terça-feira, 5 de março de 2013

PEGADAS NA TERRA


Senhor Deus, nós nos aproximamos de Ti, nosso compassivo Redentor; e rogamos, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho. Oh, Nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que hoje estão aqui com o coração ansioso para ouvir a Tua voz. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja connosco, esta noite e sempre. Por Jesus. Amém.
O tema das nossas conferências é Viver a Paz. Paz: palavra mágica, um sonho, um ideal, uma expectativa. Quanta contradição na busca desse tesouro! Promovem-se guerras e revoluções na intenção de se conseguir paz.
Numa galeria de arte, na Itália, há dois quadros que chamam a atenção pelas semelhanças e contrastes. Em ambos, o céu está carregado de nuvens escuras, prenunciando violenta tempestade. O mar está agitado, com ondas enormes. No quadro da esquerda, um rosto humano, esquálido e terrível, flutua nas águas do mar. No quadro da direita, destaca-se uma rocha no meio das ondas. No topo da rocha, há um arbusto que abriga um ninho, no qual descansa tranquilamente uma pombinha branca.
O primeiro quadro simboliza as pessoas que não têm a paz. Esta infelizmente, é a experiência da maioria das pessoas no mundo, por isso recorrem a drogas, calmantes, lares desfeitos, consciência pesada – estas coisas são simbolizadas por aquele rosto sem vida, flutuando nas águas do mar.
O segundo quadro não revela uma vida sem problemas e lutas. As ondas que vão de encontro à rocha, e o céu carregado de nuvens simbolizam provações e perigos de que o ser humano está rodeado neste mundo. Mas há uma diferença que anima e conforta: A rocha em que está o arbusto e no qual se encontra o ninho com a pombinha branca, simboliza que no meio das ondas, podemos encontrar refúgio, aninhar a nossa esperança e ter paz. É este o percurso que vamos seguir noite após noite, cada tema está interligado, por isso vos convido a não perder nenhum, insistam junto dos vossos queridos familiares, amigos a virem convosco e assistir, eles também precisam de encontrar um lugar de refúgio como aquela pombinha!
Hoje vamos fazer uma viagem imaginária. Entraremos no coração e tentaremos sondar alguns dos seus segredos. No labirinto das veias e artérias que cruzam os órgãos e tecidos, existe biliões de heróis anónimos que esperam calmamente para entrar em acção. Vamos tentar contar a sua impressionante história.
Recentemente, através do microscópio electrónico, os especialistas conseguiram analisar de forma mais ou menos pormenorizada a função dos glóbulos brancos. Observaram uma aventura complexa e fascinante destes glóbulos, eles são verdadeiros heróis que actuam para o bom funcionamento do nosso corpo. A primeira impressão que esta célula provoca não é muito agradável. Parece-se com uma amiba, uma bola líquida e sem forma. Percorre as paredes das veias e artérias lançando uma espécie de anzol e depois arrasta-se.
A sua função é proteger o corpo contra os invasores hostis. Embora não pareça poder derrotar uma lesma, muito menos um exército de ferozes bactérias. Quando porém, as bactérias ou os vírus entram no sangue, de imediato os glóbulos brancos transformam-se em "Rambos" e alteram totalmente o seu comportamento. Alertados do perigo, os glóbulos brancos como que despertam do seu monótono passeio e servem-se da sua capacidade única de mudar a sua forma e rapidamente aparecem onde as bactérias atacam.
Comprimem-se, passam entre as células das paredes capilares e dos tecidos, encurtam o caminho para chegar ao local da batalha. Assim que aí chegam é evidente que os glóbulos brancos fazem parte de um grande exército de soldados altamente especializados. Existem vários tipos de glóbulos brancos e cada um deles ataca o seu inimigo com coragem. Primeiro vem a infantaria, os neutrófilos. Estes glóbulos têm uma grande coisa a seu favor: a quantidade.
A nossa medula óssea produz cerca de cem biliões de neutrófilos todos os dias. A sua função é engolir o inimigo. O seu corpo, parecido com as amibas, lança-se ao redor da substância estranha, desinte­gram o invasor que fica prisioneiro nas suas enzimas. Depois de ingerir entre cinco a cinquenta bactérias e absorvida as mortíferas toxinas do invasor, o neutrófilo morre em batalha. Morrem aos biliões em sucessivos contra-ataques. Mas isso é apenas o começo.
A seguir vêm os soldados arrasadores, chamados macrófagos, os fortes soldados do corpo. Aumentam de cinco a dez vezes o seu tamanho original quando chamados para a batalha. Cada uma dessas células "Golias" pode devorar uma centena de invasores e sobreviver. Macrófago significa "grande devorador" e é exactamente o que fazem numa fracção de segundo.
Os macrófagos são também especializados em emboscadas. Quando enfrentam um inimigo particularmente grande ou resistente, várias dessas células fundem-se para formar o que é chamado "célula gigante" e em seguida atacam o invasor com as suas enzimas combi­nadas. Esse contra-ataque prepara o caminho para outro tipo de glóbulos brancos entrarem em combate.

As linfocitárias, parecem assassinos treinados. Cada uma tem a missão de destruir um tipo particular de bactéria, reconhecem o inimigo entre todos os outros e perseguem-no com toda a intensidade. A célula linfocitária é particularmente mortal, envia ao sistema imunológico do nosso organismo a arma mais eficaz contra as bactérias: os anticorpos.

Todos já ouvimos falar dos anticorpos. São como mísseis teleguiados que buscam uma certa presa com precisão absoluta e a destroem. São mísseis inteligentes. Essas correntes de aminoácidos em forma de Y enviam enzimas mortíferas na corrente sanguínea do orga­nismo. Às vezes um grupo de anticorpos agrupa um número de bactérias para que se tornem um alvo fácil para os fortes soldados (macró­fa­gos) devorarem.

Bem, outro tipo de linfocitária é a célula T, também faz parte dos glóbulos brancos. Estas células actuam como comandantes de campo na batalha. Enviam sinais que aumentam a fúria do combate. Acirram a actividade dos glóbulos brancos ao máximo: além disso, calculam constantemente a situação, de forma a manter uma resposta defensiva adequada.

Todos os elementos do sistema imunológico comunicam entre si de maneira que pouco entendemos. Todo o contra-ataque dos glóbulos brancos, em todas as suas diferentes formas, é cuidadosamente coordenado. Da infantaria aos fortes soldados, dos mísseis teleguiados aos comandantes de campo, sabem exactamente o papel que devem desempenhar no combate. Assim que o invasor é derrotado, o exército volta ao seu estado normal. O delicado equilíbrio da química do corpo é mantida e os glóbulos brancos voltam a arrastar-se ao longo das paredes dos vasos sanguíneos como se nada tivesse acontecido.

Sabem, quando pensamos neste maravilhoso exército de comba­tentes que corre pelas nossas artérias, veias e vasos, formulamos uma pergunta interessante: como surgiu este complexo sistema imunológico? Muitas pessoas dizem que nós somos o resultado da evolução! Se a evolução é a resposta às nossas perguntas sobre a origem da vida, como foi possível que este sistema tão complexo tenha evoluído em simultâneo?

Quanto mais pensamos sobre este assunto, mais complicada é a resposta. Sabem porquê? Todos estes guerreiros sofisticados e especializados do nosso corpo precisam uns dos outros. Os glóbulos brancos são essenciais no esforço de guerra contra os invasores do nosso organismo, têm a capacidade de defesa, mas sem os sinais de certas células, perderiam o controlo, estariam completamente desor­ganizados.

Os grandes devoradores, os macrófagos, também necessitam das mensagens químicas para entrarem em acção. Seriam inúteis se não fossem bem orientados no ataque. Outros glóbulos brancos, por sua vez, não podem agir sem os grandes devoradores que não só consomem a maior parte dos invasores, mas limpam os resíduos após a batalha. Em suma, tudo depende de tudo, uns dependem dos outros. Cada parte contribui para o delicado equilíbrio do todo.

Certamente já ouviram falar de pessoas vítimas de doenças raras que precisam de passar a vida em lugares completamente esterilizados, assépticos, isto é, lugares isentos de todo agente patogénico. São pessoas que têm que ser protegidas de todo contacto directo com o mundo exterior porque qualquer infecção poderia matá-las. Já tive uma irmã nesta situação, com 40 anos, sofria de leucemia, eu falava com ela através de intercomunicadores, via-a através do vidro, mas não lhe podia tocar.

Há algum tempo falou-se muito de um menino português, que vive nestas condições. Nasceu sem as células linfocitárias B e T. Ele tem agora dez ou onze anos de idade. O seu corpo não consegue combater as bactérias. Possui suficientes glóbulos brancos da infantaria, os soldados fortes; tem também biliões de grandes devoradores fluindo da sua medula óssea todos os dias. Mas, é impotente contra as infecções. Porquê? Porque falta uma parte do sistema às células linfocitárias, os tais glóbulos que chamamos “assassinos”.

O que o exército das células brancas do sangue sugere é que Alguém de infinita inteligência as projectou, as concebeu, as criou e colocou no lugar certo e para realizar a tarefa necessária à vida. Esse Alguém é o Omnipotente Criador que a Bíblia nos apresenta. As Escrituras engrandecem este Deus que tem demonstrado uma habilidade tão notável como Criador.

Medite nestas palavras: Salmo 139:13-14 "Pois Tu formaste o meu interior, Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto que por um modo assombrosamente maravilhoso fui formado!”

De forma tão maravilhosa fomos criados! Após observar o modo maravilhoso pelo qual as nossas células contra atacam e vencem todos os invasores, eu diria, no mínimo, que este Criador está do nosso lado. E é precisamente isso que as Escrituras proclamam bem alto. Eis a confiante promessa de Deus feita através do profeta Isaías 49:25; "Por certo que os presos se tirarão ao valente e a presa do tirano fugirá porque eu contenderei com os que contendem contigo e salvarei os teus filhos."

São as palavras de um guerreiro confiante, e Deus faz estas afirmações em nosso favor. Ele contenderá com qualquer um que se atreva a fazer-nos mal, que nos queira ferir, magoar, destruir. É isso que Deus já faz nos nossos glóbulos brancos destruindo bactérias aos biliões a cada hora que passa. Louvado seja o Criador!

Isaías não está sozinho ao apresentar o Senhor Deus como um guerreiro. Nos Salmos encontramos um Deus que prende uma espada ao cinto, cavalga para vitórias como um guerreiro especial e marcha através (imagem de Jesus no cavalo branco-goosalt) dos portões de Sião, um herói conquistador, poderoso na guerra. Ele diz que vence até o Leviatã, o símbolo de tudo o que apavorava os antigos, e esmaga a sua cabeça no mar.

Trata-se definitivamente de alguém que quer estar do nosso lado. O que a Bíblia diz repetidamente é que Ele está, de facto, ao nosso lado. O profeta Sofonias realça esta mesma verdade:

"O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar: Ele se deleitará em ti com alegria." Sofonias 3:17

Aqui está um Deus que se deleita em estar ao lado daqueles que Ele salva do perigo. Deus exulta porque colocou dentro do homem e da mulher, da criança quando ela é ainda um feto, um sistema que o pode salvar! Deus, alguma vez vos pareceu um Ser demasiado distante?

Meu amigo, minha amiga, tem dificuldade em crer que Ele pode realmente fazer a diferença na sua vida? Dar a paz! Rogo-lhe que tire esse pensamento da cabeça, porque esse pensamento impede Deus de estar plenamente livre para o defender. Nós podemos colocar entraves para que Deus não se manifeste nas Suas multiformes acções para nos defender. E então ficamos como aquele menino, sem defesas!

É verdade, às vezes acontecem tragédias que diminuem as nossas certezas. Todo o ser humano está exposto ao vendaval da vida, das tentações, das agressões externas. Quero assegurar-vos com toda a sinceridade, que Deus é um amigo íntimo de todos aqueles que O chamam! Quer chamá-Lo esta noite?

Se duvida, coloque os dedos no pulso, sinta o ritmo que envia o "rio da vida" que faz o sangue correr nas veias em todo o seu corpo. Podemos sentir o Criador que continua a lutar por cada um de nós, neste mesmo instante!

Nem sempre conseguimos ver as coisas como deve ser! Às vezes acontece pensarmos que as coisas são de uma maneira e elas são de outra. No que se refere a Deus não conseguimos ver sempre as coisas muito claras. Claro que toda a gente diz que as coisas na Bíblia são facilmente compreensíveis e que elas revelam a verdade com grade transparência. Sim é verdade! No entanto se começarmos a ler no livro de Juízes, e vermos as guerras que existiam entre o povo de Deus e os povos vizinhos, ficamos tão confusos que até nos apetece deixar a Bíblia de lado. Tudo nos parece desfocado.
Já alguma vez começou a ler a Bíblia e teve que a colocar de lado porque não compreendia o que está escrito? Isso passou-se comigo ao princípio! Mas hoje leio e compreendo tudo. Antes, parecia-me quando a lia que tudo estava desfocado, hoje, é simples e clara.
Recordo uma experiência que vivi há uns anos, era Sábado, tinha apresentado várias conferências naquele dia e sinceramente estava muito cansado. Eu não conhecia bem a cidade, um amigo levou-me, mas como havia muito trânsito deixou-me perto do local onde eu ia pernoitar. Um homem vem na minha direcção a fazer alguns gestos, pensei que pretendia alguma informação. Parou à minha frente e eu parei, de repente estendeu a mão e tirou-me os óculos e fugiu!
Fiquei ali no passeio, via as pessoas, mas não conseguia distinguir o rosto. Queria perguntar onde ficava o meu hotel, mas hesitava muito porque não via com nitidez as pessoas e por outro lado tinha consciência que estava perto e não queria parecer ridículo. A verdade é que estava a poucos metros, mas sem óculos estava tudo desfocado: as pessoas, o local e mais ainda a porta do hotel que eu procurava ansiosamente.
Nós sentimos que Deus nos ama, sabemos que Ele está próximo de nós, ao nosso lado, porém com o tempo e o pecado ficámos míopes espiritualmente, e apalpamos, cambaleamos e queremos encontrá-
-Lo, porém às vezes parece-nos muito longe: por isso repito e peço, coloque o dedo indicador na veia do pulso e sinta o sangue correr e pense que Deus está tão próximo que Ele vigia pela sua vida, para que tudo corra bem.
Permitam-me que diga de coração aberto, que é nos Evangelhos que encontramos em toda a Sua beleza e poder: Jesus! E é em Jesus que podemos ver Deus com toda a nitidez. Jesus é a única imagem de Deus completa e nítida.
Jesus disse aos discípulos: “Quem me vê a Mim vê o Pai. …Eu estou no Pai e o Pai está em mim”. João 14:9-11
Jesus é Deus visto com nitidez. E em Deus não há absolutamente nada que não seja semelhante a Cristo. Se há algo no Velho Testamento que parece estar em conflito com o carácter de Cristo, é porque há alguma coisa que ainda não compreendemos.
Há dois lugares – pelos menos – nos evangelhos em que o carácter de Deus brilha tão intensamente que os meus olhos ficam marejados de lágrimas, e sinto um nó na minha garganta. Um deles é o Calvário. O outro encontra-se em três histórias que Jesus contou para ilustrar uma característica chave do Seu Pai.
O capítulo começa com os fariseus a murmurarem acerca de Jesus: “Este recebe pecadores, e come com eles”. Lucas 15:1-2
Estes fariseus eram as pessoas respeitáveis desse tempo e eram especialistas a chamar aos outros “pecadores”. Eles tinham um provérbio: “Há alegria no Céu por um pecador que é destruído diante de Deus”. Jesus sabia isso e deliberadamente apresentou uma imagem oposta do Seu Pai: “Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” Lucas 15:10
A primeira das três histórias fala de um pastor que possuía cem ovelhas, uma das quais se tinha perdido. Ele deixou as noventa e nove no redil e, por terreno perigoso, foi em busca da ovelha perdida, até que a encontrou. Então o pastor voltou para a sua aldeia com a ovelha perdida deitada sobre os seus ombros. E toda a comunidade se alegrou com ele.
Houve um grande clamor de alegria e uma festa de agradecimento. Jesus disse: “Digo-vos que assim haverá maior alegria no Céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” Lucas 15:7
O Céu faz uma festa sempre que um ser humano, sozinho e perdido decide voltar ao calor e luz da presença do Pai. E o Pai, Deus é o mais feliz de todos!
A segunda história refere-se a uma mulher que perdeu uma das moedas da sua fita de cabelo. Esta não era uma moeda vulgar; simbolizava a sua condição de mulher casada. As casas judaicas tinham chãos de terra cobertos com palha que não era mudada com frequência. O quadro é de uma mulher que vasculha entre a palha suja, com uma candeia numa mão, até que achou a moeda. Aqui está uma imagem de como Deus, em Jesus, veio das glórias do Céu para nos procurar a si e a mim, entre o lixo da Terra. Quando a mulher encontrou a moeda, chamou os vizinhos para uma festa: “E quando a encontra, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comi­go; achei a dracma perdida.” Lucas 15:9. Quando Deus o encontrou a si, e me encontrou, houve uma festa especial no Céu.
A terceira história representa o clímax: a parábola do rapaz perdido, ou também conhecida como a parábola do Filho Pródigo. Das três coisas que estavam perdidas – a ovelha, a moeda, o filho – poderia esperar-se que o filho fosse de longe o mais valioso. No entanto, quando a ovelha se perdeu, houve uma busca nocturna até que foi achada. Quando a moeda se perdeu, houve a busca entre o lixo do chão até que foi encontrada. Mas, quando o filho se perdeu, não houve busca.
Por que razão?
As moedas representavam pessoas agradáveis, brilhantes, como os fariseus, nem sequer sabem que estão perdidas. Não têm o mínimo sentimento espiritual e não sentem qualquer necessidade espiritual estão perdidas e não sabem que o estão. Que não seja esta a nossa situação! É o meu grito!
As ovelhas sabem um pouco mais do que as moedas. Representam o que os fariseus chamavam “pecadores” – as pessoas vulgares – do tempo de Jesus. Sabiam que estavam perdidas, mas não sabiam o que fazer. Tinham sentimentos espirituais. Mas não são capazes de decidir por elas próprias. Estão presas ao rebanho, não se importam com o pastor, o importante é o rebanho, é ver muitas ovelhas!
Mas o filho sabia que estava perdido – e estava feliz com isso! Sabia qual o caminho de regresso a casa, mas escolheu não o seguir.
A história encontra-se também em Lucas no capítulo 15, do versículo 11-32. E começa quando o mais novo de dois filhos foi ter com o pai e disse: “Quero a minha parte do teu dinheiro agora. Vou partir. Não posso esperar até que morras”. O pai tinha empregados e podia ter-lhes ordenado que amarrassem o filho e o prendessem num quarto fechado, até que ganhasse juízo. Mas essa não é a forma de Deus agir. E o Pai, nesta história, representa Deus! O primeiro princípio do governo de Deus é a liberdade de escolha; se alguém quer deixar a sua casa e ir para longe, é livre de o fazer.
No país distante, o filho achou que tinha trocado uma bicicleta por um BMW! Que podia viver a vida a toda a velocidade! Ele pegou em toda a fortuna que o Pai lhe deu, dava para gastar à vontade enquanto vivesse. Mas ele esbanjou tudo em pouco tempo e ficou falido.
Diz a parábola que sobreveio uma grande fome sobre a terra. A fome não começou no dia em que o jovem tinha gasto todo o dinheiro. A fome já existia, a fome está sempre na sombra, a fome está sempre à espreita de um descuido nosso para aparecer! Quantas pessoas que nós chamamos os “sem abrigo” vêm de famílias abastadas! Tinham bons empregos, mas um dia saíram do caminho!
Aquele país não tinha nenhuma provisão para os que ficavam sem meios de vida. Não tinha sistema de apoio social. Não havia o voluntariado. Prevalecia a lei da selva. Quando alguém ficava sem meios de subsistência, os habitantes com posses diziam: “Miserável! Desaparece!” É o que normalmente acontece! Ninguém quer saber a sua história, até os familiares têm vergonha, não se querem identificar!
O país distante tem um lugar, um nome, para os filhos e filhas perdidos. É o desespero, é a droga, é dormir na rua dentro dum caixote. O filho perdido, ainda assim teve sorte, encontrou um trabalho. Guardar porcos, mas o salário, era poder comer com os porcos e a comida que os porcos comem.
Então, disse Jesus que estava a contar a história, ele “caiu em si”. De repente, viu as coisas claramente. Na casa do seu pai havia três categorias de pessoas: os filhos – parte da família, que partilhavam dos bens do pai; os escravos – que tinham segurança e eram olhados como um prolongamento da família; os trabalhadores assalariados – na base da escala social – que podiam ser assalariados e despedidos quando já não fossem precisos!
No chiqueiro, o filho mais novo disse: Lucas 15:17 “Quantos trabalhadores de meu pai, têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome.”
Então começou a ensaiar o que havia de fazer. Voltaria para casa do seu pai. Prostrar-se-ia. E diria: Lucas 15:18-19 “Pai, pequei contra o Céu e diante de ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho.” Tudo isso era bem verdade. Mas também pensou acrescentar: Lucas 15:18-19 “Trata-me como um dos teus empregados assalariados.” Isso significava que ele não compreendia o seu pai. Ele achava que podia compensar os pecados passados com as boas obras do futuro. Que podia, por outras palavras, ganhar o favor do seu pai, fazer a sua própria expiação. Ele estava completamente enganado!
Aqui está como Jesus continua a história: “Levantou-se, pois, e foi para o seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se ao pescoço e o beijou…” Lucas 15:18-20
Este é certamente o quadro mais acolhedor e caloroso de todos. O pai nunca tinha desistido do filho desencaminhado. Dia após dia, os seus olhos tinham examinado a estrada que vinha do país distante, perscrutando cada nuvem de pó em busca da silhueta do seu filho. Quando, um dia, a silhueta apareceu, ele dificilmente a reconheceu; mal arranjado, cansado, andrajoso. As cicatrizes do pecado deformam, distorcem e desfiguram. Mas assim que a luz do reconhecimento atingiu a retina dos olhos do pai. “Ele correu”.
Quando eu era menino, tive um amigo judeu, eu creio que era judeu, ou então era cigano. Brincávamos juntos, um dia entrei a correr em casa dele. Na sala estava um caixão, todos os seus familiares estavam vestidos de preto e sentados sobre cadeiras na sala. Não choravam, mas estavam tristes. Era criança e rapidamente aproximei-me do caixão e vi que estava vazio. Pensando que ia dar uma grande notícia, disse:
-          Está vazio!
Rapidamente o pai do meu amigo, pegou-me por um braço e pôs-me de casa para fora. Depois soube, que o irmão mais velho do meu amigo não tinha morrido. Tinha casado com uma rapariga que não era da sua raça, os pais consideravam que estava morto.
Esta parábola do filho que saiu de casa já existia no tempo de Jesus, era contada pelos judeus aos seus filhos, mas o filho que sai de casa é o filho perdido, que morre. Não volta para casa, o pai não o receberia. Não há esperança. Jesus sabia que era isto que os sábios judeus acreditavam, mas Jesus é o Filho de Deus. E está a ensinar que esse não é o carácter de Deus. Quando o filho volta para casa. Jesus ensina que o Pai corre, abraça e beija o filho que volta.
O rapaz cheirava a chiqueiro de porcos. Mas o seu pai não esperou que se lavasse. Abraçou o seu filho. Ele sabia que fosse o que fosse que o seu filho tivesse para dizer era melhor dizê-lo com a cabeça apoiada no ombro do pai.
Foi a atitude do pai que comoveu o coração do rapaz e o levou ao arrependimento. Na pocilga, ele tinha feito uma decisão puramente prática. Quando a sua cabeça se encostou ao ombro do pai tudo mudou. Ignorando o cheiro horrível, o pai depôs o beijo da justificação na sua face, mandando para o esquecimento os seus pecados.
Alguém quer receber o beijo da justificação de Deus? Alguém sente que a sua vida tem sido praticamente vivida no chiqueiro? Uma vida sem vida, sem alegria, sem esperança? Aceite o beijo na face, o beijo de Deus!
O filho fez a primeira parte do discurso que tinha preparado, mas não fez a segunda. Nos braços do seu pai aprendeu muito acerca do amor sem limites e da graça incomparável. Compreendeu que o pai sempre esteve do lado dele, mesmo quando ele estava longe!
A segunda parte do discurso que ele tinha preparado dizia: Deixa-me fazer a minha própria expiação. Deixa que a minha degradação continue. Deixa pagar o que fiz com o que vou fazer.
Mas o Pai não quis ouvir nada disso. O Pai disse aos seus servos: “Tragam depressa a melhor roupa, e vistam-lha”. Tendo esquecido completamente os pecados do filho, o pai deu-lhe uma roupa que simbolizava uma justiça que não era sua pessoal.
Jesus nestas parábolas, na Sua vida, veio caminhar na Terra dos homens e mostrar como é o carácter de Deus, o Seu amor. Jesus deixou na Terra as pegadas de Deus. E isto é o que iremos ver durante todas as noites.
Louvado seja Deus, porque o Seu amor é mais amplo do que a medida das mentes humanas!
Se pudéssemos fazer do oceano um tinteiro;
E dos Céus um rolo de pergaminho;
Se cada haste fosse uma pena.
E cada homem um escrivão de profissão,
Escrever o amor de Deus lá em cima
Faria secar o oceano,
E o rolo não poderia conter tudo
Mesmo que esticado de Céu a Céu.

F. E. Lehman

Oração: Esta noite ouviu boas notícias. Não podem ser melhores! Notícias acerca do amor de Deus, o nosso maravilhoso e amoroso Pai celestial! Ouvimos a Sua voz, podemos olhar para Ele com mais nitidez, por Jesus, podemos olhar para Ele e dizer: Pai querido que estás no Céu, perdoa-me, e deixa-me amar-Te cada dia da nossa vida. Dá-me o Teu poder para Te amar, no nome de Jesus. Amém.
José Carlos Costa, pastor

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PORQUE CHORAS?


Era paragem obrigatória de turistas, símbolo máximo da economia ocidental e, com os seus 417 metros, duas das mais altas torres do mundo. Mas tudo isso foi antes do dia 11 de Setembro de 2001. Agora, as Twin Towers não passam de uma recordação que dificilmente se apagará da memória de todos os que, directa ou indirectamente, viveram a tragédia.
 
O dia mal tinha começado na costa Leste dos Estados Unidos. Eram precisamente 8h45, horas locais, mais cinco em Portugal, quando um avião comercial, um Boeing da American Airlines, embateu na torre Norte do World Trade Center, na Baixa de Manhattan.
 
Um ´acidente´ que parecia impossível. De olhos postos nos céus de Nova Iorque, minutos depois, o mundo assistiu, em directo, ao embate de outro Boeing na torre Sul, vendo a realidade ultrapassar a ficção. E percebeu que não era acidente e sim um acto do mais cruel terrorismo.
 
O mundo ficou em suspenso. Famílias de todo o mundo começaram a telefonar. De um momento para o outro toda a gente tinha um familiar que ou estava de visita às Torres ou lá trabalhava… a resposta era invariavelmente: ”desaparecido”. Depois, sim depois os caixões cobertos com a bandeira Americana levaram muita gente a parar para reflectir  sobre a vida e a morte, e em como confortar as famílias dos que morreram.
 
Talvez este acidente tenha sido muito longe de nós! Recordamos com maior dor o que se passou na “Ponte da Morte” ou a Ponte de Entre Rios (Portugal), fez um ano recentemente. Temos as imagens dos corpos que eram retirados do rio, os caixões, os cemitérios, as flores lançadas ao rio em memória de 36 corpos que não foram resgatados ao rio Douro.
 
O primeiro princípio que a Bíblia apresenta pode não parecer tão encorajador à primeira vista. Ele é, de facto, triste. Em Génesis 3, descobrimos certos aspectos da vida que Deus revelou a Adão e Eva imediatamente após o pecado e a morte entrarem em cena: "No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra; pois dela foste formado: porque tu és pó e ao pó tornarás." Génesis 3:19
 
As Escrituras enfrentam a morte humana abertamente. Elas não tentam imaginar a morte distante. Noutras passagens bíblicas o homem é descrito como "um sopro que passa e que nunca mais volta", ou uma "flor que murcha".
 
Mesmo no Novo Testamento encontramos esta aceitação da natureza passageira da existência humana. Tiago escreveu isto para alguns dos seus arrogantes contemporâneos: "... que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa". Tiago 4:14
 
Uma neblina que se dissipa. E o que mais chama a atenção de quem conhece a Palavra de Deus é que em nenhum lugar da Bíblia encontramos passagens sobre a imortalidade da alma do homem, ou que o espírito que nos anima é eterno, depois da morte do corpo. Tais frases não estão na Bíblia.
 
Mas muitas pessoas associam a ideia de que a imortalidade da alma é de origem cristã; e cristãos procuram animar outros cristãos com a ideia de que a alma é imortal! Mas as Escrituras deixam muito claro que por causa do pecado o homem é sem excepção, mortal. Ou seja, que quando o corpo morre, acaba todo o tipo de vida que animava esta pessoa! Será que isto quer dizer que não existem bases para a esperança além-túmulo? O nosso destino eterno é o pó?
 
Ah, queridos amigos, a Bíblia, na realidade, está repleta de esperança como iremos ver; mas ela dirige tal esperança numa única direcção. Ouçam esta entusiástica oração de Paulo: "...bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita na luz inacessível..." I Timóteo 6:15,16
 
Reparem no texto, "o único que possui imortalidade". Este é o ponto de partida da esperança na Bíblia. Só Deus é imortal. Esta é a primeira resposta que devemos procurar!
   
Quando procuramos perceber o significado da vida e da morte, (aqueles caixões cobertos com bandeiras), devemos buscar esperança somente em Deus.
 
Se assim não for é fácil mergulhar no desespero e aceitar teorias erradas. Há pessoas que tentam até captar algum traço de uma vida anterior, e colocam as suas esperanças na reencarnação. Porém, essa ideia pouco a pouco torna-se para muitas pessoas, em angústia e medo. Começam a ver vultos em casa, a ouvir vozes de pessoas que já morreram. E isto torna-se tão doloroso!
 
Recordo-me quando era jovem, a minha irmã vivia apavorada porque via em nossa casa a cabeça de pessoas mas não via o resto do corpo. A minha mãe ouvia correntes arrastarem-se à noite diante da porta da nossa casa. Recordo-me de ter visto coisas tão estranhas, não quero falar sobre isso. Eu sei que muitos dos que me ouvem, sabem por experiência pessoal do que estou a falar. Vocês também têm sofrido, estou seguro!
 
A Bíblia é clara, meu amigo: somente Deus é imortal. Nossa esperança está n’Ele e em mais nada. Encontrar um caminho para o além da sepultura, só é possível em Deus, na Palavra de Deus e com a ajuda do Espírito Santo. 
 
Reconheço que para uma pessoa que ouviu falar que a alma vai para o Céu, para o Inferno ou para o Purgatório pode parecer que a Bíblia é difícil de compreender quando diz: “Tu és pó e ao pó tornarás”. Tal facto pode parecer um problema demasiado grande para muitas pessoas. Afinal, Deus, o único eterno, é também descrito como O que habita na luz inacessível.
 
Bem, é aqui que é apresentado o segundo grande princípio da Bíblia sobre a imortalidade. O apóstolo amado proclama alto e claro: "...que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Seu filho. Aquele que tem o filho tem a vida; aquele que não tem o filho de Deus não tem a vida." I João 5:11,12
 
Esta imortalidade que habita na luz inacessível desceu à Terra. A vida eterna veio até nós na pessoa de Jesus Cristo. É como se as riquezas infinitas do Céu fossem condensadas num presente brilhante. E esse presente é Cristo, o Filho de Deus. A imortalidade é a dádiva que Ele nos traz da parte do Seu Pai. O apóstolo João esclarece ao dizer: se tiver o Filho, tem a vida; se não O tiver, não tem a vida.
   
A Bíblia torna a imortalidade uma questão de relacionamento. É uma coisa pessoal entre si e Cristo. É uma escolha: ao aceitá-LO, somos recebidos na vida eterna. Esta é a resposta que cada um de nós precisa, hoje; uma resposta pessoal, individual.
 
Aqueles homens, mulheres e jovens que morreram nas Torres de Nova Iorque, ou os que ficaram no fundo do rio Douro. Foram cada um, um coração que pulsou, uma história, um rosto, eles sentiram que tinham um encontro com a morte, mas o mais importante é que eles tenham tido durante as suas vidas um encontro com Jesus.
 
Um soldado que esteve na guerra do Golfo Pérsico, quando o Iraque invadiu o Koweit, ao embarcar foi entrevistado por um jornalista, que lhe perguntou:
 
– Tens medo de morrer nesta guerra?
 
O soldado respondeu:
 
– Se houver uma bala por lá com o meu nome, tudo bem, será a minha vez. O que me preocupa é saber se o meu nome está no livro da vida.
 
Quando li esta entrevista, pensei que o soldado americano se referia a esta passagem: “Abriu-se outro livro, que é o da vida… O mar entregou os mortos que nele havia, a morte e o túmulo deram os mortos que neles havia… E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.” Apocalipse 20:12-14
 
Este jovem, se tivesse de morrer, não queria que o seu nome fizesse parte apenas de uma estatística. Ele queria que o seu nome estivesse no livro da vida! Ou seja, ele tinha dado a vida a Jesus e confiava.
 
Ele acreditava que se o seu nome fizesse parte da lista de baixas, não fosse apenas um número nas estatísticas dos que morreram na guerra! Ele sabia que há um Céu a ganhar e um Inferno a evitar. O Céu só se ganha aceitando Jesus como Salvador pessoal. O Inferno só se evita, aceitando Jesus como Salvador! Este soldado conhecia a passagem que vem a seguir a esta que lemos: “E vi um novo céu, e uma nova terra… e ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.” Apocalipse 21:1,3
 
Sabem, quando aceitamos Jesus como Salvador, significa que já não seremos julgados no Juízo Final. O nosso julgamento é na Cruz, e não pode haver condenação eterna para o pecador que é julgado na Cruz, assim como não houve para o ladrão arrependido, porque o condenado já foi julgado: Jesus tomou na cruz o lugar dos arrependidos!
 
Este jovem soldado amava as notícias que Jesus tinha vindo trazer a esta Terra. Ele sabia que a vinda de Jesus à Terra era o modo de Deus dizer: "meus filhos, vocês são tão importantes para mim, sim, cada um individualmente. Quero conhecer cada pessoa que nasce na Terra, quero ter uma relação pessoal com cada pessoa, e quero que Me aceitem para que possamos desfrutar juntos a vida eterna". O soldado queria estar no livro de Deus, no livro da vida!
 
Que triste haver tanta gente, gente tão boa, gente que se preocupa com a família, não querem que nada falte aos seus filhos. Mas esquecem o presente que o Pai do Céu tem para oferecer aos Seus filhos. Quem é o pai ou mãe que não ficaria triste se os filhos recusassem os seus presentes... mas estão tão pouco preocupados com o presente de vida que o Pai do Céu tem para cada um?!
 
Deus percorreu grandes distâncias para nos dar segurança sobre como podemos ter esperança além da morte. Vejam o que o Salvador disse: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” João 5:24
 
O apóstolo Paulo diz o seguinte o Filho de Deus: "a imagem do Deus invisível" e continua: "porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis..." Colossenses 1:15,16
 
Jesus Cristo é o Criador. É Ele quem nos dá a garantia da vida eterna. Foi Ele quem fez todas as criaturas que povoam a Terra. Ele é Aquele que formou Adão do pó da terra. E amigo, Ele é aquele que nos chamará de novo do pó, nos levantará da morte e dará a vida eterna pelo Seu poder! Ele pode fazer isso.
 
Homens e mulheres que enfrentam os horrores de ver um filho morrer, a esposa, o marido, o pai a mãe, ou um irmão ou irmã descer ao túmulo precisam saber a verdade luminosa de Deus, a verdade que traz paz! Como é difícil para a mãe, irmão ou esposa que choram um ser querido que morreu, agarrar-se à esperança, se continuam a crer que este ente querido anda a errar no espaço, entre o céu e a terra! Como podem agarrar-se à esperança, se não lhes ensinaram as coisas correctas? O correcto é o que diz a Palavra Santa. Esta é a única Palavra Santa!
 
Há pessoas a quem foi ensinado que os mortos podem andar errantes, tristes, a sofrer porque têm alguma coisa a pagar, que querem falar com a família porque têm algum pecado a espiar!
 
Há uma passagem bíblica que nos ilumina: “Porque os vivos sabem que hão-de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma… mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. O seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram… Tudo o que te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, pois na sepultura, para onde vais, não há obra, nem projectos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:5,6,10
   
Jesus virá no dia final, para julgar os vivos e os mortos mas os que tiverem o nome no Livro da Vida, Jesus os chamará como chamou Adão e como chamou Lázaro que esteve morto quatro dias, já cheirava mal, estava em decomposição. Jesus pode criar do nada. O segredo para ter vida eterna é ter o nome no Livro de Deus. Não procure a imortalidade numa alma imperecível; não tente ouvi-la no sussurrar de algum espírito, porque então o que ouvirá é a voz do inimigo, a voz do Acusador, do Enganador.
 
Pense comigo, “quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho não tem a vida.” I João 5:12 Já sente o Filho de Deus no seu coração?
 
Vou abordar um outro aspecto. Algumas pessoas perguntam: Qual é o tipo de vida que existirá depois da sepultura, quando Jesus vier para nos ressuscitar para a vida eterna, a nós que estivermos no livro da vida?
 
Quando Deus soprou o fôlego da vida em Adão, ele tornou-se um ser consciente. O grande engano que Satanás tem espalhado é o seguinte: fazer acreditar que a imortalidade é algo gerado dentro de nós.
 
Esta ideia não sugere vida após a morte, mas o contrário, sugere morte após a morte. As Escrituras oferecem uma figura bastante definida da vida eterna no Céu com Deus e com nossos entes queridos. A Bíblia fala dum lugar real para a vida real com relacionamentos reais. A vida recomeçará num tempo concreto e preciso, no tempo cronológico.
 
O apóstolo Paulo, ao explicar à Igreja como será a Segunda Vinda de Jesus, diz: "...nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.” I Coríntios 15:51-53
 
As Escrituras não dizem que flutuaremos para dentro das nuvens. A Bíblia diz que Cristo nos recriará e seremos revestidos com a imortalidade. Será aí que o dom da vida eterna se transformará numa realidade física. Do pó da sepultura nos levantaremos para a vida eterna, pensando, sentindo como seres humanos completos, libertos do corpo de pecado que agora temos. Isto não será uma experiência extracorpórea.
 
Paulo descreve-a de maneira maravilhosa: "Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. ...Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo carnal (tendência a pecar), ressuscitará corpo espiritual." I Coríntios 15:42-44
 
Cristo, o Criador, nos dará novos e maravilhosos corpos na Sua vinda, corpos infinitamente melhores que os que temos agora, corpos que, como Paulo diz "terão a semelhança do homem do céu". Esta é a esperança que a Palavra de Deus oferece a cada um de nós. E esta é a esperança que o nosso mundo precisa desesperadamente. Idosos e adultos, jovens e meninos devem saber que há uma ressurreição, uma ressurreição para a vida física real. Quem perdeu os seus familiares pode ter a certeza que existe um Céu, um Céu verdadeiro onde encontraremos os nossos queridos.
 
Numa guerra, quase há dois séculos, numa época em que os exércitos de Napoleão atacavam quase toda a Europa, um dos generais de Napoleão fez um ataque surpresa à pequena cidade de Feldkirch, localizada na fronteira da Áustria. O povo olhava pelas janelas e via um enorme grupo de soldados franceses a marchar pelas lindas colinas perto da cidade.
 
Um conselho de cidadãos foi convocado às pressas e começou a debater nervosamente se deveriam render-se imediatamente ou tentar alguma defesa. A situação parecia desesperadora. Mas o velho pastor da igreja levantou-se diante do conselho e declarou:
 
"Hoje é o dia da Páscoa. Estamos a contar com as nossas forças e elas são insuficientes, fracassaremos. Hoje é o dia da ressurreição do Senhor. Vamos realizar o culto e tocar os sinos como de costume e deixar o problema nas mãos de Deus. Conhecemos as nossas fraquezas e não o poder de Deus".
 
Aquelas palavras produziram um grande efeito naquelas pessoas em Feldkirch. Decidiram aceitar o plano do pastor. Ele pregou e depois subiu à torre da igreja e todos ouviram os sinos tocarem alto e claro anunciando alegremente a ressurreição do Salvador. E aquele som ecoou pelos vales e colinas até que as tropas francesas ouviram.
 
Preparavam os canhões e colocavam as baionetas. Os oficiais concluíram que aquele toque repentino dos sinos significava que o exército austríaco tinha chegado durante a noite. Rapidamente levantaram o acampamento e fugiram para França. O perigo tinha passado antes dos sinos da Páscoa pararem de tocar.
 
Amigo, não existe melhor notícia no mundo do que a notícia da ressurreição de Cristo. Somente este evento pode dar esperança às pessoas, mesmo no meio dos horrores da guerra. Somente esse evento nos oferece a oportunidade de vida real, de vida eterna para além do túmulo.
 
Há dois mil anos atrás as mulheres que acompanharam Jesus do Calvário ao sepulcro onde foi sepultado, ficaram surpreendidas no domingo de Páscoa. Elas queriam ungir o corpo de Jesus, mas vejam o que aconteceu: “As mulheres que tinham vindo com Ele da Galileia, seguiram a José e viram o sepulcro, e como o corpo fora ali depositado. Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no Sábado repousaram, conforme o mandamento. No primeiro dia da semana bem cedo, elas foram ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. Acharam a pedra removida do sepulcro, mas quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus.” Lucas 23:55-56 a Lucas 24:1-3
 
Às vezes tenho a ideia que aquelas mulheres não foram muito corajosas enquanto Jesus levava a cruz a caminho do Calvário! Parece-me que caminhavam de forma apática, abúlicas seguem os acontecimentos. Muitas vezes isto acontece connosco, temos consciência que deveríamos fazer qualquer coisa, devemos tomar uma decisão por Jesus e seguir-Lhe as pegadas, mas parece que Satanás nos paralisa! 
 
Porém depois que Jesus foi sepultado, estas mulheres deixaram despertar todas as suas energias de fé. Foram zelosas na observância dos mandamentos que Jesus observou. E o Sábado foi o primeiro mandamento que observaram depois do Senhor Jesus ter sido sepultado.
 
Depois, e assim que o primeiro dia da semana despontou, muito cedo, dirigiram-se para o sepulcro, reanimadas e fortalecidas na fé e no amor genuíno que sentiam por Jesus. Ignoravam o que se tinha passado. Entretanto, aproximaram-se do horto, dizendo: “Quem nos revolverá a pedra do sepulcro?” Sabiam que não lhes era possível afastá-la, todavia continuaram. E eis que os céus se iluminaram com uma glória que não provinha do Sol nascente. A Terra tremeu. A pedra tinha sido removida. O sepulcro estava vazio.
 
Enquanto se demoravam por ali, perceberam que não estavam sós. Viram um jovem de vestes brilhantes sentado ao pé do túmulo. Era o anjo que rolara a pedra. Tomara a forma humana, a fim de não atemorizar estas amigas de Jesus. Todavia, brilhava ainda à sua volta a glória celestial, e as mulheres temeram. Voltaram-se para fugir, mas as palavras do anjo detiveram os seus passos. “Não tenhais medo”, disse ele: “pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde ver o lugar em que o Senhor jazia. Ide pois, imediatamente, e dizei aos Seus discípulos que já ressuscitou dos mortos.” Mateus 28:5-7
 
“Ressuscitou! Ressuscitou!” As mulheres repetem e tornam a repetir as palavras. Não há, pois, necessidade de unguentos para a unção. O Salvador está vivo, e não morto. Que dia é este para o mundo! Pressurosas, as mulheres afastam-se do sepulcro e “com temor e grande alegria, correm a anunciá-lo aos Seus discípulos.”
 
Maria foi ao sepulcro e encontrou-o vazio. Foi ter com Pedro e João, levando a dolorosa mensagem: “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde O puseram.” João 20:2
 
Os discípulos correram para o túmulo e acharam que era como Maria dissera. Viram o sudário e o lenço, mas não encontraram o seu Senhor. Encontrava-se ali o testemunho da Sua ressurreição. As roupas do sepultamento não estavam atiradas com negligência, mas cuidadosamente dobradas, cada uma num lugar à parte. João “viu e creu”. Ainda não compreendia a escritura que dizia que Jesus devia ressuscitar dos mortos, mas a voz da fé falou no seu coração, e compreendeu. Jesus ressuscitou!
 
Prezados amigos, já alguma vez vos aconteceu, não compreenderem a Palavra de Deus, mas sentirem a voz da fé que diz: “Este é o caminho da verdade”? E quanto mais ouvem e se aprofundam na Palavra de Deus, mais e mais essa fé é forte e vigorosa. Já vos aconteceu não serem guiados pela opinião pública, mas pela bússola de Deus?
 
Pedro e João voltaram para Jerusalém, Maria ficou. Ao olhar o interior do túmulo vazio, o coração encheu-se-lhe de dor. Olhando para dentro, viu dois anjos, um à cabeceira, outro aos pés do lugar onde Jesus jazera: “Mulher, por que choras?” Perguntaram-lhe os anjos e ela imediatamente responde: “Porque levaram o Meu Senhor,” disse ela, “e não sei onde O puseram.”
 
Eu não critico Maria. Ela amava o Senhor Jesus. Ela tinha sido perdoada dos seus pecados, todos a tinham abandonado e quiseram mesmo apedrejá-la. Ela foi uma mulher da vida, uma mulher desprezada. Ela sentiu-se ninguém. Ela sentia vergonha dela própria. Mas Jesus foi o Único que não a condenou, o Único que lhe abriu os braços e onde ela pôde encontrar refúgio e a sua dignidade. Eu não critico Maria, ela amava Jesus. Alguém esta noite sente amor por Jesus? Alguém esta noite era capaz de continuar ali junto ao túmulo? Eu era!
 
Então se você pode estar junto ao túmulo, pode ouvir a voz: “não chores”. Os olhos dela choravam, procurava Deus ao longe. Porém, de repente, descobriu Deus perto dela. Ela voltou-se para se afastar, mesmo dos anjos, pensando encontrar alguém que lhe dissesse o que fora feito do corpo de Jesus. Foi quando ouviu uma outra voz, que lhe perguntou: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” João 20:15
 
Através das lágrimas que lhe obscureciam os olhos, Maria viu a figura de um Homem e pensou que fosse o hortelão, o dono daquele horto. E disse: “Senhor, se tu O levaste, dize-me onde O puseste, e eu O irei buscar.” João 20:15
 
Havia um sepulcro que a voz do próprio Jesus deixara vago: aquele em que Lázaro jazera. Esse sepulcro de Lázaro estava vazio porque Jesus tinha ressuscitado o seu irmão. Ela poderia levar para lá o Seu Senhor. Sentiu que cuidar desse precioso corpo crucificado seria uma grande consolação para a sua mágoa.
 
Mas agora, na Sua voz familiar, Jesus diz-lhe: “Maria!” João 20:16 Imediatamente ela percebeu que não era um estranho que a ela se dirigia e, voltando-se, viu diante de si o Cristo vivo. Na sua alegria, esqueceu-se que Ele fora crucificado. Saltando para Ele, como que para Lhe abraçar os pés, como já o fizera no passado, ela disse: “Raboni”. Mas Cristo ergueu a Sua mão e disse: “Não Me detenhas, porque ainda não subi para Meu Pai. Mas vai para Meus irmãos, e dize-lhes que Eu subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus.” João 20:17
 
E Maria pôs-se a caminho para ir ter com os discípulos, com aquela alegre mensagem. Jesus subiu às Cortes Celestiais, e ouviu do próprio Deus a afirmação de que a Sua expiação pelos pecados dos homens fora completa, de que por meio do Seu sangue todos poderiam obter a vida eterna. O Pai ratificou o concerto feito com Cristo, de que receberia os homens arrependidos e obedientes e que os amaria como ama a Seu Filho. Jesus foi ouvir isto da boca do Pai do Céu: “O varão será mais precioso que o ouro, e o homem sê-lo-á mais que o ouro acrisolado.” Isaías 13:12
 
O antigo código legal dos hebreus tinha um princípio fundamental que regulamentava o direito de defesa do acusado. Porque, nos tempos do Velho Testamento, a defesa do acusado era um dever tão sagrado, que o juiz se recusava a delegar esta tarefa a um advogado. Ele mesmo fazia a defesa do acusado. A enciclopédia judaica explica que: “advogados de defesa são desconhecidos no direito judeu.” O código legal pedia que os juízes “se inclinassem sempre para o lado do acusado e lhe dessem o benefício possível da dúvida.”
 
Imaginemos: testemunhas do crime apresentavam a acusação, enquanto o juiz promovia o caso do acusado, sempre a favor de uma absolvição. Somente quando as provas eram tão evidentes que o juiz não tinha a menor dúvida que o acusado era culpado, é que ele abandonava a defesa e pronunciava a condenação. Sistema interessante, não acha?
 
Nos nossos tempos, nos tempos cristãos, criou-se um outro ensinamento e por isso muitos cristãos temem enfrentar Deus como seu Juiz. Se ao menos entendessem o método bíblico de julgamento, eles perceberiam que Ele está do nosso lado!
 
Jesus não quis que Maria Lhe tocasse sem antes ir à presença do Pai para ouvir dos lábios santíssimos, que o Pai estava juntamente com o Santo Filho do lado do ser humano que pecou, mas que se arrepende sinceramente. A questão fundamental é esta, quem nos acusa? Se Deus Pai e Deus o Filho nos defendem, quem nos está a acusar? Sim, acertou – o diabo! A Bíblia diz: “aquele que acusa os irmãos”, aquele que “nos acusa perante Deus dia e noite,” como podemos ver em Apocalipse 12:10
 
Satanás está com ciúmes, porque aqueles que aceitam a defesa de Jesus irão para um lugar onde ele já foi o anjo mais importante, o príncipe dos anjos: o Céu. Por isso, ele acusa os filhos de Deus de serem inaptos para passarem pelos portões de pérolas. Se ele vai ser destruído porque Deus quer acabar com o pecado e com a morte, Satanás diz: “o ser humano está do meu lado. Também pecaram e devem sofrer o meu destino. Eles não são merecedores.”
 
Realmente nós não somos merecedores! Então como é que iremos escapar das acusações do inimigo? Observe o que está escrito em Apocalipse 12:11 “e eles o venceram pelo sangue do Cordeiro.”
   
Deus não pode negar a alegação de Satanás de que somos imperfeitos, que estamos longe do Seu ideal. Mas no sangue derramado na Cruz do Calvário, o nosso Juiz encontra as provas de que precisa para nos defender e nos declarar inocentes.
 
Portanto, em nome de Cristo, Deus rejeita as acusações de Satanás. Ele endossa a promessa de salvação que nós vivemos em Jesus desde que O aceitamos. Esta compreensão do julgamento de Deus faz-nos sentir confiantes quanto à nossa salvação em Cristo. Emocionante! Não acham?
 
Apelo: Meu amigo, minha amiga! “Porque choras?” Foi a pergunta que Jesus fez a Maria. Esta noite Jesus ainda faz a mesma pergunta: “Porque choras?” Ainda não confiou a sua vida a Jesus? Se ainda não colocou a sua fé no Seu sangue salvador, apelo de todo o meu coração para que o faça hoje, agora, neste mesmo instante! Porque a vida é efémera e sem Cristo não há vida eterna!
 
José Carlos Costa, pastor

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PREGAÇÃO CHOCANTE

Esta é uma pregação (legendada para o português) de Paul Washer, um excepcional pastor norte-americano, que ao ser convidado a pregar em uma igreja, abandonou o “politicamente correto” e repudiou o abominável conforto de que “uma vez salvo pra sempre salvo”, ou que basta fazer uma oração e o crente já está eternamente salvo, independentemente do que fizer depois. Este ensinamento é muito comum e foi duramente rebatido por Washer. Vale a pena conferir esta impactante pregação que com certeza vai marcar a sua vida.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Os Dons numa igreja Unida

Efésios - 4 - 7 : 16
Como todo organismo vivo, a igreja passa por fases. Muitas vezes está no alto, outras está meio desanimada. Mas como a igreja é feita de pessoas que estão crescendo espiritualmente (pelo menos assim deveria ser), a igreja precisa chegar à maturidade. A melhor maneira de uma igreja demonstrar essa maturidade é com relação à forma que seus membros exercem seus dons espirituais. No texto de Efésios 4.7-16, descobrimos algumas coisas que nos fazem ver como uma igreja madura trata os dons.
1. NUMA IGREJA UNIDA: OS DONS SÃO ATOS DA GRAÇA DE DEUS Ef 4.7 e 11
Veja o que Paulo diz: "(v.7)a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo; (v.11)Ele (Deus) designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres". O crente não merece ter um dom, como se os dons espirituais fossem merecidos pela pessoa. Os dons são atos da graça de Deus, porque Ele os concede, não como prêmio, mas como uma tarefa. Se os dons são designados por Deus, eu não devo e não posso me orgulhar de tê-los e nem posso recriminar aqueles que não possuem os mesmos dons que eu.
2. NUMA IGREJA UNIDA, AS PESSOAS CERTAS ESTÃO NOS LUGARES CERTOS Ef 4.11
Se os membros recebem um dom, devem exercê-lo de forma sábia e habilidosa para aquilo que foi chamado. Se um crente se omite em fazer aquilo que deveria, está prejudicando o "corpo", prejudicando a igreja. Por menor que seja a igreja, Deus irá despertar dons nos seus membros para que aquele pequeno grupo seja uma igreja completa, apesar do tamanho. Ninguém possui todos os dons, mas não há ninguém sem pelo menos um dom. Ore a Deus para que você descubra qual é o seu dom e coloque-o em exercício.
3. NUMA IGREJA UNIDA, OS DONS SÃO UTILIZADOS DA MANEIRA CERTA Ef 4.12-14
Existem propósitos para os dons. Neste texto vemos que é para a "preparação dos santos para a obra" que os dons existem. E se os dons forem exercidos corretamente, a igreja terá a "unidade da fé", "crescimento e maturidade". Quando os dons são usados para exaltação própria, deixam de ser dons e então não passarão de meras habilidades humanas e passageiras.
 
4. NUMA IGREJA UNIDA, OS CRENTES VIVEM DE FORMA AUTÊNTICA Ef 4.15
O versículo 15 fala sobre a igreja que, com maturidade, usa os seus dons com sabedoria. O resultado é uma vida autêntica! Ela obedece a ordem: "seguindo a verdade em amor". Verdade e amor são os dois ingredientes de uma igreja autêntica. Os membros viverão o que pregam.
 
5. NUMA IGREJA UNIDA, EXISTE VIDA DE COOPERAÇÃO Ef 4.16
Finalmente, a cooperação mútua é um sinal da maturidade da igreja. Cooperar significa "operar com, trabalhar junto, ao mesmo tempo ". Cooperação é o antónimo de competição. Na igreja madura não pode haver competição! Estamos todos na mesma equipa, tendo funções e dons diferentes! É disso que Paulo fala ao dizer que "todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor". Crescer e edificar-se em amor. Esse é o propósito para o uso dos dons na igreja. Tudo o que fugir disso não é dom, não vem de Deus.
Então, pra resumir, o que é preciso haver numa igreja madura com relação aos dons?
É preciso haver cooperação. É preciso haver compromisso. É preciso haver maturidade e preparo.
Que Deus nos abençoe a sermos assim! Amém!