sexta-feira, 2 de agosto de 2013

DORMIR EM JESUS

Intr.: palavras de elogio fúnebre. Como homem,
Como esposo/a,
Como pai/mãe,
Como amigo/a,
Como cristão/ã.
1. Ler Rom. 1:16,17
 2. "Salvação, oh alegre som, que apraz aos nossos ouvidos! Excelente bálsamo para cada ferida, suave e calmante para os nossos temores."
 3. Sim, a glória do Evangelho é que ele satisfaz completamente a condição e a exigência da situação do pecador.
4. Ao homem culpado, ele revela perdão, regenera e santifica.
5. Ao aflito, comunica paz duradoura. Revela a existência de um mundo melhor.
6. Ao homem que estava destinado a permanecer para sempre no pó, ele comunica a gloriosa esperança da ressurreição. O evangelho oferece aos feridos pelas garras impiedosas da morte, ele diz as confortadoras palavras encontradas em I Tes. 4:13, 14...

I. Observemos a metáfora usada para descrever a morte.
A. Paulo diz que eles "dormem".
1. Esta ideia é frequentemente apresentada na Bíblia.
2. A metáfora representa a morte como um estado de repouso.
a. Está em perfeito contraste com a vida do cristão.
b. Durante os dias da sua vida, ele é um servo que trabalha na vinha do Senhor.
c. Mas chegado o tempo de Deus, o Mestre diz: "É suficiente; bem está servo bom e fiel".
3. A metáfora denota também (dormir) um estado de inconsciência.
a. Durante o sono, as avenidas dos sentidos estão fechadas.
b. Não vemos, não ouvimos, etc.
c. Somos insensíveis aos acontecimentos que nos cercam.
d. Disse o sábio Salomão: "... os vivos sabem que hão-de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma..." Ecl. 9:5.
4. A metáfora mostra também a duração limitada deste estado.
a. Algumas horas de sono, e o que dorme desperta revigorado.
b. Do mesmo modo a morte não é perpétua para os salvos.
c. A morte detém durante um curto espaço de tempo, e então será vencida para sempre (I Cor. 15:54, 55).

II. As palavras escritas por Paulo aos Tessalonicenses mostram uma importante característica dos justos.
A. Eles dormem em Jesus.
1. Isto significa que eles aceitaram a salvação enquanto viviam.
2. Deduzimos também que eles morreram em Cristo, assim como viviam n´Ele.
3. "Dormir em Jesus" significa que eles dormem na segura certeza do interesse pessoal que o Salvador tem por eles.
O vosso e nosso Mário Santos viveu em Cristo e para Cristo.

III. Observemos a gloriosa declaração feita a respeito daqueles que "dormem em Jesus".
A. "Deus os trará à vida" I Tes. 4:16 (The New English Bible).
1. Isto acontecerá no segundo advento de Cristo (v.16).
2. Jesus ressuscitará os Seus santos que dormem no pó da terra e os levará consigo, como um glorioso troféu; e assim, eles viverão para sempre com Ele...
3. Devemos realçar que aqueles que "dormem em Jesus" ressurgirão na primeira ressurreição. a. A Bíblia considera-os "bem-aventurados e santos" (Apo. 20:6).
4. Eles possuirão um corpo glorioso, semelhante ao de Cristo Jesus.
a. Ler Filip. 3:20, 21.
5. Eles serão co-herdeiros com Cristo para todo o sempre. (Rom. 8:17).

Conclusão:
1. O grande objectivo do Evangelho é preparar-nos para a vida presente, para a morte, para a sepultura, e mui especialmente para a eternidade.
2. Dá a consolação quando a morte ceifa os nossos entes queridos.
3. Apresenta a gloriosa certeza de uma família completa no último dia.
4. Mostra o caminho para um mundo onde não haverá mais doenças, lágrimas, morte nem dor.

Hinos 570, 571, 563, 554, 272, 274.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

SERMÕES - ESPERANÇA PARA AS FAMÍLIAS


ESPERANÇA PARA AS FAMÍLIAS
(APRESENTAÇÃO)
A semana da família em 2008 coloca duas palavras juntas: “esperança” e
“famílias”. Falar de esperança é o compromisso mais importante de todos os
cristãos. Nisso se resume o plano de Deus para reconciliar o mundo consigo
através de Cristo. As “famílias” representam a estrutura social mais importante
do mundo, e elas são instrumentos de Deus nesse processo de reconciliação.
“Nossa obra para Cristo deve começar com a família, no lar… Não existe
campo missionário mais importante do que esse” (O Lar Adventista, pg. 35).
N essa semana desejamos explorar conceitos de família e de missão que
incluem: (1) evangelização dos membros da família no lar e (2) evangelização
realizada pelos membros da família em outros lares.
Chegou a hora de nossas famílias se unirem à longa fila de mensageiros que
proclamam: “Jesus ressuscitou”. (Mateus 28:7) Essa pratica dará às nossas
famílias o status de famílias com propósito.
As Escrituras nos mostram de maneira distinta como as primeiras famílias
foram atuantes na proclamação do Evangelho. “Diariamente perseveravam
unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições
com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia
de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que
iam sendo salvos” (Atos 2: 46 e 47).
Quando alguém realmente tem boas novas à contar, elas simplesmente têm
que ser transmitidas àqueles que estão próximos e que nos são queridos. Os
recipientes naturais de nosso empenho de partilhar o evangelho são as pessoas
que vivem perto de nós. (Deut. 6: 6 - 9) e (Rute 1: 14 - 18) Para entender o

terça-feira, 30 de julho de 2013

O PÃO DA VIDA

Pão é uma das palavras mais populares em qualquer idioma e um dos mais populares alimentos em qualquer nação.
A Bíblia refere-se a pão em nada menos de 392 versículos, sendo 315 na forma singular.
A célebre oração do Pai Nosso menciona o pão como sendo a necessidade básica da pessoa humana e deve ser buscado quotidianamente: “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”, Mt 6.11.
A celebração da Senhor, instituída por Jesus após a última páscoa, incluiu dois elementos inseparáveis e insubstituíveis: pão e vinho.
Em qualquer parte do mundo é possível encontrar pessoas nos mercados, padarias, lojas de conveniência, quiosques, etc., à procura de pão.
Pão é um dos mais antigos e mais valiosos alimentos.
No capítulo seis e versículo 35 do Evangelho de João, o Senhor Jesus Cristo Se chama a Si mesmo de PÃO DA VIDA.
Das sete mais importantes declarações do Mestre, descritas no quarto Evangelho e conhecidas como os sete eu sou, essa é precisamente a primeira.
Essas sete declarações não são insignificantes. Jesus as expôs com o propósito de evidenciar Sua divindade pessoal. Ele não é como nós somos. Nós somos, a partir de nossa criação. Ele é eternamente, visto ser incriado e Criador.
Quando Jesus declarou aos judeus EU SOU, em Jo 8.58, o texto seguinte declara que os Seus ouvintes pegaram em pedras para atirar sobre Ele. Eles entenderam que Jesus estava expressa e claramente a referir-Se à Sua divindade, ou seja, Ele é o Jeová do Antigo Testamento.
Um texto relacionado, que merece ser lido, é Isaías 41.4,22.
Que significa ser Jesus o Pão da Vida?
1.   Em primeiro lugar, significa que Ele veio ao mundo a fim de suprir nossas mais profundas necessidades. Essas necessidades começam pela própria vida e passam necessariamente pelos alimentos.
2.   Em segundo lugar, significa que não existe vida sem Cristo. Ele é a própria vida, Jo 14.6. “Nele estava a vida”, Jo 1.4. Ele é o doador da vida, incluindo a ressurreição, Jo 11.25. Ele nos dá vida em todas as dimensões, incluindo física, espiritual e eterna, Jo 10.10.
3.   Em terceiro lugar, significa que devemos nos alimentar Dele, numa dimensão espiritual. O corpo se alimenta do pão natural; o espírito, do pão espiritual, que é Jesus. O corpo se alimenta pela boca; o espírito pelo ouvido, Rm 10.10. “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”, Mt 4.4. Jesus é o Pão da Vida, que é também a própria Palavra de Deus, Ap 19;13. O capítulo seis de João abre com o extraordinário milagre da multiplicação de pães e consequente alimentação de uma grande multidão. Esse milagre tem o caráter de sinal e aponta transparentemente para a glória pessoal de Cristo, Jo 2.11; 20.30,31.
4.   Em quarto lugar, significa que Jesus tanto pode prover alimento natural quanto espiritual. A multidão no deserto (Mc 6) foi duplamente alimentada. Fartou-se do pão nosso de cada dia e do alimento que edifica a alma. Jesus declarou ser o Pão vivo que desceu do céu, ou seja, Sua capacidade de alimentar as multidões resulta do fato de ser Ele um Ser divino e celestial.
5.   Em quinto lugar, significa que Jesus é infinitamente superior a Moisés. Jesus é por excelência o supridor de nossas necessidades. Ele satisfaz completamente. Ele é um alimento superior ao temporário maná que caía no deserto, impossível de anular a mortalidade inerente a cada ser humano. Como PÃO VIVO Ele assegura imortalidade aos que Nele crêem. Essa imortalidade é plenitude da vida eterna. Jesus esclareceu aos judeus que não foi Moisés quem doou o maná. O maná era um símbolo, um tipo, uma figura do próprio Cristo, no período de Sua encarnação. Qualquer pessoa podia recolher o maná que caía no deserto e isto não requeria fé. Mas para ser espiritualmente alimentado por Jesus a fé é absolutamente indispensável. Além disso, como Pão, Jesus satisfaz a fome e também a sede, Jo 6.35. Isto não deve ser ignorado pelos que lêem a Bíblia Sagrada.
6.   Em sexto lugar, significa que podemos e devemos nos identificar com Cristo. Quando comemos pão, ingerimos todo o seu conteúdo e permitimos que todos os seus elementos nutrientes se associem ao nosso organismo. Quando nos alimentamos espiritualmente de Cristo, recebemos que Dele provém. Nós passamos a nos tornar parte Dele. Há séculos se costuma dizer que “a pessoa é aquilo que come”. Pessoas que se alimentam mal vivem mal. O crente se destaca no mundo especialmente por bem alimentado no mundo espiritual. E quanto mais nos alimentamos, tanto mais crescemos e prosperamos. O verso 57 de João 6 deve ser objeto de profunda meditação, devido as riquezas espirituais que o envolvem.

7.   Em sétimo e último lugar significa que Jesus estava apontando para o Calvário, ao apresentar-Se como pão vivo que desceu do céu. Cada vez que celebramos a Ceia do Senhor, em comemoração à Sua morte redentora lembramos os Seus sofrimentos, que podem ser avaliados ao pensarmos no penoso processo de fabricação do pão que vem para as nossas mesas. O pão moído, amassado, triturado e levado ao fogo torna-se um alimento vivo para nós. A morte de Cristo nos concede vida. A vida de Cristo nos sustenta. As palavras de Cristo nos vivificam. Graças ao Pai que nos permitiu conhecer a Cristo, o maravilhoso PÃO DA VIDA.

domingo, 28 de julho de 2013

O Propósito de Deus para a Família

Deus, em sua infinita bondade, quer que todos os seres se façam sua imagem e semelhança para assim herdar o Reino dos Céus. Para isso, desde o inicio dos tempos, fez um propósito para que todas as famílias se tornem seguidoras de seus ensinamentos.
Após criar Adão e Eva, Ele os uniu como marido e mulher, abençoou-os e então lhes disse: “Frutificai e multiplicai-vos; enchei a Terra e sujeitai-a.” Génesis 1:28. Era propósito de Deus que a Terra fosse povoada com seres criados à Sua própria imagem, compondo famílias que trariam glória a Ele e se tornariam membros da família maior no céu. Isaías 45:18; Efésios 3:14 e 15.
Apesar de o propósito original de Deus haver sido posto de lado como resultado do pecado humano, seu cumprimento final é certo. Romanos 8:28; Apocalipse 21:3 e 5.
A família é a génese da sociedade.
A família cristã é aquela em que Deus é reconhecido como objeto supremo de adoração. Ele é a cabeça, protetor, guia e instrutor de famílias assim. A família cristã é a menor unidade orgânica da igreja de Deus na Terra. Mateus 18:20. Também é escola onde os membros são professores e alunos que compartilham conhecimento e aprendem uns com os outros. A Palavra de Deus, juntamente com o livro da natureza, deve ser a principal fonte de instrução na escola da família. O objetivo da empresa familiar deve ser preparar estudantes para utilidade nesta vida e graduá-los para a escola de cima. Deuteronómio 6:4-9; Salmo 128:1-6.Uma obra especial de restauração na família foi profetizada para ter lugar antes da segunda vinda de Cristo. Malaquias 4:5 e 6.
I – O marido e pai
O marido cristão, como pai e sacerdote da família, é o seu protetor, instrutor, guia e provedor. Génesis 3:19; 1 Coríntios 11:3. Essa é a função é-lhe atribuída por Deus. Ele é responsável pelo bem-estar espiritual, mental e físico da sua família. Efésios 6:4; 5:28-31 e 33; 1 Timóteo 5:8; 1 Pedro 3:7.
Em conjunto com a esposa, deve ensinar os filhos a amar e obedecer a Deus, e criá-los para utilidade nesta vida e na vida porvir, de acordo com as instruções dadas na Bíblia. Como sacerdote na família, o pai é o chefe responsável pela instrução e treino religioso dos filhos. Também é o dirigente dos cultos de adoração matutinos e vespertinos. Génesis 18:19; 35:2-4; Josué 24:15; Colossenses 3:21.
II – A esposa e mãe
A esposa cristã, como mãe, é a principal instrutora dos filhos na família, especialmente nos tenros anos. Tem grande e importante responsabilidade em instruí-los e educá-los de acordo com as instruções dadas na Palavra de Deus. Juntamente com o marido, é responsável pelo bem-estar espiritual, mental e físico, e por desenvolver nos filhos caráter em semelhança divina para o tempo e a eternidade. Enquanto o pai é o laço de união da família, a mãe é a administradora do lar. Provérbios 31:10-31; Efésios 5:22-24, 33; 1 Tessalonicenses 5:23; 1 Timóteo 5:4; Tito 2:4 e 5.
III – Os filhos
Os filhos são herança do Senhor. Salmo 127:3-5; Provérbios 17:6. São o futuro da sociedade e da igreja de Deus na Terra. Foram confiados a pais e mães com o objetivo de serem instruídos e educados por eles para se tornarem membros da família de Deus no céu, e membros úteis da sociedade enquanto aqui na Terra. Salmo 144:12; Isaías 8:18. Os filhos devem aprender a amar, honrar e respeitar seus pais e a obedecer-lhes como apropriado no Senhor. Êxodo 20:12. Devem também aprender a amar e obedecer a Deus, e a respeitar ministros, professores, autoridades e todos os outros a quem Deus delegou autoridade. Os filhos devem ser educados e motivados a preparar-se para se tornarem coobreiros de Deus na Terra, aprendendo trabalhos e/ou profissões que possam ajudar a promover Seu reino e apressar a vinda de Cristo. Levítico 19:32; 2 Reis 2:23 e 24; Salmo 78:2-7; Provérbios 22:6; Efésios 6:1-3; Colossenses 3:20.
Deus criou o homem para a Sua própria glória, para que depois de testada e provada, a família humana pudesse tornar-se uma com a família celestial. é o propósito de Deus repovoar a Nova Terra com a família humana, caso se revele obediente a toda Palavra. Adão devia ser provado, para ver se seria obediente como os anjos fiéis, ou desobediente.
Nos tempos primitivos o pai era o governador e sacerdote da família. Exercia autoridade sobre os filhos, mesmo depois que estes tinham a própria família. Os descendentes eram ensinados a considerá-lo como chefe, tanto em assuntos religiosos como seculares. Abraão esforçou-se por perpetuar esse sistema de governo patriarcal, já que o mesmo favorecia a conservar o conhecimento de Deus. Era necessário ligar os membros da casa conjuntamente, para ser edificada barreira contra a idolatria que se havia tornado tão espalhada e profundamente estabelecida. Abraão procurou por todos os meios ao seu alcance guardar os domésticos no seu acampamento e evitar que se misturassem com os gentios e de participarem das suas práticas idólatras, pois sabia que a familiaridade com os maus corromperia insensivelmente os princípios. O máximo cuidado foi exercido para excluir toda forma de religião falsa, e impressionar o espírito com a majestade e glória do Deus vivo como o verdadeiro objeto de culto.
Para que os pais e mestres façam essa obra [educar os filhos], eles próprios devem compreender ‘o caminho’ em que a criança deve andar. Isso abrange mais que mero conhecimento de livros. Envolve tudo quanto é bom, virtuoso, justo e santo. Compreende a prática da temperança, piedade, bondade fraternal e amor para com Deus e de uns para com os outros.
“Nunca se pode acentuar demasiado a importância da educação ministrada à criança em seus primeiros anos de existência. As lições aprendidas, os hábitos formados durante os anos da infância, têm mais que ver com o caráter e a direção da vida do que todas as instruções e educação dos anos posteriores.
Os pais devem considerar isso. Eles precisam compreender os princípios que fundamentam o cuidado e a educação das crianças. Devem ser capazes de criá-las sadias física, espiritual e moralmente. Os pais devem estudar as leis da natureza. Cumpre-lhes familiarizar-se com o organismo humano. Devem conhecer as funções dos vários órgãos, suas relações e dependências mútuas. Devem estudar a relação entre as faculdades mentais e físicas, e as condições exigidas para a ação saudável de cada uma delas. Assumir as responsabilidades da paternidade sem esse preparo é um pecado.”
Ciência do Bom Viver, p. 380 – Ellen G. White
José Carlos Costa, pastor

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Não devemos esquecer…

Ao recapitular a nossa história passada, havendo revisado cada passo de progresso até ao nosso nível atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Ao ver o que Deus tem realizado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado. Testimonies, Life Sketches, pág. 196, 1915.
Êxodo 7:15 - 21
- Este é o encontro de Moisés com Faraó no momento da primeira praga, e este encontro tem lugar nas margens do RIO NILO. Diz o texto que naquela manhã que as águas de todo o EGITO foram transformadas em sangue.

- O
local deste encontro com Faraó, o rio Nilo, era muito significativo para Moisés: Podemos imaginar que ele olha para aquele rio e começa a trazer à sua memória a sua própria história: - “Há oitenta anos atrás eu era um bebé e a minha mãe na esperança de me salvar colocou-me dentro de um cesto de junco e eu fui salvo pela filha de Faraó que tinha o costume de se banhar nesta praia fluvial...”

- Aliás MOISÉS gostava de recordar fatos históricos. Basta ler o livro de Deuteronómio 1:1-6 quando ele dirige o primeiro discurso ao povo no final do êxodo e pouco antes da ocupação da terra de Canaã. O texto diz assim: (ler 1:1-6...)?

- ... e então ele começa a trazer à memória daquele povo os episódios da sua história, ligando o passado com o presente e preparando os ouvintes para o futuro glorioso que DEUS haveria de dar.

- E agora MOISÉS está diante do Rio Nilo e a sua memória é acionada e o filme da sua vida começa a desenrolar: Talvez ele se tenha lembrado da mãe hebreia, da mãe egípcia (ou seja a mãe natural e a mãe adotiva): de Joquebede (tia de seu pai) e da princesa (filha de Faraó)...

- Talvez
se tenha lembrado daquele caudal enorme de cultura palaciana que recebeu por fazer parte da elite que governava o país mais progressista e poderoso da época

- Talvez se tenha lembrado das suas lutas íntimas antes de ter a coragem de abdicar das glórias do EGITO e dos prazeres transitórios do pecado, para perfilar com os seus irmãos oprimidos...

- Talvez, naquela manhã, diante do RIO NILO ele se tenha lembrado daquela estranha arte de ver o invisível e de contemplar à distancia o galardão que DEUS costumava distribuir aos que vivem pela fé. - É por isso que Hebreus 11:27 nos diz: “...e foi porque confiava em Deus que Moisés saiu da terra do Egito e não teve medo da ira do rei. Assim ele prosseguiu o seu caminho, parecia que ele podia ver DEUS ali do seu lado”
- Talvez ele
se tenha lembrado da sua impetuosidade não controlada que o fizera matar o egípcio que estava a espancar um dos seus parentes distantes...

- Talvez se tenha lembrado da incompreensão dos hebreus..... se tenha lembrado dos quarenta anos passados não na metrópole, mas na terra de Mediã, onde se casara, onde se tornara pai de dois meninos e onde trabalhara como pecuarista....

- Talvez se tenha lembrado do estranho fenómeno da sarça que se queimava e não se consumia e daquele tremendo e decisivo encontro com DEUS no monte Horebe, quando a vocação esquecida voltara à tona de modo irreversível...

- Eu creio irmãos que todas essas lembranças se elucidavam por que Moisés estava ali à margem do Rio Nilo e agora, à espera de Faraó, oitenta anos depois de ter sido descoberto pela princesa. - E acredito que o seu coração se encheu de gratidão e de determinação!

- Nós temos muitas razões para agradecer a Deus pelo termo sido encontrados por Deus! Tem sido anos de tantas bênçãos descreve-las seria como explicar como é ser Feliz! .... e felicidade a gente não explica, a gente sente e acaba transmitindo aos outros.

- Assim também são as bênçãos de Deus. Por isso o Salmista se expressa assim no capítulo 126:1 “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião ficamos como quem sonha”...

- Podemos dizer que neste tempo, quando as probabilidades apontam tempos muito difíceis, de estagnação do trabalho, de mera manutenção do que já vínhamos fazendo, o SENHOR é ainda o SENHOR do impossível!  
- Com certeza você também tem muito que agradecer ao Senhor nesta hora. Moisés teve muitas lutas e dificuldades, mas quando ele coloca tudo isso na balança, naquele momento em que ele olha os oitenta anos que se passaram, ... ele verifica que tinha muito que agradecer ao SENHOR....

- Eu convido a cada um, neste momento ímpar da nossa história: a trazer à memória aquilo que nos dá esperança e saber que você pertence a um DEUS DE AMOR, e que você pode confiar NELE, descansar NELE, esperar NELE ... e declarar que o DEUS a quem você serve nunca falhou e nunca falhará!!!
“Após a ascensão do Salvador, o senso da divina presença, plena de amor e luz, permanecia ainda com eles. Era uma presença pessoal. Jesus, o Salvador, que tinha andado com eles, com eles falado e orado, que lhes falara de esperança e conforto ao coração, tinha sido tomado deles para o Céu, quando a mensagem de paz ainda estava em Seus lábios. Enquanto o séquito de anjos, O recebia, d´Ele lhes vieram as palavras:” ´Eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.´ Mat. 28:20.
Atos dos Apóstolos, p. 65

 

José Carlos Costa, pastor
 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

DEUS PROCURA HOMENS QUE...

1. TENHAM FÉ, COMO NOÉ

"Pela fé Noé, quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família. Por meio da fé ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé" - Hebreus 11. 7 (NVI)
 
A fé impulsiona diferentes pessoas para diferentes coisas. Noé construiu uma arca e escapou a um horrendo julgamento. A fé nos impelirá a fazer algo que será o cumprimento da vontade de Deus a nosso respeito, pois nossas missões, que são ímpares para cada um de nós, exigem uma expressão ímpar de fé. Além disso, as responsabilidades individuais e os diferentes deveres do dia a dia, exigem uma manifestação especial de fé. (NTI)
 
O Novo Testamento também declara que Noé não somente era justo, como também pregador da justiça (2 Pedro 2.5). Nisso, ele é exemplo do que os pregadores devem ser. (BEP)
 
2. SEJAM OBEDIENTES, COMO ABRAÃO
"Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigénito. - Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar" - Hebreus 11.17-18. (ARC)
A fé e a obediência são inseparáveis entre si, assim como também são inseparáveis a incredulidade e a desobediência. (BEP)
A obediência de Abraão certamente sacrificaria todo o seu bem-estar. Não fora Deus a fazer a intervenção, o plano teria sido executado. A literatura judaica alude a esse acontecimento como o último e mais severo dos dez testes apresentados a Abraão (Ver Pirke Aboth 5:4). A fé foi o factor que levou à vitória, nos nove primeiros testes, menos severos; e também foi o factor para obtenção da vitória no teste mais severo de todos; a fé conferiu a Abraão o seu melhor momento de obediência. (NTI)
 
3. SEJAM HUMILDES, COMO MOISÉS
"Vai, pois, agora; eu te envio a faraó para tirar do Egipto o meu povo, os israelitas.  -  Moisés, porém, respondeu a Deus: “Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egipto?” - Deus afirmou: “Eu estarei com você. Esta é a prova de que sou eu quem o envia: quando você tirar o meu povo do Egipto, vocês prestarão culto a Deus neste monte” - Êxodo 3. 10-12. (NVI)
Moisés não era apenas Moisés; ele era o Moisés em quem Deus estava cumprindo o Seu propósito. Esse é um segredo universal de homens verdadeiramente grandes: A HUMILDADE.
Eles são capacitados mediante a presença e o poder divino. O projecto era de Deus, e não de Moisés. Moisés seria apenas um instrumento. Naturalmente, suas habilidades naturais e seu conhecimento seriam usados no plano. Ele não seria apenas uma marionete. (ATI)
 
4. SEJAM VALOROSOS, COMO GIDEÃO
"Então, o Anjo do SENHOR veio e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos medianias.  -  Então, o Anjo do SENHOR lhe apareceu e lhe disse: O SENHOR é contigo, varão valoroso" - Juízes 6.11-12. (ARC)
Certamente, o “SENHOR” (verso 14), e o “anjo do SENHOR” (verso 12), são a mesma pessoa aqui neste caso. Os teólogos chamam essa forma de manifestação divina, de “teofania”, i.e., uma manifestação de Deus em forma física. Todos que, como Gideão, procuram com toda dedicação servir a Deus terão a presença actuante e dinâmica de Deus com eles. Aos crentes do NT, o próprio Senhor Jesus fez esta promessa (Mateus 28.19-20). (BEP)
5. SEJAM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS, COMO DAVI
“...O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração”.  -   ...Então o SENHOR disse a Samuel: “É este! Levante-se e unja-o”. - Samuel apanhou o chifre cheio de óleo e o ungiu na presença de seus irmãos, e, a partir daquele dia, o Espírito do SENHOR apoderou-se de Davi. E Samuel voltou para Ramá" - I Samuel  16.7b, 12b e 13. (NVI)
“...o Senhor vê o coração...” O homem vê a aparência de uma pessoa ou coisa, e assim faz julgamentos precipitados. Mas Deus vê a realidade do homem ou coisa, e faz um juízo verdadeiro. É frequentemente verdadeiro que as aparências enganam. Os homens são facilmente enganados e actos tolos ocorrem por causa de decepções. (ATI)
 
“...levante-se e unja-o....”  Já em tenra idade, Davi cultivava um coração voltado para Deus como seu pastor espiritual (ver Salmo 23). Samuel não deveria olhar para a aparência infantil de Davi, mas deveria ungí-lo para ser o próximo rei de Israel, em cumprimento à vontade soberana de Deus, por tudo aquilo que Deus viu naquela menino e dele se agradou. (BEP)
(1) "...o Espírito do Senhor apoderou-se de David...”   Multiplicou-se a capacidade de David (17. 33-37);
(2) Aumentou-se-lhe a inteligência e a perspicácia (17.34-36 e 49-50; 18. 5).  (BS)
 
“O efeito da descida do Espírito do Senhor sobre David foi que o jovem pastor cresceu para tornar-se um herói, um estadista, um erudito, um sábio, um rei de profunda visão”. (Ellicott, in loc.).  (ATI)
 
6. SEJAM ÍNTEGROS, COMO JÓB
"Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jób; e este era homem sincero, recto e temente a Deus; e desviava-se do mal" - Jób 1.1. (ARC)
Nunca vos darei razão! A minha integridade não negarei jamais, até a morte.  - Manterei minha rectidão, e nunca a deixarei; enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá - Jób 27.5-6. (NVI)
(1) O temor de Deus e o desviar-se do mal são o fundamento da vida irrepreensível e da rectidão de Jób (cf. Provérbios 1. 7). “Sincero” refere-se a integridade moral de Jób e à sua sincera dedicação a Deus; “recto” denota rectidão nas palavras, nos pensamentos e actos.
(2) Esta declaração da rectidão de Jób é reafirmada pelo próprio Deus no Capítulo 1.8 e no 2.3 onde, claramente, se vê que Deus, pela sua graça, pode redimir os seres humanos caídos, e torná-los genuinamente bons, reptos e vitoriosos sobre o pecado. (BEP)
 
7. PREGUEM E SOFRAM PELO NOME DE JESUS, COMO PAULO
"Mas o Senhor disse a Ananias: “Vái! Este homem é meu instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel. – Eu lhe mostrarei o quanto deve sofrer pelo meu nome”. - Então Ananias foi, entrou na casa, pôs as mãos sobre Saulo e disse: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que lhe apareceu no caminho por onde você vinha, enviou-me para que você volte a ver e seja cheio do Espírito Santo” - Actos  9. 15 a 17. (NVI)
“...instrumento escolhido...” “Um vaso escolhido, seleccionado. O genitivo de qualidade é muito comum no idioma hebraico, como também no grego “koiné” vernáculo. O Senhor Jesus escolheu a Saulo, antes deste ter escolhido ao Senhor Jesus. E o próprio Paulo, já apóstolo, sentia-se ser um vaso de barro indigno de encerrar tão grande tesouro (ver II Coríntios 4. 7). (NTI)
“...sofrer pelo meu nome...” A conversão de Paulo incluiu não somente uma ordem para pregar o evangelho, mas também uma chamada para sofrer por amor a Cristo. Paulo foi informado desde o início que ele sofreria muito pela causa de Cristo. No reino de Cristo, sofrer por amor a Ele é um sinal do mais alto favor de Deus (Mateus 5. 11, 12). A morte precisa actuar no crente para que a vida de Deus flua dele para os outros (Romanos 8. 17, 18, 36, 37; II Coríntios 4. 10-12). (BEP

terça-feira, 25 de junho de 2013

COMO AUMENTAR A NOSSA ALEGRIA DE VIVER

(Filipenses 1:1-11)
“Que tal, se fôssemos para casa para termos alguma comunhão?”
“Que belo jogo de golfe! Tivemos um convívio fantástico!”
“A comunhão que se desfrutou no retiro foi formidável!”
A palavra comunhão parece significar muitas coisas para diferentes pessoas. Talvez, como acontece com uma moeda já gasta, esteja a perder o seu verdadeiro cunho. Se é esse o caso, faríamos melhor em tomar medidas para o salvar. Afinal de contas, continuar em circulação o mais tempo possível.
Apesar das circunstâncias difíceis que estava a atravessar como prisioneiro em Roma, Paulo está alegre. O segredo da sua alegria é a sua mente integral: ele vive para Cristo e para o evangelho.  – Cristo é mencionado 18 vezes no capítulo 1, e evangelho é referido 6 vezes -. “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho” (1:21). Mas o que é de facto uma “mente integral”? é a atitude que diz: “De nada interessa o que me possa acontecer a mim, contanto que Cristo seja glorificado e o evangelho partilhado com outras pessoas.” Paulo regozijava-se apesar das circunstâncias, porque elas fortaleciam a comunhão do evangelho (1:1-11), promoviam o avança do evangelho (1:12-26) e guardavam a fé do evangelho (1:27-30).
A palavra comunhão significa simplesmente “ter em comum”. Todavia, a verdadeira comunhão cristã é realmente muito mais profunda do que um mero partilhar de chá e bolos, ou mesmo dum agradável jogo de golfe em conjunto. Muitas vezes, o que pensamos ser “comunhão” não passa dum conhecimento ou amizade. Não se pode ter comunhão com alguém, a não ser que exista algo em comum; e no que respeita à comunhão cristã, isso significa a posse da vida eterna no coração. A menos que a pessoa tenha posto a sua confiança em Cristo como seu Salvador, ela desconhece totalmente “a comunhão do evangelho.” Em (Fil. 2:1) Paulo escreve a respeito de “a comunhão no Espírito”, porque quando a pessoa nasce de novo recebe o dom do Espírito (Rom. 8:9). Existe também “a comunhão dos Seus sofrimentos” (Fil. 3:10). Quando partilhamos o que possuímos com outros, isso é também comunhão. (Neste versículo 4:15 a versão portuguesa traduz por “comunicar”).
Assim, a verdadeira comunhão cristã é muito mais do que ter o nome no rol de membros duma igreja ou marcar presença numa reunião. É possível estar fisicamente perto das pessoas e a quilómetros de distância delas espiritualmente. Uma das fontes da alegria cristã é esta comunhão que os crentes têm em Jesus Cristo. Paulo estava em Roma, os seus amigos encontravam-se a mutos quilómetros de distância, em Filipos, mas a sua comunhão espiritual era real e perfeita. Quando possuímos uma mente integral não nos queixamos das circunstâncias, porque sabemos que as circunstâncias difíceis resultarão em fortalecimento da comunhão do evangelho.
Paulo apresenta três pensamentos em 1:1-11 que descrevem a verdadeira comunhão cristã: Tenho-vos na minha mente (vs. 4-6), tenho-vos no meu coração (vs. 7,8), tenho-vos nas minhas orações (vs. 9-11).
1.      Tenho-vos na minha mente (1:3-6).
Não é impressionante que Paulo pense nos outros e não em si mesmo? Enquanto espera o seu julgamento em Roma, a mente de Paulo volta-se para os crentes de Filipos e todas as recordações lhe trazem alegria. Se lermos Actos 16, poderemos descobrir que aconteceram algumas coisas a Paulo em Filipos cuja recordação lhe poderia causar tristeza. Ele foi ilegalmente preso e espancado, foi posto no tronco e humilhado diante das pessoas.
Mas mesmo essas recordações despertavam nele alegria, porque fora através do seu sofrimento que o carcereiro encontrara Cristo! Paulo lembrava-se de Lídia e de sua casa, da pobre escrava que havia sido endemoninhada, e dos outros queridos cristãos de Filipos; e cada uma dessas recordações constituía uma fonte de alegria. (Valerá a pena perguntar: “Sou eu o tipo de crente que traz alegria à mente do meu pastor quano ele pensa em mim?”)
É possível que o versículo 5 se refira a uma participação financeira no sustento de Paulo, um tópico que ele retoma em 4:14-19. A igreja de Filipos foi a única que entrou em comunhão com Paulo no sentido de ajudar a sustentar o seu ministério. A “boa obra” do versículo 6 pode referir-se ao facto de ele partilhar dos seus meios; essa boa obra fora começada pelo Senhor e Paulo estava certo de que Ele a continuaria a completaria.
Mas não nos afastaremos do sentido se aplicarmos estes versículos à obra de salvação e à vida cristã. Não somos salvos pelas nossas boas obras (Ef. 2:8,9). A salvação é a boa obra que Deu realiza em nós quando confiamos no Seu Filho. Em Filipenses 2:12-13, lemos que Deus continua a operar em nós através dos Seu Espírito. Por outras palavras, a salvação é uma obra tripla:
·         A obra que Deus faz por nós – redenção.
·         A obra que Deus faz em nós – santificação.
·         A obra que Deus faz através de nós – serviço.
Este trabalho continuará até nos encontrarmos com Cristo, e então ficará completo. “Seremos semelhantes a Ele, porque assim como é o veremos” (1ª João 3:2).
Constituía uma fonte de alegria para Paulo o facto de saber que Deus continuava a trabalhar nas vidas dos seus companheiros crentes de Filipos. Ter Deus a trabalhar diariamente nas nossas vidas é, afinal, a base autêntica para uma comunhão cristã jubilosa.
“Parece haver atrito no nosso lar” – disse uma esposa preocupada a um conselheiro matrimonial. “Francamente, não sei qual é o problema.”
“A fricção é causada por uma de duas coisas”  - disse o conselheiro que, para ilustrar, pegou em dois blocos de madeira que se encontravam na sua secretária. “Se um dos blocos se mover e o outro estiver parado, haverá fricção. Ou, se os dois se movimentarem, mas em direcções opostas, também há fricção. Ora, qual destes casos será?”
“Tenho de admitir que estou retrocedendo na minha vida cristã, enquanto Joe tem estado a crescer” – confessou a esposa. “O que eu preciso é voltar à comunhão com o Senhor.”
2.      Tenho-vos no meu coração (1:7-8)
Vamos agora um pouco mais fundo, pois é possível ter os outros na mente, sem de facto os termos no coração. (Alguém observou que muitas pessoas hoje em dia teriam de confessar: “Tenho-vos nos meus nervos!) O sincero amor de Paulo pelos amigos era algo que não podia disfarçar-se ou esconder-se.
O amor cristão é “o laço que une”. O amor constitui a evidência da salvação: “Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos (1ª João 3:14). É a “lubrificação espiritual” que conserva a maquinaria da vida em perfeito funcionamento. Já notaram quantas vezes Paulo usa a expressão “todos vós” quando escreve? Há pelo menos nove casos nesta carta. Ele não quer deixar ninguém de fora! (Algumas tradições  trazem no versículo 7 “vós tendes-me no vosso coração”, mas a verdade básica é a mesma).
Como é que Paulo demonstrava o seu amor para com eles? No facto de estar a sofrer por eles. As suas prisões provocaram o seu amor. Ele era o “prisioneiro de Jesus Cristo por vós os gentios” (Ef. 3:1). Por causa do julgamento de Paulo, o cristianismo ia ser proclamado perante os oficiais de Roma.
Como Filipos era uma colónia romana, a decisão iria afectar os crentes ali. O amor de Paulo não era algo de que simplesmente falava, mas sim alguma coisa que ele praticava. O apóstolo considerava as suas circunstâncias difíceis como uma oportunidade para defender e confirmar o evangelho. E isso ajudaria os seus irmãos em toda a parte.
Mas como é que os cristãos podem aprender a praticar este tipo de amor? “Eu dou-me melhor com os meus vizinhos não crentes, do que com os meus parentes crentes!” O amor cristão não é algo que nós próprios realizemos; é algo que Deus faz em nós e através de nós. Paulo tinha saudades dos amigos “em estranhável afeição de Jesus Cristo” (v. 8b).
Não se tratava do amor de Paulo canalizado por Cristo; era Sim o amor de Cristo canalizado por Paulo. “O amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rom. 5:5, NVI). Quando deixamos que Deus realize a Sua “boa obra” em nós, então crescemos no nosso amor para com os outros.
Como é que podemos dizer que nos encontramos verdadeiramente ligados em amor a outros cristãos? Pelo simples facto de que nos preocupamos com eles. Os crentes de Filipos interessavam-se por Paulo e enviaram Epafrodito para o servir. O apóstolo tinha também muito interesse pelos seus amigos de Filipos, e revelou-o particularmente quando Epafrodito adoeceu e não pôde regressar logo (2:25-28). “Meus filhinhos, não amemos de palavra nem de língua, mas por obra e em verdade” (1ª João 3:18).
Outra evidência do amor cristão é a disposição para nos perdoarmos uns aos outros. “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros porque a caridade (amor) cobrirá a multidão de pecados” (1ª Pedro 4:8).
“Aponte-nos alguns dos erros que a sua esposa tem cometido” – perguntou o orientador dum jogo radiofónico a um dos participantes.
“Não consigo lembrar-me de nenhum” – respondeu o homem.
“Oh, certamente consegue lembrar-se de algum!” – insistiu o locutor.
“Não, de facto não me recordo de nada” – repetiu o candidato. “Amo muito a minha esposa e, francamente, não me lembro de qualquer coisa desse género.” Em 1ª Coríntios 13:5, lemos que “o amor não mantém um registo dos erros” – (NVI).
Os cristãos que amam de facto experimentam alegria constante; ambos resultam da presença do mesmo Espírito Santo. “O fruto do Espírito é amor, gozo…” (Gál. 5:22).
3.      Tenho-vos nas minhas orações (1:9-11).
Paulo encontrava alegria nas recordações dos amigos de Filipos, e no seu crescente amor por eles. Encontrava igualmente alegria ao recordá-los perante o trono da graça em oração. O sumo-sacerdote do Velho Testamento usava uma veste especial, o éfode, sobre o coração. Nele estava doze pedras com os nomes das doze tribos de Israel gravados nelas, uma jóia para cada tribo (Ex. 28:15-29). Ele transportava o povo sobre o coração em amor e Paulo agia do mesmo modo. Talvez seja junto ao trono da graça, ao orarmos uns com os outros e uns pelos outros, que poderemos experimentar a comunhão e a alegria cristãs de um modo mais profundo.
Aqui temos uma oração por maturidade e Paulo começa com amor. Afinal de contas, se o nosso amor cristão é aquilo que deve ser, tudo o mais se seguirá. Ele roga a Deus que os crentes possam experimentar um amor abundante e com capacidade para discernir. O amor cristão não é cego! O coração e a mente trabalham juntos, de modo que experimentamos amor com discernimento e discernimento com amor. Paulo quer que os seus amigos cresçam em ciência e em todo o conhecimento, na capacidade de “discernir as coisas que diferem”.
A capacidade de discernir é um sinal de maturidade. Quando um bebé aprende a falar, pode chamar a todos os quadrúpedes um “ão-ão”, mas depois a criança vem a descobrir que há gatos, cães, ratos brancos, vacas e outros animais de quatro patas. Para um bebé, um automóvel é exactamente igual a outro, mas já não se verifica o mesmo com um adolescente que tem a mania de carros! Ele é capaz de apontar as diferenças entre os modelos antes que os pais consigam indicar as marcas dos carros! Um dos sinais seguros de maturidade é o amor com discernimento.
Paulo ora também para que eles possam ter um carácter cristão amadurecido, “sinceros e sem escândalo algum.” A palavra grega traduzida por sincero poder ter vários sentidos. Alguns traduzem-na por “provado pela luz do sol”. O cristão sincero não teme ficar diante da luz! Um indivíduo disse a Carlos Spurgeon, o grande pregador britânico, que desejava escrever a sua biografia. Spurgeon respondeu: “Pode escrever a minha vida nas nuvens! Não tenho nada a esconder!”
Paulo ora no sentido de que eles revelem maturidade no amor e carácter cristão, “sem escândalo algum até ao dia de Jesus Cristo” (v.10). Isso significa que as suas vidas não deviam fazer tropeçar outros e que eles estariam prontos para comparecer perante o tribunal de Cristo quando Ele voltar (2ª Cor. 5:10 e 1ª João 2:28). Eis dois bons testes para seguirmos à medida que exercitamos o discernimento espiritual: (1) Será que isto vai escandalizar os outros? (2) Ficaria eu envergonhado se Jesus voltasse?
O apóstolo ora também para que eles revelem um serviço cristão amadurecido. Ele quer vê-los cheios e frutíferos (v. 11). Não está meramente interessado em “actividades na igreja”, mas no fruto espiritual que brota quando estamos em comunhão com Cristo. “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós se não estiverdes em mim” (João 15:4). Há muitos cristãos que tentam “produzir resultado” pelos seus próprios esforços, em vez de permanecerem em Cristo e deixarem que a Sua vida produza o fruto.
Qual é o “fruto” que Deus quer ver nas nossas vidas? Certamente que é o fruto do Espírito (Gál. 5:22,23), um carácter cristão que glorifique a Deus. Paulo compara o ganhar almas perdidas para Cristo com o produzir fruto (Rom. 1:13) e menciona também “santidade” como um fruto espiritual (Rom. 6:22). O apóstolo exorta-nos a frutificarmos em “toda a boa obra” (Col. 1:10), e o autor de Hebreus recorda-nos que o nosso louvor é o “fruto dos lábios” (13:15). A árvore de fruto não faz grande alarde quando frutifica; deixa simplesmente que a vida que existe em si opere de modo natural. O fruto é o resultado. “Quem está em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (João 15:5).
A diferença entre fruto espiritual e “actividade religiosa” humana é, o fruto redunda em glória para Jesus Cristo. Sempre que fazemos alguma coisa na nossa própria força, temos a tendência para nos orgulharmos dela. O fruto realmente espiritual é tão belo e maravilhoso que nenhum homem pode ter pretensão de o ter produzido; a glória tem de ir só para Deus.
É nisto que consiste a verdadeira comunhão cristã – um possuir em comum que é muito mais profundo que uma simples amizade. “Tenho-vos na minha mente… tenho-vos no meu coração…tenho-vos nas minhas orações.” É esta a comunhão que produz alegria, e é a mente integral que produz este tipo de comunhão!
Jerry tinha de ir para a cidade de Nova Iorque a fim de ser submetido a uma operação delicada, e nem queria pensar nisso. “Por que é que não poderei fazê-lo aqui?” - perguntou ele ao médico. “Eu não conheço ninguém nessa cidade grande e inóspita!” Mas quando ele e a sua esposa chegaram ao hospital, encontrava-se já lá um pastor à sua espera e que os convidou para ficarem na sua casa até ao internamento. A operação foi séria e a permanência no hospital foi longa e difícil; mas a comunhão do pastor e esposa levaram uma nova alegria àquele casal aflito. Eles vieram a reconhecer que as circunstâncias não precisam de nos roubar a alegria. Basta para tal que nós deixemos que essas mesmas circunstâncias fortaleçam a comunhão com o evangelho.
Vamos pôr este ensino em prática!
Durante esta semana, deixemos que as circunstâncias no levem para mais perto dos nossos amigos cristãos. Se possuímos uma mente integral – vivendo para Cristo e para o evangelho – descobriremos então que as dificuldades e os problemas contribuirão para fortalecer a comunhão do evangelho e que essa comunhão do evangelho e que essa comunhão aumentará grandemente a nossa alegria. Em 1967 fui acometido de uma doença esmagadora, febre reumática com dilatação cardíaca.  Fui internado num pequeno hospital na Ilha do Sal em Cabo Verde. Respirava com muita dificuldade e fiquei progressivamente com os membros inferiores e superiores paralisados, além de ter perdido por completo o apetite de comer, fiquei em semanas reduzido a pouco mais que um esqueleto. Longe da família, sem amigos e a pensar que Deus estava longe de mi. Ouvia frequentemente o enfermeiro dizer ao médico “ele já não respira”. No entanto, consegui durante uma noite mexer-me o suficiente para procurar a minha Bíblia e abrir ao “acaso” em Isaías 41:13. Percebi, finalmente, que não estava sozinho. O resultado foi no meio das dificuldades encontrei a esperança, a certeza que não estava só. As minhas circunstâncias só concorreram para me aproximar de Deus e procurar o Seu povo!
“Porque para mim, o viver é Cristo e o morrer é ganho” (1:21). Ou, como diz um coro infantil:
“Jesus, os outros e tu! Que bela forma de escrever ALEGRIA!”
 
Pr. José Carlos Costa