainda está viva e ativa.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O amor à Casa de Deus – Reverência

“Eu amo, SENHOR, a habitação da tua casa e o lugar onde a tua glória assiste”
Salmos 26.8

Introdução: A casa de Deus hoje somos nós como “santuário do Espírito Santo” (I Coríntios 3.16). Contudo, o lugar de adoração chamado de templo também deve ser respeitado como um lugar especial para a presença de Deus. Onde aprendemos e passamos pelas maiores experiências de nossas vidas não pode ser considerado um lugar comum.
O propósito deste estudo é fortalecer o respeito em nossas igrejas e não mistificar o templo físico como se fosse a única habitação de Deus (Isaías 66.1). No tempo do Antigo Testamento, o templo era reverenciado pelo povo e este sentimento respeitoso nos ensina muito como devemos amar nossas igrejas.
Você ama a Casa de Deus?
Veja como os Salmos falam do amor à Casa de Deus:
1- A Casa de Deus é um lugar para toda vida: Salmos 27.4 “uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida...”
O trânsito religioso é um fenómeno mundial que tem levado as pessoas a trocarem de igreja de tempo em tempo. O capitalismo moldou a mente da sociedade para consumir serviços comprando cada dia em um lugar que lhe traga mais benefícios. Deste modo as pessoas estão indo às igrejas que mais lhe agradam para consumir um serviço religioso. Isso é percebido nas estatísticas que comprovam que a maior parte das pessoas que chegam a uma igreja vieram de outra denominação.
A Palavra de Deus ensina que devemos viver para sempre na presença de Deus. O salmista declara que almeja “habitarei na casa do Senhor para todo sempre” (Salmos 23.6). Um grande exemplo são as famílias que dedicam toda sua vida numa igreja e servem a Deus juntos por gerações, unidos na presença de Deus.
Você está na sua igreja há quanto tempo?
Não pense em sair nunca!

2 – A casa de Deus é um lugar de Glória: Salmos 29.9 “no seu templo tudo diz: Glória”
Tanto o Tabernáculo feito por Moisés como o templo construído por Salomão, eram esplêndidos. Construções de marcar a mente e o coração de qualquer visitante. Entretanto a presença de Deus era ainda mais forte do que toda a beleza deste santuário. Quando Salomão foi inaugurar o templo, enquanto as pessoas admiravam a formosura da edificação, Deus veio com sua glória em forma de uma nuvem e cobriu tudo para mostrar que sua presença é a coisa mais importante deste lugar (II Crónicas 7.1-3).
Nossos templos devem ser lugares bonitos e bem cuidados. A dedicação que damos ao lugar de oração demonstra nosso carinho por ele. Se cuidamos de nossa casa, devemos fazer o melhor pela casa de Deus (Ageu 1.4-9). Contudo a marca maior de nossas igrejas deve ser a presença de Deus. Pouco adianta um salão luxuoso para um evento social apenas se não for marcado pela glória de Deus. Esta busca pela presença do Senhor é cultivada através de oração, jejum, adoração e ministração da Palavra de Deus.
Você sente a presença de Deus em sua Igreja?
Busque sentir a Glória de Deus!

3- A Casa de Deus é um lugar de Misericórdia: Salmos 48.9 “pensamos, ó Deus, na tua misericórdia, no meio do teu templo”
Na história da salvação, o templo foi uma estratégia Divina para que as pessoas tivessem um lugar onde encontrassem o perdão para os seus pecados. Mesmo debaixo da lei, o pecador ia ao templo com seu sacrifício e voltava aliviado de suas culpas.
Misericórdia significa perdão e compaixão. A Igreja deve ser um lugar onde há aceitação do próximo, compreensão e inclusão de pessoas discriminadas. Um lugar onde você pode contar seus problemas sem ser recriminado e receber um abraço carinhoso. A igreja não é um lugar de pensar em leis e sim em misericórdia.
Muitas igrejas se enchem de regras que fazem as pessoas sempre pensarem que estão em falta com alguma coisa. Isso se torna um legalismo que impede a aceitação de um para com outro e para com Deus. A Igreja não é lugar de julgamentos e sim de misericórdia. Na casa de Deus recebemos a proclamação do perdão de nossos pecados e devemos também perdoar ao próximo. Não devemos fazer nada pensando no merecimento próprio ou de qualquer pessoa, pois não somos dignos, mas pela misericórdia.
A sua Igreja é um lugar acolhedor?
Faça tudo na igreja por misericórdia!

4- A casa de Deus é um lugar de Cuidado: Salmos 69:9 “o zelo da tua casa me consumiu”
O Tabernáculo e o Templo eram guardados 24 horas por dia. Havia escalas de levitas para ministrar adoração ininterrupta. Os levitas revezavam- se em turnos para dar conta do serviço. Eram tantas as funções que era preciso muita gente envolvida. Por isso o salmista fala do ‘zelo’ pela casa de Deus.
Muitas igrejas têm uma agenda cheia de programações levando os membros ao ativismo religioso. Com isso as pessoas passam muito mais tempo a fazer coisas na igreja do que realmente a buscar a presença de Deus ou a dedicar-se ao seu próximo.
Quem realmente é dedicado ao ministério que exerce, sabe quanto esforço é necessário para fazer o melhor. São anos de preparação e horas de planeamento para qualquer atividade. Todo este zelo mostra o amor ao que faz sabendo que “no Senhor o vosso trabalho não é vão” (I Coríntios 15.58).
Quanto tempo dedica à igreja?
Faça o seu melhor para Deus!

5- A Casa de Deus é um lugar muito Especial: Salmos 84.1-4 e 10 “pois um dia nos teus átrios vale mais que mil, prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade”
O templo marcava a vida das famílias de Israel que todos os anos subiam para Jerusalém para as festas dos Tabernáculos, Pentecostes e principalmente a Páscoa. Para isso se preparavam o ano todo com expectativa de ver novamente a Casa de Deus.
O salmista declara seu prazer pela Casa de Deus dizendo que é o melhor de todos os lugares de sua preferência. Observa que havia passarinhos que faziam seus ninhos e compreende que este comportamento seria porque também têm prazer em estar na presença de Deus (Salmos 84.3).
Do mesmo modo a igreja é um lugar onde apresentamos nossas crianças, educamos os filhos, comemoramos datas especiais, confraternizamos com os irmãos nossos melhores momentos e também choramos entregando as tristezas na presença de Deus. Quem ama a Casa de Deus tem o templo como lugar de suas maiores emoções.
A igreja é um lugar especial para você?
Dedique seus melhores momentos na Casa de Deus!

6 – A casa de Deus é um lugar de Santidade: Salmos 93.5 “à tua casa convém a santidade, Senhor para todo sempre”
Para servir no santuário era preciso muita preparação. Se o sacerdote estivesse em pecado sabia que seria exterminado. Antes de ministrar era preciso santificar-se para não estar em pecado.
As pessoas que somente iam fazer orações ficavam lá fora no átrio. Os levitas que adoravam a Deus ministravam mais a dentro, no lugar santo. Somente o sumo-sacerdote podia ir ao Santo dos Santos e nunca sem oferecer o sacrifício pelo pecado (Hebreus 9.7). Este era um processo de santificação para chegar até à presença de Deus.
A Igreja é um lugar de santificação. Através do sangue dos Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, o pecador recebe o perdão dos pecados sendo santificado “o sangue de Cristo ... purificará a nossa consciência” (Hebreus 9.14). Através da pregação da Palavra de Deus o cristão vai santificando sua vida a cada dia (João 17.17).
O comércio religioso fez de muitas igrejas um lugar mais parecido com um shopping do que com um templo. Isso irritou muito o Senhor Jesus quando chegou ao templo e viu pessoas a comprar e a vender, porque ali é “chamada Casa de Oração” (Mateus 21.13) e não de comércio. Precisamos fazer da igreja um lugar mais de consagração a Deus do que de vontades humanas.
A sua igreja ensina sobre santidade?
Santifique a sua vida para servir a Deus!

7- A casa de Deus é um lugar de Alegria: Salmos 122.1 “alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor”
O povo de Israel subia para o templo cantando os hinos de romagem conhecidos como ‘cânticos de degraus’ entre os Salmos 120 a 134. A cada etapa da subida para Jerusalém paravam e cantavam. Esta era uma forma de expressar sua alegria em visitar a casa de Deus. O Salmo 137 descreve a tristeza do povo no cativeiro que nem conseguia cantar porque estavam distantes do templo.
A Casa de Deus é um lugar de satisfação, pois “bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios, ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa – o teu santo templo” (Salmos 65.4). O servo de Deus encontra prazer em servir ao Senhor (Salmos 1.2). Desde a música até cada detalhe do culto deve ser feito com muita alegria (Salmos 100.1,2).
Os nossos templos devem ser bem ornamentados proporcionando um ambiente alegre. Desde a música e tudo no culto devem ser exultantes com linguagem motivadora que traga ânimo a todos. Momentos de confraternização e descontracção podem ser formas de alegrar a comunidade de fé.
Você tem alegria em ir à Igreja?
Sirva a Deus com prazer!
Ame sua igreja como a Casa de Deus!

CONCLUSÃO: “entrarei na tua casa e me prostrarei diante do teu santo templo no teu temor” Salmos 5.7
Precisamos restaurar o temor ao entrar na casa de Deus. A desmistificação do templo como lugar da presença de Deus fez com que as pessoas se tornassem cépticos com a relação a igreja, sem contar com as decepções com a instituição e liderança. Mesmo assim a Casa de Deus deve ser um lugar especial para cada cristão e “guarda o teu pé quando entrares na casa do teu Deus” (Eclesiastes 5.1).

Você sente respeito por sua Igreja?