Segunda-feira, 4 de Junho de 2012

A ESPERANÇA


PRECE:
A Igreja Adventista do Sétimo Dia teve em Angola, no Bongo, um grande hospital que serviu milhares e milhares de pessoas ao longo de décadas. Foi certamente um dos hospitais mais famosos deste País. Entretanto, e em consequência da guerra, este centro hospitalar foi desactivado. Em 1993, numa das minhas viagens a Huambo, tomei a firme decisão de ir visitar o que restava daquele hospital.

Visitei as instalações. Impressionou-me ver o bloco operatório completamente destruído, e todos os outros edifícios encontravam-se completamente vazios. Senti tristeza, mas pude imaginar quantas pessoas terão entrado ali sem esperança de vida e deixaram aquele hospital com uma esperança renovada!

Chegou a hora de iniciarmos a viagem de regresso. A noite caía depressa. Tínhamos feito uns 5 km, quando o motor começou a dar sinais de que alguma coisa não funcionava. Alguns dos meus companheiros começaram a dar alguns sinais de intranquilidade. De repente as luzes dos faróis apagaram-se e o motor deixou de trabalhar. Olhámos uns para os outros como numa interrogação surda: “E agora?”

Olhei para fora e vi alguns agricultores que voltavam do cultivo das suas terras com os seus utensílios, entre os quais grandes catanas. Senti um certo calafrio na espinha. Saí, recorrendo aos meus conhecimentos de mecânico, fui limpando o distribuidor, os bornes da bateria, e orava ao Senhor Deus para nos ajudar. Enquanto isso, os meus colegas estavam dentro da cabina fazendo gestos para me despachar. No clarão da linda África, podia olhar as montanhas e ver silhuetas de pessoas que me olhavam certamente com muita curiosidade.

Finalmente, fiz sinal para que dessem à chave de ignição. O motor começou a trabalhar como novo e os faróis iluminavam o caminho, como nunca antes. Sentimos uma imensa alegria e foi motivo de conversa até chegarmos a Huambo que dista 60 km do Bongo.

A humanidade está também a percorrer a parte mais agitada e difícil do percurso da sua existência; e tem de fazê-lo, de noite, quando reinam as trevas e a confusão! Mil problemas, que surgem nas sombras, podem produzir desastrosos acidentes, seja na vida colectiva dos povos, ou na experiência pessoal.

Assistimos ao cumprimento profético traçado por Isaías há mais de 7 séculos antes de Cristo, quando disse: “Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos.” Isaías 60:2

Há desorientação na vida, tanto social, política e económica. Os governantes acusam-se uns aos outros!

Nos dias 16 e 17 de Agosto de 1987, aconteceu algo estranho no Monte Shasta, Califórnia. Era o som de uma ladainha que aumentava e diminuía sobre os montes. Mais de 5 mil pessoas estendiam os braços em direcção ao sol nascente, de mãos dadas, formando um círculo.

Acontecimentos invulgares não são novidade na Califórnia. Chamaram a este evento a "Convergência Harmónica". Por todo o mundo, naquele domingo, os fiéis da "Nova Era" reuniram-se em 36 locais que consideram sagrados, como o Grand Canyon, as Pirâmides do Egipto, o monte Fuji no Japão. Reuniram-se para dar as boas vindas à Nova Era de paz e amor.

Os seguidores da Nova Era estudam as antigas profecias dos índios norte-americanos, ligando-as ao culto do sol dos maias, dos astecas e dos antigos egípcios. Concluíram que naquele domingo e segunda-feira, 16 e 17 de Agosto de 1987, um alinhamento especial dos planetas e constelações iria acontecer e produziria energia purificadora no nosso planeta. Esta era para eles a primeira vez em 23.412 anos que os céus se colocariam numa posição tão abençoada.

Emile Canning, líder do grupo Nova Era, tinha-os convidado para que naqueles dias se reunissem. Leio as suas palavras: "144 mil dançarinos do sol para trazerem a Nova Era. Estes dois dias resultarão em paz mundial e na diminuição das catástrofes."

Naqueles dois dias, mais do que os 144 mil dançarinos exigidos, se reuniram nas 32 montanhas sagradas. Mas as suas esperanças para uma Nova Era fracassaram. As guerras não pararam de aumentar. Desde então, e naquela mesma noite, o voo 255 da Northwest caiu em Detroit. Foi considerado o segundo pior desastre aéreo na história dos Estados Unidos.

O fim-de-semana passou também sem o aparecimento em massa de discos voadores como os dirigentes tinham predito. As danças, e o estender as mãos para o sol, tinha um segundo sentido: era dar as mãos aos espíritos. Desta maneira pretendiam comunicar com personalidades famosas já falecidas e que viriam revelar planos através dos médiuns. Mas o que mais esperavam não aconteceu: o Apóstolo João, o discípulo amado, faria ouvir a voz através dum médium chamado Jerry Bowman.

Eu creio que muita desta gente era bem intencionada. Eu creio que muita desta gente queria acreditar, queria ver, desejava ouvir o apóstolo João. Eu creio que no coração do homem há um desejo profundo: ouvir a voz de Jesus! Por isso Ele deixou esta promessa: "Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também." João 14:1-3

Que maravilhosa promessa! Viver uma vida de paz, uma vida eterna! Ter o Senhor Jesus Cristo para sempre! Sim, com a Sua vinda começará uma Nova Era, como explica a Bíblia. Começa com a vinda de Cristo em poder e glória!

A Bíblia é suficientemente poderosa para nos iluminar e permitir reencontrar o caminho, a estrada da vida e da paz! O salmista disse: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para o meu caminho.” Salmo 119:105

Assim como os faróis potentes de um automóvel dissipam com os seus poderosos raios luminosos a escuridão da noite e permitem que se viaje com a mesma segurança que de dia, também a luz inextinguível que irradia deste farol majestoso, a Bíblia, dissipa as trevas da incerteza, soluciona as incógnitas do ser humano e mostra um caminho de esperança face às dificuldades deste mundo. Um caminho que conduz a um eterno destino de glória!

Nas páginas maravilhosas da Bíblia, revela-se a natureza e as características de Deus, como Criador supremo e Pai amoroso; a origem e a essência do homem; o objectivo da vida; o destino glorioso da humanidade remida. Está aqui!

A Bíblia estabelece a mais admirável e perfeita classificação dos valores; dá o primeiro lugar ao problema essencial do homem; a sua relação com Deus, salienta a imutabilidade dos valores morais revelados na Lei de Deus, apresenta o programa divino para uma vida feliz, na vida conjugal, na dieta alimentar e assegura-nos a felicidade eterna.

Foi Jesus que o disse: “Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.” João 5:39

A Bíblia é a base inamovível da nossa fé, é o documento fundamental do Cristianismo. Não há cristãos sem Cristo, nem doutrina cristã sem a Bíblia.

O apóstolo Pedro, ao falar da profecia das Sagradas Escrituras, declara: “Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” II Pedro 1:20,21

Um dia, Daniel estava muito preocupado: "No primeiro ano do seu reinado (rei Dario), eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos." Daniel 9:2
Uma profecia anterior a Daniel dizia que o exílio em Babilónia seria de 70 anos. Assim que este tempo terminasse, Deus prometia, de acordo com Jeremias 27:22: "Então os farei subir, e os tornarei a trazer a este lugar."

Mas alguma coisa parecia estar errada aos olhos de Daniel, embora faltassem ainda 2 anos para o fim dos 70 anos. Eram anos literais, e já tinham passado 68. Mas o caminho de regresso para o seu povo não se abria. O que é que se passava?

Daniel levou a sua perplexidade diante de Deus: "E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, com jejum, e saco e cinza." Daniel 9:3

Por que razão Daniel estava tão preocupado? Deus tinha dito 70 anos: uma promessa mais do que garantida! Ou não?

Daniel estava preocupado, porque havia uma condição para Deus intervir na libertação. Uma condição requerida por Deus. Sem o cumprimento desta o Senhor não podia intervir!

Os exilados deviam cumprir a sua parte no acordo que Deus fez com eles. Por isso lemos: "E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos." Daniel 9:4

Deus mantém o Seu pacto e a Sua Palavra de forma fiel e imutável, sem nada acrescentar ou retirar com aqueles que cumprem a aliança. Daniel estava preocupado não com Deus. Ele conhecia Deus e conhecia o povo e receava que este, em consequência da infidelidade, não retornasse a Jerusalém, apesar de estar próximo o cumprimento da profecia dos 70 anos.

Todo o pacto é uma sociedade, um acordo entre duas partes com condições para ambas cumprirem. Como o casamento, por exemplo. Os noivos caminham pela igreja e ficam diante do pastor para fazer os votos. Ambos fazem um pacto entre si. Concordam em aceitar e obedecer aos princípios que regem um casamento cristão. O pacto pode deixar de ter valor, se um deles for infiel à aliança!

Exactamente como o concerto entre o Senhor e a nação judaica. Daniel conhecia Deus e sabia como Ele abençoa e é fiel, mas não tinha a mesma certeza em relação ao povo!

Daniel tinha outra preocupação: ele não sabia o que significavam aquelas 70 semanas. Estas, ele sentia que não eram literais, mas simbólicas. Era um sonho dado por Deus enquanto dormia. Sabia que estavam relacionadas com o Povo de Deus, com Israel, mas não compreendia o significado!

A Palavra de Deus é sempre límpida, como límpido é o carácter de Deus. Mas é preciso estar muito perto de Deus para compreender a Sua Palavra e o Seu lindo carácter. Por isso, Daniel orava e estava ainda a orar quando o anjo Gabriel chegou do Céu com boas notícias: "Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido." Daniel 9:22

Gabriel começou a explicar: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos." Daniel 9:24

Deus não tinha abandonado o Seu povo apesar dos seus pecados. Eles retornariam a Jerusalém em cumprimento da profecia de Jeremias. E Deus tinha determinado uma oportunidade especial, uma oportunidade única, uma segunda oportunidade para o povo de Israel continuar a ser o Seu povo particular. Deviam, no entanto, aceitar a aliança que Deus propunha. Deus faz sempre aliança com cada homem e mulher que O aceitam, uma aliança de fidelidade.

Deus dava um período de 70 semanas. Isto era o tempo para que Israel se preparasse para receber o Messias, que faria "a reconciliação pela iniquidade" e "traria a justiça eterna".

A promessa relacionava-se com o que se passou no Calvário naquela escura tarde de sexta-feira. Vemos Jesus na cruz, cumprindo a Sua promessa de concerto, feita em Daniel 9, de fazer a expiação pela iniquidade. Com o Seu último fôlego brada: "Está consumado". Missão impossível cumprida!

Jesus triunfou sobre o pecado e trouxe a justificação eterna. Agora, através do Calvário, podemos ser aceites por Deus, através da fé pelo pacto de salvação. Temos o remédio do Céu para o problema do pecado sobre o qual Daniel orou e que podia impossibilitar a libertação do povo Judeu do exílio, e pode impedir a salvação a todo o cristão que não cumpra a sua parte do contrato. Daniel 9 é uma emocionante previsão da salvação em Cristo. Há um tempo de profecia que indica exactamente quando Jesus apareceria como o Messias:
"Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas." Daniel 9:25

Um período de tempo de 7 semanas mais 62 semanas, totalizando 69 semanas. O ponto de partida seria uma ordem especial para reconstruírem Jerusalém, que tinha sido devastada durante a invasão Babilónica. Essas 69 semanas que se estenderiam da época dessa ordem, até à Unção de Jesus!

A tradução da palavra "semanas" significa literalmente "grupos de sete". E isso pode ser uma unidade de 7 dias ou uma unidade de 7 anos. Quando observamos com atenção Daniel 9, fica claro que temos ali um período de profecia com 69 unidades de 7 anos cada, totalizando 483 anos.

Assim, essa profecia previu que 483 anos separariam a época em que Jerusalém seria reconstruída e a época em que o Messias apareceria.

Deixem-me abrir um espaço para vos convidar, para estarem todos logo à noite. Tragam os vossos amigos e familiares. Falaremos e veremos a cerimónia em que Jesus foi ungido.

Para Daniel não era difícil saber o início do período da profecia. A dificuldade era saber quando seria o fim da profecia. E isto agora era importante para ele, que toda a sua vida tinha esperado o Libertador, o Messias, o verdadeiro Príncipe! A data do começo da profecia seria a ordem oficial da libertação. Ele era o primeiro-ministro, estaria a par dessa data. A sua preocupação era que o seu povo fosse infiel, e Deus tivesse que postergar a data.

Graças a Deus, pela Sua misericórdia, a data da libertação foi mesmo depois do cumprimento dos 70 anos de cativeiro, ou seja, como está no livro de Esdras que regista o decreto no sétimo ano do rei persa, Artaxerxes, e a história diz que foi em 457 a.C.

Essa data já foi confirmada pelas modernas descobertas arqueológicas, um facto reconhecido por muitos estudiosos da Bíblia. A mundialmente famosa Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia, por exemplo, apoia 457 a.C. como o ponto de partida do início da profecia de Daniel 9. Este livro recente, publicado pela Zondervan, explica como a profecia se desdobra. Observemos com atenção:

"Tendo o decreto de 457, dado a Esdras para a reconstrução de Jerusalém, tomado como... o princípio dos... 483 anos, chegamos ao ano exacto do aparecimento de Jesus de Nazaré como o Messias (ou Cristo): 483 menos 457 leva-nos ao ano 26 d.C.

Considerando-se que um ano é acrescido quando se passa de 1 a.C. a 1 d.C. (não existe um ano zero), na realidade chegamos ao ano 27 d.C. – uma impecável precisão no cumprimento desta antiga profecia." Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia

Temos a prova matemática de que Jesus é o Messias! Em 27 d.C., o próprio ano predito em Daniel 9, Jesus foi ungido como o Messias no baptismo. Ao descer sobre Ele o Espírito Santo e ao receber o testemunho do Pai, “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo”. E Gabriel diz a Daniel que com este acontecimento: "O tempo está cumprido."

Quando Jesus começou os Seus milagres, os líderes religiosos continuamente tentaram matá-Lo. Mas Jesus escapava porque não estava cumprido o tempo para o sacrifício supremo, a imolação como Cordeiro de Deus. É o que diz João 7:30: "Procuravam pois prendê-lo, mas ninguém lançou mão dele, porque ainda não era chegada a sua hora."

Havia uma data especial para Cristo ser imolado? Sim, havia um calendário com contagem regressiva até ao Calvário. Na noite antes de morrer, Jesus orou: "Pai, é chegada a hora." Foi o tempo exacto predito em Daniel 9, exactamente no meio da última semana. No princípio da semana Jesus tinha sido baptizado, a meio dela Ele expiaria os pecados: Daniel 9:27 "...E na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares."

É exactamente quando terminaram os sacrifícios e ofertas pelos pecados através da Sua morte. O véu do templo rasgou-se em dois: demonstração clara de que não eram necessários mais sacrifícios, nem cerimónias levíticas no templo dos judeus.

Desta maneira, o Calvário aconteceu na data profetizada, em 31 d.C.: três anos e meio depois do baptismo de Jesus. Uma prova positiva de que Jesus é exactamente quem afirmou ser, o Messias, o Cordeiro de Deus! Não é de admirar que milhares de judeus têm depositado a fé em Jesus como o Messias ao compreenderem esta profecia de Daniel 9.

Em Israel existem muitas igrejas Adventistas compostas por Judeus, que aceitaram a Jesus e a chave da compreensão é sempre esta profecia da Palavra de Deus. Muitos judeus nos Estados Unidos, no Brasil e em muitas partes do mundo continuam a ter como ESPERANÇA a Bíblia e as profecias, tal como nós!

É interessante que Jesus tenha escolhido o número "70 vezes 7" para ilustrar quantas vezes deveríamos ter misericórdia daqueles que nos ferissem. Teria Ele em mente o tempo da profecia de Daniel "70 vezes 7", os anos de misericórdia de Deus para com a nação de Israel? Bem, não sabemos! Mas obriga-nos a pensar. Não acham?

Chegamos ao ano em que Jesus foi crucificado, 31 d.C. Porém, a septuagésima semana não terminou com a morte de Cristo. Três anos e meio adicionais permaneceram após o "meio da semana". Isso leva-nos do Calvário, início de 31 d.C., até 34 d.C.: o fim daquelas "70 semanas" de oportunidade dadas à nação judaica em Daniel 9:24.

Portanto, Deus manteve a Sua promessa no concerto e enviou Jesus como o Messias.

Agora, a questão crucial é: que resposta deu o povo judeu a Deus depois da morte do Messias no ano 31 d.C.? Como passaram eles os últimos três anos e meio do tempo concedido pelo concerto? A perseguir e matar aqueles que foram fiéis e a rejeitar a promessa de concerto e de Nova Aliança.

Querido irmão, irmã, queridos amigos, já aceitaram a Nova Aliança? Se o não fizeram, a vossa vida está em perigo eterno!

Porque Deus não Se deixou escarnecer pelo povo Judeu, da mesma maneira não Se deixará escarnecer depois de nos ter dado tantas e tantas oportunidades!

O apóstolo Paulo diz o seguinte: "De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa." Gálatas 3:9,29

Sem a fé no Messias, o concerto de vida eterna com Deus não pode ser cumprido. Não o foi com a nação Judaica, não o será connosco.

Daniel confessa os seus pecados: "Temos pecado e procedido impiamente." Daniel 9:15

O que é que Daniel estava a dizer ao confessar-se como um pecador? Não encontramos um só pecado que Daniel tenha cometido, nem uma só vez. Com certeza que teve os seus momentos de fraqueza. Mas até os seus inimigos invejosos, não viam nada reprovável na sua conduta. Podemos de facto ficar admirados com esta oração! Mas não podemos esquecer a palavra do profeta que diz: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia." Isaías 64:6

Apesar de Daniel não ter nada em particular para se arrepender, ele sabia que tinha falhado em alcançar o glorioso ideal de Deus. E confessou-se como sendo um homem pecador, alguém que necessitava do Messias!

Qual era a esperança de salvação de Daniel? "Porque não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados nas nossas justiças, mas nas Tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve! Ó Senhor, perdoa!" Daniel 9:18 e 19

Daniel depositou a sua paz na Bíblia, segura Palavra de Deus como o Farol que nunca se extingue, que guiará os fiéis ao Porto Seguro. Confiou que apenas a pura misericórdia nos qualificará para o Céu.

Está a nossa esperança ancorada na Palavra de Deus? Então podemos estar certos que o Messias em breve voltará, numa noite que brilhará como o sol do meio-dia, com milhares dos Seus anjos, ficará nas nuvens do Céu, para que todo o mundo, todo o Universo O veja. Os Seus anjos virão ao nosso encontro para nos levar aos pés de Jesus, e subir com Ele para a morada do Pai.

A Bíblia é um Farol que ilumina a Esperança! Deus é fiel, podemos confiar! Amém.
Pr. José Carlos Costa


ELE É FIEL
Débora Barradas
Em momentos de dor
E através das lágrimas
Há um Deus que é fiel p’ra mim.
Quando a força se vai
E canção já não há,
Seu amor é fiel p’ra mim.

Suas promessas está sempre a cumprir,
O que é impossível
Meu Deus faz por mim.

Ele é fiel, fiel p’ra mim
Seu amor e Seu perdão eu vi
Em meu ser me questiono
E na fé já falhei
Mas Ele é fiel, fiel p’ra mim.

Quando eu me perdi,
Não conseguia mais orar
Mas meu Deus foi fiel p’ra mim.
Desperdicei o meu viver
Procurando o meu prazer,
Mesmo assim foi fiel p’ra mim.

Toda a vez que eu busco a Jesus
Com os braços sempre abertos
Me espera outra vez.

Ele é fiel, fiel p’ra mim
Seu amor e Seu perdão eu vi
Em meu ser me questiono
E na fé já falhei
Mas Ele é fiel, fiel p’ra mim.

Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

OUSAR SALVAR!

PRECE: Senhor Deus! Nós nos achegamos a Ti, nosso compassivo Redentor; e rogamos-Te, por amor de Cristo, por amor do Teu próprio Filho, nosso Pai, que manifestes o Teu poder entre os que se achegam a Ti. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja connosco. Em nome de Jesus. Amém.
“Portanto vigiai, porque não sabeis a que hora há-de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: Se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso estai vós também apercebidos, porque o Filho do homem há-de vir à hora em que não penseis. Quem é, pois, o servo fiel e prudente a quem o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem o Senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Porém, se aquele servo for mau e disser consigo: O meu senhor tarde virá, e começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios, virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe, e castigá-lo-á, e lhe dará a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” Mateus 24:42-51
Conheci a mensagem adventista na minha adolescência, a primeira pregação que ouvi foi proferida pelo Pastor Samuel Reis, falou sobre a vinda de Jesus, a sua convicção e entusiasmo eram tantos que depois de o ouvir, pensei; Jesus virá muito breve! Os dois maiores projectos da minha vida não os vou poder concretizar e eram: Ir à tropa, porque naquele tempo quem não ia à tropa não era homem. O segundo projecto, era casar!
Mais de 40 anos volvidos, fiz o serviço militar, casei e tenho um filho com 28 anos e Jesus Cristo ainda não veio!
Fui estudar Teologia para Espanha e depois para França. 5 anos depois iniciei o meu ministério pastoral, tenho pregado com toda a minha convicção e uma fé sincera, tenho anunciado o iminente retorno de Jesus, mas Ele ainda não veio!
Esta é a verdade! Muitas gerações de Adventistas do Sétimo Dia adormeceram sem terem visto realizada esta tão acalen¬tada esperança, a vinda do Senhor!
Penso nos pastores Rentfro que foi pastor na igreja do Porto, entre outros pioneiros da Igreja Adventista em Portugal, que já desceram ao pó da terra. Penso nos pastores Artur Ribeiro, Ernesto Ferreira, Augusta Pires, e tantos outros, alquebrados pela idade, passam o facho da esperança a outros mais novos.
Consumiram a sua vida num ministério de proclamação da volta de Jesus. Na firme convicção que Ele voltaria em suas vidas!
Chegados ao primeiro semestre de 2002, tantas décadas, depois do nascimento da nossa amada Igreja, a Igreja Remanescente, o Senhor ainda não veio! Por que razão o Senhor tarda em vir?
Será que estamos errados no que concerne a esta doutrina que nos é tão preciosa? A vinda de Jesus! Será que temos base histórica e bíblica para anunciar tal acontecimento ou seja a iminente volta de Jesus?
Podemos nós como Igreja Adventista do Sétimo Dia, continuar a pregar e a ensinar o conceito cronológico profético e histórico do plano da salvação e em particular o Tempo do Fim, baseados em Daniel:
“Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado.” Daniel 8:14
Aceitamos que este texto sagrado nos leva ao momento em que Jesus passou do lugar santo para o lugar santíssimo no Santuário Celestial. Simultaneamente apareceria a sétima igreja do Apocalipse, com uma poderosa mensagem:
“...Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque é chegada a hora do seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas.” Apocalipse 14:7
Será que ainda devemos esperar o dia em que Deus colocará uma linha sobre a história e, por amor dos Seus filhos fiéis, dirá: “Basta”, como é dito em São Mateus?
“Se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria, mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” Mateus 24:22
Será que ainda devemos esperar o dia em que Jesus voltará para salvar o Seu povo cercado, excluído da actividade económica e condenado à morte?
Ou devemos com toda a sinceridade e humildade aceitar o ponto de vista dos Protestantes Tradicionalistas que dizem: “A vinda de Jesus é uma esperança sem certeza!” Estas palavras foram-me ditas por um pastor Valdense em 1992, em Roma.
Será que nos devemos juntar aos materialistas que estarão absorvidos com coisas materiais, a juntar riquezas na Terra como se depois da Terra, não houvesse Céu?
Uma coisa é certa e clara: “A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida.” Provérbios 13:12
Será que o nosso coração está cansado de esperar? Que devemos nós pensar desta demora, desta esperança adiada?
A Igreja Adventista apareceu de facto no cumprimento de Daniel 8:14: profecia que se cumpriu em 1844. E foi exactamente quando apareceu um movimento profético a proclamar o Evangelho Eterno e desde então o tem proclamado com poder por todo o mundo, ainda hoje continua a insistentemente conclamar o povo com o:
“...Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque é chegada a hora do seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas.” Apocalipse 14:7
E durante todos estes anos a iminência de Cristo tem sido a nossa preocupação, diga-se no entanto que nos últimos anos, muitos pastores e crentes começaram a interrogar-se se esta mensagem deve continuar a ser pregada com a veemência com que pregava o Pastor Samuel Reis e os outros!
Será que devemos ter a ousadia de um pastor que escreve todo um livro sobre a vinda de Jesus? “O Senhor Vem” Ernesto Ferreira. Que ousadia! O Senhor vem! Uma coisa é inegável, hoje prega-se com menos entusiasmo e mais raramente a vinda de Jesus!
Devemos ser confrontados com esta situação, cada dirigente, cada crente, deve ter uma resposta a esta interrogação que fervilha no nosso coração, sejamos sinceros e exprimamos diante de Deus o que sentimos: por que razão Jesus ainda não veio? Creio que só uma correcta interrogação e uma interpretação em consciência sobre a demora da vida do Filho de Deus, nos levará ou a dizer assumida¬mente: “o meu Senhor tarde virá” ou então a voltar ao fervor dos apóstolos e dos nossos pioneiros!
Uma coisa é evidente, algo está a mudar no nosso meio em resultado da demora, particularmente no que diz respeito à ética e ao estilo de vida de muitos crentes. Quero dizer; ao relacionamento que temos uns com os outros, a fraternidade, a estima e o amor, mas também a nossa relação com o mundo.
Sim, hoje vivemos como aquele servo da parábola que diz: “O meu Senhor tarde virá... e começou a bater nos seus companheiros, a comer e a beber...” Mateus 24:42-51. Quero dizer, a viver no mundo e para o mundo!
Não é verdade que pregamos menos o fim do mundo?
Não é verdade que como Adventistas gostamos de dizer: “O grande Hospital de Loma Linda é Adventista.” E continua¬mos a dizer aos nossos vizinhos: “Sim temos muitas Universidades, Hospitais, Clínicas, nós somos a Igreja que melhor programa tem para assistir os necessitados nos países carenciados no Mundo.” E nós dizemos isto, dando muita ênfase às grandes estruturas, instituições, escolas, fábricas, hospitais, grandes templos!
Parece que para muitos de nós os meios estão a tornar-se fins. No entanto a visão e o plano que Deus legou ao Seu povo, não foi este! A visão e o plano que Deus legou foi e continua a ser: “Ide, anunciai o Evangelho a todo o mundo… Ide ensinai e baptizai… Ide porque cedo venho!” Nós porém, temo-nos dedicado a construir “arcas”. A construção da arca na qual Noé e a sua família foram salvos do dilúvio era simplesmente um meio. O objectivo do plano de Deus era preservar a semente humana, encher de novo a Terra de homens e mulheres tementes e crentes!
O Senhor continua a desejar que a Nova Terra seja povoada de filhos e filhas tementes e crentes!
As “arcas” são necessárias como meios, mas tem-se convertido em fins. A nossa atitude como crentes é bem diferente daquela que era a dos nossos pais na fé! Eles davam testemunho no mundo! Facilmente se podia identificar um adventista pela sua maneira de falar de Jesus, Bíblia na mão e vivência coerente dos santos princípios. Hoje, falamos de futebol como todos os outros, das telenovelas como todos os outros.
E isso nota-se inclusive na nossa postura na igreja! Que diferença faz ir à igreja ao Sábado com roupa especial, ou ir com roupa semanal? E muitos respondem sem hesitar: “A sinceridade está no coração, não naquilo que se veste!” Não neguemos a verdade! E esta é: Vivemos no mundo e o nosso coração está nas coisas do mundo!
O mau e infiel servo crê que o seu Senhor virá, mas… “tarde virá…”. Ele crê que o Senhor virá, mas deixou de O esperar. Transferiu este evento para um futuro impreciso, desconhecido, cheio de nevoeiro, perdeu a atitude de vigilância que deve caracterizar aquele que espera a volta do Senhor!
A espera não é mais uma atitude existencial mas unicamente intelectual, bem se podem aplicar as palavras do Senhor:
“Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Mateus 15:8
Ellen White diz que muitos de nós corremos o risco do povo de Israel que viveu séculos, milénios na expectativa da 1ª Vinda de Jesus. De Adão e Eva até ao nascimento de João Baptista a esperança messiânica iluminou o povo judeu e finalmente, Ele veio e não O reconheceram.
Ela diz: “As palavras de Deus ao antigo Israel têm uma advertência solene para a igreja e para os seus dirigentes hoje.” Parábolas de Jesus, p. 159
A verdade é que a Palavra de Deus segue inalterável e cumpre-se.
É o que lemos: “Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho...” Gálatas 4:4
Tal como tinha sido prometido e anunciado a Eva: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Génesis 3:15
A mesma ideia é encontrada em Romanos 5:6 “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.” No tempo marcado Jesus veio no cumprimento das promessas e das profecias do Antigo Testamento.
É impressionante que quando lemos as parábolas de Jesus, encon¬tramos que o Senhor menciona a Sua vinda com uma advertência: “Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor”. Mateus 24:42
A partir deste texto, o Senhor Jesus coloca uma nota de aviso. O povo que O espera deixar-se-á invadir, possuir pelo sentimento da demora: “o meu Senhor tarde virá.” E esta advertência é encontrada em várias parábolas, isto é, Jesus deixa intencionalmente repetidos avisos:
- Na Parábola dos Dois Servidores o próprio Senhor Jesus diz que o sentimento deles é: “Meu Senhor tarda em vir” Mateus 24:48
- A Parábola que segue é a das Dez Virgens e lemos: “E tardando o noivo, tosquenejaram todas e dormiram.” Mateus 25:5
- Na Parábola dos Talentos, o Senhor declara de forma precisa o sentimento que prevaleceria antes da Sua Vinda: “Ora, depois de muito tempo veio o Senhor daqueles servos, e fez contas com eles.” Mateus 25:19
Todas estas parábolas prevêem um atraso! É seguro e certo que o Deus Soberano, Mestre da História e das profecias claramente tem o tempo na Sua mão. Deus enviará o Seu Filho quando os tempos forem cumpridos.
A serva do Altíssimo declarou:
“O atraso é unicamente aparente, porque no tempo assinalado, o nosso Senhor virá.” Ellen White, carta 38, 1888
Não há na Vinda de Jesus, nem acaso nem negligência da parte de Deus. Mas creio que há factores humanos a serem considerados. É verdade que Deus dirige a História, mas serve-se de seres humanos para a construir, é o homem que traz os “tijolos” com que Deus constrói a história da Igreja, mas é com o Seu povo que se realiza o plano da salvação! São pecadores resgatados que vão em busca dos pecadores perdidos!
Muitas das declarações da Bíblia relativas à iminência da Volta de Jesus, devem ser compreendidas em termos de vontade divina e não em termos de presciência divina. Na Sua providência divina uma tal demora não era necessária.
O Senhor Jesus diz: “Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.” Lucas 21:28
O Apóstolo Paulo diz: “Pois a graça de Deus se manifestou...e nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para que vivamos neste presente século sóbria, justa e piedosamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.” Tito 2:11-13
Em Apocalipse lemos: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente cedo venho. Amén. Vem, Senhor Jesus. Apocalipse 22:20. A vontade do Pai é estar depressa com os Seus filhos!
Agora, o mais importante para nós, que vivemos neste tempo presente é conhecer a resposta da Bíblia no que concerne à atitude que devemos ter enquanto esperamos. Lembremos as Dez Virgens, todas foram apanhadas de surpresa, dormitavam, porém cinco ainda que sonolentas tinham provisão suficiente para a longa espera, por isso puderam entrar no banquete do Noivo. Qual deve ser a atitude ou atitudes da Igreja que espera? A nossa atitude!
1- A verdadeira igreja tem o sentido da iminência. Mesmo se houver uma demora, nós não devemos perder o sentido da iminência: “Porque nós não sabemos a hora em que o Senhor virá.” Mateus 24:42,44
“Ele virá como um ladrão de noite.” II Pedro 3:10
Os sinais dos tempos cumprem-se de forma sistemática: As guerras, os conflitos, a fome, a seca, homens desmaiando de terror, a imoralidade, as doenças são incontroláveis. Vivemos realmente a meio da noite, não se trata de uma hora, mas de minutos que faltam para que Ele volte. Por isso: “Aprendei pois, da figueira a sua parábola quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão.” Mateus 24:32
“Por isso ficai também vós apercebidos, porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do Homem.” Mateus 24:44
2- Uma Atitude de Vigilância. Esperar comporta uma atitude de expectativa. Confiança absoluta. Aquele que vê a mão de Deus em todas as coisas, deve deixar todas as coisas nas suas mãos. Na realidade, Deus coloca-se na escuridão a fim de que nos lembremos de que Ele é Luz!
Um homem alquebrado, inseguro, confuso e aflito pediu a um pastor, no princípio de um Ano Novo: “Estou desorientado. Dê-me uma luz com a qual eu possa trilhar, seguramente, através do desco¬nhecido...” E o pastor respondeu: “Penetre na escuridão e ponha as suas mãos nas mãos de Deus! Tal orientação será para si melhor que qualquer luz e mais segura que qualquer caminho conhecido!”
3 - Somos chamados a tomar uma atitude crítica; em relação ao mundo. Nós vivemos no mundo, mas não somos do mundo. A demora é a oportunidade que Deus nos dá de entrarmos no combate da oração associada à vigilância moral e da piedade. Foi enquanto orava que o Senhor foi transformado. Foi na oração que o Senhor encontrou a força para ir até à cruz. Na oração a igreja encontrará a força para esperar e confiar na doce promessa “voltarei outra vez”.
“Não vos conformeis ao século presente mas sede transformados pela renovação da vossa mente...” Romanos 12:2
4 - Como Igreja Remanescente – perseverança, a nossa atitude de paciência activa. “O que esperar até ao fim será salvo.” Este esperar não se trata de uma atitude passiva. Mas activa. A perseverança significa ousar salvar enquanto há filhos, marido ou esposa que não decidiram por Cristo. Enquanto houver uma ovelha cujo balir chega aos ouvidos do verdadeiro filho ou filha de Deus.
Foi em 1861, Giuseppe Garibaldi, patriota italiano, voltava para casa, a noite caía, encontrou um pastor que se lamentava pelo extravio de um cordeiro do seu rebanho. Imediatamente, Garibaldi voltou-se para os seus soldados e disse que as montanhas deveriam ser percorridas até encontrarem o cordeiro perdido.
Os seus oficiais e soldados ficaram entusiasmados, eles estavam habituados a obedecer ao seu comandante, armados com foices e enxadas a fim de abrirem caminho entre os entrelaçados arbustos, munidos de fachos e lampiões partiram, esperançosos e cheios de zelo, em busca do fugitivo cordeiro.
Porém nada foi encontrado, e como a noite já ia muito avançada os voluntariosos soldados voltaram exaustos, e aos poucos foram regressando aos seus lares.
Na manhã seguinte, o ajudante de campo de Garibaldi encontrou-o a dormir profundamente. Ficou surpreendido porque o famoso guerreiro era sempre o primeiro a levantar-se. O ajudante retirou-se pé ante pé e voltou um pouco mais tarde. E, finalmente, como via que continuava a dormir, preocupado, acordou-o.
Garibaldi, ainda sonolento, esfregou os olhos, e para surpresa do seu assistente retirou de sob o espesso cobertor o cordeiro tresmalhado, e pediu-lhe que o fosse entregar ao aflito pastor. O eminente líder, com o desconhecimento dos companheiros, tinha prosseguido a pe¬nosa busca, durante a noite, até encontrar o cordeirinho, e encon¬trou-o já de madrugada.
Prezado irmão, prezada irmã, será que tem algum cordeirinho perdido? Então perseverança significa não desanimar até que o cordeirinho seja reencontrado. Deus o exige! Se Ele ainda não veio, é por pura compaixão, porque Ele não quer que nenhum se perca mas que todos venham ao conhecimento da salvação, e sintam que há real interesse para que se salvem.
5 - Uma atitude de testemunho.
O amanhã de Deus é certo e seguro. Jesus voltará para estabelecer um reino perfeito. O nosso amanhã depende da escolha que fizermos hoje. Podemos continuar adormecidos e indiferentes, seguir o caminho dos homens perdidos. Ou aproximarmo-nos d’Ele em oração, para dizermos: “Senhor, eu quero começar de novo. Conheci o Teu amor e sei que a Tua Palavra é fiel e digna de confiança. Venho a Ti tal como estou, suplicando-Te que perdoes as minhas negligências e supras as minhas fraquezas com medida redobrada do Teu Espírito Santo.
6 - Breve, Muito em Breve.
“Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também.” João 14:1-3
No dia 20 de Julho de 1969, dois astronautas americanos, Neil Arms¬trong e Buzz Aldrin, desceram do módulo lunar, caminharam sobre a superfície da Lua e colocaram uma bandeira do seu país no solo rochoso e poeirento. Depois de recolherem algumas rochas lunares para estudo científico, voltaram para a nave espacial e ligaram a ignição para a longa viagem de regresso ao Planeta Terra.
Os jornalistas em Houston, no Texas, entrevistaram as famílias dos dois astronautas: “Estão ansiosas que os vossos familiares regressem à Terra?” A resposta emocionada das duas esposas foi unânime: “Já não conseguimos esperar mais!”
Nós que conhecemos a Bíblia e amamos a verdade como se encontra em Jesus, nós que acreditamos nas promessas do Senhor e Salvador, nós que estamos ansiosos de O ver, a Ele que viveu, morreu e ressuscitou da sepultura para Se tornar o nosso Sumo Sacerdote, nós que estamos desejosos que Ele regresse do Céu à Terra para receber os Seus filhos, nós podemos dizer hoje como disseram as esposas dos dois astronautas: “Já não conseguimos esperar mais.”
Apelo: Senhor, agora preciso de silêncio dentro de mim, preciso de redefinir a minha vida. Quero recolher-me no meu coração, para partir na Tua pegada a caminho de outros homens, mulheres e dizer: “Desculpe nunca ter falado deste assunto, mas Jesus ama-o, Jesus quer o seu coração, é urgente, porque o Senhor Jesus está a voltar!” Eu quero ser usado por Ti, Senhor, para ajudar, a que Jesus volte depressa, Senhor vive em minha vida, mora em mim para iluminar. Queremos apressar a Vinda de Jesus, já não conseguimos esperar mais, estamos ansiosos que Ele volte!
Convido-vos a fazer do cântico da Débora a nossa oração e entrega.
José Carlos Costa
EU QUERO SER USADA POR TI, SENHOR
Pelas ruas da cidade posso ver a dor
Dos que choram sem saber a quem pedir atenção.
Andarilhos desta vida querem entender
Porque sofrem sem ter feito nada p’ra merecer,
Não encontram um sentido p’ra viver,
Não conseguem sua sorte entender.
Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra ajudar.
Vive em minha vida, vem sem mais demorar.
Oh! Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra iluminar.
Vive em minha vida, eu Te peço,
Vem em mim morar!
Nas estradas desta vida vão as multidões,
Enganadas em seus sonhos sem pensar no amanhã.
Todas lutam por tesouros que não podem ter
E se esquecem que somente em Deus há paz p’ra o viver,
Não aceitam que Jesus é o Salvador
E não querem que Ele seja o Senhor.
Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra ajudar.
Vive em minha vida, vem sem mais demorar.
Oh! Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra iluminar.
Vive em minha vida, eu Te peço,
Vem em mim morar!
Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra ajudar.
Vive em minha vida, vem sem mais demorar.
Oh! Eu quero ser usada por Ti, Senhor, p’ra iluminar.
Vive em minha vida, eu Te peço,
Vem em mim morar!

Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

UMA ANÁLISE DA MISSÃO DA IGREJA Á LUZ DA “GRANDE COMISSÃO”

Seguiram os onze discípulos para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes designara. E quando O viram, O adoraram; mas alguns duvidaram. Jesus, aproximando-Se, lhes falou, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no Céu e na Terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” S. Mateus 28:16-20

Assim terminou a jornada terrestre de nosso Senhor, de acordo com o relato de Mateus sobre Sua vida. Inerente a essa última declaração de Cristo está a comissão entregue a Seus discípulos. Aqui Jesus prepara o terreno para tudo o que ainda está para acontecer com a igreja infante que Ele estabeleceu.
A Grande Comissão permanece como a "Carta Magna" da igreja cristã - a razão de sua existência. É chamada de a "Grande Comissão" por causa da magnitude do mandato. É totalmente abrangente. Frederick Bruner nota cinco "todos" que formam a Grande Comissão: "Toda autoridade", "todas as nações", "em nome [de todo o Deus]", "todas as coisas que vos tenho ordenado", "estou convosco todos os dias". Frederick Dale Bruner – Mateus Vol. 2 – O livro da Igreja, pág. 1094. É o impressionante alcance desses "todos" que deu o merecido nome de "grande" a essa comissão."
A cena na encosta da montanha lembra uma cena similar ocorrida cerca de quinze séculos antes, quando Jeová reuniu como nação, no monte Sinai, os recém libertados escravos. Lá, Deus falou e comissionou Israel para ser Seu povo e ouvir Sua lei. Agora, Jesus está prestes a comissionar o novo Israel.
Na montanha da comissão, o Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, assim como Mateus registrou que Ele aparecera às mulheres. Não necessariamente para provar que ressuscitou, mas com o propósito de revelar que Sua condição de "ressuscitado" Lhe dá autoridade para emitir a comissão (Mat.28:18). O fato de que Jesus ressuscitou dos mortos dá uma força tremenda à comissão que Ele está prestes a comunicar a Seus discípulos.

A Autoridade Universal de Jesus
Tendo visto o Senhor ressuscitado, os discípulos escutaram abismados Suas palavras quase inacreditáveis: "Toda autoridade me foi dada no Céu e na Terra". Mat. 28:18. Jesus agora não pergunta, como fez anteriormente: "Quem diz o povo ser o Filho do Homem?" Mat. 16:13. Agora Ele declara que quem tem absoluta e total autoridade sobre o Céu e a Terra. “Aqui, Jesus está declarando ser o diretor executivo de todo o Universo”. Essa é a declaração de maior autoridade que Ele já fez. É impressionante, grandiosa, e todo-poderosa. Ele não é mais o frágil e indefeso; é o que possui toda autoridade. Que reivindicação extraordinária!
No monte Sinai, Deus primeiramente Se revelou ao povo de Israel em tons de trovão para enfatizar Sua autoridade e poder. Jesus agora restabelece essa cena para comissionar Sua igreja do Novo Testamento. Quem ordena a Grande Comissão não é apenas Jesus, mas Jesus com autoridade. Em nenhum outro lugar da Bíblia Ele aparece de forma tão imperiosa como ao proferir a Grande Comissão. Só isso bastaria para enfatizá-la. Ela não pode ser considerada levianamente. Não é só mais uma ordem, entre outras, que Jesus dá, mas de certo modo é "a" ordem de Jesus, pois abrange todas outras ordens. Fidelidade à Grande Comissão significa ser fiel a todas as outras ordens de Jesus. Infidelidade nesse ponto é ser infiel a Jesus que tem autoridade - o diretor executivo do Universo. Não ousamos desobedecer à missão de quem possui toda, completa e máxima autoridade.
Os adventistas professamos ser a igreja remanescente, que guarda os mandamentos de Deus e a fé de Jesus (Apoc. 12:17). Essa é uma alegação audaciosa que envolve mais do que guardarmos o sábado. Também deve significar que somos obedientes à Grande Comissão. Seria impossível ser a igreja remanescente, se não guardássemos a mais autorizada ordem de Jesus: a Grande Comissão.
Tendo Se declarado possuidor da máxima autoridade, Jesus agora, emite a divina comissão: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações". Mat. 28:19. A ordem é incrível. Como poderia um pequeno grupo de onze pessoas pobres, meio incrédulas e duvidosas, cumprir um projeto tão grandioso - fazer discípulos de todas as nações? O único meio é através do poder dAquele que tem toda autoridade.
Essa ordem deve ter assombrado aqueles primeiros discípulos. Como seria possível fazer discípulos de todas as nações? Ainda hoje, depois de dois mil anos, a tarefa nos parece gigantesca. Contudo, a ordem no texto está inseparavelmente ligada à autoridade de Jesus. É somente através de Sua autoridade que essa ordem pode ser cumprida. Já que Jesus possui autoridade universal, os discípulos podem se sentir encorajados a ir ao mundo, proclamar a mensagem do Cristo ressuscitado e fazer discípulos para Ele em todas as nações.
Portanto, os fundamentos de missão estão profundamente enraizados na divindade de Jesus Cristo como Senhor absoluto do Céu e da Terra. O motivo da missão cristã às nações só pode ser entendido no contexto da ressurreição e da vitória de Cristo sobre a morte. Essencial a essa comissão está o inegável pensamento de que o próprio Jesus proverá o poder e os meios para sua realização. Portanto, Ele declara que Ele estará com Seus discípulos até o fim dos séculos (verso 20), para o bem das nações (pessoas) que precisam ser alcançadas. Não é uma garantia incondicional de Sua presença, mas uma arrojada declaração que estaria com eles “em missão”.
"Em seu contexto imediato, a declaração de Jesus afirmando que estaria 'com' foi dada a discípulos que fazem discípulos. Não seria justo, para com a Grande Comissão relatada em Mateus, dizer que a promessa especial de Jesus de estar com os discípulos foi dada para qualquer um e todos que se dizem cristãos - não foi dada, como as vezes dizemos, 'incondicionalmente'. Foi dada condicionalmente - para cristãos missionários”. Frederick Dale Bruner – Mateus Vol. 2 – O livro da Igreja, pág. 106.

Não era para os discípulos simplesmente irem às nações. Deveriam ir, porque Cristo tem autoridade total sobre as nações. Portanto, eles não devem sair para essa missão sem a presença dAquele que tem toda a autoridade. Inerente ao chamado da Grande Comissão está a promessa do Espírito, que Se manifestaria completamente no Pentecostes.
O relato de Lucas contém a promessa: "Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder". Lucas 24:49. Cada um dos evangelhos sinópticos relata o mesmo pensamento como sendo inerente à Grande Comissão - o poder do Espírito Santo para capacitar a realização da missão do Senhor ressurreto. Na verdade, o poder do Espírito era tão essencial à realização dessa missão que Jesus pediu que os discípulos esperassem até que recebessem esse poder, antes que pudessem ir às nações em Sua autoridade (Lucas 24:49).


O princípio organizador da igreja do Novo Testamento
A ordem aqui é bem diferente daquela dada a Israel. Israel recebeu a comissão de criar uma comunidade atenciosa que refletisse o Deus verdadeiro. A nação foi posta na encruzilhada das civilizações, de onde atrairia outros povos para que esses, aprendessem do Deus verdadeiro. Em contraste a isso, Cristo dá a comissão ao novo Israel para ir a todas as nações. Isso revela uma principal diferença de missão entre Israel e a igreja. A igreja de Jesus não deveria ser organizada com base no modelo do Antigo Testamento, mas numa ordem nova. Deveria ser organizada para o bem do cumprimento da missão de Cristo, que é fazer discípulos de todas as nações. Precisamos estar seguros de que temos uma organização aperfeiçoada para cumprir essa missão. Isso exige de nós avaliação contínua, porque muitas vezes o que inicialmente beneficiou a missão, tempos depois, pode não ser útil.
Atualmente, nossas igrejas, muitas vezes oferecem programas centralizados nelas, e esperam que o povo seja atraído para receber instruções. Isso é um modelo do Antigo Testamento. A igreja não deveria meramente ser a comunidade reunida, posicionada como testemunha de Cristo. Jesus, com autoridade, disse à igreja: "Ide". Somente quando nos dispersarmos, como sal, impregnando o mundo, é que realmente mostraremos ser a igreja da Grande Comissão. A maioria das nossas igrejas entende muito bem como operar a igreja reunida, mas tem feito muito pouco para ensinar os membros a serem a igreja dispersada. Entendemos a imagem de "fortaleza" aplicada à igreja, mas falhamos em entender a imagem “de sal”. Não podemos descartar a primeira imagem, mas isso só não basta. Temos que ser a igreja espalhada pelo mundo.
Geralmente, convidamos amigos para reuniões evangelísticas e outras atividades da igreja local. Isso é bom, mas não é o quadro completo que Jesus nos deu. A igreja não é o prédio - a igreja é o povo. Portanto, onde as pessoas da igreja estiverem, aí é a igreja. Na segunda-feira, a igreja pode funcionar no escritório, na fabrica. ou no clube de saúde. Quando os membros interagem com o mundo em seus negócios e lazer, eles estão sendo a igreja espalhada. Se somos, de fato, a Igreja da Grande Comissão temos que ensinar nossos membros a serem “Igrejas" no trabalho, no lazer e no lar.
Não mais estamos sob o modelo do Antigo Testamento. Não podemos esperar apenas que as pessoas venham até nós. A ordem de Jesus é radicalmente diferente; somos enviados ao mundo para fazermos discípulos. Atualmente, nossas igrejas estão mais baseadas no paradigma do Antigo Testamento do que no modelo da Grande Comissão. É hora de nos reorganizarmos segundo o modelo do Novo Testamento.
Embora o objetivo da Missão seja “fazer discípulos” a ênfase dada por Jesus está mais no “enviar”, uma vez que o fazer discipulos deve acontecer no processo de “ir” em vez da igreja esperar que as pessoas venham a ela, como no antigo modelo. A igreja não pode se contentar em simplesmente sentar e tentar incentivar as pessoas ao discipulado. O mandato é inconfundível: a igreja deve "ir"; e, nesse processo, é que ela deve fazer discípulos.
A ordem da Grande Comissão é a criação de uma igreja “espalhada” como forma dominante, e não a igreja "reunida" como forma dominante. Necessitamos dela, mas essa não deve ser a forma principal da igreja. A verdadeira igreja da Grande Comissão é a que age como sal, infiltrando-se na comunidade para fazer discípulos.
A igreja tende a estar sempre satisfeita com o que já realizou - e falhar em continuar avançando. Jesus não poderia ter usado um imperativo mais poderoso do que o da Grande Comissão. Ele ordena a Seus discípulos: "Ide". Essa poderosa ordem é usada mais três vezes no Evangelho de Mateus (Mat. 2:8; 11:4; 28:7). Em cada caso, é uma ordem para as pessoas irem fisicamente a algum lugar. Portanto, poderia muito bem ser traduzida por: "mexa-se". Frederick Dale Bruner – Mateus Vol. 2 – O livro da Igreja, pág. 1096. Devemos sair à comunidade e encontrar maneiras de fazer contato com pessoas que estão longe de Jesus.
Essa ordem não deve ser ignorada. Deve haver urgência em sua resposta. Não há mais necessidade de esperar. O poder que desceu no Pentecostes está plenamente disponível, agora, aos discípulos modernos. Portanto, a urgência da Grande Comissão compele a igreja a se envolver com a missão de Cristo, agora.

A tríplice missão da grande comissão
Qual é essa missão? De acordo com a comissão, é fazer discípulos, batizando-os, e ensinando-lhes tudo o que Jesus ordenou. A missão está centralizada nestas três tarefas: fazer discípulos, batizar, e ensinar. A missão não está completa até que todas elas tenham sido realizadas. Somente quando seguimos essa fórmula tríplice como igreja é que pode afirmar que estamos cumprindo a missão. E tudo deve ser feito no processo de "ir".
Enquanto a igreja marca presença no mundo, espalhando-se, ela faz discípulos, batiza, e ensina. Portanto, se uma igreja batiza as pessoas sem fazer discípulos ou
sem ensiná-los, ela é desobediente a Cristo. Se faz discípulos e deixa de batizá-los, ela é desobediente a Cristo. Se ensina as pessoas os mandamentos de Cristo, mas não faz discípulos e não batiza, ela é desobediente a Cristo, Até mesmo quando uma igreja fizer discípulos e batizar as pessoas, mas falhar em continuar ensinando-lhes os mandamentos de Jesus, ela é desobediente a Cristo. A ordem de nosso Senhor é clara demais para ser mal-entendida.
Em diferentes épocas da história do cristianismo, a igreja realçou uma das três dimensões da missão, mas raramente colocou a mesma ênfase em todas as três dimensões. Em muitos casos, a ênfase degenerou para um jogo de números, no qual todo o destaque passa a ser o batismo, com pouca atenção dada ao discipulado e ensino. Somente uma ênfase equilibrada no discipulado, batismo e ensino pode cumprir a Grande Comissão evangélica.
A verdadeira igreja de Jesus hoje deve ser a igreja da Grande Comissão.
uma que seja sincera em relação ao cumprimento da missão. Se a igreja origina-se na Grande Comissão, sua vida e prática devem girar em torno do cumprimento dessa comissão, como razão para sua existência. É nessa base que a igreja de Jesus hoje deve se tornar o verdadeiro povo missionário de Deus para o bem das nações.


O Que É Um Discípulo
na Compreensão de Jesus?
Já que a Grande Comissão constitui a razão para a existência da igreja, e já que essa comissão ordena que ela faça discípulos, é essencial que tenhamos uma compreensão clara e bíblica do termo discípulo. Considerando que fazer discípulos é algo tão crucial ao cumprimento da Grande Comissão, precisamos entender claramente o assunto como Jesus o compreendia.

A compreensão de Jesus sobre discípulo
A palavra discípulo é traduzida do termo grego mathetes. A idéia teve origem na Grécia, quando um aluno se unia a um professor a fim de adquirir conhecimento teórico e prático. É usada no Novo Testamento para indicar ligação total a alguém em discipulado. Ser discípulo, segundo o Novo Testamento, é viver em relacionamento com Aquele que está discipulando. Nesse relacionamento, o discípulo deve aprender continuamente sobre a outra pessoa, enquanto ao mesmo tempo vive em sujeição a ela. A palavra não sugere uma conversão rápida ao mestre, mas um lento processo pelo qual se é feito discípulo.
Essa compreensão da palavra discípulo, conforme usada na época do Novo Testamento, nos ajuda a entender melhor as palavras da Grande Comissão: discipular, batizar, ensinar. Discipulado envolve principalmente comprometimento de alguém com certa pessoa, e submissão à sua autoridade, a fim de ser ensinado. O discípulo nunca é totalmente discipulado, mas está sempre nesse processo. Desse modo, o que é requerido de uma pessoa, antes que seja batizada, é que ela entre em completa submissão à autoridade de Cristo, esteja disposta a viver em sujeição a Ele e a aprender sobre Ele enquanto viver.
A palavra discipulos ilustra alunos sentados ao redor de um professor mais do que penitentes ajoelhados num altar – um processo educacional mais do que um, evento evangelístico; uma escola, mais do que um reavivamento.
A explicação que o comentarista bíblico Frederick Bruner dá à palavra discípulo tem grande peso evangelístico. Ele sugere que, ir a Cristo é um ato de Deus, então os seres humanos não podem levar as pessoas a terem fé em Cristo. Tudo o que podem fazer é criar um ambiente de educação que faz as pessoas ficarem cientes de Cristo e de Sua Palavra. Nesse ambiente, elas então podem ser levadas à fé em Cristo. Porém, elas o fazem através de sólida educação sobre a vida e os ensinamentos de Cristo; e não de uma compreensão superficial do que significa ser cristão.
Ele estabelece a diferença entre o fazer discípulos, que leva ao batismo, e a continuação do fazer discípulos, após o batismo.
"Discípulo" (matheteusate) no imperativo aorístico é o verbo explicativo que resume todas responsabilidades missionárias. Então, os outros dois verbos no gerúndio "batizando" e "ensinando" (baptizontes e didaskontes) particularizam os dois objetivos do discipulado: o batismo, objetivo do evangelismo; o ensino, meio de educar. O discipulado atinge seu primeiro objetivo no "ato definitivo do batismo e é continuado através da contínua atividade do ensino". Assim a Grande Comissão diz aos cristãos tanto o meio de iniciação (batismo) quanto o meio de continuação (os ensinamentos de Jesus). De acordo com essas evidências, parece que fazer discípulos é tanto uma obra inicial quanto uma obra contínua, na vida de quem é levado ao discipulado.
A pergunta que nos preocupa agora é: Qual é a obra inicial de fazer discípulos que precisa ser feita antes que uma pessoa seja batizada? De acordo com a Grande Comissão, as pessoas são feitas discípulos, então são batizadas, e depois instruídas. Há pouca discórdia entre cristãos sobre o fato de que elas prescisam de ensinamento contínuo após o batismo. A área de discórdia é quanto ao que deve ser ensinado antes do batismo.

Como se tornar um discípulo
O ponto principal da Grande Comissão é o objetivo de Jesus: fazer discípulos. Existe o discipulado inicial, necessário para o batismo, e o discipulado contínuo, que é necessário para o ensino. As pessoas devem ser batizadas quando atingirem a fase inicial do discipulado. Nessa altura, elas são discípulos; porém não completamente maduros. Por isso Jesus sugere que nós os batizemos - esses discípulos iniciais - e que continuemos ensinando-lhes num modelo contínuo de discipulado.
Tendo esse pensamento em mente passaremos a examinar as afirmações que Jesus mencionou como sendo necessárias para alguém se tornar discípulo. Ele trata com o discipulado inicial, necessário antes do batismo, em vez do discipulado contínuo, recebido depois do balismo.
A primeira passagem detalhando o que significa ser um discípulo, de Jesus encontra-se em Mateus 10:24, 25:
"O discípulo (mathetaí) não está acima de seu mestre, nem o servo, acima de seu senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?"
Essa passagem indica que aquele que se torna discípulo entra num relacionamento de aprendizagem com o Mestre. O discípulo tem disposição para aprender, requisito indispensável para quem deseja ser batizado como discípulo de Jesus. Essa passagem também sugere que quem se tornar discípulo de Jesus pode, esperar ser tratado como Ele o foi - incompreendido e perseguido. No início de sua conversão a Cristo, é difícil para as pessoas suportarem provas por causa da sua fé.
Porém, se o discípulo é capaz de suportar ataques, como sugere o texto, então ele deve ter alcançado um mínimo de maturidade de fé em Cristo. Portanto, parte do processo evangelístico de se fazer discípulos é ajudar o crente a desenvolver uma fé madura o suficiente para suportar perseguição ou ridículo. Isso foi especialmente verdadeiro no que se refere aos cristãos primitivos que, em muitos casos, perderam a vida logo após sua entrega a Cristo.
A segunda passagem principal sobre a compreensão de Jesus sobre o que é um discípulo encontra-se em Lucas 14:26, 27, 33:
"Se alguém vem a Mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo. E qualquer que não tomar sua cruz e vier após Mim não pode ser Meu discípulo.... Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser Meu discípulo."
Grandes multidões seguiam a Jesus (verso 25). Se Ele acreditava em conversões em massa a Seus ensinos, então deu uma resposta muito imprópria e desanimadora para as multidões com essa declaração. Há um custo em se seguir a Jesus. Ele não quer seguidores de meio coração - deseja indivíduos totalmente comprometidos. Os que decidirem se tornar Seus discípulos devem estar dispostos a abandonar tudo, incluindo o lar, a família, parentes, riquezas, e posição, para O seguirem. Para Ele, o pré-requisito para o discipulado sempre foi completa entrega e disposição de abrir mão de tudo para segui-Lo.
A religião que Cristo oferece quando Ele convida as pessoas a se tornarem discípulos não é de sossego e comodismo, mas de suportar a cruz. Isso não significa que o cristão vive mal - humorado e sem alegria. Significa que aquele que se tornou Seu discípulo encontra alegria em meio ao sofrimento e tribulações decorrentes de sua fidelidade a Cristo, considerando um privilégio poder sofrer com Ele. Cristo não promete comodismo e prazeres neste mundo, mas promete paz interior e felicidade. Para obter isso, o discípulo de Jesus resignadamente leva "Sua cruz".
Essa declaração de Jesus sobre o discipulado inicial enfatiza comprometimento mais do que "conhecimento intelectual". Discipulado envolve compromisso total e absoluto com Cristo mais do que simplesmente concordância com um conjunto de doutrinas. Isso não desconsidera a compreensão de doutrinas básicas, essencial para o batismo. Mas essa compreensão doutrinária deve ter o propósito de ajudar pessoas a se entregarem totalmente a Cristo. Ninguém se compromete com quem não conhece. A compreensão da doutrina no contexto dessa passagem deveria ajudar novos cristãos a conhecer Jesus, para que possam se sentir à vontade em fazer um compromisso radical e sem reservas com Ele.
A terceira passagem que trata do assunto de ser um discípulo de Jesus se encontra em João 8:31,32:

"Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nEle: Se vós permanecerdes na Minha palavra, sois verdadeiramente Meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."
Nessa passagem, Jesus está falando com pessoas que já crêem nEle. Se Jesus fosse aceitar a compreensão de que apenas crer é ser discípulo, essas pessoas já teriam sido consideradas discípulos. Contudo, Ele declara que simplesmente crer nEle não é suficiente. Ser um discípulo significa continuamente se firmar em Seus ensinamentos. Isso sugere, que ser um discípulo envolve um processo mais demorado do que simplesmente a aproximação inicial a Cristo.
O resultado da contínua solidificação em Seus ensinamentos, Jesus prometeu, seria conhecer a verdade. Ele mesmo Se declara a verdade (João 14:6). Alguém que deve ser Seu discípulo, então, é uma pessoa que realmente O conhece como a , verdade máxima da vida. Para que isso aconteça, o iniciante deve receber os ensinamentos básicos sobre Jesus, antes do discipulado. Na verdade, uma Versão Amplificada sugere que um discípulo é alguém que se firma nos ensinamentos de Jesus e vive de acordo com eles; é alguém que é obediente ao que Jesus diz, ou seja, guarda os mandamentos. Obviamente, ele guarda os mandamentos motivado por seu amor a Jesus, e não por obrigação ou dever. Isso implica um sólido relacionamento com Jesus como base do discipulado, e a obediência aos Seus ensinamentos, como um fruto desse relacionamento. Se esse fruto externo não for visto, o discipulado não ocorreu.
A próxima passagem sobre discipulado é encontrada em João 13: 34:
"Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros."
O amor deve ser o teste infalível e absoluto de discipulado. Você pode dizer se uma pessoa é um discípulo quando ela ama como Jesus o faz - incondicionalmente. Não quer dizer que esse amor seja absolutamente perfeito, mas o amor ágape de Jesus deve ser encontrado, pelo menos como embrião, na vida do discípulo. Mais uma vez, Jesus nos dá testes de discipulado. Se a Grande Comissão nos ordena fazer discípulos, então, produzir crentes a quem chamamos de cristãos, mas que não têm o amor de Cristo no coração é distorcer o Seu evangelho.
O sucesso fantástico da igreja primitiva não se devia tanto à sua metodologia correta, mas ao seu testemunho consistente em exemplificar as claras marcas do discipulado que Jesus modelou para os primeiros cristãos. É uma tragédia quando as "massas" são levadas à condição de membros, na igreja, sem as claras evidências de discipulado. Isso destrói o testemunho natural da igreja e enfraquece o cristianismo. As instruções de Jesus sobre fazer discípulos como o trabalho da igreja parece ser desenhado para prevenir o desenvolvimento de uma igreja que comprometeria seu testemunho. Ele está preocupado em alcançar as massas, mas quer alcançá-las com o "verdadeiro cristianismo", não com um Cristianismo artificial.
A última passagem em que Jesus se refere a fazer discípulos é João 15:8:
"Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos."
Ligação com Jesus pressupõe frutificar. É o resultado inevitável de tal união. Pelo fato de ser inevitável, se o fruto não aparecer, podemos saber que o discipulado ainda não ocorreu. Aqui está outro dos testes de Jesus, pelo qual a igreja pode medir se uma pessoa se tornou, ou não, um discípulo. Ela precisa produzir fruto. Que fruto é esse? Alguns podem sugerir que Jesus tem em mente os frutos do espírito citados pelo apóstolo Paulo no livro de Gálatas. Contudo, Jesus está falando antes de Paulo. Nesse capítulo, Ele Se refere a Si mesmo como a videira; e a Seus seguidores como os ramos. O trabalho dos ramos é produzir frutos por acusa da conexão com a videira. Senão, são cortados como ramos que não produzem.
Todo o contexto dessa passagem parece centralizar numa compreensão de missão. O cristão que não está reproduzindo, gerando outros discípulos, ainda não é um discípulo. Portanto, é impossível ser um seguidor de Jesus se não compartilhá-Lo. Discípulos não só devem compartilhar, mas devem também fazer discípulos, do contrário, não podem ser considerados discípulos. O discipulado proposto por Jesus é vitalício. Ele quer que produzamos muito fruto; não um converso casual, uma vez na vida e outra na morte.

Discipulado e evangelismo

Essa qualificação de discipulado tem fortes implicações nos procedimentos evangelísticos. Ela sugere que como parte do treinamento inicial das pessoas para o discipulado, elas são treinadas para ser ganhadoras de almas. Se ganhar pessoas para Jesus é uma parte tão inerente do discipulado, como pode o processo evangelístico deixar de lado esse treinamento? Senão as pessoas entram na igreja com seu próprio comprometimento a Cristo e então passam o resto da vida cristã servindo a si mesmas, e não aos outros. Implementar plenamente esse conceito significa que devemos colocar os novos conversos num programa de treinamento para que possam ser colocados em algum ministério de acordo com seus dons espirituais.
Colocar isso em prática na igreja local significa que as pessoas que se uniram à igreja descobriram seus dons e encontraram seu ministério no corpo da igreja. O problema do adventismo contemporâneo é que desenvolvemos uma igreja cheia de membros que não foram discipulados. Portanto, poucos estão envolvidos em algum tipo de ministério. Reeducá-los pode ser difícil. Talvez seja mais fácil começar com novos conversos, mudando o processo evangelístico, para que todos os que entrarem na igreja o façam com a compreensão de que devem encontrar seu ministério.
Inerente ao chamado para ser um discípulo de Jesus está o chamado para ser um cristão que produz frutos. Desse modo, Jesus está declarando que o discipulado cristão não pode existir, a não ser que a pessoa esteja envolvida em fazer discípulos. Isso está ligado com a própria Grande Comissão. Todo cristão deve crescer à maturidade do discipulado e então produzir outros discípulos. Todo discípulo deve ser um pai espiritual para outros discípulos que estão em fase de crescimento, e então deve ser um avô, e então um bisavô. “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como um missionário”. E.G. White, O desejado de Todas as Nações, pág. 195.
Desse modo a conversão é a mudança daqueles que não eram "um povo" para se tornarem o povo ministrador de Deus, o corpo de Cristo que é ativo, comprometido, e que serve aos outros.
Na verdade, poderia se dizer que conversão completa e total, no sentido bíblico, é um processo de três partes, que envolvem (1) conversão a Deus em Jesus Cristo; (2) conversão à igreja, o corpo de Cristo; e (3) conversão ao ministério no mundo por quem Cristo morreu. Isso sugeriria que em nossa metodologia evangelística e no preparo para se tornar membro da igreja, o novo discípulo deveria receber suficiente informação e ter desenvolvido suficiente experiência para que possa iniciar o processo de reprodução de discípulos. Esse processo precisa se tornar inerente ao chamado inicial para ser um cristão. Ninguém deve experimentar o chamado ao discipulado sem experimentar o chamado para fazer discípulos. Isso sugere um processo que leva à conversão em vez de uma rápida resposta para aceitar a Cristo e ser batizado.
Um exame das passagens que tratam de discipulado revelou o seguinte sobre a compreensão de Jesus a respeito do que significa ser um discípulo:
1. Um discípulo é alguém que está disposto a suportar perseguição e ridículo pelo nome de Cristo. Tal discípulo mantém atitude de aprendiz, facilitando o ensino.
2. Um discípulo é alguém que vive em completa submissão ao senhorio de Cristo, estando disposto a deixar tudo - bens, família, amigos - pela causa de Cristo.
3. Um discípulo é alguém que entende e guarda os ensinamentos básicos de Jesus.
4. Um discípulo é alguém que deu evidências que o amor ágape foi encontrado em sua vida por causa de sua ligação com Cristo.
5. Um discípulo é alguém que está produzindo frutos ao criar outros discípulos para Jesus.
Se os cinco pontos acima são o que Jesus queria dizer quando disse discípulo, então Sua ordem na Grande Comissão significaria que o método evangelístico empregado pelos discípulos produzirá pessoas que exemplifiquem esses cinco pontos em sua vida. Deve haver um sólido desenvolvimento de fé nas pessoas que são feitas discípulos. Tal desenvolvimento de fé não ocorre da noite para o dia. Requer um processo de tempo, que é a ideia sugerida pelo próprio uso do termo discípulo para descrever o que Jesus desejava que Sua igreja realizasse.
A ordem do Mestre para a igreja cristã está claramente descrita em Mateus 28:19. Essa ordem exige um processo de desenvolvimento de fé que traz a pessoa para onde possam claramente exemplificar os sinais de discipulado enumerados acima. Qualquer metodologia evangelística que falha em fazer isso é defeituosa.