segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

JESUS, AQUELE QUE PERDOA

A Bíblia narra uma história maravilhosa. Uma história que mostra, que mesmo em meio a tanto sofrimento, causado pelas feridas da cruz, Jesus perdoou e salvou um pecador prestes a morrer.
O relato se encontra no Evangelho de Lucas, e a narrativa é impressionante. No capítulo 23, nos versos 39 a 43, o médico amado nos diz: “E um dos malfeitores blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós também.
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso.”
Imagine agora a cena:
Depois de sofrer o escárnio, as chibatadas, de lhe colocarem um coroa de espinhos, que fez o sangue de sua face escorrer, o meigo Jesus foi colocado num madeiro
A cruz de Jesus foi colocada entre outras duas. Lá está Jesus suspenso pelos braços. Sofre, estendido à espera de uma morte que Ele não merece.
Ao seu lado estão suspensos dois ladrões, pendendo entre a vida e morte. Oscilam, até que um, por fim, é atingido pela fé e diz: “Senhor lembra-te de mim quando entrares no teu reino”.
Foram as últimas palavras gentis ditas a Jesus antes de Sua morte, pronunciadas, não por um líder religioso, nem pelo discípulo que Ele amava, nem mesmo pela Sua mãe que estava a seus pés, mas por um simples e moribundo ladrão.
Com as palavras: “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso”, aquele ladrão passou dos braços da cruz para os braços acolhedores do Salvador.
Nada sabemos acerca desse criminoso. Não sabemos o quanto roubou ou quantas vezes teria roubado. Não conhecemos as pessoas lesadas, nem tampouco os motivos que o levaram a roubar.
Sabemos apenas que era um ladrão. . . filho obstinado cuja mãe teria o coração partido, e cujo pai, há muito já teria perdido as esperanças nele depositadas.
Mas sabemos ainda outra coisa. De acordo com o relato de Mateus, sabemos que ele se juntara à multidão quando caçoavam de Jesus. (Mateus 27:44)
Mas, o que o fez mudar tanto. . . a ponto de ter um ato de heroísmo ao enfrentar a todos por Jesus e com humildade submeter-se a Ele?
Em meio às agressões e insultos lançados contra Jesus, esse ladrão ouviu Jesus apelar para uma côrte superior à de César. O apelo não era por justiça, mas por misericórdia.
E misericórdia não para consigo mesmo, mas para com aqueles que o acusavam. As agressões eram agudas e implacáveis, mas Jesus não as devolvia. Ele as confinava em seu coração. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Lucas 23:34
Aquele assaltante que ouvia tudo isto, virou sua cabeça para enxergar melhor e viu aquele homem de cujos lábios saíam palavras tão ternas.
Quando seus olhos encontraram os do Salvador, por um momento tudo parou. Naqueles olhos não viu ódio, nem desprezo, nem julgamento. Viu apenas uma coisa. . . perdão.
Então ele soube. Ele estava face à face com um Deus agonizante. Aquele ladrão não sabia muito sobre teologia. Sabia apenas três coisas: aquele Jesus era um rei, o seu reino não era deste mundo, e tal rei tinha o poder de levar até o mais indigno para o seu reino. Era tudo que sabia e nada mais. Mas, isto era o suficiente.
E de um momento para outro, aquele coração foi transformado pelo poder de Cristo, o crucificado. É inacreditável quando penso sobre isso.
Em meio aos insultos humilhantes da multidão, e apesar das dores cruciantes ali sofridas, Jesus ainda está a serviço do Pai.
Mesmo quando os olhos já estavam esmorecidos pelo horizonte febril da morte, ele falava a um ladrão comum sobre as riquezas celestiais não comuns.
Foi o olhar perdoador de Cristo, que transformou o coração de um ladrão, que aos olhos do povo estava perdido.
Quando o olhar de Cristo penetra no coração, é impossível resistir a tão maravilhoso chamado.
Talvez hoje eu esteja falando para alguém que necessite de perdão, que precisa de sentir paz. Não deixe para amanhã. Abra o seu coração para Cristo. Deixe que Ele o envolva com os seus braços de amor.
Cristo está esperando de braços abertos. Como Ele o fez para um ladrão que estava perdido.
Ele continua de braços abertos para você.
Jesus quer lhe dar o perdão. Ele quer lhe dar a salvação. Aceite o convite, vá correndo para os seus braços, pensando no que Ele fez por você.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Igreja que Deus quer

Atos 20.7-12
Introdução: Nos tempos atuais existe uma variedade quase infinita de igrejas. Isto é óptimo porque existem vários tipos de pessoas e grupos sociais que precisam ser alcançados pela “multiforme Graça de Deus” (I Pedro 4.10). Contudo, isso pode ser perigoso ou confuso, pois, como vou saber qual igreja que está correta? Para isso sabemos que a Bíblia é a regra de fé e prática de uma Igreja verdadeira.
No tempo do apóstolo Paulo, ele também enfrentou desafios para identificar/confirmar a Igreja de acordo com a vontade de Deus. Paulo escrevia e viajava pelas comunidades cristãs ensinando a Palavra de Deus para que não “estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho” (Gálatas 1.6).
Ao visitar a Igreja em Troas, Paulo serviu como pastor naquela comunidade que parecia ser uma Igreja verdadeira que Paulo afirmava ser uma Porta que Deus lhe tinha aberto (II Coríntios 2.12). Troas também parecia ser um lugar de passagem (Atos 16.11 e 20.5), tornou-se um local estratégico para as demais viagens missionárias. Talvez Paulo tivesse ali uma casa ou local de pousada onde deixava roupas e livros (II Timóteo 4.13).
Nesta viagem a Troas aconteceu algo muito marcante que foi a ressurreição do jovem Êutico. Este milagre mostra que aquela Igreja era uma comunidade onde Deus tinha liberdade para agir.
Como é a Igreja que Deus quer?
Vamos refletir na sequência de acontecimentos que tiveram lugar nesta Igreja de Troas e aprender como é a Igreja que Deus quer:

1- Deus quer uma Igreja que O Adore verdadeiramente: v.7a “No primeiro dia da semana, (domingo, Mat. 28:1) estando nós reunidos com o fim de partir o pão”
A Igreja em Trôas reuniu-se no primeiro dia da semana, não era um costume, mas aproveitando a passagem de Paulo que estava a ser perseguido. Sem estarem preocupados com o relógio.

Aqueles irmãos estavam ali com um propósito único que era a adoração.
Deus quer uma Igreja que o adore, pois “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.23,24). Então quando nos reunimos na igreja, o principal objectivo é adorar. Adore ao Senhor com todo o seu coração.

Não podemos ir à igreja somente por costume ou para cumprir um ritual religioso. Também não devemos frequentar a Igreja como se fosse um clube social. O culto é a hora e lugar de adoração.

Muitas comunidades são tão ativistas que quase não há tempo para estar em adoração íntima com o Senhor da Igreja. Deus não quer festas, passeios, retiros, encontros e outras atividades que tanto procuramos. O que Deus quer é adoração. Tudo na igreja é válido se feito para adorar a Deus (Colossenses 3.23).
Esqueçamos tudo e reservemos este tempo para adorar a Deus!

2- Deus quer uma Igreja onde a pregação é prioridade: v.7b “Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite”
a Igreja em Trôas gostava de ouvir pregação. Paulo demorou a pregação deste dia para aproveitar mais o tempo junto com os irmãos. Mesmo assim a comunidade estava atenta à mensagem.

Muitos saem na hora da mensagem. Outros conversam durante o período do culto e não conseguem prestar atenção.

Quando a Igreja tem a pregação como o centro do culto, tudo o mais, principalmente a adoração musical e a oração tornam-se mais profundos e verdadeiros. Quem não gosta de pregação é incrédulo, pois “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Romanos 10.17).

Irmãos gostam de ouvir pregações?
Aprenda a ouvir a mensagem da Palavra de Deus.
3- Deus quer uma Igreja que seja luz no mundo: v.8 “Havia muitas lâmpadas no cenáculo onde estávamos reunidos”

O local onde a Igreja de Trôas estava reunida era embelezado pela presença de muitas pessoas e talvez tenham vindo das suas casas trazendo as suas candeias, por isso havia tantas lâmpadas no local. Provavelmente, cada crente sabia que precisava de levar a sua lamparina como uma contribuição para iluminar o culto de maneira que ficasse tão bonito, marcando a memória do escritor do texto e de todos que por ali passassem.

Jesus disse que a Igreja é “a luz do mundo” (Mateus 5.14) e que cada cristão deve manter a sua luz acesa para iluminar “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Filipenses 2.15). Essa luz é a vida de cada membro da Igreja, seu testemunho de vida e espiritualidade.

De nada adianta construir templos faraónicos se não houver neles a luz espiritual que somente Jesus pode dar.

A igreja pode ser grande, rica e muito organizada, mas se cada membro não trouxer a sua luz, ou seja, o seu testemunho de vida lá fora e dentro da igreja ser uma verdadeira lâmpada para fortalecer o grande farol que é a Igreja do Senhor.
Temos trazido a nossa lâmpada à Igreja ou a nossa luz está apagada?
Dê testemunho de vida e seja um cristão fervoroso!

4- Deus quer uma Igreja viva e acordada, não em cima do muro: v.9 “Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante o prolongado discurso de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar e foi levantado morto”

Mesmo uma Igreja verdadeira é formada por pessoas imperfeitas. A Igreja em Trôas estava cheia naquela noite e talvez por isso um jovem chamado Êutico se tenha sentado na janela do salão que estava no terceiro andar. Como Paulo estava demorava a pregação, Êutico deu-lhe a sonolência e por isso caiu da janela do terceiro andar ao chão sendo encontrado morto. O culto parou. Muitos devem ter ficados apavorados e chorado pensando que a reunião tinha sido muito longa e por isso terminado de forma trágica.

Quantos irmãos já adormeceram na janela? De quem terá sido a culpa? Caíram e aparentemente estão mortos fora na rua. Não tempos poder para o ressuscitar! Ninguém terá evitado a queda?
Quando você vir um irmão dormindo espiritualmente e em cima do muro, não o deixe quieto. Faça sua parte pelo menos o mantendo acordado e dê-lhe mão para que saia de cima do muro.
Você está acordado ou ainda está em cima do muro?
Acorde! Levante! Saia de cima do muro!
5- Deus quer uma Igreja que abraça os ‘mortos’ com amor: v.9 “Descendo, porém, Paulo inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a vida nele está”
A reacção de Paulo para com Êutico não foi de reprovação à sua indolência. Paulo desceu as escadas e ao ver o jovem morto no chão, abaixou até ele, o abraçou com amor e falou palavras de fé para os irmãos. Por causa deste amor e deste abraço caloroso o jovem ressuscitou.

Certa vez ouvi alguém dizer que ‘a Igreja é o único exército que abandona seus feridos’. Fico triste com isso. Realmente há muitos novos convertidos morrendo sem um abraço em nossas igrejas. Um abraço pode curar! O amor é a base do poder porque a “fé age pelo amor” (Gálatas 5.6). Foi o amor que Jesus sentia por Lázaro que o fez ressuscitá-lo e este mesmo amor impulsionava os apóstolos para curar vidas.

Em momento algum Paulo disse ‘ele morreu’ e sim que “a vida nele está”. Precisamos fazer como Paulo e não anunciar a desgraça do irmão contando seus defeitos e fraquezas, mas declarar que a vida de Jesus esteja em sua vida e se levante para continuar adorando a Deus.

A Igreja precisa abraçar os seus mortos. Existem vidas saindo das igrejas sem receber uma palavra, uma visita ou telefonema de um irmão para saber como está. Precisamos fazer como Paulo e parar tudo para descer, nos abaixar se for preciso e abraçar aqueles que estão caídos.

Você tem procurado as pessoas que estão fracas em sua Igreja?
Ame aos irmãos da Igreja, principalmente os que estão caindo!

6- Deus quer uma Igreja que não perde a comunhão: v.9 “Subindo de novo, partiu o pão, e comeu, e ainda lhes falou largamente até ao romper da alva. E, assim, partiu”
O culto que teria acabado tragicamente foi prolongado até o amanhecer. Nada impediu que a Ceia do Senhor fosse ministrada àquela igreja. Paulo também empolgou e continuou sua pregação e depois do culto continuou sua viagem.

A Ceia do Senhor é algo muito sério. Uma ordenança de Jesus para sua Igreja (Mateus 26.26-28). Ninguém pode perder a Ceia por motivos banais (I Coríntios 11.27-32). Do mesmo modo não podemos perder a comunhão com os irmãos, para isso precisamos aprender a perdoar a cada dia mais (Mateus 18.15-18).

7- Deus quer uma Igreja Feliz: v.9 “Então conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados”

O ambiente daquela igreja nunca foi tão leve e alegre. O Espírito Santo que ressuscitou o jovem também reavivou todos irmãos. As luzes permaneceram acesas. Todos cearam com reverência e temor. Provavelmente até os vizinhos distantes ouviram o louvor daquela noite. Tudo isso porque “a igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número” (Atos 9.31).

Quando a igreja serve ao Senhor com alegria (Salmos 100.1,2) Deus opera maravilhas no meio de seu povo. Durante o culto, pessoas que estão doentes espiritual e emocionalmente são curadas através do louvor, pregação oração, um abraço ou um sorriso de um irmão ao ser recebido na porta da Igreja.

Muitos irmãos cobram um do outro, exigindo uma santidade céptica e moralista (Colossenses 2.20-23). Isso faz do ambiente da Igreja um lugar pesado e sisudo. O pecador não se sente bem num lugar assim. Por isso, a Igreja deve promover um clima de acolhimento e paz para receber pessoas que serão ressuscitadas para Deus. Como Igreja, precisamos parar de olhar o defeito do irmão (Mateus 7.3) e aprender a “fazei tudo sem murmuração nem contendas” (Filipenses 2.14) e “e possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12.18).

Deus quer que a sua igreja local seja uma Igreja Verdadeira!
CONCLUSÃO:
A Igreja é você! Não adianta ver o que falta nos outros e sim o que você pode fazer para que sua comunidade seja uma Igreja Verdadeira. Se você for um crente de verdade a sua Igreja também poderá ser uma Igreja da maneira que Deus quer.

-Adore a Deus de todo o seu coração, vá para o culto somente para celebrar o Senhor;
-Dê Prioridade a palavra de Deus na sua vida e em todas as reuniões da igreja;
-Tenha testemunho de vida não deixando a sua lâmpada apagar;
-Fique vivo, acordado e nunca em cima do muro;
-Abrace a todos com amor;
-Não permita que nada impeça a sua comunhão com Deus e com os irmãos;
-Vá para a Igreja com alegria no seu coração.
Seja um cristão verdadeiro e ajude sua Igreja a ser como Deus quer!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Pequeno Conto Chinês

Conta-se que, por volta do ano 250a.C., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava ás vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, deveria casar-se antes. Sabendo disso, ele resolveu fazer uma competição entre as jovens da corte ou quem quer que se achasse digna da sua resposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que faria uma celebração especial e receberia todas as pretendentes para lançar o desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que a sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar a casa e relatar o fato a jovem, espantou-se ao saber ao ouvir que a filha pretendia apresentar e respondeu incrédula:
_ Minha filha, o que terás de fazer? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tira esta ideia insensata da cabeça. Sei que o deves estar a sofrer, mas não tornes o sofrimento em loucura.
E a filha respondeu:
_ Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é a minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe. Só isto já me tornará muito feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam de fato, todas as mais belas moças, com as mais determinadas intenções. Então, inicialmente, o príncipe anunciou as regras da competição:
_ Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida esposa e futura imperatriz da China.
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura de sua semente, pois sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada tinha nascido. Dia após dia, ela via cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada, além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com o seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.
Finalmente chega o momento esperado, e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu por que ele tinha escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
"Uma tentativa frustrada pode ser o início da uma caminhada de sucesso e alegria".

SERMÃO - CASAMENTO

Intr.: 1. Ler I Cor. 13:4-8, 13... 2. Diletíssimos nubentes, após haverdes satisfeito as formalidades legais que regem o estado matrimonial em nossa sociedade, fazeis bem em comparecerdes diante de Deus em busca de Sua aprovação e bênção para a vida conjugal que agora se inicia. 3. Esquecei, por um momento só, os excitamentos desta ocasião festiva e, em profundo e humilde recolhimento e confiante tranqüilidade, permiti que o Espírito Divino vos transforme o coração em incensário sagrado. 4. Incensário no qual as chamas do amor de Deus e do amor a Deus estejam sempre a arder com brilho fulgurante, iluminando a vereda que propusestes palmilhar juntos. 5. Que o vosso coração seja sempre um altar sagrado do qual se ergam aos céus as nuvens voláteis do aroma de uma vida inteiramente dedicada a Deus e à Sua igreja na terra. 6. Queimai, neste altar, o incenso de vossa perene gratidão pelo dom da vida, pela juventude exuberante e feliz que desfrutais, pelos sonhos que agora se concretizam, e acima de tudo, pelo dom inefável da salvação em Cristo. 7. Sim, dai graças a Deus pela instituição do sagrado matrimônio. 8. Instituição esta que, em sublime arrebatamento, deve transportar-vos ao primeiro e único lar perfeito e absolutamente feliz - o lar edênico. 9. E fazer-vos lembrar que é o desígnio divino restaurar aquela felicidade em cada lar cristão. 10. Com certeza cumprirá Ele Sua aspiração em vosso próprio lar, se tão somente permitirdes que Cristo seja sempre o "Alfa" e "Ômega" de vossa vida conjugal. I. Diletíssimos noivos, o matrimónio é um diálogo. A. Um diálogo entre duas criaturas racionais, inteligentes, livres, entre as quais deve haver igualdade absoluta. 1. Igualdade de condições, de liberdade de escolha, de liberdade de expressão, e igual oportunidade para o desenvolvimento e crescimento das virtudes e potencialidades morais, intelectuais e espirituais de ambos os cônjuges. 2. Sim, o casamento é um diálogo que, com muita freqüência, termina cedo demais, lamentavelmente! a. E cujas conseqüências para os cônjuges, para a instituição da família, para a sociedade e para a nação são desastrosas e irreparáveis. 3. Em se tratando de cristãos, como sois, a quebra deste diálogo, por ser a negação do plano original de Deus para o homem, traz danos incalculáveis. 4. No propósito original de Deus, o diálogo, a comunhão entre os cônjuges devia continuar por toda a eternidade. 5. Com a queda do homem, Deus ordenou que o diálogo que agora inaugurais deve perdurar enquanto ambos vida tiverdes. B. Lemos no relato sagrado que Deus, após haver criado a Adão como a coroa das obras de suas mãos, viu que não era bom que o homem estivesse só; e disse: 1. "... far-lhe-ei uma adjutora (companheira)... e da costela que o Senhor tomou do homem, formou uma mulher e trouxe-a a Adão" Gên. 2:18, 22. 2. E disse Adão: a. "... esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne... Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" Gên 2:23-24. 3. Aparentemente, há neste relato um paradoxo curioso e intrigante. a. Deus viu que não era bom que o homem estivesse só, por isto fez-lhe uma adjutora. 4. Entretanto, se o autor do Gênesis segue certa ordem cronológica ao relatar os acontecimentos, já no sexto dia da semana da criação Deus declarou que tudo era muito bom. a. Adão já estava criado, mas Eva não existia ainda. b. Como podia Deus declarar que tudo era muito bom, mesmo sem Eva? c. Paraíso sem Eva? d. Que paradoxo! e. Não sabia Deus que Adão sem Eva estaria incompleto? f. E que sua vida seria solitária, infeliz, mesmo no Éden? g. Não sabia Deus que a criação sem Eva estaria incompleta? h. Teria sido a criação de uma companheira para Adão o resultado de um segundo pensamento de Deus? i. Como pode Deus declarar que "tudo era muito bom" quando a Adão faltava uma companheira? 5. Deus mesmo viu que não era bom que o homem estivesse só. a. Sem Eva, estaria o homem realmente só no Éden? b. Não visitavam os anjos celestiais com freqüência o Paraíso, e não entretinham conversações com Adão? c. E o Senhor Jesus, e o próprio Pai não eram hóspedes freqüentes do Éden? 6. O grande fato é que Adão sentia-se solitário, pois não havia possibilidade de diálogo de igual para igual entre Adão e os visitantes celestiais... a. Assim, Adão, enquanto lhe faltasse Eva, continuaria sua vida na solidão mesmo em meio à luxuriante beleza do Éden. 7. O onisciente Deus sabia de tudo isto! a. Por conseguinte, cremos que a criação de Eva era também parte do propósito original de Deus. 8. Mas, Deus, na Sua infinita sabedoria e amor, permitiu que Adão experimentasse por algum tempo a vida em solidão, e que ele mesmo viesse sentir a necessidade de uma companheira; isto capacitá-lo-ia a apreciar com mais intensidade o dom de Deus. C. Sim, a mulher é um dom de Deus! 1. A mulher é uma preciosa dádiva da bondade e do amor de Deus pelo homem. 2. Deus criou a mulher, instituiu o matrimônio, inaugurou o diálogo, transformou o Éden num Paraíso, pôs fim à solidão, completou a felicidade do homem. 3. E o lar deve ser ainda hoje o pequeno paraíso do homem. II. Mas aquele primeiro diálogo livre, espontâneo, aberto e franco, linhas de comunicação desimpedidas, durou pouco. A. Tristemente, muito pouco! 1. Lemos no relato sagrado acerca da primeira ruga, a primeira queixa, a primeira censura, a primeira acusação proferida pelo homem: a. "Senhor, a mulher que me deste por companheira... ela me deu da árvore, e comi." 2. Interrompeu-se o diálogo... a. Conseqüências desastrosas! 3. Quantos diálogos interrompidos, quebrados há no mundo! a. Diálogo, queremos deixar bem claro. b. Pois monólogo há em abundância, incontáveis. 4. Mas o matrimônio não deve ser um monólogo no qual um dos cônjuges fala e o outro ouve, um ordena e o outro obedece, um decide e o outro partilha das conseqüências da decisão. 5. Não! a. Matrimônio é comunhão, é participação, é um diálogo enfim de igual para igual. B. Mas o que teria motivado a quebra daquele diálogo idílico entre Adão e Eva? 1. Adão pecou, escondeu-se, fugiu, separou-se de Deus, e o resultado inevitável foi Adão e Eva alienados, separados um do outro também. 2. As linhas de comunicação verbal e de comunhão entre o homem e a mulher foram interrompidas porque as linhas de comunicação e comunhão do homem com Deus estavam cortadas. a. O pecado do homem separou-o de Deus. 3. Sim, o homem separou-se de Deus, e o resultado não podia ser outro. a. Diálogo interrompido! 4. Adão e Eva atiraram a primeira pedra da discórdia, da desavença, da incompreensão no grande oceano da vida, e aquela primeira onda que se formou espraiou-se até aos confins da terra e atingiu a humanidade. III. Mas graças a Deus, o diálogo não permaneceria quebrado. A. Alguém devia tomar a iniciativa para restaurar as linhas de comunicação. 1. Quem, Adão? a. Eva? b. O ofensor? c. O ofendido? 2. Ouçamos o relato bíblico: a. "E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?" 3. Que quadro extraordinário! a. O ofendido em busca do ofensor. b. O ofendido Deus tomou a iniciativa. c. Que prova de amor! d. Que lição sublime! 4. Deus, a parte ofendida, descendo do Céu para restaurar as linhas de comunicação que haviam sido cortadas pelo homem, e restabelecer o diálogo. 5. Diálogo sim, primeiramente entre o homem e seu Criador e, como resultado lógico, entre Adão e Eva, entre marido e mulher. 6. Graças a esta provisão dos Céus é que vós vos achais neste momento festivo perante o altar divino em busca de uma bênção especial. B. O diálogo que hoje iniciais será, sem dúvida, ameaçado freqüentemente. 1. Não alimenteis a ilusão de que tudo serão rosas e confetes, risos, sons, luzes, cores e perfumes... 2. Mas por entre espinhos, choro, ais, trevas e vendavais, o diálogo deve, com o auxílio divino, continuar enquanto ambos vida tiverdes. 3. E com a bênção divina, e a presença de Cristo no vosso coração, o diálogo continuará para a alegria de todos os que vos queremos bem, para a vossa própria felicidade, e para a honra e glória de Deus. Conclusão: 1. Há uma lição que desejamos que fique indelevelmente gravada em vosso coração, e que deve nortear vossa vida conjugal: 2. O diálogo livre, espontâneo, positivo, enobrecedor entre marido e mulher, é o resultado direto do diálogo e da comunhão livre e santificadora entre o marido, a mulher, e o seu Deus. 3. (Ao noivo)________________, faça uso legítimo de sua privilegiada condição de cabeça do lar. 4. Lembre-se de que, segundo o relato bíblico, a mulher foi o último ser criado por Deus, e também o mais terno e sublime. 5. Se o homem é a cabeça, a mulher é a sua coroa - uma coroa para o esposo que é a coroa visível da criação de Deus. 6. Portanto, ampare, proteja, e acima de tudo ame aquela que é a sua coroa e glória. 7. (À noiva)______________, seja sempre a glória e coroa de seu esposo. 8. Use legitimamente de sua exaltada posição de honra, sendo sujeita a seu marido, respeitando-o, e reverenciando-o no temor do Senhor. 9. (Aos noivos)__________e__________: Que a providência divina vos una com os indissolúveis laços do verdadeiro amor, e que desfruteis as alegrias de um lar verdadeiramente feliz!

Uma análise das características dos grandes pregadores e os seus sermões

1. Os grandes pregadores em qualquer época levam muito a sério a chamada de Deus para pregar a Boa Nova. Reconhecem que são porta-vozes de Deus e devem-Lhe lealdade e obediência. (I Cor 9:6 e Jr 20:9)
2. Entendem que a pregação é a actividade mais importante do seu ministério. A preparação e pregação dos sermões são a prioridade nas suas vidas.
3. Eles são evangelistas fervorosos e têm fé que Deus vai usá-los na conversão de pessoas sem Cristo.
4. São íntegros e autênticos, e a pregação não é somente o que fazem, mas antes é o que são. Têm a confiança do povo, de que são "homens de Deus".
5. Eles continuam a crescer e a ter experiências novas com Deus.
6. Os grandes pregadores são caracterizados pela sua fé, entusiasmo e gozo em Cristo.
7. Eles identificam-se com o povo, amam o povo e nos seus sermões procuram satisfazer as necessidades do povo.
8. O estudo dos grandes pregadores demonstra como eles gostam de pregar, e como aproveitam todas as oportunidades possíveis para anunciar a Palavra.
9. São estudantes da Palavra de Deus, com o desejo insaciável de ler e juntar informações e ideias sobre os textos escolhidos para os seus sermões. Eles têm a certeza de que a Bíblia é a Palavra de Deus.
10. Os grandes pregadores de todas as épocas pregam com ideias lógicas e simples.
11. Usam a imaginação, a criatividade e o humor. Estão sempre à procura de ideias e ilustrações para sermões.
12. Suas mensagens não são teóricas e abstratas, somente com fatos e detalhes do texto bíblico. Pregam mensagens práticas, aplicáveis à vida dos ouvintes. Envolvem o povo em suas mensagens, com aplicações objetivas, práticas, pessoais e dinâmicas.
12. Utilizam a suas própria personalidade e desenvolvem os seus próprios métodos de proferir sermões. Não imitam os outros, mas deixam uma marca distinta no ministério do púlpito.
13. Interessam-se na técnica da comunicação, no uso da voz, na gesticulação e em toda a arte da comunicação com o corpo.
14. Dão muita ênfase à boa música nos cultos.
16. A maioria dos grandes pregadores em todas as épocas são escritores. Blackwood ensina que se quiser pregar bem, você deve desenvolver a arte da palavra escrita, aprendendo a colocar as ideias no papel. A arte de escrever envolve disciplina, precisão de ideias, aumento do poder descritivo, capacidade de auto-crítica, atenção a detalhes da gramática, concordância, etc. Mas os sermões escritos não devem ser lidos.

O CHAMADO A SER PASTOR

Ter a perspectiva de que Deus tem uma Igreja, e ela tem um ministério designado por Ele é fator essencial para que o pastor veja seu trabalho como um grande privilégio
Sou feliz porque sou pastor.” Essa afirmação me impressionou profundamente. Recebi esse testemunho, dado por um pastor que carregava a experiência de 15 anos de trabalho, como uma inspiração para um jovem aspirante. Foi particularmente importante para mim, pois estava assistindo a meu primeiro concílio pastoral, iniciando meu trabalho como pastor de igreja. A palavra que mais captou minha atenção foi “feliz”. O que leva um pastor a declarar que tem esse sentimento dentro de si, no exercício do ministério?
Séculos atrás, um outro pastor expressou sua felicidade em servir a Deus através de um cântico no qual encontramos pelo menos três características gerais que fazem parte da experiência dos obreiros felizes: “Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de Ti, para que assista nos Teus átrios; ficaremos satisfeitos com a bondade de Tua casa – o Teu santo templo” (Sal. 65:4).
Escolha divina
É sempre um desafio escolher uma profissão. É, sem dúvida, uma das decisões mais importantes da vida. Uma escolha errada pode ser a diferença entre a dedicação e a frustração; satisfação e aborrecimento. Lembro-me de que quando ainda estava no seminário, ouvi comentários a respeito de um pastor que, ao chegar à jubilação, teria dito: “Agora, sim, vou fazer o que realmente gosto – ser comerciante.” Seguramente não foi plenamente feliz durante os seus anos de trabalho.

O salmista, entretanto, declara “bem-aventurado aquele a quem” Deus escolhe. O reconhecimento desse chamado divino é fundamental para a felicidade do pastor. Ter consciência de que “a maior obra, o mais nobre esforço em que se possam homens empenhar”1 é a própria essência do trabalho pastoral; ter a perspectiva de que “Deus tem uma Igreja, e ela tem um ministério designado por Ele”2 é fator essencial para que o obreiro veja seu trabalho como um grande privilégio.

O apóstolo Paulo, embaixador de Cristo nos dias do Novo Testamento, assim testemunhou a respeito do seu chamado: “Sou grato para com Aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério” (I Tim. 1:12).
Outrossim é necessário aliar o reconhecimento à vivência do chamado. Trabalhar procurando a excelência que Cristo espera, não esquecendo que Aquele que escolheu também capacita. Menosprezar esse ponto é colocar a convicção do chamado divino apenas num plano abstrato. Certa feita, um ministro ordenado falou a um seminarista: “Jogue duro nos primeiros quatro anos. Depois de ordenado, você pode relaxar; já está estabilizado.” Confesso que fiquei atônito.

Porém, os escolhidos fiéis, “mediante a cooperação com Cristo, tornam-se perfeitos nEle, e, em sua fraqueza humana, são habilitados a praticar as obras da Onipotência”.3

O pastor feliz reconhece e vive à altura da nobreza do chamado pessoal de Deus.
Companheiro indispensável
“Bem-aventurado aquele a quem... aproximas de Ti...” Essas palavras revelam a bendita realidade de que trabalhar no ministério pastoral significa oportunidade para nutrir uma ligação íntima com Jesus.

Lamentavelmente, parece ser mais fácil esquecer o Senhor da Obra, com o decorrer dos anos. Parece que, com o passar do tempo, para muitos, a tentação da independência se torna mais forte. Mas isso se torna um fator de infelicidade, pois “a tarefa mais frustrante no mundo é tentar dar a outros o que você mesmo não possui”.4 Algumas consequências dessa atitude são sermões vazios, insipidez doutrinária, distúrbios nas relações familiares e eclesiásticas.

Como escreveu certa vez um ilustre pastor adventista, “sem Cristo nós estamos espiritualmente mortos. É nosso andar diário com Ele que nos dá poder espiritual, salvação e vida eterna afinal. Se temos o Filho, temos a vida”.5

O bem-estar do pastor está na dependência do nível de sua comunhão com Cristo no aspecto pessoal, familiar e profissional. Entender que ser ministro significa um convite diário à intimidade com o Céu é sentir o privilégio de ser pastor de um grupo selecionado pelo próprio Cristo.
A bondade da casa de Deus
Satisfação é “contentamento, prazer que resulta da realização do que se espera, do que se deseja”.6 Segundo o pastor e rei Davi, ele ficaria satisfeito com as coisas boas da casa de Deus e contente com as bênçãos do santo templo (BLH).

Muitos vivem uma verdadeira crise ministerial. Demonstram insatisfação salarial, descontentamento gerencial, fazem queixas relacionadas a decisões administrativas, alimentam preferências egoístas quanto ao local ou função do trabalho. Esse comportamento é combustível que torna a chama da infelicidade cada vez maior.

Que bênçãos e demonstração de bondade a casa de Deus oferece? O apoio dado pela Igreja a seus ministros, sem dúvida, é uma evidência do cuidado e da bondade divina. O Senhor providenciou tudo o que é necessário para o sustento dos Seus pastores. O ganho material, no entanto, não pode ser a base para a felicidade do pastor. Paulo reconheceu o cuidado dispensado pelos filipenses às suas necessidades temporais, mas deixou claro que sabia contentar-se “em toda e qualquer situação” (Fil. 4:10-12).
A bondade de Deus, que torna o ministro feliz, tem que ver com uma série de fatores. Vai desde as bênçãos da comunhão até às alegrias do serviço ao próximo. Nem sempre o trabalho do pastor é reconhecido por todas as pessoas às quais servimos; porém, Deus Se importa em demonstrar a bondade da Sua casa, às vezes, através dos nossos semelhantes.
Assim, podemos resumir o perfil de um pastor que se sente feliz e realizado: Ele reconhece e vive o chamado divino em sua existência. Reconhece e desfruta o privilégio de trabalhar em íntima comunhão com o Senhor da Obra. Reconhece a bondade divina no trabalho que faz, e vive satisfeito com o que o Senhor lhe dá.

Que nosso testemunho seja o descrito nestas palavras: “Sou feliz, pois sou pastor.”

Referências:
1 Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, pág. 15.
2 ___________, Testemunhos para Ministros, pág. 52.
3 ___________, Obreiros Evangélicos, pág. 112.
4 Guia Para Ministros, pág. 18.
5 Moisés S. Nigri, Andando com Deus Todos os Dias (Meditações Matinais, 1993), pág. 156.

QUEM É O CULPADO?

Os cientistas procuram arduamente descobrir causas genéticas para o alcoolismo, o homossexualismo, a promiscuidade, a violência e outros comportamentos anormais, e até mesmo para a própria morte. Não seria um alívio descobrir que nós não somos apenas as vítimas? É humano culpar alguém ou alguma coisa pelos nossos erros.

Se a culpa for dos genes, os cientistas oferecem a possibilidade de modificá-los, eliminando as tendências indesejáveis por meio da engenharia genética. O sucesso obtido recentemente com o chamado “mapa genético” ou genona humano tem dado novo ímpeto a tais aspirações.

Todavia, tal possibilidade baseia-se na premissa de que a nossa herança genética é, de facto, o vilão responsável por todos os nossos pecados e erros. Será que os detectives cientistas encontraram evidências suficientes para culpar os nossos genes? É óbvio que a resposta afectará profundamente o modo de encararmos tanto a nós mesmos como o futuro.

1- O início de tudo.
A maioria das pessoas conhece, ou pelo menos ouviu falar, do relato sobre o pecado do primeiro casal humano, Adão e Eva, no jardim do Éden. Será que foram criados com algum defeito intrínseco nos genes? Sabem, hoje os cientistas admitem que a criação é tão válida como qualquer outra teoria, ou até mais válida, viram-se por isso, para os genes.

A Bíblia transcreve o pensamento de Deus em relação à obra há pouco terminada: “muito boa” Génesis 1:31; Deuteronómio 32:4. Esta afirmação manifesta o sentimento de Deus em relação ao Seu trabalho, por isso o Senhor abençoou Adão e Eva e ordenou-lhes que “enchessem a terra” com pessoas como eles, deviam também cuidar de toda a criação, isto é Deus confiava neles: Génesis 1:28.

Ainda em referência ao primeiro casal humano, a Bíblia diz: “Deus criou o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” Génesis 1:27. isto não significa que os seres humanos foram feitos para se parecerem fisicamente com Deus, porque “Deus é Espírito” João 4:24. Mas, significa que o ser humano foi dotado com qualidades divinas e com o sentido moral, uma consciência. (Romanos 2:14-15) Tinham também livre-arbítrio, sendo por isso capazes de avaliar um assunto e decidir a acção a tomar.

No entanto, os nossos primeiros pais não foram deixados sem orientação. Antes, foram advertidos das consequências da transgressão: Génesis 2:17. de modo que a evidência indica que, quando Adão se viu confrontado com uma decisão moral, ele escolheu fazer o que na ocasião lhe pareceu vantajoso ou conveniente.

Acompanhou a sua esposa na transgressão, em vez de considerar o relacionamento que tinha com o seu Criador ou os efeitos da sua acção a longo prazo. Mais tarde, também tentou atribuir a culpa a Deus, dizendo que a esposa, provida pelo Senhor, o tinha desencaminhado: Génesis 3:6,21; I Timóteo 2:14.

A reacção de Deus ao pecado de Adão e Eva é reveladora. Ele não tentou corrigir alguma “falha no projecto” nos genes deles. Antes, fez o que lhes dissera sobre as consequências das suas acções, por fim resultando na morte deles: Génesis 3:17-19. Esta história sobre os primórdios da humanidade lança muita luz sobre a natureza do comportamento humano.

2- A evidência contra a biologia.
Os cientistas trabalham há muito tempo na tarefa monumental de encontrar na genética as causas e as curas para a patologia e o comportamento humanos. Seis equipas de pesquisadores trabalharam durante dez anos, para isolar o gene relacionado com a doença de Huntington, embora os pesquisadores não tenham ideia de como o gene causa a doença. No entanto, noticiando estas noticia a Revista Scientific American citou o biólogo de Harvard, Evan Balaban, que disse que seria: “infinitamente mais difícil descobrir os genes de transtornos de comportamento”.

De facto, a pesquisa para conseguir relacionar genes específicos com o comportamento humano não tem sido bem-sucedida. Por exemplo, um relatório na revista Psychology Today, sobre o esforço de se encontrarem causas genéticas para a depressão, declara: “Os dados epidemiológicos referentes às principais doenças mentais tornam claro que elas não podem ser atribuídas apenas a causas genéticas.” O relatório cita um exemplo: “O índice de depressão entre os americanos com 75 anos, nascidos antes de 1905, era de 1 por cento. Entre os americanos nascidos meio século mais tarde, 6 por cento já estão deprimidos aos 24 anos de idade!” Assim, o relatório conclui que somente factores externos ou sociais podem causar tais mudanças dramáticas em tão pouco tempo.

O que nos dizem estes e numerosos outros estudos? Embora os genes possam desempenhar um papel na formação da nossa personalidade, é evidente que há outras influências. Um grande factor é o nosso ambiente, que passou por mudanças radicais nos tempos modernos.

Um psicólogo escreveu um livro “Boys Will Be Boys” (Rapazes serão rapazes” ou “Rapazes são assim mesmo” no essencial ele chega à conclusão que é extremamente difícil que crianças desenvolvam sólidos princípios de moral quando “crescem passando dezenas de milhares de horas a ver programas de TV e filmes, em que pessoas são assaltadas, baleadas, esfaqueadas, esquartejadas e desmembradas, quando crianças crescem a ouvir musica que glorifica o engano, o suicídio, as drogas, as bebidas alcoólicas e a intolerância”.
É evidente que Satanás, “o governante deste mundo”, moldou o ambiente para satisfazer os desejos mais sórdidos do homem. E quem pode negar a forte influência que tal ambiente exerce sobre todos nós? João 12:31; Efésios 6:12; Apocalipse 12:8,12

3- A raiz das dificuldades da humanidade.
Conforme já vimos, os problemas da humanidade começaram quando o primeiro casal humano pecou. Com que resultado? Embora as gerações descendentes de Adão não sejam responsáveis pelo pecado que ele cometeu, ainda assim todas recebem o pecado, a imperfeição e a morte como herança.

A Bíblia coloca as coisas desta maneira: “É por isso que, assim como por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos pecaram.” Romanos 5:12

A imperfeição do homem deixa-o em grande desvantagem. Mas isso não o isenta de toda a responsabilidade moral. A Bíblia mostra que os que têm fé na provisão de vida feita por Deus em Jesus, e harmonizam a sua vida com as normas de Deus terão a aprovação do Senhor. Ele na Sua benevolência, fez uma provisão misericordiosa para remir a humanidade, para resgatar o que Adão perdeu.

Esta provisão é o sacrifício resgatador do Seu Filho perfeito, Jesus Cristo, Ele disse: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigénito, a fim de que todo aquele que nEle exercer fé não seja destruído, mas tenha a vida eterna” João 3:16; I Coríntios 15:21-22.

O apóstolo Paulo exprime o seu profundo apreço por esta provisão de Deus. Exclamou: “Homem miserável que eu sou! Quem me resgatará do corpo que é submetido a esta morte? Graças a Deus, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor!” Romanos 7:24-24.

Assim como no primeiro século, actualmente, muitos que levavam uma vida muito ruim ou cuja situação parecia desesperadora obtiveram conhecimento exacto da verdade bíblica, fizeram as mudanças necessárias e receberam as bênçãos de Deus. As mudanças que tiveram de fazer não foram fáceis, e muitos ainda lutam contra a tendências prejudiciais. Mas, com a ajuda de Deus, podem manter a integridade e ter alegria em servi-Lo. (Filipenses 4:13) Consideremos apenas um exemplo de alguém que fez mudanças para agradar a Deus.

Experiência:
Uma casal separou-se, um dos filhos foi internado num colégio interno. O jovem começou a envolver-se em práticas homossexuais, apesar disso o jovem não se considerava homossexual.
Na tropa juntou-se a um grupo de homossexuais, começou a fumar, beber e a envolver-se na droga. Agora, já dizia “sou assim, não posso fazer nada para alterar esta situação”.
Um dia entrou numa congregação cristã e ouviu falar de Deus e a nova Terra. Começou a estudar a Bíblia e a ver como as pessoas eram felizes. Os casais iam com os seus filhinhos à igreja e tinham paz.
Foi uma grande luta – confessava – mas começou a aplicar o que aprendia da Bíblia à sua própria vida, abandonou todas as práticas impuras. Foi baptizado. Começou a ter verdadeiros amigos e sente a verdadeira alegria de ser filho de Deus.

IV – Somos responsáveis.
Tentar lançar toda a culpa da má conduta sobre os genes, não resulta. Em vez de ajudar a resolver os problemas, diz a revista Psychology Today: “pode ensinar-nos um conformismo que é a raiz de muitos dos nossos problemas. Em vez de reduzir o ritmo desses problemas, contribui seguramente para o aumento destes.”

É verdade que temos de lidar com poderosas influências negativas, inclusive com as nossas próprias tendências pecaminosas e os esforços de Satanás, de nos desviar de obedecer a deus: I Pedro 5:8. é também verdade que os nosso genes podem influenciar-nos de um modo ou de outro. Mas, certamente não estamos sem ajuda. Os verdadeiros cristãos têm aliados fortes, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo e os anjos ao redor.

Porém, esta ajuda projecta-se especialmente através de dois meios visíveis: a Palavra de Deus e os membros dedicados da igreja – I Timóteo 6:11-12; I João 2:1.
Antes da nação de Israel entrar na Terra Prometida, Moisés levou o povo a pensar na responsabilidade pessoal para com Deus, dizendo: “Pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; deves de escolher a vida para ficar vivo, tu e a tua descendência, amando ao Senhor, teu Deus, escutando a Sua voz e apegando-te a Ele.” Deuteronómio 30:19-20.
Do mesmo modo hoje, cada pessoa responsável tem a obrigação de decidir se vai servir a Deus e cumprir os requisitos do Senhor ou não. A escolha é? Gálatas 6:7-8.