quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

NASCIMENTO DE JESUS – NATAL

Lucas 2:1-7
No Natal, estamos propícios a amar mais, ter mais carinhos, ser mais solidários. É o que nos envolve, este Espírito Natalicio. Mas vejamos o mundo num foco mais nítido - isso ocorre somente nesta época do ano. O nascimento de Jesus Cristo tem o poder de causar essa transformação em nós. Época em que surgem milhares de voluntários, pessoas fazendo seus donativos, pessoas se abraçando, trocando calor humano com seus entes queridos. Eu vejo muita gente se engrandecer diante desse espírito, mas eu somente tenho a perguntar: - Por que?
ACESSE PPT
Porque razão estas coisas só ocorrem no mês de Dezembro? Será um mês sagrado? Será que é tão difícil sermos assim o ano inteiro? Todos os dias de nossas vidas, nós devemos amar uns aos outros, respeitar uns aos outros, sermos solidários. O mundo não funciona somente no Natal, as crianças não necessitam de carinho, apenas no Natal, os necessitados, não passam fome, não sentem frio apenas no Natal. Eu quero olhar o Mundo e poder ver isso todos os dias.
Naqueles dias ---Isto é, pouco tempo depois do nascimento de João Batista. Jesus nasceu 6 meses depois César Augusto imperador romano, decretou um recenseamento na Palestina, sob a orientação de Quirino, governador da Síria.
Os judeus deveriam ser recenseados na sua cidade de origem, o que provocou invulgar movimento nas estradas e nas cidades.
José, que morava com Maria em Nazaré, era natural de Belém. Tal como o pai de David (1ª Samuel 17:12) era efrateu. José viu-se, portanto, na contingência de uma viagem que demandava perto de cinco dias.
Não é apresentada a razão de Maria ter ido com José e isto porque a lei romana obrigava as mulheres a pagar uma taxa, mas não eram obrigadas a apresentar-se pessoalmente.
Ela teve tempo, josé na necessidade de receber o dinheiro de algum trabalho foi no limite do tempo.
Seguramente, ela conhecia a profecia de Miqueias 5:2. Consciente que o nascimento era dentro de dias, foi com José, fê-lo intecionalmente e o Espírito Santo poderá ter-lhe indicado que deveria ir a Belém. Certamente, que foi assim.
“Envolveu-o em panos” v. 7. Como é possível que uma mulher tão atenta e sensível ao espírito, não se tenha preparado convenientemente para agasalhar o seu bebé?
O termo grego para panos, pode traduzir-se por faixas. A maneira de vestir as crianças recém-nascidas era diferente dos dias de hoje.
O casal acomodou-se num estábulo, (todo o mundo parecia um estábulo) provavelmente na periferia. A tradição (pintores) fixou o local como uma gruta e inseriu um boi e um asno, não presentes no relato de Lucas, que é extremamente lacónico. ver Isaías 1:3.
Informa o evangelista, com absoluta economia de palavras, no versículo 7:
...e teve um filho primogénito, e o enfaixou e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Envolver a criança em faixas era um costume hebreu que tinha por objetivo não apenas aquecer a criança, mas também limitar os movimentos.
Acreditava-se que isso garantiria braços e pernas fortes e sem problemas.
Nesse ínterim, pastores que cuidavam dos seus rebanhos, nas cercanias de Belém, foram visitados por um anjo. Este os informou de que o emissário divino, aguardado com grande expectativa pelo povo judeu, chegara finalmente. Haveriam de encontrá-lo numa manjedoura, envolto em panos.
Os Evangelhos de Mateus e Lucas narram o nascimento e infância de Jesus. Junto da sua mãe Maria e do seu pai José, colocam figuras que nos representam na procura, na adoração e no anúncio do Menino Jesus.

Mateus refere magos, não judeus, vindos do Oriente, guiados pela estrela, que chegam a Jerusalém e perguntam pelo Rei recém-nascido.
Lucas apresenta pastores conduzidos per Anjos, como primeiras testemunhas do nascimento do nosso bendito Senhor e Salvador. (Lucas 2.8-20).

São magos ou pastores sem biografia, mas sedentos de verdade, que ao contrário de outros, se interessam pelo Menino e constituem, por assim dizer, uma "parábola ambulante " no procurar, encontrar, adorar, oferecer presentes e no regressar por outro caminho à sua terra, anunciando o nascimento do Senhor (Mat. 2.1-12).
O que motiva os magos, os desloca, move e conduz a Belém, é o desejo de ver, adorar e testemunhar d'Aquele que importa conhecer, amar e com Ele configurar a vida, para o anunciar sem medo, e sem constrangimentos, como Salvador, Fonte de Vida e de Esperança para nós e para o mundo.
Os magos são representantes do ser humano, sedento de verdade, de amor e de sentido para a sua existência, levado pelo desejo de ver e encontrar.
Os Evangelhos são síntese, de gestos e palavras de Jesus, para que, segundo João "creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome" (S. João 20.31), ou segundo Lucas "para que conheças a certeza das coisas de que estás instruído" (S. Lucas 1.4).
Nestes resumos, há lugar para parábolas, alegorias, linguagem figurada e histórias exemplares em ordem a acreditar em Jesus Cristo.
Os Evangelistas acreditavam, celebravam, viviam e testemunhavam a fé no Filho de Deus, encarnado, morto e ressuscitado, na comunidade que se reunia no dia do Senhor para celebrarem o memorial de Jesus ressuscitado.
Para os Evangelistas, o importante não são os magos nem os pastores, mas sim o Menino Jesus.
Temos aqui, em breves palavras, o nascimento de Jesus, comemorado festivamente em 25 de dezembro, data magna do Cristianismo, o acontecimento mais marcante da História. (Poderá ter sido entre Outubro e Fevereiro)
No Natal, que significa nascimento, há um clima de esperança e fraternidade nas comunidades cristãs.
Augusto César, por exemplo, nasceu no ano 63 a.C. (antes de Cristo), e morreu em 14 d.C. (depois de Cristo). Usa-se, também, no segundo caso, a abreviatura a.D. do latim anno Domini (no ano do Senhor).
Considerava-se o nascimento de Jesus o marco do renascimento espiritual da Humanidade, assim como o dia sucede a noite e a vida sucede a morte.
As dúvidas que envolvem o natalício do Senhor, longe de tirarem o brilho e a beleza do Evangelho, apenas demonstram que não nos devemos deter em detalhes dispensáveis.
Centralizemos a nossa atenção no que há de relevante: o seu nascimento, destacando o objetivo da sua missão.
Ele veio ensinar como construir o Reino Divino, a partir do alicerce fundamental – o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Em boa lógica, sob o ponto de vista humano, Jesus deveria ter nascido filho do imperador romano.
Assim desfrutaria do necessário poder para o desempenho da grandiosa missão, impondo sua mensagem aos homens. As legiões romanas seriam a garantia do cumprimento de suas determinações.
Nada disso aconteceu.
Jesus preferiu nascer numa das mais obscuras províncias do império, longe do poder, filho de humilde carpinteiro.
Situou-se tão longe de Roma, palco dos acontecimentos marcantes da época, que a História praticamente o ignorou.
Porque razão semelhante escolha?
Para entender isso, consideremos o fato fundamental que distingue Jesus dos líderes religiosos em geral:
Ele foi o único que, em todas as circunstâncias, exemplificou a sua mensagem.
Viveu os seus ensinamentos.
Contemplamos assombrados, na vida dos grandes líderes religiosos, fundadores de religiões, flagrantes contradições entre o que pregavam e a realidade de seu dia-a-dia.
Com Jesus foi diferente.
Ele foi tão grande como a Sua mensagem e a vivenciou-a inteiramente.
Ensinava que os homens são todos irmãos, filhos do mesmo Deus, pai de amor e misericórdia. Por isso não discriminava ninguém, nem recusava a convivência com a chamada gente de má vida, proclamando que os sãos não precisam de médico.
Ensinava que devemos fazer ao próximo o bem que gostaríamos nos fosse feito, e passou o seu ministério a atender os necessitados de todos os matizes, curando enfermos do corpo e da alma.
Ensinava que devemos perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete, sempre, e jamais asilou ressentimentos ou mágoas, mesmo contra os piores adversários. Culminou por perdoar seus algozes na cruz.
Já no Jardim do Gétsemani longe de admoestar os discípulos, por tê-lo abandonado no momento extremo, simplesmente os saudou com o carinho de sempre – a paz esteja convosco, convocando-os depois à gloriosa disseminação dos seus princípios.
Empenhado em demonstrar, desde o primeiro momento, que o caminho para Deus passa pelo despojamento dos interesses humanos, das ambições, do compromisso com o poder e com a riqueza, preferiu nascer filho de um humilde carpinteiro, no seio de um povo sem expressão no contexto de Roma.
Exemplificava, assim, uma lição ainda não assimilada pela Humanidade:
O valor de um homem não pode ser medido pela origem, a profissão, o dinheiro, a posição social, o poder que acumula, mas pelo seu empenho em contribuir para a harmonia e o bem-estar da sociedade em que vive, seja ele o presidente da república ou o mais humilde trabalhador braçal.
Considerando que a sua mensagem se sintetiza no espírito de serviço em favor do bem comum, basta avaliar quantos do nosso tempo fazemos um tempo de servir.
Que neste Natal,
eu possa lembrar-me dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.
Que eu possa lembrar-me dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.
Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.
Que eu me lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.
Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.
Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.
Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.
Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.
Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.
Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.
Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.
Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A ORAÇÃO FAZ A DIFERENÇA

1. A oração, enfurece, provoca alarme e faz tremer a Satanás. Mateus 17:21 – “ Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum”.

“A oração enfurece Satanás porque ele sabe que sofrerá uma perda”. (Testimonies for the Church, T. I, p. 295).

“Ele detesta o nome de Jesus, nosso Advogado; e quando vamos fervorosamente a Ele pedindo ajuda, a hoste de Satanás se alarma”. (Ibidem, p. 296).

Satanás conhece muito bem o poder que podem ter os crentes quando dependem de Cristo para sua fortaleza. “Quando humildemente solicita ajuda do poderoso Conquistador, o mais débil crente na verdade, confiando firmemente em Cristo, pode repelir com êxito a Satanás e toda sua hoste.” (Testemunhos Seletos, Tomo I, p. 139?)

2. As maiores vitórias se obtém com a oração – Gênesis 32:26
“Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir, se me não abençoares.”

“As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço Todo-poderoso.” EGW, Patriarcas e Profetas, p. 203.

Talento - É bom deseja-lo, mas não é a prioridade diante de Deus.

Educação - Os estudantes universitários procuram os títulos como uma importância máxima. Mas, as melhores qualificações não são as que nos proporcionam as maiores vitórias.

Riqueza - Se a Igreja tivesse milhões de dólares de reserva, talvez isso
não aumentaria o número de pessoas convertidas a Cristo, a
menos que estivéssemos orando fervorosamente.

O favor dos Homens – Os políticos o buscam. Os executivos das empresas o
buscam. Alguns administradores da igreja dizem: “Se somente
pudéssemos te-lo!”

Tanto para Igreja como para o cristão individual, as vitórias reais se obtém na câmara secreta de audiência com Deus.

OS SEGREDOS DA VITÓRIA CONTRA O PECADO
1. Para evitar o pecado, necessitamos do que Paulo chama:
CONHECIMENTO – Filipenses 1:1
DISCERNIMENTO – COLÍRIO – Apocalipse 3:18
CAPACIDADE DE DIFERENCIAR entre o bem e o mal.

Filipenses 1:9-11 – “E também faço esta oração; que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as cousas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.”

2. A primeira promessa da Bíblia oferece o ÓDIO PELO PECADO. – Gênesis 3:15 – “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Estas palavras ditas a Lúcifer é também uma promessa para nós. “E porei inimizade”. Esta inimizade para com o pecado e que ajuda-nos a odiá-lo, é a graça de Cristo.

A tendência do coração humano é rogar a Deus por indulgência, em lugar de suplicar repúdio pelo pecado.

Marcos 8:34 u.p. diz – “... Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.

Com a ajuda de Deus exercemos, a cada dia, exercemos a prática da negação própria. Por exemplo, omitir uma sobremesa, não comer entre as refeições, freiar uma palavra de crítica, deixar de ver televisão um dia ou uma semana. Ao orar por isto, siga o que o Espírito Santo te sugerir.

3. Lembre-se que o pecado aparecerá diante de você como muito
“ATRATIVO” e “DESEJÁVEL”. Mas quando este já for história, traz
consigo a DOR, e o REMORSO.

O pecado que pensamos cometer, atrai, fascina, seduz, engana. Mas uma
vez que foi levado à ação, os sentimentos são de amargura, pesar, tristeza arrependimento.

4. Qualquer pecado que não VENCEMOS, se converterá em nosso AMO
NOS ARRUINARÁ. Tiago 1:14, 15.

“Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá a luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”.


Por exemplo, se você estiver mais fascinado pelo sexo, pela violência, pela televisão, pelos CDs, vídeos ou de visitar lugares que sejam impróprios, e outras coisas que nos separam de Deus; então, em pouco tempo você se converterá em um escravo destas coisas. Não poderá livrar-se delas sem a intervenção direta de Deus.

1. Se você tiver um PECADO CONHECIDO, o maior perigo será POSTERGAR a decisão de erradica-lo com a ajuda de Deus. II Coríntios 6:2

“(Porque Ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação. Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação).”

Cristo nos liberta do pecado com o maior prazer, e espera que permaneçamos nEle. Não nos obriga. Ele sempre respeita a nossa escolha, ou a nossa decisão.’

Estevão certamente se enquadrou no perfil daqueles a quem o autor aos Hebreus se refere: “dos quais o mundo não era digno” (Hb 11:38).
I. UMA VIDA ÍNTEGRA
No capítulo 6 de Atos temos o relato de como a comunidade cristã lidou com uma dificuldade que surgiu face ao crescimento do número de discípulos. Os apóstolos sugeriram à Igreja a escolha de 7 pessoas que pudessem se responsabilizar por aquela importante área. O verso 3 contém o perfil dos tais varões a serem indicados pela Igreja: de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria”.
Destaco por hora uma das qualidades: “boa reputação”. A Igreja continua carecendo de ter à frente pessoas de boa índole cristã, irrepreensíveis, de boa reputação. Exatamente como Daniel, no AT e Estevão, no NT. Pessoas que se coloquem como referenciais para dizerem como Paulo: Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. (I Co 11:1).
A integridade de Estevão era tanta que o recurso usado pelos incrédulos judeus foi o de subornar falsas testemunhas contra ele: Então subornaram uns homens, para que dissessem: ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. (At 6:11).
II. UM HOMEM CHEIO DO PODER DO ESPÍRITO SANTO
Observe nos dois capítulos bíblicos que fazem menção a Estevão como o fato dele ser cheio do poder do Espírito Santo é realçado:
E elegeram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo... (6:5);
E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. (6:8);
E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava... (6:10);
Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus. (7:55)
Uma vida cheia do Espírito é conseqüência de se viver integralmente para o Senhor (como visto no 1o. ponto). Estevão não cometia o erro que denunciou nos judeus para quem ele testemunhou no conselho: vós sempre resistis ao Espírito Santo (7:52).
Fé, poder, autoridade, milagres, prodígios, sinais, sabedoria... são qualidades que encontramos neste homem, tudo decorrência da ação do Espírito Santo em sua vida.
A Igreja precisa de pessoas que se submetam ao Espírito de Deus. O Espírito é o responsável por transformar tais vidas, como transformou Saul em I Samuel. A palavra que o profeta Samuel deu ao jovem benjamita, que não conseguira encontrar as jumentas perdidas de seu pai e por isso recorreu ao profeta foram: (I Sm 10) E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e te mudarás em outro homem (v. 6). Sucedeu pois que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro: e todos aqueles sinais aconteceram naquele mesmo dia (v. 9). E aconteceu que, como todos os que dantes o conheciam viram que eis que com os profetas profetizava, então disse o povo, cada qual ao seu companheiro: Que é o que sucedeu ao filho de Quis? Está também Saul entre os profetas? (v. 11).
III. UM HOMEM CHEIO DE AMOR
O que o texto bíblico de Atos 7:59 e 60 relata me parece suficiente para dizer com certeza que Estevão tinha uma grande unção de amor. Sua última oração assemelha-se à que Jesus fez na cruz: E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu (60). (Lc 23:34 E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...)
Este unção leva a pessoa a servir aos irmãos e a buscar os perdidos com o Evangelho. E isto Estevão fez muito bem.
No capítulo 8 temos a referência ao sepultamento do corpo de Estevão (que não morreu, mas “adormeceu”): E uns varões piedosos foram enterrar Estevão, e fizeram sobre ele grande pranto (v. 2). Ninguém é insubstituível na Igreja, afinal, Jesus é a pedra angular. Por outro lado, pessoas como Estevão fazem muita falta. Deixam muitas saudades.
Muitas lições podemos tirar do episódio do encontro de Jesus com Pedro, após a ressurreição, junto ao mar de Tiberíades, conforme João 21:15ss. Três vezes o Senhor inquiriu a Simão: amas-me? Após cada resposta dada por Pedro, o Senhor disse a mesma coisa: Apascenta as minhas ovelhas. A ausência deste amor tornaria qualquer ministração de Pedro junto ao rebanho inócua.
Que o Senhor encha esta Igreja de crentes como Estevão: vida íntegra, cheios do Espírito Santo e amor.

A MISSÃO DA IGREJA É MISSÕES


1º Pedro – 2: 9
Quando pensamos porque a igreja existe, logo nos vem ao pensamento a palavra de Pedro: "a fim de proclamardes as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe. 2.9). A primeira frase diz o propósito de Deus para nós. "Afim de" significa finalidade, objetivo, razão de existir. Alguém perguntaria "porque Deus nos salva e logo nos envia a testemunhar aos outros?" A Bíblia diz que Ele nos salvou para sermos uma nação santa, povo de propriedade exclusiva Dele, ou seja, ministros, embaixadores (representantes) do Reino de Deus e nos envia para alcançar os outros. Ele os ama e quer chamá-los também para o seu Reino. E nós - e não os anjos - temos o privilégio de sermos "mensageiros de Deus", representantes do Reino (nação) celestial. EXPRESSÃO DO AMOR DE DEUS
1) - Missões é expressão do amor de Deus. A essência de Deus é amor. O maior ato de amor é dar a sua vida pelo outro. O amor move os nossos corações pelos outros para ajudá-los, através de atos concretos e interesses genuínos, a compreender o amor de Deus.

AMOR
2) - A fé opera pelo amor (Gal 5.6). Essa afirmação das Escrituras explica o principio ativo (eficaz) de missões. Quando amamos de verdade algo misterioso é comunicado ao coração do outro e aí então acontece a conversão, vontade de servir, de imitar a fé do outro, de viver para Cristo. A fé meramente intelectual é fria, não gera vidas transformadas, apenas convence a mente. Não muda radicalmente o coração. A tendência é tornar-se morta. Ser reformado é bom, mas ser transformado é melhor, ser calvinista é correto, mas amar o próximo agrada mais a Deus.

RELACIONAMENTO AMOROSO
3) - Missões não é estratégia. É relacionamento amoroso. Muitos lêem livros sobre evangelismo, métodos e técnicas mas são pouco eficazes na evangelização. Outros nunca leram um só livro sobre o assunto mas são frutíferos porque os seus corações estão cheios de amor fraternal e prontos a suprir certas necessidades. O que está no coração transborda para o outro. Amor é o melhor método evangelístico. O amor é mais forte que o poder das trevas.

ESTILO DE VIDA
4) - Missões não é programa. E estilo de vida. Não estamos falando de missões porque recentemente tivemos um mês (agosto) dedicado a isso. Queremos viver missões. Para isso, precisamos pedir a Deus um coração e uma mente missionária para imitar o que Paulo viveu: "Porque sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos a fim de ganhar o maior número possível...fiz-me tudo para todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele". (1 Co. 9.19,22-23) É isso que Jesus espera de nós, viver para Ele.

GLÓRIA DE DEUS
5) - Missões é para manifestar a Glória de Deus. Não estamos buscando adeptos para a nossa religião. Não estamos querendo ser a maior e a mais importante igreja da cidade, nem estamos a procura de poder ou prestígio. Queremos obedecer a Palavra de Deus: "Portanto quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus, não vos torneis causa de tropeço nem para os judeus nem para os gentios, nem tampouco para a igreja de Deus" (1 Co. 10.31-32). Missões é a razão de existirmos, de vivermos em Cristo.

CONCLUSÃO
Quando amamos uns aos outros, isso transborda para o mundo perdido. Se amarmos os perdidos, eles "sentirão" o amor de Deus e virão a Cristo. Precisamos ter a doutrina correta e o coração sensível ao mundo perdido. Quem não está se esforçando para ganhar outros, está desobedecendo ao Senhor. Faça de seu trabalho, estudo, lazer, uma ponte evangelística. A alegria de Deus é receber um pecador que se arrepende. O inferno ferve. E o nome e a glória de Deus é manifestada. Para viver um estilo de vida missionária é preciso limpar o coração constantemente. Arrependa-se de seu coração frio, sua falta de interesse e vá aos pés do Salvador como Raquel. Vamos fazer missões, vamos amar o próximo, vamos frutificar. Quem não frutifica, não permanece na videira. "Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda" (Jo. 15.2). Limpe o seu coração através da confissão. Deixe o pecado. O Senhor o fará frutífero. Ele é bom e sua misericórdia dura para sempre.

Nova Oportunidade

Havia um homem muito rico, possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados ao seu serviço.
Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de festas, estar com seus amigos e de ser bajulado por eles.
O pai tentava dizer-lhe que os seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos e logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção.

Um dia o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro do celeiro ele mesmo fez uma forca, e junto a ela, uma placa com os dizeres: "Para você nunca mais desprezar as palavras do seu pai".
Mais tarde chamou o filho, o levou até ao celeiro e disse:
" - Meu filho, eu já estou velho e quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, e sei qual será o seu futuro.

Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com os seus amigos, irá vender os animais e os bens para se sustentar, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você.

E quando você não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos.

"É por isso que eu construí esta forca, sim, ela é para você, e quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela. "O jovem riu, achou absurdo, mas, para não contrariar o pai, prometeu e pensou que jamais isso pudesse ocorrer.

O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo, mas assim como se havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade.

Desesperado e aflito, começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo, lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer:
* - Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos, mas agora é tarde, é tarde demais.
Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava.
A passos lentos se dirigiu até lá e, entrando, viu a forca e a placa empoeirada e disse:
* - Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos esta vez vou
fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.
Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço, e disse:
* - Ah , se eu tivesse uma nova chance...
Então pulou, sentiu por um instante a corda apertar sua garganta, mas o braço da forca era oco e quebrou-se
facilmente, o rapaz caiu no chão, e sobre ele caiam jóias, esmeraldas, pérolas, diamantes; a forca estava cheia de
pedras preciosas, e um bilhete que dizia:
* Essa é a sua nova chance, eu te Amo muito.Seu pai.
* E você , está buscando uma nova chance. Profetize sobre o seu caminho se este se tornou um "vale de ossos secos" (Ez 37:1,9) e clame ao Espírito do Senhor para que venha dos quatro ventos Seu sopro e confie, pois a
benção já é sua e onde havia morte haverá Vida , Vitória e Alegria em Nome de JESUS .
* Essa é a sua nova chance também , pois o Senhor te Ama muito , muito , muito.

Trazer à Memória

Êxodo – 7:15 - 21
- Este é o encontro de Moisés com Faraó no momento da primeira praga, e este encontro dá-se nas margens do RIO NILO. Diz o texto que naquela manhã que as águas de todo o EGITO foram transformadas em sangue.

- O local deste encontro com Faraó, o rio Nilo, era muito significativo para Moisés: Podemos imaginar que ele olha para aquele rio e começa a trazer à sua memória a sua própria história: - “Há oitenta anos atrás eu era um bebezinho e minha mãe na esperança de me salvar me colocou dentro de um cesto de junco e eu fui salvo pela filha de Faraó que tinha o costume de se banhar nesta praia fluvial...”

- Aliás MOISÉS gostava de recordar fatos históricos. Basta ler o livro de Deuteronômio 1:1-6 quando ele dirige o primeiro discurso ao povo no final do êxodo e pouco antes da ocupação da terra de Canaã. O texto diz assim: (ler 1:1-6...)?

- ... e então ele começa a trazer à memória daquele povo os episódios da sua história, amarrando o passado com o presente e preparando os ouvintes para o futuro glorioso que DEUS haveria de dar.

- E agora MOISÉS está diante do Rio Nilo e a sua memória é acionada e o filme da sua vida começa a se desenrolar: Talvez ele tenha se lembrado da mãe hebréia, da mãe egípcia (ou seja a mãe natural e a mãe adotiva): de Joquebede (tia de seu pai) e da princesa (filha de Faraó)...

- Talvez tenha se lembrado daquele caudal enorme de cultura palaciana que recebeu por fazer parte da elite que governava o país mais progressista e poderoso da época

- Talvez tenha se lembrado de suas lutas íntimas antes de ter a coragem de abdicar as glórias do EGITO e os prazeres transitórios do pecado, para perfilar com os seus irmãos oprimidos...

- Talvez, naquela manhã, diante do RIO NILO ele traz a memória aquela estranha arte de ver o invisível e de contemplar à distancia o galardão que DEUS costumava distribuir com os que vivem pela fé. - É porisso que Hebreus 11:27 nos diz: “...e foi porque confiava em Deus que Moisés saiu da terra do Egito e não teve medo da ira do rei. Assim ele prosseguiu o seu caminho, parecia que ele podia ver DEUS bem alí do seu lado”
- Talvez ele tenha se lembrado da sua impetuosidade não domesticada que o fizera matar o egípicio que estava espancando um de seus parentes distantes...

- Talvez tenha se lembrado da incompreensão dos hebreus..... se lembrado dos quarenta anos passados não na metrópole, mas na terra de Mídia, onde se casara, onde se tornara pai de dois meninos e onde trabalhara como pecuarista....

- Talvez tenha se lembrado do estranho fenômeno da sarça que se queimava e não se consumia e daquele tremendo e decisivo encontro com DEUS no monte Horebe, quando a vocação esquecida voltara à tona de modo irreversível...

- Eu creio irmãos que todas essas lembranças se elucidavam por que Moisés estava ali à margem do Rio Nilo e agora, à espera de Faraó, oitenta anos depois de ter sido descoberto pela princesa. - E acredito que o seu coração se encheu de gratidão e de determinação!

- Nós temos muitas razões para agradecer a Deus pelo ano 2000! Foram tantas as bênçãos do Pai que tentar descreve-las seria como explicar como é ser Feliz! .... e felicidade a gente não explica, a gente sente e acaba transmitindo aos outros.

- Assim também são as bênçãos de Deus. Porisso o Salmista se expressa assim no capítulo 126:1 “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião ficamos como quem sonha”...

- Podemos dizer que no início deste ano, quando as probabilidades apontavam que este seria um ano muito difícil, de estagnação do trabalho, de mera manutenção do que já vínhamos fazendo, o SENHOR nos deu um ano de grandes bênçãos, realizando o impossível e tornando sonhos em realidade.

- Com certeza você também tem muito que agradecer ao Senhor nesta hora. Moisés teve muitas lutas e dificuldades, mas quando ele coloca tudo isso na balança, naquele momento em que ele olha os oitenta anos que se passara, ... ele verifica que tinha muito que agradecer ao SENHOR....

- Eu convido você, neste momento ímpar da nossa história: quando vamos inaugurar um novo ano, um novo século, um novo milênio ... a trazer à sua memória aquilo que te dá esperança e saber que você pertence a um DEUS DE AMOR, e que você pode confiar NELE, descansar NELE, esperar NELE ... e declarar que o DEUS a quem você serve nunca falhou e nunca falhará!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Filho Pródigo na casa do Pai

Texto: Lc 15.11-32
Introdução: Na maioria dos cultos, quando falamos deste texto pensamos no filho que gastou toda a sua herança, tudo o que pai lhe tinha dado. Mas nesta parábola tem três personagens principais: o filho mais novo – o que se foi - o pai e o filho mais velho - que ficou. Faremos uma comparação entre o que se foi e o que ficou.

1) Onde estava o filho que ficou? Onde o pai queria que ele estivesse?
Ele estava no campo, junto dos servos.
Ele identificava-se com os servos.
Por que razão ele não estava junto do pai naquele momento?
Será que o pai o obrigassse a estar no campo junto aos servos? Será que ele se importou em perguntar ao pai qual era a sua vontade; afinal era filho e não servo.
Quando o filho mais moço voltou e pediu ao pai que o tratasse como um dos servos, não foi isto que ele fez, e sim, chamou os servos para lhe darem a melhor roupa, colocarem um anel no dedo e colocarem sandálias nos pés. Ou seja, o pai sabia diferenciar muito bem um filho de um servo.



2) A primeira atitude diante do pai com o retorno do irmão:
(v.28 e v. 29) Ele indignou-se. Por quê?
Porque ele achava que o pai deveria tratá-lo melhor; achava que o pai deveria enchê-lo de presentes da fazenda, porque não entendia que tudo que tinha na fazenda também era seu. Ele não se sentia filho, sentia-se servo, logo, não se achava no direito de desfrutar daquilo que já tinha por direito legal, por ser filho. Ele condenava a atitude do pai, que além de perdoar ao seu irmão, deu uma festa. No seu conceito, aquele sujeito que havia feito tudo errado, não era merecedor, ele sim, pois sempre fazia tudo para agradar, no entanto nunca havia recebido sequer um cabrito, como ele disse.
Diga: “Pai! Eu não quero ser tão egoísta e sem misericórdia, ao ponto de não saber perdoar e ainda condenar ao Senhor pela Sua infinita misericórdia com meu irmão. Ajuda-me a deixar de ser servo, e me tornar filho. Amém”

3) A Sua insatisfação:
Ele estava na casa do Pai, porém sentia necessidade de se alegrar com os amigos (v.29). Isto demonstra quanta insatisfação tinha no coração. Na verdade ele sentia-se obrigado a servir o pai, talvez ele não tenha feito o mesmo que o seu irmão por uma questão de moralismo, mas ele estava tão insatisfeito, ou até mais. Isto demonstra que ele não tinha uma aliança com seu pai, o que ele tinha era medo de ser julgado pelos outros como ele julgava o seu irmão.

Conclusão: Tudo que o Pai tem é nosso por direito legal, mas para conseguirmos desfrutar das Suas bênçãos, precisamos ser filhos de verdade.
O filho mais moço entendia isso, o mais velho não.
É assim que o Senhor faz conosco, Ele não nos manipula ao ponto de querer a nossa obediência com fardo e jugo, fazendo somente aquilo que Ele nos ordena como imposição, mas Ele quer que tenhamos liberdade de conversar com Ele, perguntar para Ele como acharia melhor que fizéssemos.
Ele quer que preparemos um banquete junto com Ele por estarmos alegres e não para nos alegrarmos.
Aplicação:
Será que nós não estamos a agir da mesma maneira que este filho?
Será que este filho conseguia ter intimidade com o pai?
Será que ele tinha coragem de encostar a cabeça no peito do pai e contar-lhe todas as suas dificuldades e medos?
Será que na verdade ele não tinha uma ponta de inveja do irmão, porque ele fazia aquilo que ele tinha vontade e não tinha coragem?
Digamos ao Senhor como nos sentimos.
Digamos que queremos ter uma aliança verdadeira com Ele.
Digamos que não queremos estar em casa como servos, mas como um filho de verdade.
Digamos O não queremos serví-Lo com culpa e com jugo, porque decidimos ser filhos e filhas e servi-Lo como Pai por amor