segunda-feira, 7 de maio de 2012

REVELAÇÃO DE DEUS COM O UNIVERSO

Há várias ideias concernentes à relação de Deus com este nosso universo. A modo de contraste entre essas falsas ideias e o ensino da Escritura, notemos:
I. NO SEU SER DEUS ESTÁ SEPARADO DO UNIVERSO.
Por toda a Escritura Deus está distinguido da Sua criação. Ele é um espírito puro, ao passo que todas as coisas e seres criados são pelo menos materiais em parte, com exceção dos anjos, tanto bons como maus. Deus é infinito; todas as coisas criadas são finitas. Deus é eterno, tendo existido desde a eternidade. Isto não é verdade quanto a qualquer outra coisa. Deus é imutável. Nada mais o é. Deus é omnipresente; nada mais é. Nem qualquer outra coisa possui os atributos de omnipotência e omnisciência da essência de Deus.
As Escrituras, portanto, refutam o panteísmo, o qual é definido por Strong como "aquele método de pensamento que concebe o universo como o desenvolvimento de uma substância inteligente e voluntária, contudo impessoal, que atinge o senso comum somente no homem. Ele, portanto, identifica Deus, não com cada objeto individual no universo senão com a totalidade das coisas" (Systematic Theology, pág. 55).
II. DEUS CRIOU O UNIVERSO.
1. O FACTO.
Isto está declarado no primeiro verso da Bíblia. A Escritura, portanto, nega a eternidade da matéria. Ela também nega que o universo foi criado por um mau Espírito, como ensinaram os maniqueus. Também é negada a geração espontânea, ideia esta dos evolucionistas ateus. Mais ainda, negada é a teoria das emanações, teoria que com o panteísmo sustenta que Deus é da mesma substância com o universo e que o universo é resultado de sucessivas emanações do Seu ser.
2. A MANEIRA.
(1) Pelo faça-se.
Por isso queremos dizer que Deus falou o universo à existência. As seguintes passagens ensinam isto bem claramente:
"E a Palavra de Jeová foram feitos os céus e toda a hoste deles pelo bafo de Sua boca" (Salmos 33:6).
"Tema toda a terra a Jeová; espantem-se dEle todos os habitantes do mundo; porque Ele falou e foi feito; Ele mandou e o mundo permaneceu" (Salmos 33:8,9).
"Pela fé entendemos que os mundos formaram pela palavra de Deus" (Hebreus 11:3).
Claros exemplos da criação pelo faça-se acham-se em Génesis 1, onde descobrimo-lo arquivado que "Deus disse: Haja luz... um firmamento... etc." e cada coisa na sua ordem surgiu à vida.
(2. Sem materiais previamente existentes.
"O que se vê não foi feito das coisas que se viam" (Hebreus 11:3).
Quando Deus chamara a existência os materiais do universo, Ele os amoldou segundo Sua vontade. Ele principiou sem nada. Só Ele é eterno. Todas as demais coisas saltaram de Sua mão criadora.
III. DEUS AGORA CONSERVA O UNIVERSO.
Deus desenvolve contínuo poder, por meio do qual Ele mantém a existência das coisas que Ele criou segundo a natureza que lhes comunicou. A Escritura ensinando sobre a infinidade e supremacia de Deus é suficiente para convencer-nos que Deus só é auto-existente e imutável; que o universo, portanto, deve ser sustentado e mantido por poder não inerente. E como devêramos esperar, então, quando achamos a Escritura fazendo os seguintes relatos:
"Tu és Jeová, ainda Tu só; fizeste o céu e o céu dos céus, com todos os seus exércitos, a terra e tudo que nela existe, os mares e tudo que esta neles, e Tu os conservaste a todos" (Neemias 9:6).
"Ó Jeová, Tu conservas os homens e os animais" (Salmos 36:6).
"Nele vivemos e nos movemos e temos nosso ser" (Atos 17:28).
"Ele é antes de todas as coisas e nEle tudo consiste" – sustentam-se, "derivam sua perpetuidade" (Colossenses 1:17).
"... sustentado todas as coisas pela palavra do Seu poder" (Hebreus 1:3).
Foi provavelmente à conservação que Jesus se referiu, em parte, ao menos, quando disse: "Meu Pai trabalha mesmo até agora" (João 5:17). O descanso de Deus no sétimo dia da semana da criação não foi à cessão total da atividade, mas somente da Sua obra criadora direta.
IV. DEUS CONTROLA O UNIVERSO.
Da Escritura achamos que Deus não só é o criador e conservador do universo, mas o controlador dele. Ele não criou o universo e abandonou: Ele agora governa ativamente toda à parte e toda atividade no universo. Este ensino está envolvido na declaração que Deus "opera todas as coisas segundo o conselho de Sua própria vontade" (Efesios 1:11).
As seguintes passagens também ensinam esta doutrina: Jó 37:3,4,6,10-13; Salmos 135:7; 104:14; Mateus 5:45; 6:26,30.
A doutrina do controlo de Deus no universo não nega a realidade das segundas causas: ela meramente mostra que Deus como a primeira causa e o Criador de todas as segundas causas. Deus arranjou segundas causas de modo que Ele cumprisse a Sua vontade. As leis físicas são reais: elas prevalecem em todos os casos, salvo onde Deus as afasta nos Seus atos miraculosos. Levanta-se o vapor, a chuva cai e o vento sopra segundo certas leis; mas Deus ordenou essas leis e Ele agora sustenta todas as coisas segundo Sua natureza original e Sua intenção por elas, de maneira que Deus é realmente Quem causa o vapor subir, a chuva cair e o vento soprar. Negar a existência da lei é tolice. Representar a lei como operando independente de Deus é infidelidade.
O controlo de Deus não cessa com as forças impessoais do universo: ele estende-se a todas as ações dos homens e as compreende. Isto se mostra pelas seguintes passagens: Êxodo 12:36; Salmos 33:14,15; Provérbios 19:21; 20:24; 21:1; Jeremias 10:23; Daniel 4:35; Isaías 44:28; Êxodo 9:12; Salmos 76:10; Provérbios 16:4; João 12:37,39,40; Atos 4:27,28.
Ver-se-á que o controlo supra dos homens inclui os seus atos maus bem como os bons. O controlo de Deus dos atos maus humanos pode ser dividido em quatro espécies:
1. PREVENTIVO.
Génesis 20:6; 31:24; Salmos 139:3; 76:10.
2. PERMISSIVO.
Salmos 81:12,13; Oseias 4:17; Atos 14:16; Romanos 1:24,28.
É sob o domínio da vontade permissiva ou controle de Deus que 1 Samuel 18:10 começa. Aqui nos é dito que "um espírito mau procede de Deus se apoderou de Saul". É assim que devemos entender o endurecimento e a cegueira de Deus para os pecadores, como em Êxodo 9:12; Romanos 9:18; João 12:40. É também a este domínio que devemos referir Atos 4:27,28, o qual tem a ver com a crucificação de Cristo. Deus ordenou que Cristo morresse sobre a Cruz, mas Ele meramente deteve o Seu poder coercitivo e permitiu a crucificação seguir sua própria inimizade natural contra Cristo. Em 2 Samuel 24:1 e 1 Crónicas 21:1 vemos prova de fato que algumas vezes na bíblia as coisas que Deus permite a outros cometerem são atribuídas a Ele. Em 2 Samuel 24:1 diz-se que Deus moveu Davi a numerar Israel, ao passo que, em 1 Crónicas 21:1, a mesma coisa é atribuída a Satanás.
3. DIRETIVO.
Génesis 50:20; Isaías 10:5. Assim, enquanto Deus permite o pecado, Ele também o dirige para realizar tais propósitos como Lhe apraz que o pecado realize. P. W. Heward, Inglaterra, diz: "Os desejos do pecado são os desejos do homem: o homem é culpado: o homem é censurável. Mas o Deus todo-sábio impede que esses desejos produzam ações indiscriminadamente. Ele compele esses desejos a tomarem um certo curso divinamente estreitado. As torrentes da iniquidade são dos corações dos homens, mas não lhes é concedido cobrirem a terra; trancam-se nos canais da soberana indicação de Deus e os homens inadvertidamente se prendem em limites, de modo que nem um jota do propósito de Deus falhará. Deus trás as enchentes dos ímpios ao canal de Sua providencia, a moverem o moinho do Seu propósito". Disse Agostinho: "Que o pecado dos homens procede deles mesmos; que ao pecarem eles executam esta ou aquela ação, é de Deus, que divide as trevas segundo o Seu prazer".
4. DETERMINATIVO.
Deus não só permite o pecado e o dirige, mas marca os limites além dos quais ele não pode ir e prescreve as linhas dos seus efeitos. Vide Jó 1:12; 2:6; Salmos 124:2; 1 Coríntios 10:13; 2 Tessalonicenses 2:7.

A PERSEVERANÇA NA MISSÃO

"Mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E o evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho para todas as nações, então virá o fim" (Mateus 24.13-14 - NVI).

Introdução
Muitos de nós temos grande consciência de que fomos. Fomos salvos do pecado, da morte, da desespero, das angústias, da falta de rumo etc. A pergunta que nem todos sabem é para que fomos salvos?
Lembro-me de uma experiência que tive quando trabalhava em uma empresa multinacional e tinha que viajar para os Estados Unidos. Em uma dessas viagens, estávamos em um momento de lazer com várias pessoas da empresa praticando desportos. Quando alguns souberam que eu era brasileiro, logo trouxeram uma bola, pois esperavam que eu jogasse bem. Em geral, isso é o que se espera de um brasileiro. Nunca tive um ‘grande' futebol, mas foi o suficiente para não passar vergonha. Ainda bem que não se lembraram do samba. Seria uma grande vergonha (rsrs).
O que se espera de uma laranjeira? E de uma padaria? E de uma farmácia? A resposta torna-se óbvia. Mas o que se espera de um cristão? Qual nosso propósito, nosso papel, nossa missão?
Jesus deixa claro nesse trecho lido que aqueles que perseverarem serão salvos. Faz a ligação dessa perseverança com a pregação das boas novas do reino de Deus. Fica evidente que devemos perseverar na pregação das boas novas. Essa é nossa principal missão aqui: pregar o evangelho a toda criatura.
Mas "o que" e "como" podemos e devemos pregar as boas novas do reino de Deus? Como perseverar nessa missão de pregar?
Vamos refletir sobre três dimensões de nossa pregação que devemos perseverar:
1. Perseverar na missão de pregar com a vida
Jesus foi exemplo e modelo perfeito na pregação com sua vida. Sua ética e conduta eram irrepreensíveis. Fazia o que era correto de forma natural. Ele foi tentado por Satanás nas áreas mais sensíveis da vida (Marcos 1.13), mas sustentou-se fiel ao Pai Celestial. "Ele não cometeu pecado algum e nenhum engano foi encontrado em sua boca" (1 Pedro 2.22; Isaías 53.9). Sua integridade poderia ser posta a toda prova. Ele mesmo desafiou seus acusadores perguntando-lhes "qual de vocês pode acusar-me de algum pecado?" (João 8.46).
A pregação de Jesus era lastreada em sua própria vida. Todos o ouviam atónitos, pois ele falava "como quem tem autoridade" (Marcos 1.22). Sua autoridade não vinha de um título, ou de alguém que fala "grosso", ou que tem um excelente desempenho de comunicação. Ele vivia intensamente o que falava. Ele é a expressão visível do reino de Deus. Ele vivia as boas novas. As marcas do reino de Deus que são justiça, paz e alegria (Romanos 14.17) fluíam através de seus atos, decisões, palavras e pensamentos.
Existem inúmeras outras pessoas no relato bíblico que pregaram com suas vidas. Homens e mulheres justos, tementes a Deus, fiéis em seus relacionamentos, em seus negócios, em suas responsabilidades e compromisso com a comunidade. Pessoas que temiam a Deus com tal intensidade que queriam refletir isso em seu viver diário, mesmo que não conhecessem exatamente o plano de Deus através de Jesus. Um exemplo muito interessante está na vida de Cornélio (Atos 10).
Como a Bíblia é um livro sem censuras sobre a vida real, a vida como ela é, encontramos também muitas pessoas que falham, que se desviam, que abandonam a proposta de viver os valores do reino de Deus. Alguns deles arrependem-se e retomam o caminho proposto, como foi o caso de Davi, de Jonas, de Pedro e tantos outros.
Quando faço um rápido retrospecto em minha vida pessoal, percebo quantas pessoas me inspiraram pregando Jesus com a coerência de suas vidas. Destaco meus pais - Elias e Leontina - que sempre pregaram com muita integridade o temor a Deus, o querer acertar, respeitando pessoas, considerando os mandamentos da Palavra, agindo com retidão, revisando seus erros, sempre dependendo da graça de Jesus. Louvo a Deus porque eles tiveram perseverança na missão de pregar vivendo.
O que fazemos fala mais alto que nossas palavras. Vamos, portanto, perseverar na missão de pregar com nosso viver.
Francisco de Assis disse: "pregue o tempo todo; se necessário, use palavras". A pregação com a vida é vital, mas precisamos pregar com palavras também.
2. Perseverar na missão de pregar com palavras
O maior alvo do ministério de Jesus foi, sem dúvida, a morte redentora na cruz. Essa missão era pessoal e intransferível. Somente ele poderia cumpri-la. Mas nos três anos de seu ministério público, ele percorreu toda a região da Galileia, Samaria e Judeia pregando e ensinando com muita intensidade sobre as boas novas do reino de Deus (Mateus 4.23; 9.35; 11.1). Ele sabia mais que ninguém a importância de expressar em palavras a esperança proposta.
Além de pregar, Jesus direcionou claramente seus discípulos que pregassem com palavras (Mateus 10.7; Marcos 6.12; Lucas 9.60). Mesmo depois de sua ascensão, os discípulos continuaram essa missão com toda a determinação e dedicação "ensinando o povo e proclamando em Jesus a ressurreição dos mortos" (Atos 4.2). Faziam isso inspirados no modelo do Mestre, cheios do Espírito Santo (Atos 4.8), cheios de coragem (Atos 4.13), sem temer a própria morte, como no exemplo de Estevão (Atos 6.10 e 7.55-58).
Toda a igreja era instruída a explicar as razões da sua fé. Sabiam como testemunhar, como pregar em contatos e relacionamentos o poder do evangelho que experimentavam nas suas vidas. O apóstolo Paulo sentia-se feliz em ter sido chamado para "apresentar plenamente a palavra de Deus" (Colossensses 1.25-26). Ele entendia que esse trabalho deveria ser feito a todo tempo, com persuasão e insistência, com clareza e inteligência (1 Timóteo 4.2). Entendia também que todos deveriam ser estimulados a divulgar as boas novas (2 Timóteo 2.2). Instruía que era necessária dedicação "à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino" (1 Timóteo 4.13-16).
A lógica é simples: pessoas são enviadas para pregarem; a pregação traz compreensão; a compreensão desperta a fé; a fé é o que salva e transforma o coração de cada pessoa (Romanos 10.12-15).
Olhando para a minha vida, sou grato a Deus por tantas pessoas que pregaram e me ensinaram através de palavras. Destaco a falecida irmã Maria Augusta Pires que pregou de uma maneira tão doce e oportuna. Eu era um jovem e ouvi-la fazia crescer em mim o desejo de pregar a Jesus Cristo como algo tão relevante. Já passaram mais de 40 anos e, graças a Deus, determinou a minha história. Louvo a Deus pela sua perseverança na missão de pregar.
Estamos aqui somente porque muitas pessoas pregaram com palavras. Falamos naturalmente do que nosso coração está cheio. Então, devemos também perseverar na missão de pregar com o nosso falar.
Devemos, portanto, cumprir a missão de pregar vivendo, pregar falando, mas devemos ir além: pregar servindo.
3. Perseverar na missão de pregar com serviço
Jesus declarou que "não veio para ser servido, mas para servir" e a maneira que Ele o fez foi muito prática, "dando a Sua vida em resgate por muitos" (Mateus 20.28; Marcos 10.45). Mas seu serviço foi muito abrangente. Seu ministério foi itinerante. Ele saía ao encontro das pessoas. Não ficava parado. Visitava, relacionava-se, interagia, curava, alimentava, orava, confortava e festejava também. O Seu primeiro milagre no casamento reflete o quanto se interessava pela vida integral do seu povo. Ele serviu o tempo todo.
A cerimónia do lava-pés foi um dos momentos mais fortes do ensino desse princípio de pregar com serviço. Jesus fez aquilo que era o mais simples, digno de um criado e declarou: "se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo para que vocês façam como lhes fiz" (João 13.14-15). Ele é muito claro. Não deixa dúvidas.
Dessa maneira os discípulos fizeram. Serviram com suas vidas, seus recursos, seu tempo. Visitavam, oravam, amavam-se. Serviam-se mutuamente. O serviço não era unilateral, mas multidireccional. Serviam-se uns aos outros. Perseveraram no testemunho, na palavra e no serviço (Atos 2.42 ss). Quanta dedicação! Quanto amor ao próximo! Quanta vivência dos principais valores do reino! As boas novas não eram somente observadas, nem só ouvidas: eram sentidas com toda intensidade do serviço do povo missionário de Deus.
Olho para a minha vida com muita gratidão a Deus por tantas pessoas que me abençoaram com múltiplos serviços. Recebi muito consolo em tempos de lutas, orações em momentos críticos. Mas quero destacar uma pessoa que me abençoou de forma especial: o Pr. Morgado. Senti que ele me adotou como um filho espiritual. Tivemos um longo período de discipulado. Aliás, o discipulado nunca acabou. Pacientemente ele estimulou-me a apelar ao coração das almas, amar a palavra de Deus. Quando morei nas Caldas da Rainha, ele visitava-me nos momentos cruciais. Acompanhou meu ministério, depois com ele como presidente da Igreja em Portugal, fui diretor de jovens e de outros departamentos, com ele fui chamado para diretor dos departamentos da Divisão euro-africana. Louvo a Deus pela sua perseverança na missão de pregar servindo.
Eu e você estamos aqui somente porque muitas pessoas nos mostraram Jesus com o seu servir. Quanto mais conhecemos Jesus, mais respondemos ao seu amor servindo outros! Façamos do serviço nosso estilo de vida. É importante perseverar na missão de pregar com o serviço.
Para finalizar, vamos resumir e concluir a nossa reflexão sobre PERSEVERANÇA NA MISSÃO.

Conclusão
Agora entendemos melhor para que fomos e somos salvos: para perseverarmos na missão de pregar vivendo, pregar falando e pregar servindo. Esse é o desejo do coração de Deus.
Jesus disse: "agora que vocês sabem dessas coisas, felizes serão se as praticarem" (João 13.17).
Vamos, portanto, perseverar, insistir, estimular, estar atentos para essas coisas simples e práticas do evangelho. Através das células, somos confrontados a pregar com a nossa vida, andando com ética e integridade, somos estimulados a pregar com palavras, evangelizando o nosso próximo e desafiados a pregar com o serviço uns aos outros nas várias áreas da vida, principalmente através do discipulado.
Vivendo assim, as boas novas se espalham naturalmente por todo o mundo, a palavra de Cristo cumpre-se e então virá o fim, ou será um novo começo?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

OS NOSSOS FILHOS PERTENCEM AO SENHOR

Intr.: "Pedi ao Senhor que me desse este filho, e Ele atendeu ao meu pedido. Agora eu o trago, como se o estivesse devolvendo ao Senhor, por todos os dias em que ele viver. Assim ela deixou o menino ali no tabernáculo para servir ao Senhor"
I Sam. 1:27, 28.

“Ana tinha-se aproximado da entrada do tabernáculo, e na angústia de seu espírito "orou, e chorou abundantemente". Contudo, entretinha em silêncio comunhão com Deus, não proferindo nenhuma palavra. Naqueles tempos ruins, tais cenas de adoração eram raramente testemunhadas. Festins irreverentes, e mesmo embriaguez, eram coisas comuns, mesmo nas festas religiosas; e Eli, o sumo sacerdote, observando Ana, supôs que estivesse dominada pelo vinho. Julgando administrar uma repreensão merecida, disse com severidade: "Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho."
Condoída e surpresa, Ana respondeu brandamente: "Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido, porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora."
O sumo sacerdote ficou profundamente comovido, pois era homem de Deus; e em lugar de repreensão proferiu uma bênção: "Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a tua petição que Lhe pediste." Patriarcas e Profetas, p. 570


I. Deus olha para o meu filho como sendo Seu e que me foi apenas emprestado por Ele para que eu o eduque para servi-lO.
A. Sim, os nossos filhos realmente não nos pertencem, eles pertencem ao Senhor...
* Pelo fato de sermos naturalmente inclinados a esquecer esta realidade, amamos e tratamos os nossos filhos como se fossem inteiramente nossos...

1ª Samuel 1:17
“Vai em paz…” a paz só é encontrada quando cessam as hostilidades (Penina), era um espinho (tinha filhos) 1:2, 6, 8.
O versículo 17 faz pensar nas palavras de Jesus em Lucas 23:34.
Eli prontamente reconheceu a mão de Deus, e foi inspirado pelo Espírito Santo para indicar a aprovação divina.

Ana deixou de depender das circunstâncias. Deixou tudo nas mãos de Deus, e a resposta foi imediata.

*O versículo 20. Encontramos o nome do menino, Samuel, que significa “ouvido por Deus”. Samuel é um nome pleno de significado, recorda que aquele menino foi dado por Deus.

Deus precisa ainda de mães como Ana. Mães que compreendam que os seus filhos são em primeiro lugar do Senhor. E que as mães têm uma nobre e grandiosa tarefa de serem princesas de Deus para educar os filhos/as na perspectiva da obra redentora de Deus.

A obra que o Senhor tem a fazer na terra é muito grande e Ele tem planeado uma tarefa para cada pessoa; portanto não pode dispensar nenhum dos seus filhos.
Frequentemente lemos histórias sobre mães que sacrificaram o seu único filho, ou todos os seus filhos, pelo seu rei ou país...

Porém, constitui uma honra muito maior dar ao Rei dos reis a criança que é Sua, a quem Ele nos tem emprestado concedendo-nos o alto privilégio de amá-la, educá-la e prepará-la...

O crente deleita-se em dar o que me é a mais preciosa possessão sobre a terra ao Senhor.
Deus que deu o Seu Filho por mim, a Ele somente, tudo que sou e tenho Lhe pertence...

Os nossos filhos, também, têm dado ao Senhor por todos os dias em que viver...

II. Não é apenas em favor dos interesses de Deus, mas em favor dos interesses dos meus filhos que eu DEVO ENTREGÁ-LOS ao Senhor...
A. Quanto mais amamos os nossos filhos, tanto mais completamente devemos entregá-los a Deus.

Nenhum lugar pode ser seguro ou feliz para eles a não ser a companhia divina. Amamos as nossas pequenas jóias preciosas, e contudo quão pouco posso fazer por elas...

Sabemos que eles nasceram com uma natureza pecaminosa que herdaram de nós, e que nem todo meu amor ou preocupação pode vencer...

Porém, se dermos os filhos a Deus, sabemos que Ele os aceita e os recebe como Seus...

Deus fará que os filhos seja um com o Seu Filho, purificando-os no precioso sangue de Jesus....

Ele fará com que eles nasçam de novo, Deus lhe concede uma nova natureza... João 2:3
Ele, o grande Deus, adoptará os filhos como Seus, e os preparará para a gloriosa eternidade.

Ele usará os Pais como ministros, dando-lhes toda sabedoria que eu necessito para educar os vossos filhos para O servir... Não me perguntem porque eu dei o meu filho ao Senhor...
a. É porque amo o meu filho.
b. Quem não desejaria dar seu filho a um Deus como o nosso?!...

III. Foi em meu favor, também, que dei o meu filho ao Senhor, pois ao dar a Deus o meu filho, ele tornou-se duplamente meu.
A. Ao darmos os nossos filhos a Deus, Ele os protege e os devolve...

Assim eles são nossos sem que temamos cometer pecado por amá-los como nossos ou receemos perdê-los.

Mesmo que a morte os tome, sei que um dia o Senhor os trará à vida novamente.
Talvez fiquem doentes, ou morram, se isto acontecer, será só por um momento. Ele os ressuscitará.
Deus os devolverá para nós...
IV. Consideraremos agora como esta dedicação da criança deve ser mantida na sua educação no lar...
A. Os pais devem usar a dedicação de seu filho como um apelo a Deus ao dirigirem-se a Ele em oração...

A graça prometida para se levar avante a educação de uma criança não é concedida de uma vez só, mas dia a dia... Ao educarmos os nosso filho surgirão dificuldades para as quais a ajuda divina parecerá que não vem... a. Então, é tempo para oração e fé.

O poder do pecado pode manifestar-se no caráter da criança... Às vezes poderá haver mais características para criar temor que esperança.
A nossa própria ignorância, infidelidade ou fraqueza pode levar-nos a temer que o nosso filho não esteja a ser educado para o Senhor...
a. Em tais ocasiões, como em todos os tempos, Deus deve ser nosso refúgio...

Devemos pleitear por graça para a criança que nos foi dada seja aceite por Deus... como Ana. Com lágrimas, sim, mas tendo a certeza que Deus escuta. Quando ela não sabia. Sabia que a resposta viria.

A criança agora será do Senhor, e podemos deixá-la com Ele... Tal fé nos trará bênçãos e descanso... Permitam que as vossas meninas saibam, mesmo que não possa ser-lhes transmitido por palavras, que ela foi dada ao Senhor...

Que ela saiba que esta é a razão pela qual não podemos satisfazer todas as suas vontades ou permitir que viva no pecado... a. Devemos guardá-la para Deus...

Que a criança aprenda, com gentileza e firmeza, que isto não é apenas uma afirmação vazia, mas um princípio que nos motiva.

Sendo que deram as vossas filhas ao Senhor, usem este ato de consagração como um motivo para desempenharem fielmente os vossos deveres...

Educar nosso filho de modo consagrado requer completa devoção no viver diário... Consideremos os nosso filho à luz desta grande transacção que fizemos com Deus... a. "Eu dei meu filho ao Senhor"...

Esta lembrança pode animar-nos a uma diligência, a uma fé e vida de oração mais ardentes...
a. Deus precisa de servos para o Seu reino...
b. Peçamos ao Senhor aquele glorioso lugar que Ele tem para cada criança no Seu maravilhoso reino...

Precisamos mais pais consagrados como Ana e mais filhos que recebam uma educação consagrada como Samuel. Possa Deus através de Seu Espírito ensinar-nos o completo significado e poder das palavras:
a. "Tenho dado o meu filho para ser do Senhor enquanto viver"...
Conclusão:
Que seu filho possa ouvir a voz que chamou Samuel e na simplicidade infantil possa responder: "Fala Senhor, que o teu servo ouve" 1ª Samuel 3:1-9.
1ª Samuel 2:1-11

OS NOSSOS FILHOS PERTENCEM AO SENHOR

1ª Samuel 2:1-11

Intr.: "Pedi ao Senhor que me desse este filho, e Ele atendeu ao meu pedido. Agora eu o trago, como se o estivesse devolvendo ao Senhor, por todos os dias em que ele viver. Assim ela deixou o menino ali no tabernáculo para servir ao Senhor"
I Sam. 1:27, 28.

2. O relacionamento entre o cristão e o Senhor com respeito aos filhos tem sido apresentado de diferentes maneiras...
3. Na história de Samuel temos uma expressão nova e muito bela desse relacionamento. 4. Ana recebeu o seu filho do Senhor em resposta à sua oração...
5. O amor e alegria do seu coração não poderiam encontrar uma maneira melhor de se expressar do que devolver o filho ao Senhor para que O servisse durante toda sua vida...
6. Este pensamento é comum ao coração da mãe cristã quando ela contempla o seu pequeno filho/a.
7. Quando considerado cuidadosamente, este pensamento revela algumas das mais preciosas lições de fé e dever paternos...
8. Quando quer que pensemos em Deus, nos nossos filhos, ou em nós mesmos, há sempre uma boa razão para dizermos: "Nós e nossos filhos O serviremos durante toda nossa vida, pois somos propriedades d´Ele"...

I. Deus olha para o meu filho como sendo Seu e que me foi apenas emprestado por Ele para que eu o eduque para servi-lO...
A. Sim, os nossos filhos realmente não nos pertencem, eles pertencem ao Senhor...
1. Pelo fato de sermos naturalmente inclinados a esquecer esta realidade, amamos e tratamos os nossos filhos como se fossem inteiramente nossos...
2. Por esta razão, é um privilégio muito precioso devolvê-los ao Senhor para que O sirvam enquanto viverem!...
B. Deus não apenas tem direito sobre os nossos filhos, mas Ele também necessita deles...
1. A obra que Ele tem a fazer na terra é muito grande e Ele tem planeado uma tarefa para cada pessoa; portanto não pode dispensar nenhum dos seus filhos.
2. Frequentemente lemos histórias sobre mães que sacrificaram o seu único filho, ou todos os seus filhos, pelo seu rei ou país...
3. Porém, constitui-se uma honra muito maior dar ao meu Rei a criança que é Sua, a quem Ele me tem emprestado concedendo-me o alto privilégio de amá-la, educá-la e prepará-la...
4. Amo o meu Senhor e constantemente peço que eu possa entregar-me a Ele em retribuição ao Seu infinito amor por mim...
5. Deleito-me em dar aquilo que me é a mais preciosa possessão sobre a terra para ser Seu...
6. Deus que deu o Seu Filho por mim, a Ele somente, tudo que sou e tenho Lhe pertence...
7. O meu filho, também, tenho dado ao Senhor por todos os dias em que viver...

II. Não é apenas em favor dos interesses de Deus, mas em favor dos interesses dos meus filhos que eu DEVO ENTREGÁ-LOS ao Senhor...
A. Quanto mais amamos os nossos filhos, tanto mais completamente devemos entregá-los a Deus.
1. Nenhum lugar pode ser seguro ou feliz para eles a não ser a companhia divina.
2. Amo minhas pequenas jóias preciosas, e contudo quão pouco posso fazer por elas... 3. Sei que eles nasceram com uma natureza pecaminosa que herdaram de mim, e que nem todo meu amor ou preocupação pode vencer...
4. Porém, se eu der os meus filhos a Deus, sei que Ele os aceita e os recebe como Seus...
5. Deus fará que o meu filho seja um com o Seu Filho, purificando-o no precioso sangue de Jesus....
6. Ao fazê-lo nascer de novo, Deus lhe concede uma nova natureza... João 2:3
7. Ele, o grande Deus, adoptará meu filho como Seu, e o preparará para a gloriosa eternidade.
8. Ele usará os Pais como ministros, dando-lhes toda sabedoria que eu necessito para educar os vossos filhos para O servir...
9. Não me perguntem porque eu dei o meu filho ao Senhor...
a. É porque amo meu filho.
b. Quem não desejaria dar seu filho a um Deus como o nosso?!...

III. Foi em meu favor, também, que dei o meu filho ao Senhor, pois ao dar a Deus o meu filho, ele tornou-se duplamente meu.
A. Ao darmos os nossos filhos a Deus, Ele os protege e os devolve...
1. Assim eles são nossos sem que temamos cometer pecado por amá-los como nossos ou receemos perdê-los.
2. Mesmo que a morte os tome, sei que um dia o Senhor os trará à vida novamente.
3. Talvez fiquem doentes, ou morram, se isto acontecer, será só por um momento. Ele os ressuscitará.
4. Deus os devolverá para nós...
5. Entregar meus filhos ao Senhor torna-se então o mais abençoado companheirismo e amizade entre Deus e eu...
B. Se meus filhos permanecerem comigo sobre esta terra, ao dedicá-los ao Senhor, posso estar confiante que toda graça e sabedoria que necessito para educá-los me serão dadas.
1. Não preciso preocupar-me, pois meus filhos pertencem ao Senhor...
2. Porventura Deus não providenciará tudo aquilo que eles necessitam?...
3. Se os pais desejam saber como educar seu filho de modo correto devem entregá-lo ao Senhor.
4. Estas são algumas das gloriosas bênçãos que recebemos quando entregamos nossos filhos a Deus...

IV. Consideraremos agora como esta dedicação da criança deve ser mantida em sua educação no lar...
A. Os pais devem usar a dedicação de seu filho como um apelo a Deus ao dirigirem-se a Ele em oração...
1. A graça prometida para se levar avante a educação de uma criança não é concedida de uma vez só, mas dia a dia...
2. Ao educarmos nosso filho surgirão dificuldades para as quais a ajuda divina parecerá que não vem... a. Então, é tempo para oração e fé.
3. O poder do pecado pode manifestar-se no caráter da criança...
4. Às vezes poderá haver mais características para criar temor que esperança.
5. Nossa própria ignorância, infidelidade ou fraqueza pode levar-nos a temer que nosso filho não esteja sendo educado para o Senhor...
a. Em tais ocasiões, como em todos os tempos, Deus deve ser nosso refúgio...
B. É necessário mantermos a dedicação da criança ao Senhor e orarmos por ela.
1. Nós a dedicamos a Ele e nos recusamos a tomá-la de volta porque tanto ela como nós somos pecadores...
2. Devemos pleitear por graça para a criança que foi dada a nós seja aceita por Deus...
3. A criança agora será do Senhor, e podemos deixá-la com Ele...
4. Tal fé nos trará bênçãos e descanso...
C. Permita que a criança saiba, mesmo que não possa-lhe ser transmitido por palavras, que ela foi dada ao Senhor...
1. Que ela saiba que esta é a razão pela qual não podemos satisfazer todas as suas vontades ou permitir que viva pecando... a. Devemos guardá-la para Deus...
2. Que a criança aprenda, com gentileza e firmeza, que isto não é apenas uma afirmação vazia, mas um princípio que nos motiva.
3. Permita que ela compreenda esta verdade de tal modo que se torne o primeiro motivo de sua vida.
4. Pelo fato de ter sido dedicada ao Senhor e aceita por Ele, como poderia ela desobedecê-Lo ou magoá-Lo?...
5. Façamos com que nossas palavras, nossa vida, nossas orações e educação levem a criança a sentir: "Eu sou do Senhor..."
D. Sendo que demos nosso filho ao Senhor, usemos este ato de consagração como um motivo para desempenharmos fielmente nossos deveres...
1. Distraimo-nos facilmente de nosso objetivo espiritual por causa dos problemas da vida e do mundo que nos rodeia.
2. Educar nosso filho de modo consagrado requer completa devoção no viver diário...
3. Consideremos nosso filho à luz desta grande transação que fizemos com Deus... a. "Eu dei meu filho ao Senhor"...
4. Esta lembrança pode animar-nos a uma diligência, a uma fé e vida de oração mais ardentes...
5. Devemos agir sob a influência de estarmos educando nosso filho para o Senhor.
a. Deus precisa de servos para o Seu reino...
b. Peçamos ao Senhor aquele glorioso lugar que Ele tem para cada criança em Seu maravilhoso reino...
c. Se este pensamento motivar cada pai que tem dedicado seu filho a Deus, um número muito maior de jovens será preparado para a obra do Senhor...
d. Se todas as crianças cujos pais professam tê-las dedicado ao Senhor realmente alcançarem este santo objetivo, não teremos escassez de pessoas para tomarem parte na obra de Deus.
6. Precisamos mais pais consagrados como Ana e mais filhos que recebam uma educação consagrada como Samuel.
7. Possa Deus através de Seu Espírito ensinar-nos o completo significado e poder das palavras:
a. "Tenho dado meu filho para ser do Senhor enquanto viver"...
Conclusão:
1. Ao dedicarmos esta criança ao Senhor ela se torna sua e dEle...
2. Sua alma deve humilhar-se ao pensar neste grande privilégio, nesta santa sociedade entre Deus e você...
3. Rogue por sua graça para habilitá-lo a guardar este precioso tesouro que foi concedido a você.
4. Peça ao Senhor para que Ele o ensine a amar esta criança com terno e santo amor e a educá-la para serví-Lo...
5. Você deve ensiná-lo o respeito de Deus e Seu grande amor a fim de que seu coração possa ser ganho o quanto antes para Ele.
6. Que sua vida seja uma inspiração para seu filho a fim de ajudá-lo a ver e a amar tudo aquilo que é puro, louvável e prazeiroso para Deus.
7. Que seu filho possa ouvir a voz que chamou Samuel e na simplicicade infantil possa responder: "Fala Senhor, que o teu servo ouve"


“Ana não proferiu censura alguma. O fardo que ela não podia repartir com amigo algum terrestre, lançou-o sobre Deus. Ansiosamente rogou que lhe tirasse a ignomínia, e lhe concedesse o precioso dom de um filho para o criar e educar para Ele. E fez um voto solene de que, se seu pedido fosse satisfeito, dedicaria o filho a Deus, mesmo desde o seu nascimento. Ana tinha-se aproximado da entrada do tabernáculo, e na angústia de seu espírito "orou, e chorou abundantemente". Contudo, entretinha em silêncio comunhão com Deus, não proferindo nenhuma palavra. Naqueles tempos ruins, tais cenas de adoração eram raramente testemunhadas. Festins irreverentes, e mesmo embriaguez, eram coisas comuns, mesmo nas festas religiosas; e Eli, o sumo sacerdote, observando Ana, supôs que estivesse dominada pelo vinho. Julgando administrar uma repreensão merecida, disse com severidade: "Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho."
Condoída e surpresa, Ana respondeu brandamente: "Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido, porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora."
O sumo sacerdote ficou profundamente comovido, pois era homem de Deus; e em lugar de repreensão proferiu uma bênção: "Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a tua petição que Lhe pediste."
A oração de Ana foi atendida; recebeu a dádiva que tão fervorosamente havia rogado. Olhando para o filho, chamou-o Samuel - "pedido a Deus". I Sam. 1:8, 10, 14-16 e 20. Logo que o pequeno teve idade suficiente para separar-se de sua mãe, ela cumpriu seu voto. Amava o filho com toda a devoção de um coração de mãe; dia após dia, observando suas faculdades que se expandiam, e ouvindo seu balbuciar infantil, cingia-o mais estreitamente em suas afeições.
Era seu único filho, uma dádiva especial do Céu; mas recebera-o como um tesouro consagrado a Deus, e não queria privar o Doador daquilo que Lhe era próprio.
Mais uma vez Ana viajou com o esposo para Siló, e apresentou ao sacerdote, em nome de Deus, sua preciosa dádiva, dizendo: "Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a minha petição, que eu Lhe tinha pedido. Pelo que também ao Senhor eu o entreguei, por todos os dias que viver." I Sam. 1:27 e 28. Eli ficou profundamente impressionado pela fé e devoção desta mulher de Israel. Ele próprio, pai por demais condescendente, ficou atemorizado e humilhado vendo o grande sacrifício desta mãe, separando-se de seu único filho, para que o pudesse dedicar ao serviço de Deus. Sentiu-se reprovado pelo seu amor egoísta, e com humilhação e reverência prostrou-se perante o Senhor e adorou.”
Patriarcas e Profetas

terça-feira, 24 de abril de 2012

Jesus e as Bodas de Canaã - Sermão de Casamento

Qual foi a atitude de Jesus para com o casamento e o amor romântico? O que significa o fato de que Ele abençoou aquela cerimónia de casamento judaico, tão agitado e prolongado naquela época? João 2:1-11
Jesus tinha acabado de voltar do deserto da tentação, onde Ele próprio tinha bebido o cálice de angústia. Mas dali, Ele saiu para dar à família humana o cálice da bênção e para consagrar os relacionamentos afetivos da vida humana. Jesus, que oficiou o primeiro casamento no Jardim do Éden, realizou então o Seu primeiro milagre. Onde? Numa festa de casamento.
 Um casamento judaico nos tempos bíblicos era uma ocasião impressionante. Um casamento na pequena aldeia de Caná da Galileia pode ter sido o evento do ano. A festa durava alguns dias. Rabinos e alunos paravam de estudar. Todos traziam presentes e, em troca, se esperava que a família anfitriã mantivesse os convidados bem supridos com comida, bebida e diversão.
 A falta de vinho foi mais do que um pequeno desapontamento. Foi uma catástrofe. E a mãe de Jesus foi falar com Ele, descrevendo a situação de emergência. Ela não sugeriu nada, nem foi passiva. Ela falou com os servos da casa e exortou: “Façam tudo o que Ele lhes mandar” (João 2:5, NVI).
 Jesus então disse aos servos que enchessem seis potes de água. Arqueólogos dizem que, naquela época, um vaso para armazenamento podia conter entre 60 e 90 litros. Estamos a falar de pelo menos 360 litros. Alguns estudiosos sugerem pelo menos 460 litros.
 O que ocorreu a seguir foi a exclamação entusiasmada do mordomo, felicitando o noivo: “Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora” (João 2:10, NVI).
 Se cada litro rende seis copos, do tamanho geralmente usado em festas de casamento, no mínimo o total de copos de vinho foi de 2.160. Isso significa que foram servidas 2.160 porções do melhor vinho numa pequena festa de casamento numa remota aldeia da Galileia. Quando está no casamento, Jesus oferece coisas melhores do que tudo que as pessoas já viram.
 Nesse milagre podemos ver o poder criador de Deus, o mesmo poder que criou o mundo. E, no ministério terreno de Jesus, esse poder foi revelado pela primeira vez no contexto de um casamento.
O amor romântico e o casamento são, de fato, presentes maravilhosos de Deus. Devemos lembrar, também, que Jesus nunca foi casado, e assim Ele deixou um exemplo que mostra que nem todos têm que se casar. Pessoas solteiras podem viver de maneira plena, produtiva e feliz, assim como as pessoas casadas.
Lembre-se de que a sua casa será mais do que um lar no próximo sábado. Será a porta do Céu aberta para quem você convidou.
Estudo adicional
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, o casamento é utilizado para representar a união amorosa e sagrada entre Cristo e o Seu povo. Para Jesus, a alegria da festa de casamento apontava para a alegria daquele dia em que Ele levará a Sua noiva para a casa do Pai, e os remidos com o Redentor se assentarão à mesa para as bodas do Cordeiro. Ele diz: “Assim como o noivo se regozija por sua noiva, assim o seu Deus se regozija por você” (Is 62:5, NVI). “Nunca mais a chamarão de “Abandonada” (v. 4, NTLH). “Tu serás chamada ‘Minha querida’... Pois o Senhor está contente contigo... o seu Deus Se alegrará com você” (v. 4, 5, NTLH). “Por causa do Seu amor lhes dará nova vida. Ele cantará e Se alegrará” (Sf 3:17, NTLH).
 A Bíblia termina com esse mesmo tema glorioso. “‘…Vamos alegrar-nos e dar-­Lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a Sua noiva já se aprontou. Para vestir-se, foi-lhe dado linho fino, brilhante e puro…’” (Ap 19:6-9, NVI).

domingo, 22 de abril de 2012

JESUS AUTOR DA NOSSA FÉ

1) Introdução
Hebreus 12: 1,2
Hebreus 12 é um importante capítulo do NT, pois nele os cristãos são desafiados a correr, e avançar em realizar a vontade de Deus, sem desanimar. Neste capítulo, o autor usa a figura de uma corrida, onde temos como meta de chegar ao fim.
É neste capítulo que o autor nos lembra do exemplo de Jesus que cumpriu a sua missão enfrentando muitas dificuldades.

1) Nos versos iniciais do capítulo 12, aprendemos profundas lições:
1.1 Na vida cristã temos uma meta
Em I Cor. 9:26, o apóstolo Paulo diz: “Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar…”.
A vida cristã é uma corrida para alcançar um alvo que temos pela frente. Aprendemos aqui em Hebreus, que nós cristãos não andamos sem rumo, mas ao contrário somos como viajantes que percorrem a estrada principal, que correm com perseverança a carreira proposta.
Nem o próprio Deus trabalha sem uma meta ou objetivo. Tudo o que Ele faz tem uma meta.
Não somos como turistas que retornam ao ponto de partida, mas como peregrinos que estão sempre em direção a um objetivo. Hebreus 12, mostra-nos que a nossa meta é nada menos que o próprio Cristo. Assim procuramos ser semelhantes a Ele e ter a sua presença em nós.
Se estamos em direção a um ponto de chegada, é bom que perguntemos: Estou a ter algum progresso? Estou avançar na minha vida espiritual? Estou a ter resultados? Se tenho uma meta, estou a chegar cada vez mais perto dela?
Alguém já disse que “…para tirar o máximo partido da sua vida, transforme os alvos de Deus nos seus alvos.”
1.2 Na vida cristã temos uma inspiração.
Em Hebreus 12:1 revela: “….temos essa grande nuvem de testemunhas ao nosso redor….”.
Esta metáfora compara o cristão a um atleta que faz os últimos preparativos para a competição. Ele vai entrar num estádio, enquanto que os espectadores olham sentados. O atleta, que tem o propósito de ganhar a corrida, contempla por um momento a multidão que o rodeia como uma “nuvem”. As “testemunhas” são neste caso os incontáveis heróis da fé que são mencionados no capítulo 11, cada um deles, apesar das desvantagens e obstáculos, terminou a corrida com gozo. A sua fidelidade e perseverança proporcionaram-lhes a vitória na corrida da vida.
Temos aqui o pensamento da nuvem invisível de testemunhas. Neste contexto elas são testemunhas num duplo sentido: são os que deram testemunho da sua fé em Cristo e agora são testemunhas que assistem ao cumprimento do nosso dever.
Mas quem são estas testemunhas? No capitulo 11 Hebreus nos apresenta uma relação de heróis e heroínas que venceram a corrida. Eles fazem parte da história do povo de Israel. Hebreus nos lembra de pessoas como Abel, Enoque, Noé, Abraão, José, Moisés, Raabe, e tantos outros. O detalhe comum a todos é que Eles venceram porque creram. O verso 39 do capitulo 11 diz na versão linguagem de Hoje: “porque creram, todas estas pessoas foram aprovadas por Deus….”.
Ao imaginarmos este quadro de testemunhas que nos observam, podemos compará-lo a situação de um atleta que esta correndo num estádio lotado de gente. Quando ele acelera a marcha a multidão o olha. Mas, o detalhe interessante desta cena é que a multidão que o observa corresponde àqueles que já ganharam antes esta corrida. Assim somos observamos por testemunhas que já ganharam antes esta mesma corrida em que nos encontramos.
Agora pense comigo. Um ator agiria com muito mais intensidade se soubesse que algum famoso está sentado nas poltronas, observando-o. Um atleta se esforçaria duplamente se soubesse que é observado por uma famosa equipa de atletas olímpicos.

Do mesmo modo, Hebreus nos mostra nestes versos, que nós também estamos correndo diante de uma plateia que nós observamos atentamente. Nesta plateia, estão todos os grandes heróis da fé do Antigo testamento. No capítulo 11 de hebreus, observamos que todos eles foram vencedores quando estavam correndo para cumprir suas carreiras e agora eles nos assistem. Portanto, estamos correndo diante de uma plateia de vencedores, e eles torcem para que nós também vençamos.
Se esforce meu irmão para realizar a vontade do Senhor, pois há uma plateia de vencedores que torce por seu sucesso. E assim como eles venceram em ser fieis ao Senhor, eu e você também venceremos.
1.3 Na vida cristã temos obstáculos a transpor
Hebreus nos mostra que além de estarmos rodeados por toda uma plateia de vencedores, também estamos rodeados pelo obstáculos dos nossos próprios pecados.
Ninguém pode alcançar o sucesso quando se sente preso a algo muito pesado. Ninguém tentaria escalar o Everest com um fardo extremamente pesado.
Assim irmãos, o supérfluo e desnecessário que poderia nos atrapalhar na realização da vontade de Deus deve ser deixado de lado. Cada indivíduo deve decidir o que é supérfluo. E quanto ao pecado, deve ser deixado de lado imediatamente após reconhecido, pois nos impede de prosseguir e crescer.

Ilustração
Há uma história interessante de um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
No caminho encontrou um passante que lhe perguntou: – Viajante, por que carrega essa pedra tão grande? – É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava. Então, ele jogou a pedra fora e sentiu-se muito melhor. Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou: – Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada? – Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo. Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora? Não! Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas!
Na vida cristã é um dever essencial descartar coisas que não servem para Deus: hábitos, prazeres, confissões e associações que nos arrastam para trás ou nos atiram para baixo. Assim, devemos abandonar tudo aquilo que nos retém e frequentemente necessitaremos a ajuda de Cristo para poder fazê-lo. Peça ao Senhor: “Pai, me ajude a deixar tudo aquilo que me tem impedido de avançar”.
1.4 Na vida cristã temos um importante meio para avançar
Este meio é a perseverança firme. O texto diz: “…corramos com perseverança…”. Trata-se da palavra grega hypomone. Esta palavra se refere a uma persistência que domina as coisas, que nos faz marchar sempre adiante com firmeza recusando desviar-se. Os obstáculos não nos intimidam, as demoras não nos deprimem; os desalentos não nos tiram a esperança. É a firme persistência que nos impede de retroceder até obter o triunfo.
2) Hebreus 12:1,2 mostra que temos alvos a alcançar, obstáculos a vencer e somos inspirados a não desanimar e sempre agir com perseverança. Mas há uma condição para que sejamos bem-sucedidos: olhar para Cristo.
Vejamos isto em Hebreus 12:2,3: “…olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. 3 Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.”
A expressão “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé” deve ser compreendida como a atitude que nos leva a tirar a nossa visão da tribulação e do pecado, e fixá-lo em Cristo.
Na vida espiritual vale a lei: quando olhamos algo, este algo ganha poder sobre nós. Quando nos deixamos aprisionar pelas preocupações e dificuldades do quotidiano, a nossa vida de fé perderá a alegria. O olhar para as ondas fez com que Pedro desanimasse e afundasse (Mt 14.30).
Levantar os olhos para Jesus significa contar com a realidade do Deus invisível, olhar para o Invisível. Todos o crente vive da força do Cristo presente. O Espírito Santo quer tornar-nos fortes em cada tribulação e em cada provação da fé, de que Jesus Cristo vive pessoalmente em nós e com Ele “podemos todas as coisas”.
Lembremo-nos do que diz Mateus 17:8: “a ninguém viram, senão Jesus”.
3) Assim, Jesus fez de si mesmo um grande exemplo a seguir. Avançando para os versos 2 e 3, encontramos os motivos pelos quais devemos olhar para Cristo:
3.1 Ele é a origem e o meio de crescimento da nossa fé. “…Autor e consumador da nossa fé…”
Ele é o autor da nossa fé. D´Ele vem a nossa fé. Em efésios 2:8,9 aprendemos: “…Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.”
Jesus também é o Consumador da nossa fé. Ele mesmo se empenha no nosso crescimento e aperfeiçoamento. Paulo lembra em Colossenses 2:10: “Também, nele, estais aperfeiçoados.”
Deus não deixará pela metade a obra graciosa que começou. O apóstolo Paulo ainda declara: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).
3.2 Devemos olhar para Cristo porque com Ele temos o exemplo de como suportar lutas e tribulações.
Hebreus 12:2 diz: “….o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz…”.
O sentido deste versículo é que Jesus suportou a cruz em lugar da alegria que estava diante d´Ele. Ele poderia ter permanecido junto ao Pai na glória. O mundo da paz eterna e da alegria inexprimível era o seu ambiente de vida. Mas Jesus abriu mão de tudo para a nossa remissão. Ele abandonou a existência na glória, tornou-se pessoa e morreu na cruz.
Assim, Jesus dá-nos o exemplo. Ele suportou a oposição e a resistência de um mundo ímpio. Não se desviou das dificuldades, mas venceu. A Sua trajetória também se torna o caminho da sua igreja.
Mediante o exemplo de Jesus, pergunto: Como temos lidado com as dificuldades? Qual é a nossa reação? Murmuramos? Somos negativos? Tiramos boas lições de vida?
A Bíblia diz em romanos 5:3 que a "tribulação produz a perseverança." De acordo com um comentador da Bíblia, a palavra que é traduzida por perseverança ou paciência quer dizer "firmeza, ou a capacidade de manter-se firme sob as dificuldades."
Assim meu amado, não murmuremos diante das lutas espirituais. Nossas lutas desenvolverão em nós a firmeza que necessitamos para prosseguir e vencer as adversidades.

4) Conclusão
Olhar para Cristo é o único modo de nos mantermos espiritualmente firmes. Tenho visto muitos cristãos esfriarem e até desistirem da vida cristã quando passam a desviar o seu olhar de Cristo.
Podemos encontrar por aí muitos crentes desanimados por estarem olhando para fraquezas de irmãos, problemas nas igrejas, e falhas de seus lideres.

Estamos vivendo numa época, onde muitos cristãos começam a perder sua identidade, pois não são mais luz do mundo. Muitos estão se perdendo na religiosidade e tradições.
Se queremos como Paulo, “combater o bom combate, acabar a carreira e guardar a fé…”, permaneçamos firmes em olhar para Cristo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sermão de Casamento

Saudações.
Intr. Ler I Cor. 13:4-8, 13...
Estimados NOIVOS, após terdes satisfeito as formalidades legais que regem o estado matrimonial na nossa sociedade, tomastes a decisão de pedir a bénção de Deus, Ele está presente e estará sempre ao vosso lado, tanto mais intima seja a vossa experiência com Jesus tanto mais sentireis as bênçãos de Deus no vosso Lar.

Que o vosso coração seja sempre um altar sagrado do qual se ergam aos céus o perfume de uma vida inteiramente dedicada um ao outro sem nunca abandonardes aqueles que vos amam, especialmente os vossos queridos pais. No entanto, façam de Jesus o "Alfa" e "Ômega" da vossa vida conjugal.

I. O matrimónio é um diálogo.

A. Um diálogo entre duas criaturas racionais, inteligentes, livres, entre as quais deve haver igualdade absoluta.
Igualdade de condições, de liberdade de escolha e de expressão, igual oportunidade para o desenvolvimento e crescimento das virtudes e potencialidades morais, intelectuais e espirituais de ambos os cônjuges.
Sim, o casamento é um diálogo que, com muita frequência, termina cedo demais, lamentavelmente!
As consequências para os cônjuges, para a instituição da família, para a sociedade e para os filhos são desastrosas e irreparáveis. No propósito original de Deus, o diálogo, a comunhão entre os cônjuges devia continuar por toda a vida.
Com a queda do homem, Deus ordenou que o diálogo que agora inaugurais deve perdurar enquanto ambos vida tiverdes.

B. Lemos no relato sagrado que Deus, após ter criado a Adão como a coroa das obras de suas mãos, viu que não era bom que o homem estivesse só; e disse: "... far-lhe-ei uma adjutora (companheira)... e da costela que o Senhor tomou do homem, formou uma mulher e trouxe-a a Adão" Gén. 2:18, 22. 2. E disse Adão: "... esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne... Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" Gén 2:23-24.

Aparentemente, há neste relato um paradoxo curioso e intrigante. Deus viu que não era bom que o homem estivesse só, por isto fez-lhe uma adjutora.
Sendo que o autor do Génesis (Moisés) segue certa ordem cronológica ao relatar os acontecimentos, já no sexto dia da semana da criação Deus declarou que tudo era muito bom. Adão já estava criado, mas Eva não existia ainda. Como podia
* Deus declarar que tudo era muito bom, mesmo sem Eva?
* Paraíso sem Eva? Que paradoxo!
* Não sabia Deus que Adão sem Eva estaria incompleto?
* E que a sua vida seria solitária, infeliz, mesmo no Éden?
* Não sabia Deus que a criação sem Eva estaria incompleta?
* Teria sido a criação de uma companheira para Adão o resultado de um segundo pensamento de Deus?
* Como pode Deus declarar que "tudo era muito bom" quando a Adão faltava uma companheira?
→ Deus mesmo viu que não era bom que o homem estivesse só. Sem Eva, estaria o homem realmente só no Éden?
→ Não visitavam os anjos celestiais com frequência o Paraíso, e não entretinham conversações com Adão?

→ E o Senhor Jesus e o próprio Pai não eram hóspedes frequentes do Éden?
• A grande verdade é que Adão sentia-se solitário, pois não tinha a possibilidade de diálogo de igual para igual entre Adão e os visitantes celestiais... Assim, Adão, enquanto lhe faltasse Eva, continuaria a sua vida na solidão mesmo no da luxuriante beleza do Éden.

→ O omnisciente Deus sabia de tudo isto! Por conseguinte, cremos que a criação de Eva era também parte do propósito original de Deus. Mas, Deus, na Sua infinita sabedoria e amor, permitiu que Adão experimentasse por algum tempo a vida em solidão, e que ele mesmo viesse sentir a necessidade de uma companheira; isto capacitá-lo-ia a apreciar com mais intensidade o dom de Deus.

C. Sim, a mulher é um dom de Deus! A mulher é uma preciosa dádiva da bondade e do amor de Deus pelo homem. Deus criou a mulher, instituiu o matrimónio, inaugurou o diálogo, transformou o Éden num Paraíso, pôs fim à solidão, completou a felicidade do homem. E o lar deve ser ainda hoje o pequeno paraíso do homem.

II. Mas aquele primeiro diálogo livre, espontâneo, aberto e franco, tinha linhas de comunicação desimpedidas, durou pouco.

A. Tristemente, muito pouco!
Lemos no relato sagrado acerca da primeira ruga, a primeira mancha, a primeira queixa, a primeira censura, a primeira acusação proferida pelo homem: "Senhor, a mulher que me deste por companheira... ela me deu da árvore, e comi."
Interrompeu-se o diálogo... Consequências desastrosas! Quantos diálogos interrompidos, quebrados há no mundo! Diálogo, queremos deixar bem claro. Pois monólogo há em abundância, incontáveis. Mas o matrimónio não deve ser um monólogo no qual um dos cônjuges fala e o outro ouve, um ordena e o outro obedece, um decide e o outro partilha das consequências da decisão. Não! Matrimónio é comunhão, é participação, é um diálogo enfim de igual para igual.

B. Mas o que teria motivado a quebra daquele diálogo idílico entre Adão e Eva? Adão pecou, escondeu-se, fugiu, separou-se de Deus, e o resultado inevitável foi Adão e Eva confusos, separado um do outro também.
As linhas de comunicação verbal e de comunhão entre o homem e a mulher foram interrompidas porque as linhas de comunicação e comunhão do homem com Deus estavam cortadas. O pecado do homem separou-o de Deus. Sim, o homem separou-se de Deus, e o resultado não podia ser outro. Diálogo interrompido! Adão e Eva atiraram a primeira pedra da discórdia, da desavença, da incompreensão no grande oceano da vida, e aquela primeira onda que se formou espraiou-se até aos confins da terra e atingiu a humanidade.

III. Mas graças a Deus, o diálogo não permaneceria quebrado.

A. Alguém devia tomar a iniciativa para restaurar as linhas de comunicação. Quem, Adão? Eva? O ofensor? O ofendido? Ouçamos o relato bíblico: "E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?"

Que quadro extraordinário! O ofendido em busca do ofensor. O ofendido Deus tomou a iniciativa. Que prova de amor! Que lição sublime! Deus, a parte ofendida, descendo do Céu para restaurar as linhas de comunicação que haviam sido cortadas pelo homem, e restabelecer o diálogo. Diálogo sim, primeiramente entre o homem e o seu Criador e, como resultado lógico, entre Adão e Eva, entre marido e mulher. Graças a esta provisão dos Céus é que vós vos achais neste momento festivo neste lugar para dizer: sabemos vamos enfrentar problemas, sabemos que o nosso diálogo de um ou outro modo será interrompido e estamos aqui em busca de uma bênção especial.

B. O diálogo que hoje iniciais será, sem dúvida, ameaçado frequentemente.

Não alimenteis a ilusão de que tudo serão rosas,risos, sons, luzes, cores e perfumes...

Mas por entre espinhos, choro, ais, trevas e vendavais, o diálogo deve, com o auxílio divino, continuar enquanto ambos vida tiverdes. E com a a presença de Cristo no vosso coração, o diálogo continuará para a alegria de todos os que vos queremos bem, para a vossa própria felicidade, e para a honra e glória de Deus.

Conclusão: Há uma lição que desejamos que fique indelevelmente gravada no vosso coração, e que deve nortear a vossa vida conjugal: O diálogo livre, espontâneo, positivo, enobrecedor entre marido e mulher, é o resultado direto da comunhão livre e santificadora entre o marido, a mulher, e o seu Deus.

C. (….), faz uso legítimo da tua privilegiada condição de cabeça do lar. Lembra-te de que, segundo o relato bíblico, a mulher foi o último ser criado por Deus, e também o mais terno e sublime. Se o homem é a cabeça, a mulher é a sua coroa - uma coroa para o esposo que é a coroa visível da criação de Deus. Portanto, ampara, proteje, e acima de tudo ama esta que é a tua coroa e glória.
(….), sê sempre a glória e coroa de teu esposo. Usa legitimamente de tua exaltada posição de honra, sendo sujeita ao teu marido, respeitando-o, e reverenciando-o no temor do Senhor. (Aos noivos) Nélson e Raquel: Que a providência divina vos una com os indissolúveis laços do verdadeiro amor, e que desfruteis as alegrias de um lar verdadeiramente feliz!
Pr. José Carlos Costa