Esta é uma
pregação (legendada para o português) de Paul Washer, um excepcional pastor
norte-americano, que ao ser convidado a pregar em uma igreja, abandonou o
“politicamente correto” e repudiou o abominável conforto de que “uma vez salvo
pra sempre salvo”, ou que basta fazer uma oração e o crente já está eternamente
salvo, independentemente do que fizer depois. Este ensinamento é muito comum e
foi duramente rebatido por Washer. Vale a pena conferir esta impactante pregação
que com certeza vai marcar a sua vida.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Os Dons numa igreja Unida
Efésios - 4 - 7 : 16
Como todo organismo vivo, a igreja passa por fases. Muitas
vezes está no alto, outras está meio desanimada. Mas como a igreja é feita de
pessoas que estão crescendo espiritualmente (pelo menos assim deveria ser), a
igreja precisa chegar à maturidade. A melhor maneira de uma igreja demonstrar
essa maturidade é com relação à forma que seus membros exercem seus dons
espirituais. No texto de Efésios 4.7-16, descobrimos algumas coisas que nos
fazem ver como uma igreja madura trata os dons.
1. NUMA IGREJA UNIDA: OS DONS SÃO ATOS DA GRAÇA DE DEUS Ef
4.7 e 11
Veja o que Paulo diz: "(v.7)a cada um de nós foi
concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo; (v.11)Ele (Deus) designou
alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros
para pastores e mestres". O crente não merece ter um dom, como se os dons
espirituais fossem merecidos pela pessoa. Os dons são atos da graça de Deus,
porque Ele os concede, não como prêmio, mas como uma tarefa. Se os dons são
designados por Deus, eu não devo e não posso me orgulhar de tê-los e nem posso
recriminar aqueles que não possuem os mesmos dons que eu.
2. NUMA IGREJA UNIDA, AS PESSOAS CERTAS ESTÃO NOS LUGARES
CERTOS Ef 4.11
Se os membros recebem um dom, devem exercê-lo de forma sábia
e habilidosa para aquilo que foi chamado. Se um crente se omite em fazer aquilo
que deveria, está prejudicando o "corpo", prejudicando a igreja. Por
menor que seja a igreja, Deus irá despertar dons nos seus membros para que
aquele pequeno grupo seja uma igreja completa, apesar do tamanho. Ninguém
possui todos os dons, mas não há ninguém sem pelo menos um dom. Ore a Deus para
que você descubra qual é o seu dom e coloque-o em exercício.
3. NUMA IGREJA UNIDA, OS DONS SÃO UTILIZADOS DA MANEIRA
CERTA Ef 4.12-14
Existem propósitos para os dons. Neste texto vemos que é
para a "preparação dos santos para a obra" que os dons existem. E se
os dons forem exercidos corretamente, a igreja terá a "unidade da
fé", "crescimento e maturidade". Quando os dons são usados para
exaltação própria, deixam de ser dons e então não passarão de meras habilidades
humanas e passageiras.
4. NUMA IGREJA UNIDA, OS CRENTES VIVEM DE FORMA AUTÊNTICA Ef
4.15
O versículo 15 fala sobre a igreja que, com maturidade, usa
os seus dons com sabedoria. O resultado é uma vida autêntica! Ela obedece a
ordem: "seguindo a verdade em amor". Verdade e amor são os dois
ingredientes de uma igreja autêntica. Os membros viverão o que pregam.
5. NUMA IGREJA UNIDA, EXISTE VIDA DE COOPERAÇÃO Ef 4.16
Finalmente, a cooperação mútua é um sinal da maturidade da
igreja. Cooperar significa "operar com, trabalhar junto, ao mesmo tempo
". Cooperação é o antónimo de competição. Na igreja madura não pode haver
competição! Estamos todos na mesma equipa, tendo funções e dons diferentes! É
disso que Paulo fala ao dizer que "todo o corpo, ajustado e unido pelo
auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor".
Crescer e edificar-se em amor. Esse é o propósito para o uso dos dons na
igreja. Tudo o que fugir disso não é dom, não vem de Deus.
Então, pra resumir, o que é preciso haver numa igreja madura
com relação aos dons?
É preciso haver cooperação. É preciso haver compromisso. É
preciso haver maturidade e preparo.
Que Deus nos abençoe a sermos assim! Amém!
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
O SONO DA MORTE
Qual é a condição do homem na morte?...
Em realidade, estas questões relacionadas com o estado do
homem na morte têm suscitado um grande ponto de interrogação na mente de muitas
pessoas. . . Mas também a Bíblia responde claramente a estas indagações da
mente humana.
I – A
EXPERIÊNCIA DE LÁZARO
A – O Contexto
Histórico
a) São João 11
apresenta a descrição do maior milagre que Cristo operou durante o Seu
ministério terrestre – a ressurreição de Lázaro.
b) Betânia era uma
pequena aldeia que distava cerca de 3 Km. de Jerusalém, no outro lado do monte
das Oliveiras, no caminho que ia de Jerusalém a Jericó.
c) Certa ocasião
Jesus recebeu a notícia de que o Seu amigo Lázaro de Betânia estava enfermo;
porém Ele "ainda Se demorou dois dias no lugar onde estava" (v. 6).
d) E foi neste
contexto que Cristo esclareceu a natureza do estado do homem na morte: - João
11:11 e 14
B – O Sono da Morte
a) Cristo declarou
que a morte é como um sono.
b) As principais
características de quem dorme são:
1º) A inconsciência do que ocorre ao redor.
2º) E não ter noção de tempo.
c) E a mesma coisa
ocorre também com os que morrem – eles estão num estado de inconsciência e não
têm noção de tempo.
d) Em realidade, o
cap. 11 de João não relata nada que Lázaro tenha dito a respeito dos 4 dias que
ele esteve morto (vs. 17 e 19), porque ele não tinha nada a dizer!...
C – A Parábola do
Rico e Lázaro
a) Há aqueles que
querem ver na parábola do Rico e Lázaro uma evidência da imortalidade da alma,
o que é totalmente infundado.
b) Se tomássemos esse
relato, que encontramos em Lucas 16: 19-31, literalmente, então teríamos de
admitir que o Céu e o inferno se encontram bastante próximos para permitir uma
conversação entre os habitantes de ambos os lugares; e se dissermos que a
pessoa ao morrer se transforma num ser espiritual, então teremos de admitir
também que ele teria membros, como o descreve esta parábola ("olhos",
"dedo" e "língua" – versos 23 e 24). Isto seria uma total
incoerência!
c) É por esse motivo
que o Dr. George Eldon Ladd, uma das maiores autoridades sobre o Novo
Testamento declara que "provavelmente a história do rico e Lázaro (Luc.
16), como também a história do mordomo injusto, no mesmo capítulo (Luc.
16:1-9), fosse uma parábola de uso corrente no pensamento judaico e não
tencione ensinar coisa alguma acerca do estado dos mortos." (O Novo
Dicionário da Bíblia, Ed. Vida Nova, vol. I, p. 512).
d) E o próprio relato
da parábola declara que a maneira como alguém que morreu pode comunicar-se com
os vivos, é se ele ressuscitar (verso 31), e acrescenta: "Eles têm Moisés
e os profetas; ouçam-nos" (verso 29). Consideraremos, portanto, o que
"Moisés e os profetas" têm a nos dizer sobre o estado do homem após a
morte.
II – IMORTALIDADE CONDICIONAL
A – O Homem Antes da
Queda
a) O homem foi criado
originalmente dotado de imortalidade condicional, e a condição era a obediência
à vontade divina: – Gén. 2:16 e 17
b) Este ponto é
confirmado em 1 Tim. 6:16, ao declarar que Deus é o único que possui
imortalidade", isto é, imortalidade inerente em Si mesmo.
B – O Homem Após a
Queda
a) Ao pecar, Adão
perdeu o direito e a capacidade de viver eternamente: – Rom. 5:12
b) Em Gén. 2:7 nos é
dito que o homem ao ser criado por Deus "passou a ser alma vivente",
e não a ter uma alma. E como o homem "é" uma alma, e não
"tem" uma alma, essa alma também está sujeita à morte.
c) É por isso que
Ezeq. 18:4 diz: "a alma que pecar, essa morrerá." Por conseguinte,
assim como o corpo é mortal, também o é a alma.
d) Na verdade, a
teoria de que a alma é imortal originou-se com o diabo, ao tentar seduzir a
mulher – de um lado estava a afirmativa divina: se "dela comeres,
certamente morrerás" (Gén. 2:17) e do outro, a mentira satânica: "é
certo que não morrereis" (Gên. 3:4).
C – Vida Eterna em
Cristo
a) Ao pecar, o homem
tornou-Se mortal, porém em Cristo ele pode reaver a imortalidade: – João 3: 16;
1 João 5:11 e 12
b) É por ocasião da
conversão que o ser humano passa a ter direito à vida eterna outra vez: – João
5:24; João 11:25 e 26
c) O direito à vida
eterna é assegurado nesta vida, porém a vida eterna em si só será concedida
àqueles que crerem, quando Cristo voltar em Glória: 1 Cor. 15:21-23
d) Em I Cor.
15:16-18, o apóstolo São Paulo declara que "se os mortos não ressuscitam.
. . os que dormiram em Cristo pereceram." "Se durante quatro mil anos
os justos tivessem á sua morte ido diretamente para o Céu, como poderia S.
Paulo ter dito que se não há ressurreição 'os que dormiram em Cristo estão
perdidos'? Não seria necessário ressurreição." (O Grande Conflito, pp. 546
e 547).
III – O ESTADO DO
HOMEM NA MORTE
A – O Sono da Morte
a) Porém enquanto
Jesus não vem, os mortos "dormem no pó da terra" (Dan. 12: 2).
b) E, biblicamente,
este sono da morte é descrito como sendo um estado de total inconsciência:
Ecles. 9:5 Sal. 6:5; Sal. 115:17.
c) Ao o homem morrer
sai-lhe o seu espírito (Ecl. 12:7), porém esse espírito não tem raciocínio nem
consciência própria: – Sal. 146:4
d) O espírito que sai
do homem ao morrer é o mesmo que entrou no homem ao Deus criá-lo, e que a
Bíblia chama de "o fôlego de vida" (Gên. 2: 7).
e) Assim como a luz
cessa quando é desligada a chave de luz, interrompendo o fluxo da corrente
elétrica; também a vida consciente cessa ao o fôlego de vida deixar de fluir..
.
B – Os Enganos
Satânicos
a) Porém neste ponto
surge uma indagação: Se a pessoa ao morrer permanece num estado de total
inconsciência, o que significam as aparições de mortos, que ocorrem
especialmente nas sessões espíritas?
b) Na verdade, a
satânica declaração de Gén. 3:4 de que o homem não morre, tem encontrado eco
durante toda história da humanidade. E para fazer com que maior número de
pessoas creiam nessa mentira, o diabo procura personificar pessoas que já
morreram, e para tal, se necessário for, ele é capaz até de se transformar em
anjo de luz (II Cor. 11:14).
c) Biblicamente,
porém, todas as aparições de pessoas mortas, e que não foram ressuscitadas de
maneira corpórea pela atuação do poder divino direto, são estratagemas de
Satanás.
d) Um exemplo
clássico disto encontramos em I Sam. 28, onde o rei Saul, após ter sido
rejeitado pelo Senhor (verso 6), Procurou uma mulher que era médium (verso 7),
para que esta lhe fizesse vir o profeta Samuel, que já havia morrido (1 Sam.
25:1).
e) A Bíblia porém
condena radicalmente esta prática diabólica : - Isa. 8:19 e 20; Êxodo 22:18
f) A Bíblia também
não suporta a ideia da reencarnação; pois em Heb. 9:27 nos é dito que "aos
homens está ordenado morrerem uma Só vez e, depois disto, o juízo."
CONCLUSÃO
Na verdade, a Bíblia no seu todo estabelece a doutrina de
que o homem, após a morte, permanece na sepultura num estado de total
inconsciência, aguardando a ressurreição final, e o que disso passar é doutrina
de homens.
E o apóstolo São Paulo adverte: – Gál. 1:8
Todos os seres humanos estão sujeitos à morte; porém,
aceitando a Cristo pela fé, podemos hoje mesmo assegurar o direito à vida
eterna...
Aceitemos hoje a oferta divina de vida eterna!
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Quem são os Anjos?
Certo "evangelista havia batizado uma mulher cujo marido estava muito irado porque sua esposa se tornara adventista. Ele jurara que mataria o evangelista na primeira reunião de oração – ele sabia o costume, como após o hino todos se ajoelhavam em oração, tendo a cabeça baixa e os olhos fechados. O pregador estaria bem à frente. Seria fácil avançar depressa e cortar-lhe a cabeça.
"Assim, na reunião de oração daquela noite o homem se postou do lado de fora do salão onde a reunião tinha lugar. Na mão ele tinha uma faca, bem afiada e pronta para entrar em ação. Quando os irmãos se ajoelharam, ele avançou silenciosamente. Todas as cabeças estavam baixadas. Ninguém o pressentia. Então subitamente ele deixou cair a faca e saiu correndo. Mais tarde contou por quê. Disse que ao aproximar-se do evangelista de joelhos, um anjo de asas estendidas o olhou fixamente. Aterrado, deixou cair a faca e fugiu." (Meditações Matinais, 1972, p. 167).
– Salmos 34:7 – Mas quem são os anjos?
I – OS ANJOS
A – A Origem dos Anjos
a) Foram criados por Deus: – Sal. 148:2 e 5
b) O fato de serem criaturas está implícito em I Tim. 6:16.
c) O tempo da criação dos anjos é deixado indefinido na Bíblia, apenas sabemos que quando foram lançados os fundamentos da Terra os anjos já existiam: – Jó 38:4.7 ("estrela da alva" = anjos, cf. Isa. 14:12)
B – A Natureza dos Anjos
a) São seres criados mas são seres humanos glorificados:
– Mat. 22:30 (nós seremos "como os anjos", e não anjos)
– Gên. 3:22-24 (os anjos já existiam antes da morte de algum homem)
b)São seres espirituais: – Heb. 1:14
C – As Características dos Anjos
a) Possuem grande poder: – Sal. 103:20; Mat. 28:2 (uma pedra de 2m, de diâmetro por 30 cm. de espessura, pesaria cerca de 4 ton.)
b) São mais sábios do que o homem, entretanto não são oniscientes: – Mat. 24:36
c) Locomovem-se rapidamente: – Ezeq. 1:14; 10:20 (Os anjos comparados à luz na locomoção. – 300.000 Km/seg. eqüivalem a 7 voltas ao redor da Terra num abrir e fechar de olhos)
– Dan. 9:21-23 (a oração durou de 3 a 4 minutos)
D – Número e Ordens
a) Número: – Apoc. 5:11
b) Ordens:
1º) Querubins: "mais do que qualquer criatura são destinados para revelar o poder e majestade, a glória de Deus. São especialmente os guardiões do trono de Deus, e embaixadores extraordinários. Servem na obra da reconciliação." – Gên. 3:24; II Reis 19:15; Ezeq. 10:1-20;28: 14-16
2º) Serafins: "parecem estar preocupados com a adoração e santidade. Eles conduzem o céu na
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
A LIBERDADE DE CULTO EM PERIGO
As nações estão a unir-se no plano económico, político e
militar.
Porque estarão também a unir-se no campo religioso? O que
está para acontecer?
Nos nossos dias está a desenvolver-se, em todo o mundo, um
movimento guardador o Domingo. Já o Papa João Paulo II envidou todos os
esforços para fortalecer o Domingo como dia de descanso, através da sua carta
apostólica Dies Domini (Maio 1998). Os bispos e os padres anseiam por uma
renovação das celebrações dominicais. Algumas pessoas desejam a criação um
movimento público que proteja a paz do Domingo, enquanto que outros querem que
se multe aqueles que perturbarem essa paz. 18
É provável que o número daqueles que promovem a santidade do
Domingo tenha em mente o melhor dos motivos para fazer tal coisa. Afinal de contas,
estamos a viver numa sociedade que avança a passos largos, em que todos
necessitam de um
sábado, 26 de janeiro de 2013
DO JARDIM À MONTANHA
PRECE: Senhor Deus, nós nos achegamos a Ti, nosso compassivo
Redentor; e rogamos-Te, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho.
Nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que se achegam a Ti. Precisamos
de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja
connosco, esta noite e sempre. Por Jesus. Amém.
Começa com uma sensação de desapontamento. Depois sentimos
uma sensação de cansaço. Cada coisa que temos que fazer exige um esforço
enorme. As pessoas tentam animar-nos, mas quanto mais tentam, mais necessidade
sentimos de nos isolarmos num mundo estranho, no qual nem aos nossos queridos
permitimos a entrada. Sentimo-nos como que empurrados para dentro de uma prisão
escura. Tentamos combater essa tristeza que nos domina, desejamos
desesperadamente encontrar alguma saída, mas a sensação de desânimo exaure toda
a energia que resta. A escuridão estende-se por todos os lados e sentimos que
nos afundamos cada vez mais no poço sem fundo que é a depressão.
Vivemos num mundo cheio de percalços, de tragédias, de
tropeços. Existem muitas bordas afiadas nesta vida que cortam e que mutilam.
Mas sabe, existe uma borda afiada que, ao que parece, fere as pessoas mais do
que qualquer outra coisa. Os especialistas concluíram que a depressão produz
mais sofrimento do que qualquer outra doença. Quem diria que as tristezas
possam ser tão prejudiciais? O Instituto de Saúde Mental nos Estados Unidos
informou que no ano 2000 mais de 500 mil pessoas foram hospitalizadas por depressão.
Os profissionais estimam que há 4 a 8 milhões de pessoas que sofrem de
depressão, não identificados e por isso não tratados.
Existem coisas definidas que podemos fazer para eliminar os
efeitos mais prejudiciais da depressão e evitar que ela nos destrua. Há também
um livro na Bíblia que é, de facto, uma excelente arma que podemos usar contra
a depressão. Parece feito sob medida para combater este problema de saúde. Não,
não vos vou dizer já o nome do livro.
O que se sabe é que a depressão normalmente está ligada a
uma perda que tivemos. Perda de um ente querido, perda de uma oportunidade de
emprego, perda da auto-estima.
A depressão é em essência uma reacção à perda, uma sensação
de desapontamento. Um médico resumiu as raízes da depressão a "uma
sensação de estar encurralado". Ele observou muitas pessoas que eram
incapazes de sair de situações intoleráveis e que se afundaram na depressão.
Uma coisa precisamos saber é que existem vários tipos de
depressão. Para algumas pessoas, esta aflição parece ter uma relação biológica
ou química. Alguma coisa está em desequilíbrio no corpo. Alguns casos graves e
duradouros de depressão melhoram com medicação.
Mas para outras pessoas, esta aflição parece estar ligada a ferimentos
emocionais. Foram provocados na infância e esses ferimentos psicológicos
ganharam raízes profundas e podem resultar em crises muitos graves.
Eu vou abordar o tipo mais geral de depressão que nos atinge
e que definimos por "estar em baixo". Conseguimos sobreviver, mas o
mundo ao nosso redor parece muito sombrio. Que quer dizer, “estar em baixo”? O
Dr. Tim Lahaye, conselheiro cristão, apresenta algumas ideias que nos podem
ajudar.
Ele observou um ponto comum entre as muitas pessoas que o consultam
com depressão. Para a maioria das pessoas, a entrada na depressão é a passagem
por três portas: a entrada numa, pode dar entrada nas duas seguintes, que vão
alterar os estados de alma. É o que se chama “estar depressivo ou deprimido”. A
primeira porta é um sentimento de Perda ou de Desapontamento, desgosto
profundo: pode ser provocado pelo sentimento de rejeição, injúria, insultos,
coisas deste género. O segundo estado – é um sentimento de Raiva (revolta),
consequência do primeiro. Na terceira entrada, somos possuídos por um
sentimento de Tristeza: Então teríamos: sentimentos de Perda+Raiva+Tristeza =
(igual a) Depressão.
As depressões acontecem porque encontram um terreno fértil,
o pensamento. O terreno da depressão é o nosso pensamento. Habituamo-nos a
pensar e repensar sempre na mesma coisa (a remoer). As depressões crescem no
cérebro. Assim, para eliminarmos a depressão temos que eliminar hábitos errados
do pensar. Isto não é fácil, mas através da graça de Deus é possível!
Um homem experimentou esta divina graça de forma profunda.
Foi o apóstolo Paulo, e ele escreveu uma epístola (o tal livro) que apresenta o
segredo da cura. Eu estou convencido que ele terá ouvido dos apóstolos que
conviveram com Jesus, que o Senhor praticava diariamente esta terapia e por
isso Jesus foi o Homem mais equilibrado que já viveu sobre a Terra. A epístola
escrita por Paulo é a carta aos Filipenses. Aconselho-vos a ler este livro da
Bíblia regularmente.
Filipenses é um daqueles pequenos livros da Bíblia. Foi
escrito no escuro de um calabouço romano. O apóstolo Paulo estava preso quando
escreveu. As prisões não são agradáveis actualmente, mas eram piores naquela
época: escuras, húmidas, não eram mais do que cubículos frios de pedra, muitas
vezes subterrâneos. Cheguei a visitar esta prisão em Roma.
Os prisioneiros eram, em geral, acorrentados à parede, ou a
um tronco e recebiam comida apenas para sobreviverem às muitas agressões que
lhe eram infligidas pelos guardas ou carcereiros insensíveis. O enérgico e
sempre activo Paulo deve ter sentido aquelas paredes de pedra fecharem-se
lentamente em torno dele. Ele teve que lutar contra a sufocante tristeza do seu
isolamento, teve que encontrar um meio para não entrar pela primeira porta, um
meio para afastar o sentimento de perda de desapontamento, desgosto profundo.
¿Não acham que ele, um homem tão activo que tinha servido tão fielmente a Jesus
e a Sua amada igreja, agora ao encontrar-se numa prisão tão fria e húmida,
tinha mil razões, mais que suficientes, para entrar pela primeira porta? o
desgosto, o desapontamento! Ele podia pensar: Será que Deus ainda me ama? Será
que continuo a ser uma pessoa escolhida por Deus? Será que o Senhor ainda olha
para mim? Será que fiz alguma coisa errada aos olhos de Deus e Ele
abandonou-me? Por que razão estou aqui no meio deste calabouço sozinho?
Mas ele encontrou um meio para não entrar por esta porta que
seria muito pior que a prisão feita de pedras frias! Sabem o que é que ele fez?
Uma coisa impressionante! Escreveu. Ele escreveu uma carta incrível, uma carta
repleta de graça e gratidão! Ele começa: "Graça e paz a vós da parte de
Deus nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo". Filipenses 1:2
E vejam como a carta termina: "A graça de nosso Senhor
Jesus Cristo seja com todos vós." Filipenses 4:2. Se alguém se sente perto
de entrar por esta porta, escreva a alguém que o magoou, como fez Paulo!
Filipenses começa e termina com graça. A graça domina! Paulo
teve que organizar os seus pensamentos ao andar de um lado para o outro naquele
espaço exíguo, sobre a palha suja da cela. Ele percebeu que não estava numa
prisão, abandonado! Ele sentia a presença de Deus e dos anjos. E refugiou-se na
graça de Deus!
O amor de Deus, o interesse de Deus por ele estava em
primeiro lugar na mente do apóstolo. Paulo não deixou os seus pensamentos
afundarem-no na escuridão das circunstâncias e entrar pela segunda porta que é
o sentimento de Raiva (revolta). Ele não deixou a ansiedade, o ressentimento e
a raiva dominarem-no; em vez disso, ele fez o que aconselhou aos Filipenses: "Não
estejais inquietos por coisa alguma, antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas,
diante de Deus, pela oração e súplicas, com acção de graças". Filipenses
4:6
Paulo colocou a sua situação/circunstância depressiva nas
mãos de Deus. Ele orientou o seu problema na direcção do Céu e quando fez isso,
começou a sentir a luz entrar através da janela da sua própria tristeza. Ele
viu que a graça de Deus era a solução para os seus problemas actuais. O
apóstolo conseguiu escrever: "As coisas que me aconteceram contribuíram
para o progresso do evangelho". Filipenses 1:12
Como resultado desta prisão, Paulo dava testemunho do amor
de Deus, e muitos daqueles que um dia o tinham ouvido, mas que não tinham
aceite a Jesus como Salvador, aceitavam-n’O agora! Por isso disse o que lemos
no ecrã. Isto é que era importante para ele: que homens e mulheres decidissem
aceitar Jesus como Senhor! Ele sabia que os cristãos, ao receberem a sua carta
estariam animados, e partilhariam a fé, ainda com mais fé e coragem! 13
Esse prisioneiro olhou através das grossas paredes de pedra
ao seu redor e viu a graça de Deus que operava maravilhosamente. Ele sabia que
outros a quem ele tinha transmitido o Evangelho da Salvação, continuavam a
pregar e anunciar que Jesus é o Senhor. E ele regozijou-se com isso. Essa
percepção da graça de Deus ajudou o Apóstolo a eliminar a depressão. De outro
modo, teria caído no desalento. Orientou o seu pensamento para além de si
próprio, pensou noutras pessoas, sentiu que fazia parte de um movimento de vida
e salvação.
Esta epístola não diz quase nada das terríveis condições da
prisão de Paulo, mas fala muito sobre o relacionamento deste santo homem com os
Filipenses. Chama-lhes "irmãos que eu amo e sinto saudades". O seu
maior desejo era que permanecessem firmes na fé, que o amor aumentasse, que
pudessem brilhar como estrelas. Pense nisso!
Num calabouço daqueles, Paulo derramava graça às pessoas e
ânimo junto das pessoas que viviam em liberdade. Ele empurrava para trás as
paredes que o podiam esmagar com as armas da graça de Deus: A Fé e plena
Confiança! Ele não estava na prisão, ele estava na graça de Deus. Isto leva-nos
à segunda grande arma que Paulo usou para limpar a depressão do seu coração. No
início da sua epístola, maravilhosamente encorajadora, ele diz: "Dou
graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós". Filipenses 1:3
Paulo exprime-se em oração, em gratidão. Qualquer pessoa que
lê esta epístola percebe de imediato quantos motivos o escritor acha para
agradecer. Ele regozija-se com o crescimento da fé dos Filipenses; regozija-se
que Cristo seja pregado; regozija-se porque é um cidadão a caminho duma Pátria
melhor, o Céu; regozija-se em Cristo que Se humilhou a Si mesmo; regozija-se no
Deus Todo-Poderoso que pode manter tudo sob o Seu domínio!
Estas são as coisas que Paulo escreve, estas são as coisas
pelas quais ele é grato. Não existe uma só nota de mágoa e tristeza em toda
esta carta. Paulo estava muito grato por tudo isso, não havia lugar para
reclamações. A sua gratidão era tão profunda que ele se detinha a apreciar o
amor inesquecível: "Regozijai-vos sempre no Senhor. Outra vez digo,
regozijai-vos". Filipenses 4:4
A cela de Paulo era sufocante e pequena? Sim, mas o seu Deus
era grande! ¿A cela era depressivamente escura? Sim, mas Deus era a sua luz
perfeita! Há sempre muitos motivos para nos regozijarmos no Senhor!
A gratidão ajuda a desminar a depressão. A gratidão dá-nos
uma valiosa perspectiva, ajuda-nos a colocar a cabeça acima dos problemas.
Começamos a encontrar soluções através da gratidão. Paulo aprendeu a encontrar
soluções em todas as circunstâncias. Por isso aconselha: “Antes, as vossas
petições sejam em tudo conhecidas, diante de Deus, pela oração e súplicas, com
acção de graças". Filipenses 4:6
Há anos visitei uma Biblioteca de renome mundial. Lá
encontram-se livros originais da Bíblia. E foi esse o motivo que me levou a
este local. Quando me maravilhava na apreciação destes manuscritos, reparo num
quadro de estilo medieval, em que uma pessoa está numa posição de oração, de
joelhos e a parte do tronco muito inclinada para a frente. Tinha uma túnica que
lhe cobria parte da cabeça e dava a entender
que quem orava era Jesus. O quadro tinha uma frase escrita pelo pintor que
dizia: “Vaccare Deo”. Não me foi difícil captar o sentido destas duas palavras:
Orar é estar a sós com Deus. Queridos amigos, será que poderemos imaginar Jesus
a orar?
Imaginemos por instantes os momentos que precederam a Sua
prisão! Como era o Seu costume, Jesus vai para o Getsémani. Esta noite pascal
está clara, as estrelas brilham num céu sem nuvens. Esta noite Jesus não
caminha tão apressadamente como é o Seu costume. O Salvador fez vagarosamente o
caminho. Fala com os Seus discípulos, dá-lhes instruções sobre o que irá
acontecer nas próximas horas. De repente fica estranhamente silencioso. Viera
muitas vezes a este jardim para meditar e orar; mas nunca com o coração tão
cheio de tristeza como nesta noite, a noite da Sua agonia! Porque sente o nosso
amado Salvador esta agonia?
Porque durante toda a Sua vida na Terra, na terra dos homens
perdidos, Ele andara na presença de Deus, sentia o calor dos olhos do Pai.
Quando em conflito com Satanás ou com os que por ele se deixavam manipular,
Jesus podia dizer: SLIDE 0020 “Aquele que Me enviou está comigo; o Pai não Me
tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada.” João 8:29
Agora, porém, parecia estar excluído da luz da mantenedora presença
de Deus. Meu amigo, já sentiu este sentimento? Já alguma vez sentiu que Deus
está longe? Então pode compreender o que Jesus sentiu naquela hora!
Por que razão pesava este sentimento sobre o coração de
Jesus? Porque como nunca antes na Sua vida, esta noite Ele associa-Se
totalmente com os pecadores. Meu Deus, vou dizer qualquer coisa de tão grave
mas de verdade total: esta noite Jesus tornou-Se o maior dos pecadores. Nunca
antes houve um pecador tão grande como Jesus, nunca voltaria a haver um pecador
como Ele neste mundo! A iniquidade de todos nós começa a pesar sobre o Seu
terno coração que nunca pecou.
E ao sentir o peso do pecado, é possuído por um sentimento
mais aterrador. A pressão de que o pecado O pudesse separar para sempre do amor
do Pai. Jesus exclama: “A minha alma está profundamente triste até à morte.”
Sim, Jesus viveu por horas essa sensação da depressão! Ele pode compreender o
que sente aquele que passa por este problema!
Eis como uma grande escritora cristã descreve este momento: “Ao
aproximar-se do jardim, os discípulos notaram a mudança que se operara no seu
Mestre. Nunca antes O tinham visto tão indizivelmente triste e silencioso. À
medida que avançava, mais se aprofundava esta estranha tristeza; mas eles não
ousavam interrogá-l’O quanto à causa da mesma. O Seu corpo cambaleava como se
estivesse prestes a cair. Cada passo que dava, fazia-o com extremo esforço.
Gemia alto, como sob a pressão de terrível fardo. Por duas vezes os companheiros
O sustiveram, caso contrário teria caído por terra.” O Desejado de Todas as
Nações, p. 746 – Ellen White
Jesus olha os discípulos e diz: “Ficai aqui, e velai
comigo”. O abismo era tão grande, tão negro, tão profundo, que o Seu espírito
tremeu diante dele. Para escapar a esta agonia, não podia exercer o Seu poder
divino. Cumpria-Lhe sofrer as consequências do pecado do homem, como homem!
Estava perante a maior de todas as tentações: abandonar a
raça humana ao seu próprio pecado, à morte eterna, ou solidarizar-Se com o
pecador e permitir que a justiça de Deus, a palavra proferida no Éden, se
cumprisse cabalmente e definitivamente: “No dia em que dele comeres certamente
morrerás”. Esta sentença não pode ser alterada porque a palavra que sai da boca
de Deus é imutável. Jesus morreu a morte eterna, a morte do homem. Resistiu ao
Diabo e não pecou. Desta forma, colocou à disposição de todo o ser humano, a
vida eterna que é d’Ele porque não pecou.
Como substituto e refém do pecador, Cristo estava a sofrer
sob a justiça divina. Viu o que significava a justiça. Até então, tinha agido
como intercessor por outros; agora ansiava que alguém intercedesse por Ele:
“Ficai aqui, e velai comigo.”
Quando Jesus sentiu a Sua unidade com o Pai interrompida,
temeu que, na Sua natureza humana, não fosse capaz de resistir ao conflito com
os poderes das trevas. No deserto da tentação, e no lago, estivera em jogo o
destino da raça humana. Jesus saíra então, vitorioso. Agora o tentador viera
para a derradeira e tremenda luta. Satanás sabia que se falhasse aqui, o seu
desejo de domínio sobre a Terra estava em jogo para ele. O mundo tornar-se-ia
possessão de Cristo.
É tão intensa a luta que acontece o inacreditável, o nunca visto:
“Apartou-se deles cerca de um tiro de pedra e, pondo-Se de joelhos, orava,
dizendo: Pai, se queres, passa de Mim este cálice, todavia não se faça a Minha
vontade, mas a Tua. Então Lhe apareceu um anjo do céu, que O confortava. Em
agonia, orava mais intensamente. O Seu suor tornou-se em grandes gotas de
sangue, que corriam até ao chão.” Lucas 22:41-44
Jesus não deixou de orar do Jardim até ao Gólgota. Perante
as falsas acusações ficava em silêncio, mas esta intensidade de oração não parava.
No Gólgota, quando escarnecido, maltratado, ainda orava: “Pai, perdoa-lhes,
pois não sabem o que fazem.” Lucas 23:34
Não orava por Ele, orava pelos pecadores. Orava por mim,
orava por si! Querido amigo, já orou por uma pessoa que lhe fez mal? Jesus orou
por aqueles que O maltratavam. Os pecadores como eu maltrataram o meu Senhor.
Ele orou por mim!
Será que em Jesus não encontraremos forças para perdoar aos
que nos maltrataram? Se sim, porque é que não oramos? Porque então não nos
servimos da terapia de Paulo e de Jesus? Não agindo assim, será que somos
cristãos?
O que é orar?
Orar é mais que rezar. Quando falamos em rezar, pensamos em
repetir uma coisa que foi memorizada. Rezar não é uma coisa que nasça no nosso
coração, que vem da alma. Rezar é repetir. Vejamos o que diz Jesus: “E, orando,
não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falar
serão ouvidos.” Mateus 6:7
Quando Jesus estava de joelhos no jardim, prostrado, com o
sangue a sair pelos poros até ao chão, será que estava a recitar ou a abrir o
coração a Deus?
Orar é quando no silêncio da nossa alma, tal como fez o
Apóstolo Paulo, prisioneiro naquela prisão húmida, no chão de palha a cheirar
mal, a sentir a necessidade de ouvir os seus irmãos na fé, com o desejo que o
Evangelho de Deus fosse anunciado aos gentios, abri-mos o coração para ouvir a
voz de Deus. E Deus trazia-lhe conforto e paz.
Este é um assunto muito importante. Talvez um dos mais importantes
de toda a Bíblia. Porque orar é dirigir-se a Deus. É como alguém que envia uma
mensagem. A mensagem só chega ao destinatário se tiver o endereço correcto. Se
nós oramos mal, o endereço está errado.
Orar é um acto de grande intimidade. Eu, pessoalmente, faço diferença
entre rezar, prece e orar.
Rezar, como já disse, é recitar. É repetir o que outros
inventaram. É como o papagaio que decorou algumas palavras e repete sempre a
mesma coisa em todas as circunstâncias.
Prece é o que nós fazemos aqui em público. Vem do nosso
coração, é a manifestação pública de um desejo comum. Todas as noites, todos
nós queremos a presença do Espírito Santo, para dirigir, instruir e inspirar.
Orar é diferente. É um acto íntimo. Jesus diz assim: “Mas
tu, quando orares, entra no teu aposento (quarto) e, fechando a tua porta, ora
a teu Pai que está em secreto. E teu Pai, que vê secretamente, te
recompensará.” Mateus 6:6
Jesus orou tão intensamente, que pôde em oração, sentir a
presença do anjo que veio confortá-Lo, animá-Lo e sustê-Lo. Quando nós oramos
desta maneira, o nosso anjo vem e coloca-se ao nosso lado e afasta não só os
nossos problemas, as nossas depressões, as nossas desilusões, mas afasta a
sombra de Satanás que nos quer esmagar. Não acham isto maravilhoso?
Muitas vezes estou a orar, a sós, em casa, no carro, a
caminhar na praia deserta, ou no campo. Começo assim: “Pai querido, necessito
de abrir o meu coração. Manda o Teu anjo para junto de mim, preciso estar a sós
contigo e não quero que o Diabo ouça. Rogo este favor no nome de Jesus.” Depois
fico em silêncio, então começo a falar com Deus, dou-Lhe louvor pelo Seu amor,
agradeço porque Jesus veio a esta Terra nascer, viver, morrer e ressuscitar,
porque Jesus está à dextra do Pai como meu Sumo Sacerdote e intercede por mim.
Apresento a minha família a Deus e peço que a abençoe. Depois fico de novo em
silêncio. Então, peço normalmente a Deus, que me ajude pelo Espírito Santo a
organizar os meus pensamentos.
Sabem, às vezes temos as coisas tão desarrumadas dentro de
nós. É como aqueles armários de roupa, roupa que não está passada a ferro. Nós
atiramos a roupa, peça a peça lá para dentro do armário, e as coisas vão
ficando desarrumadas. Assim se passam com as coisas dentro de nós.
“Senhor, ajuda-me a arrumar as coisas dentro de mim.” Começo
a colocar perguntas a Deus e depois fico em silêncio e ouço a resposta de Deus.
Perguntas como esta: “Senhor, o que é que está mal dentro de mim?”
Espero durante alguns momentos, e Deus vai-Se aproximando da
minha alma, e diz-me o que é que está mal. Um pecado escondido! Ouço, e não me
desculpo.
Outras vezes pergunto: “Senhor, porque estou tão triste e
abatido?”
Espero, e Deus vem e diz-me coisas verdadeiras tais como:
que sou eu que estou a olhar demasiado para mim, demasiado preocupado comigo.
Devo preocupar-me mais com a minha mulher, ou devo agir de forma diferente em
relação a um familiar com quem as coisas não andam bem, ou a um amigo! Eu sinto
Deus falar-me, sinto a Sua presença! Não a condenar, mas a aconselhar e a revigorar
as minhas forças, dando orientação à minha vida!
Esta oração cura. Esta oração é salvadora. Esta oração é a
oração da confiança. Não se trata de sentimentalismo. Trata-se de vida. Ouvimos
Jesus dizer que nos perdoou os pecados. Já tenho ouvido Jesus dizer: “Levei os
teus pecados para a sepultura, ressuscitei e eles ficaram lá enterrados”. Fico
tão feliz!
O escritor Powel Davies conta a história de um jovem que
estava apaixonado, mas não era capaz de declarar-se à jovem que ele amava.
Pretendia que o escritor escrevesse uma declaração de amor. O escritor
aconselhou o jovem a dizer o que sentia com as suas próprias palavras, mas o
jovem respondeu:
– E se ela me diz que não?
– Então terás a resposta que procuras.
– Mas quando estou com ela fico muito nervoso, e mesmo que
me esforce, as palavras não me saem bem – disse o rapaz.
– Não te preocupes – disse o escritor – mesmo se te
enganares nas palavras, ela compreenderá que a amas, porque são as tuas
palavras. Ela captará a tua ideia e sentimentos.
O jovem seguiu o conselho e foi bem-sucedido.
Muitas pessoas pensam que Deus ouvirá mais seguramente, se
for algo escrito por alguém mais sábio ou santo. Mas Deus não quer filhos e
filhas papagaios. Quer filhos com sentimentos. Podem enganar-se nas palavras,
mas se abrirem o coração a Deus como um menino abre o coração ao pai, Deus
ouvirá e trará uma alegria e gozo nunca antes conhecidos!
Apelo: Procurem o caminho que leva a Deus. Não a um Deus qualquer
e de qualquer maneira, mas ao Deus que Se manifestou como Pai no rosto tão
querido de Jesus. Vão de coração aberto. Recordem-se do abraço afectuoso do pai
ao filho pródigo. Lembrem-se que é Deus o primeiro a amar. Apelo esta noite,
neste momento a deixarem que Deus vos encontre. A abrir o vosso coração e
deixar a paz do Céu entrar. Apelo para que orem como Paulo e Jesus; desta forma
o Senhor Jesus Cristo pode curar os problemas e orientar a vossa vida na boa
direcção.
Um jovem aceitou Jesus como seu Salvador e Senhor. Uma noite
orou e tomou algumas decisões.
Nós vamos apresentar no écran as decisões que ele tomou. Vou
perguntar se querem tomar estas decisões aqui na presença de Jesus:
1- Nunca
falarei mal de ninguém, e terei presente as minhas próprias imperfeições.
2- Cada dia
procurarei ser guiado pela influência do Espírito Santo.
3- Não me
deitarei sem antes procurar aprender novos ensinamentos sobre o Reino de Deus,
tal como estão revelados na Sagrada Escritura.
4- Ao menos uma
vez por dia, vou abrir o coração a Deus em oração.
5- Vou
tornar-me um discípulo de Jesus, pondo com a Sua ajuda os Seus ensinamentos em
prática na minha vida.
José Carlos Costa, pastorquarta-feira, 23 de janeiro de 2013
A TENTAÇÃO DE CRISTO - Mateus 4
A causa ou as causas que me movem a tratar desta passagem
das Escrituras, é para que aqueles que, pela inescrutável providência de Deus,
caem em diversas tentações, não se julguem, por causa disso, menos aceitáveis
na presença de Deus; mas, pelo contrário, tendo o caminho preparado para a vitória
através de Cristo Jesus, não temam, acima da medida, as astutas investidas da
ardilosa serpente, Satanás; mas, com alegria e coragem, tendo tal Guia, tal
Campeão e tais armas, como as encontradas nesta passagem (se com obediência
ouvirmos e crermos verdadeiramente), possam assegurar-se do presente favor de
Deus e da vitória final, por meio de Cristo, que, para nossa segurança e
livramento, entrou na batalha e triunfou sobre o seu adversário e sobre toda a sua
fúria, e também, para que as subsequências, sendo ouvidas e entendidas, possam
ser melhor guardadas na memória.
Pela graça de Deus, nos proporemos a observar, no trato
deste assunto:
1) Primeiro, o significado da palavra tentação e como ela é
usada nas Escrituras;
2) Em segundo lugar, quem é tentado aqui e quando esta
tentação aconteceu;
3) Em terceiro lugar, como e por quais meios Ele foi
tentado;
4) E por último, porque Ele deveria experimentar aquela
tentação e qual o proveito decorrente deste episódio, para nós (a parte aqui
traduzida).
"Se és o Filho de Deus manda que estas pedras se
transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão
viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus"
(Mt.4:3-4)
Desde o Seu nascimento, Jesus foi guiado e instruído pelo
Espírito Santo, na ocasião do Seu baptismo, o Espírito Santo desceu sobre Ele
na plenitude para Lhe dar sabedoria e capacidade a fim de cumprir a missão que
Lhe foi confiada (Atos 10:35; 1:8). Jesus foi guiado “passo a passo, pela
vontade do Pai”, de harmonia com “o plano” que”
que esatva diante d´Ele, perfeito em todos os detalhes” antes mesmo que viesse
à Terra (DTN 121; Luc. 2:49). Marcos emprega uma expressão ainda mais
expressiva “…o Espirito o impeliu ao deserto” (Marcos 1:12).
Uma outra razão a relevar seria o Espírito Santo conduz
Jesus ao deserto para que Jesus fosse tentado, é a de nos fazer entender,
através deste fato, que Satanás nunca cessa de se opor aos filhos de Deus, mas
continuamente, por um meio ou outro intenta provocar a algum juízo pecaminoso
sobre Deus e a acusá-los como fez com Jób.
Desejar que pedras se transformem em pães ou que a fome seja
satisfeita, nunca foi pecado, nem tão pouco uma opinião pecaminosa sobre Deus,
mas, creio que esta tentação era mais espiritual, mais subtil e mais perigosa.
Satanás estava a referir-se à voz de Deus que disse ser Cristo Seu Filho Amado
(Mat. 3:17).
Contra esta declaração ele luta, como lhe é intrínseco
fazer, contra a indubitável e imutável palavra de Deus; pois a sua malícia
contra Deus e seus filhos é tal, que para quem Deus declara amor e
misericórdia, a estes ele ameaça com infortúnios e maldições; e onde Deus
ameaça morte, lá ele é audacioso em declarar vida. Por causa disto Satanás é
chamado “mentiroso” desde o princípio (João. 8:44).
Assim sendo, o objetivo de Satanás é o de levar Cristo a fazer
algo em Seu próprio benefício e para tanto usando a capacidade de ser Filho de
Deus no sentido de divino.
Ou então, provocar dúvida para que Ele não creia na voz de
Deus seu Pai; e estes parecem ser ataques de mestre, “cheque mate” desta
tentação: "Tu ouviste", Satanás diria, "uma voz dos céus dizer
que Tu eras o amado Filho de Deus, no qual Ele se compraz (Mt.3:17), mas não te
julgarão louco ou um tolo sem juízo, se creres em tal promessa?
Onde estão os sinais deste amor?
Tu não estás sem o conforto de todas as criaturas?
Tu estás pior do que as brutas feras, pois todo dia elas
caçam para se alimentar e a terra produz ervas para o seu sustento, de forma
que nenhuma delas definha ou é consumida pela fome. Mas tu jejuas há quarenta
dias e quarenta noites, esperando sempre algum alívio e conforto dos céus, mas a
tua melhor provisão são pedras duras!
Se Te glorias em teu Deus, e crês verdadeiramente na
promessa que foi feita, ordena que estas pedras se transformem em pães. Mas, é
evidente que Tu não o podes fazer, pois se pudesses, ou se Deus Te tivesse concedido
tal privilégio, há muito terias saciado a tua fome e não necessitarias suportar
este abatimento por falta de comida. Mas vendo que ainda continuas assim e que
nenhum mantimento foi preparado para Ti, é presunção acreditar em tal promessa,
e por isso, perde a esperança de qualquer socorro das mãos de Deus se proveja
para Ti, por qualquer outro meio!"
Eu usei muitas palavras, mas eu não posso expressar o grande
despeito que se esconde nesta tentação de Satanás. Foi uma zombaria a Cristo e
da sua obediência. Foi uma clara rejeição da promessa de Deus. Foi a voz
triunfante dele que aparentava ter conseguido a vitória. Oh quão amargo este tipo
de tentação deve ter sido! Nenhuma criatura pode entender, a não ser os que sentem
a dor de tais dardos lançados por Satanás na consciência sensível dos que
alegremente descansam e repousam em Deus e nas suas promessas de misericórdia.
Mas aqui devemos notar a base e o fundamento desta tentação.
A conclusão de Satanás é esta: "Tu não és O eleito de Deus, muito menos
seu Filho amado". A sua razão é esta: "Tu estás em dificuldades e não
achas alívio". Logo, o fundamento da tentação era a pobreza de Cristo e a
falta de comida, sem esperança de receber, da parte de Deus, o remédio e ao
mesmo tempo o desafio à divindade de Cristo. Esta tem sido ao longo dos séculos
o desafio de Satanás; Cristo não é divino.
É a mesma tentação com a qual o diabo objetou a Cristo por
meio dos principais sacerdotes, quando em tormento atroz na cruz; eles
gritavam: "Se Ele é Filho de Deus, deixe que desça da cruz e creremos
nele. Confiou em Deus; pois venha livrá-lO agora, se de fato Lhe quer bem"
(Mt. 27:40,43). Como se dissessem: "Deus liberta os seus servos dos
problemas. Ele nunca permite que os que O temem sejam envergonhados. Mas vemos
este homem em angústia extrema. Se Ele é o Filho de Deus, ou ainda um
verdadeiro adorador do Seu nome, Deus o livrará desta calamidade. Se não O livra,
mas permite que pereça nesta angústia, então é um sinal seguro de que Deus O
rejeitou, como hipócrita, que não terá porção de sua glória". Assim,
Satanás tem oportunidade para tentar e também para mover outros a julgar e
condenar os filhos, os guerreiros de Deus, em função de que lhes sobrevêm
muitas angústias.
Aprendamos, agora, com quais armas devemos lutar contra tais
inimigos e assaltos, na resposta de Jesus: "Não só de pão viverá o homem,
mas de toda palavra que procede da boca de Deus".
A resposta de Cristo prova aquilo que estivemos a mencionar
antes, pois a menos que o propósito de Satanás tenha sido demover Cristo de
toda esperança na providência misericordiosa de Deus concernente a Ele, naquela
sua necessidade, Cristo não respondeu diretamente às palavras de Satanás:
"ordena que estas pedras se transformem em pães" (Mt.4:3). Mas Jesus
Cristo, percebendo a sua astúcia e malícia subtis, respondeu diretamente ao
significado delas, não dando crédito às suas palavras. Nesta resposta Satanás
foi tão frustrado, que teve vergonha de replicar além, sobre este assunto.
Mas para que entendamos melhor o significado da resposta de
Cristo, a expressaremos por outras palavras: "tu insistes", Cristo
diria, "em trazer ao meu coração dúvida e suspeita com relação à promessa
de meu Pai, que foi publicamente proclamada no meu batismo, por causa da minha
fome e da carência de toda provisão carnal. Tu és audacioso em afirmar que Deus
não cuida de mim. Mas és um enganador e sofista corrupto, e teu argumento é vão
e repleto de blasfémias; pois vinculas o amor, misericórdia e providência de
Deus, a ter ou carecer da provisão carnal, o que não nos é ensinado em nenhuma
parte das Escrituras de Deus, mas antes, elas expressam o contrário.
Como está escrito "Nem só de pão...", ou seja, a
vida e a felicidade do homem não consistem na abundância de coisas concretas,
pois a possessão delas não abençoa ou torna feliz o homem, nem a falta delas é
a causa da sua miséria final; mas a vida do homem consiste em Deus e nas suas
promessas, e os que nelas se apegam sinceramente, viverão a vida eterna. Pois
Deus tem meios para alimentar, preservar e manter, ignorados pela razão humana
e contrários ao curso comum da natureza. Ele alimentou o seu povo Israel no
deserto quarenta anos sem provisão humana. Ele preservou Jonas no estomago do
grande peixe e manteve e guardou os corpos dos seus três filhos (Sadraque, Mesaque
e Abede-Nego) no fogo da fornalha.
A razão e o homem natural não viam saída nestes casos, a não
ser destruição e morte, e julgariam que Deus havia retirado o Seu cuidado
destas suas criaturas; e todavia, sua providência foi mais zelosa em relação a
eles no limite dos perigos que enfrentaram, dos quais Ele os libertou de tal
forma (e durante os assistiu), que sua glória, que é sua misericórdia e
bondade, apareceu e sobressaiu-se mais, depois dos seus problemas, do que se
eles tivessem sucumbindo neles. E por esta razão, eu não meço a verdade e favor
de Deus pelo fato de ter ou não necessidades físicas, mas pela promessa que Ele
Me fez “Sou Seu Filho”.
O Pai diz o mesmo de todo quanto fielmente O serve fielmente.
Assim como Ele é imutável, também o são a sua palavra e promessa, as quais, Eu
creio, me apego e sou fiel, independentemente do que possa vir externamente ao
corpo.
Nesta resposta de Cristo podemos discernir quais armas devem
ser usadas contra o nosso adversário, o diabo, e como devemos refutar os seus
argumentos, que, com astúcia e malícia, ele faz contra os eleitos de Deus.
Cristo poderia ter repelido Satanás com uma palavra ou pensamento, ordenando a
calar-se, como Aquele a quem todo poder foi dado no céu e na terra. Mas foi
agradável à sua misericórdia, ensinar-nos como usar a espada do Espírito Santo,
que é a palavra de Deus, na batalha contra o nosso inimigo espiritual. O texto
da Escritura mencionado por Cristo, encontra-se no oitavo capítulo de Deuteronómio.
Foi dito por Moisés, um pouco antes da sua morte, para firmar o povo na
misericordiosa providência de Deus; pois no mesmo capítulo, e em outros depois
deste, ele avalia a grande luta, os diversos perigos e as necessidades extremas
que eles tiveram que suportar no deserto, no período de quarenta anos; e quão
constante Deus tinha sido em mantê-los e em cumprir a sua promessa,
conduzindo-os através de todos os perigos até a terra prometida.
E assim, este texto da Escritura responde, mais diretamente,
às tentações de Satanás, pois Satanás raciocina deste modo (como mencionei
antes): "Tu estás em pobreza e não tens provisão para sustentar a tua
vida. Isto prova que Deus não considera e nem toma conta de Ti, como Ele faz
com os seus filhos escolhidos", Jesus Cristo responde: "Teu argumento
é falso e vão, pois pobreza ou necessidade não excluem a providência ou cuidado
de Deus, os quais são facilmente provados pelo exemplo do povo de Israel, que
no deserto, muitas vezes, necessitou de coisas necessárias ao sustento da vida
e, por carecerem delas, invejaram e murmuraram.
Apesar disto, o Senhor nunca retirou deles seu cuidado e
providência, mas, em conformidade ao que uma vez falou, a saber, que eles eram
seu povo peculiar, e em conformidade a promessa feita a Abraão e àqueles que
saíram do Egito, Ele continuou sendo seu guia e condutor, até que os colocou na
tranquila possessão da terra de Canaã, não obstante a grande debilidade e as
diversas transgressões do seu povo".
Assim, nós somos ensinados, por Jesus Cristo, a repulsar
Satanás e os seus assaltos pela palavra de Deus e a aplicar os exemplos da sua
misericórdia, mostrada a outros antes de nós, para nossa alma nas horas de
tentação e nos tempos de nossas tribulações; pois aquilo que Deus faz a alguém
em determinada época, cabe a todos que confiam e dependem d´Ele e nas suas
promessas. Por esta razão, por mais que sejamos assaltados pelo nosso
adversário Satanás, encontramos, na Palavra de Deus, armadura e armas
suficientes (Efésios 6:10-13).
A principal astúcia de Satanás é atormentar aqueles que
começaram a abandonar o seu domínio e a declarar inimizade contra a iniquidade,
com diversos ataques, tendo como objetivo colocar nas suas consciências,
divergências entre eles e Deus, para que eles não descansem e repousem nas
seguras promessas de Deus. E para conseguir isto, ele usa e inventa vários
argumentos.
Algumas vezes ele chama à lembrança, pecados ou
comportamentos menos dignos para nos afastar do Pai; "Não tomo prazer na
morte do que morre, diz o Senhor Jeová; convertei-vos, pois, e vivei."
Ezeq. 18:32. Satanás está pronto para nos subtrair as benditas promessas de
Deus. Deseja arrebatar da alma toda centelha de esperança e todo raio de luz;
mas não lhe deveis permitir fazê-lo. Não deis ouvido ao tentador, mas dizei:
"Jesus morreu para que eu pudesse viver. Ele me ama e não quer que eu pereça.
Tenho um compassivo Pai celeste; e, conquanto tenha abusado de Seu amor e
dissipado as bênçãos que me concedeu, levantar-me-ei, e irei a meu Pai, e
direi: 'Pai, pequei contra o Céu e perante Ti. Já não sou digno de ser chamado
Teu filho; faze-me como um dos Teus trabalhadores.'" A parábola vos diz
como será recebido o transviado: "Quando ainda estava longe, viu-o seu
pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o
beijou." Luc. 15:18-20.
Mas mesmo esta parábola, terna e comovedora como é, não
consegue exprimir a infinita compaixão do Pai celestial. O Senhor declara por
Seu profeta: "Com amor eterno te amei; também com amorável benignidade te
atraí." Jer. 31:3. Enquanto o pecador está ainda distante da casa paterna,
esbanjando os seus bens em terra estranha, o coração do Pai anela por ele; e
cada desejo de voltar a Deus despertado na alma, não é senão o terno instar de
Seu Espírito, solicitando, suplicando, atraindo o extraviado para o amante
coração paterno.” Caminho a Cristo pp. 53,54.
Frequentemente Satanás traz ao nosso pensamento a ingratidão
em relação a Deus e nossas presentes imperfeições. Através de doença, pobreza,
ou pela perseguição, ele pode alegar que Deus está zangado e não temos a importância
aos Seus olhos.
Ou pela cruz espiritual, que poucos sentem e menos ainda
entendem a sua utilidade e proveito, ele poderia levar os filhos de Deus ao
desespero e, através de infinitos meios mais, ele anda ao redor como um leão
que ruge, para minar e destruir a nossa fé.
Mas é impossível para ele prevalecer contra nós, a menos que
nós, obstinadamente, nos recusemos a usar a proteção e a arma que Deus tem
oferecido.
Os que estão apaixonados por Deus não podem deixar de amar,
a menos que nunca O tenham amado. Buscar pelo nosso Defensor quando a batalha
estiver mais acirrada, pois os soluços, gemidos e lamentações de tal luta (vencer
o medo, as súplicas por persistência), são a busca incontestável e certa de
Cristo nosso campeão. Não recusamos a arma, embora algumas vezes, por
debilidade, não a usemos como devêssemos. É suficiente que os nossos corações
sinceramente clamem por força maior, por persistência e pelo livramento final
de Cristo Jesus.
A casa queimada
Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem
temente a Deus, e sabia que Deus o protegeria. Durante a viagem, quando
sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso
forçado no oceano. Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a
alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante
muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada. Ao chegar à praia, cansado,
porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte. Ele
conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e
com muito esforço construiu uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um
abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava protecção. Ele ficou todo
satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo
dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha. Um dia, ele estava
pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim, com comida
abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na
direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda
incendiada. Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:- Deus!
Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu
preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se
queimar por completo. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?
Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu
uma voz dizendo:- Vamos rapaz? Ele se virou para ver quem estava falando com
ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo
fardado e dizendo:- Vamos rapaz, nós viemos te buscar...- Mas como é possível?
Como vocês souberam que eu estava aqui?- Ora, amigo! Vimos os seus sinais de
fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir
lhe buscar naquele barco ali adiante. Os dois entraram no barco e assim o homem
foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus queridos.
MORAL DA HISTÓRIA - Nem sempre vamos entender o modo como
nosso Criador, Jeová, age em nosso favor, mas podemos confiar que Ele está
sempre visando nossos melhores interesses, não só nesse sistema, mas pra
eternidade!
Aquilo que carecemos, a Sua suficiência supre; pois é Ele
que luta e triunfa por nós.
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