sábado, 3 de agosto de 2013

Ladrões e Janelas Abertas

O sol tinha acabado de nascer quando Charlie entrou pelo belo portão de ferro da propriedade em que ele fielmente servira seu mestre por mais de 20 anos. Ele era um cristão muito querido, mas seu patrão passou a vida toda ganhando mais e mais dinheiro, e tornou-se um homem muito rico. Passou a ser conhecido como o homem mais rico de Big Valley. Na noite anterior, Charlie teve um sonho estranho. Pela manhã, quando chegou ao trabalho, foi direto falar com seu patrão: “Patrão, tive um sonho estranho na noite passada. Sonhei que o homem mais rico de Big Valley morreria à meia-noite de hoje. Mas, patrão, quero que o senhor saiba que foi apenas um sonho, e tenho certeza que nada acontecerá. Apenas senti que deveria contar-lhe.”

O patrão deu um tapinha em suas costas e disse: “Bom e velho Charlie, você não tem de se preocupar comigo, estou em boa saúde. É verdade que sou o homem mais rico em Big Valley, mas estou bem.”

Mas conforme as horas iam passando, uma pergunta começou a se formar na mente deste homem muito rico, e ele começou a se questionar: “E se?” Ele tentou esquecer a idéia inconveniente, dizendo a si mesmo: “Isso não pode ser verdade. Por que eu deveria me preocupar com um sonho sem sentido?”

As horas foram passando, o sol se pôs, e o homem foi para casa, mas não conseguia tirar aquela idéia da cabeça: o fiel Charlie tinha tido um sonho em que o homem mais rico em Big Valley morreria à meia-noite.

Este pensamento o incomodou tanto que ele pegou o telefone e ligou para um amigo, médico. Disse: “George, você conhece Charlie, que trabalha para mim? Esta manhã ele me  disse que havia tido um sonho estranho em que o homem mais rico em Big Valley morreria à meia-noite de hoje. Sei que isso não importa. Não estou preocupado, mas faz um bom tempo desde meu último check up.”

George começou a rir. “Tudo bem, George, ria  quanto quiser. Mas falando sério, George, agora seria uma boa hora para fazer outro check up. Posso ir ao seu consultório? Acho que eu dormiria melhor. Não me importo em dizer isso.”

George disse: “Venha, e cuidarei de você.” Ele foi até lá, George o examinou, e não havia nada de errado com ele. “Você está com uma saúde de ferro!”, disse. Eles riram, e o ricaço foi para casa, mas assim mesmo não conseguia esquecer o sonho de Charlie. A pergunta, “e se?”, continuava a importuná-lo.

Mais uma vez, lá estava ele ligando para George. “George, detesto incomodá-lo, e você pode rir quanto quiser, apenas não conte nada aos nossos amigos  em comum. Não temos passado muito tempo juntos, você tem estado ocupado em seu consultório e eu em meu trabalho. Você se importaria de vir até minha casa e passar estas horas de crise comigo?”

George disse: “Tudo bem, vou até aí. Vamos falar sobre os velhos tempos, e talvez possamos discutir um pouco sobre negócios ao mesmo tempo.” George foi até lá e sentou-se com o amigo. Enquanto conversavam as horas iam passando e estava cada vez mais perto da meia-noite. À esta altura o homem rico estava andando de um lado para outro. Parecia que nada que seu amigo médico dissesse poderia acalmá-lo.

Finalmente o relógio marcou meia-noite. Nada aconteceu. George voltou para sua casa, e o homem foi para a cama e dormiu como um bebê.

Na manhã seguinte ele ouviu alguém batendo à porta. Quando a abriu, lá estava o filhinho de Charlie, que disse: “Senhor, mamãe mandou lhe avisar que meu papai morreu à meia-noite ontem.”

Afinal, o que é a riqueza, e quem é realmente rico? Todos nós nos preocupamos em ganhar dinheiro. Não podemos sobreviver neste mundo sem ele. Ganhar dinheiro ocupa a maior parte de nosso tempo e energia. A maioria de nós tem suas preocupações financeiras. Não há muitos de nós que possuem mais dinheiro do que precisam.

Existe um grande temor entre muitos dos que estão no topo financeiro de que um novo choque no sistema econômico internacional possa descontrolar o mercado e gerar uma depressão. Outra preocupação é que a inflação cresça.

Numa reunião recente entre o FMI e o Banco Mundial, quase todos os 140 ministros das finanças ali presentes alertaram para o perigo de uma crise econômica iminente. Amir Jamal, ministro das finanças da Tanzânia, e presidente da reunião disse:

“O mundo está saturado de palavras, palavras e mais palavras sobre a situação econômica global.”

Preocupamo-nos com nossa inflação, e com razão. Mas, comparada a outras partes do mundo, ainda não vimos nada. Passei 11 anos na América do Sul onde vimos uma verdadeira inflação. Os preços dobravam em questão de meses, às vezes, até mesmo, semanas. A maneira mais sábia de administrar o dinheiro era gastar o cheque do pagamento assim que possível, porque se fosse guardado, mesmo que por um dia, teria menos poder de compra.

Vi uma charge interessante num dos jornais do Rio de Janeiro. O primeiro quadro mostrava um homem dormindo enquanto um ladrão entrava em seu quarto. O intruso retirou o que havia na calça da vítima, que estava numa cadeira ao lado da cama. O ladrão jogou todo o dinheiro no chão antes de correr com a calça. O quadro seguinte mostrava o homem colocando suas roupas no cofre e deixando o dinheiro no guarda-roupa.

A alta taxa de inflação na América do Sul e em algumas partes da Europa é ainda mais significante quando se considera o fato de que sua fonte de renda é apenas um pouco mais que a metade do que ganhamos na América do Norte.

Quando a primeira bomba atômica foi lançada em Hiroshima, as pessoas ficaram alarmadas, temendo que o homem fosse destruir a terra. Falava-se muito sobre o mundo acabar numa explosão. Mais tarde, no início dos anos 70, nossas preocupações se voltaram para os problemas ecológicos. A poluição era a maior preocupação. Estávamos impressionados com o perigo de nos afogarmos em nosso próprio lixo. Nossas preocupações eram expressas da seguinte forma: “Assim que o mundo vai terminar. Não numa explosão, mas em lamúria.”

Mais tarde, um novo problema dominou o palco central da atenção global. As longas filas nos postos de gasolina e os altos preços do petróleo pediram nossa completa atenção. Alvin Toffler, autor do best-seller Future Shock, disse:

“Nossos problemas globais são, decididamente, ameaçadores. O mundo não acabaria numa explosão, ou em lamúrias, mas com um espasmo econômico.”

Ficamos tão dependentes do Oriente Médio que uma guerra no Golfo Pérsico nos faz tremer. Alguém disse que quando espirram na Arábia Saudita, alguém pega um resfriado na Wall Street ou na Bay Street, mas no Japão pega-se uma pneumonia. Noventa e cinco por cento do óleo japonês vêm do Oriente Médio. O Japão é completamente dependente da venda de seus víveres aos norte-americanos. Uma depressão na América do Norte significaria que eles não poderiam vender seus Hondas, Datsuns e Toyotas, nem suas câmeras e gravadores. E se eles não venderem estas coisas, eles não comem.

Hans Matthoefer, ministro das finanças da Alemanha Ocidental recentemente disse:

“Não temos uma escassez global de óleo combustível porque os altos preços forçaram um recuo no crescimento econômico. Ao invés de filas para a gasolina, existem filas de desempregados.”

Até mesmo pessoas religiosas são dominadas pelas preocupações financeiras. Muitos religiosos tornaram-se grandes empresários. Charles Spurgeon leva o crédito pela seguinte declaração: “O que torna uma doutrina certa e sem enganos? Milhares de dólares todos os anos.”

É estranho, mas muitas pessoas têm dificuldade para pensar que dinheiro não é tudo na vida. Algumas das pessoas mais ricas do mundo são as mais miseráveis, enquanto muitas das mais pobres são as mais felizes. Embora o dinheiro compre quase tudo, nunca irá comprar felicidade, paz de espírito, ou boa saúde. Se você tem dinheiro você pode comprar uma passagem para quase todos os lugares do mundo, mas não há dinheiro suficiente no mundo que compre uma passagem para o Céu.

Com as nuvens ameaçadoras de um conflito mundial prestes a acontecer você pode olhar para o futuro com confiança. Temos um Deus que nunca falha em suas promessas a Seus filhos.

Um estudo da contabilidade de Deus é absolutamente fascinante. A Bíblia nos ensina que o que importa é o que somos, e não o que temos.

Você sabia que a Bíblia pode torna-lo um economista melhor? Deus nos diz que nove reais com suas benção podem comprar mais que dez reais sem elas. No El Paso Times apareceu um recente relatório sobre a condição financeira dos americanos que seguem o plano de Deus, comparada com aqueles que não o seguem. O relatório declarava que quarenta em cada cem americanos aos 65 anos são totalmente ou parcialmente dependentes. Os mórmons seguem um plano de pagamento de dízimo e menos de nove em cada cem são dependentes aos 65 anos. Para os Adventistas do Sétimo Dia o total é menos de seis para cem. De 352 adventistas do sétimo dia no mundo dos negócios, apenas oito faliram em sete anos, e nenhum deles era fiel em seu compromisso com Deus.

A maioria das pessoas tem uma visão completamente distorcida de nosso maravilhoso Criador. Parece que algumas pessoas pensam que Ele é um pobre mendigo, com a mão esticada esperando por uma esmola de Seu povo. Deus não é pobre. Ele possui tudo o que há neste mundo. Ele diz:

“Pois são meus todos os animais do bosque,, e as alimárias aos milhares sobre as montanhas. Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que pululam no campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é meu, e quanto nele se contém.” (Salmo 50:10-12)

Por que tudo pertence a Deus? Você e eu pertencemos a Ele por três razões! Em primeiro lugar, Ele nos criou. Em segundo lugar, Ele nos comprou através da morte de Cristo no Calvário. Em terceiro lugar, Ele nos sustém. Não poderíamos sequer respirar sem Seu poder sustentador.

Conta-se a história de um garotinho que construiu um barquinho de brinquedo. Ele trabalhou duro na oficina de seu pai. Seu pai lhe deu um pouco de tinta com a qual ele pintou cuidadosamente o barquinho, e sua mãe lhe deu um pedaço de tecido com o qual ele fez uma vela. Como ele gostava de brincar com o barquinho que construiu! Amarrou uma cordinha no barco, e o deixava navegar rio abaixo. Enrolando a cordinha ele trazia o barco de volta. Mas um dia ela escapou de suas mãos, e, com tristeza, ele viu seu barquinho sendo levado embora pela correnteza do rio.

Alguns dias depois ele passou por uma loja de penhores e, para sua surpresa, lá estava seu barco à venda. Tentou convencer o dono da loja de que o barco era seu. O dono respondeu: “Alguém o vendeu para mim. Paguei por ele e agora ele é meu. Se você o quiser terá de me pagar US$5.00”

O garoto trabalhou muito, até que juntou dinheiro suficiente para pagar por seu barco. Quando saiu da loja, olhou para seu precioso brinquedo, e disse: “Barquinho, você é meu duas vezes. Primeiro eu o construí, e agora o comprei.”

Deus pode nos dizer: “Você Me pertence três vezes. Primeiro eu o criei, depois o comprei, e agora o sustento.”

Deus não precisa de nosso dinheiro. Ele possui toda riqueza do mundo. Por que pede que o entreguemos a Ele? Não porque Ele precise, mas porque nós precisamos disso. Isso não é para ajudá-lo, mas para nos ajudar.

Não é o plano de Deus que Sua obra seja operada de forma desorganizada! Não é Seu plano que os pregadores implorem pelo dinheiro de seus membros. Não é Seu plano que Seus ministros se interessem mais em ajudar os ricos do que os pobres. Não é Seu plano que as igrejas se tornem organizações financeiras.

Muitas igrejas gastam mais energia fazendo dinheiro do que ganhando almas. Suas atividades incluem jogos de bingo, eventos sociais, jantares e, até mesmo, loterias. Em muitas igrejas a cozinha tornou-se mais importante que o púlpito. Há fogo no fogão, enquanto não há no púlpito!

Quando estive no Brasil, peguei um avião que ia para uma cidade do interior do país. No mesmo avião encontrei um amigo, um ministro de outra igreja, indo para o mesmo lugar. Sua companhia tornou minha viagem mais agradável. Enquanto conversávamos, ele me contou o triste objetivo de sua visita àquela cidade em particular. Ele ia fechar uma igreja. “Tentamos diferentes projetos para manter a igreja a salvo em suas bases financeiras,” ele explicou. “Todos os nossos projetos para arrecadação de fundos falharam. Fizemos venda de assados, bingos, loterias, e muitas outras atividades, mas elas não resolveram nossa crise. Creio que tentamos tudo o que podíamos.”

“Vocês já tentaram o plano de Deus?”, perguntei. Quietamente, ele admitiu que sua denominação não praticava um plano sistemático de dízimo.

O livro de Malaquias fala sobre ladrões e janelas abertas.

“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênçãos sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vida no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:8-11)

Deus diz isso. Neste verso Ele nos diz que há ladrões na igreja! O dízimo não pertence a nós, pertence a Deus. Não pagamos o dízimo, nós o devolvemos.

Quando estive na América do Sul, um ministro comprou um carro novo, e foi com ele até a igreja. Seus membros estavam revoltados, e alguém escreveu com o dedo na poeira que estava sobre o carro: “Nossos dízimos e ofertas”. Se o carro realmente foi pago com a os dízimos, não foi com o dízimo que pertencia aos membros. Todos os dízimos pertencem a Deus.

O plano de Deus é justo e razoável. Uma pessoa que recebe mais, paga mais. Quem recebe pouco, paga pouco. Se a pessoa não recebe, não há dízimo, já que dez por cento de nada é igual a nada.

Para que é usado o dízimo? Predomina a idéia de que possa ser usado para qualquer propósito religioso. A Bíblia é bastante específica quanto a esta questão.

“Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados, do próprio templo se alimentam; e quem serve ao altar, do altar tira seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.” (1Coríntios 9:13-14)

Como ministro do evangelho, agradeço a Deus porque posso dedicar todo meu tempo trabalhando no ministério. Não tenho que trabalhar em algum emprego secular o dia todo, dando a ele o melhor de minha energia, e então oferecer a Deus o tempo que restou, antes que eu esteja exausto.

A que Paulo se referia quando disse que os ministros se alimentam do templo? Ele estava se referindo a um princípio que Deus deu a Seu povo.

“Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação.”  (Números 18:21)

O dízimo foi designado para um único objetivo, e este era sustentar os levitas, os ministros de Deus nos tempos do Antigo Testamento. No Novo Testamento, Paulo aplica este verso ao ministério do evangelho. Se todos seguissem o plano de Deus, não haveria escândalos financeiros nas igrejas cristãs. De acordo com este plano, o dízimo vai para uma central, onde é distribuído.

Em meu trabalho como ministro do Evangelho, nunca tive de pedir dinheiro a ninguém. Meu salário modesto me assegura que nunca serei rico. O salário que ganho cobre minhas despesas e assim posso dedicar todo meu tempo à pregação do Evangelho.

O livro de Malaquias nos diz que se retemos o dízimo de Deus, nós O estamos roubando.

Uma vez um homem disse a um ministro: “Não tenho de ser batizado. O ladrão na cruz nunca foi batizado, e Jesus prometeu-lhe um lugar no paraíso.”

Mais tarde o ministro pediu a seus membros que participassem de um projeto missionário. O mesmo homem disse: “Não preciso fazer isso. O ladrão na cruz nunca fez um trabalho missionário e foi salvo.”

Em outra ocasião surgiu o assunto do dízimo. O homem usou a mesma desculpa, exatamente como o pastor esperava. Ele disse: “O ladrão na cruz nunca deu o dízimo, e ele foi salvo.”

“Há uma grande diferença entre você e o ladrão na cruz”, disse o pastor. “Aquele ladrão estava morrendo, e você está vivo.”

Malaquias não fala só sobre ladrões, também fala sobre janelas abertas. Através deste profeta Deus diz: “Prove-me”. Que desafio! Ele promete abrir as janelas do céu e lançar uma benção tão grande que não haverá espaço para ela. Sua promessa é:

“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.”  (Lucas 6:38)


Eis aqui uma de minhas promessas bíblicas favoritas:

“Fui moço e já agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.”  (Salmos 37:25)

Em minha experiência no ministério posso concordar de todo coração com o salmista. Nunca vi um cristão passar fome porque foi fiel a Deus. Mais que isso, nunca vi um cristão ter um centavo a menos como resultado de seguir a Deus. Isto é porque nove dólares com as bênçãos de Deus compram mais que dez reais sem estas bênçãos. Este princípio tem sido demonstrado muitas vezes em minha vida, e na vida de outros.

Nunca vou me esquecer da experiência de um jovem chamado Gary. Uma noite ele me chamou à sua casa e disse: “Não posso devolver o dízimo. Vou lhe mostrar porque.” Abriu um caderno em que havia feito o orçamento da família. Na parte de despesas estavam as contas da casa, do carro, do aquecimento, do supermercado, das roupas para a família, e outros itens necessários. Não havia nada extravagante. Suas despesas requeriam cada dólar de seu salário.

“O que o senhor acha que eu poderia tirar do meu orçamento para ser fiel no dízimo?”, ele perguntou. “Minha família necessita de roupas e alimento, e preciso pagar as contas da casa ou eles não terão onde morar. Precisamos do carro, sendo assim essas contas são importantes no meu orçamento.”

Tive de admitir que não via nada no orçamento dele que pudesse ser cortado. “Tudo que sei é que Deus diz ‘Prova-me’”, respondi.

“Quando receber meu próximo salário, vou separar o dízimo antes de pagar qualquer conta. Mas, se minha família passar fome, o senhor vai ouvir a meu respeito”, assegurou-me. Gary recebeu o pagamento, e imediatamente separou o dízimo para retorná-lo à igreja.

No dia seguinte ele ouviu seu nome sendo chamado, no trabalho, pelo auto-falante. O chefe queria falar com ele. O que poderia ser? Entrou no escritório do chefe, e aqui estão as palavras que ele ouviu:

“Tenho observado você ultimamente, Gary, e você é um empregado fiel. Acho que você precisa de um aumento, e vou dar-lhe um aumento de dez por cento agora mesmo.”

Quando trabalhei no estado de Massachussets, conheci um senhor português chamado Enoch. Seu problema era semelhante ao de Gary. Ele decidiu aceitar o desafio de Deus.

Enoch recebia o pagamento semanalmente. Uma semana depois de tomar a decisão de devolver fielmente o dízimo de Deus, ele dividiu comigo, com entusiasmo, a história de seu milagre. “Quando recebi meu salário, a primeira coisa que fiz foi dar os dez por cento para Deus. Depois paguei minhas contas. Não posso explicar como ou porque, mas quando paguei as contas tínhamos dinheiro sobrando. Isto nunca aconteceu em nossa casa.”

Na semana seguinte ele estava tão exuberante quanto na anterior. “Aconteceu de novo”, ele me disse. Semana após semana o milagre se repetiu. Desde o dia em que ele começou a ser fiel a Deus, sua situação financeira começou a melhorar.

Um dia um jovem deixou sua casa no Sul. Sua família era pobre, e sua mãe não poderia ajudá-lo. William teria que fazer sua parte e arranjar um emprego.

Ele embarcou num navio que o deixaria na cidade de Nova York. No caminho, o capitão do navio se interessou pelo rapaz. “O que você vai fazer quando chegar a Nova York?” ele perguntou. “Que tipo de trabalho você sabe fazer?”

“Não muitos”, foi a resposta. “Minha mãe me ensinou a fazer sabonete, já que não podíamos comprar. É isso que sei fazer.”

“Vá a Nova York e faça sabonetes. Seja sempre honesto, e dê a Deus Sua parte, e Ele o abençoará”, foram as palavras do capitão cristão.

William foi para Nova York e começou a fazer sabonetes. Conforme vendia, ele, imediatamente, tirava dez por cento de seus ganhos e dava à Causa de Deus. O Senhor o abençoou, e logo ele prosperou a tal ponto, que  achou que poderia dar o dízimo em dobro. Conforme prosperava, ele aumentava suas contribuições. Seu negócio se espalhou por todos os Estados Unidos, crescendo até tornar-se uma companhia internacional.

O garoto que enriqueceu como resultado de sua fidelidade a Deus chamava-se William Colgate.

Deus também quer que você prospere. Ele não promete que todos seremos ricos, mas Ele promete Suas bênçãos. Ele tem muitas formas de nos abençoar.

Um dia Jesus foi ao templo com seus discípulos. Um homem rico estava lá dando grande quantia em dinheiro para a Causa de Deus. Quando os discípulos viram, ficaram impressionados com a generosidade daquelas pessoas ricas. Nesse momento entrou uma viúva pobre. Tinha muito pouco. Silenciosamente, ela colocou suas moedinhas no gazofilácio.

“Estando Jesus a observar viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Verdadeiramente vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.” (Lucas 21:1-4)

A contabilidade de Jesus não parecia ter lógica para os discípulos. Nem sempre parece lógica para Seus discípulos modernos. Como a pequena oferta da viúva parecia valer mais que as doações do rico? Esta parábola nos ensina que não é a quantia que conta. Deus não precisa de nosso dinheiro. É o espírito que importa.

Você já sonhou em encontrar um tesouro enterrado em sua propriedade? Ou talvez em encontrar petróleo em suas terras? Jesus contou a história de um homem cujo sonho tornou-se realidade. Nós a encontramos no livro de Mateus.

“O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía e a comprou.”  (Mateus 13:44-46)

Este homem estava arando num campo alugado quando seu arado acertou algo duro. Ele começou a cavar para ver o que era, e ali ele encontrou uma grande caixa. Seus olhos se arregalaram quando ele removeu a tampa da caixa e viu que estava cheia de jóias, diamantes, pérolas, e rubis, coisas que ele nunca tinha visto.

Rapidamente, colocou a caixa de volta na terra, voltou para sua casa, e disse a sua esposa: “Vamos vender tudo o que temos – nossa casa, nosso celeiro, nosso gado, nossa mobília, vamos vender tudo!”

“Levi, Levi, você enlouqueceu?”, ela se queixou. “Não quero vender os tesouros que temos juntado todos esses anos!”

“Sim, sim, devemos vender tudo.”

“Levi, você deve estar louco. Você não pode fazer isso.”

Mas Levi não a ouviu. Vendeu tudo e correu para visitar o dono da terra. Colocando todo o seu dinheiro sobre a mesa, disse: “Quero comprar aquele pedaço de terra.”

“Por essa quantia você pode ficar com o campo”, o dono disse.

Depois de comprar o terreno, ele foi para casa buscar a esposa. Quando se aproximou, ouviu-a reclamando com as amigas: “Meu marido está louco”. Ele a levou ao terreno, cavou, pegou o baú e mostrou a ela. Seus olhos brilharam quando ela viu tamanha riqueza. “Levi, oh, Levi, estou casada com o homem mais esperto do mundo. Agora entendo porque você queria vender tudo. Oh, como você é esperto.”

Que verdades importantes Jesus ilustrou com essa história? Como, geralmente, falhamos em reconhecer as coisas de verdadeiro valor!

Um homem possuía uma lojinha no campo onde vendia de tudo, de móveis e ferramentas, à guloseimas. Uma manhã, quando ele abriu a loja, notou que a porta de trás havia sido arrombada durante a noite. Sabendo que alguém havia entrado no prédio, imediatamente ele chamou a polícia.

Depois de uma busca cuidadosa no edifício, eles descobriram que, estranhamente, não parecia estar faltando nada.

Não demorou muito para que o mistério se desvendasse. Um de seus amigos disse: “John, você está louco? Veja o preço desta TV a cores, duas por 25 centavos.” Mas quando olharam para algumas canetas esferográficas o preço era de 450 dólares cada. Um jogo de sala estava a venda por 2 dólares e 49 centavos, mas uma vassoura custava 635 dólares.

Moleques tinham entrado em sua loja durante a noite e trocado as etiquetas de preços.

Meu amigo, parece que enquanto você e eu estávamos dormindo, na noite passada, alguém trocou as etiquetas. O que tem valor? As pessoas dão muito valor ao dinheiro, enquanto que o cuidado da saúde parece ser menos importante. A sede de aventura, diversão e entretenimento leva uma etiqueta com um preço alto, mas ajudar aos necessitados é um item barato na lista de prioridades. As pessoas fazem fila para um evento desportivo, mas é muito raro vê-las fazendo fila para aprender mais a respeito da Palavra de Deus.

Convido você a buscar a Pérola de grande valor. Deus diz:

“Ora, além disso o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.”  (1 Coríntios 4:2)

Há muitos anos um missionário se aventurou pelo norte do Canadá para pregar o evangelho aos índios. Naqueles tempos não era considerado seguro estar tão longe das agências de proteção da lei, mas ele foi pela fé.

Seus ouvintes se sentavam no chão enquanto ele repartia com eles a história do evangelho. Do fundo de sua experiência ele lhes disse o que Cristo fez por ele. De repente, o chefe se levantou, e começou a andar em direção ao missionário abanando sua machadinha no ar. Isso era um ataque?

Quando o chefe chegou ao lugar onde o missionário estava de pé, ele largou sua arma aos pés do pregador e disse: “Chefe índio dá machadinha para Jesus Cristo.”

Encorajado pela resposta, o missionário continuou a história do evangelho de Jesus. Ele contou como Jesus deixou o conforto do céu para que todos tivéssemos vida eterna. Mais uma vez o chefe se levantou, e tirando a manta de seus ombros, colocou-o aos pés do missionário. “Chefe índio dá manta para Jesus Cristo”, ele exclamou com emoção em sua voz.

O pastor continuou a história de Jesus, e logo o chefe foi até a floresta que os cercava. Ele voltou com seu pônei favorito. Amarrando-o a uma árvore, disse: “Chefe índio dá pônei para Jesus Cristo.”

Deus não precisa de nosso dinheiro. Numa era de materialismo, é revigorante saber que Seus filhos Lhe são fiéis em todas as coisas. Até mesmo seus livros de bolso são convertidos! Eles não podem ser comprados ou vendidos. Deus está chamando pessoas de todo tipo de vida, que desejam ser controladas pelo Deus do Céu. Elas serão ricamente abençoadas por Ele nesta vida, e receberão a vida eterna em Seu reino. Você vai entregar sua vida a Ele agora?


Pensamento sobre a Morte

Possuis apenas aquilo que não perderás com a morte; tudo o mais é ilusão.
(Autor desconhecido)


A vida revela-se ao mundo como uma alegria. Há alegria no jogo eternamente variado dos seus matizes, na música das suas vozes, na dança dos seus movimentos. A morte não pode ser verdade enquanto não desaparecer a alegria do coração do ser humano. 
(Tagore, escritor indiano) 




O homem que envelhece vai tomando gradativamente consciência de que não é eterno. Agita-se menos e, assim, os sons das vozes que vêm do além se fazem ouvir. 
(Romano Guardini) 




Os homens são como ondas: quando uma geração floresce, a outra declina. 
(Homero)




Aconteceu-nos uma coisa realmente curiosa: tínhamo-nos esquecido de que temos de morrer. É esta a conclusão a que chegaram os historiadores depois de terem examinado todas as fontes escritas da nossa época. Uma investigação realizada nos cerca de cem mil livros de ensaio publicados nos últimos vinte anos mostraria que apenas duzentos deles (0,2%, portanto) tocavam o problema da morte. Livros de medicina incluídos.  
(Pierre Chaunu)




A morte é a coisa mais segura e firme que a vida inventou até agora.
(Emil Cioran)




A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos. 
(Salmo 90, Bíblia)




Aquilo que verdadeiramente é mórbido não é falar da morte, mas nada dizer acerca dela, como hoje sucede. Ninguém está tão neurótico como aquele que considera ser neurótico decidir-se a pensar sobre o seu próprio fim. 
(Philippe Ariès)




Entre a sociedade de hoje e os intelectuais medeia um entendimento tácito. «Conto contigo - dizem os leitores - para que me forneças os meios para esquecer, disfarçar, negar, em suma, a morte. Se não cumprires este encargo, expulso-te, ou seja, não te lerei». 
(Louis Vincent Thomas, antropólogo francês)




Esquecer-se da morte e dos mortos é prestar um péssimo serviço à vida e aos vivos. 
(Philippe Ariès)



Um túmulo basta agora àquele para quem não bastava o mundo inteiro.
(epitáfio de Alexandre Magno)




Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada. 
(Fernando Pessoa)



O homem fraco teme a morte, o desgraçado chama-a; o valente procura-a. Só o sensato a espera. 
(Benjamin Franklin) 



Como um mar, ao redor da soleada ilha da vida, a morte canta noite e dia a sua canção sem fim.
(Tagore)



Não é de morrer que tenho medo. É de não vencer. 
(Jacqueline Auriel) 


O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade. 
(Kant)



Começamos a morrer no momento em que nascemos, e o fim é o desfecho do início. 

(Marcus Manilius)


Para avaliar a importância real de uma pessoa, devemos pensar nos efeitos que sua morte produziria. 
(François Gaston de Levis)




Os esqueletos dos reis são apenas esqueletos. 
(Mikhail Naimy)



Tentemos viver de tal modo que, quando morrermos, até o homem da agência funerária lamente a nossa morte.
(Mark Twain)




Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos.
(Autor desconhecido)




Congratulamo-nos, às vezes, no momento em que despertamos de um sonho lúgubre. Poderia ser assim no momento que se segue à morte. 
(Nathanael Hawthorne) 




Morremos um pouco cada vez que perdemos um ente querido. 
(Publilius Syrius) 




A certeza da morte tem menos influência sobre a conduta do homem do que seria de esperar. 
(A L. Gordon) 




Oito dias com febre! Poderia ter escrito mais um livro...
(Honoré de Balzac, antes de entrar em coma) 




Nada de monumento coberto de elogios. O meu epitáfio será o meu nome, nada mais. 

(Byron)



O que é belo não morre: transforma-se em outra beleza. 
(Balley Ardrich)



Not dead, but gone before - Não morreram, partiram primeiro.

(Ditado inglês)

A Cidade com Fundamentos

Abraão... peregrinou na terra da promessa... habitando em tendas... porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. Heb. 11:8-10.

Alguns anos atrás, os editores de mapas dos Estados Unidos pesquisaram as condições de vida em todas as grandes cidades daquele país e chegaram à conclusão de que a cidade de Yuba, na Califórnia, tinha as piores condições. Por outro lado, Pittsburgh, na Pensilvânia, foi colocada como a melhor. Compreensivelmente, os habitantes de Yuba não ficaram felizes ao tomar conhecimento da pesquisa, e isso se justifica.

Não faz muito tempo, li que as cidades do mundo todo estão-se deteriorando rapidamente no aspecto físico. Em Nova Iorque, por exemplo, os canos que levam a água para a cidade estão num estado tão lamentável que, se eles se rompessem, a cidade enfrentaria uma catástrofe de grandes proporções. Substituí-los seria tão dispendioso, que essa solução foi posta de lado como virtualmente inviável.

Mas as cidades não estão enfrentando meramente a deterioração física. Estão declinando moral e espiritualmente também - e por infelicidade essa deterioração infecta as cidades pequenas do mesmo modo. Segundo uma pesquisa divina, feita nas grandes cidades da Terra há muitos anos, nenhuma delas é um lugar ideal para se viver - e o conselho é sair delas do modo mais rápido e prudente possível. (Ver o livrinho Vida no Campo, de Ellen G. White.)

Atente para estas palavras de conselho e advertência: "Nossas cidades estão se tornando cada vez mais ímpias, e cada vez mais se torna evidente que os que desnecessariamente nelas permanecem, fazem-no pondo em perigo a salvação de sua alma." - Vida no Campo, pág. 14.
A cidade na qual Abraão esperava morar tinha "fundamentos". Isso é entendido como referência à Nova Jerusalém (ver Apoc. 21). A Palavra de Deus nos assegura que "nela nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro". Apoc. 21:27.
Que prazer será viver naquela cidade! Nossa peregrinação aqui na Terra é o preparo para nos tornarmos habitantes daquela grande metrópole.

A Visão do Quadro Completo
Sois... edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito. Efés. 2:19-22.

Christopher Wren, o famoso arquiteto inglês que projetou a Catedral de S. Paulo, em Londres, caminhava certo dia pelo prédio em construção e perguntou a cada operário o que estava fazendo. Um deles disse que estava assentando tijolos; outro, que estava colocando os vitrais no lugar; outro ainda, que estava fazendo trabalho de carpintaria para a construção. Nenhuma das respostas foi a que o Sr. Christopher desejava ouvir.

Quando o grande arquiteto estava para deixar o local da construção, passou por um homem que misturava argamassa. Fez-lhe a mesma pergunta.

Erguendo-se acima da sua humilde tarefa, o operário respondeu com orgulho: "Estou construindo uma grande catedral, senhor!"

Que resposta! Que visão! Um artesão medíocre não via nada além da tarefa específica na qual estava envolvido, mas ali estava um homem que, embora executando um trabalho de subalterno, olhava para além da argamassa e conseguia divisar o quadro completo.

Quando eu era adolescente, cantávamos um hino intitulado "Construindo Para a Eternidade". A primeira estrofe era mais ou menos assim:

Com alegria ou tristeza, estamos edificando
um templo que o mundo pode nem ver;
o tempo não pode danificá-lo nem destruí-lo;
construímos para a eternidade. - N. B. Sargent

Quer nos demos conta, quer não, todos estamos envolvidos na construção de um templo. Nossa tarefa pode não parecer importante, mas segundo o nosso texto estamos moldando a vida para ocupar um lugar no templo espiritual de Deus. Pergunte a si mesmo assim como eu me pergunto: "Sou eu como os pedreiros comuns na construção da Catedral de S. Paulo ou como o misturador de argamassa, que captou a visão do quadro completo?"



Bênçãos de Deus sobre Pessoas Idosas

História do velho criado que ia buscar água à fonte com dois potes, um deles rachado. Derramava água sobre o caminho e lindas plantinhas embelezavam o caminho com as suas flores. Eram o consolo e o motivo do velho criado não se desfazer dele. Podemos e devemos ser sempre úteis.
A parábola:

A Parábola dos dois Cântaros.

Hoje trago-lhe uma parábola que mostra que as limitações apenas são limitações quando as encaramos como tal.
Todos os dias de manhã um agricultor ia ao rio buscar água com dois grandes cântaros de barro, ambos pendurados na ponta de uma vara que carregava. A água que o agricultor trazia servia para cozinhar e para regar as hortaliças.
Um dos cântaros era perfeito, já o outro era defeituoso, tinha uma fenda e perdia metade da água pelo caminho.
Passados alguns meses do agricultor trazer a água nos dois cântaros de barro, o cântaro perfeito estava orgulhoso do seu trabalho. Por outro lado, o cântaro defeituoso sentia-se envergonhado por não conseguir desempenhar a sua missão.
Um dia, a caminho do rio o cântaro defeituoso decidiu conversar sobre a situação com o agricultor.
- Estou envergonhado com esta situação e quero-lhe pedir desculpa. – disse o cântaro.
- Porque é que estás envergonhado? – perguntou o agricultor.
- Nos últimos meses que transportei água não fui capaz de desempenhar a minha função da melhor forma e desperdicei muito água pelo caminho. – disse o cântaro.
O agricultor sorriu e disse-lhe:
- Quando voltarmos para casa olha para o caminho onde largas água.
Ao chegar a casa o cântaro defeituoso ainda estava bastante triste e o agricultor pergunta-lhe:
- Reparaste no teu caminho?
- Sim reparei. – disse o cântaro.
- E o que é que viste? – perguntou o agricultor.
- Vi flores a nascer e vários tipos de hortaliça criada. – disse o cântaro.
- Pois é, como reparei que eras defeituoso e largavas água pelo caminho, aproveitei para semear algumas sementes pelo teu caminho e por cada vez que íamos ao rio buscar água tu regavas essas sementes. As sementes cresceram e em breve podemos apanhar os vários tipos de hortaliça para vender no mercado. – disse o agricultor
Será que as suas limitações são um impeditivo para o sucesso?
Não.
A partir do momento em que encara as suas limitações com naturalidade e deixa de se sentir envergonho, vai encontrar no seu caminho grandes oportunidades de êxito.
Levante a cabeça, seja criativo e não tenha medo de arriscar.
 “O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano. Plantados na Casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescerão, proclamarão: O SENHOR é recto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça. ” (Salmos 92:12-15 RA)
1) Introdução
É realçado a palmeira pelas suas características de permanecer verde no inverno e no verão. É uma árvore flagelada pelos ventos destas duras estações, verga, dobra-se, parece até que se vai quebrar. As procelas fazem que se torne uma árvore “mais bela, mais amiga, vencedora da idade e das procelas”, tem compridas raízes. O ser humano na terceira idade também pode ter beleza e partilhar experiencia de vida com as gerações mais novas.
Precisamos compreender que cada etapa da vida tem os seus encantos e desafios, porque a vida é um presente de Deus. Aqueles que conseguem chegar à chamada terceira idade são privilegiados, pois conseguiram sobreviver às lutas e tempestades de toda uma existência.
Infância, adolescência, juventude, maturidadeo tempo passa depressa. No dizer do escritor sagrado “tudo passa rapidamente e nós voamos”. As transições da vida são normais e inevitáveis. E a Bíblia dá alguns exemplos de pessoas que chegaram à terceira idade e nesta fase viveram felizes e realizados.

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2) Abraão foi um homem que viveu a terceira idade com um sentimento de realização. Quando lemos o que a bíblia diz sobre a vida de Abraão compreendemos qual era o segredo da sua felicidade:
· a) Abraão foi um homem de FÉ em toda a sua vida.
Desde o dia em que Deus o chamou para sair de sua terra e ir peregrinar em uma terra distante, Abraão aprendeu a confiar em Deus e a depender das Suas promessas. Não é em vão que Abraão ficou conhecido como o pai da fé e “amigo de Deus” (Tiago 2.23; Hebreus 11.8-19).
b) Abraão foi um homem OBEDIENTE a Deus em toda a sua vida.
Fé e obediência andam juntas. Abraão cria em Deus e portanto, obedecia. A maior demonstração que deu disso foi quando se dispôs a sacrificar o seu próprio filho Isaque por determinação de Deus (Génesis 22.1-14).
Quem aprende desde cedo na vida a obedecer a Deus incondicionalmente, tem na terceira idade uma consciência tranquila de que Deus, a quem procuramos servir, jamais nos desamparará.
 c) Abraão ANDOU COM DEUS toda a sua vida.
Através dos anos, ele desenvolveu um relacionamento pessoal e significativo com Deus. Deus fazia parte integrante da sua vida. Diariamente Abraão orava, falava com Deus, procurava ouvir e entender Sua vontade e segui-la.
Abraão partilhava continuamente com Deus as alegrias e dificuldades. Basta ler a história de sua vida para ver como isso é verdade. Não pensem que Abraão foi um privilegiado que diariamente tinha uma visão onde Deus lhe aparecia e falava diretamente com ele. As visões que Abraão teve foram poucas e muito espaçadas entre si, as vezes por anos a fio. Abraão aprendeu a andar com Deus pela fé.
Quando chegou a terceira idade, Abraão já tinha andado o suficiente com Deus para saber que o Senhor estava ali, ao seu lado. Que conforto extraordinário nos momentos de solidão!
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“”””Muitos irmãos da terceira idade sofrem o que a psicologia chama de “o Síndrome do Ninho vazio”. Isto acontece quando os filhos crescem e ao tornarem-se adultos saem de casa. Com o passar do tempo todos os filhos já não estão em casa. E agora na terceira idade os pais sentem saudades dos tempos em que todos estavam juntos. Nesta etapa a solidão atinge e muitos sofrem com isso.
Mas para os que sentem a solidão Jesus promete: “Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.
3) No Salmo que lemos o salmista declara: “Na velhice ainda darão frutos”. Vejamos então exemplos de homens e mulheres da Bíblia na terceira idade e seus frutos:
Calebe aos 85 anos falou do seu vigor.
Ana, com 84 anos não deixava o templo, mas adorava a Deus em Lucas 2:36-37
Abraão, na sua velhice, creu em Deus e ainda viu Sara ter um filho.
Josué, na terceira ainda conquistou muitas terras.
Barzilai, semeou generosidade e colheu gratidão na terceira idade. 2 Sam. 19:32.
David, experimentou a fidelidade de Deus na terceira idade. Ele declara no Salmo 37:25: “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.”
4) Na revista “família – um presente de Deus existem algumas recomendações para aqueles que estão na terceira idade:
* Exercitem a vossa comunhão com o Senhor todos os dias.
* Dê um lugar especial ao Espírito e experimente a renovação.
* Aceitem de bom grado o que a vida vos oferece, sem viver a reclamar, porque como diz a palavra: “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
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* Mantenham-se activos, usem o tempo com coisas úteis e que tragam benefícios ao próximo.
* Tenham uma vida produtiva tanto no seio da família como na casa do Senhor. Aqui no LAR
* Evitem o isolamento. Procurem ter amigos e mante-los através do vosso comportamento cristão.
* Acarinhem os vossos filhos; mesmo que que eles não vos tenham dado o que vocês esperavam, pois eles são parte do plano de Deus para vossa vida.
* Vivam simplesmente com um coração sempre agradecido.
5) Conclusão
Tenho visto algumas pessoas que aceitam a terceira idade como uma fase difícil. Outros aceitam como uma etapa da vida para se viver bem, com alegria e felicidade. Tudo depende de como se encara a realidade.
Como Cristãos, temos motivos para agradecer ao Senhor por nos ter concedido uma longa vida.
Mesmo que a vida não nos tenha proporcionado a realização de todos os nossos sonhos, a vida é um dom de Deus, um presente dado pelo Senhor. Por isso, tenham fé e sejam gratos, pois como diz Paulo aos Filipenses 1:6, “….aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.”
Que Deus vos abençoe.
 Culto apresentado no Lar Pessoas Idosas - Avintes

José Carlos Costa, pastor

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

DORMIR EM JESUS

Intr.: palavras de elogio fúnebre. Como homem,
Como esposo/a,
Como pai/mãe,
Como amigo/a,
Como cristão/ã.
1. Ler Rom. 1:16,17
 2. "Salvação, oh alegre som, que apraz aos nossos ouvidos! Excelente bálsamo para cada ferida, suave e calmante para os nossos temores."
 3. Sim, a glória do Evangelho é que ele satisfaz completamente a condição e a exigência da situação do pecador.
4. Ao homem culpado, ele revela perdão, regenera e santifica.
5. Ao aflito, comunica paz duradoura. Revela a existência de um mundo melhor.
6. Ao homem que estava destinado a permanecer para sempre no pó, ele comunica a gloriosa esperança da ressurreição. O evangelho oferece aos feridos pelas garras impiedosas da morte, ele diz as confortadoras palavras encontradas em I Tes. 4:13, 14...

I. Observemos a metáfora usada para descrever a morte.
A. Paulo diz que eles "dormem".
1. Esta ideia é frequentemente apresentada na Bíblia.
2. A metáfora representa a morte como um estado de repouso.
a. Está em perfeito contraste com a vida do cristão.
b. Durante os dias da sua vida, ele é um servo que trabalha na vinha do Senhor.
c. Mas chegado o tempo de Deus, o Mestre diz: "É suficiente; bem está servo bom e fiel".
3. A metáfora denota também (dormir) um estado de inconsciência.
a. Durante o sono, as avenidas dos sentidos estão fechadas.
b. Não vemos, não ouvimos, etc.
c. Somos insensíveis aos acontecimentos que nos cercam.
d. Disse o sábio Salomão: "... os vivos sabem que hão-de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma..." Ecl. 9:5.
4. A metáfora mostra também a duração limitada deste estado.
a. Algumas horas de sono, e o que dorme desperta revigorado.
b. Do mesmo modo a morte não é perpétua para os salvos.
c. A morte detém durante um curto espaço de tempo, e então será vencida para sempre (I Cor. 15:54, 55).

II. As palavras escritas por Paulo aos Tessalonicenses mostram uma importante característica dos justos.
A. Eles dormem em Jesus.
1. Isto significa que eles aceitaram a salvação enquanto viviam.
2. Deduzimos também que eles morreram em Cristo, assim como viviam n´Ele.
3. "Dormir em Jesus" significa que eles dormem na segura certeza do interesse pessoal que o Salvador tem por eles.
O vosso e nosso Mário Santos viveu em Cristo e para Cristo.

III. Observemos a gloriosa declaração feita a respeito daqueles que "dormem em Jesus".
A. "Deus os trará à vida" I Tes. 4:16 (The New English Bible).
1. Isto acontecerá no segundo advento de Cristo (v.16).
2. Jesus ressuscitará os Seus santos que dormem no pó da terra e os levará consigo, como um glorioso troféu; e assim, eles viverão para sempre com Ele...
3. Devemos realçar que aqueles que "dormem em Jesus" ressurgirão na primeira ressurreição. a. A Bíblia considera-os "bem-aventurados e santos" (Apo. 20:6).
4. Eles possuirão um corpo glorioso, semelhante ao de Cristo Jesus.
a. Ler Filip. 3:20, 21.
5. Eles serão co-herdeiros com Cristo para todo o sempre. (Rom. 8:17).

Conclusão:
1. O grande objectivo do Evangelho é preparar-nos para a vida presente, para a morte, para a sepultura, e mui especialmente para a eternidade.
2. Dá a consolação quando a morte ceifa os nossos entes queridos.
3. Apresenta a gloriosa certeza de uma família completa no último dia.
4. Mostra o caminho para um mundo onde não haverá mais doenças, lágrimas, morte nem dor.

Hinos 570, 571, 563, 554, 272, 274.