segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A NOSSA PAZ

Boa noite a todos.

PRECE: Senhor Deus, nós nos chegamos a Ti, nosso compassivo Redentor; rogamos-Te, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho. Nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que se achegam a Ti. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja connosco, esta noite e sempre. Por Jesus. Amém.

Esta noite, desejo falar de um outro personagem que encontrou Jesus! Se ele não tivesse nome, chamar-lhe-ia: O homem da beira do caminho. Mas ele tem nome. É aquele género de pessoa muito trabalhadora, muito cuidadosa da sua família, não perde tempo com os boatos. Trabalha no campo. Cultiva o necessário para que não falte nada em casa. Não procura novidades, mas às vezes as novida­des vão ter com ele. Foi o que se passou com o homem à beira do caminho, o homem que fez o que a multidão não fez.

Este é um homem diferente de todos os que encontramos a falar com Jesus. Ele não procurou Jesus, nem Jesus o procurou a ele, mas encontraram-se. Antes de dizer o nome desta pessoa, vamos ver o que o levou ao encontro de Jesus e vice-versa!

Uma grande multidão seguiu Jesus do tribunal até ao Calvário. A notícia da Sua condenação e morte iminente espalhou-se por toda a Jerusalém e todas as cidades. Gente de todas as classes e de todas as categorias afluíam ao lugar da crucifixão.

Há muito tempo que a cruz lançava a sua sombra por onde Jesus passava. Podemos dizer que a sombra da cruz era a própria sombra de Jesus.

Jerusalém está cheia de peregrinos que vêm de Israel e de todas as terras onde habitavam judeus. Há um ruído no ar, alguns cantam os salmos, outros oram em voz alta, outros conversam nervosos, mas naquela sexta-feira, havia uma nuvem escura no ar, um ambiente estranho, pesado!

Jesus conhecia a confusão desordenada das paixões, de preconceitos e de intrigas que já estavam a ser tecidas pelos Seus inimigos. Ele tinha caminhado entre desafios e curas, entre as acusações ao semear a bondade, os extremos tinham tocado permanentemente Jesus. Uma noite não tinha onde reclinar a cabeça e num dia quise­ram aclamá-Lo rei.

Jesus tinha ensinado durante três anos e meio as doutrinas que levam ao Céu e estas estavam em contraste com as doutrinas erra­das ensinadas pelos dirigentes religiosos de Israel. Pecadores tinham aceite os Seus ensinos. Olhos tinham-se aberto para o plano da salvação. Ouvidos dos surdos ouviam agora a melodia do Céu. A luz clara da verdade tinha iluminado mentes cheias de preconceitos. Os tristes e aflitos tinham descoberto o riso. O poder da morte tinha sido desafiado. Lázaro, morto durante quatro dias, tinha sido res­suscitado pelo Senhor da vida. Todos sabiam que Lázaro o irmão de Marta e Maria, vivia, trabalhava e desfrutava da vida a curta distância de Jerusalém.

Por essas coisas, os chefes políticos, os principais sacerdotes e escri­bas, não podiam perdoar a Jesus. A Sua existência, por si só, era uma crítica que eles não podiam suportar. A presença de Jesus em Jerusalém era a sua oportunidade de O matarem.

Estas pessoas tinham a mente obscurecida por Satanás, não viam que estavam a caminhar ao ritmo de todas as profecias bíblicas, centenas de profecias escritas centenas de anos antes. Eles tinham-­­
-nas lido tantas vezes, tantas vezes explicado. Agora estavam cegos! A mente deles possuída pelo sentimento do orgulho tinha-se fechado ao poder do Espírito Santo.

Jesus estava em Jerusalém, sabia das intenções que se congemina­vam contra Ele, mas sabia que era o Cordeiro Pascal, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” João 1:29. Ele tinha vindo para Se oferecer como sacrifício voluntário, não porque fosse obrigado, mas estava ali por vontade própria.

Jesus, que não tinha pecado, tinha revelado o Santo carácter de Deus, na obediência perfeita à quebrada Lei de Deus, essa Lei tão imutável como é imutável o carácter de Deus. Jesus está pronto como o obediente salvador a ser o nosso substituto, levar sobre Si os pecados de todo o mundo, para que, quando O aceitarmos como nosso Salvador pessoal, possamos receber o dom da Sua perfeita justiça e ser salvos: “Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” II Coríntios 5:21

Jesus foi condenado, para que a justificação, a inocência possa ser nossa. A agonia foi de Jesus, para que a Vitória pudesse ser nossa. O sofrimento foi de Jesus, para que a cura pudesse ser nossa. A maldição foi posta sobre Jesus, para que a bênção possa ser posta sobre nós. A morte foi d’Ele, para que a vida que foi comprada pudesse ser minha.

Por isso Jesus deixou-Se prender, ser julgado, condenado e aceitou levar a cruz. Mas tudo foi tão rápido que não houve tempo de preparar uma cruz para Ele. À Sua medida. A cruz que Lhe colocaram às costas foi a do criminoso absolvido à última da hora. A cruz de Barrabás, do pecador, do criminoso, do mentiroso, do transgressor, foi a cruz de Barrabás que colocaram sobre os ombros de Jesus.

Eu não sei, mas tudo me leva a supor que Barrabás era um homem de grande estatura, rude, todas as suas acções centravam-se na força e na violência. A cruz era um castigo, não só porque seria o instrumento da crucifixão, mas era um castigo pelo peso do madeiro. Era preciso cair, transpirar, deveria ser um espectáculo de vingança aos olhos de todos os que tinham sofrido por causa daquele criminoso. Esta era a cruz do último instante, destinada à pessoa errada!

Dois companheiros de Barrabás iriam morrer ao mesmo tempo que Jesus e sobre eles também puseram cruzes. A carga do Salvador era demasiado pesada tanto pelo peso da cruz, como pelo estado de fraqueza e sofrimento em que Se encontrava. Desde a ceia pascal com os discípulos, Ele não tinha voltado a comer ou a beber. Angustiara-Se no jardim do Getsémani em conflito com as forças satânicas. Suportara a agonia da traição, Judas tinha-O vendido, Pedro tinha-O traído, os outros discípulos abandonaram-nO e fugiram.

Durante o processo de julgamento e condenação Jesus foi insultado, duas vezes torturado com o chicote. Toda aquela noite fora uma sucessão de cenas de molde a provar até ao máximo a alma de qualquer ser humano. Jesus não fracassou. Não proferiu palavra alguma que não visasse a glória de Deus. Mas quando, depois de ter sido açoitado pela segunda vez, a cruz Lhe foi posta sobre os ombros, a natureza humana de Cristo não pôde suportar mais. Caiu desmai­a­do sob a carga!

A multidão que seguia o Salvador viu os Seus passos fracos e vaci­lantes, mas nem todos manifestaram compaixão. Alguns apuparam-nO e injuriaram-nO por não ser capaz de levar a pesada cruz. De novo a carga Lhe foi posta em cima e outra vez caiu desmaiado por terra. Os perseguidores viram que Jesus não tinha forças para subir aquele Monte com o peso da Cruz!

Era impossível encontrar alguém que voluntariamente quisesse levar a cruz. A cruz era sinal de maldição e contaminação. Especialmente naquela altura, celebrava-se a Páscoa.

À beira do caminho está um homem, o homem da beira do caminho, um homem que veio do campo, ele não está ali para escarnecer, está ali porque ouviu os gritos. Aproximou-se do caminho, parece nem ver a multidão mas ouve esta gritaria: “Abri caminho para o Rei dos judeus!” fica espantado com a cena, os seus olhos só vêem Aquele que leva a cruz, vê o Seu rosto, ouve os Seus gemidos que lhe entram na alma e sem hesitação, sem reparar no ambiente à sua volta, aproxima-se do Condenado.

Há muitas mulheres na multidão que seguem, vão ali, choram, mas que podem fazer? São mulheres! Algumas já O tinham visto antes. Outras levaram-Lhe doentes e sofredores. Outras tinham sido cura­das por Jesus. Entre elas falam do bem que Jesus tinha feito. Admi­ram-se com o ódio da multidão. O homem da beira do caminho ouve as mulheres, e comove-se ainda mais!

E apesar da acção da multidão enfurecida, e das coléricas palavras dos sacerdotes que gritam e excitam a multidão, estas mulheres exprimem a sua admiração. Quando Jesus cai desfalecido sob a cruz, elas irrompem num choro angustiante.

O homem da beira do caminho, sabe que muitas daquelas mulheres, não têm grande reputação. Mas vê Jesus olhá-las com terna simpatia. Vê e ouve Jesus que não despreza a compaixão delas e ouve Jesus dizer estas palavras: “Filhas de Jerusalém, disse Ele, não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas, e pelos vossos filhos.” Lucas 23:28


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A GERAÇÃO DE ELISEU

Introdução: I Reis 19.1-21
O desafio de Elias e sua vitória sobre os falsos profetas se tornou noticia em todo o reino de Acabe. A rainha Jezabel ficou irada e prometeu vingança. Elias teve medo e fugiu com seu ajudante para Berseba onde deixou o rapaz e seguiu para o deserto, caminhando um dia inteiro. Ao encontrar uma árvore, sentou-se a sua sombra e desejou a morte: “Então orou assim: – Já chega, ó Senhor Deus! Acaba agora com a minha vida! Eu sou um fracasso, como foram os meus antepassados.” I Rs 19.4 NTLH
O anjo do Senhor visita Elias e o alimenta por duas vezes. Com a força daquela comida caminhou por 40 dias e 40 noites. Nesse período a Bíblia não cita que Elias tenha parado em algum lugar para descansar, até chegar ao seu destino, o Monte Sinai.
I Reis 19.10 NTLH – “Ele respondeu: – Ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, eu sempre tenho servido a ti e só a ti. Mas o povo de Israel quebrou a sua aliança contigo, derrubou os teus altares e matou todos os teus profetas. Eu sou o único que sobrou, e eles estão querendo matar-me!”
O Sinai era um lugar sagrado:
 1.Ali Deus se revelou a Moisés (Ex 3);
 2.Quando o povo em fuga do Egito teve sede, a rocha que ficava no monte Sinai deu água (Ex 17.6);
 3.Era o lugar onde Deus falava com Moisés (Lv 25.1);
 4.O lugar onde Deus entregou ao povo, através de Moisés, as placas da Lei.
Portanto, se havia um lugar para ouvir a voz de Deus, era no Monte Sinai. Elias precisava desse momento a sós com Deus, do mesmo modo que aconteceu com Moisés no passado.
Porque Elias se escondeu na caverna?
A caverna era um lugar seguro. Os viajantes procuram por cavernas para passar a noite e se proteger do frio, dos animais e inimigos.
Lot refugiou-se com as suas filhas numa caverna após a destruição de Sodoma e Gomorra, Génesis 19.30 NTLH – “Lot teve medo de ficar  a morar em Zoar e por isso foi para as montanhas, junto com as duas filhas. Ali os três viviam numa caverna.”
No tempo de Gedeão, os israelitas escondiam-se nas cavernas para não serem destruídos pelos Madianitas, Juízes 6.2 NTLH – “Os israelitas escondiam-se dos medianitas em cavernas e em outros lugares seguros nas montanhas porque os midianitas eram mais fortes do que eles”
Quando Saul matou os sacerdotes que ofereceram comida a David, Ele busca por segurança na Caverna de Adulã: “David fugiu da cidade de Gate e foi para uma caverna perto da cidade de Adulã. Quando os seus irmãos e o resto da família souberam que ele estava lá, foram ficar com ele.” I Sm 22.1 NTLH
Obadias escondeu os profetas nas cavernas, quando Acabe promoveu a matança contra os profetas de Deus, I Reis 18.4 – “e, quando Jezabel estava matando os profetas do SENHOR, Obadias escondeu cem profetas em dois grupos de cinquenta em cavernas e providenciou comida e água para eles.)”
A caverna é um lugar onde podemos sentir a presença de Deus, Salmos 95.4 – “Ele reina sobre o mundo inteiro, desde as cavernas mais profundas até os montes mais altos.”
Muitos heróis da fé usaram as cavernas como habitação, durante as perseguições, Hebreus 11.38 – “Andaram como refugiados pelos desertos e montes, vivendo em cavernas e em buracos na terra. O mundo não era digno deles!”
Há momentos na vida que necessitamos da caverna, mas não é bom morar na caverna. É bom por um momento de auto-análise, mas ficar neste estado não é saudável. Deus chama para fora da caverna: “E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz (voz do Senhor), que dizia: Que fazes aqui, Elias?” 1ª Reis 19:13
1. Medo
Elias se mostrou valente em muitas ocasiões, mas o stresse provocado nos episódios do Monte Carmelo e a oração para que chovesse esgotaram as forças do homem de Deus. Elias sabia que tudo que sucedera não foi mérito seu, mas do Senhor. Ele foi valente ao desafiar os falsos profetas, o rei acabe e ao agir com autoridade sobre a natureza.
Uma mensagem foi o suficiente para causar medo em Elias. Ele estava cansado dos últimos desafios, quando recebe uma notícia. Jezabel queria a sua destruição: “Aí ela mandou um mensageiro a Elias com o seguinte recado: – Que os deuses me matem, se até amanhã a esta hora eu não fizer com você o mesmo que você fez com os profetas!”, I Reis 22.2 NTLH
Às vezes, eu sinto medo em relação ao futuro da igreja. As ações que promovemos parecem não surtir efeito nas pessoas. Faltam motivadores que promovam as ações do reino de Deus, o que mais ouvimos é a voz dos pessimistas, dos murmuradores, dos incrédulos, etc. Quando somos desafiados. Qual é o nosso sentimento em relação ao futuro? Eu tenho medo que tudo tenha sido em vão.
2. PREOCUPAÇÃO COM o legado dos profetas.
Na concepção de Elias, se ele morresse não haveria outro profeta para treinar novos jovens profetas. Havia o risco do ministério profético se acabar. I Reis 19.14b – “Eu sou o único que sobrou, e eles estão querendo me matar!” Não se trata de soberba ou arrogância, mas comprometimento com a missão que recebera de Deus.
Se você fosse o último cristão salvo na sua cidade, o que faria? Ficaria sentado esperando o inimigo o destruir ou procuraria refúgio no Monte de Deus?
O que a igreja pensa a esse respeito? Não sabemos quando se dará o arrebatamento ou quando iremos partir dessa vida. Precisamos aproveitar cada minuto na presença de Deus para saber a sua vontade acerca do que podemos fazer para a próxima geração.
Infelizmente muitos líderes não se preocupam com o futuro da igreja. Eu vejo organizações evangélicas centradas na figura humana do líder, quando ele morrer provavelmente não haverá sucessores; há outra situação que envolve os líderes que não se preocupam com a educação e formação de novos líderes, gastam milhares em sua promoção pessoal, mas são incapazes de investir recursos e tempo para formar a nova geração da igreja.
Eu agradeço a Deus por fazer parte do Ministério Independência com Cristo. Eu vejo nessa igreja uma preocupação mui grande com a educação e formação das crianças, nossos futuros líderes. O templo e seu conforto são importantes, mas nada substitui o valor das pessoas e o investimento que fazemos nelas.
 
3. Decepção
É o sentimento de insatisfação que surge quando as expectativas sobre algo ou alguém não se concretizam. AS PESSOAS NÃO CORRESPONDEM.
Depois de tudo que fez: venceu os falsos profetas e fez chover. O que Elias esperava? Elias esperava que o povo se arrependesse e voltasse para o Senhor. Mas, o povo continuou praticando o erro, ignorando os apelos do homem de Deus.
Líderes espirituais sinceros sentem-se decepcionado com a situação atual. O povo contempla os milagres de Deus, vêem a transformação que Espirito Santo promove nas pessoas, mas continuam ignorando a mensagem da cruz.
A jornada de 40 dias e noite deu tempo a Elias para refletir sobre muitas situações: A sua função como profeta, qual seria o próximo passo; os resultados produzidos na Nação com as suas ações; O legado dos profetas que corria o risco de extinção.
Líderes sinceros se decepcionam quando as pessoas não correspondem. O próprio Jesus sofreu decepcionado com a rejeição dos judeus, Mateus 23.37 NTLH: “Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe manda! Quantas vezes eu quis abraçar todo o seu povo, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram!”
4. Frustração
É uma emoção que ocorre nas situações onde algo obstrui o alcance de um almejo pessoal. Quanto mais importante for o objetivo, maior será a frustração. Jezabel tornou-se um obstáculo para o objetivo de Elias. OBSTÁCULOS NO CAMINHO.
Em I Reis 19.1, o rei Acabe ao chegar a sua casa conta tudo para Jezabel. Elias, provavelmente, esperava por:
* Reconhecimento do homem de Deus;
* Abertura das escolas dos profetas e o fim da perseguição aos profetas;
 * Edito Real determinando que o povo cultuasse apenas ao verdadeiro Deus;
 * O fim dos cultos aos falsos deuses;
 * Arrependimento de Acabe e Jezabel.
Jezabel representa um novo obstáculo aos planos de Elias. Elias precisava de um tempo para estar com Deus e renovar as suas forças. Algumas situações que exemplificam Jezabel nos nossos dias, os obstáculos do dia-a-dia:
 * Oposição que impede que tarefas sejam executadas;
 * Líder que desistem a meio do caminho, fazendo o povo perecer;
 * Pessimismo diante de grandes desafios;
 * Interesses pessoais em detrimento aos interesses do reino de Deus;
 * Falta de recursos para projetos importantes;
 * Falta de voluntários comprometidos com a missão da igreja;
 * Tempo limitado para certas ações.
Deus ainda tem novos planos para Elias
Deus convida Elias para sair da caverna, pois precisava falar com ele.
Elias deveria sair da zona de conforto e segurança em que se encontrava e voltar à vida ativa. A vitória somente viria no campo de batalha. I Reis 19.15 NTLH – “Então o Senhor Deus disse: – Volta para o deserto que fica perto de Damasco.”
Qual era a missão? “Chegando lá, entra na cidade e unje Hazael como rei da Síria. 16 Unja Jeú, filho de Ninsi, como rei de Israel e unja Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, como profeta, para ficar em teu lugar.”
A destruição sobre os rebeldes era certa, mas Deus pouparia os justos. Uma nova geração estava a ser preparada para cumprir os desígnios de Deus (v. 17,18)
Elizeu representa a nova geração de profetas após Elias (v. 19-21).
A igreja de Cristo não pereceu. Em todos os lugares do mundo, o Senhor está levantando a geração de Elizeu. Eles farão muito mais que os seus antecessores, os resultados serão multiplicados. Elias realizou 13 eventos durante o seu ministério profético. Elizeu realizou 26.
A geração de Elizeu será mais valente, mais determinada, mais atuante do que a geração passada. Até a volta de Cristo não faltará gerações de profetas que levem a mensagem de Deus ao mundo (Apoc. 14:6-12 ler)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A VIDA!


PRECE: Senhor Deus, nós vimos a Ti! Nosso compassivo Redentor; e rogamos-Te, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho. Nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que se achegam a Ti. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja connosco, esta noite e sempre. Por Jesus. Amém!
O Alasca foi conhecido como o lugar onde a Natureza reina soberana em todo o seu esplendor. Terra das grandes montanhas, lugar onde se abrigam grandes manadas de ursos polares e das alegres lontras do mar.
Recentemente as águas límpidas de um dos estreitos do Alasca tornaram-se negras e tóxicas. Aconteceu um derrame de gasóleo de proporções desastrosas. E o mais chocante de tudo, na superfície escura e brilhante das águas poluídas, podia ver-se espelhado o próprio rosto.
O grande petroleiro Exxon Valdez deixou o porto e dirigia-se para o Oceano. Transportava um milhão e duzentos mil barris de petróleo.
Era uma noite calma e clara. Havia apenas alguns pequenos icebergs à vista. O canal de navegação tem 15 quilómetros de largura. Um oficial da guarda costeira disse, "os meus filhos poderiam comandar um petroleiro neste canal".
Inexplicavelmente o Exxon Valdez afastou-se demasiado do leito do canal. O navio de 300 metros de comprido chocou contra as rochas submersas e, quatro rombos abriram o casco do navio, o petróleo começou a sair a uma média de 60 mil litros por hora. A mancha de óleo de 12 quilómetros de comprimento por 6 de largura cobriu a água, milhares de animais e aves marinhos morreram. 
A mancha espalhou-se em direcção aos terrenos de desova dos arenques e dos salmões, ameaçando uma das mais ricas regiões de pesca da América do Norte. O óleo era tão espesso, que não conseguia evaporar-se e começou a dissolver-se na água. Isso libertou produtos tóxicos na cadeia alimentar, contaminando tudo, do plâncton às baleias.
Os esforços para conter esse desastre ecológico foram inadequados. Os grupos de trabalho estavam desorganizados. Não havia equipamento suficiente para armazenar o óleo que começou a derramar-se no litoral. A vida no estreito foi lentamente sufocada.
O Éden do Alasca como era conhecido, foi devastado. As perguntas mais frequentes quando isto aconteceu e que vinha nos jornais e telejornais eram: “Será que aprendemos o suficiente com estes desastres que consecutivamente acontecem? Derrame de óleos e gasóleo continuarão a destruir um planeta já tão fragilizado pela poluição?”
Esta noite, gostaria de colocar outra questão, diferente da dos jornalistas: Será que temos alguma responsabilidade na poluição deste mundo?
Antes de responder, vou fazer-vos um convite: Através da nossa imaginação vou convidar-vos a viajar comigo ao Éden original. Aquele jardim que Deus criou para Adão e Eva, um lugar de beleza intacta e de harmonia. Deus disse aos nossos primeiros pais que eles poderiam comer de qualquer árvore do jardim, mas avisou-os para se afastarem de uma determinada árvore: comer do seu fruto seria catastrófico. A poluição do pecado cobriria todo o jardim e consequentemente a morte atingiria todas as formas de vida do jardim!
Na verdade Adão e Eva tinham um canal larguíssimo para conduzir a sua embarcação. O canal era largo e os recifes perfeitamente evitáveis. Eles não estavam ameaçados por perigos que não pudessem evitar! Porém, alguma coisa saiu tremendamente errada. Aquele pormenor que chamamos "erro humano" aconteceu. Eva saiu da rota. Adão não estava presente para a ajudar e ambos colidiram com aquela árvore fatídica.
Deixou-se encantar pelo fruto proibido, aparentemente inofensivo mas que resultou em calamidade que rapidamente se espalhou pelo jardim e por todo o planeta. O egoísmo e o afastamento de Deus atingiram toda a raça humana. O pecado original penetrou a história do homem, como uma enorme mancha de óleo que sufoca toda a vida física, moral e espiritual da Terra.
O apóstolo Paulo fala sobre esta calamidade, descreve-a assim: "Como por um homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram...” Romanos 5:12
Muitas pessoas têm dificuldade em compreender esta ideia do pecado original. Aceitam que a separação de Deus é um grande desastre, mas interrogam-se: qual é a nossa responsabilidade por uma coisa que Adão fez? Por que razão temos que ser condenados por um erro que aconteceu milénios antes do nosso nascimento? Para muitas pessoas isto não parece justo!
Quando vemos as imagens na televisão, do gasóleo que é lançado no mar, de barcos que naufragam e largam milhares de toneladas de gasóleo no mar, e vemos aqueles animais e aves marinhos a morrer sufocados por aquela capa de óleo, ficamos revoltados. Como pode ter acontecido tal desastre?
Parece indesculpável, e concordamos que muitas pessoas são culpadas: Os donos das refinarias, o comandante do barco, os armadores que não fazem uma manutenção cuidada. Os oficiais da guarda Costeira. Alguém ou várias pessoas, sem dúvida, cometeram tremendos erros, mas uma coisa que a maioria se esquece é de perguntar: E nós, temos nós alguma responsabilidade nisso? 
Muitas pessoas que me estão a ouvir, pensam: Quem não tem culpa sou eu! É verdade, não éramos nós que comandávamos o navio, não somos donos das refinarias, nem donos do navio.
 
Têm razão! Mas todos nós fazemos parte daquela multidão de pessoas que andam com carros na rua e exigimos a nossa gasolina ou gasóleo! Consumimos e descartamos uma quantidade incrível de produtos todos os dias que dependem directa ou indirectamente da produção de petróleo! Isso não nos faz responsáveis pelo desastre do Valdez, mas estamos envolvidos.
Não estou a dizer isto para minimizar a responsabilidade de quem tem grandes responsabilidades na prevenção de tais acidentes. É importante localizar o "erro humano" que leva a desastres como aquele do Exxon Valdez, mas não podemos fingir que não temos nada a ver com isso.
É este, exactamente, o ponto de vista que a Bíblia traz na ideia do pecado original e os seus efeitos. Não somos responsáveis por Adão e Eva comerem do fruto proibido, mas estamos envolvidos naquela tragédia! Nós tornamo-nos participantes do pecado que se originou com eles. Queixamo-nos, aos gritos, da corrupção das autoridades, mas será que somos fiéis ao nosso cônjuge, em pensamento e acção? Lamentamos o facto de haver tão pouco amor entre as pessoas hoje em dia, mas amamos verdadeiramente, aqueles que nos são mais chegados? Detestamos as guerras, mas não fazemos as nossas “guerrinhas” por dá cá uma palha?!
Se quisermos ser honestos connosco próprios, não temos dificuldade em reconhecer que estamos de facto envolvidos no pecado de Adão e Eva. Como Paulo explicou, a morte vem a todos nós porque todos pecamos. Todos nós contribuímos individualmente para que a mancha de óleo do pecado se estenda ao longo da História da Humanidade. Paulo afirma-o claramente: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." Romanos 3:23
O nosso problema principal não é se somos melhores ou piores que os nossos vizinhos, se falhámos nisto ou naquilo que esperávamos ter feito melhor. Sabem qual é o problema? O grave problema? É que os nossos pecados são uma afronta directa ao carácter perfeito de Deus, e um acto de poluição ao lindo mundo que Ele criou! Então, qual é a solução? O que é que podemos fazer quanto a esta mancha de óleo do pecado na qual estamos envolvidos?
Muitas pessoas, quando confrontadas com o problema do pecado, normalmente respondem: "eu vou tentar melhorar".
E envidam esforços sinceros para serem melhores, mas mais cedo ou mais tarde caem na fraqueza da própria vontade, nas limitações dos esforços humanos. O problema do pecado é muito maior do que possamos imaginar. Sabem, os homens do petróleo, ao tentarem limpar aquela mancha no estreito do Alasca, fizeram uma descoberta! Descobriram que eram infrutíferos os seus esforços diante de um desastre ecológico.
Foi uma situação caótica, foi difícil tentar organizar-se, colocar equipamento disponível em funcionamento. Horas preciosas foram gastas enquanto a mancha de óleo se espalhava. Conseguiram retirar alguns barris de gasóleo. Mas o dispersante químico não funcionou como devia. Alguns cabos de retenção foram colocados, mas ao terceiro dia de ventos fortes, o óleo passou por cima dos cabos.
Todo o esforço humano mais não fez que poluir ainda mais o meio ambiente! Foi a própria Natureza que lentamente diluiu o gasóleo e o óleo nas águas puras. O sol, o vento e a chuva realizaram o trabalho através dos anos. A Natureza foi-se curando sozinha daquela ferida tóxica com mais de dois mil quilómetros quadrados!
É extremamente difícil limpar a nossa mancha, não acham? E isto é particularmente verdade em relação ao nosso pecado e culpa individual. Deus retrata o nosso problema humano nas palavras de Jeremias: "Pelo que ainda que te laves com salitre, ou amontoes sabão, a tua iniquidade estará gravada diante de mim, diz o Senhor Jeová." Jeremias 2:22. Este é, sem dúvida, um versículo bastante apropriado para nós hoje. Escrito para nós, não é?
Amigos, quando se trata de culpa, não nos podemos lavar sozinhos. Podemos tentar removê-la e insistir nisso de mil maneiras, mas ela vai continuar! Podemos tentar melhorar e redimir-nos dos nossos próprios erros e pecados passados, mas a natureza pecadora continuará aflorando à superfície, como o petróleo. Nunca nos limparemos completamente. Haverá sempre mais e mais egoísmo, orgulho e ódio a sair do nosso coração quando menos esperamos que isso aconteça!
Deus, em pessoa, assumiu a responsabilidade de limpar a grande mancha de óleo do pecado. Ele próprio irá curar a terrível ferida que vive dentro de nós. Leiamos esta maravilhosa promessa: "Vinde, então e argui-me, diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã." Isaías 1:18
Jesus, no Calvário, absorveu as consequências do nosso pecado no Seu próprio corpo. Ele desfez o efeito do pecado através de Sua agonia na cruz. Isso exigiu enorme esforço; foi uma tarefa gigantesca, mas o Filho de Deus emergiu daquela provação vitorioso. Ele realizou o que nenhum esforço humano jamais poderia conseguir: Foi-nos concedido o perdão total e de graça. Podemos viver a paz!
Mas Deus promete mais. Ele não só remove a culpa, mas também nos dá um meio para combater a nossa natureza pecadora. O apóstolo Paulo diz: "Assim que se alguém está em Cristo, nova criatura é. As coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo." II Coríntios 5:17
Aqueles que depositam a sua fé em Cristo como Salvador e a Ele se entregam, passam a estar em Cristo. Deus não os vê como pecadores, mas como pessoas que estão ligadas ao Seu Filho amado. Acontece algo maravilhoso quando uma pessoa se une pela fé a Jesus Cristo: ocorre uma nova criação. A capacidade criativa de Deus é libertada e o Seu Espírito opera em nós, retira todos os velhos hábitos destrutivos, e faz surgir o novo.
Uma das histórias mais conhecidas da Bíblia e ao mesmo tempo mais fascinantes é seguramente o encontro de Nicodemos com o Senhor Jesus! SLIDE 0022 Nicodemos era um homem que ocupava uma posição de confiança muito alta na nação judaica durante o ministério de Jesus! Tinha uma educação superior, era dotado de talentos oratórios, íntegro e justo. Era um membro honrado do conselho nacional do seu país.
Como tantos outros dirigentes nacionais mais que uma vez foi ouvir Jesus que ensinava as multidões que acorriam ao Templo. Desde o primeiro instante sentiu-se agitado, o seu coração comoveu-se, sentiu-se atraído pela humildade do Nazareno. As palavras saídas dos lábios do Salvador tinham vida e iam de encontro às suas necessidades de homem, de ser humano. É verdade que tinha tudo, mas faltava-lhe aquela paz, que ele viu no olhar de Jesus!
Desde que viu Jesus pela primeira vez, não mais deixou de O acompanhar. Nicodemos estudava ansiosamente as profecias relativas ao Messias; e quanto mais procurava tanto mais forte era a sua convicção de que este era Aquele que havia de vir. Tinha visto como Jesus recebia os pobres, como curava os doentes, tinha visto as Suas expressões de alegria, e escutado as Suas palavras de louvor; e não podia duvidar de que Jesus de Nazaré era o Enviado de Deus.
Começou a sentir um forte desejo de se encontrar a sós com Jesus, mas não o queria fazer abertamente. Seria demasiado humilhante, para um príncipe judeu, reconhecer que tinha simpatia por um mestre ainda tão pouco conhecido. E especialmente porque Jesus não era seguido pelas pessoas importantes de Israel, mas só pelos pobres, as viúvas, os desprezados da sociedade. E ele era uma pessoa importante. Não queria ser desprezado pelos seus colegas!
Nicodemos conseguiu finalmente descobrir onde Jesus ficava quando visitava Jerusalém. Soube também que Jesus à noite gostava de ir orar para o Monte das Oliveiras. Esperou que a cidade adormecesse para ir ter com o Senhor Jesus.
Pela calada da noite foi ter com O Nazareno. Tinha preparado um grande discurso. No entanto na presença de Cristo, Nicodemos experimentou uma estranha timidez, que se esforçou por ocultar sob um ar de dignidade e finalmente disse: “...Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.” João 3:2
Pretendia ao falar dos raros dons de Cristo como mestre, bem como do Seu maravilhoso poder para operar milagres, preparar o terreno para poder abrir o coração. Queria ganhar a confiança de Jesus; mas na realidade, as suas palavras exprimiam a sua incredulidade…
Em vez de agradecer, o facto de Nicodemos Lhe chamar: “Mestre”, Jesus fixou os olhos no visitante, como se lhe estivesse a ler a alma e viu diante de Si, um homem que sentia a mancha do pecado e com necessidade de ser limpo. Por isso foi directamente ao assunto, dizendo bondosamente: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” João 3:3
Vou fazer uma pergunta directa, no estilo de Jesus! Amigo, porque veio esta noite? É só para ver se esta religião é melhor ou pior que a sua? Ou para poder dizer fui lá… e é tudo igual. Ou veio, porque quer abrir o coração a Jesus para que o limpe da terrível mancha de óleo do pecado? Quer sentir a paz? Sentir a presença de Jesus? Se é com este sentimento, Jesus está aqui e vai ajudá-lo, creia!
Nicodemos tinha ouvido a pregação de João Baptista sobre o arrependimento e o baptismo, lembrava-se que João tinha falado que após ele viria Aquele que baptizaria com o Espírito Santo: “Eu baptizo com água; mas no meio de vós está Um a quem vós não conheceis. Este é aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca” João 1:26-27
Nicodemos era um fariseu estrito, um crente praticante, orgulhava-se das suas boas obras. Era muito estimado pela sua beneficência e liberalidade. Poderia considerar-se hoje, um cristão muito praticante, o primeiro a participar nas festas anuais da sua terra, a estar sempre presente em todas as actividades religiosas, a rezar, a comungar. E sentir o favor de Deus.
Prezados amigos deixem-me que vos pergunte, qual é a vossa crença em relação a ter um lugar assegurado no reino de Deus? Deixem-me perguntar o que pensam quando rezam o Pai-nosso: “Venha o Teu Reino!” Será que acham como Nicodemos que não precisam de mudança alguma?! Nicodemos achava-se justo aos seus próprios olhos!
Por isso ficou surpreendido com as palavras de Jesus: “É necessário nascer de novo”. Estava irritado por se sentir directamente visado por elas. O orgulho do fariseu, do bom religioso, lutava contra o sincero desejo, a necessidade que tinha de uma profunda mudança de vida.
Apanhado desprevenido, respondeu a Cristo com palavras plenas de ironia: “Como pode um homem nascer, sendo velho?” João 3:4
Como muitas pessoas, quando uma verdade incisiva lhes fere a consciência, dão a entender que não percebem! Resistem, argumentam. Assim fez Nicodemos. Assim fazem muitas pessoas que são muito religiosas, mas sentem o vazio, sentem que têm a religião, mas não a bênção do Espírito Santo. Jesus e o Espírito Santo não viram as costas a ninguém que sinta necessidade genuína.
Quando reconhecemos que estamos vazios, quando reconhecemos a nossa solidão. Que nos sentimos perdidos! Que sem Cristo como Piloto da nossa vida não vamos a lugar nenhum! Nicodemos percebia isto, mas não o queria admitir.
Jesus, não quis discutir. Levantou a mão com solene e calma dignidade, acentuou a verdade com maior firmeza, atalhou o raciocínio deste sábio e colocou o dedo na ferida: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” João 4:5
Nicodemos sabia que Jesus Se referia ao baptismo da água. Aquele que João Baptista praticava nas águas do Jordão, baptismo por imersão, com o qual Jesus tinha sido baptizado e que é o verdadeiro baptismo cristão. Nicodemos sabia que Jesus Se referia ao baptismo e à renovação da alma pelo Espírito de Deus. Ficou convencido que estava na presença do Filho de Deus.
Jesus continuou: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” João 3:6
O coração, por natureza, é mau, e “quem do imundo tirará o puro? Ninguém.” Jó 14:4
Nenhuma invenção humana pode encontrar o remédio para a alma pecadora: “Do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos e blasfémias.” Romanos 8:7
Ou seja o coração humano está poluído com um óleo bem espesso, mais ainda que o canal do Alasca.
A fonte do coração deve ser purificada para que a corrente se possa tornar pura. Não há segurança para uma pessoa que tenha uma religião meramente legal, uma aparência de piedade. A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Deve ocorrer uma morte do eu, o homem e a mulher poluídos com o pecado original devem passar por uma lavagem!
Nicodemos continuava perplexo e Jesus usou o vento para ilustrar o seu significado: “O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” João 3:8
Ouve-se o vento por entre os ramos das árvores, fazendo sussurrar as folhas e as flores; no entanto ele é invisível e ninguém sabe de onde vem, nem para onde vai. O mesmo se dá quanto à operação do Espírito Santo no coração.
Mediante um agente tão invisível como o vento, Cristo está continuamente a trabalhar no coração. Pouco a pouco, sem que a pessoa que está a receber a acção do Espírito do Senhor tenha consciência disso, produzem-se impressões que tendem a atrair a alma para Cristo. Esta vida nova vai acontecendo, damos por nós a pensar mais em Jesus, a ler a Escritura Santa, ou a ter prazer em ouvir a palavra do pregador que fala a verdade eterna. Já não nos contentamos com qualquer coisa, queremos substância, queremos alimento que nutra a alma!
Essa acção de Deus afasta os pensamentos de pecado, de medo de Deus, de castigo eterno. E substitui pelo amor, a humildade, a paz que tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria e a esperança substituem a tristeza e o semblante reflecte a luz do Céu.
É impossível à mente finita compreender a obra da redenção! O seu mistério excede o conhecimento humano; todavia aquele que passa da morte para a vida percebe que isso é uma realidade maravilhosa!
Enquanto Jesus falava, alguns raios da verdade penetraram no espírito do príncipe Nicodemos. A enternecedora, subjugante influência do Espírito Santo impressionou-lhe o coração. Todavia, não compreendeu plenamente as palavras do Salvador. Admirado, disse: “Como pode ser isso?”
“Tu és mestre de Israel, e não sabes isso?” perguntou Jesus. Uma pessoa a quem era confiada a instrução religiosa do povo não devia ser ignorante de verdades de tanta importância! Às vezes os que ensinam a religião são os que mais desconhecem o amor de Deus e ignoram os Seus santos Mandamentos!
Passou-se comigo. Um dia em conversa ocasional com um sacerdote, perguntei:
– Sabe onde se encontram na Bíblia os Mandamentos de Deus? – E reparei que ele abria a Bíblia nervoso, não sabia onde se encontravam os Mandamentos que Deus escreveu com o Seu próprio dedo! Com amor e muita simpatia ajudei-o a abrir a Bíblia no livro do Êxodo 20.
Não havia desculpa alguma para a cegueira de Nicodemos em relação à obra da regeneração. Pela inspiração do Espírito Santo, Isaías escreveu: “Todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapos da imundície.” Isaías 64:6
E o rei David orava: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito recto.” Salmo 51:10
E por meio de Ezequiel foi dada a promessa: “E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o Meu Espírito, e farei que andeis nos Meus estatutos, e guardeis os Meus juízos, e os observeis.” Ezequiel 36:26-27
Nicodemos tinha lido todas estas passagens com a mente obscurecida; podia interpretá-las, mas elas não tinham vida; não passavam de um código.
Mas agora estava a ser atraído para Cristo! Quando o Salvador lhe explicou o que estava a dizer em relação ao novo nascimento, anelou experimentar esta mudança em si mesmo. Como poderia isso realizar-se? Jesus respondeu à pergunta não formulada dizendo: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:14,15
Ali estava algo familiar a Nicodemos. O símbolo da serpente levantada tornou-lhe clara a missão do Salvador. Quando o povo de Israel estava a morrer por causa da picada das serpentes ardentes, no deserto, fugindo do cativeiro do Egipto, Deus mandou Moisés construir uma serpente de metal e colocá-la no alto, no meio da congregação. Foi então anunciado no acampamento que todos os que olhassem para a serpente viveriam.
O povo sabia muito bem que, em si mesma, a serpente de metal não possuía nenhum poder para os ajudar. Era um símbolo de Cristo. Tal como a imagem feita à semelhança das serpentes destruidoras era erguida para a cura, assim Alguém nascido “em semelhança da carne de pecado” Romanos 8:3, haveria de ser Redentor para eles.
Os que tinham sido mordidos pelas serpentes poderiam ter demorado a olhar. Poderiam ter posto em dúvida a eficácia daquele símbolo metálico. Poderiam ter pedido uma explicação científica. Mas nenhuma explicação lhes foi dada. Deviam aceitar a palavra que Deus lhes dirigia através de Moisés. Recusar a olhar era morrer!
Não é por meio de debates e discussões que a alma é iluminada. Devemos olhar e viver! Nicodemos recebeu a lição e levou-a consigo. Examinou as Escrituras de maneira nova, não para discutir uma teoria, mas para receber vida para a alma. Começou a ver o reino de Deus, ao submeter-se à direcção do Espírito Santo.
Tal como Nicodemos, devemos estar preparados para entrar na vida eterna pelo único meio que é dado aos homens: “Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Actos 4:12

E nem sequer nos podemos arrepender sem o auxílio do Espírito de Deus. A Escritura diz de Cristo: “Deus com a Sua dextra O elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.” Actos 5:31
O arrependimento vem de Cristo, tão seguramente como vem o perdão!
Como, então, nos vamos salvar? – “Como Moisés levantou a serpente no deserto”, assim foi levantado o Filho do homem, e todo aquele que tem sido enganado e mordido pela serpente do pecado pode olhar e viver.
 “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do Mundo.” João 1:29
Luz que irradia da cruz revela o amor de Deus. O Seu amor nos atrai. Se não resistirmos a essa atracção, somos levados para o pé da cruz, arrependidos pelos pecados que crucificaram o Salvador.
Então o Espírito de Deus, mediante a fé, produz uma nova vida na alma. Os pensamentos e desejos são postos de acordo com a vontade de Cristo. O coração e o espírito são novamente criados à imagem d’Aquele que trabalha em nós para sujeitar a Si mesmo todas as coisas. Então a lei de Deus é escrita na mente e no coração e podemos dizer com Cristo: “Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus meu”. Salmo 40:8
Na entrevista com Nicodemos, Jesus revelou o plano da salvação e a Sua missão no Mundo. Jesus disse-lhe três coisas essenciais que ele não esqueceu:
1)         Nicodemos a salvação é por pura graça,
2)         Nicodemos a justificação é pela fé,
3)         E serás julgado pela Lei de Deus.
Esta mensagem dirigida naquela noite àquele ouvinte, na montanha solitária não ficaria perdida. Durante algum tempo, Nicodemos não reconheceu publicamente a Cristo, mas observava a Sua vida e ponderava nos Seus ensinos. Quando, Jesus foi erguido na cruz, Nicodemos relembrou o ensino no Olivete: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:14,15 A luz daquela mensagem ouvida naquela noite iluminou a cruz do Calvário e Nicodemos viu em Jesus o Redentor do Mundo. E aceitou-O como Salvador e Senhor da sua vida.
 
Nicodemos faz-me lembrar um homem chamado Duílio Darpino. Foi em 1992, realizava eu uma série de conferências na cidade de Roma, uma noite entrou um sacerdote, veio noite após noite. Uma noite falei do novo nascimento, olhei para ele e ele chorava. Levantou-se e disse: “Eu sinto o meu coração nascer de novo”. Assim foi, apesar de ter sido excomungado, de lhe terem retirado as vestes sacerdotais, Jesus vestiu-o com as vestes da Sua justiça. Aprofundou o conhecimento da Bíblia numa Universidade Adventista e desde 1994 é pastor da igreja Adventista em Itália.
Nascer de Novo é obra não dos homens, é obra de Deus, assim como a mancha do óleo foi retirada pela Natureza, da mesma maneira a mancha do pecado, é retirada pelo Espírito Santo e pelo sangue tão puro e santo de Jesus.
Enquanto houve a Débora cantar deixe o Espírito Santo entrar dentro da Sua alma, deixe que Ele limpe e ponha vida nova.
José Carlos Costa
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A BATALHA PELO TRONO


Fenómenos interessantes têm sido observados em muitos países nos últimos anos. A figura de anjos bons que surgem nas nuvens e também a figura de anjos maus nas nuvens ou em catástrofes.
Muitos filmes produzidos pelos maiores produtores do mundo referenciam anjos. Filmes para crianças e para adultos. Por detrás dos grandes guerreiros entre o bem e o mal, está suposto serem anjos que lutam a favor ou contra o ser humano.
Eu próprio estou convencido que fui tocado por um anjo! Afinal, há anjos?
 
Anjos são um dos temas dominantes no livro do Apocalipse. O livro abre com Jesus enviando o Seu anjo a João para lhe revelar a verdade sobre o Apocalipse.
 
Anjos revelam a mensagem de Deus em cada época da raça humana, anjos estão claramente implicados na história da igreja de Deus que se encontra em Apocalipse 2 e 3.
Quatro anjos estão de pé sobre os quatro cantos da Terra segurando os ventos para evitar que haja uma destruição total sobre a terra antes da vinda de Jesus (Apocalipse 7).
 
Anjos tocam as trombetas em Apocalipse 8 e 9.
Em Apocalipse 10 é visto um anjo poderoso vir do Céu encorajar o povo de Deus afim que este povo proclame com coragem a última mensagem ao mundo.
Apoc. 14:6 apresenta três anjos levando apressadamente a mensagem do fim dos tempos a “toda nação, tribo, língua e povo”, afim de preparar um povo para a vinda de Jesus.
 
Anjos têm predominância no livro do Apocalipse. São seres celestes, mensageiros de Deus, invisíveis aos olhos dos seres humanos, no entanto bem reais.
 
Frank Peretti escreveu um livro sobre os anjos que provocou muita admiração nos meios cristãos. O livro chama-se “As Trevas Presentes”, retrata a luta entre os anjos do bem e do mal. O centro da luta situa-se numa pequena cidade e trata-se de pequenas escolhas de carácter moral feitas por eles. Mas a verdadeira acção tem lugar numa dimensão espiritual onde as forças do bem e do mal lutam.
Peretti tentou imaginar onde seria este espaço. Será num mundo parecido com o nosso. Haverá no interior da Terra algum lugar? Eu gostaria de vos dizer que este conflito é descrito no livro do Apocalipse mas está para além do que qualquer ser humano possa imaginar.
Esta batalha é especialmente importante porque revela realmente quem Deus é. É a batalha sobre o destino do ser humano.
O livro do Apocalipse fala-nos que esta guerra será fora do céu. No entanto essa batalha teve início no Paraíso. Batalhões de anjos foram lançados de forma dramática fora do Céu.
Pode interrogar-se: como é que isso pode ser possível? Uma guerra no céu? Isso parece impossível! Mas aconteceu:
“E houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, que engana a todo o mundo. Ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” Apocalipse 12:7-9
Esta batalha podia chamar-se a “Batalha pelo Trono”.
Guerra no céu. Anjos envolvidos em combate. Cristo e Satanás a lutarem no céu? Cristo vencedor. Satanás perdedor. Satanás e os seus anjos destronados do céu.
Isto traz-nos perguntas cheias de perplexidade: Porque razão houve guerra no céu? Ou ainda: Que estava o Dragão a fazer no Céu? Ou: De onde veio Satanás?
 
Na verdade, e felizmente, podemos encontrar todas as peças desta explicação na Bíblia. Podemos encontrar a pré-história de Satanás.
 
E a primeira peça está no livro de Ezequiel. Este profeta comunicou uma mensagem da parte do Senhor acerca do rei de Tiro. Mas na profecia podemos ver que Deus está também a falar de alguém mais. O exaltado rei representa uma criatura angélica:
“Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és selo da perfeição, cheio de sabedoria, e perfeito em formosura. Estava no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de toda pedra preciosa: e sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ónix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda. Os teus engastes e ornamentos eram feitos de ouro; no dia em que foste criado foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; estavas no monte santo de Deus, andavas entre as pedras afogueadas. Perfeito era nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.” Ezequiel 28:12-15.
Aqui temos um ser descrito como “selo da perfeição” e como “querubim da guarda ungido”. Este foi o anjo, criado para uma tarefa especial. No templo Judeu, estava a arca ou o trono de Deus no lugar santíssimo, coberto com dois querubins de pé sobre o que representava o trono de Deus. Este anjo tinha um lugar especial perto do trono de Deus. Ele tinha o “selo da perfeição, sabedoria e perfeita beleza”.
Todo este quadro descrito por Ezequiel, no monte de Deus, entre pedras preciosas, sugere alguém que viveu perto da glória de Deus, perto do brilho d´Aquele que é Santo. Mas qualquer coisa aconteceu para que se diga deste maravilhoso anjo: “até que se achou iniquidade em ti.”
Ele permitiu que o pecado entrasse na sua vida. Como? Que género de pecado? Que tipo de pecado é que pôde entrar no Paraíso? Ezequiel escreveu:
“Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura; corrompeste a tua sabedoria por causa da tua formosura.” Ezequiel 28:17.
 
Este anjo tornou-se soberbo por causa do seu próprio esplendor, envaidecido pela beleza com que foi criado. Pensemos nisto por um minuto. Não há nada de errado com o facto de uma pessoa apreciar os seus próprios talentos e habilidades. Não há nada de errado por se ter auto estima. Então que razão terá levado este anjo aos olhos de Deus ter ultrapassado a linha do bem e entrar no mal? Como pode a sabedoria ser corrompida?
 
Fixemo-nos por instantes em Isaías. E aqui encontramos que este anjo tem um nome:
“Como caíste do céu, ó estrela da manhã (Lúcifer), filha da alva! …tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte. Subirei acima das mais altas nuvens, serei semelhante ao Altíssimo.” Isaías 14:12-14.
Lúcifer, sábio, esplêndido Lúcifer, filho da manhã. Este anjo desenvolveu uma atitude. Ele queria uma posição mais alta. Estar perto do trono de Deus não lhe era suficiente. Ele queria o trono “Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono”. Estar na presença de Deus, não lhe era suficiente. Ele queria o poder de Deus!
 
Na sua perfeição ele já era como o “Altíssimo”. Mas agora ele queria ser acima do Altíssimo, menos que isto não tinha sentido para ele. Ele queria ser mais poderoso do que o Soberano Deus. Ele queria ter mais autoridade do que o Senhor Criador. Ele queria ser mais exaltado do que o Todo Poderoso.
Foi assim que tudo começou, como o mais poderoso anjo iniciou a sua trágica queda, a queda que arrastou outros anjos com ele.
 
Ao mesmo tempo que é revelado o sentimento deste anjo conspirador, vê-se também o sentimento do Soberano que está sentado no Trono e que é o Criador!
 
O apóstolo João deu muita ênfase no seu livro do Apocalipse aos sentimentos de Deus no livro do Apocalipse. Mas fez algumas referências noutros livros:
“…o amor é de Deus. Quem ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” I João 4:7
 
“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou.” I João 4:10.
 
“Deus é amor.” I João 4:8.
São João diz-nos que Deus é amor. Este é o fundamento do Seu governo. Amor era o que rodeava Lúcifer. Mas Lúcifer virou as costas ao amor. Ele fixou-se na sua própria glória e olhava cada vez menos para o amor de Deus. E começou um círculo vicioso. Quanto menos amor sentia, mais e mais necessidade tinha de se exaltar a ele próprio e o amor morreu.
Finalmente, Lúcifer começou a ver Deus como um rival! Na sua mente começou a criar o cenário de que Deus era como um inimigo. O profeta Ezequiel 28: 6: “Pois que consideras o teu coração como se fora o coração de um deus.”
 
Diz-nos que este anjo se revoltou porque se queria tão sábio como Deus. Porque teria Deus todo o poder e autoridade? Lúcifer começou a pensar que poderia fazer tão bem como Deus, ou melhor!
 
Imaginem a perturbação que isto provocou no céu. Imaginem que naquele lugar entrou a inveja e a malícia onde tais sentimentos nunca tinham existido!
 
Nunca se tinha posto em causa a sabedoria e o amor de Deus. E de repente, este brilhante Lúcifer, este querubim que habitava perto do trono de Deus. Estava ciumento porque Deus tinha toda a glória.
 
É verdade que ao mesmo tempo ele admitia a maravilha que era de ter sido criado como ser para obedecer a Deus. Mas o conflito estava instalado na sua mente. A ideia prevalecia, e ele convenceu-se que a revolta contra Deus era o melhor para o Universo.
E quanto mais se questionava mais brilhante lhe parecia a ideia. E isto encheu-o de orgulho. E o orgulho cortou os laços de amor que o prendiam a Deus. aparentemente tudo continuava na mesma e ele começou a falar a outros anjos dos seus pensamentos e muitos foram persuadidos a juntarem-se a ele numa rebelião contra Deus. Um terço dos anjos juntou-se a ele reafirmando que ele tinha direito de governar o Universo. E houve uma grande batalha junto ao trono de Deus.
Agora vem a resposta de Deus. Que faria Deus com Lúcifer? Que atitude tomaria perante este desafio? Muitos desejariam que Lúcifer fosse simplesmente destruído. Porquê? Porque se ele foi a origem do mal, se Lúcifer foi ele próprio a pôr em causa o amor de Deus, porque razão seria poupado? Porque não destruir o mal antes de qualquer oportunidade de ele se espalhar por todo o lado? Porque não eliminar o mal antes que ele se espalhasse por outros mundos?
 
É uma boa questão. Porque é que Deus não executou Lúcifer? Pensemos por um momento. Pensemos o que teriam dito todos os anjos que tivessem presenciado essa destruição.
 
Suponhamos que o Primeiro-ministro de repente é atacado por alguns dos seus ministros, acusado de arbitrário e ditador. Dizem que o Primeiro-ministro não está interessado no bem-estar dos cidadãos e que usa o seu poder para realizar os seus próprios objectivos.
Agora imaginemos que o Primeiro-ministro diz que esta acusação é falsa. E como tem poder pode demitir todos estes ministros que o acusam e dar-lhes ordens de ficar em silêncio. Não se deve falar mais do assunto. Isto tem acontecido nalguns países. E este Primeiro-ministro é considerado “ditador”.
 
Deus não podia aceitar no seu coração a ideia que todos os seus seres pensarem que Ele é um ditador, porque o não é. Então erradicar a oposição não seria a melhor solução, porque Deus não seria amado mas temido.
Deus escolheu a atitude mais sábia. Ele permitiria que o pecado existisse no universo por um período de tempo. Quando fosse demonstrado que a rebelião contra Deus não tinha trazido a felicidade prometida por Lúcifer, mas ao contrário a fraqueza, a tristeza, a doença, os desastres, quando todo o Universo pudesse ver que o que Deus trazia era vida e que Lúcifer o que trazia era morte, então e só então Deus destruiria Lúcifer.
A resposta de Deus em si, já era a prova do Seu amor. O amor leva às vezes algum tempo a ser demonstrado. Porque o amor é uma música que se toca com cordas de gentileza e bondade, não com cordas de castigo e força.
Não nos podemos esquecer que Lúcifer era o primeiro desafio ao próprio Deus, um desafio que se relacionava com o modo de agir de Deus. Lúcifer reclamava que era alternativa, a melhor solução para governar o Universo. Ele reclamava que o poder de Deus era arbitrário. Se Deus o matasse, será que tinha resolvido o assunto?
 
O amor é o contrário da vingança.
O amor é o contrário da força.
O amor deixa que as pessoas vejam as coisas com os seus próprios olhos e decidam por elas próprias.
Deus deseja o nosso amor, mas que O amemos como Ele é.
Só o podemos escolher se tivermos liberdade total para escolher.
Deus porém, tinha colocado limites às pretensões de Satanás. E no céu já não havia lugar para ele.
Satanás foi banido do trono de Deus, da glória de Deus. Mas ele não deixou o céu de boa vontade. Ele tentou desafiar os limites de Deus. Por isso houve guerra no céu. 
 
João escreveu: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, que engana a todo o mundo. Ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” Apoc. 12:9.
Esta é a história triste de Lúcifer. Isto foi o que aconteceu quando o orgulho e a cobiça criaram raízes dentro do melhor e a criatura mais luminosa no céu.  
 
Satanás foi excluído de céu. E isso também é parte do amor. Amor não força ou manipula, mas amor confronta quando necessário. Amor fixa limites.
A Terra une-se ao Conflito 
Isto apresenta contudo outra pergunta. Que fez este planeta de particular, para se envolver neste conflito? Será que foi criado como um espaço vazio para Satanás? Foram sentenciados os seres humanos a sofrer debaixo do seu domínio?  
O livro de Géneses diz que quando Deus criou este mundo tudo era “bom”, e isso incluiu os primeiros seres humanos. Tudo era perfeito no Éden: “E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra…E viu Deus que era bom…E fez Deus os dois grandes luminares… E viu Deus que era bom…Façamos o homem à nossa imagem conforme à nossa semelhança…macho e fêmea os criou…E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom.” Génesis 1
 
Mas Deus fez os seres humanos livres, morais, da mesma maneira que Ele tinha feito os anjos com a capacidade de escolha livre. Eles poderiam escolher escutar a Deus ou não escutar, ou até escutar outra voz!
 
Quando Eva vagueava no Jardim olhou para a Árvore proibida do Conhecimento de Bem e Mal, Satanás, disfarçado em serpente, teve a oportunidade para espumar mentiras. Eva disse que Deus lhe tinha dito que se comesse do fruto daquela árvore morreria. Mas Satanás respondeu: 
“Tu (podes crer) não morrerás… Porque Deus sabe que no dia que comeres serão abertos os teus olhos, e serás como Deus, sabendo o bem e o mal “Génese 3:4,5.
Satanás estava a dizer essencialmente, “Tu terás mais felicidade se me seguires. Deus está restringindo a tua liberdade “. Tragicamente, Eva e o marido Adão aceitaram a mentira. Hoje nós podemos ver os resultados daquela mentira ao redor de nós. A alternativa de Satanás não é nada do que a serpente no Éden anunciou. Nós estamos num planeta em rebelião, num planeta cheio de decadência e morte.
Depois Adão comeu da árvore proibida, e algo aconteceu assim que comeram ficaram possuídos pela culpabilidade e ansiedade. Quando Deus veio e os procura no jardim, eles esconderam-se da face do Senhor. E nós nos temos escondido desde então.
Pecado produz alienação entre nós e Deus, alienação entre pessoas. Foram plantadas as sementes da primeira guerra nos corações dos pais do género humano quando eles pecaram. Por isso há abusos nos lares; por isso há hostilidade neste mundo o pecado infectou o coração humano.
Esta é a resposta à pergunta fundamental porque temos o mundo que temos de sofrimento e de tragédia.
A Origem de Sofrimento 
Jesus enfatizou aquela resposta em um das parábolas. Em Mateus 13:24, Jesus falou sobre um campo que foi cultivado perfeitamente e foi preparado para semente. E Ele pintou um homem bom que plantou a semente no campo e estava à espera de uma colheita abundante. Mas, algum tempo depois um criado descobriu que ervas daninhas tinham aparecido no campo de trigo, e ele fez a pergunta: 
“Senhor, não semeaste boa semente no Teu campo? Como tem tanta erva?” Mateus13:27
Esta é a pergunta que toda a gente faz e enfrenta nalgum momento da sua vida. Se Deus é bom, se Ele fez um mundo para que os Seus filhos sejam felizes, porque razão há tantos espinhos? Tanta tragédia? Na parábola de Jesus o mestre respondeu aquela pergunta muito simplesmente. Ele disse: ”Um inimigo fez isto”. 
 
A Bíblia identifica este inimigo como Satanás. Ele é o que se rebelou contra Deus e semeou o problema de pecado. Na Escritura, o diabo não é ma fada – figura de contos – com cauda a terminar em flecha e forcado na mão. Ele é um ser de realidade que causa tragédias reais. 
 
E cada um de nós sabe por experiência o que isto significa! O diabo age hoje como agiu então com Eva. Ele usa sempre a mesma estratégia! Mas podemos ter uma certeza a sua estratégia terá um fim:
Apocalipse revela este fim:  
“E o diabo que os enganou foi lançado no lago de fogo e enxofre” (Revelação 20:10). 
 
Isto é o destino que espera este querubim. Ele será finalmente, completamente, e totalmente destruiu. 
Deus não nos abandonou ao nosso destino porque o género humano se rebelou contra Ele. Desde o começo quando o pecado entrou no nosso mundo, Deus tinha um plano. Ele nos mostrou um modo fora. Olhe Géneses onde Deus deu para uma mensagem de advertência à serpente que seduziu o Adão e Eva.
“E eu porei inimizade entre você e a mulher, e entre sua semente e a Semente dela; Ele contundirá sua cabeça e você contundirá o salto de sapato” Géneses 3:15. 
A promessa de Deus é que nós não temos que continuar a ser vítimas da serpente. Ele porá inimizade entre nós e o mal. Nós poderíamos obter poder para sair da opressão. Como iria isto acontecer? Aconteceria pela descendência da mulher, o prometido. Ele destruiria o poder opressivo de Satanás. 
Apocalipse 12 ressoa a mesma grande garantia. é o capítulo que apresenta o quadros que grande guerra no céu. E mostra Satanás como um grande dragão que tenta enganar e perseguir seguidores de Jesus. Também apresenta o modo dos cristãos confrontarem Satanás: 
“E eles o superaram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho “ Apocalipse 12:11.
 
O sangue do Cordeiro é a arma que supera toda a força de Satanás.   Se a nossa questão é: Porque razão não fez nada para destruir a causa do pecado, a raiz! A resposta é: Deus fez e fez muito: Jesus Cristo!
Agora somos nós que devemos fazer a nossa parte, e esta é a nossa decisão, é tudo o que devemos fazer, temos que fazer a grande escolha. Nós temos que escolher entre duas forças neste mundo. Uma força tentará nos se transformar em animais malignos. Outra força trabalhará para enobrecer nossos corações. 
Nós temos que escolher entre orgulho e amar, entre egocentrismo e servir Deus. Nós temos que escolher entre abrir nossos corações e fechar nossos corações. Nós temos que escolher de que lado estamos. Em todo o coração há um trono. Em todo o coração há uma batalha pela supremacia. Em todo coração há uma luta pelo controlo. 
Aquela guerra que começou no céu é um conflito que alcança os nossos corações. As linhas de batalha nem sempre se distinguem claramente, mas são linhas de batalha. Duas forças estão colidindo. Eles conduzem em direções opostas. E nós fazemos escolhas importantes de quem será o senhor nas nossas vidas.
José Carlos Costa, pastor