quarta-feira, 13 de junho de 2012

Eliseu Fez o Machado Flutuar

Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! II Rs 2:11. Eliseu viu a manifestação de Deus em seu ministério.

E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito. Vamos, pois, até ao Jordão e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar para habitar. E disse ele: Ide. E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei. E foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortaram madeira. E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor, ele era emprestado. E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro. E disse: Levanta-o. Então ele estendeu a sua mão e o tomou. II Reis 6:1-7

Eliseu profetizou aos Reinos do Norte de Israel: Jorão, Jeú, Jeoacaz, e Jeoás (Joás). Era filho de Safate de Abel-Meolá, se tornou assistente e discípulo de Elias -1 Reis 19:16 -19 - e depois que Elias foi levado ao céu num redemoinho, foi aceito como o líder dos filhos de profetas. Ele possuía, de acordo com o seu pedido, "uma porção dobrada" do espírito de Elias. Durante sessenta anos (892-832 aC) ocupou o cargo de profeta em Israel. O seu nome significa "Meu Deus é a salvação".

A escola dos profetas funcionava na casa de Elias, um lugar pequeno e modesto que se tinha tornado exíguo para tantos seguidores. Estes então sugerem construir um outro lugar de reuniões, próximo ao Rio Jordão. Enquanto trabalham na construção, o machado usado por um dos profetas, solta-se das mãos e cai nas águas do Jordão. Eliseu é chamado para resolver o problema e resolve: corta um pedaço de madeira, lança-o nas águas e o machado flutua. A passagem diz: “flutuou o ferro” o que me leva a crer que o motivo da perda do machado foi devida a este ter-se solto do cabo. O destaque para o ferro também pode ter a intenção de evidenciar o milagre: já que é impossível ferro (sem qualquer força motriz) flutuar na água.

Construir a casa
A madeira usada na construção da casa para escola dos profetas, representa o homem que necessita ser moldado para exercer o ministério: “Cada um de nós, uma viga” (6:2). Jesus disse: “ Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, daí jamais sairá” (Ap 3:12 a). Contudo, para se alcançar o estágio de ser viga e coluna é preciso se deixar moldar pelo Machado que é a Palavra de Deus. Ele corta as arestas, esmiúça a madeira bruta para torná-la em algo útil. No livro do profeta Isaías Deus diz: “Porventura gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele? Ou presumirá a serra contra o que corta com ele? Como se o bordão movesse aos que o levantam ou a vara levantasse o que não é um pedaço de madeira?” Is. 10:15.

Nenhum homem tem força em si mesmo para a obra de Deus. D´Ele vem a força e providência para o viver. Ele corta com os que cortam com Ele. Ele opera através dos que O recebem no coração e mesmo os que Ele se mantêm alheios, recebem da Sua Palavra a graça para estarem em pé. João 19:11: “Nenhum poder terias contra mim se do alto não te fosse dado” (Jesus para Pilatos). A palavra de Deus é esse Machado a moldar madeiras para o Seu ministério e também para ceifar “os troncos, as vigas” que se negam a servir de bênção escolhendo o caminho do mal: “E também agora, está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bons frutos é cortada e lançada no fogo” Mt 3:10. Aqui vemos machado como juízo de Deus.

O machado caiu na água
Por que teria caído? Faltou firmeza entre o cabo e o machado? O cabo teria ficado nas mãos do profeta e só o ferro teria ido parar na água? Foi o machado inteiro (cabo e a lâmina) que escapou para o rio? O fato é que em algum momento, o profeta deixou de ser instrumento de cortar. Ele parou enquanto os demais continuaram. Através da Providência Divina, e tão-somente através dela, ele teve o machado de volta. Não fora a unção de Eliseu para o fazer flutuar! O rio Jordão é de águas profundas e grande extensão, certamente o descuido do profeta iria acarretar um preço já que o machado era emprestado.

Nalguns momentos das nossas vidas, podemos parecer-nos com esse profeta que perdeu o machado. Distantes de Deus, sem nos deixar moldar, recusando a sermos instrumentos de bênção, de trabalho para o reino. É quando perdemos a força e o vigor. “Eliseu cortou um pedaço de madeira e o lançou nas águas e fez nadar o ferro” (6:6). Foi preciso que a madeira entrasse nas águas do Jordão para que o machado flutuasse. A madeira no rio representou o restabelecimento da comunhão, o homem nascido novamente pelas águas do baptismo, o homem lavado e colocado de pé após ter-se desviado. Eliseu foi o intercessor, uma representação de Cristo Jesus que ouve o clamor dos corações e se dispõe a transformá-lo.

Pedaço de madeira cortado, atirado nas águas do Jordão é o homem pecador, de coração quebrantado, disposto a iniciar uma nova vida pela fé em Cristo Jesus, Aquele que pode e quer “fazer o machado flutuar”.

O machado era emprestado
O Machado (Deus), molda a madeira (homem) para o serviço ministerial. Esse moldar inclui a capacitação através de dons e talentos. Cada servo de Deus recebe do que Lhe é próprio para exercer mordomia: “Cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra” I Cor 7:7. E outra vez diz apóstolo Paulo: “ ministro pelo dom da graça de Deus que me foi dado segundo a operação de seu poder” Ef 3:7. A igreja de Cristo é uma reunião de vigas que se mantêm firme pela força do Machado que trabalhou ( e trabalha) nelas de modo a capacitá-las para sustentação da casa (ministérios). O interessante disso tudo é que apesar da força cortante do machado, ele precisa de mãos para movê-lo. Deus deu ao homem esse imensurável chamado de propagar as Boas Novas do reino de Deus. De convidar seus irmãos para reunião solene, o banquete celestial preparado para os que vivem pela fé no Filho de Deus.

“Porque não foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro de que falamos; mas em certo lugar, testificou alguém, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres? Ou o filho do homem para que o visites? Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituísse sobre as obras de suas mãos” Hb 2: 5-7. O homem (madeira) precisa está ligado ao ferro do machado (Deus). Machado sem cabo, sem mãos para operar é igual vida sem Deus: infrutífera.

Machado nas mãos de falsos profetas
É instrumento de destruição. Essa é uma realidade. Falsos profetas se utilizam da palavra de Deus de forma inescrupulosa para benefício próprio e acabam causando tantos males que podem ser comparados a machados cortando madeiras para serem amontoadas em fogueiras. A boa notícia é: “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. Jó 14:7. Ainda há esperança para vítimas de falsos mestres, “é deixar lançar no Jordão pelas mãos de Eliseu”.

E disse Eliseu: Levanta-te!
Então o homem estendeu a mão e tomou o machado (6:7). Ou glória! Comunhão restabelecida, pronto para ser instrumento de Deus nessa terra e cidadão do céu! Ele precisou ir a Eliseu para poder se levantar novamente. Jesus é o que ouve nosso pedido de socorro, homens aflitos, tal qual madeira quebrada lançada no Jordão. Ele É essa resposta que cura, acalenta, acalma e põe de pé novamente para uma nova vida.

Oro para que o Espírito Santo do Senhor o/a lhe tenha falado através destas palavras a ser um/a servo/a que a Deus para cortar afinadamente na sociedade da nossa época. Tal como Eliseu que depois de morto, ainda contribuiu para trazer de volta à vida um cadáver que caíra na sua sepultura: “E caiu um homem morto na sepultura de Eliseu e tocando ele nos seus ossos, reviveu e se levantou sobre os seus pés” II Rs 13:21. O machado continuou a cortar, operando através da vida do profeta, instrumento de Deus que firmou as mãos e se entregou ao Carpinteiro Jesus para ser madeira .

segunda-feira, 11 de junho de 2012

PORQUE CHORAS?

PRECE: Senhor Deus nós nos achegamos a Ti, nosso compassivo Redentor; e rogamos-Te, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho. Nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que se achegam a Ti. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja connosco, esta noite e sempre. Por Jesus. Amém.

Eram paragem obrigatória de turistas, símbolo máximo da economia ocidental e, com os seus 417 metros, duas das mais altas torres do mundo. Mas tudo isso foi antes do dia 11 de Setembro de 2001. Agora, as Twin Towers não passam de uma recordação que dificilmente se apagará da memória de todos os que, directa ou indirectamente, viveram a tragédia.

O dia mal tinha começado na costa Leste dos Estados Unidos. Eram precisamente 8h45, horas locais, mais cinco em Portugal, quando um avião comercial, um Boeing da American Airlines, embateu na torre Norte do World Trade Center, na Baixa de Manhattan.

Um ´acidente´ que parecia impossível. De olhos postos nos céus de Nova Iorque, 18 minutos depois, o mundo assistiu, em directo, ao embate de outro Boeing na torre Sul, vendo a realidade ultrapassar a ficção. E percebeu que não era acidente e sim um acto do mais cruel terrorismo.

O mundo ficou em suspenso. Famílias de todo o mundo começaram a telefonar. De um momento para o outro toda a gente tinha um familiar que ou estava de visita às Torres ou lá trabalhava… a resposta era invariavelmente: ”desaparecido”. Depois, sim depois os caixões cobertos com a bandeira Americana levaram muita gente a parar para reflectir sobre a vida e a morte, e em como confortar as famílias dos que morreram.

Talvez este acidente tenha sido muito longe de nós! Recordamos com maior dor o que se passou na “Ponte da Morte” ou a Ponte de Entre Rios, fez um ano recentemente. Temos as imagens dos corpos que eram retirados do rio, os caixões, os cemitérios, as flores lançadas ao rio em memória de 36 corpos que não foram resgatados ao rio Douro.

O primeiro princípio que a Bíblia apresenta pode não parecer tão encorajador à primeira vista. Ele é, de facto, triste. Em Génesis 3, descobrimos certos aspectos da vida que Deus revelou a Adão e Eva imediatamente após o pecado e a morte entrarem em cena: "No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra; pois dela foste formado: porque tu és pó e ao pó tornarás." Génesis 3:19

As Escrituras enfrentam a morte humana abertamente. Elas não tentam imaginar a morte distante. Noutras passagens bíblicas o homem é descrito como "um sopro que passa e que nunca mais volta", ou uma "flor que murcha".

Mesmo no Novo Testamento encontramos esta aceitação da natureza passageira da existência humana. Tiago escreveu isto para alguns dos seus arrogantes contemporâneos: "... que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa". Tiago 4:14

Uma neblina que se dissipa. E o que mais chama a atenção de quem conhece a Palavra de Deus é que em nenhum lugar da Bíblia encontramos passagens sobre a imortalidade da alma do homem, ou que o espírito que nos anima é eterno, depois da morte do corpo. Tais frases não estão na Bíblia.

Mas muitas pessoas associam a ideia de que a imortalidade da alma é de origem cristã; e cristãos procuram animar outros cristãos com a ideia de que a alma é imortal! Mas as Escrituras deixam muito claro que por causa do pecado o homem é sem excepção, mortal. Ou seja, que quando o corpo morre, acaba todo o tipo de vida que animava esta pessoa! Será que isto quer dizer que não existem bases para a esperança além-túmulo? O nosso destino eterno é o pó?

Ah, queridos amigos, a Bíblia, na realidade, está repleta de esperança como iremos ver; mas ela dirige tal esperança numa única direcção. Ouçam esta entusiástica oração de Paulo: "...bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita na luz inacessível..." I Timóteo 6:15,16

Reparem no texto, "o único que possui imortalidade". Este é o ponto de partida da esperança na Bíblia. Só Deus é imortal. Esta é a primeira resposta que devemos procurar!

Quando procuramos perceber o significado da vida e da morte, (aqueles caixões cobertos com bandeiras), devemos buscar esperança somente em Deus.

Se assim não for é fácil mergulhar no desespero e aceitar teorias erradas. Há pessoas que tentam até captar algum traço de uma vida anterior, e colocam as suas esperanças na reencarnação. Porém, essa ideia pouco a pouco torna-se para muitas pessoas, em angústia e medo. Começam a ver vultos em casa, a ouvir vozes de pessoas que já morreram. E isto torna-se tão doloroso!

Recordo-me quando era jovem, a minha irmã vivia apavorada porque via em nossa casa a cabeça de pessoas mas não via o resto do corpo. A minha mãe ouvia correntes arrastarem-se à noite diante da porta da nossa casa. Recordo-me de ter visto coisas tão estranhas, não quero falar sobre isso. Eu sei que muitos dos que me ouvem, sabem por experiência pessoal do que estou a falar. Vocês também têm sofrido, estou seguro!

A Bíblia é clara, meu amigo: somente Deus é imortal. Nossa esperança está n’Ele e em mais nada. Encontrar um caminho para o além da sepultura, só é possível em Deus, na Palavra de Deus e com a ajuda do Espírito Santo.

Reconheço que para uma pessoa que ouviu falar que a alma vai para o Céu, para o Inferno ou para o Purgatório pode parecer que a Bíblia é difícil de compreender quando diz: “Tu és pó e ao pó tornarás”. Tal facto pode parecer um problema demasiado grande para muitas pessoas. Afinal, Deus, o único eterno, é também descrito como O que habita na luz inacessível.

Bem, é aqui que é apresentado o segundo grande princípio da Bíblia sobre a imortalidade. O apóstolo amado proclama alto e claro: "...que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Seu filho. Aquele que tem o filho tem a vida; aquele que não tem o filho de Deus não tem a vida." I João 5:11,12

Esta imortalidade que habita na luz inacessível desceu à Terra. A vida eterna veio até nós na pessoa de Jesus Cristo. É como se as riquezas infinitas do Céu fossem condensadas num presente brilhante. E esse presente é Cristo, o Filho de Deus. A imortalidade é a dádiva que Ele nos traz da parte do Seu Pai. O apóstolo João esclarece ao dizer: se tiver o Filho, tem a vida; se não O tiver, não tem a vida.

A Bíblia torna a imortalidade uma questão de relacionamento. É uma coisa pessoal entre si e Cristo. É uma escolha: ao aceitá-LO, somos recebidos na vida eterna. Esta é a resposta que cada um de nós precisa, hoje; uma resposta pessoal, individual.

Aqueles homens, mulheres e jovens que morreram nas Torres de Nova Iorque, ou os que ficaram no fundo do rio Douro. Foram cada um, um coração que pulsou, uma história, um rosto, eles sentiram que tinham um encontro com a morte, mas o mais importante é que eles tenham tido durante as suas vidas um encontro com Jesus.

Um soldado que esteve na guerra do Golfo Pérsico, quando o Iraque invadiu o Koweit, ao embarcar foi entrevistado por um jornalista, que lhe perguntou:

– Tens medo de morrer nesta guerra?

O soldado respondeu:

– Se houver uma bala por lá com o meu nome, tudo bem, será a minha vez. O que me preocupa é saber se o meu nome está no livro da vida.

Quando li esta entrevista, pensei que o soldado americano se referia a esta passagem: “Abriu-se outro livro, que é o da vida… O mar entregou os mortos que nele havia, a morte e o túmulo deram os mortos que neles havia… E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.” Apocalipse 20:12-14

Este jovem, se tivesse de morrer, não queria que o seu nome fizesse parte apenas de uma estatística. Ele queria que o seu nome estivesse no livro da vida! Ou seja, ele tinha dado a vida a Jesus e confiava.

Ele acreditava que se o seu nome fizesse parte da lista de baixas, não fosse apenas um número nas estatísticas dos que morreram na guerra! Ele sabia que há um Céu a ganhar e um Inferno a evitar. O Céu só se ganha aceitando Jesus como Salvador pessoal. O Inferno só se evita, aceitando Jesus como Salvador! Este soldado conhecia a passagem que vem a seguir a esta que lemos: “E vi um novo céu, e uma nova terra… e ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.” Apocalipse 21:1,3

Sabem, quando aceitamos Jesus como Salvador, significa que já não seremos julgados no Juízo Final. O nosso julgamento é na Cruz, e não pode haver condenação eterna para o pecador que é julgado na Cruz, assim como não houve para o ladrão arrependido, porque o condenado já foi julgado: Jesus tomou na cruz o lugar dos arrependidos!

Este jovem soldado amava as notícias que Jesus tinha vindo trazer a esta Terra. Ele sabia que a vinda de Jesus à Terra era o modo de Deus dizer: "meus filhos, vocês são tão importantes para mim, sim, cada um individualmente. Quero conhecer cada pessoa que nasce na Terra, quero ter uma relação pessoal com cada pessoa, e quero que Me aceitem para que possamos desfrutar juntos a vida eterna". O soldado queria estar no livro de Deus, no livro da vida!

Que triste haver tanta gente, gente tão boa, gente que se preocupa com a família, não querem que nada falte aos seus filhos. Mas esquecem o presente que o Pai do Céu tem para oferecer aos Seus filhos. Quem é o pai ou mãe que não ficaria triste se os filhos recusassem os seus presentes... mas estão tão pouco preocupados com o presente de vida que o Pai do Céu tem para cada um?!

Deus percorreu grandes distâncias para nos dar segurança sobre como podemos ter esperança além da morte. Vejam o que o Salvador disse: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” João 5:24

O apóstolo Paulo diz o seguinte sobre o Filho de Deus: "a imagem do Deus invisível" e continua: "porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis..." Colossenses 1:15,16

Jesus Cristo é o Criador. É Ele quem nos dá a garantia da vida eterna. Foi Ele quem fez todas as criaturas que povoam a Terra. Ele é Aquele que formou Adão do pó da terra. E amigo, Ele é aquele que nos chamará de novo do pó, nos levantará da morte e dará a vida eterna pelo Seu poder! Ele pode fazer isso.

Homens e mulheres que enfrentam os horrores de ver um filho morrer, a esposa, o marido, o pai a mãe, ou um irmão ou irmã descer ao túmulo precisam saber a verdade luminosa de Deus, a verdade que traz paz! Como é difícil para a mãe, irmão ou esposa que choram um ser querido que morreu, agarrar-se à esperança, se continuam a crer que este ente querido anda a errar no espaço, entre o céu e a terra! Como podem agarrar-se à esperança, se não lhes ensinaram as coisas correctas? O correcto é o que diz a Palavra Santa. Esta é a única Palavra Santa!

Há pessoas a quem foi ensinado que os mortos podem andar errantes, tristes, a sofrer porque têm alguma coisa a pagar, que querem falar com a família porque têm algum pecado a espiar!

Há uma passagem bíblica que nos ilumina: “Porque os vivos sabem que hão-de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma… mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. O seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram…Tudo o que te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, pois na sepultura, para onde vais, não há obra, nem projectos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:5,6,10

Jesus virá no dia final, para julgar os vivos e os mortos mas os que tiverem o nome no Livro da Vida, Jesus os chamará como chamou Adão e como chamou Lázaro que esteve morto quatro dias, já cheirava mal, estava em decomposição. Jesus pode criar do nada. O segredo para ter vida eterna é ter o nome no Livro de Deus. Não procure a imortalidade numa alma imperecível; não tente ouvi-la no sussurrar de algum espírito, porque então o que ouvirá é a voz do inimigo, a voz do Acusador, do Enganador.

Pense comigo, “quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho não tem a vida.” I João 5:12 Já sente o Filho de Deus no seu coração?

Vou abordar um outro aspecto. Algumas pessoas perguntam: Qual é o tipo de vida que existirá depois da sepultura, quando Jesus vier para nos ressuscitar para a vida eterna, a nós que estivermos no livro da vida?

Quando Deus soprou o fôlego da vida em Adão, ele tornou-se um ser consciente. O grande engano que Satanás tem espalhado é o seguinte: fazer acreditar que a imortalidade é algo gerado dentro de nós.

Esta ideia não sugere vida após a morte, mas o contrário, sugere morte após a morte. As Escrituras oferecem uma figura bastante definida da vida eterna no Céu com Deus e com nossos entes queridos. A Bíblia fala dum lugar real para a vida real com relacionamentos reais. A vida recomeçará num tempo concreto e preciso, no tempo cronológico.

O apóstolo Paulo, ao explicar à Igreja como será a Segunda Vinda de Jesus, diz: "...nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.” I Coríntios 15:51-53

As Escrituras não dizem que flutuaremos para dentro das nuvens. A Bíblia diz que Cristo nos recriará e seremos revestidos com a imortalidade. Será aí que o dom da vida eterna se transformará numa realidade física. Do pó da sepultura nos levantaremos para a vida eterna, pensando, sentindo como seres humanos completos, libertos do corpo de pecado que agora temos. Isto não será uma experiência extracorpórea.

Paulo descreve-a de maneira maravilhosa: "Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. ...Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo carnal (tendência a pecar), ressuscitará corpo espiritual." I Coríntios 15:42-44

Cristo, o Criador, nos dará novos e maravilhosos corpos na Sua vinda, corpos infinitamente melhores que os que temos agora, corpos que, como Paulo diz "terão a semelhança do homem do céu". Esta é a esperança que a Palavra de Deus oferece a cada um de nós. E esta é a esperança que o nosso mundo precisa desesperadamente. Idosos e adultos, jovens e meninos devem saber que há uma ressurreição, uma ressurreição para a vida física real. Quem perdeu os seus familiares pode ter a certeza que existe um Céu, um Céu verdadeiro onde encontraremos os nossos queridos.

Numa guerra, quase há dois séculos, numa época em que os exércitos de Napoleão atacavam quase toda a Europa, um dos generais de Napoleão fez um ataque surpresa à pequena cidade de Feldkirch, localizada na fronteira da Áustria. O povo olhava pelas janelas e via um enorme grupo de soldados franceses a marchar pelas lindas colinas perto da cidade.

Um conselho de cidadãos foi convocado às pressas e começou a debater nervosamente se deveriam render-se imediatamente ou tentar alguma defesa. A situação parecia desesperadora. Mas o velho pastor da igreja levantou-se diante do conselho e declarou:

"Hoje é o dia da Páscoa. Estamos a contar com as nossas forças e elas são insuficientes, fracassaremos. Hoje é o dia da ressurreição do Senhor. Vamos realizar o culto e tocar os sinos como de costume e deixar o problema nas mãos de Deus. Conhecemos as nossas fraquezas e não o poder de Deus".

Aquelas palavras produziram um grande efeito naquelas pessoas em Feldkirch. Decidiram aceitar o plano do pastor. Ele pregou e depois subiu à torre da igreja e todos ouviram os sinos tocarem alto e claro anunciando alegremente a ressurreição do Salvador. E aquele som ecoou pelos vales e colinas até que as tropas francesas ouviram.

Preparavam os canhões e colocavam as baionetas. Os oficiais concluíram que aquele toque repentino dos sinos significava que o exército austríaco tinha chegado durante a noite. Rapidamente levantaram o acampamento e fugiram para França. O perigo tinha passado antes dos sinos da Páscoa pararem de tocar.

Amigo, não existe melhor notícia no mundo do que a notícia da ressurreição de Cristo. Somente este evento pode dar esperança às pessoas, mesmo no meio dos horrores da guerra. Somente esse evento nos oferece a oportunidade de vida real, de vida eterna para além do túmulo.

Há dois mil anos atrás as mulheres que acompanharam Jesus do Calvário ao sepulcro onde foi sepultado, ficaram surpreendidas no domingo de Páscoa. Elas queriam ungir o corpo de Jesus, mas vejam o que aconteceu: “As mulheres que tinham vindo com Ele da Galileia, seguiram a José e viram o sepulcro, e como o corpo fora ali depositado. Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no Sábado repousaram, conforme o mandamento. No primeiro dia da semana bem cedo, elas foram ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. Acharam a pedra removida do sepulcro, mas quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus.” Lucas 23:55-56 a Lucas 24:1-3

Às vezes tenho a ideia que aquelas mulheres não foram muito corajosas enquanto Jesus levava a cruz a caminho do Calvário! Parece-me que caminhavam de forma apática, abúlicas seguem os acontecimentos. Muitas vezes isto acontece connosco, temos consciência que deveríamos fazer qualquer coisa, devemos tomar uma decisão por Jesus e seguir-Lhe as pegadas, mas parece que Satanás nos paralisa!

Porém depois que Jesus foi sepultado, estas mulheres deixaram despertar todas as suas energias de fé. Foram zelosas na observância dos mandamentos que Jesus observou. E o Sábado foi o primeiro mandamento que observaram depois do Senhor Jesus ter sido sepultado.

Depois, e assim que o primeiro dia da semana despontou, muito cedo, dirigiram-se para o sepulcro, reanimadas e fortalecidas na fé e no amor genuíno que sentiam por Jesus. Ignoravam o que se tinha passado. Entretanto, aproximaram-se do horto, dizendo: “Quem nos revolverá a pedra do sepulcro?” Sabiam que não lhes era possível afastá-la, todavia continuaram. E eis que os céus se iluminaram com uma glória que não provinha do Sol nascente. A Terra tremeu. A pedra tinha sido removida. O sepulcro estava vazio.

Enquanto se demoravam por ali, perceberam que não estavam sós. Viram um jovem de vestes brilhantes sentado ao pé do túmulo. Era o anjo que rolara a pedra. Tomara a forma humana, a fim de não atemorizar estas amigas de Jesus. Todavia, brilhava ainda à sua volta a glória celestial, e as mulheres temeram. Voltaram-se para fugir, mas as palavras do anjo detiveram os seus passos. “Não tenhais medo”, disse ele: “pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde ver o lugar em que o Senhor jazia. Ide pois, imediatamente, e dizei aos Seus discípulos que já ressuscitou dos mortos.” Mateus 28:5-7

“Ressuscitou! Ressuscitou!” As mulheres repetem e tornam a repetir as palavras. Não há, pois, necessidade de unguentos para a unção. O Salvador está vivo, e não morto. Que dia é este para o mundo! Pressurosas, as mulheres afastam-se do sepulcro e “com temor e grande alegria, correm a anunciá-lo aos Seus discípulos.”

Maria foi ao sepulcro e encontrou-o vazio. Foi ter com Pedro e João, levando a dolorosa mensagem: “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde O puseram.” João 20:2

Os discípulos correram para o túmulo e acharam que era como Maria dissera. Viram o sudário e o lenço, mas não encontraram o seu Senhor. Encontrava-se ali o testemunho da Sua ressurreição. As roupas do sepultamento não estavam atiradas com negligência, mas cuidadosamente dobradas, cada uma num lugar à parte. João “viu e creu”. Ainda não compreendia a escritura que dizia que Jesus devia ressuscitar dos mortos, mas a voz da fé falou no seu coração, e compreendeu. Jesus ressuscitou!

Prezados amigos, já alguma vez vos aconteceu, não compreenderem a Palavra de Deus, mas sentirem a voz da fé que diz: “Este é o caminho da verdade”? E quanto mais ouvem e se aprofundam na Palavra de Deus, mais e mais essa fé é forte e vigorosa. Já vos aconteceu não serem guiados pela opinião pública, mas pela bússola de Deus?

Pedro e João voltaram para Jerusalém, Maria ficou. Ao olhar o interior do túmulo vazio, o coração encheu-se-lhe de dor. Olhando para dentro, viu dois anjos, um à cabeceira, outro aos pés do lugar onde Jesus jazera: “Mulher, por que choras?” Perguntaram-lhe os anjos e ela imediatamente responde: “Porque levaram o Meu Senhor,” disse ela, “e não sei onde O puseram.”

Eu não critico Maria. Ela amava o Senhor Jesus. Ela tinha sido perdoada dos seus pecados, todos a tinham abandonado e quiseram mesmo apedrejá-la. Ela foi uma mulher da vida, uma mulher desprezada. Ela sentiu-se ninguém. Ela sentia vergonha dela própria. Mas Jesus foi o Único que não a condenou, o Único que lhe abriu os braços e onde ela pôde encontrar refúgio e a sua dignidade. Eu não critico Maria, ela amava Jesus. Alguém esta noite sente amor por Jesus? Alguém esta noite era capaz de continuar ali junto ao túmulo? Eu era!

Então se você pode estar junto ao túmulo, pode ouvir a voz: “não chores”. Os olhos dela choravam, procurava Deus ao longe. Porém, de repente, descobriu Deus perto dela. Ela voltou-se para se afastar, mesmo dos anjos, pensando encontrar alguém que lhe dissesse o que fora feito do corpo de Jesus. Foi quando ouviu uma outra voz, que lhe perguntou: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” João 20:15

Através das lágrimas que lhe obscureciam os olhos, Maria viu a figura de um Homem e pensou que fosse o hortelão, o dono daquele horto. E disse: “Senhor, se tu O levaste, dize-me onde O puseste, e eu O irei buscar.” João 20:15

Havia um sepulcro que a voz do próprio Jesus deixara vago: aquele em que Lázaro jazera. Esse sepulcro de Lázaro estava vazio porque Jesus tinha ressuscitado o seu irmão. Ela poderia levar para lá o Seu Senhor. Sentiu que cuidar desse precioso corpo crucificado seria uma grande consolação para a sua mágoa.

Mas agora, na Sua voz familiar, Jesus diz-lhe: “Maria!” João 20:16 Imediatamente ela percebeu que não era um estranho que a ela se dirigia e, voltando-se, viu diante de si o Cristo vivo. Na sua alegria, esqueceu-se que Ele fora crucificado. Saltando para Ele, como que para Lhe abraçar os pés, como já o fizera no passado, ela disse: “Raboni”. Mas Cristo ergueu a Sua mão e disse: “Não Me detenhas, porque ainda não subi para Meu Pai. Mas vai para Meus irmãos, e dize-lhes que Eu subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus.” João 20:17

E Maria pôs-se a caminho para ir ter com os discípulos, com aquela alegre mensagem. Jesus subiu às Cortes Celestiais, e ouviu do próprio Deus a afirmação de que a Sua expiação pelos pecados dos homens fora completa, de que por meio do Seu sangue todos poderiam obter a vida eterna. O Pai ratificou o concerto feito com Cristo, de que receberia os homens arrependidos e obedientes e que os amaria como ama a Seu Filho. Jesus foi ouvir isto da boca do Pai do Céu: “O varão será mais precioso que o ouro, e o homem sê-lo-á mais que o ouro acrisolado.” Isaías 13:12

O antigo código legal dos hebreus tinha um princípio fundamental que regulamentava o direito de defesa do acusado. Porque, nos tempos do Velho Testamento, a defesa do acusado era um dever tão sagrado, que o juiz se recusava a delegar esta tarefa a um advogado. Ele mesmo fazia a defesa do acusado. A enciclopédia judaica explica que: “advogados de defesa são desconhecidos no direito judeu.” O código legal pedia que os juízes “se inclinassem sempre para o lado do acusado e lhe dessem o benefício possível da dúvida.”

Imaginemos: testemunhas do crime apresentavam a acusação, enquanto o juiz promovia o caso do acusado, sempre a favor de uma absolvição. Somente quando as provas eram tão evidentes que o juiz não tinha a menor dúvida que o acusado era culpado, é que ele abandonava a defesa e pronunciava a condenação. Sistema interessante, não acha?

Nos nossos tempos, nos tempos cristãos, criou-se um outro ensinamento e por isso muitos cristãos temem enfrentar Deus como seu Juiz. Se ao menos entendessem o método bíblico de julgamento, eles perceberiam que Ele está do nosso lado!

Jesus não quis que Maria Lhe tocasse sem antes ir à presença do Pai para ouvir dos lábios santíssimos, que o Pai estava juntamente com o Santo Filho do lado do ser humano que pecou, mas que se arrepende sinceramente. A questão fundamental é esta, quem nos acusa? Se Deus Pai e Deus o Filho nos defendem, quem nos está a acusar? Sim, acertou – o diabo! A Bíblia diz: “aquele que acusa os irmãos”, aquele que “nos acusa perante Deus dia e noite,” como podemos ver em Apocalipse 12:10

Satanás está com ciúmes, porque aqueles que aceitam a defesa de Jesus irão para um lugar onde ele já foi o anjo mais importante, o príncipe dos anjos: o Céu. Por isso, ele acusa os filhos de Deus de serem inaptos para passarem pelos portões de pérolas. Se ele vai ser destruído porque Deus quer acabar com o pecado e com a morte, Satanás diz: “o ser humano está do meu lado. Também pecaram e devem sofrer o meu destino. Eles não são merecedores.”

Realmente nós não somos merecedores! Então como é que iremos escapar das acusações do inimigo? Observe o que está escrito em Apocalipse 12:11 “e eles o venceram pelo sangue do Cordeiro.”

Deus não pode negar a alegação de Satanás de que somos imperfeitos, que estamos longe do Seu ideal. Mas no sangue derramado na Cruz do Calvário, o nosso Juiz encontra as provas de que precisa para nos defender e nos declarar inocentes.

Portanto, em nome de Cristo, Deus rejeita as acusações de Satanás. Ele endossa a promessa de salvação que nós vivemos em Jesus desde que O aceitamos. Esta compreensão do julgamento de Deus faz-nos sentir confiantes quanto à nossa salvação em Cristo. Emocionante! Não acham?

Apelo: Meu amigo, minha amiga! “Porque choras?” Foi a pergunta que Jesus fez a Maria. Esta noite Jesus ainda faz a mesma pergunta: “Porque choras?” Ainda não confiou a sua vida a Jesus? Se ainda não colocou a sua fé no Seu sangue salvador, apelo de todo o meu coração para que o faça hoje, agora, neste mesmo instante! Porque a vida é efémera e sem Cristo não há vida eterna!
Música Débora
QUANDO ESTÁS AQUI

Quando estás aqui, tudo é diferente
Teu amor nos move a Te adorar
Quando estás aqui, Teu poder transborda
Tudo é tão precioso neste lugar

Coro
Calma e paz envolvem nossa casa
Como se o tempo aqui parasse,
Contigo.
Fica bem aqui, bem ao nosso lado
Seja eterno o tempo quando estás aqui.

Calma e paz envolvem nossa casa
Como se o tempo aqui parasse,
Contigo.
Fica bem aqui, bem ao nosso lado
Seja eterno o tempo quando estás aqui
Seja eterno o tempo quando estás aqui.

José Carlos Costa
Pastor

domingo, 10 de junho de 2012

UMA ALIANÇA PARA A VIDA

A Bíblia é a Palavra de Deus. Tudo o que está escrito nela, representa a vontade de Deus, na qual acreditamos que é o melhor para o homem. Tudo aquilo que está na Bíblia, se for seguido, trará alegria e sucesso para a vida do homem.

Gén 2.18, 24.
V. 18 “não é bom que o homem esteja só”, o homem não está completo. Não é uma questão de solidão. Intrinsecamente o homem e a mulher forma a raça humana.
v. 24 Estas palavras exprimem a mais profunda unidade física e espiritual do homem e da mulher e representam a monogamia como a forma de matrimónio estabelecido por Deus.

“deixar o pai e mãe” não significa abandono dos deveres filiais e do respeito devido aos pais, refere que a esposa é a primeira no afecto do esposo e o seu primeiro dever é para ela. É um amor que excede mas não desaloja.

O casamento é o projecto de Deus. Hoje está a concretizar-se o projecto de Deus entre o .......e a ........., como Marido e Esposa.

Mas não é só o plano de Deus, também é o vosso sonho. O vosso sonho é o sonho de Deus.

Sem o casamento, não existe a família, sem a família a sociedade está falida.

Alguns dizem que casar não é bom. Dizem porque não sabem ou não souberam como devem fazer para viverem casados.

Muitos casam a pensar que viverão a vida de solteiro, então acham que serão servidos pela mãe, cuidados pelo pai, que terão plena liberdade, mas na verdade, o casamento tem o propósito diferente. Quem casa deve saber que casou com o propósito de fazer o outro feliz, de servir, e de cuidar do outro.

O casamento é tão importante para Deus, que Ele mesmo resolveu casar. Jesus nomeou a Igreja como noiva Dele, e assume o papel de Noivo. A Bíblia trás várias passagens sobre o casamento de Jesus com a Igreja.

Mas afinal o que significa o casamento?

Casamento significa uma aliança. Não é um contrato, mas uma aliança.

Contrato é um acordo que é realizado entre duas partes ou mais, e pode ser desfeito quando uma das partes não cumpre o acordo. É como um contrato de aluguer: quando o inquilino não paga, o dono do apartamento tem o direito de o despejar. O senhorio tem o direito de romper o contrato, porque o inquilino não cumpriu a sua parte.

Nos tempos bíblicos a aliança era feita através de 4 presentes:

1. A capa ou o manto: representa os direitos, as posses, a reputação e o prestígio dentro de uma família. A capa representava as posses.
Quando alguém dava a sua capa a outra pessoa, estava a dizer: “Qualquer coisa que eu tenho é tua. Também qualquer direito que eu tenha, também te pertence. Hoje não damos a capa ou o manto, mas na aliança de casamento, estamos a dizer tudo o que tenho e sou: “Pertencem-te, eu sou teu, tua”. Eles são a realização pessoal, companheirismo, comodismo, o lazer, sonhos e até trabalho se for preciso;

2. O cinturão e as armas: entregar o cinturão e as armas, significava a rendição e o abandono da hostilidade. Ao entregar o cinturão e as armas, ele está a dizer: “ Eu entrego toda a minha força à tua causa, esta é agora a minha causa. Estou totalmente aberto e transparente diante de ti.” Hoje não andamos mais armados (pelo menos alguns), por isso as nossas armas são os argumentos, a raiva, a inveja, a discussão, a manipulação, o endurecimento de coração e o rancor;

3. Nome: Quando era feita uma aliança, assumia-se o nome do outro. Por isso que Jesus nos instruí a usar o seu nome quando oramos. Significa dar a autoridade a ser exercida em nosso lugar, na sua ausência. É a mesma coisa que dar um cheque assinado em branco à outra pessoa. É costume a esposa ter o nome do marido. Isso quer dizer que ela tem a autoridade dele e pode tomar as decisões em seu lugar, pois são uma só carne. Ao dar o nome, ele está dizer: “Tu tens plenos poderes para fazer o que quiseres em meu lugar.”
Quando Deus fez aliança com Abraão. Deus passa a ser conhecido com o Deus de Abraão.

4. Sangue: O sangue representa a vida. Antigamente a aliança era feita com a mistura do sangue das duas pessoas que faziam aliança. Foi a aliança que Jesus fez connosco, a sua noiva. Ele derramou o seu sangue (vida), por nós. Quando fazemos a aliança de sangue, estamos a dizer um au outro: “Eu morro por ti se for preciso.” Isso é o amor, não é? É por isso que está escrito na Bíblia:

Ef 5.25 “Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela.”

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Jesus Virá em Glória e Majestade

Introdução:
Depois de anos de maus tratos, Armado Valladares tornou-se apenas uma sombra desfigurada do homem que já tinha sido um dia. Ele estava a cumprir uma pena de 30 anos numa das prisões do Comandante Castro por ter orado na igreja no dia de Natal. Os guardas da prisão maltrataram, torturaram e humilharam aquele homem, mas ele recusou a negar a sua fé.

Algo fez com que ele continuasse firme: uma promessa feita a uma jovem de nome Marta. Eles tinham-se encontrado e apaixonado enquanto ele esteva na prisão. Ela ficou profundamente atraída à fé que ele demonstrava. Pouco tempo depois do casal se unir pela cerimónia civil num dos pátios da prisão, Marta foi forçada a imigrar para Miami, nos Estados Unidos.

Esta separação foi muito dolorosa para ambos. Mas Armando teve o cuidado de enviar secretamente uma promessa à sua amada. Num pequeno pedaço de papel de rascunho, ele escreveu a sua promessa: "Eu vou encontrar-te. As baionetas no horizonte atrás de mim não o impedirão.”

Este prisioneiro decidiu que de alguma maneira, ele e a Marta fariam os seus votos numa igreja, diante de Deus. Algum dia a sua união seria completa. "Tu estás sempre comigo", disse-lhe ele.

A promessa de Armando fez com que ele continuasse firme durante tantos anos de maus tratos que teriam destruído o espírito da maioria dos homens. E também animava a sua amada Marta. Ela trabalhou ininterruptamente para levar a opinião pública a conhecer a terrível situação do seu marido. Ela nunca desistiu de esperar.

1. A PROMESSA
De vez em quando, somos tentados a perguntar a nós mesmos se será realmente possível que Cristo descerá do céu azul acima de nós para nos reunir. Estamos separados há tanto tempo. Tal final feliz para a longa e trágica história da terra pode parecer boa demais para ser verdade. Contudo, há uma coisa que pode manter a esperança viva no nosso coração. O segredo é a promessa feita por Jesus de que voltaria. Pouco antes de deixar os Seus discípulos e subir ao céu, Jesus fez essa promessa:

"Não se turbe o vosso coração. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for, e vos preparar lugar, VOLTAREI e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver". João 14:1-3

Antes de Jesus subir aos céus, Ele assegurou aos Seus discípulos: "VOLTAREI!" Ele prometeu voltar e levar todos os que confiam n´Ele para um lugar especial que tem preparado para nós. As Escrituras falam da Sua segunda vinda aproximadamente 2.500 vezes. O fato de que Jesus está a voltar ao mundo uma segunda vez é tão certo como foi real a Sua vida nesta terra há cerca de dois mil anos atrás.

Muito tempo antes de Jesus aparecer, Deus prometeu que um Messias viria, e Ele seria um Libertador que levaria sobre Si as nossas iniquidades e proveria perdão para o pecado humano. Esta promessa parecia muito boa para ser verdade para muitas pessoas que viviam no mundo antigo e enfrentavam as durezas da vida. No entanto, Jesus veio e morreu numa cruz. A promessa tornou-se realidade mais gloriosamente do que as pessoas imaginavam que fosse possível. A Sua promessa de voltar também se tornará realidade. Podemos confiar na promessa de Jesus baseada no Seu amor por nós, de que vai voltar e reunir aqueles por quem teve que pagar um preço infinito.

Durante a sua prisão, Armando continuou a "contrabandear" poemas, mensagens e desenhos com a Marta. Por sua vez, ela procurou publicar alguns desses escritos. A Sua eloquência atraiu a atenção do mundo. Os governos começaram a pressionar Castro para que libertasse os prisioneiros presos por motivos de consciência. O presidente francês interveio e, finalmente, em outubro de 1982, Armando foi colocado num avião que seguiu para Paris. Ele não ousava crer que finalmente estava livre - nem mesmo quando o avião tocou o solo francês. Mas então, depois de duas décadas de sofrimento, anseios e espera, Armando correu para os braços de Marta.

Alguns meses mais tarde, um casal muito feliz se apresentava numa igreja em Miami e repetiam os seus votos. Finalmente a sua união estava completa. A promessa foi cumprida: "Eu vou ter contigo".

Será que poderemos imaginar que reunião maravilhosa será aquela quando finalmente formos capazes de ver a Cristo face a face? A Sua aparência gloriosa irá ofuscar todos os nossos sofrimentos e frustrações, e irá erradicar toda a dor que temos guardado no fundo de nosso coração. A volta de Jesus irá cumprir os nossos anseios mais profundos e as nossas mais entusiásticas expectativas. Entraremos numa eternidade de união íntima e pessoal com a Pessoa mais maravilhosa que existe no Universo.

Jesus em breve virá! Está você ansiando esse dia?

2. COMO SERÁ A VINDA DE JESUS?

(1) JESUS VIRÁ SECRETAMENTE?
"Vejam que eu [Jesus] os avisei antecipadamente. Assim, se alguém lhes disser: 'Ele está lá, no deserto', não saiam; ou 'Ali está ele, dentro da casa!', não acreditem. PORQUE ASSIM COMO O RELÂMPAGO sai do Oriente e SE MOSTRA no Ocidente, ASSIM SERÁ A VINDA DO FILHO DO HOMEM". Mateus 24:25-27

Um relâmpago riscando o céu é visível a grandes distâncias. Da mesma maneira, a volta de Jesus não será algum evento secreto ou subjectivo.

(2) JESUS VOLTARÁ REALMENTE COMO UMA PESSOA?
"E eles [os seguidores de Jesus] ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele [Jesus] subia. De repente surgiram diante deles dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: 'Galileus, por que estão olhando para o céu? ESSE MESMO JESUS, que dentre vocês foi ELEVADO PARA O CÉU, VOLTARÁ DA MESMA FORMA como o viram subir". Atos 1:10, 11

No dia em que deixou nosso mundo, os anjos asseguraram aos Seus discípulos que o "mesmo Jesus" elevado ao céu - não outra pessoa - voltaria da mesma forma, mas agora como Rei dos Reis. O mesmo Jesus que curou os doentes e abriu os olhos dos cegos. O mesmo Jesus que falou gentilmente à mulher em adultério. O mesmo Jesus que enxugou as lágrimas dos que choravam os seus mortos, e que recebeu as crianças no Seu colo. O mesmo Jesus que morreu na cruz do Calvário, descansou no túmulo, e ressuscitou dos mortos no terceiro dia.

(3) SERÁ QUE JESUS VIRÁ DE UMA FORMA QUE POSSAMOS VÊ-LO?
"Eis que ele vem com as nuvens, e TODO O OLHO O VERÁ". Apocalipse 1:7 (primeira parte)

Todos os que estiverem vivos quando Jesus voltar, tantos os justos assim os ímpios, serão testemunhas de Seu retorno.

Quantos, de acordo com o próprio Jesus, verão a Sua vinda?

"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e TODAS AS NAÇÕES DA TERRA se lamentarão e VERÃO o Filho do Homem vindo nas nuvens de céu com poder e grande glória". Mateus 24:30

Todos os vivos do nosso planeta verão a volta de Jesus.

(4) QUEM ACOMPANHARÁ JESUS QUANDO ELE VIER?
"Quando o Filho do Homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial". Mateus 25:31

Imagine como será ver a Jesus voltando com todo o Seu esplendor, e rodeado por "todos os anjos".

(5) PODEMOS PREDIZER O TEMPO EXATO DA VOLTA DE JESUS?
"Quanto ao dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai... Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam". Mateus 24:36-44

Todos assistirão à chegada gloriosa de Jesus, mas muitos não estarão preparados para ela. Está você, pessoalmente, preparado para a volta de Jesus?

3. O QUE JESUS FARÁ QUANDO VIER OUTRA VEZ?
(1) JESUS AJUNTARÁ TODOS OS SALVOS (os eleitos)
"E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus". Mateus 24:31

Se você tiver permitido que Jesus prepare o seu coração e a sua vida, você O encontrará com alegria, pois estará encontrando o Seu Salvador.

(2) JESUS RESSUSCITARÁ OS JUSTOS QUE MORRERAM
"Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e OS MORTOS EM CRISTO RESSUSCITARÃO PRIMEIRO". I Tessalonicenses 4:16

Jesus desce dos céus com um grito. A Sua poderosa voz é ouvida por todo o mundo. Ela abre as sepulturas em cada cemitério e ressuscita milhões de pessoas que aceitaram a Jesus durante as eras. Que dia sensacional será este!

(3) JESUS TRANSFORMARÁ TODOS OS JUSTOS NA SUA VIDA - não apenas os justos mortos, mas também os que estiverem vivos.
"Depois nós, os que estivermos vivos SEREMOS ARREBATADOS COM ELES nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares". Verso 17

Para nos preparar para a eternidade, Cristo transforma os nossos corpos mortais que são sujeitos à morte em corpos imortais gloriosos.

"Eis que lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas TODOS SEREMOS TRANSFORMADOS, num momento, num abrir e fechar de olhos, AO SOM DA ÚLTIMA TROMBETA. Pois a trombeta soará, OS MORTOS RESSUSCITARÃO INCORRUPTÍVEIS e NÓS SEREMOS TRANSFORMADOS. Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é imortal, se revista de imortalidade". I Coríntios 15:51-53

Quando Jesus vier, "todos seremos transformados". Pense nisso: não haverá mais artrite, paralisia, ou câncer. Os hospitais serão fechados, e as casas funerárias desaparecerão. Cristo voltou!

(4) JESUS LEVARÁ OS JUSTOS PARA VIVER NO CÉU
O próprio Jesus fez esta promessa: "Virei outra vez e os levarei" para a casa do Meu Pai (ver João 14:1-3). Pedro fala da herança dos redimidos que está "guardada nos céus para vocês" (I Pedro 1:4). Podemos olhar para o futuro e imaginar as maravilhas da cidade de Deus, a Nova Jerusalém, e finalmente ver nosso Pai celestial.

(5) JESUS ELIMINARÁ O MAL E O SOFRIMENTO PARA SEMPRE
Os ímpios - aqueles que rejeitarem persistentemente a misericórdia oferecida por Jesus - estão na verdade se condenando. Ao olharem o rosto de Jesus vindo na direção deles, das nuvens, uma súbita percepção do seu pecado será muito dolorosa de se agüentar; eles clamarão para as montanhas e as rochas: "Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro!" (Apocalipse 6:16). Eles preferem a morte a terem que encarar a glória maravilhosa de Jesus.

Eles sabem que a voz que agora irrompe pelo céu, já implorou suavemente a eles que aceitassem a graça divina. Aqueles que se perdem nessa louca corrida em busca de dinheiro, prazer ou estatuto, perceberão ali que negligenciaram a única coisa que realmente valia na vida.

Essa é uma revelação esmagadora. Afinal, nenhum deles precisava ter se perdido. O próprio Deus não tem "prazer na morte dos ímpios" (Ezequiel 33:11). Ele não quer "que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento" (II Pedro 3:9). Jesus implora: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso". (Mateus 11:28). Mas, por incrível que pareça, alguns ainda evitam Seu convite maravilhoso.

4. ESTÁ PREPARADO PARA A VOLTA DE JESUS?

Foi exigido de Jesus um grande preço para que nos pudesse garantir um futuro glorioso com Ele. Foi exigido d´Ele a Sua vida!

"CRISTO FOI OFERECIDO EM SACRIFÍCIO UMA ÚNICA VEZ, para tirar os pecados de muitos; e APARECERÁ SEGUNDA VEZ, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que O aguardam". Hebreus 9:28

O Salvador que morreu na cruz para nos purificar do pecado "aparecerá uma segunda vez" e trará "salvação aos que O aguardam". Cristo Se sacrificou a fim de oferecer salvação a cada um de nós. Mas, se não houvesse a Segunda Vinda, a cruz teria falhado. Cristo deseja nos dar um lar eternamente seguro com Ele. Para que isso aconteça, devemos permitir que Ele governe o nosso coração como Salvador e Senhor agora mesmo.

Na manhã do dia 16 de agosto de 1945, no Norte da China, um menino passou correndo por um pátio de um campo de prisioneiros, gritando que tinha visto um avião no céu. Todos os prisioneiros que ainda tinham forças correram para fora e olharam para cima. Esses homens e mulheres tinham sofrido durante anos com o isolamento, a privação e a ansiedade, aprisionados pelos japoneses como cidadãos de nações inimigas. Para muitos, apenas uma coisa os mantivera espiritualmente vivos: a esperança de que algum dia a guerra terminaria.

Algo parecido com um choque eléctrico passou por aquele grupo de 1.500 sobreviventes ao perceberem que esse avião poderia estar ali para OS BUSCAR. À medida que o barulho do avião se tornava mais alto, alguém gritou: "Vejam, há uma BANDEIRA AMERICANA pintada na lateral do avião!". Então, num ânimo indescritível, várias vozes gritaram: "Vejam, eles estão acenando! Eles sabem quem somos. Vem para nos buscar".

Nesse momento, o entusiasmo era maior do que aqueles maltrapilhos, fracos e saudosos sobreviventes podiam suportar. Uma mistura de sentimentos se instalou no coração destas pessoas tão sofridas. Eles começaram a correr em círculos, gritar o mais alto que podiam, agitando os braços e chorando.

Repentinamente, a multidão parou e olhou em silêncio. A parte de baixo da aeronave subitamente se abriu e os homens começaram a lançar-se de pára-quedas. As pessoas que vinham para resgatá-los, não viriam simplesmente em algum dia no futuro; eles estavam ali naquele momento, para estar no meio deles IMEDIATAMENTE!

A multidão dirigiu-se para o portão daquela prisão. Ninguém parou para pensar nas armas apontadas pelos vigias das torres da prisão. Depois de anos de frustração e solidão, nada mais importava. Eles rebentaram o portão e correram para onde os pára-quedistas tinham pousado.

Em breve, aquela multidão de gente voltou-se para a prisão - com os soldados nos ombros. O comandante da prisão entregou-se sem lutar. A guerra estava realmente acabada. A liberdade tinha chegado. O mundo estava renovado!

Estamos nós prontos para receber o Rei em toda a Sua glória? Se não, por favor, convidemos Jesus a entrar pessoalmente na nossa vida e tomar conta dela. Assim como a volta de Jesus a este mundo irá solucionar os problemas que existem nele, a entrada de Jesus no nosso coração ajudar-nos-á a lidar com os nossos problemas diários no presente. O maior Solucionador de Problemas pode libertar-nos da culpa e do peso do pecado, e dar a vida eterna.

A entrada de Jesus na nossa vida pode mudar drasticamente, assim como a volta de Jesus transformará perpetuamente o nosso mundo. Será que confiamos em Jesus? Ele está a preparar-nos para a Sua volta e nos dará a maravilhosa certeza de que há uma vida de felicidade eterna há nossa espera.

O Segredo de um Casamento Bem-Sucedido

Provérbios 30:18-19
Os estudiosos afirmam que Salomão escreveu Cantares na sua juventude; Eclesiastes na sua velhice e Provérbios no auge de sua maturidade. Em Provérbios ele trata dos mistérios da vida. A vida segue por caminhos que muitas vezes, são tidos pelos nossos olhos como sendo caminhos de mistérios. O sábio contempla a vida ao seu redor e evoca situações da própria existência que ele chama de maravilhosas demais, para explicar uma outra situação que nem ele consegue abarcar – o caminho de um homem com uma donzela, o caminho do casamento bem-sucedido.

O casamento está em crise. São inúmeras as questões que se sobrepõem ao casamento e que acabam por reduzir e banalizar a meras temporadas de vivência em conjunto. O Dr Bernardo Jablonski, no livro: “Até que a vida nos separe”, traz alguns números que apontam esta geração como a geração da falência conjugal. Destaca pesquisas do National Center for Health Statistics nos EUA que apontam que: 20% dos casamentos terminam antes do quinto ano de união. Este sobe para 33% até aos dez anos e 40% entre o décimo quinto ano de casamento. Isto comprova em tese a afirmação do Sociólogo Zigmund Baumann:
“Vivemos na era do amor líquido”. Um tempo em que NADA é durável e permanente
E para explicar a arte da vida conjugal bem-sucedida num mundo de casamentos líquidos, o sábio aponta três metáforas maravilhosas que nos ensinam:

1. Neste caminho há dinamismo.
As três metáforas descritas pelo sábio apontam para situações de movimento: a águia quando voa, a cobra que rasteja nas pedras e o navegar de um navio no meio do mar. O casamento não é estático. O casamento é dinâmico, tem movimento como as ondas do mar, tem crescimento, tem frutificação.

A grande lição deste texto é ensinar-nos que o caminho de amor de um homem com uma mulher não pode estacionar, não pode paralisar, não deve cair em rotina. Muitos são os lares em crise devido à falta de percepção que o casamento é algo dinâmico, intenso e que necessita de investimento diário.

2. Neste caminho há obstáculos.
Os três exemplos apresentados pelo sábio evocam elementos naturais que o homem não pode dominar: o ar, o mar e as pedras. Até hoje o homem não consegue por meio da tecnologia dominar as correntes de ar para favorecer a lavoura.

Não consegue subjugar a força dos oceanos que eclodem muitas vezes, em tsunamis arrasadores. E nem as pedras que teimam em ceder deslizando nas encostas e provocam mortes, terramotos e tragédias sem fim.

O casamento tem obstáculos naturais. Ilude-se quem não os considera. O Poeta Carlos Drumond de Andrade escreveu: “Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas netinhas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho estava uma pedra, uma pedra estava no meio do caminho no meio do caminho havia uma pedra.” Talvez, o melhor título para este poema fosse: Casamento: a arte de enfrentar as pedras no meio do caminho.

3. Neste caminho manifestam-se virtudes.
A águia tem seu voo rectilíneo, majestoso e altivo. A águia no seu voo busca coisas vivas para se alimentar. Os abutres voam em círculos e alimenta-se de carne podre. Os casamentos necessitam ser alimentados com vida, com voos em rectidão e nobreza (Hebreus 13.4). A cobra que rasteja encontra pedras no caminho. Não deixa nelas rasto. Não se fere, pois aprendeu a deslizar entre elas de maneira habilidosa.

Muitos casamentos são marcados pela dor, amargura e desilusão, pois ambos não souberam caminhar entre as pedras sem se ferir. E, por fim, o caminho do navio no meio do mar, que aponta para a necessidade da busca de orientação segura e precisa que vem dos céus, que vem de Deus.

Os navegadores não dispunham de GPS, nem de bússola. Olhavam para os céus, para o firmamento em busca de direcção segura. O salmista dizia: “Elevo os meus olhos para os montes… de lá me virá o socorro”. Salmo 121:1, vou ler o Salmo todo. Será o Salmo do vosso casamento.

Conclusão:
O caminho de um homem com uma donzela para ser bem-sucedido tem todos estes desafios. Deus nos ajude a vivê-los com a sabedoria da Palavra!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A ESPERANÇA


PRECE:
A Igreja Adventista do Sétimo Dia teve em Angola, no Bongo, um grande hospital que serviu milhares e milhares de pessoas ao longo de décadas. Foi certamente um dos hospitais mais famosos deste País. Entretanto, e em consequência da guerra, este centro hospitalar foi desactivado. Em 1993, numa das minhas viagens a Huambo, tomei a firme decisão de ir visitar o que restava daquele hospital.

Visitei as instalações. Impressionou-me ver o bloco operatório completamente destruído, e todos os outros edifícios encontravam-se completamente vazios. Senti tristeza, mas pude imaginar quantas pessoas terão entrado ali sem esperança de vida e deixaram aquele hospital com uma esperança renovada!

Chegou a hora de iniciarmos a viagem de regresso. A noite caía depressa. Tínhamos feito uns 5 km, quando o motor começou a dar sinais de que alguma coisa não funcionava. Alguns dos meus companheiros começaram a dar alguns sinais de intranquilidade. De repente as luzes dos faróis apagaram-se e o motor deixou de trabalhar. Olhámos uns para os outros como numa interrogação surda: “E agora?”

Olhei para fora e vi alguns agricultores que voltavam do cultivo das suas terras com os seus utensílios, entre os quais grandes catanas. Senti um certo calafrio na espinha. Saí, recorrendo aos meus conhecimentos de mecânico, fui limpando o distribuidor, os bornes da bateria, e orava ao Senhor Deus para nos ajudar. Enquanto isso, os meus colegas estavam dentro da cabina fazendo gestos para me despachar. No clarão da linda África, podia olhar as montanhas e ver silhuetas de pessoas que me olhavam certamente com muita curiosidade.

Finalmente, fiz sinal para que dessem à chave de ignição. O motor começou a trabalhar como novo e os faróis iluminavam o caminho, como nunca antes. Sentimos uma imensa alegria e foi motivo de conversa até chegarmos a Huambo que dista 60 km do Bongo.

A humanidade está também a percorrer a parte mais agitada e difícil do percurso da sua existência; e tem de fazê-lo, de noite, quando reinam as trevas e a confusão! Mil problemas, que surgem nas sombras, podem produzir desastrosos acidentes, seja na vida colectiva dos povos, ou na experiência pessoal.

Assistimos ao cumprimento profético traçado por Isaías há mais de 7 séculos antes de Cristo, quando disse: “Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos.” Isaías 60:2

Há desorientação na vida, tanto social, política e económica. Os governantes acusam-se uns aos outros!

Nos dias 16 e 17 de Agosto de 1987, aconteceu algo estranho no Monte Shasta, Califórnia. Era o som de uma ladainha que aumentava e diminuía sobre os montes. Mais de 5 mil pessoas estendiam os braços em direcção ao sol nascente, de mãos dadas, formando um círculo.

Acontecimentos invulgares não são novidade na Califórnia. Chamaram a este evento a "Convergência Harmónica". Por todo o mundo, naquele domingo, os fiéis da "Nova Era" reuniram-se em 36 locais que consideram sagrados, como o Grand Canyon, as Pirâmides do Egipto, o monte Fuji no Japão. Reuniram-se para dar as boas vindas à Nova Era de paz e amor.

Os seguidores da Nova Era estudam as antigas profecias dos índios norte-americanos, ligando-as ao culto do sol dos maias, dos astecas e dos antigos egípcios. Concluíram que naquele domingo e segunda-feira, 16 e 17 de Agosto de 1987, um alinhamento especial dos planetas e constelações iria acontecer e produziria energia purificadora no nosso planeta. Esta era para eles a primeira vez em 23.412 anos que os céus se colocariam numa posição tão abençoada.

Emile Canning, líder do grupo Nova Era, tinha-os convidado para que naqueles dias se reunissem. Leio as suas palavras: "144 mil dançarinos do sol para trazerem a Nova Era. Estes dois dias resultarão em paz mundial e na diminuição das catástrofes."

Naqueles dois dias, mais do que os 144 mil dançarinos exigidos, se reuniram nas 32 montanhas sagradas. Mas as suas esperanças para uma Nova Era fracassaram. As guerras não pararam de aumentar. Desde então, e naquela mesma noite, o voo 255 da Northwest caiu em Detroit. Foi considerado o segundo pior desastre aéreo na história dos Estados Unidos.

O fim-de-semana passou também sem o aparecimento em massa de discos voadores como os dirigentes tinham predito. As danças, e o estender as mãos para o sol, tinha um segundo sentido: era dar as mãos aos espíritos. Desta maneira pretendiam comunicar com personalidades famosas já falecidas e que viriam revelar planos através dos médiuns. Mas o que mais esperavam não aconteceu: o Apóstolo João, o discípulo amado, faria ouvir a voz através dum médium chamado Jerry Bowman.

Eu creio que muita desta gente era bem intencionada. Eu creio que muita desta gente queria acreditar, queria ver, desejava ouvir o apóstolo João. Eu creio que no coração do homem há um desejo profundo: ouvir a voz de Jesus! Por isso Ele deixou esta promessa: "Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também." João 14:1-3

Que maravilhosa promessa! Viver uma vida de paz, uma vida eterna! Ter o Senhor Jesus Cristo para sempre! Sim, com a Sua vinda começará uma Nova Era, como explica a Bíblia. Começa com a vinda de Cristo em poder e glória!

A Bíblia é suficientemente poderosa para nos iluminar e permitir reencontrar o caminho, a estrada da vida e da paz! O salmista disse: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para o meu caminho.” Salmo 119:105

Assim como os faróis potentes de um automóvel dissipam com os seus poderosos raios luminosos a escuridão da noite e permitem que se viaje com a mesma segurança que de dia, também a luz inextinguível que irradia deste farol majestoso, a Bíblia, dissipa as trevas da incerteza, soluciona as incógnitas do ser humano e mostra um caminho de esperança face às dificuldades deste mundo. Um caminho que conduz a um eterno destino de glória!

Nas páginas maravilhosas da Bíblia, revela-se a natureza e as características de Deus, como Criador supremo e Pai amoroso; a origem e a essência do homem; o objectivo da vida; o destino glorioso da humanidade remida. Está aqui!

A Bíblia estabelece a mais admirável e perfeita classificação dos valores; dá o primeiro lugar ao problema essencial do homem; a sua relação com Deus, salienta a imutabilidade dos valores morais revelados na Lei de Deus, apresenta o programa divino para uma vida feliz, na vida conjugal, na dieta alimentar e assegura-nos a felicidade eterna.

Foi Jesus que o disse: “Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.” João 5:39

A Bíblia é a base inamovível da nossa fé, é o documento fundamental do Cristianismo. Não há cristãos sem Cristo, nem doutrina cristã sem a Bíblia.

O apóstolo Pedro, ao falar da profecia das Sagradas Escrituras, declara: “Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” II Pedro 1:20,21

Um dia, Daniel estava muito preocupado: "No primeiro ano do seu reinado (rei Dario), eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos." Daniel 9:2
Uma profecia anterior a Daniel dizia que o exílio em Babilónia seria de 70 anos. Assim que este tempo terminasse, Deus prometia, de acordo com Jeremias 27:22: "Então os farei subir, e os tornarei a trazer a este lugar."

Mas alguma coisa parecia estar errada aos olhos de Daniel, embora faltassem ainda 2 anos para o fim dos 70 anos. Eram anos literais, e já tinham passado 68. Mas o caminho de regresso para o seu povo não se abria. O que é que se passava?

Daniel levou a sua perplexidade diante de Deus: "E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, com jejum, e saco e cinza." Daniel 9:3

Por que razão Daniel estava tão preocupado? Deus tinha dito 70 anos: uma promessa mais do que garantida! Ou não?

Daniel estava preocupado, porque havia uma condição para Deus intervir na libertação. Uma condição requerida por Deus. Sem o cumprimento desta o Senhor não podia intervir!

Os exilados deviam cumprir a sua parte no acordo que Deus fez com eles. Por isso lemos: "E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos." Daniel 9:4

Deus mantém o Seu pacto e a Sua Palavra de forma fiel e imutável, sem nada acrescentar ou retirar com aqueles que cumprem a aliança. Daniel estava preocupado não com Deus. Ele conhecia Deus e conhecia o povo e receava que este, em consequência da infidelidade, não retornasse a Jerusalém, apesar de estar próximo o cumprimento da profecia dos 70 anos.

Todo o pacto é uma sociedade, um acordo entre duas partes com condições para ambas cumprirem. Como o casamento, por exemplo. Os noivos caminham pela igreja e ficam diante do pastor para fazer os votos. Ambos fazem um pacto entre si. Concordam em aceitar e obedecer aos princípios que regem um casamento cristão. O pacto pode deixar de ter valor, se um deles for infiel à aliança!

Exactamente como o concerto entre o Senhor e a nação judaica. Daniel conhecia Deus e sabia como Ele abençoa e é fiel, mas não tinha a mesma certeza em relação ao povo!

Daniel tinha outra preocupação: ele não sabia o que significavam aquelas 70 semanas. Estas, ele sentia que não eram literais, mas simbólicas. Era um sonho dado por Deus enquanto dormia. Sabia que estavam relacionadas com o Povo de Deus, com Israel, mas não compreendia o significado!

A Palavra de Deus é sempre límpida, como límpido é o carácter de Deus. Mas é preciso estar muito perto de Deus para compreender a Sua Palavra e o Seu lindo carácter. Por isso, Daniel orava e estava ainda a orar quando o anjo Gabriel chegou do Céu com boas notícias: "Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido." Daniel 9:22

Gabriel começou a explicar: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos." Daniel 9:24

Deus não tinha abandonado o Seu povo apesar dos seus pecados. Eles retornariam a Jerusalém em cumprimento da profecia de Jeremias. E Deus tinha determinado uma oportunidade especial, uma oportunidade única, uma segunda oportunidade para o povo de Israel continuar a ser o Seu povo particular. Deviam, no entanto, aceitar a aliança que Deus propunha. Deus faz sempre aliança com cada homem e mulher que O aceitam, uma aliança de fidelidade.

Deus dava um período de 70 semanas. Isto era o tempo para que Israel se preparasse para receber o Messias, que faria "a reconciliação pela iniquidade" e "traria a justiça eterna".

A promessa relacionava-se com o que se passou no Calvário naquela escura tarde de sexta-feira. Vemos Jesus na cruz, cumprindo a Sua promessa de concerto, feita em Daniel 9, de fazer a expiação pela iniquidade. Com o Seu último fôlego brada: "Está consumado". Missão impossível cumprida!

Jesus triunfou sobre o pecado e trouxe a justificação eterna. Agora, através do Calvário, podemos ser aceites por Deus, através da fé pelo pacto de salvação. Temos o remédio do Céu para o problema do pecado sobre o qual Daniel orou e que podia impossibilitar a libertação do povo Judeu do exílio, e pode impedir a salvação a todo o cristão que não cumpra a sua parte do contrato. Daniel 9 é uma emocionante previsão da salvação em Cristo. Há um tempo de profecia que indica exactamente quando Jesus apareceria como o Messias:
"Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas." Daniel 9:25

Um período de tempo de 7 semanas mais 62 semanas, totalizando 69 semanas. O ponto de partida seria uma ordem especial para reconstruírem Jerusalém, que tinha sido devastada durante a invasão Babilónica. Essas 69 semanas que se estenderiam da época dessa ordem, até à Unção de Jesus!

A tradução da palavra "semanas" significa literalmente "grupos de sete". E isso pode ser uma unidade de 7 dias ou uma unidade de 7 anos. Quando observamos com atenção Daniel 9, fica claro que temos ali um período de profecia com 69 unidades de 7 anos cada, totalizando 483 anos.

Assim, essa profecia previu que 483 anos separariam a época em que Jerusalém seria reconstruída e a época em que o Messias apareceria.

Deixem-me abrir um espaço para vos convidar, para estarem todos logo à noite. Tragam os vossos amigos e familiares. Falaremos e veremos a cerimónia em que Jesus foi ungido.

Para Daniel não era difícil saber o início do período da profecia. A dificuldade era saber quando seria o fim da profecia. E isto agora era importante para ele, que toda a sua vida tinha esperado o Libertador, o Messias, o verdadeiro Príncipe! A data do começo da profecia seria a ordem oficial da libertação. Ele era o primeiro-ministro, estaria a par dessa data. A sua preocupação era que o seu povo fosse infiel, e Deus tivesse que postergar a data.

Graças a Deus, pela Sua misericórdia, a data da libertação foi mesmo depois do cumprimento dos 70 anos de cativeiro, ou seja, como está no livro de Esdras que regista o decreto no sétimo ano do rei persa, Artaxerxes, e a história diz que foi em 457 a.C.

Essa data já foi confirmada pelas modernas descobertas arqueológicas, um facto reconhecido por muitos estudiosos da Bíblia. A mundialmente famosa Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia, por exemplo, apoia 457 a.C. como o ponto de partida do início da profecia de Daniel 9. Este livro recente, publicado pela Zondervan, explica como a profecia se desdobra. Observemos com atenção:

"Tendo o decreto de 457, dado a Esdras para a reconstrução de Jerusalém, tomado como... o princípio dos... 483 anos, chegamos ao ano exacto do aparecimento de Jesus de Nazaré como o Messias (ou Cristo): 483 menos 457 leva-nos ao ano 26 d.C.

Considerando-se que um ano é acrescido quando se passa de 1 a.C. a 1 d.C. (não existe um ano zero), na realidade chegamos ao ano 27 d.C. – uma impecável precisão no cumprimento desta antiga profecia." Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia

Temos a prova matemática de que Jesus é o Messias! Em 27 d.C., o próprio ano predito em Daniel 9, Jesus foi ungido como o Messias no baptismo. Ao descer sobre Ele o Espírito Santo e ao receber o testemunho do Pai, “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo”. E Gabriel diz a Daniel que com este acontecimento: "O tempo está cumprido."

Quando Jesus começou os Seus milagres, os líderes religiosos continuamente tentaram matá-Lo. Mas Jesus escapava porque não estava cumprido o tempo para o sacrifício supremo, a imolação como Cordeiro de Deus. É o que diz João 7:30: "Procuravam pois prendê-lo, mas ninguém lançou mão dele, porque ainda não era chegada a sua hora."

Havia uma data especial para Cristo ser imolado? Sim, havia um calendário com contagem regressiva até ao Calvário. Na noite antes de morrer, Jesus orou: "Pai, é chegada a hora." Foi o tempo exacto predito em Daniel 9, exactamente no meio da última semana. No princípio da semana Jesus tinha sido baptizado, a meio dela Ele expiaria os pecados: Daniel 9:27 "...E na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares."

É exactamente quando terminaram os sacrifícios e ofertas pelos pecados através da Sua morte. O véu do templo rasgou-se em dois: demonstração clara de que não eram necessários mais sacrifícios, nem cerimónias levíticas no templo dos judeus.

Desta maneira, o Calvário aconteceu na data profetizada, em 31 d.C.: três anos e meio depois do baptismo de Jesus. Uma prova positiva de que Jesus é exactamente quem afirmou ser, o Messias, o Cordeiro de Deus! Não é de admirar que milhares de judeus têm depositado a fé em Jesus como o Messias ao compreenderem esta profecia de Daniel 9.

Em Israel existem muitas igrejas Adventistas compostas por Judeus, que aceitaram a Jesus e a chave da compreensão é sempre esta profecia da Palavra de Deus. Muitos judeus nos Estados Unidos, no Brasil e em muitas partes do mundo continuam a ter como ESPERANÇA a Bíblia e as profecias, tal como nós!

É interessante que Jesus tenha escolhido o número "70 vezes 7" para ilustrar quantas vezes deveríamos ter misericórdia daqueles que nos ferissem. Teria Ele em mente o tempo da profecia de Daniel "70 vezes 7", os anos de misericórdia de Deus para com a nação de Israel? Bem, não sabemos! Mas obriga-nos a pensar. Não acham?

Chegamos ao ano em que Jesus foi crucificado, 31 d.C. Porém, a septuagésima semana não terminou com a morte de Cristo. Três anos e meio adicionais permaneceram após o "meio da semana". Isso leva-nos do Calvário, início de 31 d.C., até 34 d.C.: o fim daquelas "70 semanas" de oportunidade dadas à nação judaica em Daniel 9:24.

Portanto, Deus manteve a Sua promessa no concerto e enviou Jesus como o Messias.

Agora, a questão crucial é: que resposta deu o povo judeu a Deus depois da morte do Messias no ano 31 d.C.? Como passaram eles os últimos três anos e meio do tempo concedido pelo concerto? A perseguir e matar aqueles que foram fiéis e a rejeitar a promessa de concerto e de Nova Aliança.

Querido irmão, irmã, queridos amigos, já aceitaram a Nova Aliança? Se o não fizeram, a vossa vida está em perigo eterno!

Porque Deus não Se deixou escarnecer pelo povo Judeu, da mesma maneira não Se deixará escarnecer depois de nos ter dado tantas e tantas oportunidades!

O apóstolo Paulo diz o seguinte: "De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa." Gálatas 3:9,29

Sem a fé no Messias, o concerto de vida eterna com Deus não pode ser cumprido. Não o foi com a nação Judaica, não o será connosco.

Daniel confessa os seus pecados: "Temos pecado e procedido impiamente." Daniel 9:15

O que é que Daniel estava a dizer ao confessar-se como um pecador? Não encontramos um só pecado que Daniel tenha cometido, nem uma só vez. Com certeza que teve os seus momentos de fraqueza. Mas até os seus inimigos invejosos, não viam nada reprovável na sua conduta. Podemos de facto ficar admirados com esta oração! Mas não podemos esquecer a palavra do profeta que diz: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia." Isaías 64:6

Apesar de Daniel não ter nada em particular para se arrepender, ele sabia que tinha falhado em alcançar o glorioso ideal de Deus. E confessou-se como sendo um homem pecador, alguém que necessitava do Messias!

Qual era a esperança de salvação de Daniel? "Porque não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados nas nossas justiças, mas nas Tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve! Ó Senhor, perdoa!" Daniel 9:18 e 19

Daniel depositou a sua paz na Bíblia, segura Palavra de Deus como o Farol que nunca se extingue, que guiará os fiéis ao Porto Seguro. Confiou que apenas a pura misericórdia nos qualificará para o Céu.

Está a nossa esperança ancorada na Palavra de Deus? Então podemos estar certos que o Messias em breve voltará, numa noite que brilhará como o sol do meio-dia, com milhares dos Seus anjos, ficará nas nuvens do Céu, para que todo o mundo, todo o Universo O veja. Os Seus anjos virão ao nosso encontro para nos levar aos pés de Jesus, e subir com Ele para a morada do Pai.

A Bíblia é um Farol que ilumina a Esperança! Deus é fiel, podemos confiar! Amém.
Pr. José Carlos Costa


ELE É FIEL
Débora Barradas
Em momentos de dor
E através das lágrimas
Há um Deus que é fiel p’ra mim.
Quando a força se vai
E canção já não há,
Seu amor é fiel p’ra mim.

Suas promessas está sempre a cumprir,
O que é impossível
Meu Deus faz por mim.

Ele é fiel, fiel p’ra mim
Seu amor e Seu perdão eu vi
Em meu ser me questiono
E na fé já falhei
Mas Ele é fiel, fiel p’ra mim.

Quando eu me perdi,
Não conseguia mais orar
Mas meu Deus foi fiel p’ra mim.
Desperdicei o meu viver
Procurando o meu prazer,
Mesmo assim foi fiel p’ra mim.

Toda a vez que eu busco a Jesus
Com os braços sempre abertos
Me espera outra vez.

Ele é fiel, fiel p’ra mim
Seu amor e Seu perdão eu vi
Em meu ser me questiono
E na fé já falhei
Mas Ele é fiel, fiel p’ra mim.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

OUSAR SALVAR!

PRECE: Senhor Deus! Nós nos achegamos a Ti, nosso compassivo Redentor; e rogamos-Te, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho, nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que se achegam a Ti. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja connosco. Em nome de Jesus. Amém.
“Portanto vigiai, porque não sabeis a que hora há-de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: Se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso estai vós também apercebidos, porque o Filho do homem há-de vir à hora em que não penseis. Quem é, pois, o servo fiel e prudente a quem o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem o Senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Porém, se aquele servo for mau e disser consigo: O meu senhor tarde virá, e começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios, virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe, e castigá-lo-á, e lhe dará a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” Mateus 24:42-51
Conheci a mensagem adventista na minha adolescência, a primeira pregação que ouvi foi proferida pelo Pastor Samuel Reis, falou sobre a vinda de Jesus, a sua convicção e entusiasmo eram tantos que depois de o ouvir, pensei; Jesus virá muito breve! Os dois maiores projectos da minha vida não os vou poder concretizar e eram: Ir à tropa, porque naquele tempo quem não ia à tropa não era homem. O segundo projecto, era casar!
Mais de 40 anos volvidos, fiz o serviço militar, casei e tenho um filho com 28 anos e Jesus Cristo ainda não veio!
Fui estudar Teologia para Espanha e depois para França. 5 anos depois iniciei o meu ministério pastoral, tenho pregado com toda a minha convicção e uma fé sincera, tenho anunciado o iminente retorno de Jesus, mas Ele ainda não veio!
Esta é a verdade! Muitas gerações de Adventistas do Sétimo Dia adormeceram sem terem visto realizada esta tão acalen¬tada esperança, a vinda do Senhor!
Penso nos pastores Rentfro que foi pastor na igreja do Porto, entre outros pioneiros da Igreja Adventista em Portugal, que já desceram ao pó da terra. Penso nos pastores Artur Ribeiro, Ernesto Ferreira, Augusta Pires, e tantos outros, alquebrados pela idade, passam o facho da esperança a outros mais novos.
Consumiram a sua vida num ministério de proclamação da volta de Jesus. Na firme convicção que Ele voltaria em suas vidas!
Chegados ao primeiro semestre de 2002, tantas décadas, depois do nascimento da nossa amada Igreja, a Igreja Remanescente, o Senhor ainda não veio! Por que razão o Senhor tarda em vir?
Será que estamos errados no que concerne a esta doutrina que nos é tão preciosa? A vinda de Jesus! Será que temos base histórica e bíblica para anunciar tal acontecimento ou seja a iminente volta de Jesus?
Podemos nós como Igreja Adventista do Sétimo Dia, continuar a pregar e a ensinar o conceito cronológico profético e histórico do plano da salvação e em particular o Tempo do Fim, baseados em Daniel:
“Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado.” Daniel 8:14
Aceitamos que este texto sagrado nos leva ao momento em que Jesus passou do lugar santo para o lugar santíssimo no Santuário Celestial. Simultaneamente apareceria a sétima igreja do Apocalipse, com uma poderosa mensagem:
“...Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque é chegada a hora do seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas.” Apocalipse 14:7
Será que ainda devemos esperar o dia em que Deus colocará uma linha sobre a história e, por amor dos Seus filhos fiéis, dirá: “Basta”, como é dito em São Mateus?
“Se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria, mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” Mateus 24:22
Será que ainda devemos esperar o dia em que Jesus voltará para salvar o Seu povo cercado, excluído da actividade económica e condenado à morte?
Ou devemos com toda a sinceridade e humildade aceitar o ponto de vista dos Protestantes Tradicionalistas que dizem: “A vinda de Jesus é uma esperança sem certeza!” Estas palavras foram-me ditas por um pastor Valdense em 1992, em Roma.
Será que nos devemos juntar aos materialistas que estarão absorvidos com coisas materiais, a juntar riquezas na Terra como se depois da Terra, não houvesse Céu?
Uma coisa é certa e clara: “A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida.” Provérbios 13:12
Será que o nosso coração está cansado de esperar? Que devemos nós pensar desta demora, desta esperança adiada?
A Igreja Adventista apareceu de facto no cumprimento de Daniel 8:14: profecia que se cumpriu em 1844. E foi exactamente quando apareceu um movimento profético a proclamar o Evangelho Eterno e desde então o tem proclamado com poder por todo o mundo, ainda hoje continua a insistentemente conclamar o povo com o:
“...Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque é chegada a hora do seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas.” Apocalipse 14:7
E durante todos estes anos a iminência de Cristo tem sido a nossa preocupação, diga-se no entanto que nos últimos anos, muitos pastores e crentes começaram a interrogar-se se esta mensagem deve continuar a ser pregada com a veemência com que pregava o Pastor Samuel Reis e os outros!
Será que devemos ter a ousadia de um pastor que escreve todo um livro sobre a vinda de Jesus? “O Senhor Vem” Ernesto Ferreira. Que ousadia! O Senhor vem! Uma coisa é inegável, hoje prega-se com menos entusiasmo e mais raramente a vinda de Jesus!
Devemos ser confrontados com esta situação, cada dirigente, cada crente, deve ter uma resposta a esta interrogação que fervilha no nosso coração, sejamos sinceros e exprimamos diante de Deus o que sentimos: por que razão Jesus ainda não veio? Creio que só uma correcta interrogação e uma interpretação em consciência sobre a demora da vida do Filho de Deus, nos levará ou a dizer assumida¬mente: “o meu Senhor tarde virá” ou então a voltar ao fervor dos apóstolos e dos nossos pioneiros!
Uma coisa é evidente, algo está a mudar no nosso meio em resultado da demora, particularmente no que diz respeito à ética e ao estilo de vida de muitos crentes. Quero dizer; ao relacionamento que temos uns com os outros, a fraternidade, a estima e o amor, mas também a nossa relação com o mundo.
Sim, hoje vivemos como aquele servo da parábola que diz: “O meu Senhor tarde virá... e começou a bater nos seus companheiros, a comer e a beber...” Mateus 24:42-51. Quero dizer, a viver no mundo e para o mundo!
Não é verdade que pregamos menos o fim do mundo?
Não é verdade que como Adventistas gostamos de dizer: “O grande Hospital de Loma Linda é Adventista.” E continua¬mos a dizer aos nossos vizinhos: “Sim temos muitas Universidades, Hospitais, Clínicas, nós somos a Igreja que melhor programa tem para assistir os necessitados nos países carenciados no Mundo.” E nós dizemos isto, dando muita ênfase às grandes estruturas, instituições, escolas, fábricas, hospitais, grandes templos!
Parece que para muitos de nós os meios estão a tornar-se fins. No entanto a visão e o plano que Deus legou ao Seu povo, não foi este! A visão e o plano que Deus legou foi e continua a ser: “Ide, anunciai o Evangelho a todo o mundo… Ide ensinai e baptizai… Ide porque cedo venho!” Nós porém, temo-nos dedicado a construir “arcas”. A construção da arca na qual Noé e a sua família foram salvos do dilúvio era simplesmente um meio. O objectivo do plano de Deus era preservar a semente humana, encher de novo a Terra de homens e mulheres tementes e crentes!
O Senhor continua a desejar que a Nova Terra seja povoada de filhos e filhas tementes e crentes!
As “arcas” são necessárias como meios, mas tem-se convertido em fins. A nossa atitude como crentes é bem diferente daquela que era a dos nossos pais na fé! Eles davam testemunho no mundo! Facilmente se podia identificar um adventista pela sua maneira de falar de Jesus, Bíblia na mão e vivência coerente dos santos princípios. Hoje, falamos de futebol como todos os outros, das telenovelas como todos os outros.
E isso nota-se inclusive na nossa postura na igreja! Que diferença faz ir à igreja ao Sábado com roupa especial, ou ir com roupa semanal? E muitos respondem sem hesitar: “A sinceridade está no coração, não naquilo que se veste!” Não neguemos a verdade! E esta é: Vivemos no mundo e o nosso coração está nas coisas do mundo!
O mau e infiel servo crê que o seu Senhor virá, mas… “tarde virá…”. Ele crê que o Senhor virá, mas deixou de O esperar. Transferiu este evento para um futuro impreciso, desconhecido, cheio de nevoeiro, perdeu a atitude de vigilância que deve caracterizar aquele que espera a volta do Senhor!
A espera não é mais uma atitude existencial mas unicamente intelectual, bem se podem aplicar as palavras do Senhor:
“Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Mateus 15:8
Ellen White diz que muitos de nós corremos o risco do povo de Israel que viveu séculos, milénios na expectativa da 1ª Vinda de Jesus. De Adão e Eva até ao nascimento de João Baptista a esperança messiânica iluminou o povo judeu e finalmente, Ele veio e não O reconheceram.
Ela diz: “As palavras de Deus ao antigo Israel têm uma advertência solene para a igreja e para os seus dirigentes hoje.” Parábolas de Jesus, p. 159
A verdade é que a Palavra de Deus segue inalterável e cumpre-se.
É o que lemos: “Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho...” Gálatas 4:4
Tal como tinha sido prometido e anunciado a Eva: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Génesis 3:15
A mesma ideia é encontrada em Romanos 5:6 “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.” No tempo marcado Jesus veio no cumprimento das promessas e das profecias do Antigo Testamento.
É impressionante que quando lemos as parábolas de Jesus, encon¬tramos que o Senhor menciona a Sua vinda com uma advertência: “Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor”. Mateus 24:42
A partir deste texto, o Senhor Jesus coloca uma nota de aviso. O povo que O espera deixar-se-á invadir, possuir pelo sentimento da demora: “o meu Senhor tarde virá.” E esta advertência é encontrada em várias parábolas, isto é, Jesus deixa intencionalmente repetidos avisos:
- Na Parábola dos Dois Servidores o próprio Senhor Jesus diz que o sentimento deles é: “Meu Senhor tarda em vir” Mateus 24:48
- A Parábola que segue é a das Dez Virgens e lemos: “E tardando o noivo, tosquenejaram todas e dormiram.” Mateus 25:5
- Na Parábola dos Talentos, o Senhor declara de forma precisa o sentimento que prevaleceria antes da Sua Vinda: “Ora, depois de muito tempo veio o Senhor daqueles servos, e fez contas com eles.” Mateus 25:19
Todas estas parábolas prevêem um atraso! É seguro e certo que o Deus Soberano, Mestre da História e das profecias claramente tem o tempo na Sua mão. Deus enviará o Seu Filho quando os tempos forem cumpridos.
A serva do Altíssimo declarou:
“O atraso é unicamente aparente, porque no tempo assinalado, o nosso Senhor virá.” Ellen White, carta 38, 1888
Não há na Vinda de Jesus, nem acaso nem negligência da parte de Deus. Mas creio que há factores humanos a serem considerados. É verdade que Deus dirige a História, mas serve-se de seres humanos para a construir, é o homem que traz os “tijolos” com que Deus constrói a história da Igreja, mas é com o Seu povo que se realiza o plano da salvação! São pecadores resgatados que vão em busca dos pecadores perdidos!
Muitas das declarações da Bíblia relativas à iminência da Volta de Jesus, devem ser compreendidas em termos de vontade divina e não em termos de presciência divina. Na Sua providência divina uma tal demora não era necessária.
O Senhor Jesus diz: “Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.” Lucas 21:28
O Apóstolo Paulo diz: “Pois a graça de Deus se manifestou...e nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para que vivamos neste presente século sóbria, justa e piedosamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.” Tito 2:11-13
Em Apocalipse lemos: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente cedo venho. Amén. Vem, Senhor Jesus. Apocalipse 22:20. A vontade do Pai é estar depressa com os Seus filhos!
Agora, o mais importante para nós, que vivemos neste tempo presente é conhecer a resposta da Bíblia no que concerne à atitude que devemos ter enquanto esperamos. Lembremos as Dez Virgens, todas foram apanhadas de surpresa, dormitavam, porém cinco ainda que sonolentas tinham provisão suficiente para a longa espera, por isso puderam entrar no banquete do Noivo. Qual deve ser a atitude ou atitudes da Igreja que espera? A nossa atitude!
1- A verdadeira igreja tem o sentido da iminência. Mesmo se houver uma demora, nós não devemos perder o sentido da iminência: “Porque nós não sabemos a hora em que o Senhor virá.” Mateus 24:42,44
“Ele virá como um ladrão de noite.” II Pedro 3:10
Os sinais dos tempos cumprem-se de forma sistemática: As guerras, os conflitos, a fome, a seca, homens desmaiando de terror, a imoralidade, as doenças são incontroláveis. Vivemos realmente a meio da noite, não se trata de uma hora, mas de minutos que faltam para que Ele volte. Por isso: “Aprendei pois, da figueira a sua parábola quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão.” Mateus 24:32
“Por isso ficai também vós apercebidos, porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do Homem.” Mateus 24:44
2- Uma Atitude de Vigilância. Esperar comporta uma atitude de expectativa. Confiança absoluta. Aquele que vê a mão de Deus em todas as coisas, deve deixar todas as coisas nas suas mãos. Na realidade, Deus coloca-se na escuridão a fim de que nos lembremos de que Ele é Luz!
Um homem alquebrado, inseguro, confuso e aflito pediu a um pastor, no princípio de um Ano Novo: “Estou desorientado. Dê-me uma luz com a qual eu possa trilhar, seguramente, através do desco¬nhecido...” E o pastor respondeu: “Penetre na escuridão e ponha as suas mãos nas mãos de Deus! Tal orientação será para si melhor que qualquer luz e mais segura que qualquer caminho conhecido!”
3 - Somos chamados a tomar uma atitude crítica; em relação ao mundo. Nós vivemos no mundo, mas não somos do mundo. A demora é a oportunidade que Deus nos dá de entrarmos no combate da oração associada à vigilância moral e da piedade. Foi enquanto orava que o Senhor foi transformado. Foi na oração que o Senhor encontrou a força para ir até à cruz. Na oração a igreja encontrará a força para esperar e confiar na doce promessa “voltarei outra vez”.
“Não vos conformeis ao século presente mas sede transformados pela renovação da vossa mente...” Romanos 12:2
4 - Como Igreja Remanescente – perseverança, a nossa atitude de paciência activa. “O que esperar até ao fim será salvo.” Este esperar não se trata de uma atitude passiva. Mas activa. A perseverança significa ousar salvar enquanto há filhos, marido ou esposa que não decidiram por Cristo. Enquanto houver uma ovelha cujo balir chega aos ouvidos do verdadeiro filho ou filha de Deus.
Foi em 1861, Giuseppe Garibaldi, patriota italiano, voltava para casa, a noite caía, encontrou um pastor que se lamentava pelo extravio de um cordeiro do seu rebanho. Imediatamente, Garibaldi voltou-se para os seus soldados e disse que as montanhas deveriam ser percorridas até encontrarem o cordeiro perdido.
Os seus oficiais e soldados ficaram entusiasmados, eles estavam habituados a obedecer ao seu comandante, armados com foices e enxadas a fim de abrirem caminho entre os entrelaçados arbustos, munidos de fachos e lampiões partiram, esperançosos e cheios de zelo, em busca do fugitivo cordeiro.
Porém nada foi encontrado, e como a noite já ia muito avançada os voluntariosos soldados voltaram exaustos, e aos poucos foram regressando aos seus lares.
Na manhã seguinte, o ajudante de campo de Garibaldi encontrou-o a dormir profundamente. Ficou surpreendido porque o famoso guerreiro era sempre o primeiro a levantar-se. O ajudante retirou-se pé ante pé e voltou um pouco mais tarde. E, finalmente, como via que continuava a dormir, preocupado, acordou-o.
Garibaldi, ainda sonolento, esfregou os olhos, e para surpresa do seu assistente retirou de sob o espesso cobertor o cordeiro tresmalhado, e pediu-lhe que o fosse entregar ao aflito pastor. O eminente líder, com o desconhecimento dos companheiros, tinha prosseguido a pe¬nosa busca, durante a noite, até encontrar o cordeirinho, e encon¬trou-o já de madrugada.
Prezado irmão, prezada irmã, será que tem algum cordeirinho perdido? Então perseverança significa não desanimar até que o cordeirinho seja reencontrado. Deus o exige! Se Ele ainda não veio, é por pura compaixão, porque Ele não quer que nenhum se perca mas que todos venham ao conhecimento da salvação, e sintam que há real interesse para que se salvem.
5 - Uma atitude de testemunho.
O amanhã de Deus é certo e seguro. Jesus voltará para estabelecer um reino perfeito. O nosso amanhã depende da escolha que fizermos hoje. Podemos continuar adormecidos e indiferentes, seguir o caminho dos homens perdidos. Ou aproximarmo-nos d’Ele em oração, para dizermos: “Senhor, eu quero começar de novo. Conheci o Teu amor e sei que a Tua Palavra é fiel e digna de confiança. Venho a Ti tal como estou, suplicando-Te que perdoes as minhas negligências e supras as minhas fraquezas com medida redobrada do Teu Espírito Santo.
6 - Breve, Muito em Breve.
“Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também.” João 14:1-3
No dia 20 de Julho de 1969, dois astronautas americanos, Neil Arms¬trong e Buzz Aldrin, desceram do módulo lunar, caminharam sobre a superfície da Lua e colocaram uma bandeira do seu país no solo rochoso e poeirento. Depois de recolherem algumas rochas lunares para estudo científico, voltaram para a nave espacial e ligaram a ignição para a longa viagem de regresso ao Planeta Terra.
Os jornalistas em Houston, no Texas, entrevistaram as famílias dos dois astronautas: “Estão ansiosas que os vossos familiares regressem à Terra?” A resposta emocionada das duas esposas foi unânime: “Já não conseguimos esperar mais!”
Nós que conhecemos a Bíblia e amamos a verdade como se encontra em Jesus, nós que acreditamos nas promessas do Senhor e Salvador, nós que estamos ansiosos de O ver, a Ele que viveu, morreu e ressuscitou da sepultura para Se tornar o nosso Sumo Sacerdote, nós que estamos desejosos que Ele regresse do Céu à Terra para receber os Seus filhos, nós podemos dizer hoje como disseram as esposas dos dois astronautas: “Já não conseguimos esperar mais.”
Apelo: Senhor, agora preciso de silêncio dentro de mim, preciso de redefinir a minha vida. Quero recolher-me no meu coração, para partir na Tua pegada a caminho de outros homens, mulheres e dizer: “Desculpe nunca ter falado deste assunto, mas Jesus ama-o, Jesus quer o seu coração, é urgente, porque o Senhor Jesus está a voltar!” Eu quero ser usado por Ti, Senhor, para ajudar, a que Jesus volte depressa, Senhor vive em minha vida, mora em mim para iluminar. Queremos apressar a Vinda de Jesus, já não conseguimos esperar mais, estamos ansiosos que Ele volte!
Convido-vos a fazer do cântico da Débora a nossa oração e entrega.
José Carlos Costa
EU QUERO SER USADA POR TI, SENHOR
Pelas ruas da cidade posso ver a dor
Dos que choram sem saber a quem pedir atenção.
Andarilhos desta vida querem entender
Porque sofrem sem ter feito nada p’ra merecer,
Não encontram um sentido p’ra viver,
Não conseguem sua sorte entender.
Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra ajudar.
Vive em minha vida, vem sem mais demorar.
Oh! Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra iluminar.
Vive em minha vida, eu Te peço,
Vem em mim morar!
Nas estradas desta vida vão as multidões,
Enganadas em seus sonhos sem pensar no amanhã.
Todas lutam por tesouros que não podem ter
E se esquecem que somente em Deus há paz p’ra o viver,
Não aceitam que Jesus é o Salvador
E não querem que Ele seja o Senhor.
Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra ajudar.
Vive em minha vida, vem sem mais demorar.
Oh! Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra iluminar.
Vive em minha vida, eu Te peço,
Vem em mim morar!
Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra ajudar.
Vive em minha vida, vem sem mais demorar.
Oh! Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra iluminar.
Vive em minha vida, eu Te peço,
Vem em mim morar!