domingo, 9 de junho de 2013

Fundamento da Esperança

1. INTRODUÇÃO
Nós não sabemos como era Jesus, o filho de um obscuro carpinteiro e de uma modesta dona-de-casa da Palestina do século primeiro de nossa era. Nenhum contemporâneo dele o representou, porque este tipo de arte não existia no conceito hebraico. Só mais tarde, na já Idade Média, os pintores começaram a pintar o seu rosto a partir de uma idealização.
Nela ficava clara a dificuldade de os seres humanos verem Jesus como um homem. Por isto, boa parte dos quadros traz uma auréola sobre a sua cabeça, como a dizer, a indicar a sua diferença dos homens.
Este procedimento tem acompanhado as artes cristãs. No teatro, o mais comum era Jesus aparecer de costas, nunca de frente. Foi o cinema praticamente o primeiro a dar uma dimensão humana a Jesus, com destaque para Pier Paolo Pasolini, que o retratou com um italiano qualquer. Nós nos acostumamos com a imagem de um Jesus europeizado, de pele clara, rosto macio, olhar vago, cabelos lisos e longos e barbas também amplas. Tanto nos acostumamos que achamos bravo demais o rosto que alguns cientistas ingleses apresentaram como sendo o mais provável para o filho de Maria e José. No fundo, nossa imaginação se conforta com a ideia de um Jesus mais divino do que humano.
Como era mesmo o corpo de Jesus, não o sabemos. Nós temos que ficar com a imaginação. Nós que temos que nos conformar com o mistério.
Os contemporâneos de Jesus não tiveram esta dificuldade, mas tiveram outra: a de entender como Deus aquele ser que eles viam como completamente humano, que teve que estudar como todo menino (Lucas 2.52); que, quando adulto, tinha sede (João 19.28) e fome (Mateus 4.2; Mateus 21.18), e que sentia cansaço (João 4.6) e angústia (João 12.27, 13.21) como todo ser humano. Como acontece a qualquer um de nós, quando o fim de sua vida se aproximava, ele admitiu que estava transtornado (João 12.27). Como ver nEle o Emanuel (o próprio Deus conosco), se chorou porque um amigo morreu (João 11.35) ou porque a sua cidade o recusava (Lucas 19.41)? Eles não o receberam como Deus, mas apenas como uma pessoa qualquer (verso 11). Seus irmãos de sangue não viram nada de especial nele. Nem sequer perceberam que o seu irmão mais velho nunca pecou (2Coríntios 5.21). Sim, embora tenha passado por todo tipo de tentação, Jesus não pecou (Hebreus 4.15).
Ninguém explicou melhor este mistério do que os autores do Evangelho de João e da Carta aos Filipenses, que escreveram magistralmente:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.
O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigénito do Pai.
(João 1.1-5, 10-14)
Cristo Jesus (...), subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
(Filipenses 2.5-8)
2. PARA ENTENDER A ENCARNAÇÃO
Encarnação é a palavra que a teologia criou para expressar o itinerário de um Deus Absoluto que se torna homem, com todas as suas limitações, mas sem deixar de ser Deus, com toda a sua perfeição.
A encarnação de Deus é um mistério e um paradoxo. A encarnação é um desafio à razão que nos convida à fé e um desafio à fé que nos convida a pôr em cena toda a nossa capacidade de imaginar e pensar. A fé nos abre a porta do mistério. A razão nos põe na antessala do paradoxo. Para aceitá-la, precisamos crer no incrível amor de Deus e aceitar o Novo Testamento como a fonte de nossa reflexão sobre a ação de Deus na história. Só por amor a nós Jesus Cristo abriu mão de sua divindade para experimentar a nossa humanidade. (Sim, Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. -- João 3.16). Só o Novo Testamento nos abre as páginas para entender a grandeza deste gesto, que extrapola os limites da mente humana, ao narrar a experiência da união da plena divindade e da plena humanidade, possibilitada pelo nascimento virginal de Jesus e que possibilita a nossa readmissão à condição de filhos de Deus (Vindo a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,  para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Então, porque somos filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: "Aba!" (Pai!] De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus. (Gálatas 4.4-7)
Como, entender, a encarnação, à luz da fé e do Novo Testamento?
Nossa primeira dificuldade é  entender como o Espírito se torna carne. A razão não consegue explicar  o processo ao qual poderíamos chamar de inseminação espiritual e pelo qual Maria foi fecundada. Ao longo da história do Cristianismo, várias respostas equivocadas vêm sendo dadas. Como ainda são repetidas, precisamos corrigi-las. Por isso, precisamos afirmar que:
1. Jesus não foi um ser resultante da reencarnação de um profeta do passado. Diferentemente do que ensinam todos os espiritismos, do hinduísta ao kardecista, Jesus não foi uma reencarnação de Elias ou de algum outro profeta. Os espiritismos ensinam que o processe da reencarnação termina quando a alma alcança o estado da perfeição e mergulha de novo na alma universal. Jesus desmente a reencarnação: Ele não evoluiu aqui na terra, porque já nasceu perfeito. Segundo o Novo Testamento, Ele não foi gerado por alguma alma transmigrada, mas diretamente pelo Espírito Santo.
2. Jesus não foi um ser resultante de um processo evolutivo e ao final do qual alcançou o "estatuto" de Deus. Para os adocianistas, Jesus foi adotado pelo Pai e se tornou Deus, embora não o fosse em sua origem. Neste sentido, como criam os imperadores romanos a respeito de si mesmos, todos os seres humanos podem alcançar a divindade. Esta "fantasia" está em contradição com o que ensina o apóstolo Paulo, especialmente em Filipenses 2.5-11. Ele era Deus a eternidade e continua Deus.
3. Jesus não foi um ser humano com a aparência de Deus. Diferentemente do que prega o docetismo, Jesus não apenas parecia homem; Ele o era. Como insiste o autor de 1João 4.2-3, precisamos crer que Jesus veio em carne ao mundo, embora muitos se recusem a aceitar esta evidência (2João 7). Os evangelhos falam mais da humanidade do que da divindade de Jesus. A fórmula paulina é perfeita: nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. (Colossenses 2.9)
4. Jesus não tinha uma dupla personalidade, a divina e a humanas distintas. Diferentemente do que propuseram alguns pensadores antigos, Jesus não era um Deus habitando um corpo humano (apolinarismo), nem que em Jesus participavam duas pessoas: uma humana e outra divina. Antes, Ele era uma só pessoa, referindo-se a si mesmo sempre como "eu", jamais como "nós".
5. Jesus não era um ser híbrido, formado de uma fusão entre suas duas naturezas como acontecem com os ingredientes de um bolo. Diferentemente do que pregavam os monofisistas (ou eutiquianos), Jesus era totalmente Deus e totalmente homem. A divindade de Jesus e a humanidade de Jesus permaneceram intactas (preservadas). O que ocorreu é que Ele abriu mão voluntariamente do uso independente dos seus atributos divinos; só os usava em dependência com o Pai.
6. Jesus não foi um ser criado por Deus. Diferentemente do que ensinaram os arianos no passado e erram seus herdeiros no presente como os Mórmons (para quem Jesus não é um membro da Trindade, mas antes a primeira das criações do Pai) e as Testemunhas de Jeová (que ensinam que Jesus foi a mais elevada e a primeira de todas as criações do Pai e como tal criou todas as demais criaturas; como escreveu Charles Russell, "Jesus, pelo poder de Jeová e em seu nome, criou todas as coisas -- anjos, principados e poderes -- bem como toda a criação terrena".), Jesus mesmo afirmou a sua eternidade, ao dizer: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU. (João 8.58) No Apocalipse, Ele se declara o Alfa e o Ómega (Apocalipse 22.13), isto é, o Princípio e o Fim. Sim, no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. (João 1.1-2)
3. PARA VIVER A ENCARNAÇÃO
A afirmação de fé em Jesus Cristo como completamente Deus e completamente homem, pode ser expressa da seguinte forma:
ENCARNAÇÃO
(João 1.1-14; Filipenses 2.5-8)
Esta crença é, ao mesmo tempo, convite e certeza, confiança e esperança.
1. A primeira atitude daquele que recebe a notícia que Ele veio em direção ao ser humano para torná-lo filho de Deus é aceitar este esforço. A encarnação de Deus em Jesus Cristo possibilitou que Ele morresse no lugar do homem, que pode receber sentido para sua vida, em termos de paz, liberdade e alegria, sem ter que morrer para isto.
Ainda hoje há infelizmente pessoas que tornam atual a informação de João. Jesus veio para o que era seu, e os seus não o receberam (verso 11). Elas não querem ser filhos de Deus, ao não receber a Jesus como seu Salvador e Senhor. Felizmente, há os que O recebem. A estes, Ele torna prazerosamente filhos de Deus (verso 12). Estes são aqueles que nascem não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus (verso 13). Deus lhes dá uma nova natureza, a natureza de filhos de Deus. Jesus Cristo nasceu e morreu para tornar possível este convite, sempre renovado na Bíblia e na proclamação. Filho de Deus é aquele que tem certeza de sua redenção.
2. A segunda atitude, consequente à primeira, é agradecer a Jesus Cristo por sua decisão. Sua encarnação, desde que aceita por nós,  nos dá vida e luz. Afinal, a vida estava nele e a vida era a luz dos homens (verso 4).
Por causa da encarnação, a vida que estava nEle está também em nós, a luz que Ele era também ilumina os nossos caminhos. Sem Ele, não teríamos vida. Sem Ele, não saberíamos onde e por onde caminhar.
3. A terceira atitude é viver de um modo coerente com esta decisão de Jesus. Ele assumiu sua humanidade e não fugiu da história. Jesus Cristo é o mais completo exemplo da encarnação, no sentido de se comprometer com o mundo em que viveu, não para ser moldado por ele, mas para mudá-lo. Um cristianismo que foge do mundo é absolutamente desobediente ao modelo de Cristo e completamente inútil, servindo apenas para ser pisado e jogado no lixo.
Se nós estamos nEle, devemos andar como Ele andou, ensina-se 1João 2.6. E o que aprendemos com Ele? Que Ele abriu de sua exclusividade divina para ser humano. Por que, então, somos são orgulhosos de nossa salvação e de nossa santidade? Por que, então, em lugar de ir ao mundo, como Ele fez, queremos que o mundo venha a nós?
 
A encarnação, portanto, nos adverte que ser cristão é viver assumidamente na história como uma exigência da fé e não tentar fugir dela. Deus está no mundo.
4. A terceira atitude é manter (e viver por ela) a certeza de sua presença conosco, agora por meio do Seu Espírito. Porque o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade e porque, como ensina a Bíblia, vimos a sua glória, glória como do unigénito do Pai, podemos confiar que Ele está conosco, porque sua glória não se dissipa como a neblina, antes se adensa por Seu poder e graça.
4. CONCLUSÃO
Somos convidados a aceitar a Encarnação para nós. Somos convidados a afirmar a divindade e a humanidade de Jesus, segundo o ensino do Novo Testamento.
Somos convidados a viver a Encarnação, seguindo o modelo de Jesus Cristo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Igreja Verdadeira

Introdução
Com tantas igrejas existentes, cria-se uma dificuldade: Qual igreja seguir e em qual acreditar? Quem "entrar no autocarro errado onde irá parar?"  Muitas têm características da igreja verdadeira, mas só com objectivo de atrair as pessoas. A igreja verdadeira não é caracterizada pela prática de expulsão de demónios ou pelo uso do nome de Jesus. Há igrejas que até usam o nome de Jesus, expulsam demónios em seu nome, mas ele não as reconhece (Mateus 7:22-23). Há elementos fundamentais que não podem faltar a uma igreja verdadeira. Vejamos alguns.
Serve ao Deus verdadeiro
Os hindus crêem em cerca de 300 milhões de deuses. Adoram macacos, elefantes, vacas, cobras e até ratos. Embora se creia na existência de muitos deuses, que elementos os tornam verdadeiros? O apóstolo Paulo disse aos coríntios:
"Pois, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também" (I Coríntios 8:5-6 ACF1).
Não é somente a letra maiúscula que define o Deus verdadeiro, é a sua natureza (Gálatas 4:8). O Deus verdadeiro não tem princípio nem fim (Génesis 21:33). É o criador de todas as coisas (Salmo 102:25) (Isaías 44:24; 45:18). É único (Deuteronómio 6:4) (Isaías 44:6; 46:9). Ele sabe todas as coisas (Isaías 44:7-9). Ele não se deixa manipular através de imagens (Êxodo 20:3-5) (Salmo 115:3-10). Não é uma energia ou uma força impessoal, ele é uma pessoa e se comunica com seu povo (Génesis 9:8; 12:1) (II Crónicas 7:14). Conhece profundamente o homem (Hebreus 4:13). Um "Deus connosco" (Mateus 1:23), presente entre o seu povo. Que se manifestou em carne, e se fez homem (João 1:14). Só restará um Deus no universo (Jeremias 10:11), o Deus que se manifestou a Israel (Deuteronómio 7:6), e que foi revelado por Jesus Cristo (João 17:3-6).
Tem a escritura verdadeira
Conta-se que o filósofo francês Voltaire (1694-1778) afirmou que a Bíblia, cem anos após a sua morte, seria um livro esquecido, ultrapassado, e empoeirado em todas as estantes em que estivesse. Antes que se completassem os cem anos da sua morte, na casa em que ele residia, abriu-se uma editora de Bíblias. Voltaire não conhecia a Bíblia, pois ela diz:
"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão" (Mateus 24:35).
São palavras verdadeiras (João 17:17), de um Deus verdadeiro (I João 5:20). A Bíblia é divinamente inspirada (II Timóteo 3:16-17) (II Pedro 1:20-21). Ela mergulha profundamente dentro do homem com eficácia, discernindo todo o seu interior (Hebreus 4:12). Nela o homem deve meditar de dia e de noite (Josué 1:8) (Salmo 1:2).
Vale a pena ressaltar que alguns cépticos, tentando denegrir as palavras da Bíblia, têm afirmado pejorativamente: "Lembrem-se, a Bíblia foi escrita por homens"! Citando as palavras do pastor Paulo Romero, respondemos: "E vocês queriam que fosse escrita por um cavalo?" Deus usou o que era mais óbvio, o homem, ser inteligente e capaz. E a escrita, comum a todos os povos, o meio prático de que sua Palavra passaria de geração a geração (Deuteronómio 6:6-9).
Tem o Messias verdadeiro
Muitos homens têm afirmando que foram enviados por Deus ou foram tidos como deuses: Buda, Maomé, Zoroastro, Confúcio, reverendo Moon, Yuri Tais, e tantos outros. Dizem-se portadores de uma mensagem divina. São eles messias verdadeiros? O que dizem veio de um Deus verdadeiro? Quais as credenciais de um verdadeiro messias? Vejamos algumas: O reconhecimento do próprio Deus (Mateus 3:17) (I João 5:9), profecias se cumpriram a seu respeito (Isaías 7:14; 9:6; 11:1-5; 53:1-7), a natureza da sua missão (Lucas 4:14-21), os poderes que possui (Lucas 7:12-15), a autoridade que tem (Mateus 7:29), a capacidade de aproximar o homem de Deus (João 1:29) (I João 1:7), a capacidade de vencer a morte (Lucas 24:1-6), de perdoar pecados (Lucas 5:20), sua origem celestial (João 3:11-13).
Napoleão Bonaparte, francês que tentou conquistar o mundo, disse o seguinte sobre Jesus: "Eu tive um reino que desmoronou rapidamente. Onde estão os meus seguidores? Onde estão aqueles que vinham aprender as minhas palavras? Onde estão os impérios que se ergueram na humanidade: babilónios, assírios, gregos e romanos? Todos acabaram assim como o meu. Mas Jesus Cristo ergueu um reino que já dura quase dois mil anos, e não terá fim". Jesus dividiu a história, e sem ele a história é incompreensível. Ele é Senhor, Rei e Deus (Apocalipse 17:14) (Tito 2:13). O Messias verdadeiro traz em suas mãos as chagas deixadas pela cruz, na qual morreu para salvar todo aquele que nele crê (João 20:24-29) (Colossenses 2:13-17). Jesus Cristo é o Messias verdadeiro, todos os outros são falsos (Mateus 24:24). "Jesus não é maior do que Buda, Maomé, Zoroastro, Confúcio, Kardec, ou qualquer outro, Jesus é incomparável".
Tem a Mensagem verdadeira
Conta-se que um menino de cinco anos estava no gabinete de seu pai fazendo-lhe várias perguntas. O pai, não conseguindo trabalhar, pegou um mapa com todos os países do mundo e recortou-os um por um, pedindo ao menino que os levasse para seu quarto e os colocasse em ordem. Não demorou cinco minutos e o menino já estava de volta com o mapa montado. O pai, espantado com a rapidez do menino, perguntou-lhe como havia montado tão facilmente o mapa. O Menino respondeu: "Havia um homem desenhado do outro lado, do tamanho do mapa, depois que coloquei o homem em ordem, vi que tinha colocado o mundo também". Só há uma forma deste mundo se tornar melhor, é mudar o ser humano, e a Bíblia é o livro que tem esta proposta (João 2:25) (I Coríntios 15:1-4). A mensagem verdadeira é baseada na graça de Deus, arrependimento de pecados, não em méritos humanos. (Actos 17:30) (Efésios 2:8-9). É uma mensagem de salvação e vida eterna (Actos 16:29-31) (João 3:16). Infelizmente esta mensagem tem sido distorcida, e muitas pessoas já não se aproximam mais de Jesus pela cruz (João 12:32-33), mas por interesses pessoais. Várias tendências teológicas têm surgido, distorcendo a verdadeira mensagem da salvação: unção do riso, vómito do Espírito, maldição hereditária, regressão, dente de ouro, teologia da prosperidade. Vale a pena ressaltar que para tudo se encontra uma passagem bíblica. O chavão é: "Está na Bíblia". Satanás usou esta técnica com Jesus quando lhe disse: "...lança-te daqui abaixo; porque está escrito..." (Mateus 4:6). E citou para Jesus o Salmo 91:11-12, para que Jesus se atirasse do pináculo do templo, afirmando que os anjos do Senhor não o deixariam cair. Jesus respondeu a Satanás: "Também está escrito: Não tentarás ao Senhor teu Deus" (Mateus 4:7). Jesus usou o texto de Deuteronómio 6:16 para mostrar a Satanás que não basta apenas usar da autoridade da Bíblia em textos isolados, ela é um todo, e interpreta-se a si mesma. Apesar de todas as circunstâncias a Bíblia continua e continuará sendo o único livro verdadeiro e digno de confiança.
Tem um povo verdadeiro
Adolf Hitler quase destruiu o mundo porque achava que os alemães eram uma raça pura, superior e que só eles deveriam mandar e governar o planeta, mas os seus ideais não permaneceram. Os judeus foram considerados para Deus um povo especial, o qual ele escolheu para se manifestar (Deuteronómio 7:6). Hoje, o povo de Deus não é caracterizado pela raça, etnia, mas por ter nascido de novo (João 3:3-8). É um povo chamado e escolhido por Deus, mediante Jesus Cristo (Gálatas 3:28) (Romanos 9:21-25) (Romanos 9:27-33), que recebeu Jesus como Salvador, tornando-se filho de Deus (João 1:12). Esse povo busca as coisas de Deus (Colossenses 3:1-3) é templo do Deus verdadeiro (I Coríntios 3:16), anda nos passos de seu Redentor (Colossenses 2:6-7), e espera a sua volta (Actos 1:11) (I Tessalonicenses 4:16-17). Deus tem tolerado a maldade do mundo somente por causa deste povo (Mateus 24:22). É um povo selado pelo Deus verdadeiro (Efésios 1:13). É importante que se tenha em mente que a igreja é composta de pessoas imperfeitas: A igreja não é um museu para santos, mas um hospital para doentes. Jesus disse que não veio chamar justos ao arrependimento, mas pecadores (Mateus 9:12). Obviamente, espera-se que as pessoas que compõem a igreja sejam transformadas em seu viver, mas elas ainda não atingiram a perfeição.
Conta-se que uma irmã, insatisfeita com sua igreja, teria chegado para o seu pastor e lhe dito: "Estou à procura de uma igreja perfeita, com um pastor perfeito, diáconos perfeitos, ministro de música perfeito, regentes perfeitos, professores perfeitos, e membros perfeitos". O pastor lhe respondeu: "O dia em que irmã encontrar, por favor, não entre, senão a irmã vai estragá-la."
Conclusão
Alguém já disse: "Se a igreja não fosse de Deus os homens já teriam terminado com ela". Deus criou todas as coisas, e teve o bom gosto de criar tudo em ordem e perfeito. Mas o homem tem o poder de estragar tudo. A igreja foi criada por Jesus, que se entregou por ela (Efésios 5:25), ela é a noiva, bela, bonita e perfeita, e ele virá buscá-la (Apocalipse 19:7). Esta é a igreja verdadeira. Você é parte dela? Sua igreja tem estas marcas?

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Igreja – Santa Ceia

I-                   "Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” (Atos 2: 47)
1.      Igreja ou assembleia.
1.1.Sentido da palavra “igreja” – ekklesia – assembleia por convocação ou chamar a si, chamar fora de … Sentido etimológico.
1.2.Assembleia dos eleitos de Deus. Atos 2:47.
2.      A noção de convocação refere-se a uma vocação. A igreja é uma comunidade vocacionada. Efésios 4:4.
3.      Uma assembleia local organizada: 1ª Cor. 1:2ss
4.      Uma organização
a)      Um chefe supremo: Cristo
Efésios 1:22
b)      Responsáveis: Atos 15:22,23 – um colégio de irmãos.
c)      Não há uma pessoa humana suprema (papa) mas funções 1ª Cor. 12:28.
II-                Um Fundamento.
1.      O primeiro fundamento; Cristo 1ª Cor. 3:9-11.
2.      Segundo fundamento; os apóstolos. Os apóstolos formam indiscutivelmente o fundamento humano da igreja ver Ef. 2:19,20; Ap. 21:14.
Eloquente exemplo de Pedro – 1ª Pedro 2:4.
3.      A igreja é o fundamento da fé – a fé exprimida  por Pedro é o cimento da igreja Mateus 16:18.
4.      Pedro não é infalível apesar da sua profissão de fé. Mat. 16:23.
III-             Os poderes disciplinares.
1.      O poder das chaves.  16:19. O poder das chaves pertencem à igreja e não a um homem, Mat. 18:18.
2.      A faculdade de ligar ou de desligar emana do Evangelho, Mat. 16:15,16.
3.      Deve haver arbitragem entre os irmãos Mateus 18:17 “E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.
IV-             Uma Missão Sagrada.
1.      Guardar sempre a verdade, 1ª Tim. 3:14,15.
2.      Assegurar a difusão do Evangelho, Mar. 16:15. Entrar na igreja é uma vocação para ser salvo e para salvar ou seja pregar ou anunciar o Evangelho. Sem igreja não há evangelho.
3.      Crendo na eleição de Deus, quem pode recusar esta eleição? Quando iluminados pelo Espírito Santo, fazemos a mesma profissão de Pedro, tornamo-nos pedras vivas como Pedro, como João e os outros.
4.      Pedro – petros – uma pedra – cefas – rochedo.
5.      A pedra sobre a qual Deus edificou a Sua igreja não foi sobre Pedro, mas sobre a sua declaração.
6.      Igreja comete faltas e necessita renovar constantemente o seu voto de fidelidade a Cristo. A santa ceia (1ª Coríntios 11:23-26) é um momento solene de renovação e reafirmação sobre a rocha dos séculos Cristo Jesus.
Citação Desejado Todas as Nações: “A santa ceia aponta à segunda vinda de Cristo. Foi destinada a conservar viva essa esperança na mente dos discípulos. Sempre que se reuniam para comemorar Sua morte, contavam como Ele, "tomando o cálice, e dando graças, deu-lhes, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o Meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até aquele dia em que o beba de novo convosco no reino de Meu Pai". Mat. 26:27-29. Nas tribulações, encontravam conforto na esperança da volta de seu Senhor.”” P.659
José Carlos Costa, pastor

sexta-feira, 17 de maio de 2013

As Boas Vindas a Jesus


Int. Lucas 8:26-39

O endemoninhado de Gadara, havia muito tempo que estava possesso pelos demónios. Nu, esfomeado e louco.
Viu Jesus e prostrou-se por terra: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo?”.
Os demónios pedem para ir para os porcos.
Quando Jesus pretende entrar na aldeia dos proprietários dos porcos estes não consentem. Pedem para que Jesus se vá embora. Dois testemunhos; a) por um lado os guardadores dos porcos contam o que viram e ouviram os endemoninhados (demónios) dizerem que eram uma “legião”, uma legião romana era composta por seis mil soldados de infantaria e 700 soldos montados em cavalo. O número aqui não importa eram “muitos”; ouviram também o testemunho dos discípulos de Jesus contar o que tinha acontecido no mar revolto e como Jesus tinha acalmado.
A população com medo de perder alguma coisa de valor material deixa de ganhar as bênçãos que Jesus levava.
Um só pode para acompanhar Jesus, um só está pronto a deixar a família, o emprego, casa, bens para seguir a Jesus.
E Jesus que cumpria a missão de chamar os homens a segui-Lo recusa esta disponibilidade. E diz-lhe para ele ficar na sua terra, junto dos seus familiares e contar o que o Senhor tinha feito por ele.
Jesus abandonou aquela terra, não se impôs onde não era desejado. Afasta-Se no barco que O tinha trazido. Com certeza a pensar que aquela campanha tinha sido mal sucedida: pouco resultado para tanto esforço.
Satanás tinha dificultado a tarefa do Divino Mestre.
1.      Jesus volta de novo.
Jesus tinha procurado responder às necessidades que Ele sabia existirem naquela terra. Sabia que ali havia corações aflitos. Ele tinha ido ao encontro “clamado, e vós recusastes; porque estendi a minha mão, e não houve quem desse atenção.” Como diz Provérbios 1:24.
Lucas 8:40, diz que Jesus voltou e a atitude das pessoas tinha mudado completamente: “…pois todos o esperavam.”
Um homem tinha cumprido o seu dever, cumpriu a ordem do seu Senhor: “E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus tinha feito.” Lucas 8:39.
As pessoas entretanto tinha reconhecido que Jesus era muito mais importante que qualquer outra coisa na vida, mãos do que os porcos.
Uma só pessoa tinha provocado naquela terra um reavivamento espiritual.
Um só tinha encontrado verdadeiramente a Jesus, tinha ouvido o dom da Sua voz. Um só tinha ouvido o diabo chamar-Lhe “Filho do Deus Altíssimo”, mas convenceu muitos a esperar pelo retorno de Jesus.
Muitas vezes penso que este geraseno é uma verdadeira figura do povo Adventista, que prepara o glorioso retorno de Jesus.
Às vezes como ele temos a impressão que as pessoas estão mais interessados com os porcos, que em ouvir falar do amado Senhor.
Em muitos lugares da Bíblia o retorno do Senhor Jesus Cristo nas nuvens dos céus é comparado com um casamento: o noivo que vem ao encontro da Sua noiva.
História: há uma espécie de formigas que nascem com asas, e estas asas têm uma duração relativamente curta, há um momento preciso em que estas formigas abandonam os seus formigueiros para formarem uma nova colónia. Segundo os especialistas estas novas formigas estão prontas a partir dianas antes, e ficam impacientes, excitadas pelo momento do voo.
No entanto, as mais velhas fazem barragem, não as deixam partir, esperam um momento exato, as novas formigas devem atingir o momento da maturidade ou do desejo de partir, ou ainda, tem de cumprir certas tarefas, a razão da barragem não se sabe.
Quando o sinal é dado as portas são abertas e elas partem aos milhares. Todas as colónias saem a encontrar-se no ar, forma pares com outras formigas de outros formigueiros.
O dia e a hora é o mesmo para todas as colónias daquela região.
O livro do Apocalipse fala que 4 anjos (Ap. 7:1) estão a segurar os ventos da terra até que o povo de Deus, a noiva esteja pronto. Como as formigas operárias, os anjos estão à espera por uma ordem para abrir as portas.
O geraseno, não tinha recebido nenhuma indicação nem do dia nem da hora que Jesus retornaria, mas foi “apregoando” o que o Senhor tinha feito por ele. Ele tinha percebido que Jesus voltaria e não demoraria e se demorasse ele continuaria a cumprir o mandato do Senhor.
Ele tinha um relógio interior, que lhe dizia: Ele voltará, o Espírito Santo que colaborava com ele a preparar os corações das pessoas dava-lhe a certeza do regresso do Mestre: sabia que o voltaria a ver.
2.      O Acolhimento: “Todos o esperavam com alegria”  (só algumas versões dizem com “alegria”.)
O testemunho do endemoninhado fez que o regresso de Jesus fosse tão desejado. Confiavam agora que os enfermos seriam curados, os filhos abençoados, os lares ficariam mais sólidos com a presença e bênção de Jesus. Aprenderam que há coisas mais importantes que o se toca, o que se vê, o imediato.
E de fato assim foi: Lucas 8:41 “Ora um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga, chegou e prostrou-se aos pés de Jesus, rogando-lhe que entrasse em sua casa, porque tinha uma filha única de quase doze anos, que estava à morte. E indo ele, apertava-o a multidão.” Ler até ao verso 45.
Filha única, de doze anos, o que revela estes dois pormenores a angústia do pai, e certamente o alívio ao ver que Jesus sem dizer palavra se colocou ao seu lado. Mas de repente Jesus para, olha para um lado e para outro.
Quando os discípulos lhe perguntam a razão Ele responde: “…alguém me tocou.”
Muitos comentários se podem tecer sobre esta atitude de Jesus, para mim é a Sua divina calma que me impressiona.
A menina está atingida com uma doença mortal, ao ponto que São Mateus diz que ela já estava morta. Aliás, Jairo, o príncipe, dirigente da sinagoga, humilhado ao lado de um rabi a quem ele tinha recusado a entrada da primeira vez que Jesus foi à sua terra. Recebe a notícia que a sua filha já está
“Não era longe a casa do príncipe, mas Jesus e Seus companheiros avançaram lentamente, pois a turba o comprimia de todos os lados. O ansioso pai impacientava-se com a demora; Jesus, porém, compadecendo-se do povo, detinha-se aqui e ali para aliviar alguns sofrimentos, ou confortar um coração turbado.” Desejado de Todas as Nações, p. 254.
“Quem me tocou?” esta pode parecer uma pergunta estranha, numa rua estreita onde toda a gente quer estar o mais perto possível para O ver, para Lhe tocar, para contar aos vizinhos.
E face à pergunta todos negam a responsabilidade. Pedro é o que toma a palavra para querer justificar a multidão, “com certeza alguém te tocou empurrando por outro, não porque te queria tocar.”
Jesus queria que esta mulher se identificasse. Depois de ter procurado os melhores médicos, depois de ter tentado todos os conselhos dados pela vizinhas, depois de ter escutado Jesus pregar junto ao mar, tinha sido invadido por uma certeza e agora: “começara a desesperar quando, abrindo caminho por entre o povo, Ele chegou perto de onde ela se achava.” D.T.N., p. 255.
Ali estava a grande oportunidade dela, ali ao alcance da sua mão. Achava-se enfim na presença do grande Médico. Não Lhe podia falar no meio daquela multidão e confusão.
Enquanto pensa na forma de resolver o seu problema Jesus começa afastar-se: “Concentra-se, naquele único toque, toda a fé de sua vida, e, num momento, a doença e a fraqueza deram lugar ao vigor da perfeita saúde.” Idem.
Jesus responde: “…de mim saiu poder.”
Aqui está a resposta ao “quem me tocou”. Mas porque razão fez a pergunta? Parece um mistério. Então Jesus não controlava o poder que tinha? Será que tivesse medo que aquele poder fosse mal utilizado?
Jesus quis trazer a mulher diante do público e isto por várias razões:
1-      Era bom ou mesmo necessário que ela fosse conhecida. Todos os seus familiares deveriam ter consciência do seu estado permanente de impureza e porque praticava o cerimonial da purificação.
2-      Para que ela fosse aceite nas cerimonias religiosas e a sua cura fosse conhecida em público.
3-      Para que na mente dela se realizasse a cura pelo poder de Jesus.
4-      À semelhança do jovem endemoninhado era preciso que ela reconhecesse que o poder tinha vindo de Jesus e quem tinha tocado. Tocado e transformado. Reconhecer!
No verso 47 a mulher apercebe-se que não se pode ocultar. Veio trémula. Sentiu que tinha feito algo errado. Pensou: que irão pensar os que olham? Ali toma a decisão contar tudo “à vista de todo o povo” e como fora curada.
Ela é a única pessoa que tem o privilégio de ouvir estas palvras de ternura: “Filha”.
Era a esta experiência que Jesus a queria conduzir: sentir-se filha. E você? Não quer sentir-se filho, filha?
“Após a cura da mulher, Jesus desejava que ela reconhecesse a bênçãos que recebera. Os dons oferecidos pelo evangelho não devem ser adquiridos às furtadelas, nem fruídos em segredo. Assim o Senhor nos chama a confessar a Sua bondade, “vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor”; Eu sou Deus.” D.T.N., 256 (Is. 43:12).
3.      Quando Jesus volta, volta com bênçãos.
Apocalipse 21:3,4.
Conta-se que no século passado uma aldeia no principado de Sabóia em França, desejava muito que o seu príncipe os visitasse. Mas eles viviam nas montanhas e não havia estradas por onde passar uma charrete.
Então eles decidiram abrir um caminho sobre as montanhas, pontes sobre os rios. Para que o amado soberano pudesse receber as boas vindas dos seus súbditos.
Se queremos que o nosso amado Soberano volte devemos preparar uma estrada para Ele. A principal tarefa e lançar por terra o nosso orgulho e permitir que o Espírito Santo remova os nossos hábitos e introduza na nossa vida o valor de ir apregoando o retorno de Jesus.
 
José Carlos Costa, pastor
 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Plano da Salvação


No domingo, 29 de agosto de 1977, o sargento Sílvio Delmar Holembach passeava com a família no Jardim Zoológico de Brasília, quando um jovem, Adilson, devido a um ato imprudente, caiu no viveiro das ariranhas. As ariranhas são animais da família das lontras, mas muito mais agressivas. São animais predadores, que caçam em grupo. Apesar do grande número de pessoas presentes, o sargento Sílvio foi o único a saltar para dentro do viveiro para salvar o jovem Adilson. De facto, quando ele viu os ferozes animais a atarem Adilson, ele saltou para dentro da jaula, tomou o menino nos braços e ajudou-o a subir o poço de dois metros de altura.
Quando o próprio Sílvio se preparava para escalar o poço, foi agarrado nas pernas por uma grande ariranha e caiu de novo dentro da jaula. Imediatamente todos os outros animais caíram sobre ele, arrancando-lhe pedaços do corpo com os seus dentes afiados. Quando os tratadores conseguiram entrar na jaula e afastar as ariranhas, o sargento Sílvio já estava completamente mutilado. Sílvio Holembasch foi levado para o hospital das Forças Armadas, mas não foi possível socorre-lo. Falceu poucas horas depois, certamente o sacrifício de Sílvio Holembrach por Adilson ficou bem marcado na mente do jovem, e todas as vezes que ele ouvir o nome de Sílvio Delmar Holembach, não deixará de se emocionar. Afinal, Holembach morreu para salvá-lo de uma morte terrível.

Esta experiência ilustra em o que Jesus fez por cada um de nós. Também Jesus desceu até ao fundo do poço desta Terra para nos salvar das garras de Satanás, embora estivesse consciente de que tal ato Lhe custaria a vida. Assim, neste pequeno post, gostaria de explorar consigo aquele que é, seguramente, o tema central das Escrituras. Vamos tentar compreender um pouco melhor o Plano da Salvação concebido por Deus para redenção da Humanidade.

Dado que, neste Plano, Jesus desempenha uma função central, ao compreendermos melhor o Plano da Salvação, poderemos também aproximar-nos mais de Cristo e dar mais valor ao seu sacrifício por nós. Comecemos por responder à seguinte pergunta: porque é necessário o Plano da Salvação?

A realidade do pecado no seio da raça humana.
Ao longo de toda a sua História, a Humanidade teve que se defrontar com um sério problema: o problema do pecado. Podemos perguntar: O que é exactamente o pecado? O Apóstolo João define o pecado como sendo “a violação da Lei” (1 João 3:4). Esta Lei que é violada é a Lei Moral dos Dez Mandamentos de que já violámos a Lei de deus. na verdade, é a Lei Mora dos Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17). Ora, todos nós temos consciência de que já violámos a Lei de Deus. Na verdade, as Sagradas Escrituras informam-nos de que todos os seres humanos que alguma vez existiram violaram a Lei Moral. Todos pecaram (Romanos 5:12), pois não há pessoa alguma que não peque (2ª Crónicas 6:36). O apóstolo João diz-nos mesmo que, “se dissermos: ´Não temos pecado`, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós” (1ª João 1:8). De facto, não existe nenhum ser humano justo; não há um sequer (Romanos3:9,10). Isto quer dizer que mesmo os mais virtuosos entre os seres humanos são pecadores, pois não existe alguém tão justo sobre a terra que faça o bem sem jamais pecar (Eclesiastes 7:20). Mas podemos perguntar: Não podemos perguntar: Não pode o ser humano pecador de algum modo justificar-se diante de Deus? a resposta da Bíblia é clara: Não! Diante de Deus nenhum ser humano se pode considerar justo, nem pode considerar como justificáveis os seus atos (Salmo 143:1,2; Job 9:2-3). Por isso, podemos concluir que o ser humano, por si mesmo, nada pode fazer para apagar os seus pecados. Como nos diz o profeta Isaías: “Todos nós somos como o imundo, todas as nossas justiças são como trapo da imundície” (Isaías 64:6). Ninguém pode dizer verdadeiramente que purificou o seu coração de todo o pecado (Provérbios 20:9). Além do mais, os seres humanos não têm força anímica suficiente para deixar os seus pecados pelo seu esforço pessoal. Por nós próprios não podemos fazer constantemente o bem, pois estamos acostumados desde crianças a fazer o mal (Jeremias 13:23). Ora, o problema que os seres humanos pecadores têm que enfrentar em consequência da sua pecaminosidade é bem grave. De facto, a consequência final do pecado é a morte. Não apenas a morte temporal, mas a morte eterna. Pois, “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Diante do problema do pecado no seio da raça humana, deveríamos concluir que a salvação do homem pelas suas próprias forças é absolutamente impossível (Mateus 19:25,26).

Felizmente, os seres humanos não estão sós para enfrentar o problema do pecado. Deus está disposto a vir em auxílio dos pecadores. Deus não tem prazer na morte do pecador (Ezequiel 18:32). Ele não quer que ninguém se perca, mas que todos se convertam e sejam salvos (2ª Pedro 3:9). Ora, a boa-nova é que Deus pode, efectivamente, purificar dos seus pecados os seres humanos (Salmo 51:1,9).

A solução de Deus para o problema do pecado humano.
Na verdade, o Deus Criador concebeu um plano para salvar os seres humanos do pecado e da correspondente morte eterna. Trata-se do Plano da Salvação. Jesus Cristo revelou a essência deste plano durante o Seu ministério nesta Terra. Segundo Jesus, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). Jesus veio a este mundo “para que o mundo seja salvo por Ele” (João 3:17). Este Plano da Salvação da Humanidade foi concebido pelo Deus Triúno desde a eternidade, isto é, antes mesmo da fundação do nosso mundo (Romanos 16:25,26). Foi seguindo este Plano da Salvação que Jesus veio à Terra para salvar os pecadores (1ª Timóteo 1:15). Como Ele próprio disse: “O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19:10). Jesus foi designado por Deus para o Salvador da Humanidade. Em nenhum outro podemos encontrar a salvação (Atos 4:12). Apenas em Jesus temos a possibilidade de sermos salvos dos nossos pecados e da morte eterna que eles acarretam. Por que razão é isto assim? Simplesmente porque é pela morte expiatória de Jesus na cruz em nosso lugar que nós temos a possibilidade de sermos resgatados da penalidade do pecado, a morte eterna. Só a morte de Jesus nos permite alcançar a remissão dos pecados.

Como diz o profeta Isaías, ao descrever a missão do Messias, “Ele foi trespassado por causa das nossas transgressões, esmagado em virtude das nossas iniquidades. O castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre Ele, sim, por Suas feridas fomos curados. (…). Iahweh fez cair sobre Ele a iniquidade todos nós. (…). Pelo Seu conhecimento, o justo, Meu Servo, justificará a muitos e levará sobre Si as suas transgressões” (Isaías 53:5,6,11). Portanto, Jesus morreu pelos pecados, isto é, por todos os seres humanos que existem e já existiram neste Planeta (1ª João 2:2). A Sua morte única sobre a cruz é suficiente para expirar todos os pecados da Humanidade (Hebreus 9:28).

Assim sendo, devemos concluir que nós somos salvos apenas pela graça de Deus, manifestada na morte expiatória de Jesus. Nós podemos ter a redenção gratuitamente, se aceitarmos a morte de Jesus por nós (Efésios 2:8,9; Atos 15:11). Mas para que sejamos salvos pela graça de Deus, devemos exercer fé em Jesus como nosso Salvador. É a fé que se apropria da redenção oferecida gratuitamente pelo Plano da Salvação. Por isso, todo o pecador que confia em Jesus é justificado dos seus pecados pela fé (Romanos 5:1,2). Para alcançar a salvação, devemos ter fé em Jesus como Salvador da Humanidade (Atos 16:30 e 31). Assim sendo, é evidente que Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade pecadora (1 Timóteo 2:5,6), pois só Jesus foi designado por Deus para ser o Salvador dos homens (Atos 5:31). Assim, no Evangelho de Cristo nós temos a Boa-Nova de que Deus “quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2.3,4) por intermédio do Seu Filho Jesus.

As condições para a salvação do pecador.
No entanto, o Plano da Salvação tem implícitas certas condições para que o pecador possa ser salvo. De fato, Jesus veio chamar todos os pecadores ao arrependimento (Lucas 5:31 e 32), mas, para que possa ser perdoado por Deus, o pecador deve reconhecer os seus pecados (Salmo 51:3-6). Assim, quando toma consciência do seu pecado, o pecador deve passar por três etapas. Primeiro, deve entristecer-se pelo pecado cometido (2ª Coríntios 7:10); em segundo luar, deve arrepender-se sinceramente (Atos 3:19); e, em terceiro lugar, deve mudar o seu comportamento, deixando de cometer o pecado de que se arrependeu (Atos2:37 e 38). Após estas etapas, o pecador arrependido deve confessar o seu pecado a Deus (Provérbios28:13). Esta confissão deve ser realizada através da oração (Salmo 32:5). Ao confessarmos os nossos pecados a Deus, Ele perdoa-nos completamente o erro cometido. Ele apaga as nossas transgressões (Isaías 43:25). No entanto, para que Deus possa perdoar os nossos pecados, há ainda uma última condição que deve ser preenchida pelo pecador. Ele deve ser capaz de se perdoar também aos seres humanos que o tenham ofendido (Mateus 6:14 e 15).

Assim, graças à morte expiatória de Jesus na cruz do Calvário, Deus por perdoar todos os nossos pecados. É no Filho amado de Deus que temos a rendição pela remissão dos pecados (Colossenses 1:3). Invocando o nome de Jesus e crendo na Sua intercessão, recebemos de Deus a remissão dos pecados (Atos 10:43). O pecador deve, pois, crer em Jesus como seu Salvador para ser perdoado por Deus (João 3:16).

A Justificação gratuita do pecador pela fé em Cristo.
Vamos agora ver em detalhe como ocorre a justificação gratuita do pecador pela fé em Cristo. A Fé é o princípio fundamental do Evangelho de Jesus pregado para salvação do pecador. Por isso, a Bíblia diz-nos que “o justo viverá pela fé” (Romanos 1:16,17). É pelo exercício da fé em Jesus que o pecador é justificado gratuitamente por Deus de todos os seus pecados. Em Jesus “é justificado todo aquele que crê” (Atos 13:38 e 39; Romanos 3: 23-26). No entanto, podemos perguntar-nos: Como funciona o processo da justificação pela fé? É muito simples! Assim como Adão, pelo seu pecado original, levou toda a humanidade a cair no pecado e na sua consequência, a morte, também Jesus, pela Sua justiça perfeita, pode salvar do pecado e da morte eterna todos os seres humanos que aceitam a Sua morte expiatória. De fato, Jesus paga a nossa dívida de pecado ao morrer em nosso lugar e credita-nos ainda, na nossa vida, a Sua justiça perfeita, pode salvar do pecado e da morte eterna todos os seres humanos que aceitam a Sua morte expiatória. De fato, Jesus paga a nossa dívida de pecado ao morrer em nosso lugar e credita-nos ainda, na nossa vida, a Sua justiça perfeita. Assim, aparecemos aos olhos de Deus como perfeitamente justos, isentos de pecado (Romanos 5:17-19). Deus olha para nós e, em vez de ver a nossa deformidade moral, merecedora de morte eterna, vê a perfeição moral de Cristo, merecedora de vida eterna. Isto é a justificação do pecador pela sua fé em Jesus. Portanto, devemos aqui sublinhar que o ser humano é justificado gratuitamente pela sua fé em Jesus, sem as suas boas obras (Romanos 3.28).

Como escreveu o apóstolo Paulo: “Pela graça fostes salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós, é o dom de Deus: não vem das obras, para que ninguém se encha de orgulho” (Efésios 2:8 e 9). Desta forma, a esperança do pecador arrependido encontra-se no Plano da Salvação, pelo qual é justificado gratuitamente pela fé em cristo. “Nós aguardamos, no Espírito, a esperança da justiça que vem da fé” (Gálatas 5:5). Sendo justificados por Deus, alcançamos o maior bem que qualquer ser humano pode desejar: “Estamos em paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1-2).

Conclusão
Portanto, temos razões para celebrar. Deus ama-nos e providenciou um meio para que todos os pecadores possam ser libertados das cadeias do pecado e escapem à sentença da morte eterna.

No entanto, para que o Plano da Salvação possa produzir resultados, é necessário que aceitemos Jesus como nosso Salvador pessoal. Devemos crer em Jesus como nosso sacrifico expiatório, arrepender-nos dos nossos pecados e confessa-los a Deus. Pode-se perguntar: “Quando?” Caro amigo, demos fazê-lo o mais brevemente possível, pois não somo senhores da nossa vida e o tempo está a esgotar-se para todos nós, na medida que passa sem cessar.

A última vez que o ator de cinema Tyrone Power apareceu diante das câmaras de Hollywood, apelo ao público que contribuísse financeiramente para a luta contra as doenças de coração. No estúdio, Tyrone pegou numa ampulheta, virou-a ao contrário lentamente e observou a areia a escorrer. Ele disse então: “Para todos nós, o mais precioso elemento que temos é o tempo. Mas o tempo termina cedo de mais para muitos milhões, porque as doenças de coração colhem mais vidas do que todas as outras doenças combinadas.” Alguns dias depois, quando estava de férias em Espanha, Tyrone sucumbiu, ele mesmo, a um ataque de coração fulminante! Obviamente que ele não estava à espera que o seu tempo terminasse tão brevemente. Também muitos de nós, ocupados na vida quotidiana, nem nos damos conta que o nosso tempo está a fluir incessantemente. Por isso, lanço-lhe um apelo: Aceite a oferta de Deus, hoje mesmo. Amanhã, pode ser tarde de mais. Se já aceitou a expiação de Cristo, apelo para que continue firme nessa decisão, pois é a melhor decisão que poderia tomar. Ficando firmes na nossa fé em Cristo, alcançaremos seguramente a salvação eterna!

Paulo Lima

preparado por José Carlos Costa.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A Porta Santa e o Perdão dos Pecados

Introdução: João 10:7-10


No dia 1 de fevereiro de 1992, estive na Basílica de São Pedro pela primeira vez. Depois disso visitei este lugar por diversas vezes, creio que não há espaço aberto ao público e algum privado que não tenha visitado.
Quem frequenta este lugar e faz amizade com certas personalidades descobre coisas interessentes, como por exemplo as histórias das 4 portas santas (http://pt.wikipedia.org/wiki/Porta_Santa ), deixo aqui o link para a história oficial.
 
1.      História do ano santo e o sentido do mesmo.
Contou-me o meu amigo então padre Duílio Darpino e posteriormente pastor adventista o seguinte: pelo natal do ano 1299, começou a circular o boato em Roma que no ano seguinte todos os peregrinos que viessem a Roma o papa concederia um “amplo e generoso perdão” para todos os pecados cometidos até então. Acrescentava o boato que isto já tinha acontecido no ano 1000, 1100 e 1200.
Ora este rumor chegou ao palácio papal. Era então papa Bonifácio VIII o napolitano. Muito astuto, pediu aos seus cardeais para investigar se este rumor tinha algum fundamento histórico. Depois de analisados todos os arquivos não acharam nada que falasse deste assunto.
Bonifácio VIII, promulgou uma Bula intitulada “Antiqera habet fido relatio”. Que prometia para todos os católicos que visitassem diariamente e durante 30 dias, todos os pecados seriam perdoados.
O mesmo aconteceria para todos os peregrinos estrangeiros e que em Roma permanecessem durante 15 dias, fazendo peregrinação entre a Basílica de S. Pedro e a de S. Paulo, confessando os pecados e arrependendo-se sinceramente.
Podiam depois disto ir para suas casas descansados porque ele lhes perdoava os pecados.
Era ponto assente: “Os pecados são perdoados a homem algum, a não ser que ele creia que ele creia que lhe são perdoados quando o sacerdote o absolve.” Papa Leão X.
Naturalmente, a isso deviam juntar um sentido profundo de generosidade equivalente ao perdão concedido. Foi um êxito tão grande, milhões de fiéis assistiram.
Clemente VI encurtou este período para o ano1350, introduzindo no entanto um ritual verdadeiramente espectacular, juntou a passagem por mais duas basílicas; João de Latrão e Santa Maria a Maior. Os períodos desde então tem sido encurtados.
Foi este papa que escreveu a bula 'Unigenitus' (27 de Janeiro de 1343), para justificar o poder papal e a concessão de indulgências. Este documento foi usado na defesa das indulgências muitos anos depois, quando Martinho Lutero afixou as suas 95 teses em Wittenberg, em 1517.
 
2.      As portas santas.
O ritual passa-se essencialmente na porta de São Pedro, que está fechada por uma parede de tijolos e um reboco fino, lisa e com uma cruz negra.
O papa acompanhado por um numeroso cortejo de cardeais e bispos, entre hinos e salmos alusivos, majestosamente vestido caminha até à porta. Bate na porta 3 vezes com um martelo de prata e cabo de marfim enquanto pronuncia palavras rituais.
A parede que foi previamente seccionada, é demolida por operários. Com uma vela acesa na mão esquerda e uma cruz na mão direita, entra na nave principal. A procissão na direcção da “Pietá” de Miguel Ângelo. Aí o papa dirige um breve alocução e conclui o ato.
Simultaneamente, cardeais incumbidos pelo papa abrem as portas santas das outras três igrejas.
Começa o ritual de milhares, milhões de pessoas que passam durante duas semanas pelas quatro portas, rezando e confessando os seus pecados.
Esperançados que a bula 'Unigenitus' (antiquera habet fido relatio) seja o meio adequado para um perfeito perdão.
 
3.      É bíblico todo este Cerimonial?
Creio que nada é mais incómodo que o peso dos pecados. Alguém disse: “O pecado narcotiza o entendimento, envenena o espírito, destrói a aspiração pelas coisas divinas e faz com que o fim do homem seja miserável e de sofrimento.”
Quantos célebres ateus na hora da morte gritam por Deus como o fez Voltaire!
Qual é o método para obter o perdão dos nossos pecados?
Moody num dos seus célebres sermões dizia: “Se Deus expulsou Adão do Paraíso por um só pecado, certamente não nos deixará entrar no céu com todos os nossos pecados, a menos que apelemos para a expiação do nosso Senhor Jesus Cristo.”
São Pedro inspirado pelo Espírito Santo disse as palavras que encontramos em Atos 8:20-22.
O que foi que o Apóstolo Pedro está a dizer? Parece muito importante: “O teu dinheiro seja contigo para perdição” ou perde-te com o teu dinheiro.
É uma expressão de tristeza, de desgosto, se Simão que tinha praticado artes mágicas não mudava de atitude, isto é não se convertesse seria destruído.
Não quer dizer que não haja esperança porque no verso 22, insta a que se arrependa.
Simão tinha como diz o verso 13: “Creu até o próprio Simão, e, sendo baptizado, ficou de contínuo com Filipe.”
Creu com o intelecto, era tão evidente a verdade que ele anuiu com a mente mas a mente ficou longe. A verdade deve pelo Espírito Santo atingir a mente e o coração.
Como diz Stanley Jones: “Há dois tipos de crentes: os que experimentaram a conversão horizontal e os que a tiveram no sentido vertical. A primeira é superficial, a segunda é profunda.”
 
A atitude de Simão revela uma incompreensão fundamental do carácter de Deus e dos dons do Espírito Santo.
 
Tinha que aprender que as coisas mais preciosas da vida não se podem comprar com dinheiro. Como por exemplo:
O amor.
O respeito.
E sobretudo o perdão de Deus.
 
“Arrepende-te”. O arrependimento é a primeira condição para se alcançar o perdão e evitar o castigo merecido. Mas é o caminho mais difícil, o arrependimento, porque arrepender-se é a decisão de seguir outro caminho, outra direcção que é apontada por Deus. Por isso é vertical: contemplar dia a dia o Calvário.
 
O ser humano está mais vocacionado para:
Esforços
Atos heróicos
Pagar
Sacrifícios pessoais.
 
Lutero, tentou fazer tudo isso quando subia a “Escada de Pilatos”. Escada que existe numa pequena igreja católica em Roma (perto de São João de Latrão), diz a tradição que esta escada foi levada miraculosamente de Jerusalém para Roma. A escada que Jesus subiu quando foi julgado. Por decreto papal prometia-se indulgência a todo aquele que subisse os degraus de joelhos.
 
Lutero subia de joelhos essa escada para livrar a sua alma do sofrimento do pecado, assim como tirar a alma do seu tio do purgatório, quando o seu pensamento foi invadido por uma passagem da Bíblia: Romanos 1:17.

Lutero queria salvar a alma do seu tio. E ao mesmo tempo libertar-se de uma consciência culpada. Lutero estava errado, não podia fazer nada pelo seu tio, tal como nos diz São Paulo nesta epístola de Romanos 14:12.

É uma responsabilidade pessoal de cada crene. Em assuntos de consciência cada pessoa é individualmente responsável perante Deus, isto não invalida que nós tudo devamos fazer para que os nossos queridos, os nosso vizinhos, os homens e as mulheres com quem privamos e os que procuramos como ovelhas desgarradas, aceitem a Jesus enquanto vida possuem.
 
4.      Há uma Única Porta Santa.
João 10:7.
Há realmente uma porta, mas não é nenhuma daquelas instituídas por Roma. Essas representam os méritos, as obras praticadas pelo ser humano. Oferecem uma salvação decretada pelo homem. Não perdoa, não salva!
 
Há uma porta: Essa é Cristo. Que está de braços bem abertos, a única que dá acesso ao reino da graça e consequentemente da vida eterna.
 
Todos aqueles que apresentam outras portas, são falsos mestres, pedras de tropeço, que nem entram nem deixam entrar.
 
Como podemos entrar nesta porta?
- Crendo no Seu amor
- Crendo que Ele morreu por nós
- Crendo que o Seu sangue tem poder para lavar-nos dos pecados: 1ª João 1:7
 
Devemos expressar esta fé em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador mediante o baptismo e uma vida coerentemente cristã à luz da Sagrada Escritura.
 
A conversão e o perdão dos pecados é o sentimento de que “Quando encontramos Cristo, encontramos tudo; quando Cristo nos encontra, não acha nada.”
 
Que acontece depois se pecarmos? Leia 1ª João 1:9.
“Jesus é a porta do redil de Deus. Por essa porta acharam entrada todos os Seus filhos, desde os mais antigos tempos. Em Jesus, segundo é mostrado em tipos, prefigurados em símbolos, manifestado nas revelações dos profetas, patenteado nas lições dadas aos discípulos e nos milagres operados em favor dos filhos dos homens, têm eles contemplado "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29), e por meio d´Ele são introduzidos no aprisco de Sua graça. Muitos têm vindo apresentando outros objetos à fé do mundo; têm-se imaginado cerimónias e sistemas pelos quais os homens esperam receber a justificação e a paz com Deus, encontrando assim entrada para Seu redil. Mas a única porta é Cristo, e todos quantos têm interposto qualquer coisa para tomar o lugar d´Ele, todos quantos têm buscado entrar no aprisco por qualquer outro modo, são ladrões e salteadores.” D.T.N, pág. 478
 
Que Deus nos ajude a perseverar em Cristo.
José Carlos Costa, pastor